Jurnista Bula

Jurnista

A indicação do Cloridrato de Hidromorfona (substância ativa)
somente poderá ser alterada a critério do prescritor.

Contraindicação do Jurnista

Cloridrato de Hidromorfona (substância ativa) é contraindicado
em pacientes com alergia conhecida à dexmedetomidina ou qualquer
excipiente da fórmula.

Como usar o Jurnista

Cloridrato De Hidromorfona (substância ativa) deve ser utilizado
apenas por profissional habilitado tecnicamente no cuidado de
pacientes sob tratamento intensivo. Devido aos efeitos conhecidos,
os pacientes devem ser monitorados continuamente.

A utilização de injeções em bolus de Cloridrato De
Hidromorfona (substância ativa) não deve ser utilizada para
minimizar os efeitos colaterais indesejáveis. Eventos clínicos como
bradicardia e parada sinusal têm sido associados com a utilização
de Cloridrato De Hidromorfona (substância ativa) em alguns
voluntários jovens saudáveis com tônus vagal alto ou nos quais a
utilização foi diferente da recomendada, como infusão intravenosa
rápida ou administração em bolus.

Administração

Deve ser utilizado um equipamento de infusão controlada para
administrar o Cloridrato De Hidromorfona (substância ativa).
Técnicas estritamente assépticas (livre de microrganismos) devem
ser sempre mantidas durante o manuseio da infusão de
dexmedetomidina.

A preparação das soluções para infusão é a mesma, tanto para
dose inicial como para dose de manutenção. Para preparar a infusão,
retire 2 mL de Cloridrato De Hidromorfona (substância ativa)
solução injetável concentrada para infusão e adicione 48 mL de
cloreto de sódio a 0,9% para totalizar 50 mL. Para misturar de modo
correto, agite suavemente.

Cloridrato De Hidromorfona (substância ativa) deve ser utilizado
através de um sistema de infusão controlada.

Após a diluição do concentrado, o produto deve ser utilizado
imediatamente, e descartado decorridas 24 horas da diluição. Caso o
produto não seja utilizado imediatamente após a diluição,
recomenda-se o armazenamento refrigerado da solução entre 2º e 8ºC
por não mais de 24 horas para reduzir o risco microbiológico.

Produtos de uso intravenoso devem ser inspecionados visualmente,
em relação a partículas e alterações de cor, antes de serem
administrados ao paciente. Cada frasco-ampola deve ser usado
somente em um paciente.

Compatibilidade

Foi demonstrado que o Cloridrato De Hidromorfona
(substância ativa) é compatível com a coadministração das seguintes
preparações e medicamentos intravenosos:

Solução de ringer lactato, dextrose a 5%, cloreto de sódio a
0,9%, manitol a 20%, cloridrato de alfentanila, sulfato de
amicacina, aminofilina, cloridrato de amiodarona, ampicilina
sódica, ampicilina sódica + sulbactam sódica, azitromicina,
aztreonam, tosilato de bretílio, bumetanida, tartarato de
butorfanol, gluconato de cálcio, cefazolina sódica, cloridrato de
cefipima, cefoperazona sódica, cefotaxima sódica, cefotetana
sódica, cefoxitina sódica, ceftazidima, ceftizoxima sódica,
ceftriaxona sódica, cefuroxima sódica, cloridrato de clorpromazina,
cloridrato de cimetidina, ciprofloxacino, besilato de cisatracúrio,
fosfato de clindamicina, fosfato sódico de dexametasona, digoxina,
cloridrato de diltiazem, cloridrato de difenidramina, cloridrato de
dobutamina, mesilato de dolasetrona, cloridrato de dopamina,
hiclato de doxiciclina, droperidol, enalapril, cloridrato de
efedrina, cloridrato de epinefrina, lactobionato de eritromicina,
esmolol, famotidina, mesilato de fenoldopam, fluconazol,
furosemida, gatifloxacino, sulfato de gentamicina, cloridrato de
granisetrona, lactato de haloperidol, heparina sódica, succinato
sódico de hidrocortisona, cloridrato de hidromorfona, cloridrato de
hidroxizina, lactato de inamrinona, cloridrato de isoproterenol,
cetorolaco de trometamina, labetalol, levofloxacino, cloridrato de
lidocaína, linezolida, lorazepam, sulfato de magnésio, cloridrato
de meperidina, succinato sódico de metilprednisolona, cloridrato de
metoclopramida, metronidazol, lactato de milrinona, cloridrato de
nalbufina, nitroglicerina, bitartarato de norepinefrina,
ofloxacino, cloridrato de ondansetrona, piperacilina sódica,
piperacilina sódica + tazobactam sódico, cloreto de potássio,
cloridrato de procainamida, edisilato de proclorperazina,
cloridrato de prometazina, propofol, cloridrato de ranitidina,
brometo de rapacurônio, cloridrato de remifentanila, brometo de
rocurônio, bicarbonato de sódio, nitroprusseto de sódio, citrato de
sufentanila, sulfametoxazol, trimetoprima, teofilina, ticarcilina
dissódica, ticarcilina dissódica + clavulanato de potássio, sulfato
de tobramicina, cloridrato de vancomicina, cloridrato de verapamil,
tiopental sódico, etomidato, brometo de vecurônio, brometo de
pancurônio, succinilcolina, besilato de atracúrio, cloreto de
mivacúrio, brometo de glicopirrônio, cloridrato de fenilefrina,
sulfato de atropina, midazolam, sulfato de morfina, citrato de
fentanila, além de substitutos do plasma.

