Biovir Bula

Biovir

Como o Biovir funciona?


Biovir pertence a um grupo de medicamentos antivirais,
também conhecidos como antirretrovirais, chamados de inibidores da
transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRN). São usados
para tratar infecções causadas pelo vírus da imunodeficiência
humana (HIV).

Biovir reduz a quantidade de HIV no seu corpo, mantendo
níveis baixos desse vírus, e também aumenta a contagem de células
CD4. Essas células fazem parte de um dos tipos de glóbulos brancos
do sangue e desempenham papel importante na defesa e na manutenção
do sistema imunológico, bem como no combate às infecções.

Biovir demonstrou reduzir bastante o risco de progressão da
doença provocada pelo HIV. A resposta ao tratamento, porém, varia
conforme o paciente. O médico vai monitorar a eficácia do seu
tratamento.

Contraindicação do Biovir

Não faça uso deste medicamento caso você:

  • Seja alérgico à lamivudina, à zidovudina ou a qualquer outro
    componente da fórmula;
  • Tenha contagem muito baixa de glóbulos brancos (neutropenia) ou
    de glóbulos vermelhos (anemia).

Este medicamento é contraindicado para crianças com peso
inferior a 14kg.

Este medicamento é contraindicado para pacientes com
baixa contagem de neutrófilos (lt;750/mm3) ou baixos níveis de
hemoglobina (lt;7,5 g/dL ou 4,65mmol/L).

Como usar o Biovir

Sempre use Biovir exatamente como seu médico receitou. Engula o
comprimido com água ou com outra bebida. Os comprimidos podem ser
ingeridos com ou sem alimentos.

Se você tem dificuldade para engolir comprimidos, pode
amassá-los e misturá-los com uma pequena porção de bebida ou comida
pastosa e ingeri-los imediatamente.

Posologia do Biovir


Adultos e adolescentes com pelo menos 30kg

A dose recomendada de Biovir é de um comprimido duas vezes ao
dia (de 12 em 12 horas).

Crianças com 21 a 30kg

A dose recomendada de Biovir é de metade de um comprimido
ranhurado pela manhã e de um comprimido inteiro no final da
tarde.

Crianças com 14 a 21kg

A dose recomendada de Biovir é de metade de um comprimido
ranhurado duas vezes ao dia (de 12 em 12 horas).

O intervalo entre as doses de Biovir deve ser de 12 horas.

Crianças com menos de 14kg

As crianças com peso inferior a 14kg devem tomar a lamivudina e
a zidovudina em formulações separadas de acordo com as indicações
do médico relativas a esses medicamentos.

Se seu médico optar pela redução da dose de Biovir porque você
tem, por exemplo, problemas nos rins, ele pode trocar o medicamento
para que você use separadamente a lamivudina e a zidovudina.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu
médico.

Este medicamento não deve ser aberto ou
mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Biovir?


Se você esquecer uma dose, não se preocupe. Tome-a assim que se
lembrar, mas mantenha o horário normal das demais. Não tome dose
dupla em caso de esquecimento.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico ou cirurgião-dentista.

Precauções do Biovir

Não pare de tomar a medicação, a não ser por orientação
médica.

Você precisa tomar Biovir todo dia. Este medicamento ajuda
a controlar sua condição e retarda a progressão da doença, mas não
cura a infecção por HIV. Você pode continuar a desenvolver
infecções e outros males associados à doença pelo HIV. Não deixe de
visitar seu médico regularmente.

A anemia (baixa contagem de glóbulos vermelhos) e a neutropenia
ou a leucopenia (baixa contagem de glóbulos brancos) podem ocorrer
durante o tratamento com zidovudina. Esses efeitos colaterais não
são normalmente percebidos antes de quatro a seis semanas de
tratamento e têm ocorrido mais comumente em pacientes com infecção
por HIV avançada e devido ao uso de doses de zidovudina mais
altas do que as contidas em Biovir. É necessário fazer exames de
sangue regulares para acompanhar a contagem de seus glóbulos
brancos ou vermelhos.

