Clozapina Cristalia Bula

Clozapina Cristália

Clozapina também é usado para tratar pessoas que apresentam
esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo que podem tentar cometer
suicídio.

A esquizofrenia é uma doença mental que envolve distúrbios no
pensamento, reações emocionais e de comportamento.

Além disso, Clozapina é usado para tratar distúrbios do
pensamento, emocionais e comportamentais em pacientes com doença de
Parkinson, quando o tratamento convencional falhou. A doença de
Parkinson é um distúrbio cerebral crônico (persistente). Afeta
principalmente a forma como o cérebro coordena os movimentos dos
músculos em várias partes do corpo.

Como Clozapina funciona?

Clozapina comprimidos contém uma substância ativa chamada
clozapina. Este medicamento pertence a um grupo de medicamentos
denominados antipsicóticos.

Clozapina funciona predominantemente ligando-se e bloqueando o
receptor D4 (ou receptor de dopamina) no cérebro.

Clozapina também possui fraca atividade de ligação e de bloqueio
nos receptores D1, D2, D3 e D5 no cérebro, bem como em outros
receptores que potencialmente têm alguma contribuição para a sua
eficácia.

Contraindicação do Clozapina – Cristália

Não tome Clozapina:

  • Se você for alérgico à clozapina ou qualquer outro excipiente
    de Clozapina comprimidos listado no início desta bula.
  • Se você não puder se submeter a exames de sangue
    regulares.
  • Se você já foi diagnosticado com glóbulos brancos baixos,
    exceto se foi associado à tratamento para câncer.
  • Se você sofre ou já sofreu da doença de medula óssea.
  • Se você tem problemas de fígado, rim ou coração.
  • Se você sofre de convulsões não controladas.
  • Se você tem problemas com álcool ou abuso de drogas.
  • Se você sofre ou sofreu de constipação grave, obstrução do
    intestino ou qualquer outra condição que afetou seu intestino
    grosso.

Se qualquer condição acima se aplicar a você, informe seu médico
antes de tomar Clozapina.

Se você acha que você é alérgico à clozapina, pergunte ao seu
médico antes de tomar Clozapina.

Categoria B de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes
com problemas de fígado, rim ou coração.

Como usar o Clozapina – Cristália

Siga cuidadosamente as instruções do seu médico. Não exceda a
dose recomendada.

Como tomar Clozapina

Os comprimidos de Clozapina são tomados por via oral.

Os comprimidos sulcados podem ser divididos em metades
iguais.

Cuidados de administração:

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários,
as doses e a duração do tratamento. Não exceda a dose
recomendada.

Para que o tratamento tenha sucesso, deve-se tomar a dose
recomendada pelo médico e em hipótese alguma se deve tomar
quantidade maior ou menor do que a receitada. Se você achar que a
dose está muito fraca ou muito forte, discuta o assunto com seu
médico.

Quando tomar Clozapina

Tome Clozapina todos os dias sempre no mesmo horário, isso o
ajudará a se lembrar de tomar o medicamento.

Por quanto tempo tomar Clozapina

Continue tomando Clozapina assim como seu médico o orientou.

Se você tiver dúvidas sobre por quanto tempo deve usar
Clozapina, fale com seu médico ou farmacêutico.

Se você parar de tomar Clozapina

Riscos de efeitos de interrupção de
tratamento

Não pare de usar Clozapina repentinamente.

Se este medicamento precisa ser interrompido por qualquer
motivo, o seu médico irá reduzir a dose gradualmente ao longo de um
período de 1 a 2 semanas para evitar reações adversas. Parar a
clozapina repentinamente ou reduzir rapidamente a dose pode causar
reações adversas.

Por esta razão, é muito importante que você, e aqueles que
cuidam de você sejam capazes de reconhecer os sinais da retirada de
Clozapina.

Se a interrupção súbita de Clozapina for necessária, o paciente
pode ter sintomas psicóticos e sintomas de abstinência, tais como
sudorese profusa, dor de cabeça, náuseas, vômito e diarreia.

Se você apresentar qualquer um dos sintomas acima, informe ao
seu médico imediatamente. Estes sinais podem ser seguidos por
eventos adversos mais graves caso não sejam tratados
imediatamente.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do
seumédico.

Este medicamento não deve ser mastigado.

Posologia

O seu médico irá dizer exatamente quantos comprimidos de
Clozapina e por quantas vezes você deve tomá-los.

Tratamento da esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo
em pessoas que tentaram cometer suicídio

O tratamento geralmente é iniciado com metade de um comprimido
de 25 mg (12,5 mg) uma ou duas vezes no primeiro dia. O seu médico
irá aumentar gradualmente a dose, até que a dose ideal para você
seja estabelecida.

O seu tratamento continuará com uma dose diária de Clozapina
entre 300 e 450 mg. A dose diária é geralmente tomada em doses
divididas, algumas sendo tomadas pela manhã e algumas na hora de
dormir.

Algumas pessoas podem necessitar de doses de até um máximo 900
mg por dia.

Tratamento de distúrbios do pensamento, emocionais e
comportamentais em pacientes com doença de Parkinson

O tratamento geralmente é iniciado com metade de um comprimido
de 25 mg (12,5 mg) à noite, e em seguida, a dose será aumentada
gradualmente até que a dose ideal para você seja estabelecida.

O seu tratamento continuará com uma dose diária de Clozapina
entre 25 mg e 37,5 mg, e normalmente será tomada em dose única a
cada noite.

Algumas pessoas podem necessitar de doses de até 50 mg por dia.
Em casos excepcionais, o seu médico pode prescrever uma dose mais
elevada, mas a dose nunca deve exceder 100 mg por dia.

Sua pressão arterial será avaliada durante as primeiras semanas
de tratamento.

O que devo fazer quando eu me esquecer de
usar Clozapina?

Se você esquecer de tomar uma dose de Clozapina, tome-a logo que
se lembrar. No entanto, se o tempo para tomar a próxima dose for
menor que 4 horas antes da próxima dose, ignore a dose esquecida e
tome sua próxima dose no horário correto.

Não dobre a dose de clozapina para compensar a dose
esquecida.

Se você parar de tomar Clozapina por mais de dois dias, não
recomece o tratamento e contate seu médico assim que possível.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Clozapina – Cristália

Clozapina deve ser prescrito apenas por um médico.

Siga cuidadosamente as recomendações do seu médico, mesmo que
sejam diferentes das informações gerais contidas nessa bula.

Antes de tomar Clozapina você irá fazer exames de sangue para
ter certeza que você pode tomar esse medicamento.

Monitoramento durante o tratamento com
Clozapina

Você terá que fazer hemogramas regulares enquanto estiver
tomando Clozapina e durante quatro semanas após a interrupção do
tratamento. O seu médico irá lhe dizer quando fazer os exames. É
importante que você faça todos os exames de sangue recomendados
pelo seu médico.