Incompatibilidade

Cloridrato De Hidromorfona (substância ativa) não deve ser
misturado com outros produtos ou diluentes, exceto aqueles
mencionados acima. Foi demonstrada incompatibilidade com
anfotericina B e diazepam.

Posologia do Cloridrato De
Hidromorfona


Adultos

O Cloridrato De Hidromorfona (substância ativa) deve ser
individualizado e titulado segundo o efeito clínico desejado.

Para pacientes adultos é recomendável iniciar dexmedetomidina
com uma dose de 1,0 mcg/kg por dez minutos, seguida por uma infusão
de manutenção que pode variar de 0,2 a 0,7 mcg/kg/h.

A taxa de infusão de manutenção pode ser ajustada para se obter
o efeito clínico desejado.

Em estudos clínicos com infusões por mais de 24 horas de
duração, foram utilizadas doses baixas como 0,05 mcg/kg/h.

A dexmedetomidina tem sido utilizada tanto para pacientes que
requerem ventilação mecânica quanto para aqueles com respiração
espontânea após extubação (retirada da sonda usada para
intubação).

Foi observado que pacientes recebendo dexmedetomidina ficam
despertáveis e alertas quando estimulados.

Este é um componente esperado da sedação por dexmedetomidina e
não deve ser considerado como evidência de falta de eficácia na
ausência de outros sinais e sintomas clínicos.

A dexmedetomidina foi continuamente infundida em pacientes
ventilados mecanicamente antes da extubação, durante extubação e
pós-extubação.

Não é necessário descontinuar a dexmedetomidina antes da
extubação.

Cloridrato De Hidromorfona (substância ativa) não deve
ser misturado com outros produtos ou diluentes,
exceto:

Solução de ringer lactato, dextrose a 5%, cloreto de sódio a
0,9%, manitol a 20%, tiopental sódico, etomidato, brometo de
vecurônio, brometo de pancurônio, succinilcolina, besilato de
atracúrio, cloreto de mivacúrio, brometo de glicopirrônio,
cloridrato de fenilefrina, sulfato de atropina, midazolam, sulfato
de morfina, citrato de fentanila, além de substitutos do plasma, e
demais substâncias mencionadas no subitem “Compatibilidade” acima.
Para pacientes com insuficiência hepática e/ou renal, pode ser
requerido ajuste de dose.

Uso pediátrico

A segurança e a eficácia do Cloridrato De Hidromorfona
(substância ativa) em pacientes menores de 18 anos não foram
estudadas.

Disfunção hepática

Reduções de dose podem ser necessárias para os pacientes com
disfunção hepática, pois a dexmedetomidina é metabolizada
principalmente no fígado.

Disfunção renal

Nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes nefropatas
(com doenças nos rins).

Idosos

A dexmedetomidina deve ser titulada de acordo com a resposta do
paciente. Pacientes idosos (mais de 65 anos de idade)
frequentemente requerem doses menores de dexmedetomidina. Siga a
orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses
e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o
conhecimento do seu médico.

