Klaricid Ud Bula

Klaricid UD

Como o Klaricid UD funciona?


Klaricid UD é um antibiótico do tipo macrolídeo semi-sintético
que exerce sua ação antibacteriana inibindo a produção de proteínas
pelas bactérias sensíveis à claritromicina.

O comprimido de liberação prolongada (UD) é absorvido aos
poucos, durante sua passagem pelo estômago e intestino.

Contraindicação do Klaricid UD

Klaricid UD é contraindicado para o uso por pacientes
com conhecida alergia aos antibióticos macrolídeos e a
qualquer componente da fórmula.

Também está contraindicado se você estiver fazendo uso de um dos
seguintes medicamentos: astemizol, cisaprida, pimozida e
terfenadina, e se você estiver com hipocalemia (pouca quantidade de
potássio no sangue), pois pode causar um prolongamento do intervalo
QT (alteração no eletrocardiograma) e arritmias cardíacas incluindo
taquicardia ventricular, fibrilação ventricular e Torsades de
Pointes
(distúrbio no ritmo cardíaco).

O uso deste medicamento com alcaloides de Ergot
(exemplo: ergotamina ou diidroergotamina) é
contraindicado, pois pode resultar em toxicidade ao ergot.

A coadministração deste medicamento com midazolam oral
é contraindicada.

Este medicamento não deve ser utilizado por pacientes com
histórico de prolongamento do intervalo QT, adquirido ou congêntio,
(alteração no eletrocardiograma) ou arritmia ventricular do
coração, incluindo Torsades de Pointes (tipo de
taquicardia ventricular).

Este medicamento não deve ser utilizado em combinação com
colchicina.

Este medicamento não deve ser utilizado por pacientes que sofrem
de insuficiência hepática (no fígado) grave em combinação com
insuficiência renal (nos rins).

Este medicamento não deve ser utilizado em combinação com uma
estatina (exemplo: lovastatina ou sinvastatina), pois aumenta o
risco de o paciente ter miopatia (doença muscular), incluindo
rabdomiólise (destruição do músculo esquelético).

Este medicamento é contraindicado se você estiver fazendo uso de
ticagrelor ou ranolazina.

Klaricid UD é contraindicado para o uso por pacientes com
alteração importante da função dos rins (depuração de creatinina
menor do que 30 mL/min).

Gravidez: Categoria de risco: C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do cirurgião
dentista.

Como usar o Klaricid UD

Klaricid UD deve ser tomado por via oral (boca), uma vez ao dia,
com alimento.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado.

Posologia do Klaricid UD


Adultos

A dose habitual de Klaricid UD para adultos é de 1 comprimido de
liberação prolongada de 500 mg, por via oral, uma vez ao dia.

Nas infecções mais graves, a dose pode ser aumentada para 1000
mg (2 comprimidos de 500 mg), uma vez ao dia.

Dose máxima diária

A dose máxima diária de administração do medicamento é de 1000
mg uma vez ao dia (2 comprimidos de 500 mg cada).

Duração do tratamento

A duração habitual do tratamento é de 5 a 14 dias, exceto para
os tratamentos da pneumonia adquirida na comunidade e sinusites,
que requerem de 6 a 14 dias de tratamento.

Insuficiência renal

Klaricid UD não deve ser utilizado em pacientes com
insuficiência renal significante (depuração de creatinina menor do
que 30 mL/min), pois a redução apropriada na dose de claritromicina
não é possível para essa forma farmacêutica. Para pacientes com
disfunção renal moderada (depuração de creatinina de 30 a 60
mL/min.), a dose deve ser reduzida em 50%, resultando na dose
máxima de um comprimido de claritromicina de liberação prolongada
ao dia.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Klaricid UD?


Se você se esquecer de tomar o medicamento, tome uma dose assim
que se lembrar e fale com o seu médico. Não dobrar a próxima dose
para repor a dose que você esqueceu de tomar no horário certo.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Klaricid UD

O uso prolongado deste medicamento, assim como de outros
antibióticos, pode resultar na colonização por bactérias e fungos
não sensíveis ao tratamento. Na ocorrência de superinfecção, uma
terapia adequada deve ser estabelecida pelo médico.

A claritromicina deve ser administrada com cuidado a pacientes
com alteração da função do fígado ou dos rins uma vez que, a
claritromicina é eliminada principalmente pelo fígado. Deve ser
também administrada com precaução a pacientes com comprometimento
moderado a grave da função dos rins.

Recomenda-se precaução a pacientes com insuficiência renal
severa.

Claritromicina deve ser descontinuada imediatamente se sinais e
sintomas de hepatite ocorrerem como falta de apetite
(anorexia), pele amarelada (icterícia), urina escura, coceira ou
sensibilidade abdominal.

Diarreia associada à Clostridium
difficile
 foi relatada com o uso de quase todos os
agentes antibacterianos, incluindo claritromicina, podendo sua
gravidade variar de diarreia leve a colite fatal. O
tratamento com agentes antibacterianos altera a flora normal do
intestino, o que pode levar à proliferação de Clostridium
difficile 
(bactérica causadora da diarreia), portanto a
existência dessa bactéria deve ser considerada pelo médico em todos
os pacientes que apresentarem quadro de diarreia após o uso de
antibiótico. Um minucioso histórico médico é necessário para o
diagnóstico, já que a ocorrência desta bactéria foi relatada ao
longo de dois meses após a administração de agentes
antibacterianos.

Este medicamento não deve ser utilizado em combinação
com colchicina.

Recomenda-se precaução quanto à administração de claritromicina
juntamente com benzodiazepínicos, como triazolam e midazolam
intravenoso (aplicado na veia) ou bucal (aplicado na boca).

Prolongamento do Intervalo QT

A repolarização cardíaca (alteração no eletrocardiograma) e
intervalo QT prolongado, que confere risco no desenvolvimento de
arritimia cardíaca e Torsades de
Pointes
 (distúrbio no ritmo cardíaco), têm sido
observados em pacientes em tratamento com macrolídeos incluindo
claritromicina.

Portanto, tal situação pode levar ao aumento da arritmia
ventricular (incluindo Torsades de Pointes), com isso
claritromicina deve ser utilizada com preucação nos
seguintes:

  • Pacientes com doença arterial coronariana, insuficiência
    cardíaca grave, distúrbios de condução ou bradicardia clinicamente
    relevante (frequência cardíaca baixa);
  • Pacientes com distúrbios eletrolíticos, como hipomagnesemia
    (pouca quantidade de magnésio no sangue). Claritromicina não deve
    ser utilizada em pacientes com hipocalemia (pouca quantidade de
    potássio no sangue);
  • Pacientes que utilizam outro medicamento associado com tempo de
    prolongamento do intervalo de QT;
  • O uso conjunto de claritromicina com astemizol,
    cisaprida, pimozida e terfenadina é contraindicado;
  • Claritromicina não deve ser utilizada em pacientes com
    prolongamento do intervalo de QT congênito (de nascença) ou
    documentado, ou história de arritmia ventricular.

Pneumonia

Seu médico deve realizar o teste de sensibilidade quando
prescrever claritromicina para pneumonia e infecções de pele e
tecidos moles de severidade leve a moderada. Se sua pneumonia foi
adquirida em hospitais, a claritromicina deve ser utilizada em
combinação com antibióticos adicionais adequados prescritos pelo
médico.

No caso de reações de hipersensibilidade (alergia) aguda severa,
como anafilaxia (reação alérgica aguda), reação adversa
cutânea severa (SCAR) (por exemplo, pustulose generalizada
exantemática aguda – PGEA, Síndrome de Stevens-Johnson (eritema
bolhoso multiforme), necrólise epidérmica tóxica e Síndrome DRESS
(erupção cutânea associada ao fármaco com eosinofilia e sintomas
sistêmicos), o tratamento com claritromicina deve ser descontinuado
imediatamente e um tratamento apropriado deve ser urgentemente
iniciado.

É contraindicado o uso de claritromicina em conjunto com
lovastatina ou sinvastatina, o que aumenta a concentração de
claritromicina no sangue e aumenta o risco de miopatia (doença
muscular), incluindo a rabdomiólise (necrose ou desintegração no
músculo esquelético). Em situações onde o uso concomitante de
claritromicina com lovastatina ou sinvastatina não poder ser
evitado, é recomendado que seu médico prescreva a menor dose
registrada destas estatinas.

O uso da claritromicina em conjunto com agentes hipoglicêmicos
orais (medicamentos que controlam os níveis de açúcar no sangue
usados no tratamento de diabetes, como as sulfonilureias) e/ou
uso de insulina, pode causar hipoglicemia (diminuição dos
níveis de açúcar no sangue) significativa. Seu médico deverá
monitorar cuidadosamente o nível de glicose do seu sangue.

Quando a claritromicina é utilizada junto com anticoagulantes
orais (medicamentos que diminuem ou evitam a formação de coágulos
no sangue, como a varfarina) há um risco sério de hemorragia e
alteração de exames de controle da coagulação [elevação do tempo de
protrombina e no Índice Internacional Normalizado (do inglês
Internacional Normalized Ratio – INR)]. Seu médico deverá monitorar
tempo de INR e protrombina se você estiver tomando claritromicina
junto com anticoagulantes orais.

Este medicamento contém lactose.

Pacientes com problema hereditário raro de intolerância a
galactose, deficiência de Lapp lactose ou má absorção de
glicose-galactose não devem tomar esse medicamento.

Klaricid UD contém 15,3 mg de sódio por comprimido. Caso o
paciente tome 2 comprimidos ao dia de Klaricid UD a dose total
ingerida de sódio será de 30,6 mg, este valor deve ser levado em
consideração no caso de pacientes que possuem uma dieta controlada
de sódio.

Interações medicamentosas

O uso dos seguintes medicamentos é estritamente
contraindicado, devido à gravidade dos efeitos causados pelas
possíveis interações medicamentosas:

Cisaprida, pimozida, astemizole e
terfenadina

Foram relatados aumentos dos níveis de cisaprida em pacientes
tratados concomitantemente com claritromicina e cisaprida. Isto
pode resultar em prolongamento no intervalo QT (alteração no
eletrocardiograma) e problemas no coração (arritmias cardíacas),
incluindo taquicardia ventricular, fibrilação ventricular
Torsades de Pointes (distúrbio no ritmo
cardíaco). Efeitos semelhantes foram observados em pacientes
tratados concomitantemente com claritromicina e pimozida.

Foi relatado que os macrolídeos alteram o metabolismo da
terfenadina, resultando no aumento do nível desta substância que,
ocasionalmente, foi associado a arritmias cardíacas (batimentos
irregulares do coração), tais como prolongamento do intervalo QT
(alteração no eletrocardiograma), taquicardia ventricular,
fibrilação ventricular e Torsades de
Pointes
 (tipo de taquicardia ventricular). Efeitos
semelhantes foram observados com o uso concomitante de astemizol e
outros macrolídeos.

Alcaloides de ergot

Estudos de pós-comercialização indicaram que a coadministração
de claritromicina com ergotamina ou diidroergotamina foi associada
com toxicidade aguda de ergot, caracterizada por vasoespasmos e
isquemia (redução do fluxo sanguíneo) das extremidades e outros
tecidos, inclusive sistema nervoso central. A administração
concomitante de claritromicina com estes alcaloides de ergot é
contraindicada.

Midazolam oral

A administraçção concomitante de midazolam oral e
claritromicina é contraindicada.

Inibidores da HMG-CoA redutase (estatinas)

O uso concomitante de claritromicina com lovastatina ou
sinvastatina é contraindicado, devido ao possível aumento do risco
de miopatia, incluindo rabdomiólise. Foram recebidos relatos de
rabdomiólise em pacientes que administraram claritromicina junto
com estas estatinas. Se o tratamento com claritromicina não puder
ser evitado, o tratamento com lovastatina ou sinvastatina deve ser
suspenso neste período.

Deve-se ter precaução quando houver prescrição de claritromicina
com estatinas. Em situações onde o uso em conjunto de
claritromicina com estatinas não puder ser evitado, é recomendado
que seja prescrita a menor dose registrada de estatina. O uso de
estatina que não é dependente do metabolismo por CYP3A
(ex: fluvastatina) pode ser considerado. Os pacientes devem
ser monitorados por sinais e sintomas de miopatia.

Efeitos de outros medicamentos na terapia com
claritromicina

Fármacos indutores da CYP3A4, como por
exemplo, rifampicina, fenitoína,
carbamazepina, fenobarbital e erva de São João, podem
levar à redução de eficácia da claritromicina. Por isso, deve-se
monitorar esses medicamentos na corrente sanguínea devido à um
possível aumento dessas substâncias devido à inibição de CYP3A4
pela claritromicina. A administração de claritromicina
com rifabutinaresultou em um aumento da concentração de
rifabutina e diminuição dos níveis sanguíneos de claritromicina
juntamente com risco aumentado de uveíte (inflamação de parte ou
toda a úvea, a camada média vascular do olho).