Se você sofre de alto nível de açúcar no sangue (diabetes) seu
médico pode verificar regularmente seu nível de açúcar no sangue.
Clozapina pode causar alteração nos lipídios do sangue. Clozapina
pode causar ganho de peso. O seu médico pode monitorar seu peso e
níveis de lipídios no sangue. Se você tiver alguma dúvida sobre
como Clozapina age ou porque este medicamento foi receitado para
você, pergunte ao seu médico.

Tome cuidado especial com Clozapina

  • Se você já teve um acidente vascular cerebral, doença no
    coração ou histórico familiar de condução anormal no coração
    chamada de ‘prolongamento do intervalo QT’.
  • Se você sofrer de aumento da próstata, convulsões, glaucoma
    (uma condição em que a pressão de fluido no olho é geralmente muito
    alta), diabetes ou qualquer outra doença grave.

Se alguma condição acima se aplicar a você, informe ao seu
médico antes de tomar Clozapina.

  • Consulte o seu médico imediatamente ao primeiro sinal de
    resfriado, gripe, febre, dor de garganta ou qualquer outra
    infecção. Clozapina pode reduzir o número de glóbulos brancos no
    sangue, e levar a uma maior susceptibilidade para infecção. O seu
    médico pode verificar a sua contagem de células do sangue e tomar
    medidas adicionais, se necessário.
  • Consulte o seu médico imediatamente se sentir o batimento
    cardíaco acelerado e irregular que persiste quando você está em
    repouso, eventualmente acompanhada de falta de ar e inchaço dos pés
    ou pernas. Estes efeitos podem ocorrer especialmente no início do
    tratamento e seu médico pode precisar tomar medidas
    adicionais.
  • Enquanto estiver tomando Clozapina, você pode apresentar
    tonturas ou desmaio, especialmente no início do tratamento devido à
    redução da sua pressão arterial.
  • Tem sido relatado ataque cardíaco que pode levar à morte com o
    uso de clozapina.
  • Clozapina pode causar sonolência e se o paciente permanecer na
    cama por um período prolongado em combinação com o ganho de peso
    pode levar à formação de coágulos de sangue em alguns
    pacientes.

Se você sentir algum desses sintomas avise seu médico
imediatamente.

Tomando outros medicamentos

Informe ao seu médico ou farmacêutico se estiver tomando
ou tiver tomado recentemente outros medicamentos.

Lembre-se daqueles não prescritos por um médico.

Informe também sobre uso de medicamentos para dormir,
tranquilizantes, antialérgicos, antibióticos, medicamentos
utilizados para tratar a depressão, convulsões ou úlceras do
estômago e medicamentos contra infecções fúngicas ou virais, outros
medicamentos usados no tratamento de doenças mentais, comprimidos
anticoncepcionais.

Estes medicamentos podem interferir no seu
tratamento.

Tomando Clozapina com comida e bebida

Interações com o álcool:

Clozapina pode aumentar os efeitos do álcool. Você não deve
ingerir álcool enquanto estiver tomando Clozapina.

Os níveis de Clozapina no sangue podem ser afetados ao parar de
fumar ou ao mudar a quantidade ingerida de bebidas que contém
cafeína durante um dia, informe seu médico sobre qualquer alteração
dos seus hábitos.

A clozapina pode produzir agranulocitose (diminuição do número
das células de defesa do sangue) e, portanto, requer controles
hematológicos periódicos. Recomenda-se que a frequência da contagem
de glóbulos brancos seja semanal nos seis primeiros meses de
tratamento e quinzenal após esses seis primeiros meses.

Este medicamento contém lactose.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Mulheres em idade fértil e contracepção

Algumas mulheres que tomam alguns medicamentos antipsicóticos
podem apresentar menstruação irregular ou ter a menstruação
interrompida.

Se você for mulher e estiver sendo afetada desta maneira, a sua
menstruação pode voltar quando a medicação for alterada para
Clozapina. Neste caso, você deve se certificar de que está
utilizando um método confiável de contracepção.

Atenção

A clozapina, pode causar agranulocitose (diminuição do número
das células de defesa do sangue).

Seu uso deve ser limitado a pacientes:

  • Com esquizofrenia que sejam não responsivos ou intolerantes aos
    medicamentos antipsicóticos convencionais, ou pacientes com
    esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo que estão em risco de
    comportamento suicida recorrente.
  • Que apresentam antes do início do tratamento valores normais de
    leucócitos (contagem dos glóbulos brancos ≥ 3.500/mm3 (≥ 3,5 x
    109/L) e contagem total de neutrófilos ≥ 2.000/mm3 (≥ 2,0 x
    109/L).
  • E nos quais se possam realizar controles hematológicos
    periódicos. Recomenda-se que a frequência da contagem de glóbulos
    brancos seja semanal nos seis primeiros meses de tratamento e
    quinzenal após esses seis primeiros meses. O monitoramento deve
    continuar durante o tratamento e por 4 semanas após a
    descontinuação de clozapina.

Foram relatados casos isolados de miocardite (com ou sem
eosinofilia) especialmente, mas não exclusivamente, no primeiro mês
de tratamento com Clozapina.

Miocardite, cardiomiopatias e/ou outras disfunções
cardiovasculares foram relatadas em pacientes que desenvolveram
taquicardia persistente, acompanhada de outros sinais ou sintomas
de falência cardíaca (por exemplo, dor torácica, taquipneia e
arritmias). Nesses casos, recomenda-se uma avaliação urgente por um
cardiologista para a confirmação do diagnóstico de miocardite,
pericardite e/ou disfunções cardiovasculares.

O uso de Clozapina é contraindicado em pacientes com doença
cardíaca grave e em pacientes com diagnóstico de transtornos
psicóticos graves que não responderam a outros neurolépticos. Os
médicos prescritores devem observar rigorosamente as medidas de
segurança necessárias para o uso de Clozapina. Nos casos em que
existir suspeita de toxicidade cardíaca causada por Clozapina (por
exemplo, miocardite e cardiomiopatia), o tratamento com clozapina
deve ser imediatamente descontinuado e pacientes que apresentaram
miocardite induzida pelo uso de clozapina não devem ser novamente
expostos ao medicamento.

Em cada consulta, o paciente que recebe Clozapina deverá ser
lembrado de contatar imediatamente o médico se começar a
desenvolver qualquer tipo de infecção. Particular atenção deve ser
dada à queixas de sintomas de gripe, como febre ou dor de garganta
e outras evidências de infecção, o qual pode ser indicativo de
neutropenia.

Em caso de febre, dor de garganta, feridas em região
oral, anal e/ou pele ou qualquer tipo de infecção, procure seu
médico imediatamente.

Clozapina deve ser dispensada sob rigorosa supervisão
médica e em concordância com as recomendações
oficiais.

Reações Adversas do Clozapina – Cristália

Informe ao seu médico ou farmacêutico assim que possível se
apresentar qualquer sintoma inesperado enquanto estiver tomando
Clozapina, mesmo que você ache que não está relacionado com a
medicação.

Alguns eventos adversos podem ser graves e precisar de atenção
médica.

Muito comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Batimento cardíaco acelerado.

Comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam
este medicamento):

  • Sinais de infecção como febre, calafrios graves, dor de
    garganta ou úlceras na boca. Clozapina pode reduzir o número de
    glóbulos brancos no sangue, e aumentar a susceptibilidade para
    infecção.
  • Convulsões.
  • Alto nível de um tipo específico de glóbulos brancos do sangue,
    aumento da contagem de glóbulos brancos do sangue.
  • Perda de consciência, desmaio.

Incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Febre, cãimbras musculares, flutuação da pressão arterial,
desorientação, confusão.

Raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

  • Queda significativa da pressão arterial.
  • Dor no peito devido à inflamação do músculo cardíaco.
  • Dor no peito devido à inflamação do revestimento mais externo
    do coração.
  • Coágulo sanguíneo.
  • Baixo nível de glóbulos vermelhos.
  • Entrada de alimentos no pulmão.
  • Sinais de infecção do trato respiratório ou pneumonia, como
    febre, tosse, dificuldade para respirar, chiado.
  • Dor abdominal devido à inflamação do pâncreas.
  • Pele e olhos amarelos, náuseas e/ou perda de apetite, urina
    escura, sinal de doença do fígado, hepatite.

Muito raras (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

  • Hemorragia espontânea ou manchas escuras na pele, possíveis
    sinais de nível baixo de plaquetas (trombocitopenia).
  • Altos níveis de plaquetas no sangue.
  • Dificuldade de orientação/confusão, náuseas/vômitos, micção
    excessiva, dor abdominal com açúcar elevado no sangue.
  • Dor no peito, batimentos cardíacos irregulares e insuficiência
    cardíaca.
  • Respiração curta e superficial.
  • Mal estar, vômitos com constipação grave/prolongada.
  • Pele amarela devido à hepatite grave, dor abdominal.
  • Inflamação do rim.
  • Ereção prolongada.
  • Morte súbita sem explicação.

Desconhecidas:

Essas reações também podem ocorrer, entretanto a
frequência é desconhecida:

  • Sudorese profusa, dor de cabeça, náuseas, vômitos e diarreia
    (sintomas de síndrome colinérgica).
  • Ataque cardíaco que pode causar a morte.
  • Dor forte no peito (sinais de fluxo insuficiente de sangue e
    oxigênio para o músculo cardíaco).
  • Sensação de “batimento”, “palpitação”, ou “vibração”
    intermitente no peito (taquicardia).
  • Batimentos cardíacos rápidos e irregulares (fibrilação atrial).
    Podem ocorrer palpitações ocasionais no coração, desmaios, falta de
    ar ou desconforto no peito.
  • Baixa pressão sanguínea.
  • Insuficiência renal.
  • Doenças hepáticas, incluindo doença com aumento de gordura no
    fígado, morte de células do fígado, toxicidade/lesão hepática.
  • Doenças do fígado que envolvem substituição de tecido hepático
    normal por tecido cicatricial que levam à perda da função do
    fígado, incluindo eventos que levam à consequências hepáticas
    fatais, tais como a insuficiência hepática (que pode levar à
    morte), lesão hepática (lesão de células do fígado, ducto biliar no
    fígado, ou ambos) e transplante de fígado.
  • Infecção comprovada ou fortemente suspeita em conjunto com
    febre ou baixa temperatura corporal, respiração anormalmente
    rápida, taxa de batimento cardíaco aumentada, alteração na
    capacidade de resposta e de sensibilização, diminuição da pressão
    arterial (sepsis).
  • Reações alérgicas (inchaço principalmente da face, boca e
    garganta, assim como da língua, que pode ficar coçando ou
    dolorida).

Se você apresentar ou observar qualquer uma dessas reações,
informe ao seu médico imediatamente.

Algumas reações adversas são muito comuns (ocorre em
mais de 10% dos pacientes que utilizam este
medicamento):

  • Sonolência.
  • Tonturas.
  • Constipação, informe ao seu médico se a constipação
    piorar.
  • Aumento da produção de saliva.

Algumas reações adversas são comuns (ocorre entre 1% e
10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Aumento de peso.
  • Fala arrastada.
  • Movimentos anormais, incapacidade de iniciar o movimento,
    incapacidade de permanecer imóvel, sentimento interior de
    inquietação, membros rígidos, mãos trêmulas.
  • Agitação/tremor.
  • Rigidez muscular.
  • Dor de cabeça.
  • Visão turva, dificuldade para ler.
  • Alterações no eletrocardiograma.
  • Tontura ao levantar-se, devido à diminuição da pressão
    arterial.
  • Pressão arterial alta.
  • Náuseas, vômitos, boca seca.
  • Aumento das enzimas hepáticas.
  • Problemas de passagem ou retenção de urina.
  • Febre.
  • Cansaço.

Algumas reações adversas são incomuns (ocorre entre 0,1%
e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Gagueira ao falar.

Algumas reações adversas são raras (ocorre entre 0,01% e
0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Sede excessiva, boca seca, e eliminação de grande quantidade de
    urina podem ser sinais de aumento do nível de açúcar no sangue
    (diabetes). Se você apresentar um destes sintomas, informe seu
    médico imediatamente, pois Clozapina pode causar ou piorar a
    diabetes.
  • Confusão.
  • Batimento cardíaco irregular.
  • Dificuldade de deglutição.
  • Aumento das enzimas musculares.

Algumas reações adversas são muito raras (ocorre em
menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este
medicamento):

  • Colesterol alto.
  • Ácidos graxos elevados no sangue.
  • Movimento involuntário sem propósito como caretas, estalar dos
    lábios, piscar rápido dos olhos.
  • Pensamentos obsessivos e comportamentos repetitivos
    compulsivos.
  • Inchaço das glândulas nas bochechas.
  • Reações de pele.

Algumas reações adversas também podem ocorrer,
entretanto a frequência é desconhecida:

  • Alterações no exame que mede as ondas cerebrais
    (eletroencefalograma/EEG).
  • Diarreia.
  • Desconforto no estômago, azia, desconforto no estômago após uma
    refeição.
  • Fraqueza muscular.
  • Espasmos musculares.
  • Dor muscular.
  • Nariz entupido.
  • Enurese noturna.
  • Erupção cutânea, manchas vermelho-púrpuras, febre ou coceira
    devido à inflamação dos vasos sanguíneos.
  • Inflamação do cólon resultando em diarreia, dor abdominal,
    febre.
  • Alteração na coloração da pele.
  • Erupção em borboleta no rosto, dor nas articulações, dor nos
    músculos, febre e fadiga (lúpus eritematoso).
  • Súbito aumento incontrolável da pressão arterial
    (pseudofeocromocitoma).
  • Curvatura descontrolada do corpo para um lado
    (pleurotótono).
  • Se você é homem, distúrbio ejaculatório onde o sêmen entra na
    bexiga em vez de ser liberado através do pênis (orgasmo seco ou
    ejaculação retrógrada).

Informe ao seu médico se qualquer uma destas reações afetar você
gravemente. Se apresentar qualquer reação não mencionada nesta
bula, informe ao seu médico ou farmacêutico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.