Precauções do Jurnista

Cloridrato de Hidromorfona (substância ativa) deve apenas ser
utilizado por profissionais treinados no cuidado de pacientes que
necessitam de tratamento intensivo. Devido aos conhecidos efeitos
farmacológicos do cloridrato de dexmedetomidina os pacientes devem
ser monitorados continuamente durante a infusão. Episódios
clinicamente significativos de bradicardia (lentidão excessiva do
coração) e parada sinusal (interrupção temporária na geração de
impulso nas fibras musculares do coração) foram associados com a
utilização de cloridrato de dexmedetomidina em voluntários sadios
jovens com tônus vagal elevado (aumento no número de impulsos
transmitidos pelo nervo vago) ou pela utilização por vias
diferentes da infusão lenta, incluindo a utilização intravenosa
rápida ou em bolus.

Observou-se que alguns pacientes podem ser despertados e ficarem
alertas quando estimulados. Este fato isoladamente não deve
ser considerado como evidência de falta de eficácia na ausência de
outros sintomas e sinais. Relatos de hipotensão (pressão arterial
anormalmente baixa) e bradicardia foram associados com a infusão de
cloridrato de dexmedetomidina. Deve haver cautela quando utilizar
Cloridrato de Hidromorfona (substância ativa) em pacientes com
bloqueio cardíaco avançado ou disfunção ventricular grave (ex:
fração de ejeção menor que 30%), incluindo insuficiência cardíaca
congestiva e insuficiência cardíaca em quem o tônus simpático é
crítico para a manutenção do equilíbrio hemodinâmico (relativo aos
mecanismos da circulação sanguínea). Menor pressão sanguínea e/ou
frequência cardíaca podem ocorrer com a utilização de
dexmedetomidina.

A dexmedetomidina diminui a atividade nervosa simpática
(resposta do corpo em situações estressantes) e, portanto, estes
efeitos poderão ser mais pronunciados nos pacientes com controle
menos sensível do sistema nervoso autônomo [ou seja, idade
avançada, diabetes, hipertensão (pressão arterial alta) crônica,
doença cardíaca grave]. A prevenção da hipotensão e da bradicardia
deve levar em consideração a estabilidade hemodinâmica do paciente
e a normovolemia (volume de sangue normal) antes da utilização de
dexmedetomidina. Pacientes que estejam hipovolêmicos (com volume
sanguíneo anormalmente diminuído) podem tornar-se hipotensos (com
baixa pressão arterial) na terapia com dexmedetomidina. Assim, a
suplementação com fluidos deve ser feita antes e durante a
utilização de dexmedetomidina.

Adicionalmente, em situações onde outros vasodilatadores
(produzem relaxamento e dilatação dos vasos sanguíneos) ou agentes
cronotrópicos (que atuam no ritmo cardíaco, fazendo o coração
acelerar) negativos sejam utilizados, a coadministração de
dexmedetomidina pode ter um efeito farmacodinâmico (modo como as
substâncias afetam o corpo) aditivo devendo ser utilizada com
cautela e titulação cuidadosa.

Monitoramento contínuo do eletrocardiograma (ECG), pressão
sanguínea e saturação de oxigênio são recomendados durante a
infusão de dexmedetomidina. Com base na experiência clínica com a
dexmedetomidina, se intervenção médica for necessária, o tratamento
pode incluir a diminuição ou interrupção da infusão de
dexmedetomidina, aumentando o índice de utilização intravenosa de
fluidos, elevação das extremidades inferiores e uso de agentes
pressores (que aumenta a pressão sanguínea).

Considerando que cloridrato de dexmedetomidina apresenta o
potencial de aumentar a bradicardia induzida pelo estímulo vagal,
os médicos devem estar preparados para intervir. A utilização de
agentes anticolinérgicos (por exemplo, atropina) deve ser
considerada para modificar o tônus vagal. Em estudos clínicos, a
atropina ou glicopirrolato foram eficazes no tratamento da maioria
dos episódios de bradicardia induzida por cloridrato de
dexmedetomidina. Entretanto, em alguns pacientes com disfunção
cardiovascular significativa, foram requeridas medidas de
ressuscitação mais avançadas.

Eventos clínicos de bradicardia ou hipotensão podem ser
potencializados quando a dexmedetomidina é usada simultaneamente ao
propofol ou midazolam. Portanto, considerar redução de dose de
propofol ou midazolam. Pacientes idosos acima de 65 anos de idade,
ou pacientes diabéticos têm maior tendência à hipotensão com a
utilização da dexmedetomidina. Todos os episódios reverteram
espontaneamente ou foram tratados com a terapia padrão. Hipertensão
temporária foi observada principalmente durante a infusão inicial,
associada a efeitos vasoconstritores periféricos iniciais da
dexmedetomidina e concentrações plasmáticas relativamente mais
altas alcançadas durante a infusão inicial.