Os seguintes medicamentos sabidamente alteram ou são
suspeitos de alterar a concentração de claritromicina na circulação
sanguínea. Ajustes da dose de claritromicina ou a adoção de
tratamento alternativo devem ser considerados pelo seu
médico:

Efavirenz, nevirapina, rifampicina, rifabutina e
rifapentina

Fortes indutores do metabolismo do citocromo P450, tais como,
efavirenz, nevirapina, rifampicina, rifabutina e rifapentina podem
acelerar o metabolismo da claritromicina e, portanto, o efeito
terapêutico pretendido pode ser prejudicado durante a administração
concomitante de claritromicina e indutores enzimáticos.

Etravirina

Este fármaco diminuiu a exposição à claritromicina; no entanto,
as concentrações do metabólito ativo, 14-OH-claritromicina foram
aumentadas. Por este metabólito ter atividade reduzida contra
Mycobacterium avium complex (MAC), a atividade
em geral contra este patógeno pode estar alterada; portanto, para o
tratamento do MAC, alternativas à claritromicina devem ser
consideradas pelo seu médico.

Fluconazol

Não é necessário ajuste da dose de claritromicina.

Ritonavir

Não é necessária a redução da dose em pacientes com função dos
rins normal. Entretanto, em pacientes com disfunção dos rins,
ajustes deverão ser considerados pelo seu médico. Doses de
claritromicina maiores que 1g/dia não devem ser administradas
concomitantemente com ritonavir. Ajustes similares de dose devem
ser considerados em pacientes com redução da função dos rins,
quando ritonavir é utilizado juntamente com outros medicamentos com
função semelhante (inibidores da protease), tais
como, atazanavir e saquinavir.

Efeitos da claritromicina na terapia com outros
medicamentos

Antiarrítmicos

Há relatos de pós-comercialização de casos de Torsades
de Pointes 
(taquicardia ventricular), que ocorreram com o
uso concomitante de claritromicina e quinidina ou
disopiramida. Eletrocardiogramas devem ser monitorados pelo médico
durante a coadministração de claritromicina e antiarrítmicos. Os
níveis sanguíneos destes medicamentos devem ser monitorados durante
a terapia com claritromicina.

Há relatos pós-comercialização de hipoglicemia com administração
concomitante de claritromicina e disopiramida. Desta forma, os
níveis de glicose no sangue devem ser monitorados durante a
administração concomitante de claritromicina e disopiramida.

Agentes hipoglicêmicos orais/Insulina

Com certos medicamentos hipoglicêmicos
como nateglinida e repaglinida pode ocorrer
hipoglicemia quando usados junto com a claritromicina. O
monitoramento cuidadoso da glicemia é recomendado.

Interações relacionadas à CYP3A4

A coadministração de claritromicina (inibidora da enzima
CYP3A), e de um fármaco metabolizado principalmente pela CYP3A,
pode estar associada à elevação da concentração do fármaco, podendo
aumentar ou prolongar os efeitos terapêuticos e adversos do
medicamento associado. Ajustes de dose devem ser considerados, e
quando possível, as concentrações sanguíneas das drogas
metabolizadas pela CYP3A devem ser cuidadosamente monitoradas em
pacientes que estejam recebendo claritromicina
concomitantemente.

As seguintes substâncias são sabidamente ou supostamente
metabolizadas pela mesma isoenzima CYP3A.

São exemplos, mas não se resume a alprazolam,
astemizol, carbamazepina, cilostazol,
cisaprida, ciclosporina, disopiramida, alcalóides do ergot,
lovastatina, metilprednisolona, midazolam, omeprazol,
anticoagulantes orais (ex: varfarina), antipsicóticos atípicos
(ex: quetiapina), pimozida, quinidina,
rifabutina, sildenafila, sinvastatina, tracolimus,
terfenadina, triazolam e vimblastina. Substâncias que
interagem por mecanismos semelhantes através de outras isoenzimas
dentro do sistema citocromo P450 incluem a
fenitoína, teofilina e valproato.

Omeprazol

As concentrações plasmáticas de omeprazol aumentaram com a
administração concomitante de claritromicina.

Sildenafila, tadalafila e vardenafila

Uma redução na dose de sildenafila, vardenafila ou tadalafila
deve ser considerada pelo seu médico, quando estas são
administradas concomitantemente com claritromicina.

Teofilina, carbamazepina

Existe um aumento discreto, mas significativo, nos níveis de
teofilina ou de carbamazepina quando algum desses medicamentos é
administrado concomitantemente com a claritromicina.

Tolterodina

Uma redução na dose de tolterodina pode ser necessária na
presença de inibidores de CYP3A, assim como a redução nas doses de
claritromicina em populações com deficiência no metabolismo da
CYP2D6.

Benzodiazepínicos (ex. alprazolam, midazolam,
triazolam)

Quando midazolam é coadministrado via oral ou intravenosa com
claritromicina comprimidos, há um aumento nas concentrações de
midazolam intravenoso. Se midazolam via intravenosa for
administrado concomitantemente com claritromicina, o paciente deve
ser cuidadosamente monitorado para permitir um ajuste de dose
adequado. A administração de midazolam via bucal, que ultrapasse a
eliminação pre-sistêmica da droga provavelmente resultará em uma
interação semelhante à observada após a administração de midazolam
intravenoso, ao invés de midazolam oral.

As mesmas precauções devem ser tomadas para outros
benzodiazepínicos, incluindo triazolam e alprazolam. Para
benzodiazepínicos, cuja eliminação não depende da CYP3A (temazepam,
nitrazepam, lorazepam), a ocorrência de interação medicamentosa é
improvável. Há relatos pós-comercialização de interações
medicamentosas e dos efeitos no sistema nervoso central (ex:
sonolência e confusão) devido ao uso concomitante de claritromicina
e triazolam.

Outras interações medicamentosas

Colchicina

Quando claritromicina e colchicina são administradas
concomitantemente, pode levar a um aumento da exposição a
colchicina. O uso concomitante de claritromicina e colchicina é
contraindicado.

Digoxina

Quando claritromicina e digoxina são administradas
concomitantemente, pode elevar a exposição à digoxina. Alguns
pacientes apresentaram fortes sinais de intoxicação por digoxina,
incluindo arritmias potencialmente fatais. As concentrações
sanguíneas de digoxina devem ser atentamente monitoradas pelo
médico quando pacientes estão recebendo digoxina e claritromicina
simultaneamente.

Zidovudina

A administração simultânea de comprimidos de claritromicina e
zidovudina a pacientes adultos infectados pelo HIV pode resultar na
diminuição das concentrações de zidovudina. Devido a aparente
interferência da claritromicina com a absorção de zidovudina,
quando estes medicamentos são administrados simultaneamente por via
oral, esta interação pode ser amplamente evitada através de um
intervalo de 4 horas entre as doses dos medicamentos. Esta
interação não parece ocorrer em crianças infectadas pelo HIV,
tratadas concomitantemente com claritromicina suspensão e
zidovudina ou dideoxiinosina. Esta interação é improvável quando
claritromicina é administrada via infusão intravenosa (na
veia).

Fenitoína e valproato

É recomendada a determinação dos níveis sanguíneos destes
medicamentos, pois foi relatado aumento nestes níveis.

Interações medicamentosas bidirecionais

Atazanavir

Pacientes com função renal normal não necessitam reduzir a dose
desta medicação. Para pacientes com função renal moderada
(depuração de creatinina entre 30 e 60 mL/min), a dose de
claritromicina deverá ser reduzida pela metade pelo médico. Para
pacientes com depuração da creatinina lt; 30 mL/min, a dose de
claritromicina deve ser reduzida em 75%; formulação adequada deve
ser utilizada. Doses de claritromicina superiores a 1000 mg por dia
não devem ser administradas concomitantemente com inibidores de
protease.

Bloqueadores de canais de cálcio

Deve-se ter precaução ao administrar concomitantemente
claritromicina e bloqueadores de canais de cálcio metabolizados por
CYP3A4 (ex. verapamil, amlodipino, diltiazem) devido ao risco
de hipotensão (pressão arterial baixa). As concentrações
no sangue de claritromicina e dos bloqueadores de canais de cálcio
podem aumentar devido à interação. Presão arterial baixa
(hipotensão), alterações da frequência e/ou ritmo do coração
(bradiarritmia) e acidose lática tem sido observadas em pacientes
tomando claritromicina e verapamil juntos.

Itraconazol

A claritromicina pode levar ao aumento nos níveis sanguíneos de
itraconazol, enquanto o itraconazol pode aumentar os níveis
sanguíneos da claritromicina. Pacientes utilizando
concomitantemente itraconazol e claritromicina devem ser
monitorados cuidadosamente pelo médico quanto a sinais ou sintomas
de aumento ou prolongamento dos efeitos farmacológicos.

Saquinavir

Não é necessário ajuste de dose quando os dois medicamentos, são
coadministrados por um período limitado de tempo. Quando saquinavir
é coadministrado com ritonavir, recomenda-se atenção para os
potenciais efeitos do ritonavir na terapia com claritromicina.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Klaricid UD

As reações adversas mais comuns e frequentes
relacionadas à terapia com claritromicina tanto na população adulta
quanto pediátrica são:

Náuseas, vômito, dor abdominal, diarreia e paladar alterado.
Estas reações adversas geralmente são de intensidade leve.

Reações comuns

Distúrbios psiquiátricos

Insônia.

Distúrbios de sistema nervoso

Disgeusia (alterações no paladar), dor de cabeça e
paladar alterado.

Distúrbios gastrointestinais

Diarreia, vômito, dispepsia (indigestão), náusea e dor
abdominal.

Distúrbios hepatobiliares (relacionados ao
fígado)

Teste de função hepática anormal.

Distúrbios de pele e tecidos subcutâneos

Rash (erupção
cutânea), hiperidrose (suor excessivo).

Reações incomuns

Infecções e infestações

Candidíase, infecção e infecção vaginal.

Sistema sanguíneo e linfático

Leucopenia (diminuição de leucócitos)
e trombocitopenia (diminuição de plaquetas).

Distúrbios do sistema imunológico

Hipersensibilidade (alergia).

Distúrbios nutricionais e do metabolismo

Anorexia e diminuição de apetite.

Distúrbios psiquiátricos

Ansiedade, nervosismo.

Distúrbios de sistema nervoso

Tontura, tremor e sonolência.

Distúrbios do ouvido e labirinto

Vertigem, deficiência auditiva e tinido (zumbido).

Distúrbios cardíacos

Eletrocardiograma QT prolongado e palpitações.

Distúrbios gastrointestinais

Gastrite, estomatite, glossite (inflamação da língua),
constipação, boca seca, eructação (arroto) e flatulência.

Distúrbios hepatobiliares (relacionados ao
fígado)

Enzimas alanina aminotransferase e aspartato aminotransferase
aumentadas.

Distúrbios de pele e tecidos subcutâneos

Prurido (coceira), urticária e rash (erupção
cutânea) maculopapular.

Distúrbios músculoesqueléticos e de tecidos
conectivos

Espasmos musculares.

Distúrbios gerais

Pirexia (febre), astenia (fraqueza).

Reações de frequência desconhecida

Infecções e infestações

Colite pseudomembranosa (inflamação do intestino grosso),
erisipela (infecção de pele).

Sistema sanguíneo e linfático

Agranulocitose (diminuição de granulócitos) e trombocitopenia
(diminuição de plaquetas).

Distúrbios do sistema imunológico

Reação anafilática (hipersensibilidade aguda)
e angioedema (inchaço das camadas mais profundas da
pele).

Distúrbios psiquiátricos

Transtorno psicótico, estado de confusão,
despersonalização, depressão, desorientação, alucinações,
sonhos anormais e mania.

Distúrbios de sistema nervoso

Convulsão, ageusia (perda total de gustação), parosmia
(alteração no olfato), anosmia (perda do olfato) e parestesia
(sensação anormal do corpo, tais como, dormência,
formigamento).

Distúrbios do ouvido e labirinto

Surdez.

Distúrbios cardíacos

Torsades de pointes, taquicardia ventricular e
fibrilação ventricular.

Distúrbios vasculares

Hemorragia.

Distúrbios gastrointestinais

Pancreatite aguda, descoloração da língua e dos dentes.

Distúrbios hepatobiliares (relacionados ao
fígado)

Disfunção hepática e icterícia hepatocelular.

Distúrbios de pele e tecidos subcutâneos

Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica,
Síndrome DRESS (erupção cutânea associada ao fármaco com
eosinofilia e sintomas sistêmicos), acne.

Distúrbios musculoesqueléticos e de tecidos
conectivos

Miopatia.

Distúrbios renais e urinários

Disfunção renal e nefrite intersticial (inflamação e inchaço
local do tecido intersticial dos rins).

Investigacionais

INR (Índice internacional normalizado, do inglês
International Normalized Ratio) aumentado, tempo de
protrombina aumentado, cor de urina anormal.

É esperado que a frequência, o tipo e a gravidade das reações
adversas em crianças sejam iguais nos adultos.

