Vodsso Bula

Vodsso

Vodsso é indicado, isoladamente ou em combinação a outros
medicamentos, para o tratamento de pacientes (adultos e crianças
acima de 10 anos) com crises parciais complexas, que ocorrem tanto
de forma isolada quanto em associação com outros tipos de crises
convulsivas, e no tratamento de quadros de ausência simples e
complexa. 

Ausência simples é definida como breve perda dos sentidos ou
perda de consciência, acompanhada por determinadas descargas
epilépticas generalizadas, sem outros sinais clínicos
detectáveis. Ausência complexa é a expressão utilizada quando
outros sinais também estão presentes.

Como o Vodsso funciona?


O ácido valproico é a substância ativa do Vodsso que é
convertido a ácido valproico e este se dissocia em íon valproato no
trato gastrointestinal. Seu mecanismo de ação ainda não é
conhecido, mas sua atividade parece estar relacionada com o aumento
dos níveis do ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro.

O tratamento com Vodsso, em alguns casos, pode produzir sinais
de melhora já nos primeiros dias de tratamento; em outros casos, é
necessário um tempo maior para se alcançar os efeitos benéficos.
Seu médico dará a orientação no seu caso.

Contraindicação do Vodsso

Vodsso é contraindicado para uso por pacientes
com:

  • Conhecida hipersensibilidade ao ácido valproico ou aos demais
    componentes da fórmula;
  • Conhecida Síndrome de Alpers-Huttenlocher e crianças com menos
    de 2 anos com suspeita de possuir a Síndrome;
  • Doença no fígado ou disfunção no fígado significativa;
  • Distúrbios do ciclo da ureia (DCU) – desordem genética rara que
    pode resultar em acúmulo de amônia no sangue;
  • Porfiria – distúrbio genético raro que afeta parte da
    hemoglobina do sangue.

Vodsso é contraindicado para menores de 10 anos de
idade. 

Como usar o Vodsso

Os comprimidos de Vodsso deverão ser engolidos inteiros, sem
mastigar, para evitar irritação local da boca e garganta.

Posologia do Vodsso


Epilepsia

Dose inicial recomendada

10-15 mg/kg/dia (única exceção nas crises de ausência simples e
complexas – 15mg/kg/dia). A dose deve ser aumentada, pelo médico,
de 5 a 10 mg/kg/semana até a obtenção da resposta clínica desejada,
administrados em doses diárias divididas (2 a 3 vezes ao dia) para
alguns pacientes.

Dose máxima recomendada

60 mg/kg/dia.

Em caso de uso concomitante de medicamentos antiepilépticos
(tanto durante conversão para monoterapia quanto durante tratamento
adjuvante), as dosagens desses podem ser reduzidas pelo médico em
aproximadamente 25% a cada duas semanas. Esta redução pode ser
iniciada no começo do tratamento com valproato de sódio ou atrasada
por uma a duas semanas em casos em que exista a preocupação de
ocorrência de crises com a redução.

A velocidade e duração desta redução do medicamento
antiepiléptico concomitante pode ser muito variável e os pacientes
devem ser monitorados rigorosamente durante este período com
relação a aumento da frequência das convulsões. Se a dose total
diária exceder 250 mg, ela deve ser administrada de forma
dividida.

Como o valproato pode interagir com estas ou com outros
medicamentos anticonvulsivantes coadministrados, recomenda-se a
realização de determinações periódicas da concentração plasmática
destes medicamentos durante a fase inicial do tratamento.

Não foi estabelecida uma boa correlação entre dose diária,
concentração sérica e efeito terapêutico; no entanto, concentrações
séricas terapêuticas de valproato para a maioria dos pacientes com
epilepsia tem variado entre 50 a 100 mcg/mL. Alguns pacientes podem
ser controlados com concentrações maiores ou menores. Seu médico
dará a orientação necessária para o seu tratamento.

Interrupção do tratamento

Os anticonvulsivantes não devem ser descontinuados abruptamente
nos pacientes para os quais estes fármacos são administrados para
prevenir convulsões tipo grande mal, pois há grande
possibilidade de precipitar um estado de mal epiléptico, com
subsequente má oxigenação cerebral e risco de morte.

A interrupção repentina do tratamento com este medicamento
cessará o efeito terapêutico, o que poderá ser prejudicial ao
paciente devido às características da doença para a qual este
medicamento está indicado.

Medicamentos antiepilépticos não deverão ser descontinuados
abruptamente em pacientes nos quais o medicamento é administrado
para prevenir crises mais graves, devido à alta possibilidade de
desenvolvimento de estado epiléptico com falta de oxigênio e risco
à vida.

Tabela 1 – Guia para administração da dose diária
inicial de Vodsso 15 mg/kg/dia

 

(considerando a administração a cada 8
horas):

Vodsso comprimido ou cápsula não deve ser partido,
aberto ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Vodsso?


Se você esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar.
Entretanto, se estiver próximo do horário de tomar a próxima dose
do medicamento, pule a dose esquecida.

Não tome duas doses de uma única vez para compensar a dose
esquecida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Vodsso

Recomenda-se fazer contagem de plaquetas e realização de testes
de coagulação antes de iniciar o tratamento, periodicamente e
depois, pois pode haver alteração nas plaquetas e coagulação
sanguínea.

O aparecimento de hemorragia, manchas roxas ou desordem na
hemostasia/coagulação são indicativos para a redução da dose ou
interrupção da terapia.

Vodsso pode interagir com medicamentos administrados
concomitantemente.

Foram relatadas alterações nos testes da função da tireoide
associadas ao uso de valproato.

Ideação suicida pode ser uma manifestação de transtornos
psiquiátricos preexistentes e pode persistir até que ocorra
remissão significante dos sintomas. A supervisão de pacientes de
alto risco deve acontecer durante a terapia medicamentosa
inicial.

Hepatotoxicidade (toxicidade do fígado)

Houve casos fatais de insuficiência do fígado em pacientes
recebendo ácido valproico, usualmente durante os primeiros seis
meses de tratamento. Toxicidade no fígado grave ou fatal pode ser
precedida por sintomas não específicos, como mal-estar, fraqueza,
estado de apatia, inchaço facial, falta de apetite e vômito.

Deve-se ter muito cuidado quando o medicamento for administrado
em pacientes com história anterior de doença no fígado. Pacientes
em uso de múltiplos anticonvulsivantes, crianças, pacientes com
doenças metabólicas congênitas, com doença convulsiva grave
associada a retardo mental e pacientes com doença cerebral orgânica
podem ter um risco particular de desenvolver toxicidade no
fígado.