Informe a empresa sobre o aparecimento de reações
indesejáveis e problemas com este medicamento, entrando em contato
através do Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC).

População Especial do Clozapina – Cristália

Pessoas idosas (60 anos ou mais)

Seu médico pode precisar ajustar seu tratamento caso você tenha
60 anos de idade ou mais. Informe seu médico, se você sofre de uma
condição chamada demência.

Crianças e adolescentes

O uso de Clozapina em crianças e adolescentes não é
recomendado.

Gravidez e lactação

Informe ao seu médico ou farmacêutico antes de tomar Clozapina
se estiver grávida ou achar que pode estar grávida. Seu médico irá
discutir com você os benefícios e riscos potenciais do uso deste
medicamento durante a gravidez.

Informe ao seu médico imediatamente se você engravidar durante o
tratamento com Clozapina.

Recém-nascidos de mães que tomaram medicamentos antipsicóticos
durante o terceiro trimestre da gravidez podem ter maior risco de
desenvolver membros rígidos, tremores, agitação, rigidez muscular,
flacidez muscular, sonolência, respiração curta e superficial e
distúrbios alimentares após o nascimento. Em alguns casos, esses
sintomas podem ser autolimitante, em outros casos, os bebês podem
necessitar de tratamento em uma unidade intensiva ou
internação.

Categoria B de risco na gravidez.

Informe ao seu médico ou farmacêutico se estiver
amamentando.

A clozapina, substância ativa do Clozapina comprimidos, pode
passar para o leite e afetar o seu bebê. Você não deve amamentar
durante o tratamento com Clozapina.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Dirigir e utilizar máquinas

Clozapina pode causar sonolência, especialmente no início do
tratamento. Portanto, durante o tratamento você deve evitar dirigir
veículos e/ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem
estar prejudicadas, até que se tenha habituado ao medicamento e à
sonolência.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou
operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar
prejudicadas.

Composição do Clozapina – Cristália

Apresentações

Embalagens contendo 30 ou 200 comprimidos de 25 mg de
Clozapina.

Embalagens contendo 30 ou 450 comprimidos de 100 mg de
Clozapina.

Uso oral.

Uso adulto.

Composição

Cada comprimido de 25 mg contém:

Clozapina

25 mg

Excipiente q.s.p.

1 comprimido

Excipientes:

amido, povidona, lactose monoidratada, dióxido de silício,
silicato de magnésio e estearato de magnésio.

Cada comprimido de 100 mg contém:

Clozapina

100 mg

Excipiente q.s.p.

1 comprimido

Excipientes:

amido, povidona, lactose monoidratada, dióxido de silício,
silicato de magnésio e estearato de magnésio.

Superdosagem do Clozapina – Cristália

Se você tomar acidentalmente muitos comprimidos, fale com seu
médico ou farmacêutico imediatamente. Você pode precisar de atenção
médica.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Em caso de intoxicação, ligue para 0800
722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como
proceder.

Interação Medicamentosa do Clozapina –
Cristália

Interações farmacodinâmicas previstas resultantes do uso
concomitante e não recomendadas

Clozapina (substânca ativa) não deve ser utilizado
simultaneamente com fármacos com conhecido potencial depressor da
função da medula óssea.

Como em outros antipsicóticos, deve-se ter cuidado quando
Clozapina (substânca ativa) é prescrito com medicamentos conhecidos
por aumentar o intervalo QTc, ou causar desequilíbrio
eletrolítico.

Interações farmacodinâmicas observadas a serem
consideradas

Recomenda-se cuidado especial ao se iniciar o tratamento com
Clozapina (substânca ativa) em pacientes que estejam tomando (ou
tenham tomado recentemente) um benzodiazepínico ou qualquer outro
fármaco psicotrópico, pois esses pacientes podem ter maior risco de
colapso circulatório que, em raros casos, pode ser grave e
acompanhado de parada cardíaca ou respiratória.

O uso concomitante de lítio ou outros fármacos psicoativos pode
aumentar o risco de desenvolvimento de síndrome neuroléptica
maligna (SNM).

Raros, porém graves relatos de convulsões, incluindo o início de
convulsões em pacientes não-epilépticos, e casos isolados de
delírio quando Clozapina (substânca ativa) foi concomitantemente
administrado com ácido valproico foram relatados. Estes efeitos são
possivelmente devido à interação farmacodinâmica, cujo mecanismo
não foi determinado.

Interações farmacodinâmicas previstas a serem
consideradas

A Clozapina (substânca ativa) pode potencializar os efeitos
centrais do álcool, de inibidores da MAO e depressores do SNC como
narcóticos, anti-histamínicos e benzodiazepínicos.

Dada a possibilidade de efeitos aditivos, deve-se ter cuidado ao
se administrar simultaneamente fármacos com propriedades
anticolinérgicas, hipotensoras ou depressoras respiratórias.

Por suas propriedades antialfa-adrenérgicas, Clozapina
(substânca ativa) pode reduzir o efeito hipertensor da
norepinefrina ou de outros agentes predominantemente
alfa-adrenérgicos e reverter o efeito pressor da epinefrina.

Interações relacionadas à farmacocinética

A Clozapina (substânca ativa) é um substrato para várias
isoenzimas CYP450, em particular a 1A2 e a 3A4. O risco de
interações metabólicas causadas por um efeito sobre uma isoforma
individual está, portanto minimizado.

Entretanto, é recomendada precaução a pacientes recebendo
concomitante tratamento com outras substâncias tais como inibidores
ou indutores destas enzimas.

Interações clinicamente relevantes não foram observadas até o
momento com antidepressivos tricíclicos, fenotiazinas ou
antiarrítmicos tipo lC, que se ligam ao citocromo P450 2D6.

Interações farmacocinéticas observadas a serem
consideradas

Administração concomitante de substâncias conhecidas por induzir
as enzimas do citocromo P450 pode diminuir os níveis plasmáticos de
Clozapina (substânca ativa).

  • Substâncias que induzem a atividade de 3A4 e com interações
    relatadas com Clozapina (substânca ativa) incluindo, por exemplo,
    carbamazepina, fenitoína e rifampicina;
  • Conhecidos indutores de 1A2 incluindo, por exemplo, omeprazol e
    fumaça de tabaco. Em casos de suspensão do fumo do tabaco, a
    concentração plasmática da Clozapina (substânca ativa) pode ser
    aumentada, induzindo ao incremento dos efeitos adversos.

Administração concomitante de substâncias conhecidas por inibir
a atividade das enzimas do citocromo P450 pode aumentar os níveis
plasmáticos de Clozapina (substânca ativa).

  • Substâncias conhecidas por inibir a atividade da maioria das
    isoenzimas envolvidas no metabolismo da Clozapina (substânca ativa)
    e com interações relatadas incluindo, por exemplo, cimetidina,
    eritromicina (3A4), fluvoxamina (1A2), piperazina (1A2),
    ciprofloxacino (1A2) e contraceptivos orais (1A2, 3A4, 1C19);
  • A concentração plasmática de Clozapina (substânca ativa) é
    aumentada pelo consumo de cafeína (1A2) e reduzida aproximadamente
    a 50% num período de 5 dias seguidos livres de cafeína;
  • Níveis elevados de concentrações plasmáticas de Clozapina
    (substânca ativa) foram relatados em pacientes que a utilizaram
    associada a inibidores seletivos da recaptação da serotonina
    (ISRS), como a paroxetina (1A2), a sertralina, a fluoxetina ou
    citalopram.