Pacientes imunocomprometidos

Em pacientes com AIDS ou outros pacientes
imunocomprometidos, tratados com doses mais elevadas de
claritromicina durante períodos prolongados para infecções por
micobactérias, é frequentemente difícil distinguir os eventos
adversos possivelmente associados com a administração de
claritromicina dos sinais da doença subjacente do HIV ou de uma
doença intercorrente.

Em pacientes adultos, os eventos adversos frequentemente
relatados por pacientes tratados com doses totais diárias de 1000
mg de claritromicina foram: náusea (enjoo), vômito, alteração do
paladar, dor abdominal,
diarreia, rash (vermelhidão), flatulência,
cefaleia (dor de cabeça), constipação (prisão de ventre),
alterações da audição e elevação das transaminases (enzimas)
Eventos adicionais de baixa frequência incluíram dispneia (falta de
ar), insônia e boca seca.

Nesses pacientes imunocomprometidos, a avaliação dos exames
laboratoriais foi realizada analisando-se os valores muito fora dos
níveis normais (isto é, extremamente elevados ou abaixo do limite)
para os testes especificados. Com base nesse critério, cerca
de 2 a 3% dos pacientes que receberam 1000 mg de claritromicina ao
dia apresentaram níveis intensamente anormais de transaminases e
contagem anormalmente baixa de plaquetas e leucócitos. Uma
porcentagem menor de pacientes também apresentou níveis elevados de
ureia nitrogenada no sangue (BUN).

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Klaricid UD

Uso na gravidez

A segurança do uso da claritromicina durante a gravidez não
foi estabelecida. Dessa forma, os benefícios e os riscos da
utilização de Klaricid UD na mulher grávida devem ser ponderados
pelo médico prescritor.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Uso na amamentação:

A segurança do uso da claritromicina durante o aleitamento
materno não foi estabelecida, entretanto sabe-se que a
claritromicina é excretada no leite materno.

Uso em crianças

Até o momento, não há dados que suportem o uso de Klaricid UD em
pacientes na faixa etária pediátrica.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar
máquinas

Não há informações sobre os efeitos da claritromicina na
capacidade de dirigir ou operar máquinas. O potencial para tontura,
vertigem, confusão e desorientação, as quais podem ocorrer com o
uso do medicamento, devem ser levados em conta antes do paciente
dirigir ou operar máquinas.

Composição do Klaricid UD

Apresentações

Comprimidos de liberação prolongada de 500 mg
cada:

Embalagens com 7 ou 10 comprimidos.

Via oral.

Uso adulto.

Composição

Cada comprimido de liberação prolongada
contém:

500 mg Claritromicina.

Excipientes:

Ácido cítrico anidro, alginato de sódio, alginato de cálcio e
sódio, lactose, povidona, talco, ácido esteárico, estearato de
magnésio, hipromelose, macrogol 400 e 8000, dióxido de titânio,
corante amarelo quinolina E104, ácido sórbico.

Superdosagem do Klaricid UD

Sintomas

A ingestão de grandes quantidades de claritromicina pode
produzir sintomas gastrointestinais.

Tratamento

A superdosagem deve ser tratada com imediata eliminação do
produto não absorvido e com medidas de suporte. Da mesma forma que
com outros macrolídeos, não há evidências de que a claritromicina
possa ser eliminada por hemodiálise ou diálise peritoneal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Klaricid UD

O uso dos seguintes medicamentos é estritamente
contraindicado, devido à gravidade dos efeitos causados pelas
possíveis interações medicamentosas:

Cisaprida pimozida, astemizole e
terfenadina

Foram relatados aumentos dos níveis de cisaprida em pacientes
tratados concomitantemente com Claritromicina (substância ativa) e
cisaprida. Isto pode resultar em prolongamento do intervalo QT e
arritmias cardíacas, incluindo taquicardia ventricular, fibrilação
ventricular e torsades de pointes. Efeitos semelhantes
foram observados em pacientes tratados concomitantemente com
Claritromicina (substância ativa) e pimozida.

Foi relatado que os macrolídeos alteram o metabolismo da
terfenadina resultando no aumento do nível desta substância que,
ocasionalmente, foi associado a arritmias cardíacas, tais como,
prolongamento do intervalo QT, taquicardia ventricular, fibrilação
ventricular e torsades de pointes.

Em um estudo com 14 voluntários sadios, o uso concomitante de
Claritromicina (substância ativa) e terfenadina resultou em um
aumento de duas a três vezes nos níveis séricos do metabólito ácido
da terfenadina e em prolongamento do intervalo QT, que não levou a
qualquer efeito clínico detectável. Efeitos similares têm sido
observados com o uso concomitante de astemizol e outros
macrolídeos.

Alcaloides do ergot

Estudos de pós-comercialização indicaram que a coadministração
de Claritromicina (substância ativa) com ergotamina ou
diidroergotamina foi associada com toxicidade aguda de
ergot, caracterizada por vasoespasmos e isquemia das
extremidades e outros tecidos, inclusive sistema nervoso central. A
administração concomitante de Claritromicina (substância ativa) com
alcaloides do ergot é contraindicada.

Midazolam oral

Quando midazolam foi coadministrado com comprimidos de
Claritromicina (substância ativa) (500 mg duas vezes ao dia), a
área sobre a curva (AUC) de midazolam sofreu aumento de 7 vezes
após a administração de midazolam. A administração concomitante de
midazolam oral e Claritromicina (substância ativa) é
contraindicada.

Inibidores da HMG-CoA redutase (estatinas)

O uso concomitante de Claritromicina (substância ativa) com
lovastatina ou sinvastatina é contraindicado, tendo em vista que
estas estatinas são extensivamente metabolizadas pela CYP3A4 e o
tratamento concomitante com Claritromicina (substância ativa)
aumenta a sua concentração plasmática, o que aumenta o risco de
miopatia, incluindo rabdomiólise. Foram recebidos relatos de
rabdomiólise, em pacientes que administraram Claritromicina
(substância ativa) concomitantemente a estas estatinas. Se o
tratamento com Claritromicina (substância ativa) não puder ser
evitado, a terapia com lovastatina ou sinvastatina deve ser
suspensa durante o tratamento.

Deve-se ter precaução quando houver prescrição de Claritromicina
(substância ativa) com estatinas. Em situações onde o uso
concomitante da Claritromicina (substância ativa) com estatinas não
puder ser evitado, é recomendado que seja prescrito a menor dose
registrada de estatina. O uso de estatina que não é dependente do
metabolismo por CYP3A4 (por exemplo, fluvastatina) pode ser
considerado. Os pacientes devem ser monitorados por sinais e
sintomas de miopatia.

Efeitos de outros medicamentos na terapia com
Claritromicina

Fármacos indutores da CYP3A4,como por exemplo, rifampicina,
fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e erva de São João, podem
induzir o metabolismo da Claritromicina (substância ativa). Isso
pode resultar em níveis subterapêuticos de Claritromicina
(substância ativa) levando à eficácia reduzida. Por isso, deve-se
monitorar esses medicamentos na corrente sanguínea devido a um
possível aumento dessas substâncias devido à inibição da CYP3A pela
Claritromicina (substância ativa).

A administração concomitante de Claritromicina (substância
ativa) e rifabutina resultou em um aumento de rifabutina e
diminuição dos níveis séricos de Claritromicina (substância ativa)
juntamente com risco aumentado de uveíte.

Os seguintes medicamentos sabidamente alteram ou são
suspeitos de alterar a concentração de Claritromicina na circulação
sanguínea:

Ajustes posológicos da dose de Claritromicina (substância ativa)
ou a adoção de tratamento alternativo devem ser considerados.

Efavirenz, nevirapina, rifampicina, rifabutina e
rifapentina

Fortes indutores do metabolismo do citocromo P450, tais como,
efavirenz, nevirapina, rifampicina, rifabutina e rifapentina, podem
acelerar o metabolismo da Claritromicina (substância ativa) e,
portanto, diminuir os níveis plasmáticos desta substância, e
aumentar os níveis de 14(R)-hidroxi-Claritromicina (substância
ativa) (14-OH-Claritromicina (substância ativa)), um metabólito que
também é microbiologicamente ativo. Uma vez que as atividades
microbiológicas da Claritromicina (substância ativa) e da
14-OH-Claritromicina (substância ativa) são diferentes para
diferentes bactérias, o efeito terapêutico pretendido pode ser
prejudicado durante a administração concomitante de Claritromicina
(substância ativa) e indutores enzimáticos.

Etravirina

Este fármaco diminuiu a exposição à Claritromicina (substância
ativa); no entanto, as concentrações do metabólito ativo,
14-OH-Claritromicina (substância ativa) foram aumentadas.

Devido este metabólito ter atividade reduzida contra o
Mycobacterium avium complex (MAC), a atividade em geral
contra este patógeno pode ser alterada; portanto, para o tratamento
do MAC, alternativas à Claritromicina (substância ativa) devem ser
consideradas.

Fluconazol

A administração concomitante de fluconazol 200 mg diariamente e
Claritromicina (substância ativa) 500 mg duas vezes por dia a 21
voluntários sadios conduziu a um aumento na concentração mínima
média no “steady-state” de Claritromicina (substância
ativa) (Cmin) e da área sob a curva (ASC), de 33% e 18%,
respectivamente. As concentrações no “steady-state” do
metabólito ativo 14-OH-Claritromicina (substância ativa) não foram
significativamente afetadas pela administração concomitante de
Claritromicina (substância ativa) e fluconazol. Não é necessário
ajuste posológico da dose de Claritromicina (substância ativa).

Ritonavir

Um estudo farmacocinético demonstrou que a administração
concomitante de 200 mg de ritonavir a cada 8 horas e 500 mg de
Claritromicina (substância ativa) a cada 12 horas resultou em
acentuada inibição do metabolismo da Claritromicina (substância
ativa). A Cmax da Claritromicina (substância ativa)
aumentou em 31%, a Cmin aumentou 182% e ASC aumentou em
77% com a administração concomitante de ritonavir. Foi observada
uma completa inibição da formação do metabólito
14-OH-Claritromicina (substância ativa). Devido à grande janela
terapêutica da Claritromicina (substância ativa), não é necessária
redução de dose em pacientes com função renal normal.

Entretanto, em pacientes com disfunção renal, os
seguintes ajustes deverão ser considerados:

Para pacientes com CLCR entre 30 e 60 mL/min, a dose de
Claritromicina (substância ativa) deve ser reduzida em 50%. Para
pacientes com CLCR menor que 30 mL/min, a dose de Claritromicina
(substância ativa) deve ser reduzida em 75%. Doses de
Claritromicina (substância ativa) maiores que 1g/dia não devem ser
administradas concomitantemente com ritonavir.

Ajustes similares de dose devem ser considerados em pacientes
com redução da função renal quando ritonavir é utilizado como um
potencializador farmacocinético com outros inibidores de protease,
incluindo atazanavir e saquinavir.

Efeitos da Claritromicina na terapia com outros
medicamentos

Antiarrítmicos

Há relatos de pós-comercialização de casos de torsades de
pointes
, que ocorreram com o uso concomitante de
Claritromicina (substância ativa) e quinidina ou disopiramida.
Eletrocardiogramas devem ser monitorados para o prolongamento de
QTc durante a coadministração de Claritromicina (substância ativa)
e antiarrítmicos. Os níveis séricos destes medicamentos devem ser
monitorados durante a terapia com Claritromicina (substância
ativa).

Há relatos pós-comercialização de hipoglicemia com administração
concomitante de Claritromicina (substância ativa) e disopiramida.
Desta forma, os níveis de glicose no sangue devem ser monitorados
durante a administração concomitante de Claritromicina (substância
ativa) e disopiramida.

Agentes hipoglicêmicos orais / Insulina

Com certos medicamentos hipoglicêmicos como nateglinida e
repaglinida, pode ocorrer a inibição da enzima CYP3A pela
Claritromicina (substância ativa), causando hipoglicemia quando
usados concomitantemente. O monitoramento cuidadoso da glicemia é
recomendado.

Interações relacionadas à CYP3A4

A coadministração de Claritromicina (substância ativa),
inibidora da enzima CYP3A, e de um fármaco metabolizado
principalmente por CYP3A pode estar associada à elevação da
concentração do fármaco, podendo aumentar ou prolongar os efeitos
terapêuticos e adversos do medicamento associado. A Claritromicina
(substância ativa) deve ser usada com cuidado em pacientes
recebendo tratamento com drogas conhecidas por serem substratos da
enzima CYP3A, principalmente, se este substrato possuir uma margem
de segurança estreita (ex. carbamazepina) e/ou se o substrato for
totalmente metabolizado por esta enzima.

Ajustes de dose devem ser considerados, e quando possível, as
concentrações séricas das drogas metabolizadas pela CYP3A devem ser
cuidadosamente monitoradas em pacientes que estejam recebendo
Claritromicina (substância ativa) concomitantemente.