A experiência em epilepsia tem indicado que a incidência de
hepatotoxicidade fatal decresce consideravelmente, de forma
progressiva, em pacientes mais velhos.

O medicamento deve ser descontinuado imediatamente na presença
de disfunção do fígado significativa, suspeita ou aparente. Em
alguns casos, a disfunção do fígado progrediu apesar da
descontinuação do medicamento. Na presença destes sintomas, o
médico deve ser imediatamente procurado.

Pancreatite (inflamação do pâncreas)

Pacientes e responsáveis devem estar cientes que dor abdominal,
enjoo, vômito e/ou falta de apetite, podem ser sintomas de
pancreatite. Na presença destes sintomas, deve-se procurar o médico
imediatamente, pois casos de pancreatite envolvendo risco à vida
foram relatados tanto em crianças como em adultos que receberam
valproato.

Alguns foram hemorrágicos, com rápida progressão dos sintomas
iniciais ao óbito. Alguns casos ocorreram logo após o início do
uso, e outros após vários anos de uso. O índice de casos relatados
excedeu o esperado na população em geral e houve casos nos quais a
pancreatite recorreu após nova tentativa com valproato.

Distúrbios do ciclo da ureia (DCU)

Foi relatada encefalopatia hiperamonêmica (alteração das funções
do cérebro por aumento de amônia no sangue), algumas vezes fatal,
após o início do tratamento com valproato em pacientes com
distúrbios do ciclo da ureia.

Hiperamonemia (excesso de amônia no
organismo)

Foi relatado o excesso de amônia em associação com a terapia com
valproato e pode estar presente mesmo com testes de função do
fígado normais. Pacientes que desenvolverem sinais ou sintomas de
alteração das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue
inexplicável, estado de apatia, vômito e mudanças no status mental
durante o tratamento com Vodsso devem ser tratados imediatamente, e
o nível de amônia deve ser mensurado.

Hiperamonemia também deve ser considerada em pacientes que
apresentam hipotermia (queda de temperatura do corpo abaixo do
normal). Se a amônia estiver elevada, o tratamento deve ser
descontinuado.

Elevações sem sintomas de amônia são mais comuns, e quando
presentes, requerem monitoramento intensivo dos níveis de amônia no
plasma pelo médico. Se a elevação persistir a descontinuação do
tratamento deve ser considerada.

Comportamento e ideação suicida

Pacientes tratados com divalproato devem ser monitorados para
emergências ou piora da depressão, pensamentos sobre automutilação,
comportamento ou pensamentos suicidas, e/ou qualquer mudança
incomum de humor ou comportamento. Existem relatos de aumento no
risco de pensamentos e comportamentos suicidas nestes
pacientes.

Este risco foi observado logo uma semana após o início do
tratamento medicamentoso com os antiepilépticos e persistiu durante
todo o período em que o tratamento foi avaliado. Comportamentos
suspeitos devem ser informados imediatamente aos profissionais de
saúde.

Trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas no
sangue)

A frequência de efeitos adversos (particularmente enzimas
hepáticas aumentadas e diminuição no número de plaquetas no sangue)
pode acontecer dependendo da dose do medicamento. O benefício
terapêutico que pode acompanhar as maiores doses deverá, portanto,
ser considerado contra a possibilidade de maior incidência de
eventos adversos.

Hiperamonemia (aumento da amônia no sangue)

Tem sido relatada associada à terapia com valproato, em conjunto
e na ausência de hiperamonemia. Esta reação adversa também pode
ocorrer em pacientes utilizando topiramato e valproato em conjunto,
após o início do tratamento com topiramato ou após o aumento da
dose diária de topiramato.

Deve ser considerada a interrupção do tratamento em pacientes
que desenvolverem hipotermia, a qual pode se manifestar por uma
variedade de anormalidades clínicas incluindo letargia (estado de
apatia), confusão, coma e alterações significativas em outros
sistemas importantes como o cardiovascular e o respiratório.

Atrofia Cerebral/Cerebelar

Houve relatos pós-comercialização de atrofia (reversível e
irreversível) cerebral e cerebelar, temporariamente associadas ao
uso de produtos que se dissociam em íon valproato. Em alguns casos,
porém, a recuperação foi acompanhada por sequelas permanentes.

Foi observado prejuízo psicomotor e atraso no desenvolvimento,
entre outros problemas neurológicos, em crianças com atrofia
cerebral decorrente da exposição ao valproato quando em ambiente
intrauterino.

As funções motoras e cognitivas dos pacientes devem ser
monitoradas rotineiramente e o medicamento deve ser descontinuado
nos casos de suspeita ou de aparecimento de sinais de atrofia
cerebral.

Reação de hipersensibilidade de múltiplos
órgãos

Foram raramente relatadas após o início da terapia com o
valproato em adultos e em pacientes pediátricos (tempo médio para
detecção de 21 dias, variando de 1 a 40). Embora houvesse um número
limitado de relatos, muitos destes casos resultaram em
hospitalização, e pelo menos uma morte foi relatada.

Os sinais e os sintomas deste distúrbio eram diversos;
entretanto, os pacientes tipicamente, embora não exclusivamente,
apresentaram febre e erupções cutâneas, com envolvimento de
outros órgãos do corpo.

Outras manifestações associadas podem incluir aumento dos
gânglios, inflamação do fígado (hepatite), anormalidade de testes
de função do fígado, anormalidades no sangue (ex. aumento da
concentração de eosinófilos, redução do número de plaquetas e
quantidade baixa de neutrófilos no sangue), coceira, inflamação nos
rins, diminuição do volume de urina, síndrome hepatorrenal
(envolvendo o fígado e os rins), dor nas articulações e
fraqueza.

Como o distúrbio é variável em sua expressão, sinais e sintomas
de outros órgãos não relacionados aqui podem ocorrer. Se houver
suspeita desta reação, o valproato deve ser interrompido e um
tratamento alternativo ser iniciado pelo médico.

Este medicamento contém propilparabeno E216 e
metilparabeno E218 que podem causar reações alérgicas
(possivelmente retardadas).

Agravamento das convulsões

Assim como outras drogas antiepilépticas, alguns pacientes ao
invés de apresentar uma melhora no quadro convulsivo, podem
apresentar uma piora reversível da frequência e severidade do
quadro convulsivo (incluindo o estado epiléptico) ou também o
aparecimento de novos tipos de convulsões com valproato.

Em caso de agravamento das convulsões, aconselha-se consultar o
seu médico imediatamente.

Carcinogênese

O significado de achados carcinogênicos para humanos não é
conhecido até o momento.