Interações farmacocinéticas previstas a serem
consideradas

A administração concomitante com substâncias conhecidas por
induzir as enzimas do citocromo P450 pode diminuir os níveis
plasmáticos da Clozapina (substânca ativa).

  • Indutores conhecidos da 1A2 incluem, por exemplo, omeprazol e o
    tabaco. Em casos de interrupção súbita do tabagismo, a concentração
    plasmática da Clozapina (substânca ativa) pode aumentar, levando a
    um aumento nos efeitos adversos. A administração concomitante com
    substâncias conhecidas por inibir a atividade das enzimas do
    citocromo P450 pode aumentar os níveis plasmáticos da Clozapina
    (substânca ativa).
  • Potentes inibidores da CYP3A, como os antimicóticos azólicos e
    inibidores da protease, potencialmente também aumentam as
    concentrações plasmáticas de Clozapina (substânca ativa); porém,
    não foram relatadas interações até o momento.

Ação da Substância Clozapina – Cristália

Resultados da eficácia

Estudos clínicos na esquizofrenia resistente ao
tratamento

Clozapina (substânca ativa) Estudo 16

A eficácia de Clozapina (substânca ativa) foi avaliada em um
estudo clínico randomizado, duplo-cego, multicêntrico, paralelo
comparativo de Clozapina (substânca ativa) versus clorpromazina, em
pacientes hospitalizados para tratamento de esquizofrenia
resistente. Os participantes do estudo eram pacientes do sexo
masculino ou feminino, com idades entre 18 e 65 anos,
diagnosticados com esquizofrenia e classificados de acordo com os
critérios do Manual Estatístico de Doenças (DSM) – II. Após um
período inicial de 14 dias, 151 pacientes foram aleatoriamente
designados para um dos dois “braços” do tratamento (75 no grupo da
Clozapina (substânca ativa) e 76 no grupo da clorpromazina).

Após um período placebo inicial de até 14 dias, os pacientes
receberam dose diária individualizada de Clozapina (substânca
ativa) (150 – 900 mg) ou clorpromazina (300 – 1.800 mg). A duração
do tratamento foi de 28 dias com uma extensão opcional de até 28
dias.

Entre os participantes do estudo, 92 eram do sexo masculino e 59
eram do sexo feminino com uma idade mediana de 30 anos e uma
duração mediana da doença atual de cerca de dois meses. A eficácia
foi avaliada através da medição da alteração média do valor basal
em pontuações na Escala Breve de Avaliação Psiquiátrica (BPRS),
Impressão Clínica Global (CGI) e da Escala de Observação de
Enfermeiros de Avaliação Hospitalar.

Itens BPRS:

Ao longo do estudo, e no ponto final, os pacientes que usaram
Clozapina (substânca ativa) tiveram um início de ação mais rápido e
apresentaram melhora significativa nos itens BPRS comparado com os
pacientes que utilizaram clorpromazina. Na 1a semana, a
Clozapina (substânca ativa) foi estatisticamente superior à
clorpromazina em dois itens avaliados: retardo motor (com uma
variação média de 0,67 para Clozapina (substânca ativa) versus 0,12
para a clorpromazina; p lt; 0,05) e afeto embotado (com uma
variação média de 0,93 para a Clozapina (substânca ativa) versus
0,34 para a clorpromazina; p lt; 0,01).

Na 2a semana, melhora estatisticamente significativa
do isolamento emocional (com uma variação média de 1,48 para
Clozapina (substânca ativa) versus 0,98 para a clorpromazina; p lt;
0,01) e conteúdo incomum de pensamento (com uma variação média de
2,06 para a Clozapina (substânca ativa) versus 1,45 para
clorpromazina; p lt; 0,05), foram observados em pacientes que
receberam Clozapina (substânca ativa). Na semana 3, a Clozapina
(substânca ativa) foi estatisticamente superior em 7 dos 18 itens
BPRS avaliados de acordo com os critérios BPRS.

Ao final do estudo, a Clozapina (substânca ativa) mostrou
melhora estatisticamente significativa em cada item avaliado com
diferenças observadas em 12 de todos os itens avaliados durante o
estudo. Ao longo do estudo, havia apenas 4 itens, (preocupação
somática, grandiosidade comportamental, alucinação e
desorientação), onde a Clozapina (substânca ativa) não foi
estatisticamente superior pelo menos uma vez.

Fatores BRS e CGI:

Até a 2a semana, diferenças estatisticamente
significativas favorecendo a Clozapina (substânca ativa) foram
observadas na Pontuação BPRS total e mantida durante toda a duração
do estudo. Testes de eficácia comparativa no ponto final mostraram
que a Clozapina (substânca ativa) é significativamente melhor para
todos os cinco fatores avaliados (ansiedade / depressão (0,85 vs
0,54; p lt; 0,05), anergia (1,15 vs 0,72; p lt; 0,001), o
pensamento perturbação (1,80 vs 1,28; p lt; 0,01), ativação (1,34
vs 0,89; p lt; 0,01), e desconfiança / hostilidade (1,26 vs 0,74; p
lt; 0,01)). No ponto final, a Clozapina (substânca ativa) mostrou
melhora estatisticamente significativa na alteração média na
Pontuação Total (22,53 para a Clozapina (substânca ativa) vs 14,64
para clorpromazina; p lt; 0,001) e CGI (1,95 para a Clozapina
(substânca ativa) vs 1,33 para a clorpromazina; p lt; 0,01).

Fatores da Escala de Observação por Enfermeiros de
Pacientes Internados (NOSIE):

Exceto para a competência social, os pacientes que utilizaram
Clozapina (substânca ativa) geralmente melhoraram de acordo com a
avaliação pelos enfermeiros da ala.

Diferenças estatisticamente significativas favoreceram a
Clozapina (substânca ativa) na melhora da irritabilidade na 3a
semana (alteração média de 6,28 para a Clozapina (substânca ativa)
vs 0,67 para clorpromazina; p lt; 0,01) e na 4a semana (alteração
média de 6,84 para a Clozapina (substânca ativa) vs 1,36 para
clorpromazina; p lt; 0,05).

Para a maioria dos fatores (e particularmente para o escore
total), não havia evidência clara de um início precoce de benefício
terapêutico com a Clozapina (substânca ativa), confirmando os dados
BPRS, embora sem diferença estatística observada.