As seguintes substâncias são sabidamente, ou
supostamente metabolizadas pela mesma isoenzima CYP3A:

São exemplos, mas não se resume a alprazolam, astemizol,
carbamazepina, cilostazol, cisaprida, ciclosporina, disopiramida,
alcaloides do ergot, lovastatina, metilprednisolona,
midazolam, omeprazol, anticoagulantes orais (ex. varfarina),
antipsicóticos atípicos (ex. quetiapina), pimozida, quinidina,
rifabutina, sildenafila, sinvastatina, tacrolimus, terfenadina,
triazolam e vimblastina.

Substâncias que interagem por mecanismos semelhantes através de
outras isoenzimas dentro do sistema citocromo P450 incluem a
fenitoína, teofilina e valproato.

Omeprazol

Claritromicina (substância ativa) (500 mg a cada 8 horas) foi
administrada concomitantemente com omeprazol (40 mg por dia) em
indivíduos adultos sadios. No “steady-state”, as
concentrações plasmáticas de omeprazol aumentaram (Cmax,
ASC0-24 e t1/2 tiveram aumento de 30%, 89% e
34%, respectivamente) com a administração concomitante de
Claritromicina (substância ativa). A média do pH gástrico em 24
horas foi de 5,2 quando o omeprazol foi administrado isoladamente,
e 5,7 quando foi coadministrado com Claritromicina (substância
ativa).

Sildenafila, tadalafila e vardenafila

Cada um destes inibidores da fosfodiesterase é metabolizado,
pelo menos em parte, pela CYP3A, que pode ser inibida pela
administração concomitante de Claritromicina (substância
ativa).

A coadministração de Claritromicina (substância ativa) com
sildenafila, vardenafila ou tadalafila pode resultar no aumento da
exposição de inibidores da fosfodiesterase. Uma redução na dose de
sildenafila, vardenafila ou tadalafila deve ser considerada quando
estas são administradas concomitantemente com Claritromicina
(substância ativa).

Teofilina, carbamazepina

Resultados de estudos clínicos revelaram que existe um aumento
discreto, mas estatisticamente significativo (p ≤ 0,05), nos níveis
circulantes de teofilina ou de carbamazepina, quando algum destes
medicamentos é administrado concomitantemente com a Claritromicina
(substância ativa).

Tolterodina

A principal rota metabólica da tolterodina é via isoforma 2D6 do
citocromo P450 (CYP2D6). No entanto, em uma amostra da população
desprovida de CYP2D6, o metabolismo da tolterodina é através da
CYP3A. Nesta população, a inibição da CYP3A resulta em um aumento
significativo da concentração sérica de tolterodina. Uma redução na
dose de tolterodina pode ser necessária na presença de inibidores
de CYP3A, assim como a redução nas doses de Claritromicina
(substância ativa) em populações com deficiência no metabolismo da
CYP2D6.

Benzodiazepínicos

(Ex. alprazolam, midazolam, triazolam) quando midazolam é
coadministrado via oral ou intravenosa com Claritromicina
(substância ativa) comprimidos (500 mg duas vezes por dia), a ASC
do midazolam apresenta um aumento de 2,7 vezes após a administração
de midazolam intravenoso. Se midazolam via intravenosa for
administrado concomitantemente com Claritromicina (substância
ativa), o paciente deve ser cuidadosamente monitorado para permitir
um ajuste de dose adequado. A administração de midazolam via mucosa
oral, que ultrapasse a eliminação pré-sistêmica da droga
provavelmente resultará em uma interação semelhante à observada
após a administração de midazolam intravenoso, ao invés de
midazolam oral. As mesmas precauções devem ser tomadas para outros
benzodiazepínicos metabolizados pela CYP3A, incluindo triazolam e
alprazolam. Para benzodiazepínicos, cuja eliminação não depende da
CYP3A (temazepam, nitrazepam, lorazepam), a ocorrência de interação
medicamentosa é improvável.

Há relatos pós-comercialização de interações medicamentosas e de
efeitos no sistema nervoso central (sonolência e confusão) devido
ao uso concomitante de Claritromicina (substância ativa) e
triazolam. Sugere se monitorar pacientes que apresentarem aumento
dos efeitos farmacológicos no sistema nervoso central.

Outras interações medicamentosas

Colchicina

A colchicina é um substrato para CYP3A e para o transportador de
efluxo, P-glicoproteína (Pgp). A Claritromicina (substância ativa)
e outros macrolídeos são inibidores conhecidos da CYP3A e Pgp.
Quando Claritromicina (substância ativa) e colchicina são
administradas concomitantemente, a inibição da Pgp e/ou da CYP3A
pela Claritromicina (substância ativa) pode levar a um aumento da
exposição a colchicina. O uso concomitante de Claritromicina
(substância ativa) e colchicina é contraindicado.

Digoxina

Acredita-se que a digoxina seja um substrato da proteína
transportadora de efluxo, P-glicoproteína (Pgp). A Claritromicina
(substância ativa) é um inibidor conhecido de Pgp. Quando
Claritromicina (substância ativa) e digoxina são administradas
concomitantemente, a inibição de Pgp pela Claritromicina
(substância ativa) pode elevar a exposição à digoxina. Em estudos
pós-comercialização foram relatadas concentrações séricas elevadas
de digoxina em pacientes recebendo Claritromicina (substância
ativa) e digoxina concomitantemente. Alguns pacientes apresentaram
fortes sinais de intoxicação por digoxina, incluindo arritmias
potencialmente fatais.

As concentrações séricas de digoxina devem ser atentamente
monitoradas quando pacientes estão recebendo digoxina e
Claritromicina (substância ativa) simultaneamente.

Zidovudina

A administração simultânea de comprimidos de Claritromicina
(substância ativa) e zidovudina a pacientes adultos infectados pelo
HIV pode resultar na diminuição das concentrações de zidovudina no
steady-state”. Devido à aparente interferência da
Claritromicina (substância ativa) com a absorção de zidovudina
administrada via oral, esta interação pode ser amplamente evitada
através do escalonamento das doses de Claritromicina (substância
ativa) e zidovudina em um intervalo de 4 horas entre cada
medicamento. Esta interação não parece ocorrer em pacientes
pediátricos infectados pelo HIV, tratados concomitantemente com
Claritromicina (substância ativa) suspensão e zidovudina ou
dideoxiinosina. Esta interação é improvável quando a Claritromicina
(substância ativa) é administrada por via intravenosa.

Fenitoína e valproato

Há relatos publicados ou espontâneos de interações entre
inibidores da CYP3A4, incluindo a Claritromicina (substância
ativa), com medicamentos que não são sabidamente metabolizadas por
esta enzima (p. ex. fenitoína e valproato). Quando esses fármacos
são administrados juntamente com a Claritromicina (substância
ativa), é recomendada a determinação dos níveis sanguíneos destes
medicamentos. Foi relatado aumento nestes níveis.

Interações medicamentosas bidirecionais

Atazanavir

Tanto a Claritromicina (substância ativa) quanto o atazanavir
são substratos e inibidores da CYP3A, e há evidência de interação
medicamentosa bidirecional entre tais medicamentos. A
coadministração de Claritromicina (substância ativa) (500 mg – duas
vezes ao dia) com atazanavir (400 mg uma vez por dia) resultou em
aumento de duas vezes na exposição à Claritromicina (substância
ativa), decréscimo de 70% na exposição à 14-OH-Claritromicina
(substância ativa) e aumento de 28% na ASC do atazanavir. Devido à
ampla janela terapêutica da Claritromicina (substância ativa),
pacientes com função renal normal não necessitam reduzir a dose
desta medicação. Para pacientes com função renal moderada
(clearance de creatinina entre 30 e 60 mL/min), a dose de
Claritromicina (substância ativa) deverá ser reduzida em 50%. Para
pacientes com clearance da creatinina lt;30 mL/min, a dose
de Claritromicina (substância ativa) deve ser reduzida em 75%,
formulação adequada deve ser utilizada. Doses de Claritromicina
(substância ativa) superiores a 1000 mg por dia não devem ser
administradas concomitantemente com inibidores de protease.

Bloqueadores de canais de cálcio

Deve-se ter precaução ao administrar concomitantemente
Claritromicina (substância ativa) e bloqueadores de canais de
cálcio metabolizados por CYP3A4 (ex. verapamil, amlodipino,
ditiazem) devido ao risco de hipotensão. As concentrações
plasmáticas de Claritromicina (substância ativa) e dos bloqueadores
de canais de cálcio podem aumentar devido à interação.

Hipotensão, bradiarritmia e acidose lática têm sido observadas
em pacientes tomando Claritromicina (substância ativa) e verapamil
concomitantemente.

Itraconazol

Tanto a Claritromicina (substância ativa) quanto o itraconazol
são substratos e inibidores da CYP3A, levando a uma interação
medicamentosa bidirecional. A Claritromicina (substância ativa)
pode levar ao aumento nos níveis plasmáticos de itraconazol,
enquanto o itraconazol pode aumentar os níveis plasmáticos da
Claritromicina (substância ativa). Pacientes utilizando
concomitantemente itraconazol e Claritromicina (substância ativa)
devem ser monitorados cuidadosamente quanto a sinais ou sintomas de
aumento ou prolongamento dos efeitos farmacológicos.

Saquinavir

Tanto a Claritromicina (substância ativa) quanto o saquinavir
são substratos e inibidores da CYP3A, e há evidência de interação
medicamentosa bidirecional entre tais medicamentos. A administração
concomitante de Claritromicina (substância ativa) (500 mg 2x/dia) e
saquinavir (cápsulas gelatinosas moles, 1200 mg três vezes ao dia)
a 12 voluntários sadios resultou em valores de ASC e
Cmax de saquinavir, no “steady-state”, de 177%
e 187%, respectivamente, superiores aos valores observados com a
administração de saquinavir isoladamente. Os valores de ASC e
Cmax de Claritromicina (substância ativa) foram
aproximadamente 40% maiores do que os valores observados quando
Claritromicina (substância ativa) é administrada isoladamente. Não
é necessário ajuste de dose quando os dois medicamentos, nas doses
e nas formulações estudadas, são coadministrados por um período
limitado de tempo. Os dados obtidos nos estudos de interações
medicamentosas utilizando-se cápsula gelatinosa mole podem não
representar os efeitos decorrentes da utilização de cápsula
gelatinosa dura. Os dados obtidos nos estudos de interações
medicamentosas utilizando-se saquinavir isoladamente podem não
representar os efeitos decorrentes da terapia conjunta de
saquinavir e ritonavir. Quando saquinavir é coadministrado com
ritonavir, recomenda-se atenção para os potenciais efeitos do
ritonavir na terapia com Claritromicina (substância ativa).

Interação Alimentícia do Klaricid UD

Granulado

Claritromicina (substância ativa) grânulos para suspensão
pediátrica pode ser administrado tanto em jejum quanto com
alimentos. O consumo de alimentos pouco antes da ingestão de
Claritromicina (substância ativa) pode retardar ligeiramente o
início da absorção da claritromicina; entretanto, não prejudica a
sua biodisponibilidade nem as suas concentrações no organismo.

Ação da Substância Klaricid UD

Resultados de Eficácia


Comprimido

A revisão de estudos randomizados cegos prospectivos
evidenciaram a eficácia clínica da Claritromicina (substância
ativa). A Claritromicina (substância ativa) de liberação prolongada
foi avaliada como medicação comparativa em vários estudos no
tratamento das infecções de vias aéreas.

Pneumonia adquirida na comunidade

Foram publicados vários estudos da eficácia de Claritromicina
(substância ativa) na pneumonia adquirida na comunidade. Os dois
estudos da Tabela 1 referem-se à Claritromicina (substância ativa)
de liberação prolongada. Nestes estudos a Claritromicina
(substância ativa) foi comparada as quinolonas, e apresentou
eficácias clínica e bacteriológica semelhantes aos
comparadores.

Doença pulmonar obstrutiva crônica

Existem seis estudos na Tabela 1 que compararam Claritromicina
(substância ativa) de liberação prolongada na exacerbação de Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica versus Claritromicina
(substância ativa) de liberação imediata (LI)/ou prolongada(LP) e
amoxiclina/clavulanato. Nestes estudos, a Claritromicina
(substância ativa) de LI ou LP apresentou altas taxas de
eficácia. As eficácias clínica e bacteriológica foram semelhantes
aos comparadores. A eficácia clínica variou 85 a 98% e a
bacteriológica 74 a 92%.

Sinusite aguda e faringoamigdalite por
Streptococcus

A Claritromicina (substância ativa) LP apresenta eficácia
similar quando comparada a Claritromicina (substância ativa) de LI
no tratamento da sinusite aguda assim como da penicilina V no
tratamento da faringoamigdalite por Streptoccocus.

Em relação à tolerabilidade da Claritromicina (substância ativa)
de LP os estudos evidenciaram uma descontinuação de tratamento
significativamente menor e diminuição da gravidade dos eventos
adversos quando comparados com amoxicilina/clavulanato ou
Claritromicina (substância ativa) LI. A análise agrupada dos dados,
incluindo 1934 e 621 pacientes tratados com a Claritromicina
(substância ativa) LP e LI, respectivamente, os pacientes que
ingeriram a formulação da LP apresentaram menos eventos adversos
gastrointestinais graves (p=0,018) e menor descontinuação prematura
de terapia devido aos efeitos adversos gastrointestinais ou paladar
anormal (0,8% vs 1,9%, p=0,022).