Caso a contagem esteja baixa, seu médico talvez interrompa o
tratamento com Biovir. Essa reação adversa não é comum nos
pacientes com infecção por HIV menos avançada e, nesse caso os
exames de sangue podem ser feitos com menos frequência, mas sempre
de acordo com as recomendações de seu médico. Durante o tratamento,
seu médico irá recomendar a realização de exames de sangue, para
avaliar seu tratamento e monitorar as possíveis reações
adversas.

Transmissão da infecção

Atenção:

o tratamento com Biovir não demonstrou reduzir o risco
de transmissão do HIV por contato sexual ou transfusão de sangue.
Você deve continuar a tomar as devidas precauções para prevenir o
contágio, como o uso de preservativos e não compartilhar
agulhas.

Pacientes com comprometimento renal (nos rins) ou
fígado

Converse com seu médico sobre o uso deste medicamento se você
tiver problemas nos rins ou no fígado porque é preciso assegurar
que as doses das substâncias ativas de Biovir são adequadas
para seu caso.

Pancreatite

Houve casos raros de inflamação de pâncreas (pancreatite) em
alguns pacientes que tomaram lamivudina e zidovudina. Entretanto,
não existe certeza de que essa inflamação seja provocada pelos
medicamentos ou pela própria infecção por HIV. Os sintomas são dor
abdominal, náuseas e vômitos. Se você tiver esses sintomas, procure
seu médico.

Acidose láctica

O uso de medicamentos do tipo de Biovir pode causar uma
condição chamada acidose láctica (excesso de ácido láctico no
sangue), junto com o aumento do fígado. Esse efeito colateral é
raro, porém grave e pode ser fatal. A acidose láctica ocorre com
mais frequência em mulheres e nos pacientes que tinham doença
hepática antes de iniciar o tratamento. Seu médico vai monitorar
regularmente esse efeito enquanto você usar Biovir.

Lipoatrofia

O tratamento com Biovir ou outros medicamentos que
contenham zidovudina pode causar uma perda de gordura nas pernas,
braços ou rosto (lipoatrofia). Seu médico irá monitorar os sinais
de lipoatrofia. Fale com seu médico caso você perceba qualquer
perda de gordura nas pernas, braços ou rosto. Quando esses sintomas
aparecerem, o médico irá determinar se o tratamento com
Biovir deve ser interrompido e se o seu tratamento para o HIV
deve ser alterado.

Se você interromper o tratamento com Biovir, pode levar alguns
meses para a observação de qualquer recuperação da gordura perdida,
que pode não ser totalmente reversível.

Lipídeos séricos e glicose sanguínea

Os níveis de gorduras e açúcar no sangue podem aumentar durante
a terapia antirretroviral. O controle da doença e alterações no
estilo de vida são também fatores contribuintes. Seu médico irá
solicitar exames de sangue para monitorar esses níveis.

Caso alguma alteração seja observada, ele irá recomendar o
tratamento adequado.

Síndrome de reconstituição imune

Dentro das primeiras semanas de tratamento com medicamentos
antirretrovirais, alguns pacientes vivendo com HIV, principalmente
os que são positivos para esse vírus há algum tempo e com histórico
de infecções oportunistas (infecções que podem ocorrer quando o
sistema imunológico está enfraquecido), podem desenvolver reações
inflamatórias (como dor, vermelhidão, inchaço e febre) que podem
assemelhar-se a infecções e causar problemas graves. Acredita-se
que essas reações sejam causadas pela recuperação parcial da
capacidade do organismo combater infecções, anteriormente reprimida
pelo HIV.

Se você ficar preocupado com qualquer novo sintoma ou alteração
na sua saúde após o início do tratamento contra o HIV, por favor,
converse com seu médico.

Infecções oportunistas

Os pacientes em tratamento com Biovir ou qualquer outro
antirretroviral ainda podem desenvolver infecções oportunistas
(infecções que podem ocorrer quando o organismo está enfraquecido),
devido a complicações da infecção pelo HIV. Portanto, o médico
deverá acompanhar rigorosamente o seu tratamento.