Resultados das análises finais mostram que a Clozapina
(substânca ativa) foi superior à clorpromazina para os seguintes
fatores NOSIE: de Interesse Social (alteração média de 4,14 para a
Clozapina (substânca ativa) vs 3,24 para clorpromazina), Asseio
Pessoal (alteração média de 3,19 para a Clozapina (substânca ativa)
vs 2,26 para clorpromazina), Irritabilidade (alteração média de
3,04 para a Clozapina (substânca ativa) vs 0,60 para clorpromazina)
e Manifestação de Psicose (alteração média de 6,32 para a Clozapina
(substânca ativa) vs 4,24 para clorpromazina), bem como Escore
Total (alteração média de 20,54 para Clozapina (substânca ativa) vs
16,66 para clorpromazina).

Para resumir, a Clozapina (substânca ativa) teve um início mais
rápido de ação e sua superioridade se manteve ou melhorou ao longo
da duração do estudo.

Clozapina (substânca ativa) Estudo 30

A eficácia de Clozapina (substânca ativa) foi avaliada em um
estudo randomizado, duplo-cego, multicêntrico, de grupos paralelos,
de 6 semanas, comparativo da Clozapina (substânca ativa) versus
clorpromazina mais benzotropina.

A população do estudo incluiu 319 pacientes resistentes ao
tratamento de esquizofrenia, entre as idades de 18-60 anos, que se
encontravam nos critérios para a esquizofrenia DSM-III, com uma
história bem documentada de ser refratária ao tratamento.

Pacientes elegíveis foram randomizados para receber Clozapina
(substânca ativa) em monoterapia (até 900 mg/dia) ou clorpromazina
mais benzotropina (até 1800 mg/dia de clorpromazina, mais 6 mg/dia
de benzotropina).

A eficácia foi avaliada utilizando a pontuação BPRS, escala de
Impressão Clínica Global (CGI), e Escala de Observação por
Enfermeiros de Pacientes Internados.

No final de seis semanas, a Clozapina (substânca ativa) foi
significativamente superior à clorpromazina em todas os sintomas
‘Positivos’, “Negativos’ e gerais da BPRS (p lt; 0,001), exceto
‘Grandiosidade’ e ‘pontuação total de BPRS”. Clozapina (substânca
ativa) mostrou uma mudança significativamente superior na escala
CGI em comparação com a clorpromazina a partir da 1a
semana (p lt; 0,001).

A Clozapina (substânca ativa) foi superior à clorpromazina em
todos os seis fatores NOSIE-30 e totais ativos começando tanto na
semana 1 ou 2 (valor p variando de p lt; 0,05 a 0,001). A Clozapina
(substânca ativa) foi estatisticamente significativa nos seguintes
fatores NOSIE, competência social, interesse social e asseio
pessoal, e os ativos totais (p lt; 0,001), bem como irritabilidade
e retardo motor (p lt; 0,01 e p lt; 0,05, respectivamente).

Em resumo, a superioridade da Clozapina (substânca ativa) não se
limitava a um aspecto particular ou dimensão da psicopatologia;
Clozapina (substânca ativa) demonstrou amplo espectro de efeitos
terapêuticos em todos os principais sinais e sintomas
psicóticos.

Estudo clínico em risco de comportamento suicida
recorrente

Estudo InterSept

A eficácia da Clozapina (substânca ativa) na redução do risco de
comportamento suicida recorrente foi avaliada no Estudo
Internacional da Prevenção do Suicídio (InterSePT), que foi um
estudo prospectivo, randomizado, aberto, internacional, na
comparação de grupos paralelos de Clozapina (substânca ativa)
versus olanzapina em pacientes com esquizofrenia ou transtorno
esquizoafetivo (DSM-IV) considerados de risco para repetir o
comportamento suicida, com duração de 24 meses.

Os pacientes preencheram um dos seguintes critérios:

  • Eles tinham tentado o suicídio dentro dos 3 anos anteriores à
    sua avaliação inicial;
  • Eles foram hospitalizados para evitar uma tentativa de suicídio
    dentro dos três anos antes da sua avaliação inicial;
  • Eles demonstraram ideação suicida com sintomas depressivos
    dentro de 1 semana antes da sua avaliação inicial;
  • Eles demonstraram ideação suicida de moderada a grave
    acompanhada de alucinações de comando para provocar autoferimento
    dentro de 1 semana antes da sua avaliação inicial.

Pacientes incluídos foram randomizados para tratamento com
Clozapina (substânca ativa) ou olanzapina em uma proporção
aproximada de 1:1. A dosagem foi flexível, com dose inicial de
Clozapina (substânca ativa) sendo 12,5 mg duas vezes ao dia,
titulada para cima para dose de 200-900 mg/dia.

Pacientes que receberam olanzapina foram iniciados na dose de 5
mg por dia, titulada para cima para dose de 5-20 mg/dia.

A medida de eficácia primária era de (1) uma tentativa de
suicídio significativa, incluindo um suicídio consumado, (2)
hospitalização por risco de suicídio iminente (incluindo aumento do
nível de vigilância de suicídio para os pacientes já
hospitalizados), ou (3) piora da gravidade da ideação suicida, como
demonstrado pelo ‘muito agravamento’ ou ‘muito alto agravamento’ da
linha de base na escala de Impressão Clínica Global de Gravidade de
Tendências Suicidas como avaliado pelo Psiquiatra a Cego
(CGI-SS-PA). Objetivos secundários de eficácia:

  • Avaliação do número de medida de eficácia primária em pacientes
    tratados com Clozapina (substânca ativa) comparado com pacientes
    tratados com olanzapina;
  • Comparação do risco de suicídio entre pacientes esquizofrênicos
    tratados com Clozapina (substânca ativa), em comparação ao risco
    dos pacientes tratados com olanzapina, medido pela porcentagem de
    pacientes que completaram suicídio, apresentaram tentativas de
    suicídio significativas, e foram submetidos a internações
    hospitalares por risco de suicídio iminente;
  • Avaliação do número de intervenções de resgate necessárias para
    evitar suicídio em pacientes tratados com Clozapina (substânca
    ativa) comparado às intervenções de resgate necessárias para
    pacientes tratados com olanzapina;
  • Comparação da intensidade da ideação suicida entre pacientes
    tratados com Clozapina (substânca ativa) e pacientes tratados com
    olanzapina, medidas pelas mudanças da linha de base na Escala de
    InterSept para pensamentos suicidas (ISST-BP) e no CGI-SS-BP (7
    pontos e 5 pontos na escala), como avaliado pelo “psiquiatra a
    cego”.

Um total de 980 pacientes foram randomizados para o estudo e 956
receberam a medicação do estudo. A idade média dos pacientes que
participaram do estudo foi de 37 anos (variando entre 18-69 anos).
A maioria dos pacientes era da raça branca (71%), 15% eram negros,
1% oriental, e 13% foram classificados como sendo de ‘outras’
raças.

A Clozapina (substânca ativa) mostrou um efeito estatisticamente
significativo de tratamento global comparado com a olanzapina para
a medida de eficácia primária (p= 0,0309). Exame dos componentes
indicou que o efeito do tratamento de eventos do tipo 1 foi
estatisticamente significativo em favor da Clozapina (substânca
ativa) (p= 0,0316), com uma razão de risco de 0,76 (Intervalo de
Confiança 95% (IC): 0,58 – 0,98). Da mesma forma, o efeito do
tratamento para o Tipo 2 os eventos foram estatisticamente
significativos em favor da Clozapina (substânca ativa) (p = 0,0388)
com uma razão de risco de 0,78 (95% IC: 0,61- 0,99) (Tabela 1).