Mutagênese

Houve algumas evidências de que a frequência de aberrações
cromossômicas poderia estar associada com epilepsia.

Fertilidade

A administração de valproato pode afetar a fertilidade em
homens. Foram relatados casos que indicam que as disfunções
relacionadas à fertilidade são reversíveis após a descontinuação do
tratamento. Amenorreia (ausência de menstruação), ovários
policísticos e níveis de testosterona elevados foram relatados em
mulheres.

Uso em idosos

Uma alta porcentagem de pacientes acima de 65 anos relatou
ferimentos acidentais, infecção, dor, sonolência e tremor. Não está
claro se esses eventos indicam riscos adicionais ou se resultam de
doenças preexistentes e uso de medicamentos concomitantes por estes
pacientes.

Em pacientes idosos, a dosagem deve ser aumentada mais
lentamente, com monitorização regular do consumo de líquidos e
alimentos, desidratação, sonolência e outros eventos adversos.
Reduções de dose ou descontinuação do medicamento devem ser
consideradas em pacientes com menor consumo de líquidos ou
alimentos e em pacientes com sonolência excessiva.

Uso em crianças

A segurança e a eficácia do divalproato de sódio para o
tratamento de mania aguda não foram estudadas em indivíduos abaixo
de 18 anos, bem como também não foram avaliadas para a profilaxia
da enxaqueca em indivíduos abaixo de 16 anos. Crianças com idade
inferior a dois anos têm um aumento de risco considerável de
desenvolvimento de toxicidade no fígado fatal e esse risco diminui
progressivamente em pacientes mais velhos.

Crianças e adolescentes do sexo feminino, mulheres em
idade fértil e gestantes

O medicamento não deve ser utilizado neste grupo a não ser que
os tratamentos alternativos disponíveis sejam ineficazes ou não
tolerados pelas pacientes, devido ao seu alto potencial
teratogênico e o risco de transtornos no desenvolvimento de
crianças expostas ao valproato em ambiente intrauterino.

Mulheres em idade fértil devem usar métodos contraceptivos
durante o tratamento e devem ser informadas dos riscos associados
ao uso de ácido valproico durante a gestação.

Se a mulher tem planos de engravidar ou já estiver grávida a
terapia com valproato deve ser descontinuada.

Mulheres que estejam planejando engravidar devem fazer a
transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes da
concepção, se possível.

Durante a gestação, convulsões tônico-clônica maternais e estado
epiléptico com hipóxia podem acarretar em risco de morte da mãe e
do feto.

A terapia com valproato não deve ser descontinuada sem a
reavaliação dos riscos e benefícios do tratamento para a paciente
por um médico especialista no tratamento de epilepsia.

Quando este medicamento é utilizado no tratamento de Epilepsia,
o potencial benefício da droga em mulheres grávidas pode ser
aceitável, apesar de seus riscos potenciais. A terapia com ácido
valproico deve ser mantida somente após uma reavaliação dos riscos
e benefícios do tratamento para a paciente por um médico
especialista.

Categoria de risco: D.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em
caso de suspeita de gravidez.

Más formações congênitas

Estudos demonstraram que 10,73% das crianças filhas de mulheres
epilépticas expostas a monoterapia com valproato durante a gravidez
sofreram com más formações congênitas. Esse risco é maior do que na
população em geral (2-3%).

Os tipos mais comuns de má formação incluem defeitos do tubo
neural, dismorfismo facial, fissura de lábio e palato,
crânio-ostenose, problemas cardíacos, defeitos renais e
urogenitais, defeitos nos membros e múltiplas anomalias envolvendo
vários sistemas do corpo.

Transtornos de desenvolvimento

Dados disponíveis demonstraram que a exposição ao valproato em
ambiente intrauterino pode causar efeitos adversos no
desenvolvimento mental e físico para a criança exposta. O risco
parece ser dose-dependente, mas uma dose inicial baixa que não
exista risco não pode ser estabelecida baseado nos dados
disponíveis.

O exato período gestacional predispostos a esses riscos é
incerto e a possibilidade do risco durante toda a gestação não pode
ser excluída. Estudos em crianças em idade escolar, expostas ao
valproato em ambiente intrauterino demonstraram que até 30-40% dos
desenvolvimentos tardios nos desenvolvimentos primário como fala e
andar tardio, baixa habilidade intelectual, habilidades
linguísticas pobres (fala e entendimento) e problemas de
memória.

O coeficiente de inteligência (QI) avaliado em crianças em idade
escolar (6 anos) com história de exposição intrauterina ao
valproato foi, em média, 7-10 pontos abaixo das de crianças
expostas a outros antiepilépticos.

Apesar de o papel dos fatores de confusão não poderem ser
excluídos, há provas em crianças expostas ao valproato de que o
risco de dano intelectual pode ser independente de QI materno.
Existem dados limitados sobre uso prolongado.

Os dados disponíveis demonstram que crianças expostas ao
valproato em ambiente intrauterino tem um maior risco de apresentar
transtorno do espectro autista (cerca de três vezes) e autismo
infantil (cerca de cinco vezes) em comparação com a população geral
do estudo.

Dados limitados sugerem que crianças expostas ao valproato em
ambiente intrauterino podem estar mais predispostas a desenvolver
sintomas de transtornos de déficit de atenção/hiperatividade
(TDAH).

Seu médico deve garantir que tenha as informações completas
sobre os riscos bem como materiais relevantes, tais como um folheto
de informações do paciente para apoiar a sua compreensão sobre os
riscos.

O médico deve assegurar que a paciente:

  • Está ciente da natureza e da magnitude dos riscos da exposição
    do feto ao valproato durante a gestação, especialmente, dos riscos
    teratogênicos e de transtornos de desenvolvimento;
  • Está ciente da necessidade de uso de métodos contraceptivos
    durante o tratamento com valproato;
  • Está ciente da necessidade de revisões regulares do
    tratamento;
  • Está ciente de que deve informar ao médico sobre planos de
    engravidar ou caso exista a possibilidade de estar grávida.

Mulheres que estejam planejando engravidar devem fazer a
transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes da
concepção, se possível.

Risco em neonatos

Casos de síndrome hemorrágica foram relatados muito raramente em
recém-nascidos que as mães utilizaram valproato durante a gravidez.
Essa síndrome hemorrágica está relacionada com trombocitopenia,
hipofibrinogenemia e/ou a diminuição de outros fatores de
coagulação.

Afibrinogenemia também foi relatada e pode ser fatal. Porém,
essa síndrome deve ser distinguida da diminuição dos fatores de
vitamina K induzido pelo fenobarbital e os indutores enzimáticos. A
contagem plaquetária e testes e fatores de coagulação devem ser
investigados em neonatos.