Coinfecção com hepatite B e/ou C

Se você tem infecção crônica pelo vírus da hepatite B, não deve
interromper o tratamento sem orientação do médico porque pode haver
recorrência (retorno) da hepatite. Essa recorrência poderá ser mais
grave se você tiver uma doença séria no fígado. Se você é portador
do vírus da hepatite C e faz uso de ribavirina, converse com seu
médico. O uso de ribavirina e zidovudina, uma das substâncias
ativas de Biovir não é recomendado, especialmente no caso de
pacientes com histórico de anemia induzida pela zidovudina.

Atenção: o uso incorreto causa resistência do HIV e
falha no tratamento.

Reações Adversas do Biovir

Como todo medicamento, Biovir pode causar efeitos
colaterais. Durante o tratamento, nem sempre é possível determinar
se alguns efeitos indesejáveis são provocados por Biovir, por
outros medicamentos que você também usa ou pela própria infecção
por HIV. Por essa razão, é muito importante manter seu médico
informado sobre qualquer mudança na sua saúde. Não se alarme com a
lista de efeitos colaterais apresentada a seguir, você talvez não
os tenha.

Lamivudina

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Hiperlactatemia (aumento do lactato sérico);
  • Dor de cabeça;
  • Náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia;
  • Erupções (manchas vermelhas e placas pelo corpo), queda de
    cabelo;
  • Artralgia (dor nas juntas), distúrbios musculares;
  • Fadiga, mal-estar generalizado, febre.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes
que utilizam este medicamento)

  • Há relatos de anemia (baixa contagem de glóbulos vermelhos no
    sangue, que às vezes requer transfusão de sangue), neutropenia
    (baixa contagem de glóbulos brancos no sangue) e redução de
    plaquetas (componentes do sangue importantes para a coagulação). Se
    diminuir a produção de seus glóbulos vermelhos, você pode ter
    sintomas como cansaço e dificuldade para respirar, enquanto a
    redução dos glóbulos brancos do sangue tornaria você mais
    vulnerável a infecções; se sua contagem de plaquetas estiver baixa,
    você pode apresentar hematomas (manchas roxas na pele) mais
    facilmente;
  • Aumento de determinadas enzimas do fígado no sangue.

Reações raras (ocorrem de 0,01% a 0,1% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Acidose láctica, que é acidez do sangue provocado pelo aumento
    do ácido lático;
  • Mudanças de distribuição da gordura corporal (que podem incluir
    perda de gordura nas pernas, nos braços e na face, aumento de
    gordura na cintura e em alguns órgãos internos, aumento das mamas e
    crescimento da camada de gordura da região da nuca);
  • Inflamação do pâncreas (pancreatite) e aumento de uma enzima
    chamada amilase no sangue;
  • Rabdomiólise (raros relatos de ruptura do tecido
    muscular).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos
pacientes que utilizam este medicamento)

  • Anemia mais grave, parestesia (formigamento e dormência nos
    membros);
  • Neuropatia periférica (houve relatos, entretanto a relação
    causal com o tratamento é incerta).

Zidovudina

Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Dor de cabeça;
  • Náusea.

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Anemia (que às vezes requer transfusão de sangue), neutropenia
    e leucopenia (que podem ocorrer com mais frequência); há relatos de
    anemia (baixa contagem de glóbulos vermelhos no sangue, que às
    vezes requer transfusão de sangue), neutropenia (baixa contagem de
    glóbulos brancos no sangue) e redução de plaquetas (componentes do
    sangue importantes para a coagulação). Se diminuir a produção de
    seus glóbulos vermelhos, você pode ter sintomas como cansaço e
    dificuldade para respirar, enquanto a redução de glóbulos brancos
    no sangue pode tornar você mais vulnerável a infecções; se sua
    contagem de plaquetas estiver baixa, você pode apresentar hematomas
    (manchas roxas na pele) mais facilmente;
  • Hiperlactatemia;
  • Tontura;
  • Vômito, dor abdominal e diarreia;
  • Aumento de determinadas enzimas do fígado no sangue e de uma
    substância chamada bilirrubina;
  • Dor muscular;
  • Indisposição.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes
que utilizam este medicamento)

  • Dificuldade para respirar;
  • Flatulência (gases);
  • Erupções (manchas vermelhas e placas pelo corpo) e
    coceira;
  • Dor muscular;
  • Febre, dor generalizada e fraqueza, falta de vigor.