Tabela 1 – Análise primária: análise de múltiplos
eventos do tempo até a primeira ocorrência dos eventos do Tipo 1 e
Tipo 2 (população ITT)

Probabilidade (erro padrão, EP) da experiência no evento do tipo
1 foi maior para os pacientes com a olanzapina em comparação com
pacientes com a Clozapina (substânca ativa) em todas as visitas. Na
semana 104, o grupo de tratamento com a Clozapina (substânca ativa)
demonstrou uma probabilidade significativamente menor de um evento
em comparação ao grupo de tratamento com olanzapina (24% para a
Clozapina (substânca ativa) versus 32% para a olanzapina, 95% IC da
diferença: 2%, 14%), Figura 1.

Da mesma forma, a probabilidade (EP) da experiência no evento
tipo 2 foi maior para os pacientes com a olanzapina do que para
pacientes com Clozapina (substânca ativa) em todas as visitas. Na
semana 104, o grupo de tratamento com a Clozapina (substânca ativa)
demonstrou uma probabilidade significativamente menor de um evento
em comparação com o grupo de tratamento com a olanzapina (28% para
a Clozapina (substânca ativa) versus 37% para a olanzapina, 95% IC
da diferença: 2%, 15%), Figura 1.

Figura 1 – Kaplan-Meier – estimativa da probabilidade
cumulativa de um evento do tipo 1 ou tipo 2

Em comparação com a olanzapina, a Clozapina (substânca ativa)
reduziu o risco de suicídio (medida por tentativas de suicídio e
internações para prevenir o suicídio) em 24% ao longo de um período
de 2 anos. Este efeito benéfico foi suportado por uma redução tanto
no número total de eventos e no número de intervenções necessárias
gravadas para prevenir o suicídio, incluindo o uso de
antidepressivos e ansiolíticos como medicações concomitantes.

Estudo clínico em psicose na doença de
Parkinson

Um estudo randomizado, duplo-cego, grupo paralelo, multicêntrico
foi conduzido para comparar a eficácia de Clozapina (substânca
ativa) versus placebo para o tratamento de psicose em pacientes com
doença de Parkinson (psicose induzida por medicamentos que não
responde ao tratamento usual) e comparar o efeito da Clozapina
(substânca ativa) versus placebo em relação à função motora dos
pacientes com doença de Parkinson.

Este estudo incluiu um período de quatro semanas de tratamento
duplo-cego seguido por 12 semanas de tratamento aberto.

Participaram do estudo 60 pacientes do sexo masculino ou do sexo
feminino (32 receberam a Clozapina (substânca ativa) e 28 receberam
o placebo), que preencheram os critérios de diagnóstico da doença
de Parkinson idiopática (pelo menos dois dos critérios principais,
ex.: tremor, rigidez, acinesia e resposta à L-dopa), tinha um
estágio Hoehn e Yahr ≥ 2 e com os seguintes critérios de psicose
induzida antiparkinsonianos:

  • Os sintomas psicóticos por um período mínimo de duas semanas
    que exigem tratamento (≥ 4 para o item P1 ou P3 da Escala de
    Síndrome Positiva e Negativa; PANSS);
  • Mini Mental do Estado Mental (MMSE) ≥ 20;
  • Não melhora dos sintomas psicóticos ou deterioração da função
    motora inaceitável dentro de uma semana, apesar da conduta
    terapêutica usual;
  • Escala de Impressão Clínica Global de Severidade (CGI-S) ≥
    4.

Pacientes receberam Clozapina (substânca ativa) ou placebo
durante quatro semanas, começando com uma fase de titulação por
mais de 10 dias até a dose máxima de 50 mg (Período 2). Todos os
pacientes que completaram o Período 2, receberam Clozapina
(substânca ativa) (aberto) durante 12 semanas com a dosagem
flexível de até 150 mg/dia (Período 3). Tentativa da retirada da
Clozapina (substânca ativa) (mais de uma semana) foi feita, com a
visita de avaliação 3 semanas mais tarde (Período 4).

A eficácia foi avaliada principalmente através da avaliação da
mudança do valor inicial do CGI-S no final do Período 2. Variáveis
de eficácia secundárias incluíram a mudança da linha de base no
subtotal positivo da PANSS no final do Período 2. História da
doença, as avaliações psiquiátricas e neurológicas de base,
mostraram apenas pequenas diferenças entre os dois grupos de
tratamento.

Baseado na análise de intenção do tratamento (N = 60), a
variação média na pontuação CGI-S foi significativamente maior no
grupo de Clozapina (substânca ativa) comparado ao grupo placebo
(-1,8 contra -0,6; p = 0,001) no final de Período 2. Melhora
significativa na pontuação CGI-S foi alcançado na 1a
semana e mantida em todos os momentos do Período 2 para o grupo da
Clozapina (substânca ativa) (Tabela 2).

Tabela 2 – CGI-S, mudança de linha de base da população
ITT (Período 2)

No final do Período 2, a variação média no subtotal positivo de
PANSS foi significativamente maior no grupo com a Clozapina
(substânca ativa) do que no grupo placebo. Melhoria significativa
no subtotal positivo de PANSS foi obtido na semana 1 e mantidos em
todos os momentos subsequentes. Redução nos totais de itens
individuais foram significativos no final do Período 2 para todos
os itens, Tabela 3.

Tabela 3 – Subtotal positivo de PANSS, mudança da linha
de base da população ITT (Período 2)

Pacientes tratados com Clozapina (substânca ativa) durante o
Período 2 continuaram a melhorar em ambos os parâmetros durante o
Período 3.

A melhora foi ligeiramente aumentando durante a administração
prolongada no final do Período 3 para ambos os parâmetros de
eficácia, CGI-S (alteração média para Clozapina (substânca ativa)
-2,5 vs -1,8 para o placebo) e PANSS (alteração média de -7,7 para
Clozapina (substânca ativa) vs -4,8 para o placebo).

Estes estudos demonstraram a eficácia da Clozapina (substânca
ativa) na redução dos sintomas psicóticos em pacientes de
Parkinson.

A melhoria no critério CGI primário e subpontuação global
positiva de PANSS foi significativamente maior para pacientes que
receberam Clozapina (substânca ativa) em comparação com pacientes
que receberam placebo.

Foram observadas diferenças significativas, logo na primeira
semana de tratamento. Melhorias na psicose ocorrendo sem
agravamento do parkinsonismo foram mantidas durante o período
aberto para a Clozapina (substânca ativa).


Características Farmacológicas

Grupo farmacoterapêutico:

agente antipsicótico.

Código ATC:

 N05A H02.

Mecanismo de ação

A Clozapina (substânca ativa) tem demonstrado ser diferente dos
antipsicóticos clássicos.