Casos de hipoglicemia foram relatados em recém-nascidos que as
mães utilizaram valproato durante o terceiro trimestre da
gravidez.

Casos de hipotireoidismo foram relatados em recém-nascidos que
as mães utilizaram valproato durante a gravidez.

Síndrome de abstinência (por exemplo, irritabilidade,
hiperexcitação, agitação, hipercinésia, transtornos de tonicidade,
tremor, convulsões e transtornos alimentares) pode ocorrer em
recémnascidos que as mães utilizaram valproato no último trimestre
da gravidez.

Lactação

O valproato é excretado no leite humano com uma
concentração que varia entre 1% a 10% dos níveis séricos maternos.
Transtornos hematológicos foram notados em neonatos/crianças
lactentes de mães tratadas com valproato. A decisão quanto a
descontinuação da amamentação ou da terapia com divalproato de
sódio deve ser feita levando em consideração o benefício da
amamentação para a criança e o benefício da terapia para a
paciente.

Capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas

Uma vez que este medicamento pode produzir depressão do sistema
nervoso central, especialmente quando combinado com outras
substâncias que apresentam o mesmo efeito (por exemplo, álcool), os
pacientes não devem se ocupar de tarefas de risco, como dirigir
veículos ou operar máquinas perigosas, até que se tenha certeza de
que estes pacientes não ficam sonolentos com o uso do
medicamento.

Reações Adversas do Vodsso

A classificação da frequência das reações adversas deve
seguir os seguintes parâmetros

Parâmetros

Frequência das Reações Adversas

Muito comum

gt; 1/10 (gt; 10%)

Comum (frequente)

gt; 1/100 e ≤ 1/10 (gt; 1% e ≤
10%)

Incomum (infrequente)

gt; 1/1.000 e ≤ 1/100 (gt; 0,1% e ≤
1%)

Rara

gt; 1/10.000 e ≤ 1/1.000 (gt; 0,01% e
≤ 0,1%)

Muito rara

≤ 1/10.000 (≤ 0,01%)

Epilepsia

Crises Parciais Complexas (CPC)

Classe de sistema de órgãos

Categoria de frequência

Reações adversas

Gerais Reações muito comuns (gt;10%) Cefaleia, fraqueza
Gastrointestinais Náusea, vômito, dor
abdominal, diarreia, anorexia, dispepsia
Hematológicas Trombocitopenia
(diminuição do número de plaquetas no sangue)
Neurológicas/Psiquiátricas Sonolência, tremor,
tontura, diplopia (visão dupla), ambliopia/visão borrada, insônia,
nervosismo
Respiratórias Síndrome gripal,
infecção respiratória
Gerais Reações comuns (gt;1/100 e
≤1/10)
Dor nas costas, dor no
peito e mal estar
Cardiovasculares Taquicardia, pressão
alta e palpitação
Gastrointestinais Aumento do apetite,
flatulência, vômito com sangue, arroto, inflamação do pâncreas e
abscesso periodontal, dispepsia, constipação
Hematológicas Manchas vermelhas não
salientes da pele, equimose
Metabólicos/Nutricionais Enzimas do fígado
AST/TGO e ALT/TGP aumentadas, perda de peso, ganho de peso, edema
periférico
Musculoesqueléticas Dor muscular, contração
muscular, dor nas articulações, cãibra na perna, fraqueza
muscular
Neurológicas/Psiquiátricas Ansiedade, confusão,
alteração na marcha, sensações cutâneas sem estimulação, aumento da
rigidez muscular, incoordenação, alteração nos sonhos e transtorno
de personalidade, amnésia (esquecimento), movimentos involuntários
e rápidos do globo ocular, labilidade emocional, depressão
Respiratórias Sinusite, tosse
aumentada, pneumonia e sangramento nasal, bronquite, rinite,
faringite, dispneia (falta de ar)
Dermatológicas Vermelhidão da pele,
prurido e pele seca, alopecia (queda de cabelo)
Sensoriais Alteração no paladar, na
visão e audição, surdez e otite média
Urogenitais Incontinência urinária,
inflamação nos tecidos da vagina, cólica menstrual, ausência de
menstruação e aumento do volume urinário

Outras populações de pacientes

Os eventos adversos que foram relatados com todas as formas de
dosagem de valproato no tratamento de epilepsia nos estudos
clínicos, relatos espontâneos e outras fontes são listados a
seguir.

Gastrointestinais

Náusea, vômito e indigestão, diarreia, dor abdominal, prisão de
ventre, problemas na gengiva (principalmente, o aumento da
gengiva), falta de apetite com perda de peso, aumento do apetite
com ganho de peso, obesidade.

Neurológicas

Sedação, tremor, alucinações, falta de coordenação dos
movimentos, dor de cabeça, movimentos involuntários e rápidos do
globo ocular, visão dupla, movimentos espasmódicos involuntários,
áreas sem visão dentro do campo de visão, dificuldade na
articulação das palavras, vertigem, confusão, perda ou
diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo,
comprometimento da memória, desordem cognitiva e desordens
extrapiramidais incluindo parkinsonismo.

Casos raros

Coma, alterações das funções do cérebro com febre, encefalopatia
hiperamonêmica (sintomas neurológicos com níveis aumentados de
amônia) ou encefalopatia com ausência de níveis elevados de amônia
e possível agravamento das convulsões.

Dermatológicas

Perda temporária de cabelo, problemas relacionados aos cabelos
(como alterações de cor, anormalidades na textura e no crescimento
dos cabelos), erupções cutâneas, fotossensibilidade, coceira
generalizada, eritema multiforme e síndrome de Stevens-Johnson,
alterações das unhas e leito ungueal.

Casos raros

Doença cutânea potencialmente letal na qual a camada superior da
pele desprende-se em camadas.

Psiquiátricas

Instabilidade emocional, depressão, psicose, agressividade,
hostilidade, hiperatividade psicomotora, agitação, distúrbio de
atenção, comportamento anormal, desordem do aprendizado e
deterioração do comportamento.

Musculoesqueléticas

Fraqueza, osteoporose (diminuição da massa óssea),
osteopenia (diminuição da densidade óssea).

Hematológicas

Redução do número de plaquetas no sangue, alteração do tempo de
sangramento, pequeno ponto vermelho no corpo, hematomas,
sangramento do nariz ou hemorragia, aumento relativo no número dos
linfócitos, aumento do tamanho das hemácias, distúrbio na
coagulação do sangue, diminuição de glóbulos brancos do sangue,
aumento da concentração de eosinófilos no sangue, anemia incluindo
macrocítica com ou sem deficiência de folato, supressão da medula
óssea, diminuição das células do sangue, anemia aplásica,
agranulocitose e deficiência de enzimas.