Tabela 1 – Estudos de eficácia da Claritromicina
(substância ativa) de liberação prolongada nas infecções de vias
aéreas:

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Granulado

Na otite média aguda

A Claritromicina (substância ativa) é efetiva contra os
principais patógenos responsáveis pela otite média. Ela apresenta
altas concentrações nos fluidos do ouvido médio, não é afetado
pelas betalactamases e não induz a produção de betalactamases. Dois
estudos randomizados compararam a Claritromicina (substância ativa)
suspensão com outros antibióticos. O primeiro estudo randomizado
mono cego comparou a eficácia de Claritromicina (substância ativa)
suspensão (7,5 mg/kg duas vezes ao dia) e cefuroxima axetil (10 a
15 mg duas vezes ao dia) por 7 dias em crianças. O sucesso clínico
foi observado em 96% do grupo Claritromicina (substância ativa)
suspensão versus 94% do grupo cefuroxima acetil. A Claritromicina
(substância ativa) foi altamente efetiva e bem tolerada no
tratamento de otite média em crianças e comparável a cefuroxima
acetil durante 7 dias. O segundo estudo randomizado monocego
comparou a eficácia de Claritromicina (substância ativa) suspensão
e amoxicilina clavulanato no tratamento da otite média aguda em
crianças. A cura clínica foi observada em 90% do grupo
Claritromicina (substância ativa) e 92% do grupo amoxicilina
clavulanato (p=0,681). A diarreia ocorreu em 12% do grupo
Claritromicina (substância ativa) e 32% do grupo amoxicilina
clavulanato (plt;0,001). Os autores concluíram que a Claritromicina
(substância ativa) suspensão oral é comparável a amoxicilina
clavulanato no tratamento da otite média aguda em crianças, e
melhor tolerada devido a menor incidência de eventos adversos
gastrointestinais.

Faringoamigdalite por
Streptococcus

A erradicação bacteriológica é o objetivo primário do tratamento
da faringoamigdalite. Os estudos apresentados na Tabela abaixo
evidenciaram que a taxa erradicação bacteriológica ocorreu 88 a 95%
e foi similar ou estatisticamente superior as drogas comparativas
(penicilina oral, azitromicina, amoxicilina).

Outras infecções

A Claritromicina (substância ativa) também está indicada para
sinusite aguda, infecções de pele e tecidos moles, pneumonia e
infecções por micobactérias disseminadas e comparada a eritromicina
acarreta menor incidência de eventos adversos gastrointestinais,
menor taxa de descontinuação de tratamento causada pelos efeitos
adversos e menor potencial de interação medicamentosa. No
tratamento da infecção por Helicobacter pylori é uma das
drogas que compõe o esquema clássico (inibidor de
bomba-amoxicilina-claritromicina) ou quádruplo (associado a
bismuto).

Referências Bibliográficas

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children”. J Int Med Res. 1998; 26:152–8.

Injetável

A Claritromicina (substância ativa) apresenta eficácia similar
aos betalactâmicos e outros macrolídeos no tratamento de infecções
de vias aéreas altas e baixas adquiridas na comunidade e
hospitalares.

Em um estudo aberto, controlado, 129 pacientes hospitalizados
para tratamento de pneumonia adquirida na comunidade foram
randomizados 2:1 para receber levofloxacino (500 mg 2 x/dia) ou
antibioticoterapia intravenosa seguida de oral consistindo de
ceftriaxona (2 g a cada 24 horas) com ou sem Claritromicina
(substância ativa) (500 mg a cada 12 horas) seguido por
antibioticoterapia oral (um betalactâmico na maioria dos
pacientes). A pneumonia adquirida na comunidade resolveu em 91,1%
dos pacientes do grupo levofloxacina e 91,9% dos pacientes no grupo
terapia sequencial intravenosa para oral.

Outro estudo avaliou a eficácia da formulação intravenosa de
Claritromicina (substância ativa), permitindo a terapia sequencial
intravenosa para oral. Duzentos e noventa pacientes foram tratados
com Claritromicina (substância ativa) 500 mg duas vezes ao dia,
seguida por 4-5 dias da mesma posologia por via oral. Cento e
setenta e dois pacientes foram internados devido a falha
terapêutica (122 cefalosporinas e 48 por penicilinas) e 203
apresentavam comorbidades (principalmente cardiovasculares). O
trabalho evidenciou uma melhora clínica e radiológica em 90% dos
pacientes em 10-15 dias. Os resultados indicaram que a
Claritromicina (substância ativa) intravenosa é uma terapia efetiva
e segura.

Referências bibliográficas

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community acquired pneumonia”: Recenti Prog Med. 2000, 91910:
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Características Farmacológicas


Microbiologia

A Claritromicina (substância ativa) exerce sua ação
antibacteriana através de sua ligação às subunidades ribossômicas
50S dos agentes patogênicos sensíveis, suprimindo-lhes a síntese
proteica.

A Claritromicina (substância ativa) apresenta excelente
atividade in vitro tanto contra cepas bacterianas padrões
quanto contra bactérias isoladas na clínica. A Claritromicina
(substância ativa) é altamente potente contra uma grande variedade
de organismos Gram-positivos e Gram-negativos, aeróbios e
anaeróbios. As concentrações inibitórias mínimas (CIMs) da
Claritromicina (substância ativa), geralmente são uma diluição
log2 mais potentes do que as CIMs da eritromicina.

Os dados in vitro também indicam que a Claritromicina
(substância ativa) apresenta uma excelente atividade contra
Legionella pneumophila e Mycoplasma pneumoniae e
Helicobacter pylori. Esta atividade é maior em pH neutro
do que em pH ácido. Dados in vitro e in vivo
mostram que este antibiótico apresenta atividade contra espécies de
micobactérias clinicamente significantes.

Os dados in vitro indicam que espécies de
Enterobacteriaceae e de pseudomonas e outros
bacilos Gram-negativos não fermentadores de lactose não são
sensíveis à Claritromicina (substância ativa).

A Claritromicina tem se mostrado ativa contra a maioria
das cepas dos seguintes microorganismos, tanto in vitro
quanto em infecções clínicas:

Micro-organismos Gram-positivos aeróbios:

Staphylococcus aureus, Streptococcus
pneumoniae
, Streptococcus pyogenes, Listeria
monocytogenes
.

Micro-organismos Gram-negativos aeróbios:

Haemophilus influenzae, Haemophilus
parainfluenzae
, Moraxella catarrhalis, Neisseria
gonorrhoeae
, Legionella pneumophila.

Outros micro-organismos:

Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae
(TWAR).

Micobactérias:

Mycobacterium leprae, Mycobacterium kansasii,
Mycobacterium chelonae, Mycobacterium fortuitum,
Mycobacterium avium complex (MAC) consistindo de
Mycobacterium avium e Mycobacterium
intracellulare
.

A produção de betalactamase não deve apresentar efeitos sobre a
atividade da Claritromicina (substância ativa).

Nota:

a maioria das cepas de estafilococos resistentes à meticilina e
à oxacilina são resistentes à Claritromicina (substância
ativa).

Helicobacter – Helicobacter
pylori
:

Em culturas realizadas antes do tratamento, o H. pylori
foi isolado e as CIMs da Claritromicina (substância ativa) foram
determinadas em 104 pacientes. Destes, quatro pacientes
apresentavam cepas resistentes, dois apresentavam cepas com
sensibilidade intermediária e 98 apresentavam cepas sensíveis.

Os seguintes dados in vitro estão disponíveis,
mas seu significado clínico é desconhecido:

A Claritromicina (substância ativa) apresenta atividade in
vitro
contra a maioria das cepas dos seguintes
micro-organismos; entretanto, a segurança e eficácia da
Claritromicina (substância ativa) no tratamento de infecções
clínicas causadas por esses micro-organismos ainda não foram
estabelecidas em estudos clínicos adequados e bem controlados.

Micro-organismos Gram-positivos aeróbios:

Streptococcus agalactiae, Streptococci (Grupos
C, F e G), Streptococcus viridans.

Micro-organismos Gram-negativos aeróbios:

Bordetella pertussis, Pasteurella
multocida
.

Micro-organismos Gram-positivos anaeróbios:

Propionibacterium acnes, Clostridium
perfringens
, Peptococcus niger.

Micro-organismos Gram-negativos anaeróbios:

Bacteroides melaninogenicus.

Espiroquetas:

Borrelia burgdorferi, Treponema pallidum.

Campilobacter:

Campylobacter jejuni.

O principal metabólito da Claritromicina (substância ativa) em
humanos, e em outros primatas, é o metabólito microbiologicamente
ativo 14-OH-Claritromicina (substância ativa). Este metabólito é
tão ativo quanto, ou 1 ou 2 vezes menos ativo do que a substância
mãe para a maioria dos microorganismos, exceto para o H.
influenzae
, para o qual é duas vezes mais ativo. A substância
mãe e o metabólito 14-OH exercem tanto atividade aditiva quanto
efeito sinérgico sobre o H. influenzae, in vitro
ou in vivo, dependendo da cepa bacteriana.

A Claritromicina (substância ativa) se mostrou duas a dez vezes
mais ativa do que a eritromicina em vários modelos experimentais em
animais. Foi demonstrado, por exemplo, que ela é mais ativa do que
eritromicina em infecções sistêmicas, em abscessos cutâneos e
infecções do trato respiratório em camundongos, causados por S.
pneumoniae
, S.aureus, S.pyogenes e
H.influenzae. Em cobaias com infecção por
Legionella, este efeito foi mais pronunciado; uma dose
intraperitoneal de 1,6 mg/kg/dia de Claritromicina (substância
ativa) foi mais efetiva do que 50 mg/kg/dia de eritromicina.

Testes de Sensibilidade

Os métodos quantitativos que requerem medida dos diâmetros das
zonas fornecem estimativas mais precisas da sensibilidade
antibiótica. Um procedimento recomendado utiliza discos impregnados
com 15 mcg de Claritromicina (substância ativa) para testar a
sensibilidade (teste de difusão de Kirby-Bauer); as interpretações
correlacionam o diâmetro das zonas do disco de teste com os valores
das CIMs para a Claritromicina (substância ativa). As CIMs são
determinadas pelo método de diluição em caldo ou ágar. Com este
procedimento, um relatório do laboratório de “sensível” indica que
o organismo infectante provavelmente responderá ao tratamento. Um
relatório de “resistente” indica que o organismo infectante
provavelmente não responderá ao tratamento. Um relatório de
“sensibilidade intermediária” sugere que o efeito terapêutico da
substância pode ser duvidoso ou que o organismo poderia ser
sensível se fossem utilizadas doses maiores (sensibilidade
intermediária também é referida como “moderadamente sensível”).

Farmacocinética

Distribuição, Biotransformação e Eliminação

Comprimido:

In vitro

Estudos in vitro mostraram
que a ligação protéica da Claritromicina no plasma humano ficou em
torno de 70% nas concentrações de 0,45 mcg/mL a 4,5
mcg/mL. Uma diminuição da ligação para 41% com 45,0 mcg/mL
sugeriu que os locais de ligação podem se tornar saturados, mas
isto ocorreu apenas em concentrações muito acima daquelas obtidas
com os níveis terapêuticos.

In vivo

Resultados de estudos em animais
mostraram que os níveis de Claritromicina em todos os tecidos,
exceto no sistema nervoso central, foram muitas vezes maiores que
os níveis da droga circulante. As mais altas concentrações
teciduais da Claritromicina foram usualmente encontradas no fígado
e no pulmão, onde a relação tecido/plasma (T/P) alcançaram valores
iguais a 10-20

Indivíduos sadios:

Em indivíduos sadios que receberam comprimidos de Claritromicina
(substância ativa) 500 mg de liberação prolongada uma vez ao dia,
os picos de concentrações plasmáticas de Claritromicina (substância
ativa) e de 14-OH-Claritromicina (substância ativa) foram de 1,3 e
0,48 mcg/mL, respectivamente. A meia vida de eliminação da droga
original e do seu metabólito foi de aproximadamente 5,3 h e 7,7 h,
respectivamente. Quando a Claritromicina (substância ativa) de
liberação prolongada foi administrada na dose de 1000 mg uma vez ao
dia (2x 500 mg), a Cmax no
steady-state para a Claritromicina (substância ativa)
e seu metabólito hidroxilado atingiu a média de 2,4 mcg/mL e 0,67
mcg/mL, respectivamente. A meia-vida da substância-mãe, em níveis
de dose de 1000 mg, foi aproximadamente 5,8 horas, enquanto a da
14-OH-Claritromicina (substância ativa) foi de aproximadamente 8,9
horas.

O Tmax para as doses de 500 mg e 1000 mg foi de
aproximadamente 6 horas. No “steady-state”, os níveis de
14-OH-Claritromicina (substância ativa) não aumentaram
proporcionalmente com a dose de Claritromicina (substância ativa) e
as meias-vidas aparentes, tanto da Claritromicina (substância
ativa) quanto do seu metabólito hidroxilado, apresentaram tendência
a serem mais longos com as doses maiores.