O tratamento da hipertensão temporária em geral não foi
necessário, embora a redução do índice da infusão inicial possa ser
considerada. Após a infusão inicial, os efeitos centrais da
dexmedetomidina dominam e a pressão sanguínea geralmente diminui.
Os eventos clínicos da bradicardia e parada sinusal foram
associados à utilização de dexmedetomidina em voluntários sadios
jovens com tônus vagal alto ou por diferentes vias de
administração, incluindo a administração intravenosa rápida ou em
bolus da dexmedetomidina.

Cloridrato de Hidromorfona (substância ativa) não deve
ser misturado com outros produtos ou diluentes,
exceto:

Solução de ringer lactato, dextrose a 5%, cloreto de sódio a
0,9%, manitol a 20%, tiopental sódico, etomidato, brometo de
vecurônio, brometo de pancurônio, succinilcolina, besilato de
atracúrio, cloreto de mivacúrio, brometo de glicopirrônio,
cloridrato de fenilefrina, sulfato de atropina, midazolam, sulfato
de morfina, citrato de fentanila, além de substitutos do
plasma.

Insuficiência adrenal

A dexmedetomidina não apresentou efeitos sobre a liberação de
cortisol (hormônio) estimulado pelo ACTH em cães após dose única;
após infusão subcutânea de dexmedetomidina durante uma semana, a
resposta do cortisol ao ACTH foi reduzida em aproximadamente
40%.

Crianças

A segurança e a eficácia do cloridrato de dexmedetomidina em
pacientes pediátricos com idade inferior a 18 anos não foram
estudadas.

Pacientes idosos

Os estudos clínicos incluíram ao todo 531 pacientes com idade ≥
65 anos, sendo que 129 apresentavam idade ≥ 75 anos. Nos pacientes
acima de 65 anos de idade, uma maior incidência de bradicardia e
hipotensão foi observada após a utilização de dexmedetomidina.
Portanto, uma redução de dose pode ser considerada em pacientes
acima de 65 anos de idade.

Além disso, a dexmedetomidina é sabidamente excretada pelos rins
e o risco de reações indesejáveis pode ser maior em pacientes com
disfunção renal (dos rins). Considerando que pacientes idosos são
mais propensos a apresentar diminuição da função renal,
recomenda-se cautela na escolha da dose de dexmedetomidina em
idosos, nos quais o monitoramento da função renal pode ser
útil.

Disfunção hepática (no fígado) 

Em indivíduos com graus variáveis de insuficiência hepática
(Classe Child-Pugh – A, B ou C) os valores da depuração foram
menores do que em indivíduos saudáveis. Os valores médios da
depuração para indivíduos com insuficiência hepática leve, moderada
e grave foram respectivamente 74%, 64% e 53%, dos valores
observados em indivíduos normais e saudáveis.

As depurações médias para fármaco livre foram respectivamente
59%, 51% e 32%, dos valores observados em indivíduos normais e
saudáveis. Embora o cloridrato de dexmedetomidina seja dosado
segundo o efeito desejado, talvez seja necessário considerar
redução da dose, dependendo do grau de disfunção hepática do
paciente.

Uso durante a gravidez

Não existem estudos adequados e bem monitorados em mulheres
grávidas. O cloridrato de dexmedetomidina deverá ser utilizado
durante a gravidez humana somente se os benefícios potenciais
justificarem os riscos potenciais para o feto. A segurança da
dexmedetomidina no trabalho de parto e nascimento não foi estudada
e, portanto, não é recomendada para uso obstétrico, incluindo
partos por cirurgia cesariana.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação do médico ou do
cirurgião-dentista.

Uso durante a amamentação

É desconhecido se a dexmedetomidina é excretada no leite humano.
Em virtude de muitas drogas serem excretadas no leite materno, deve
haver precaução na administração de cloridrato de dexmedetomidina
em gestantes.

A dexmedetomidina radiomarcada utilizada subcutaneamente em
ratas que aleitavam foi distribuída no leite, porém não se acumulou
no mesmo.