Hepáticas

Pequenas elevações das enzimas transaminases (AST/TGO e ALT/TGP)
e de DHL.

Casos ocasionais

Aumento de bilirrubina sérica, alterações de outras provas de
função hepática

Endócrinas

Menstruação irregular, ausência de menstruação, aumento das
mamas, produção de leite fora do período pós-parto ou de lactação e
inchaço da glândula parótida, hiperandrogenismo (hirsutismo,
virilismo, acne, padrão masculino de calvície, e/ou aumento no
nível de andrógenos), testes anormais da função da tireoide,
incluindo hipotireoidismo, síndrome do ovário policístico.

Pancreáticas

Inflamação no pâncreas aguda, incluindo raros casos fatais.

Metabólicas

Excesso de amônia no organismo, redução do sódio no sangue,
alteração da secreção do hormônio antidiurético, distúrbio da
função excretora dos rins, diminuição das concentrações de
carnitina, elevada concentração plasmática de glicina associada a
evolução fatal, resistência à insulina, dislipidemia.

Urogenitais

Micção noturna, insuficiência renal, nefrite túbulo-intersticial
e infecção do trato urinário.

Reprodutividade

Infertilidade masculina incluindo azoospermia, análise do sêmen
anormal, diminuição da contagem de espermatozoides, morfologia de
espermatozoides anormal, aspermia e motilidade dos
espermatozoides.

Sensoriais

Perda auditiva (irreversível ou reversível), dor de ouvido.

Neoplásicas benignas, malignas e inespecíficas
(incluindo cistos e pólipos)

Síndrome mielodisplásica (grupo de doenças do sangue).

Respiratórias, torácicas e mediastinais

Acumulo excessivo de fluido na cavidade pleural.

Outras

Reação alérgica, reação alérgica grave, inchaço de extremidades,
lúpus eritematoso, rabdomiólise, deficiência de
biotina/biotinidase, dor nos ossos, tosse aumentada, pneumonia,
inflamação no ouvido, diminuição na frequência cardíaca, inflamação
da parede do vaso sanguíneo, febre e temperatura corporal menor que
a normal.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de
atendimento.

Composição do Vodsso

Apresentações

Vodsso cápsula de 250 mg:

Embalagem com 25 cápsulas.

Via oral.

Uso adulto e pediátrico acima de 10 anos.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de
referência.

Composição

Cada cápsula de Vodsso 250 mg contém:

250 mg de ácido valpróico.

Excipientes:

Óleo de milho, propilparabeno (E216), metilparabeno (E218),
glicerol, água purificada, dióxido de titânio, gelatina, corante
amarelo FDamp;C nº 6 e óleo mineral.

Superdosagem do Vodsso

Não tome doses superiores às recomendadas pelo médico.

Doses muito altas podem causar distúrbio de consciência podendo
chegar ao coma.

Doses de Vodsso acima do recomendado podem resultar em
sonolência, bloqueio do coração, pressão baixa e colapso/choque
circulatório e coma profundo. Nesses casos, a pessoa deverá ser
encaminhada imediatamente para cuidados médicos.

A presença de teor de sódio nas formulações de Vodsso pode
resultar em excesso de sódio no sangue, quando administradas em
doses acima do recomendado.

Em situações de superdosagem, a hemodiálise ou hemodiálise mais
hemoperfusão podem resultar em uma significante remoção da
substância. O benefício da lavagem gástrica ou ou vômito irá variar
de acordo com o tempo de ingestão.

Medidas de suporte geral devem ser aplicadas, com particular
atenção para a manutenção do fluxo urinário adequado. O uso de
naloxona pode ser útil para reverter os efeitos depressores de
elevadas doses de valproato de sódio sobre o sistema nervoso
central, entretanto, c omo a naloxona pode, teoricamente reverter
os efeitos antiepilépticos do valproato de sódio, deve ser usada
com precaução em pacientes epilépticos.

A presença de teor de sódio nas formulações de Vodsso pode
resultar em excesso de sódio no sangue, quando administradas em
doses acima do recomendado.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Vodsso

Caso esteja tomando alguns dos medicamentos a seguir, informe
seu médico antes de iniciar o uso de Vodsso. Ele dará a melhor
orientação sobre como proceder.

Efeitos de medicamentos coadministrados na depuração do
valproato

Aumento na depuração de valproato

Ritonavir, fenitoína, carbamazepina e fenobarbital (ou
primidona).

Pouco efeito na depuração do valproato

Antidepressivos.

Devido a essas alterações em sua depuração, a monitorização de
suas concentrações e de medicamentos concomitantes deverá ser
intensificada sempre que medicamentos indutores de enzimas forem
introduzidos ou retirados.

Medicamentos com um importante potencial de
interação

Ácido acetilsalicílico

Valproato aumenta na presença de ácido acetilsalicílico.

Antibióticos carbapenêmicos

Redução significante de valproato em pacientes recebendo
antibióticos carbapenêmicos (ex., ertapenem, imipenem e
meropenem).

Contraceptivos hormonais contendo
estrogênio

Pode haver diminuição de valproato e aumento das crises
epiléticas quando coadministrado com contraceptivos hormonais
contendo estrogênio.

Felbamato

Aumento de valproato quando coadministrado com felbamato.

Rifampicina

Aumento de valproato quando coadministrado com rifampicina.

Inibidores da protease

Inibidores da protease como lopinavir e ritonavir diminuem os
níveis plasmáticos de valproato quando coadministrados.

Colestiramina

Colestiramina pode levar a uma diminuição nos níveis plasmáticos
de valproato quando coadministrados.

Medicamentos sem interação ou com interação sem
relevância clínica

Antiácidos, cimetidina, ranitidina, clorpromazina, haloperidol,
paracetamol, clozapina, lítio, lorazepam, olanzapina,
rufinamida.

Medicamentos com um importante potencial de
interação

Amitriptilina/nortriptilina

O uso concomitante de valproato com amitriptilina tem sido
raramente associado com toxicidade. Considerar a diminuição da dose
de amitriptilina/nortriptilina na presença de valproato.

Carbamazepina (CBZ)/carbamazepina-10,11-epóxido
(CBZ-E)

Os níveis séricos de CBZ diminuíram enquanto que os de CBZ-E
aumentaram em coadministração de valproato e CBZ para pacientes
epilépticos.