Reações raras (ocorrem de 0,01% a 0,1% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Anemia mais grave;
  • Acidose láctica, que causa aumento do ácido láctico no
    sangue);
  • Perda de apetite;
  • Mudanças de distribuição da gordura corporal (que podem incluir
    perda de gordura nas pernas, nos braços e na face, aumento de
    gordura na cintura e em outros órgãos internos, aumento das mamas,
    crescimento da camada de gordura da região da nuca);
  • Depressão, sensação de ansiedade;
  • Dificuldade para dormir, parestesia (formigamento e dormência
    nos membros), sonolência, dificuldade de concentração,
    convulsões;
  • Cardiomiopatia (doença no músculo do coração);
  • Tosse;
  • Mudanças da coloração do interior da boca, alteração do paladar
    e dor de estômago ou azia;
  • Inflamação do pâncreas (pancreatite);
  • Distúrbios no fígado, como aumento de tamanho e presença de
    gordura;
  • Mudança de coloração da pele e das unhas, urticária e
    suores;
  • Vontade de urinar com mais frequência;
  • Ginecomastia (crescimento das mamas em pacientes do sexo
    masculino);
  • Sensação de gripe, febre, cansaço, calafrios e dor no
    peito.

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos
pacientes que utilizam este medicamento)

  • Anemia aplástica (baixa contagem de glóbulos vermelhos no
    sangue);
  • Mudanças da concentração de gorduras e açúcar no sangue.

Informe ao seu médico ou farmacêutico o aparecimento de
reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a
empresa, através do Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC) pelo
telefone 0800 701 22 33.

População Especial do Biovir

Pacientes idosos

Não há nenhum dado específico disponível sobre esses pacientes.
Entretanto, é recomendável ter cuidados especiais com os pacientes
dessa faixa etária, por causa dos problemas relacionados à idade,
como diminuição do funcionamento dos rins e alteração dos
parâmetros sanguíneos (como colesterol e triglicérides).

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e de
operar máquinas

Até agora não há estudos sobre o efeito da lamivudina ou da
zidovudina sobre a capacidade de dirigir veículos e de operar
máquinas. Além disso, não é possível prever efeitos negativos sobre
essas atividades provocados pela ação do medicamento. No entanto, o
médico vai analisar sua capacidade de dirigir veículos e de operar
máquinas.

Gravidez

Se você está grávida, planeja engravidar ou está amamentando,
avise seu médico antes de usar este medicamento. A segurança da
lamivudina na gravidez não foi comprovada. A zidovudina pode ser
usada por grávidas soropositivas (que têm o HIV) para reduzir o
risco de transmissão desse vírus ao bebê em gestação. Foram
observados, em bebês e crianças cujas mães tomaram medicamentos do
tipo de Biovir durante a gravidez ou no parto, pequenos aumentos
temporários dos níveis sanguíneos de uma substância chamada
lactato. Além disso, houve relatos raros de doenças que afetam o
sistema nervoso, como atraso do desenvolvimento e convulsões. De
forma geral, entre as crianças cujas mães usaram medicamentos do
tipo de Biovir durante a gravidez, é provável que o benefício da
redução do risco de contágio pelo HIV seja maior que o risco de
sofrer efeitos colaterais.

É importante comparar cuidadosamente o benefício do uso de
Biovir durante a gravidez e o risco de aparecimento de efeitos
indesejáveis na criança antes ou depois do nascimento. Seu médico
vai conversar sobre isso com você. O uso de Biovir não é
recomendável nos primeiros três meses de gestação.

Lactação (amamentação)

Sempre que possível, recomenda-se que as mulheres infectadas
pelo HIV evitem amamentar seus filhos para prevenir a transmissão
do vírus. Em situações em que o uso de fórmulas infantis não é
viável e o aleitamento materno durante o tratamento antirretroviral
for considerado, seu médico deverá seguir os guias locais para
amamentação e tratamento.

Uma pequena quantidade dos ingredientes de Biovir são
encontradas no leite materno.