Em estudos farmacológicos experimentais, o composto não induz
catalepsia nem inibe o comportamento estereotipado induzido por
apomorfina ou anfetamina. Apresenta apenas fraca atividade
bloqueadora de dopamina em receptores D1, D2, D3 e D5, mas
demonstra elevada potência em receptores D4, além de potente efeito
antialfa-adrenérgico, anticolinérgico, anti-histamínico e inibidor
da reação de alerta.

Apresenta também propriedades antisserotoninérgicas.

Farmacodinâmica

Clinicamente, a Clozapina (substânca ativa) produz sedação
rápida e acentuada e exerce efeito antipsicótico em pacientes com
esquizofrenia resistente a outros agentes antipsicóticos. Nesses
pacientes, a Clozapina (substânca ativa) é eficaz no alívio tanto
de sintomas esquizofrênicos positivos como negativos em estudos de
curto e longo prazo.

A Clozapina (substânca ativa) é única no sentido de não produzir
virtualmente nenhuma das reações extrapiramidais mais relevantes,
como distonia aguda e discinesia tardia. Além disso, síndrome
parkinsoniana como reação adversa e acatisia, são raras. Ao
contrário dos antipsicóticos clássicos, Clozapina (substânca ativa)
produz pequena ou nenhuma elevação de prolactina, evitando,
portanto, efeitos colaterais como ginecomastia, amenorreia,
galactorreia e impotência.

Reações adversas potencialmente graves produzidas pelo
tratamento com Clozapina (substânca ativa) são a granulocitopenia e
a agranulocitose, com ocorrência estimada de 3% e 0,7%,
respectivamente.

Farmacocinética

Absorção

A absorção da Clozapina (substânca ativa) por via oral é de 90%
a 95%; nem a velocidade ou extensão da absorção é influenciada pela
ingestão de alimentos. A Clozapina (substânca ativa) sofre
metabolismo de primeira passagem moderado, o que resulta em
biodisponibilidade absoluta de 50% a 60%.

Distribuição

No estado de equilíbrio, quando administrada duas vezes ao dia,
seus níveis plasmáticos máximos ocorrem, em média em 2,1 horas
(variação: 0,4 a 4,2 horas), e o volume de distribuição é de 1,6
L/kg. A Clozapina (substânca ativa) liga-se aproximadamente 95% as
proteínas plasmáticas.

Biotransformação/metabolismo

A Clozapina (substânca ativa) é quase completamente
biotransformada antes da excreção pela CYP1A2 e 3A4, e em certa
medida pela CYP2C19 e 2D6. Dos metabólitos principais, somente o
metabólito desmetilado apresenta atividade. Suas ações
farmacológicas assemelham-se às da Clozapina (substânca ativa), mas
são consideravelmente mais fracas e de duração mais curta.

Eliminação

Sua eliminação é bifásica, com meia-vida terminal média de 12
horas (variação: de 6 a 26 horas). Após dose única de 75 mg, a
meia-vida terminal foi de 7,9 horas, passando a 14,2 horas, quando
se atingiu o estado de equilíbrio com doses diárias de 75 mg
durante pelo menos 7 dias.

Somente traços do fármaco inalterado são detectados na urina e
nas fezes. Aproximadamente 50% da dose administrada é excretada
como metabólitos na urina e 30% nas fezes.

Linearidade/não-linearidade

Aumentos posológicos de 37,5 mg para 75 mg e 150 mg,
administrados duas vezes ao dia, resultaram durante o estado de
equilíbrio, em aumentos linearmente dose-proporcionais na área sob
a curva de concentração plasmática/tempo (AUC) e nas concentrações
plasmáticas máxima e mínima.

Dados de segurança pré-clínicos

Dados pré-clínicos revelam que não há nenhum risco especial para
humanos com base nos estudos convencionais de farmacologia de
segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e potencial
carcinogênico.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Mutagenicidade

A Clozapina (substânca ativa) e/ou os metabólitos foram isentos
de potencial genotóxico quando investigados em testes para indução
de mutações genéticas, aberrações cromossômicas e danos primários
de DNA no espectro de mutagenicidade in vitro. Da mesma maneira não
foi observada nenhuma atividade genotóxica in vivo (testes de
micronúcleo da medula óssea em camundongos).

Carcinogenicidade

Em ratos Sprague-Dawley (CD) tratados sob uma dieta de 2 anos,
as doses máximas toleradas de 35 mg/kg por dia de Clozapina
(substânca ativa) não demonstraram potencial carcinogênico. Da
mesma forma, não se obteve evidência de efeitos tumorigênicos em
dois estudos sob alimentação de 1,5 anos em camundongos Charles
River (CD). No primeiro estudo, administrou-se doses orais de até
64 mg/kg/dia aos machos, e de até 75 mg/kg/dia às fêmeas. No
segundo estudo, a dose mais elevada para ambos os sexos foi de 61
mg/kg por dia.

Toxicidade na reprodução

Não se observou potencial embriotóxico ou teratogênico da
Clozapina (substânca ativa) em ratos ou coelhos com doses orais
diárias de até 40 mg/kg. A fertilidade não foi afetada em ratos
machos que receberam o mesmo fármaco durante um período de 70 dias
antes do acasalamento.

Em ratas, a fertilidade, bem como o desenvolvimento pré e
pós-natal da prole não foram prejudicados pelo tratamento oral de
Clozapina (substânca ativa) antecedente ao acasalamento (até 40
mg/kg/dia).

Quando as ratas foram tratadas com a mesma dosagem durante o
período mais tardio da gravidez e na lactação, as taxas de
sobrevivência dos filhotes jovens das mães foram diminuídas, e tais
filhotes mostraram-se hiperativos. Entretanto, não há nenhum efeito
persistente no desenvolvimento dos filhotes após o desmame.

Cuidados de Armazenamento do Clozapina –
Cristália

Os comprimidos de Clozapina devem ser armazenados em sua
embalagem original, conservados em temperatura ambiente (entre 15 e
30 ºC), protegidos da umidade.

O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação
impressa na embalagem.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagemoriginal.

Características físicas/organolépticas

Clozapina de 25 mg:

O comprimido é circular, biconvexo com sulco e amarelo
claro.

Clozapina de 100 mg:

O comprimido é circular, plano com sulco e amarelo claro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Clozapina – Cristália

Reg. MS Nº 1.0298.0378

Farmacêutico Responsável:

Dr. José Carlos Módolo
CRF-SP nº 10.446

Cristália – Produtos Químicos Farmacêuticos
Ltda.

Rod. Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira – SP
CNPJ: 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Clozapina-Cristalia, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

Compartilhe esta página!

Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Clozapina Cristalia Bula

Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Autor
    Posts
  • #4131
    Anônimo
    Convidado

    Clozapina Cristalia Bula

    Compartilhe suas experiências sobre este medicamento com outros usuários.
      • Utilizou este Remédio para?
      • Efeitos colaterais.
      • Resultados.
      • Indicações, sugestões e dicas!
    Acessar a Bula do medicamento.
    Clozapina Cristalia Bula Completa extraída da Anvisa
Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Você deve fazer login para responder a este tópico.
Scroll to top