Clonazepam

O uso concomitante de valproato e de clonazepam pode
induzir estado de ausência em pacientes com história desse tipo de
crise convulsivas.

Diazepam

A coadministração de valproato aumenta a fração livre do
diazepam.

Etossuximida

O valproato inibe o metabolismo de etossuximida.

Lamotrigina

A dose de lamotrigina deverá ser reduzida quando
administrada em conjunto com valproato.

Fenobarbital

O valproato inibe o metabolismo do fenobarbital. Há
evidências de depressão grave do sistema nervoso central, com ou
sem elevações significativas das concentrações séricas de
barbiturato ou de valproato. Todos os pacientes recebendo terapia
concomitante com barbiturato devem ser cuidadosamente monitorizados
quanto à toxicidade neurológica.

Fenitoína

Há relatos de desencadeamento de crises com a combinação de
valproato e fenitoína em pacientes com epilepsia. Se necessário,
deve-se ajustar a dose de fenitoína de acordo com a situação
clínica.

Primidona

É metabolizada em barbiturato e portanto pode também estar
envolvida em interação semelhante à do valproato com
fenobarbital.

Propofol

Pode ocorrer interação clinicamente significante entre valproato
e propofol, levando a aumento no nível sanguíneo de propofol.
Portanto, quando concomitantemente ao valproato, a dose de propofol
deve ser reduzida.

Nimodipino

Tratamento concomitante de nimodipino com ácido valproico pode
aumentar a concentração plasmática de nimodipino até 50%.

Tolbutamida

Aumento de tolbutamida em pacientes tratados com valproato.

Topiramato e acetazolamida

Administração concomitante de valproato e topiramato ou
acetazolamida foi associada a hiperamonemia (excesso de amônia no
organismo), e/ou encefalopatia (alterações das funções do cérebro),
além de hipotermia.

Hiperamonemia e encefalopatia associadas com o uso
concomitante de topiramato

A administração concomitante de topiramato e de ácido
valproico foi associada com hiperamonemia, com ou sem encefalopatia
(alterações das funções do cérebro), nos pacientes que toleraram
uma ou outra droga isoladamente.

Os sintomas clínicos de encefalopatia por hiperamonemia incluem
frequentemente alterações agudas no nível de consciência e/ou na
função cognitiva, com letargia ou vômito. Queda de temperatura do
corpo abaixo do normal também pode ser uma manifestação de
hiperamonemia. Na maioria dos casos, os sintomas e sinais são
diminuídos com descontinuidade de uma ou outra droga. Não se sabe
se a monoterapia com topiramato está associada a hiperamonemia.

Pacientes com erros inatos do metabolismo ou atividade
mitocondrial do fígado reduzida podem apresentar risco aumentado
para hiperamonemia, com ou sem encefalopatia. Embora não estudada,
a interação de topiramato e ácido valproico pode exacerbar defeitos
existentes ou revelar deficiências em pessoas suscetíveis.
Pacientes e responsáveis devem solicitar avaliação médica se sinais
e sintomas associados à encefalopatia hiperamonêmica ocorrerem.

Exame laboratorial

O valproato é eliminado parcialmente pela urina, como metabólito
cetônico, o que pode prejudicar a interpretação dos resultados do
teste de corpos cetônicos na urina.

Irritação gastrointestinal

Pacientes que apresentam irritação gastrointestinal podem ser
beneficiados com a administração do medicamento juntamente com a
alimentação, ou com uma elevação paulatina da dose a partir de um
baixo nível de dose inicial.

Não ingerir Vodsso com bebidas
alcoólicas.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Interação Alimentícia do Vodsso

Valproato de Sódio (substância ativa) não deve ser ingerido com
bebidas alcoólicas.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Depakene®.

Ação da Substância Vodsso

Resultados de Eficácia


Os estudos descritos neste item foram conduzidos com divalproato
de sódio oral.

Epilepsia

Crises Parciais Complexas (CPC)

A eficácia do divalproato de sódio na redução da incidência de
crises parciais complexas (CPC) que ocorrem de forma isolada ou em
associação com outros tipos de crises foi estabelecida em dois
ensaios controlados usando divalproato de sódio comprimidos
revestidos.

Em um estudo multiclínico, placebo-controlado, empregado como
terapia adjuvante, 144 pacientes que continuaram a apresentar oito
ou mais CPCs durante oito semanas, por um período de oito semanas
de monoterapia com doses de fenitoína ou carbamazepina suficientes
para assegurar as concentrações plasmáticas no ‘intervalo
terapêutico’, foram randomizados para receber, em adição às suas
medicações antiepiléticas originais, divalproato de sódio ou
placebo.

Pacientes foram escolhidos ao acaso para prosseguir os estudos
por um total de 16 semanas. A Tabela 1 descreve os achados.

Tabela 1. Estudo de Terapia Adjuvante Incidência Média
de CPC por 8 semanas

Tratamento ADD-ON

Número de Pacientes

Incidência no início

Incidência Experimento

Divalproato de sódio

75 16,0

8,9*

Placebo 69 14,5

11,5

*Redução estatisticamente significativa no início maior para
divalproato de sódio do que em placebo no nível p ≤ 0,05.

A Figura 1 apresenta a proporção de pacientes (eixo X) cuja
porcentagem de redução das taxas de crises parciais complexas no
início foi pelo menos tão elevada quanto à indicada no eixo Y no
estudo de tratamento adjuvante. Uma redução percentual positiva
indica uma melhora (ou seja, redução na frequência das crises),
enquanto que uma redução percentual negativa indica uma piora.
Deste modo, em uma exposição deste tipo, a curva que demonstra um
tratamento efetivo é deslocada para a esquerda da curva do
placebo.

O resultado demonstrou que a proporção de pacientes que
atingiram um determinado nível de melhoria com divalproato de sódio
foi consistentemente maior do que os pacientes que usaram placebo.
Por exemplo, 45% dos pacientes tratados com divalproato de sódio
tiveram uma redução na taxa de CPCs maior ou igual a 50%, comparado
a 23% de melhoria para os pacientes que usaram placebo.

O segundo estudo avaliou a capacidade do divalproato de sódio em
reduzir a incidência de CPCs como monoterapia antiepilética. O
estudo comparou a incidência de CPCs entre os pacientes
randomizados para receber altas ou baixas doses de tratamento.

Os pacientes foram selecionados para participarem dos
estudos somente se:

  • Apresentaram duas ou mais CPCs por quatro semanas, durante um
    período de oito a doze semanas de monoterapia com doses adequadas
    de anti-epiléticos (fenitoína, carbamazepina, fenobarbital,
    primidona);
  • Pacientes que passaram por uma transição de duas semanas bem
    sucedida para divalproato de sódio.