Este comportamento farmacocinético não linear da Claritromicina
(substância ativa), juntamente com a diminuição global na formação
dos produtos da 14- hidroxilação e N-desmetilação com as doses
elevadas, indicam que o metabolismo não linear da Claritromicina
(substância ativa) se torna mais pronunciado com as doses
elevadas.

Aproximadamente 40% da dose de Claritromicina (substância ativa)
é excretada pela urina. A eliminação fecal é de aproximadamente
30%.

Pacientes:

A Claritromicina (substância ativa) e seu metabólito 14-OH
distribuem-se rapidamente nos tecidos e fluidos corporais em
pacientes. Dados limitados de um pequeno número de pacientes
sugerem que a Claritromicina (substância ativa) não atinge níveis
significantes no fluido cerebroespinhal após doses orais (isto é,
somente 1 a 2% do nível sérico no fluído cerebroespinhal em
pacientes com barreira hematoencefálica normal). As concentrações
nos tecidos são usualmente muitas vezes maiores que as
concentrações séricas.

Insuficiência hepática:

Em um estudo comparando um grupo de indivíduos sadios e um grupo
de indivíduos com insuficiência hepática que receberam 250 mg de
Claritromicina (substância ativa) comprimidos de liberação
imediata, duas vezes ao dia, por dois dias e uma dose única de 250
mg no terceiro dia, não houve diferença significativa nos níveis
plasmáticos no “steady-state” e na depuração sistêmica da
Claritromicina (substância ativa) entre esses dois grupos. Em
contraste, as concentrações do metabólito 14-OH no
steady-state” foram acentuadamente menores no grupo de
indivíduos com insuficiência hepática. Esta diminuição da depuração
dos metabólitos 14- hidroxilados foi parcialmente compensada por um
aumento na depuração renal do fármaco inalterado, resultando em
níveis comparáveis no “steady-state” entre indivíduos com
insuficiência hepática e indivíduos saudáveis. Resultados de
estudos indicam que ajustes de doses não são necessários para
pacientes com insuficiência hepática moderada ou grave, que
apresentem função renal normal.

Insuficiência renal:

Um estudo foi conduzido para avaliar e comparar o perfil
farmacocinético de doses orais múltiplas de 500 mg de
Claritromicina (substância ativa) de liberação imediata, em
indivíduos saudáveis e com função renal diminuída. Em pacientes com
insuficiência renal, os níveis plasmáticos, a meia-vida,
Cmax e Cmin, tanto para Claritromicina
(substância ativa) como para seu metabólito 14-OH, elevam-se e a
excreção urinária diminui. A alteração destes parâmetros está
correlacionada com o grau de insuficiência renal, ou seja, quanto
maior a insuficiência renal, maior a alteração destes
parâmetros.

Uso em idosos:

Um estudo foi conduzido para avaliar e comparar a segurança e o
perfil farmacocinético de doses múltiplas de 500 mg de
Claritromicina (substância ativa) de liberação imediata em mulheres
e homens idosos saudáveis com homens adultos saudáveis. No grupo de
idosos, os níveis plasmáticos circulantes do fármaco inalterado e
do metabólito 14-OH foram maiores e a depuração destas substâncias
mais lenta do que no grupo de adultos. Entretanto, não houve
diferença entre os dois grupos quando a depuração renal foi
correlacionada com a depuração de creatinina. É concluído, a partir
destes resultados, que qualquer efeito no uso da Claritromicina
(substância ativa) está relacionado com a função renal e não com a
idade.

Granulado:

In vitro

Estudos in vitro mostraram
que a ligação protéica da Claritromicina no plasma humano ficou em
torno de 70% nas concentrações de 0,45 mcg/mL a 4,5 mcg/mL

Indivíduos normais

A biodisponibilidade e farmacocinética
de Claritromicina grânulos para suspensão pediátrica foram
investigadas em adultos e pacientes pediátricos. Um estudo de dose
única em adultos mostrou que a biodisponibilidade da formulação
pediátrica é equivalente ou levemente maior que a
biodisponibilidade do comprimido (dosagem de 250 mg). Assim como no
comprimido, a administração da suspensão pediátrica com alimentos
leva a um discreto retardo no início da absorção, mas não afeta a
biodisponibilidade total da Claritromicina. A Cmáx, ASC
(área sob a curva) e o T1/2 da Claritromicina suspensão
foram de 0,95 mcg/mL, 6,5 mcg hr/mL e 3,7 horas respectivamente,
enquanto que, para a forma farmacêutica de comprimidos 250 mg foram
1,10 mcg/mL, 6,3 mcg hr/mL e 3,3 horas, respectivamente

Em um estudo de dose múltipla em adultos, no qual foram
administrados 250 mg de Claritromicina (substância ativa) grânulos
para suspensão pediátrica a cada 12 horas, o
steady-state” foi alcançado após a quinta dose. Os
parâmetros farmacocinéticos após a quinta dose de Claritromicina
(substância ativa) grânulos para suspensão pediátrica foram
Cmax 1,98 mcg/mL, ASC 11,5 mcg hr/mL, Tmax
2,8 horas e T1/2 3,2 horas para a Claritromicina (substância ativa)
e 0,67; 5,33; 2,9 e 4,9 respectivamente, para o metabólito
14-OH-Claritromicina (substância ativa).

Em indivíduos saudáveis em jejum, o pico de concentração sérica
foi atingido 2 horas após a ingestão da dose oral. Com a dose duas
vezes ao dia, sendo administrado um comprimido de 250 mg a cada 12
horas, o pico de concentração sérica de Claritromicina (substância
ativa) no “steady-state” foi alcançado em 2 a 3 dias e foi
de, aproximadamente, 1 mcg/mL. O pico de concentração sérica
correspondente à dose de 500 mg administrada a cada 12 horas, foi
de 2 a 3 mcg/mL.

A meia-vida de eliminação da Claritromicina (substância ativa)
foi em torno de 3 a 4 horas para o comprimido de 250 mg
administrado a cada 12 horas e aumentou para 5 a 7 horas quando
foram administrados 500 mg a cada 12 horas. O metabólito principal,
14-OH-Claritromicina (substância ativa) , alcança um pico de
concentração no “steady-state” de aproximadamente 0,6
mcg/mL e a meia-vida de eliminação é de 5 a 6 horas depois da
administração de 250 mg a cada 12 horas. Com a dose de 500 mg a
cada 12 horas, o pico de concentração no “steady-state” do
14-OH-Claritromicina (substância ativa) é discretamente mais alto
(até 1mcg/mL), e a meia-vida de eliminação é em torno de 7 horas.
Com esta dose, o “steady-state” deste metabólito é
alcançado em 2 ou 3 dias.

Aproximadamente 20% da dose oral de 250 mg de Claritromicina
(substância ativa) administrada a cada 12 horas é excretado na
urina de forma inalterada. Para a dose de 500 mg administrada a
cada 12 horas, a excreção na urina na forma inalterada é de
aproximadamente 30%. No entanto, o clearance renal da
Claritromicina (substância ativa) é relativamente independente da
dose e se aproxima do índice regular de filtração glomerular. O
principal metabólito encontrado na urina é a 14-OH-Claritromicina
(substância ativa), o qual responde por 10 a 15% adicionais, tanto
para doses de 250 mg ou 500 mg, administradas a cada 12 horas.

Pacientes:

A Claritromicina (substância ativa) e seu metabólito 14-OH são
facilmente distribuídos nos tecidos e fluidos corporais.

A concentração nos tecidos é normalmente maior que a
concentração sérica.

Exemplos de concentrações séricas dos tecidos e fluídos
corporais são apresentados abaixo:

Concentração (após 250 mg a cada 12 hs)

Tipo do tecido

Concentração no tecido (mcg/g)

Concentração sérica (mcg/mL)

Tonsila palatina

1,6

0,8

Pulmão

8,8

1,7

Em pacientes pediátricos, a Claritromicina (substância ativa)
demonstrou boa biodisponibilidade com um perfil farmacocinético
coerente com resultados prévios de adultos usando a mesma
formulação de suspensão.

Os resultados indicaram uma absorção rápida e extensa em
pacientes pediátricos e, com exceção de um leve retardo no início
da absorção, a alimentação parece não afetar significantemente a
biodisponibilidade e perfil farmacocinético da Claritromicina
(substância ativa). Os parâmetros farmacocinéticos obtidos após a
nona dose no quinto dia de tratamento os seguintes para a
Claritromicina (substância ativa) foram Cmax 4,60
mcg/mL, ASC 15,7 mcg/hr/mL e Tmax 2,8 horas. Os valores
correspondentes para o metabólito 14-OHClaritromicina (substância
ativa) foram 1,64 mcg/mL, 6,69 mcg/hr/mL e 2,7 horas,
respectivamente. A meia-vida de eliminação foi de aproximadamente
2,2 horas e 4,3 horas para a substância-mãe e seu metabólito,
respectivamente.

Em outro estudo, informações foram obtidas a partir da
administração de Claritromicina (substância ativa) no ouvido médio
em pacientes com otite. Aproximadamente 2,5 horas depois de receber
a quinta dose (a dose era de 7,5 mg/kg duas vezes ao dia), a
concentração de Claritromicina (substância ativa) era de 2,53 mcg/g
de fluido no ouvido médio e a concentração do metabólito
14-OH-Claritromicina (substância ativa) era de 1,27 mcg/g. A
concentração da substânciamãe e seu metabólito foram quase o dobro
da concentração sérica correspondente.

Insuficiência hepática:

A concentração de Claritromicina (substância ativa) no
steady-state” em indivíduos com insuficiência hepática,
não difere da concentração em indivíduos sadios. No entanto, a
concentração do metabólito 14-OH-Claritromicina (substância ativa)
foi menor em indivíduos com insuficiência hepática. O decréscimo na
formação desse metabólito compensou o aumento no clearance
renal da Claritromicina (substância ativa) quando comparados a
indivíduos sadios.

Insuficiência renal:

A farmacocinética da Claritromicina (substância ativa) foi
alterada em indivíduos com insuficiência renal que receberam
múltiplas doses de 500 mg. Os níveis plasmáticos, a meia vida,
Cmáx, Cmín e a ASC da Claritromicina
(substância ativa) e de seu metabólito foram maiores nos pacientes
com insuficiência renal. Essas alterações são correlacionadas ao
grau de insuficiência renal; quanto mais grave a insuficiência,
mais significativa é a diferença.

Pacientes idosos:

Em um estudo comparativo entre indivíduos jovens sadios e idosos
sadios recebendo 500 mg de Claritromicina (substância ativa) em
doses orais múltiplas, os níveis plasmáticos foram maiores e a
eliminação foi mais lenta no grupo dos idosos. No entanto, não
houve diferença entre os dois grupos quando o clearance
renal da Claritromicina (substância ativa) foi relacionado com o
clearance da creatinina. Concluiu-se que qualquer efeito
com relação à Claritromicina (substância ativa) não está ligado à
idade do paciente, e sim à função renal.

Pacientes com infecções por micobactérias:

As concentrações de equilíbrio da Claritromicina (substância
ativa) e seu metabólito 14-OH-Claritromicina (substância ativa),
observadas após administração das doses usuais em pacientes
infectados pelo HIV (comprimidos para os adultos e suspensão
pediátrica para as crianças), foram semelhantes àquelas observadas
em indivíduos normais. Entretanto, com as doses elevadas que podem
ser requeridas para o tratamento de infecções por micobactérias, as
concentrações da Claritromicina (substância ativa) podem ser muito
maiores do que aquelas observadas com as doses usuais.

Em crianças infectadas pelo HIV utilizando entre 15 a 30
mg/kg/dia de Claritromicina (substância ativa) divididas em duas
administrações, a Cmáx, geralmente foi entre 8 e 20
mcg/mL. Entretanto, foram observados valores de Cmáx,
superiores a 23 mcg/mL em crianças infectadas pelo HIV que
utilizaram 30 mg/Kg/dia divididas em duas administrações de
Claritromicina (substância ativa) suspensão pediátrica. A meia-vida
de eliminação mostra-se mais longa nas altas doses comparando-se
com as doses usuais administradas em indivíduos normais. Os dados
de farmacocinética de maior concentração plasmática e meia-vida de
eliminação mais longa observados nestas circunstâncias são
consistentes com a conhecida não linearidade da farmacocinética da
Claritromicina (substância ativa).