Este medicamento não deve ser usado por mulheres
grávidas ou que estejam amamentando sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Composição do Biovir

Apresentação

Biovir é apresentado em embalagem que contém 60 comprimidos
revestidos e ranhurados, contendo 150 mg de lamivudina e 300 mg de
zidovudina.

Uso oral.

Uso adulto e pediátrico (acima de 14Kg).

Composição

Cada comprimido revestido contém:

Lamivudina 150mg
Zidovudina 300mg
Excipientes*  1 comprimido

*Celulose microcristalina, amidoglicolato de sódio, sílica
anidra coloidal, estearato de magnésio, Opadry Branco YS-
1-7706- G (hipromelose, dióxido de titânio, polietilenoglicol e
polissorbato), água purificada**.
**Removida durante o processo de fabricação.

Superdosagem do Biovir

A experiência com superdosagem de Biovir é limitada. Não se
identificou nenhum sintoma nem sinal específico após superdosagem
aguda do medicamento além dos já descritos como efeitos adversos.
Não houve mortes, e todos os pacientes se recuperaram. Entretanto,
em caso de superdosagem, você deve procurar socorro médico o mais
rápido possível.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento se possível. Ligue para 0800 722 6001 se você precisar
de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Biovir

É importante avisar seu médico sobre outros medicamentos que
você usa e que talvez afetem de forma negativa a ação de Biovir (o
contrário também pode ocorrer). Você não deve tomar este
medicamento com ribavirina (utilizada para o tratamento de
infecções) e estavudinae entricitabina (utilizadas para o
tratamento da infecção pelo HIV).

Se você usar ribavirina e Biovir ao mesmo tempo, pode sofrer de
anemia; caso já tenha essa condição, existe o risco de agravá-la.
Portanto, procure seu médico se notar sintomas de anemia (como
cansaço ou falta de ar). Ele vai avaliar a necessidade ou não de
interromper o tratamento com Biovir.

Avise seu médico caso você esteja usando qualquer outra
medicação assim como os medicamentos abaixo:

  • Fenitoína;
  • Trimetoprima;
  • Atovaquona;
  • Claritromicina;
  • Lamivudina;
  • Probenicida;
  • Rifampicina;
  • Aspirina, codeína, morfina, metadona, indometacina,
    cetoprofeno, naproxeno, oxazepam, lorazepam, cimetidina,
    clofibrato, dapsona e isoprinosina;
  • Pentamidina sistêmica, dapsona, pirimetamina,
    trimetoprima/sulfametoxazol, anfotericina, flucitosina,
    ganciclovir, interferona, vincristina, vimblastina e
    doxorrubicina;
  • Medicamentos que contenham sorbitol (normalmente líquidos),
    quando usados regularmente.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico.
Pode ser perigoso para sua saúde.

Ação da Substância Biovir

Resultados da eficácia

A Lamivudina + Zidovudina (substância ativa) reduziu em 50% a
quantificação sérica do RNA-HIV de 94% dos pacientes.

Características Farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

Mecanismos de ação

A lamivudina e a zidovudina são análogos de nucleosídeos e
potentes inibidores seletivos de HIV-1 e HIV-2.

A lamivudina tem se mostrado altamente sinérgica com a
zidovudina na inibição da replicação do HIV em culturas
celulares.

Os dois fármacos são metabolizados sequencialmente pelas
quinases intracelulares nas respectivas formas ativas de
5’-trifosfato (TP). A lamivudina-TP e a zidovudina-TP são
substratos e inibidores competitivos da transcriptase reversa do
HIV.

Entretanto, sua principal atividade antiviral se dá pela
incorporação da forma monofosfato na cadeia do DNA viral, o que
resulta na finalização da cadeia de ácido nucleico e na interrupção
do ciclo de replicação viral. Os trifosfatos de lamivudina e
zidovudina mostram atividade significativamente menor nas
polimerases do DNA das células hospedeiras.

In vitro, a lamivudina demonstra baixa citotoxicidade
em linfócitos sanguíneos periféricos, em linhas celulares
estabelecidas de linfócitos e de monócitos-macrófagos e em uma
variedade de células progenitoras da medula óssea in
vitro
. Portanto, a lamivudina tem, in vitro, alto
índice terapêutico.