Os pacientes foram então submetidos à ingestão das doses
determinadas, com diminuição gradual da medicação antiepilética
concomitante, por um período de 22 semanas. Porém, menos de 50% dos
pacientes finalizaram os estudos. Nos pacientes convertidos à
monoterapia com divalproato de sódio, a média total das
concentrações de valproato durante a monoterapia foram de 71 e 123
mcg/mL para a dose baixa e dose alta, respectivamente. A Tabela 2
apresenta os achados para todos os pacientes randomizados que
passaram por pelo menos uma avaliação pós-randomização.

Tabela 2. Estudo Monoterápico Incidência Média de CPC em
8 semanas

Tratamento

Número de Pacientes

Incidência no início

Incidência na Fase de Randomização

Dose alta de divalproato de sódio

131 13,2

10,7*

Dose baixa de divalproato de sódio

134 14,2

13,8

*Redução estatisticamente significativa no início maior para a
dose alta do que para a dose baixa no nível p ≤ 0,05.

A Figura 2 apresenta a proporção de pacientes (eixo X) cuja
porcentagem de redução nas taxas de crises parciais complexas no
início foi pelo menos tão elevada quanto à indicada no eixo Y do
estudo monoterápico. Uma redução percentual positiva indica uma
melhora (ou seja, redução na frequência das crises), enquanto que
uma redução percentual negativa indica uma piora.

Deste modo, em uma exposição deste tipo, a curva que demonstra
um tratamento mais efetivo é deslocada para a esquerda da curva que
demonstra um tratamento menos efetivo. Os resultados mostraram que
a redução na incidência de CPCs foi significantemente maior quando
administrada altas doses de divalproato de sódio.

Por exemplo, quando da alteração da monoterapia de
carbamazepina, fenitoína, fenobarbital ou primidona para
administração de doses elevadas de divalproato de sódio como
monoterapia, 63% dos pacientes sofreram nenhuma alteração ou uma
redução de taxas de epilepsia parcial complexa, em comparação com
54% dos pacientes que receberam doses mais baixas de divalproato de
sódio.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Depakene®.

Características Farmacológicas


O Valproato de Sódio (substância ativa) é sal de sódio do ácido
valproico e quimicamente designado como sódio 2-propilpentanoato. O
Valproato de Sódio (substância ativa) tem peso molecular é 166,2.
Ele é um pó cristalino essencialmente branco, sem odor e
deliquescente.

Farmacodinâmica

O Valproato de Sódio (substância ativa) é convertido a ácido
valproico que se dissocia no íon valproato no trato
gastrointestinal. Seu mecanismo de ação ainda não foi estabelecido,
mas sua atividade parece estar relacionada com o aumento dos níveis
do ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro.

Farmacocinética

Absorção e biodisponibilidade

Doses orais equivalentes dos produtos divalproato de sódio e
Valproato de Sódio (substância ativa) cápsulas (ácido valproico)
liberam quantidades equivalentes de íon valproato sistemicamente.
Embora a taxa de absorção do íon valproato possa variar de acordo
com a formulação administrada (líquida, sólida ou sprinkle), as
condições de uso (jejum ou pós-prandial) e métodos de administração
(isto é, se o conteúdo das cápsulas é espalhado nos alimentos
ou se as cápsulas são ingeridas intactas), estas diferenças poderão
ter uma menor importância clínica sob as condições do estado de
equilíbrio alcançado em uso crônico no tratamento da epilepsia. No
entanto, é possível que as diferenças entre os vários produtos de
valproato no Tmáx e Cmáx possam ser
importantes no início do tratamento.

Por exemplo, em estudos de dose única, o efeito dos alimentos
tem uma maior influência na taxa de absorção do comprimido (aumento
em Tmáx de 4 para 8 horas) do que na absorção de
cápsulas sprinkle (aumento em Tmáx de 3,3 para 4,8
horas). Enquanto a taxa de absorção a partir do trato
gastrointestinal e a flutuação das concentrações plasmáticas de
valproato variam com o regime de dose e formulação, a eficácia do
valproato como anticonvulsivante em uso crônico não é afetada.

Experiências empregando regimes de doses de uma a quatro vezes
ao dia, assim como estudos em modelos de epilepsias em primatas
envolvendo taxas constantes de infusão, indicam que a
biodisponibilidade sistêmica diária total (extensão de absorção) é
o principal determinante do controle da convulsão e que as
diferenças nas taxas de pico-vale plasmático entre as formulações
de valproato não tem consequências conhecidas do ponto de vista
clínico. Não é conhecido se as taxas de absorção influenciam a
eficácia do valproato no tratamento da mania ou no tratamento da
enxaqueca.

A coadministração de produtos contendo valproato com alimentos e
a substituição entre as várias formas farmacêuticas de divalproato
de sódio e ácido valproico provavelmente não causam problemas
clínicos no manejo de pacientes com epilepsia. No entanto, algumas
mudanças na administração de doses, na adição ou descontinuidade de
medicamentos concomitantes, devem ser habitualmente acompanhadas de
uma rigorosa monitorização do estado clínico e concentração
plasmática do valproato.

Distribuição

Ligação às proteínas

A ligação do valproato a proteínas plasmáticas é dependente da
concentração e a fração livre aumenta de aproximadamente 10% com
concentração de 40 mcg/mL para 18,5% com concentração de 130
mcg/mL. A ligação proteica do valproato é reduzida em idosos, em
pacientes com doenças hepáticas crônicas, em pacientes com
insuficiência renal e na presença de outros medicamentos (por
exemplo, ácido acetilsalicílico). Por outro lado, o valproato pode
deslocar algumas drogas ligadas às proteínas (por exemplo:
fenitoína, carbamazepina, varfarina e tolbutamida).

Distribuição no SNC

As concentrações de valproato no fluido cerebroespinhal
aproximam-se das concentrações de valproato não ligado às proteínas
no plasma (aproximadamente 10% da concentração total).

Transferência placentária

O valproato atravessa a barreira placentária em espécies
animais e em humanos:

  • Em espécies animais, o valproato atravessa a placenta, numa
    extensão similar como em humanos.
  • Em humanos, várias publicações avaliaram a concentração de
    valproato no cordão umbilical de neonatos no parto. A concentração
    sérica de valproato no cordão umbilical, que é representativa da
    concentração sérica nos fetos, foi semelhante ou ligeiramente
    superior à das mães.