Estudos clínicos:

Experiência clínica em pacientes com infecções não
causadas por micobactérias

Em estudos clínicos, a Claritromicina,
na dose de 7,5 mg/kg duas vezes ao dia, se mostrou segura e eficaz
no tratamento de pacientes pediátricos com infecções que requeriam
tratamento antibiótico oral. A Claritromicina foi avaliada em mais
de 1200 crianças, de idade entre seis meses e 12 anos, com otite
média, faringite, infecções cutâneas e infecções do trato
respiratório inferior. Nesses estudos, a Claritromicina, na dose de
7,5 mg/kg das vezes ao dia, apresentou eficácia clínica e
bacteriológica comparável àquela dos agentes de referência,
incluindo a penicilina-V, amoxicilina, amoxicilinaclavulanato,
etilssuccinato de eritromicina, cefaclor e cefadroxila

Experiência clínica em pacientes com infecções causadas
por micobactérias

Experiência clínica em pacientes com
infecções causadas por micobactérias: Um estudo preliminar em
pacientes pediátricos (alguns dos quais HIV positivos) com
infecções causadas por micobactérias, demonstrou que a
Claritromicina foi segura e eficaz quando administrada isoladamente
ou em combinação com a zidovudina ou dideoxinosina. A
Claritromicina suspensão pediátrica foi administrada nas doses de
7,5 mg/kg, 15 mg/kg ou 30 mg/kg, divididas em duas administrações.
Foram observados alguns efeitos sobre os parâmetros de
farmacocinética quando a Claritromicina foi administrada
concomitantemente com compostos antirretrovirais, mas as alterações
foram mínimas e provavelmente sem significado clínico. As doses de
Claritromicina de até 30 mg/kg/dia foram bem toleradas. A
Claritromicina foi eficaz no tratamento de infecções disseminadas
causadas por bactérias do complexo M. avium em pacientes
pediátricos com AIDS, sendo que em alguns pacientes foi demonstrada
eficácia após mais de um ano de tratamento

Injetável:

Em um estudo clínico de dose única em voluntários, a
Claritromicina (substância ativa) foi administrada por via
intravenosa nas doses de 75 mg, 125 mg, 250 mg e 500 mg, em volumes
de 100 mL infundidos durante 30 minutos, e 500 mg, 750 mg ou 1000
mg, em volumes de 250 mL infundidos durante 60 minutos. Os picos de
concentração média (Cmax) da substância-mãe variaram de
5,16 mcg/mL após 500 mg, a 9,40 mcg/mL após 1000 mg (60 minutos de
infusão). O pico da concentração média (Cmax) do
metabólito 14-OH-Claritromicina (substância ativa) variou de 0,66
mcg/mL após a dose de 500 mg até 1,06 mcg/mL após a dose de 1000 mg
(infusão em 60 minutos).

A meia-vida sérica média, na fase terminal, da substância-mãe
foi dose-dependente, variando de 3,8 horas após 500 mg a 4,5 horas
após 1000 mg (60 minutos de infusão). A meia-vida plasmática média
estimada para o metabólito 14-hidroxilado apresentou alguns
aumentos dependentes da dose com as doses mais elevadas e variou de
7,3 horas após a dose de 500 mg até 9,3 horas após a dose de 1000
mg (infusão em 60 minutos). A média da área sob a curva
concentração vs tempo (ASC) apresentou um aumento não linear
dependente da dose para a substância-mãe de 22,29 h.mcg/mL após a
dose de 500 mg, para 53,26 h.mcg/mL após a dose de 1000 mg. A média
da área sob a curva concentração vs tempo (ASC) para o metabólito
14-hidroxilado variou de 8,16 h.mcg/mL após a dose de 500 mg para
14,76 h.mcg/mL após a dose de 1000 mg (infusão em 60 minutos).

Em um estudo clínico de doses múltiplas no período de 7 dias,
pacientes receberam infusões de 125 mg e 250 mg de Claritromicina
(substância ativa) por via intravenosa, em volumes de 100 mL
durante 30 minutos, ou 500 mg e 750 mg, em volumes de 250 mL
durante 60 minutos; as doses foram administradas com intervalos de
12 horas.

Nesse estudo, os picos médios de concentração de Claritromicina
(substância ativa) (Cmax) no “steady-state
aumentaram de 5,5 mcg/mL com doses de 500 mg para 8,6 mcg/mL com
doses de 750 mg. A meia-vida aparente terminal foi de 5,3 horas
após a infusão da dose de 500 mg durante 60 minutos e 4,8 horas
após a infusão da dose de 750 mg durante 60 minutos.

A Cmax no “steady-state” observada para o
metabólito 14-hidroxi aumentou de 1,02 mcg/mL com a dose de 500 mg
para 1,37 mcg/mL com a dose de 750 mg. As meias-vidas da fase
terminal para este metabólito foram de 7,9 horas e 5,4 horas para
os grupos das doses de 500 mg e 750 mg, respectivamente. Não se
evidenciou nenhuma tendência relacionada com a dose.

A Claritromicina (substância ativa) administrada em doses orais
de 250 mg a cada 12 horas, apresenta picos de concentração
plasmática em 2 a 3 dias com média de 1 mcg/mL de Claritromicina
(substância ativa) e 0,6 mcg/mL para o seu metabólito
14-OH-Claritromicina (substância ativa), enquanto que a meia vida
de eliminação foi de 3 a 4 horas para a Claritromicina (substância
ativa) e 5 a 6 horas para o seu metabólito 14-OH. Quando a
administração é em doses de 500 mg a cada 12 horas, a
Cmax no ‘steady-state’ da Claritromicina
(substância ativa) e seu metabólito hidroxilado foi atingida a
partir da quinta dose. Após a quinta e sétima doses, a
Cmax no “steady-state” alcançada foi de 2,7 e
2,9 mcg/mL; seu metabólito hidroxilado atingiu 0,88 e 0,83 mcg/mL,
respectivamente. A meia-vida da Claritromicina (substância ativa)
na dose de 500 mg é de 4,5 a 4,8 horas e a do seu metabólito 14-OH
é de 6,9 a 8,7 horas.

A concentração de 14-OH-Claritromicina (substância ativa) não
aumenta proporcionalmente com a dose de Claritromicina (substância
ativa), e aparentemente a meia-vida das duas substâncias tendem a
ser mais longas com doses maiores. Esse comportamento
farmacocinético não linear da Claritromicina (substância ativa),
associado com o decréscimo global na formação dos produtos
14-hidroxilados e N-dimetilados com doses maiores, indicam que o
metabolismo da Claritromicina (substância ativa) aproxima-se da
saturação com altas doses.

O principal metabólito encontrado no plasma humano é a
14-OH-Claritromicina (substância ativa), com níveis de pico de 0,5
mcg/mL e 1,2 mcg/mL após doses orais de 250 mg e 1200 mg,
respectivamente. Em humanos recebendo doses orais únicas de 250 mg
ou 1200 mg de Claritromicina (substância ativa), a excreção
urinária atingiu 37,9% da menor dose e 46,0% da dose mais elevada.
A eliminação fecal contribuiu com 40,2% e 29,1% (esta incluiu um
indivíduo com apenas uma amostra de fezes contendo 14,1%) dessas
respectivas doses.

Pacientes:

A Claritromicina (substância ativa) e seu metabólito 14-OH são
facilmente distribuídos nos tecidos e fluidos corporais. A
concentração nos tecidos é normalmente maior que a concentração
sérica.

Exemplos de concentrações séricas nos tecidos e fluídos
corporais são apresentados abaixo:

Concentração (após 250 mg a cada 12 horas)

Tipo do tecido

Concentração no tecido (mcg/g)

Concentração sérica (mcg/mL)

Tonsila palatina

1,6

0,8

Pulmão

8,8

1,7

Pacientes com infecções por micobactérias:

Apesar de não haver dados disponíveis relacionados ao uso de
Claritromicina (substância ativa) por via intravenosa em infecções
por micobactérias, há dados farmacocinéticos do uso de
Claritromicina (substância ativa) comprimidos nessas infecções.

As concentrações no “steady-state” da Claritromicina
(substância ativa) e da 14-OH-Claritromicina (substância ativa)
observadas após administração das doses usuais de Claritromicina
(substância ativa) a pacientes adultos infectados pelo HIV foram
semelhantes àquelas observadas em indivíduos normais. Entretanto,
com as doses mais elevadas que podem ser requeridas para tratar
infecções por micobactérias, as concentrações de Claritromicina
(substância ativa) foram muito superiores àquelas observadas com as
doses usuais. As meias-vidas de eliminação pareceram ser aumentadas
nestas doses elevadas, quando comparadas com aquelas observadas com
as doses usuais em indivíduos normais. As concentrações maiores de
Claritromicina (substância ativa) e as vidas médias de eliminação
da substância observadas com essas doses são consistentes com a
conhecida não linearidade da farmacocinética da Claritromicina
(substância ativa).

Exclusivo Comprimido / Granulado

Absorção:

Comprimido:

A cinética dos comprimidos de Claritromicina (substância ativa)
de liberação prolongada, administrados por via oral, foi estudada
em humanos adultos e comparada com a de comprimidos de
Claritromicina (substância ativa) 250 e 500 mg de liberação
imediata. A extensão da absorção foi equivalente quando doses
iguais diárias foram administradas. A biodisponibilidade absoluta é
de aproximadamente 50%. Pouco ou nenhum acúmulo foi observado e a
disposição metabólica não foi alterada em humanos após doses
múltiplas. Baseado nos achados de liberação equivalente de
absorção, os dados in vitro e in vivo a seguir
são aplicáveis para a formulação de liberação prolongada.

Granulado:

Estudos iniciais de farmacocinética foram obtidos com a
Claritromicina (substância ativa) na forma farmacêutica de
comprimidos. Esses dados indicaram que a absorção é rápida pelo
trato gastrointestinal e a biodisponibilidade absoluta de um
comprimido de 250 mg de Claritromicina (substância ativa) é de
aproximadamente 50%.

Tanto o início da absorção quanto a formação do metabólito
14-OH-Claritromicina (substância ativa) foram levemente retardados
na presença de alimento, mas a biodisponibilidade não foi afetada
na administração do medicamento no estado de desjejum.

Dados de segurança pré-clínica

Mutagenicidade

Foram realizados estudos para avaliar o potencial mutagênico de
Claritromicina (substância ativa), através de sistemas de testes
com microssomas hepáticos ativados e não ativados de ratos (Teste
de Ames). Resultados desses estudos não evidenciaram potencial
mutagênico para concentrações iguais ou menores a 25 mcg de
Claritromicina (substância ativa), por placas de Petri. Numa
concentração de 50 mcg, a droga foi tóxica para todas as cepas
testadas.

Exclusivo Comprimido / Granulado

Fertilidade, Reprodução e Teratogenicidade:

Estudos de fertilidade e reprodução mostraram que doses de 150 a
160 mg/kg/dia em ratos machos e fêmeas não causaram eventos
adversos no ciclo fértil, fertilidade, parto e no número e
viabilidade da prole.

Estudos de teratogenicidade realizados em ratos, coelhos e
macacos não demonstraram qualquer efeito teratogênico com o uso de
Claritromicina (substância ativa). Apenas em um estudo adicional em
Sprague Dawley com ratos, dose similar e condições essencialmente
similares, houve incidência baixa, estatisticamente insignificante
(aproximadamente 6%) de anormalidades cardiovasculares. Essas
anormalidades pareceram ser devido a expressão espontânea de
alterações genéticas dentro da colônia. Dois estudos realizados em
camundongos revelaram uma incidência variável da fenda palatina (3
a 30%) em doses 70 vezes acima da dose habitual diária utilizada em
humanos (500 mg 2x/dia), mas não mais que 35 vezes a dose máxima
diária sugerindo toxicidade materna e fetal, mas não
teratogenicidade.

Doses de Claritromicina (substância ativa), aproximadamente dez
vezes maiores que a dose habitual máxima utilizada em humanos,
administradas em macacos a partir do 20° dia de gestação,
produziram perda embrionária. Esse efeito foi atribuído à
toxicidade maternal da droga em altas doses. Um estudo adicional em
macacas prenhes utilizando doses aproximadamente 2,5 a 5,0 vezes
maiores que a dose habitual (500 mg 2x/dia) não demonstraram nenhum
risco ao embrião.

O teste letal dominante em camundongos utilizando 1000 mg/kg/dia
(aproximadamente 70 vezes da dose máxima diária em humanos de
2x/dia) foi claramente negativo para qualquer atividade mutagênica
e, em um estudo com ratos tratados com 500 mg/kg/dia
(aproximadamente 35 vezes da dose máxima diária em humanos de 500
2x/dia) por 80 dias não evidenciaram riscos funcionais na
fertilidade masculina em exposição à longo prazo com doses muito
altas de Claritromicina (substância ativa).

Exclusivo Comprimido

Toxicidade aguda, subcrônica e crônica:

Estudos foram realizados em camundongos, ratos, cães e/ou
macacos, com a administração oral de Claritromicina (substância
ativa), desde uma única dose oral até a administração oral diária
por 6 meses consecutivos. Em estudos de toxicidade aguda em
camundongos e ratos, um rato, mas nenhum camundongo morreu após uma
única gavagem de 5 g/Kg de peso corpóreo. Entretanto, a mediana da
dose letal, foi maior que 5 g/kg, e muito mais alta do que a dose
praticável para administração.