Reações Adversas do Jurnista

Os eventos indesejáveis incluem dados de estudos clínicos de
sedação na Unidade de Terapia Intensiva, nos quais 576 pacientes
receberam cloridrato de dexmedetomidina, e de estudos de infusão
contínua da dexmedetomidina para sedação em pacientes internados em
unidades de terapia intensiva, controlados com placebo, nos quais
387 pacientes receberam cloridrato de dexmedetomidina.

Em geral, os eventos indesejáveis mais frequentemente
observados, emergentes do tratamento foram hipotensão, hipertensão,
bradicardia, febre, vômitos, hipoxemia (níveis baixos de oxigênio
no sangue), taquicardia (rapidez excessiva no funcionamento do
coração), anemia, boca seca e náusea.

Os eventos indesejáveis mais frequentemente observados,
emergentes do tratamento e relacionados ao medicamento estão
incluídos na tabela abaixo.

Eventos adversos sugeridos e relacionados** com o
tratamento, com incidência maior que 1%, em todos os pacientes
ratados com dexmedetomidina nos estudos fase II/III de infusão
contínua:

*Diferença estatisticamente significativa entre grupo
dexmedetomidina e placebo, (randomizado) p ≤ 0,05.
** Eventos adversos relacionados com o tratamento: incluiu todos os
eventos considerados possíveis ou prováveis de estarem relacionados
ao tratamento, como avaliado pelos investigadores, e aqueles
eventos cuja causalidade ficou desconhecida ou inespecificada.

Os seguintes eventos indesejáveis (incidência ≤ 1%) foram
emergentes do tratamento dos estudos contínuos de Infusão em
Unidade de Terapia Intensiva de Fases II/III, envolvendo todos os
pacientes tratados com dexmedetomidina (N=576).

Embora os eventos relatados tenham ocorrido durante o tratamento
com dexmedetomidina, eles não foram necessariamente produzidos por
ela.

Corpo como um todo

Reação alérgica, ascites (acumulação de líquidos na cavidade do
peritônio), dor lombar, dor torácica (no peito), edema (acúmulo
excessivo de líquido), edema periférico, leve anestesia, síncope
(perda temporária da consciência e da postura), síndrome de
abstinência.

Distúrbios cardiovasculares gerais

Flutuação na pressão sanguínea, insuficiência circulatória,
cianose (descoloração azulada ou púrpura da pele e membranas
mucosa), anormalidade de ECG, distúrbios cardíacos, agravamento de
hipertensão, hipertensão pulmonar, hipotensão postural (queda na
pressão arterial após assumir uma postura ereta).

Distúrbios do sistema nervoso central e
periférico

Tontura, cefaleia, neuralgia (dor de caráter acentuado, pulsátil
ou em forma de punhalada), neurite (inflamação de um nervo),
neuropatia (doença do sistema nervoso), parestesia (sensações
cutâneas subjetivas), paralisia, paresia (perda discreta da força
muscular), distúrbios da fala.

Distúrbios de sistema gastrintestinal

Dor abdominal, diarreia, eructação (expulsão ruidosa de ar ou
gases do estômago), ulceração (lesão) das mucosas.

Distúrbios de frequência e ritmo cardíaco

Arritmia (irregularidade no ritmo ou mudança na frequência dos
batimentos), arritmia atrial, arritmia ventricular, bloqueio AV,
bloqueio de ramo, parada cardíaca, extrassístoles (contrações
prematuras do coração que interrompem brevemente o compasso normal
das batidas), bloqueio cardíaco, inversão da onda T, taquicardia
supraventricular, taquicardia ventricular.

Distúrbios do sistema hepático e biliar

Maior proporção AG, anormalidade da função hepática, aumento de
GGT, aumento de SGOT, aumento de SGPT, icterícia (coloração
amarela).

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Acidose (acidez excessiva no sangue), acidose láctica (acúmulo
de ácido láctico no sangue), acidose respiratória (retenção
respiratória de dióxido de carbono), diabetes mellitus,
hiperglicemia (aumento no nível de açúcar no sangue), hipercalemia
(aumento de potássio no sangue), hipervolemia (aumento do volume
sanguíneo), hipocalemia (diminuição de potássio no sangue),
hipoproteinemia (diminuição dos valores de proteínas no sangue),
aumento de fosfatase alcalina (enzima), aumento de ureia sanguínea,
aumento de nitrogênio não proteico.