Metabolismo

Valproato é metabolizado quase totalmente pelo fígado. Em
pacientes adultos sob o regime de monoterapia, 30-50% de uma dose
administrada aparece na urina como conjugado glucoronídeo.
Beta-oxidação mitocondrial é outra via metabólica importante,
contribuindo tipicamente com mais de 40% da dose. Usualmente, menos
de 15 a 20% da dose é eliminada por outros mecanismos oxidativos.
Menos de 3% de uma dose administrada é excretada de forma
inalterada pela urina. A relação entre dose e concentração total de
valproato não é linear, a concentração não aumenta
proporcionalmente com a dose, mas aumenta numa extensão menor,
devido às proteínas plasmáticas de ligação que se saturam. A
cinética do medicamento não ligado é linear.

Eliminação

A eliminação do divalproato de sódio e de seus metabólitos
ocorre principalmente na urina, em uma menor quantidade nas fezes e
no ar expirado. Uma pequena quantidade de medicamento não
metabolizado é excretado na urina. A média da depuração plasmática
e do volume de distribuição para o valproato total são de 0,56
L/h/1,73 m2 e 11 L/1,73 m2, respectivamente.
As médias da depuração plasmática e do volume de distribuição para
o valproato livre são de 4,6 L/h/1,73 m2 e 92 L/1,73
m2, respectivamente.

A meia vida terminal média para a monoterapia com valproato,
varia de 9 a 16 horas após a administração oral de 250 a 1000 mg.
As estimativas citadas aplicam-se principalmente a pacientes que
não estão recebendo medicamentos que afetam os sistemas de
metabolização de enzimas hepáticas. Por exemplo, pacientes tomando
medicamentos antiepilépticos indutores de enzimas (carbamazepina,
fenitoína e fenobarbital) eliminarão o valproato mais rapidamente.
Devido a essas alterações na depuração do valproato, a
monitorização das concentrações dos antiepilépticos deverá ser mais
rigorosa sempre que um outro antiepiléptico for introduzido ou
retirado.

Populações especiais

Neonatos

Crianças nos dois primeiros meses de vida tem uma marcada
diminuição na capacidade de eliminação de valproato, quando
comparadas com crianças mais velhas e adultos. Isto é um resultado
da depuração reduzida (talvez devido ao desenvolvimento tardio de
glucuronosiltransferase e outros sistemas de enzimas envolvendo a
eliminação do valproato), assim como o volume aumentado de
distribuição (em parte devido à diminuição das proteínas de ligação
plasmáticas). Por exemplo, em um estudo, a meia-vida em crianças
abaixo de dez dias variou de 10 a 67 horas em comparação com uma
variação de 7 a 13 horas em crianças maiores que dois meses.

Crianças

Pacientes pediátricos (entre 3 meses e 10 anos) tem depurações
50% mais altas em relação aos adultos, expressas em peso (isto é,
mL/min/kg). Acima dos 10 anos de idade, as crianças tem parâmetros
farmacocinéticos que se aproximam dos adultos.

Idosos

Pacientes idosos (entre 68 e 89 anos) tem uma capacidade
diminuída de eliminação de valproato quando comparada com adultos
jovens (entre 22 a 26 anos). A depuração intrínseca é reduzida em
39%; a fração livre de valproato aumenta em 44%; portanto, a
dosagem inicial deverá ser reduzida em idosos.

Gênero

Não há diferenças no clearance da droga não ligada
quando se ajusta a área de superfície corporal entre homens e
mulheres (4,8 + 0,17 e 4,7 + 0,07 L/h/1,73m2,
respectivamente).

Etnia

Os efeitos da etnia sobre a cinética do valproato não foram
estudados.

Doenças hepáticas

Doenças hepáticas diminuem a capacidade de eliminação de
valproato. Em um estudo, a depuração de valproato livre foi
diminuída em 50% em sete pacientes com cirrose e em 16% em quatro
pacientes com hepatite aguda, comparada com seis indivíduos
saudáveis. Nesse estudo, a meia-vida de valproato foi aumentada de
12 para 18 horas. Doenças hepáticas estão também associadas com o
decréscimo das concentrações de albumina e com grandes frações
não-ligadas de valproato (aumento de 2 a 2,6 vezes). A
monitorização das concentrações totais pode ser enganosa, uma vez
que as concentrações livres podem estar substancialmente elevadas
nos pacientes com doença hepática enquanto que as concentrações
totais podem parecer normais.

Doenças renais

Uma pequena redução (27%) na depuração de valproato não ligado
foi relatada em pacientes com insuficiência renal (depuração de
creatinina lt; 10 mL/minuto). No entanto, a hemodiálise tipicamente
reduz as concentrações de valproato em torno de 20%. Portanto,
ajustes de doses não são necessários em pacientes com insuficiência
renal. A ligação proteica nestes pacientes está substancialmente
reduzida; assim, a monitorização das concentrações totais pode ser
enganosa.

Níveis plasmáticos e efeitos clínicos

A relação entre concentração plasmática e resposta clínica não
está totalmente esclarecida. Um fator contribuinte é a concentração
não linear de valproato ligado à proteína, o qual afeta a depuração
da substância. Então, o monitoramento do valproato sérico total não
pode estabelecer um índice confiável das espécies bioativas de
valproato. Por exemplo, tendo em vista que a concentração de
valproato é dependente das proteínas de ligação plasmáticas, a
fração livre aumenta de aproximadamente 10% em 40 mcg/mL para 18,5%
em 130 mcg/mL. Frações livres maiores do que o esperado podem
ocorrer em idosos, pacientes hiperlipidêmicos e em pacientes com
doenças hepáticas e renais.

Epilepsia

O intervalo terapêutico na epilepsia é comumente considerado
entre 50 e 100 mcg/mL de valproato total, embora alguns pacientes
possam ser controlados com menores ou maiores concentrações
plasmáticas.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Depakene®.

Cuidados de Armazenamento do Vodsso

Este medicamento deve ser mantido em sua embalagem original.
Conservar em temperatura ambiente (15-30ºC). Proteger da luz e
umidade.

Se armazenado nas condições indicadas, o medicamento se manterá
próprio para consumo pelo prazo de validade impresso na embalagem
externa.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características organolépticas

Cápsula flexível, de formato oval e de coloração metade laranja
opaco e metade laranja claro. É sem sabor e possui odor
característico.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Vodsso

MS: 1.0553.0315.

Farm. Resp.:

Ana Paula Antunes Azevedo
CRF-RJ nº 6572.

Registrado por:

Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rua Michigan, 735
São Paulo – SP
CNPJ 56.998.701/0001-16

Fabricado por:

Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rio de Janeiro – RJ
Indústria Brasileira.

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção de
receita.

Vodsso, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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