Nenhum efeito adverso foi atribuído à Claritromicina (substância
ativa) em primatas expostos a 100 mg/Kg/dia por 14 dias
consecutivos ou a 35 mg/Kg/dia por um mês. Similarmente, nenhum
efeito adverso foi observado em ratos expostos às doses de 75
mg/Kg/dia por um mês, 35 mg/Kg/dia por três meses ou 8 mg/Kg/dia
por 6 meses. Os cães foram mais sensíveis à Claritromicina
(substância ativa), tolerando doses de 50 mg/Kg/dia por 14 dias, 10
mg/Kg/dia por um e três meses e 4 mg/Kg/dia por 6 meses, sem
efeitos adversos. Os principais sinais clínicos com o emprego de
doses tóxicas observadas nos estudos acima descritos incluem
vômitos, fraqueza, consumo de alimentos e ganho de peso diminuído,
salivação, desidratação e hiperatividade. Dois de dez macacos
recebendo 400 mg/kg/dia morreram no dia oito do tratamento; fezes
amareladas foram eliminadas em algumas ocasiões por alguns macacos,
2 de 10, que receberam uma dose de 400 mg/kg/dia durante 28
dias.

Nesses estudos com doses tóxicas em animais, o fígado foi o
principal órgão-alvo. O desenvolvimento de hepatotoxicidade em
todas as espécies foi detectado pela precoce elevação das
concentrações séricas de fosfatase alcalina, aspartato e alanina
aminotransferases, gama-glutamiltransferase e/ou desidrogenase
lática. A descontinuação do uso do medicamento geralmente resulta
no retorno desses parâmetros específicos aos valores normais.

O estômago, o timo e outros tecidos linfóides e os rins foram
menos afetados em diversos estudos com doses tóxicas. Edema
conjuntival e lacrimejamento, seguindo-se a posologias próximas às
terapêuticas, ocorreram em cães. Utilizando-se uma posologia
de 400 mg/kg/dia, alguns cães e macacos desenvolveram opacidade
e/ou edema corneal.

Estudos de toxicidade oral aguda e
subcrônica:

Valores de DL50 oral aguda para a Claritromicina (substância
ativa) suspensão administrada em 3 dias em camundongos velhos foi
de 1290 mg/Kg para machos e 1230 mg/Kg em fêmeas. Os valores DL50
de 3 dias em ratos velhos foram de 1330 mg/Kg para machos e 1270
mg/Kg em fêmeas. Por comparação, a DL50 de Claritromicina
(substância ativa) administrada oralmente é cerca de 2700 mg/kg em
camundongos adultos e cerca de 3000 mg/Kg em ratos adultos. Estes
resultados são coerentes com outros grupos de antibióticos
penicilínicos, cefalosporínicos e macrolídeos em que, geralmente, a
DL50 é menor em animais mais jovens do que em adultos.

Em ambos os camundongos e ratos, o peso corpóreo foi reduzido ou
seu aumento suprimido e a amamentação e movimentos espontâneos
foram deprimidos para os primeiros dias seguintes da administração
do fármaco. A necropsia dos animais mortos revelou pulmões
escuro-avermelhados em camundongos e em cerca de 25% dos ratos;
ratos tratados com 2197 mg/Kg ou mais de Claritromicina (substância
ativa) suspensão também notaram uma substância negro-avermelhada no
intestino, provavelmente devido à sangramento. A morte desses
animais foi devido à debilitação resultante do comportamento de
amamentação deprimida ou do sangramento intestinal.

Foi administrada Claritromicina (substância ativa) suspensão,
por duas semanas, em ratos pré-desmame (5 dias de vida), nas doses
de 0, 15, 55 e 200 mg/Kg/dia. Animais do grupo de 200 mg/Kg/dia
diminuíram o ganho de peso corporal, diminuíram os valores médios
de hemoglobina e hematócrito, e aumentaram a média relativa de peso
dos rins, em comparação à animais do grupo controle.

Foram também observados em animais deste grupo de tratamento,
mínima a leve degeneração vacuolar multifocal do epitélio do ducto
biliar intra-hepático e uma incidência aumentada de lesões
nefríticas, relacionadas ao tratamento. Para este estudo, a dose de
efeito “não-tóxico” foi de 55 mg/Kg/dia.

Foi conduzido um estudo de toxicidade oral, no qual foi
administrada Claritromicina (substância ativa) suspensão em ratos
imaturos, com doses diárias de 0,15, 50, e 150 base/Kg/dia, durante
6 semanas. Não ocorreram mortes e os sinais clínicos observados
foram salivação excessiva para alguns dos animais após 1 ou 2 horas
da administração da dosagem mais alta, durante as últimas três
semanas de tratamento. Quando comparados ao grupo controle, os
ratos do grupo com dosagem de 150 mg/Kg tiveram peso corpóreo médio
mais baixo durante as primeiras três semanas e observou-se
diminuição do valor médio de albumina sérica e um aumento do peso
relativo médio do fígado.

Foram encontradas alterações histopatológicas brutas ou
microscópicas não relacionadas ao tratamento.

A dose de 150 mg/Kg produziu toxicidade leve nos ratos e a dose
de 50 mg/Kg/dia foi considerada “sem efeito de dose”.

Em cães juvenis da raça beagle, com 3 semanas de idade, tratados
durante 4 semanas com doses orais diárias de 0, 30, 100, ou 300
mg/Kg de Claritromicina (substância ativa), seguido de um período
de recuperação de 4 semanas, não ocorreu nenhum óbito e também não
foi observada nenhuma alteração na condição geral dos animais.

A necropsia não revelou anormalidades. No grupo de dose de 300
mg/Kg, sob exame histológico, foram observadas, deposição de
gordura de hepatócitos centrolobulares e infiltração celular de
área portal por microscopia de luz e por microscopia eletrônica
foram notados aumento de gotículas de gordura hepatocelulares. A
dose tóxica em cães beagles juvenis foi considerada maior do que
300 mg/Kg e de 100 mg/Kg considerou-se “sem efeito de dose”.

Exclusivo Injetável

Toxicidade aguda:

Claritromicina (substância ativa) foi administrada por via
intravenosa em camundongos, em dois estudos separados, e a DL50
encontrada foi de 184 mg/kg e 227 mg/kg. Estes valores são várias
vezes maiores que a DL50 encontrada em ratos (64 mg base/kg) e são
menores que os obtidos após administração em camundongos por outras
vias. Os sinais de toxicidade em ambas espécies foram diminuição da
atividade e do reflexo, ataxia, tremores, dispneia e
convulsões.

A autópsia e os exames histopatológicos realizados nos
camundongos sobreviventes do estudo cuja DL50 encontrada foi de 184
mg/kg não mostraram alterações associadas à administração
intravenosa da Claritromicina (substância ativa). Entretanto, no
outro estudo com camundongos e no estudo com ratos foram
encontrados nos animais que tiveram morte aguda, alterações
sugestivas de edema pulmonar, juntamente com pequenas áreas de
descoloração vermelho-escuras difusas dos lóbulos dos pulmões.
Embora similares, os efeitos produzidos foram mais tóxicos em ratos
do que em camundongos. O modo exato de toxicidade não foi
determinado. Embora os sinais de toxicidade aguda tenham sugerido
efeitos sobre o sistema nervoso central, as necropsias revelaram
alterações pulmonares em alguns camundongos e ratos.

A toxicidade intravenosa aguda dos vários metabólitos
foi avaliada em ratos e está resumida abaixo:

Componente

DL50 (mg/Kg)

Composto original

184 e 227

Metabólito M1
(desmetil)

200

Metabólito M4
(descladinosil)

256

Metabólito M5
(isohidroxi)

337

Sinais de toxicidade incluem inibição do movimento, dificuldade
respiratória e convulsão clônica. É aparente que a toxicidade
destes metabólitos é comparável à da Claritromicina (substância
ativa) em qualidade e grau.

Irritação venosa aguda:

As soluções intravenosas de Claritromicina (substância ativa)
foram avaliadas para irritação na veia periférica da orelha de
coelhos. Esse estudo demonstrou que administração de dose única em
altas concentrações (7,5 mg a 30 mg/mL) apresentou irritação
discreta.

Toxicidade subaguda:

Os estudos tiveram a duração de um mês, empregando-se doses de
15, 50 e 160 mg/kg/dia em ratos e 5, 15 e 40 mg/kg/dia em macacos.
As doses mais elevadas testadas na determinação da dose em ratos
(entre 20 e 640 mg/kg/dia) e em macacos (entre 5 e 80 mg/kg/dia) se
mostraram tóxicas para o fígado, sistema biliar e rins, o que foi
coerente com os encontrados em órgãos alvos em estudos com
administração oral de Claritromicina (substância ativa).

A ocorrência de irritação venosa grave nos estudos com duração
de um mês, com as doses de 160 mg/kg/dia e 40 mg/kg/dia em ratos e
macacos, respectivamente, impediram o estudo de doses elevadas para
demonstrar a toxicidade nos órgãos alvo. Isso ocorreu apesar dos
esforços para maximizar a dose, aumentando o volume de infusão e
diminuindo o ritmo de infusão.

As doses sem efeito em ratos e macacos determinadas por estudos
subagudos de um mês, foram de 50 e 15 mg/kg/dia, respectivamente,
devido a irritação venosa com as doses mais elevadas.

Embriotoxicidade em ratos:

Foram administradas doses de 15, 50 e 160 mg base/Kg/dia de
Claritromicina (substância ativa) intravenosa na veia da cauda de
ratos. Significantes sinais de toxicidade materna foram
manifestados na dose de 160 mg/Kg/dia (diminuição do consumo de
alimentos e do ganho de peso) e 50 mg/Kg/dia (diminuição do consumo
de alimentos). Efeitos locais no local de aplicação da dose dos
animais, tais como inchaço, ferida e necrose para as doses
elevadas. Não foram notados efeitos sobre a incidência média de
efeitos nos locais de aplicação ou reabsorção. Nenhuma alteração
visceral ou esquelética foi notada devido a aplicação de
Claritromicina (substância ativa), exceto de uma tendência
relacionada com a dose na proporção de fetos do sexo masculino com
a ausência de um testículo. Apesar da toxicidade materna
significante manifestada como irritação das veias, diminuição do
consumo de alimentos e ganho de peso, não há evidência de
embriotoxicidade ou teratoxicidade em ambas as doses.

Embriotoxicidade em coelhos: foram administradas doses de 3, 10
e 30 mg base/Kg/dia de Claritromicina (substância ativa)
intravenosa em grupos de coelhos. Uma coelha prenha tratada com 3
mg/Kg/dia morreu no dia 29 da gestação. Irritação venosa foi
observada tanto no grupo controle quanto no grupo tratado com a
droga. A incidência e severidade da irritação estiveram diretamente
relacionadas à concentração da droga na formulação. Sinais de
toxicidade materna foram observado com 30 mg/Kg/dia (redução do
peso e do consumo de alimentos). A incidência de aborto no grupo
tratado com 30 mg/Kg/dia foi significante maior quando comparado ao
grupo controle, mas todos os fetos abortados eram normais, quando
grosseiramente analisados. Nenhum efeito nos níveis maternos e de
toxicidade fetal quando 10 e 30 mg/Kg/dia foram administrados,
respectivamente.

Embriotoxicidade em macacos:

Claritromicina (substância ativa) mostrou produzir menor perda
embrionária em macacos quando administrada em doses até 10 vezes
maiores que a maior estipulada (500 mg duas vezes ao dia)
diariamente para humanos, iniciando no dia 20 da gestação. Estes
efeitos foram atribuídos à toxicidade materna da droga em doses
muito altas. Um estudo adicional em macacos gestantes com dosagem
de aproximadamente 2,5 a 5 vezes maiores que a dose usualmente
utilizada (500 mg duas vezes ao dia) não produziram perigo
exclusivo para o feto.

Exclusivo Granulado / Injetável

Claritromicina (substância ativa) é um antibiótico macrolídeo
semi-sintético obtido pela substituição do grupo CH3O pelo
hidroxilo (OH) na posição 6 do anel lactônico da eritromicina.
Especialmente para a Claritromicina (substância ativa) é a
6-O-metil-eritromicina. A Claritromicina (substância ativa) é um pó
branco ou esbranquiçado, amargo e praticamente sem cheiro,
insolúvel em água, levemente solúvel em metanol, etanol e
acetonitrila, e praticamente insolúvel em água. O peso molecular é
747,96.

Cuidados de Armazenamento do Klaricid UD

Klaricid UD deve ser mantido em sua embalagem original.
Conservar em temperatura ambiente (15-30ºC).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características organolépticas

Os comprimidos de Klaricid UD são ovalóides e de coloração
amarela.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Klaricid UD

MS n° 1.0553.0200.

Farm. Resp.:

Ana Paula Antunes Azevedo
CRF-RJ no 6572.

Fabricado por:

Abbott Laboratories Argentina S.A.
Buenos Aires – Argentina.

Importado e registrado por:

Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rua Michigan, 735
São Paulo – SP
CNPJ: 56.998.701/0001-16.

Abbot Center:

Central de Relacionamento com o Cliente
0800 703 1050

Klaricid-Ud, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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