Distúrbio do sistema musculoesquelético

Fraqueza muscular.

Distúrbios miopericárdico, endopericárdico e de
válvulas

Angina pectoris (dor no peito), infarto do miocárdio,
isquemia (falta de suprimento sanguíneo) do miocárdio.

Distúrbios de plaquetas, sangramento e
coagulação

Distúrbios de coagulação, coagulação intravascular disseminada
(sangue começa a coagular por todo corpo), hematoma (acúmulo de
sangue em um órgão ou tecido), plaquetas anormais, menor
protrombina (elemento proteico da coagulação sanguínea),
trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue).

Distúrbios psiquiátricos

Ansiedade, confusão, delírios, depressão, alucinação, ilusão,
nervosismo.

Distúrbios de mecanismo de resistência

Infecção, infecção fúngica (infecção causada por fungos), sepse
(presença de organismos que causam infecção e outros organismos
causadores de doenças ou de toxinas no sangue ou tecido).

Distúrbios do sistema respiratório

Síndrome da angústia respiratória adulta, apneia (parada
temporária dos movimentos respiratórios), obstrução brônquica,
broncoespasmo (contração involuntária dos brônquios), tosse,
dispneia (falta de ar), enfisema (acúmulo de ar em tecidos e órgãos
que causam doenças), hemoptise (hemorragia dos brônquios),
hemotórax (hemorragia dentro da cavidade pleural), hipercapnia
(aumento de gás carbônico no sangue arterial), hipoventilação
(redução na quantidade de ar entrando nos alvéolos pulmonares),
faringite (inflamação da faringe), pleurisia (lesão inflamatória da
pleura), pneumonia, pneumotórax (acumulação de gás ou ar no espaço
pleural), congestão pulmonar (aumento do volume de sangue nos
pulmões), edema pulmonar, depressão respiratória, distúrbios
respiratórios, insuficiência respiratória, aumento de esputo
(escarro), estridor (ruído respiratório).

Distúrbios de pele e anexos

Erupções cutâneas eritematosas (lesões avermelhadas na pele),
aumento de sudorese (perda excessiva de água e eletrólitos pelo
suor).

Distúrbios do sistema urinário

Hematúria (presença de sangue na urina), insuficiência renal
aguda, anormalidade da função renal, retenção urinária.

Distúrbios vasculares (extracardíacos)

Hemorragia cerebral, isquemia periférica, distúrbios vasculares,
vasodilatação.

Distúrbios da visão

Diplopia (visão dupla), fotopsia (percepção de círculos
coloridos, de relâmpagos, de faíscas), visão anormal.

Distúrbio de leucócitos

Leucocitose (aumento do número de glóbulos brancos no
sangue).

Informe ao farmacêutico, médico ou cirurgião-dentista o
aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.
Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

Interação Medicamentosa do Jurnista

Estudos in vitro não evidenciaram interações
medicamentosas clinicamente relevantes, mediadas através do
citocromo P450.

Anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides A utilização
simultânea de cloridrato de dexmedetomidina com medicamentos
anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides tende a aumentar o
seu efeito. Estudos específicos confirmam estes efeitos com
sevoflurano, isoflurano, propofol, alfentanila e midazolam.

Nenhuma interação foi evidenciada entre dexmedetomidina e
isoflurano, propofol, alfentanila e midazolam. Entretanto, devido
aos efeitos, quando se utiliza dexmedetomidina com estes agentes, a
redução da dose pode se fazer necessária. Bloqueadores
neuromusculares (medicamentos que interrompem a transmissão de
impulsos nervosos).

Em um estudo de 10 voluntários sadios, a utilização de
cloridrato de dexmedetomidina durante 45 minutos na concentração
plasmática de 1 ng/mL, não resultou em aumento clinicamente
significativo da grandeza do bloqueio neuromuscular, associado com
a utilização de rocurônio.

Informe ao farmacêutico, médico ou cirurgião-dentista se
você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Jurnista

A dexmedetomidina promove sedação (indução de um estado calmo) e
analgesia (diminuição e controle da sensação de dor) sem diminuição
da frequência respiratória. Durante esse estado os pacientes podem
ser despertados e são cooperativos.

O início de ação deste medicamento ocorre em até 6 minutos e a
meia vida de eliminação é de cerca de 2 horas.

Jurnista, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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