Efeitos farmacodinâmicos

A resistência do HIV-1 à lamivudina envolve o desenvolvimento de
uma alteração de aminoácidos em M184V próxima ao sítio de ação da
transcriptase reversa (TR) viral.

Essa variante aparece tanto in vitro quanto em
pacientes infectados por HIV-1 sob tratamento antirretroviral que
contém lamivudina. Os mutantes M184V exibem suscetibilidade muito
reduzida à lamivudina e mostram diminuição da capacidade de
replicação viral in vitro. Estudos in vitro
indicam que isolados de vírus resistentes à zidovudina podem
se tornar sensíveis quando simultaneamente adquirem resistência à
lamivudina. A relevância clínica desses achados, no entanto, ainda
não está bem definida.

A resistência cruzada conferida pela TR de M184V é limitada
dentro da classe de inibidores de nucleosídeos dos agentes
antirretrovirais. A zidovudina e a estavudina mantêm sua atividade
antirretroviral contra o HIV-1 resistente à lamivudina. O abacavir
mantém sua atividade antirretroviral contra o HIV-1 resistente à
lamivudina que contém apenas a mutação M184V. O mutante TR M184V
apresenta redução lt;4 vezes na suscetibilidade à didanosina e à
zalcitabina. A relevância clínica desses achados é
desconhecida.

A resistência aos análogos da timidina (entre eles a zidovudina)
está bem caracterizada e é conferida pelo acúmulo gradual de até
seis mutações específicas da transcriptase reversa do HIV nos
códons 41, 67, 70, 210, 215 e 219. Os vírus adquirem resistência
fenotípica aos análogos da timidina através da combinação de
mutações dos códons 41 e 215 ou pelo acúmulo de pelo menos quatro
das seis mutações. Essas mutações de análogos da timidina por si só
não causam alto nível de resistência cruzada a nenhum dos outros
nucleosídeos, permitindo o uso posterior de qualquer dos demais
inibidores da transcriptase reversa aprovados.

Dois padrões de mutação de resistência a múltiplos fármacos, o
primeiro caracterizado por mutações da transcriptase reversa do HIV
nos códons 62, 75, 77, 116 e 151 e o segundo, que envolve
tipicamente uma mutação T69S e uma inserção de pares de seis bases
na mesma posição, resultam em resistência fenotípica ao AZT, bem
como aos outros inibidores da transcriptase reversa análogos de
nucleosídeos. Qualquer um desses dois padrões de mutação de
resistência a múltiplos nucleosídeos limita gravemente futuras
opções terapêuticas.

Em estudos clínicos, a combinação da zidovudina com a lamivudina
tem demonstrado redução da carga viral do HIV-1 e aumento da
contagem de células CD4. Dados clínicos indicam que a combinação da
lamivudina com a zidovudina, isoladamente ou em combinação com
regimes terapêuticos que contêm zidovudina, resulta em redução
significativa do risco de progressão da doença e de
mortalidade.

Separadamente, a terapia com lamivudina e zidovudina tem
produzido isolados clínicos de HIV que demonstram sensibilidade
reduzida in vitro ao análogo de nucleosídeo ao qual foram
expostos. Além disso, há evidências clínicas, in vivo, de
que a lamivudina, associada à zidovudina, retarda o aparecimento de
resistência à zidovudina em indivíduos que não receberam terapia
antirretroviral prévia.

Os testes de suscetibilidade in vitro não foram
padronizados, e os resultados podem variar de acordo com fatores
metodológicos. A relação entre a suscetibilidade in vitro
do HIV à lamivudina e/ou à zidovudina e a resposta clínica ao
tratamento continuam sendo investigadas.

A lamivudina e a zidovudina têm sido amplamente usadas como
componentes do tratamento antirretroviral combinado com outros
agentes antirretrovirais da mesma classe (inibidores da
transcriptase reversa análogos de nucleosídeos) ou de classes
diferentes (inibidores da protease e inibidores da transcriptase
reversa não análogos de nucleosídeos).

Múltiplos esquemas de tratamento antirretroviral que contêm
lamivudina demonstraram ser eficazes em pacientes não submetidos a
tratamento antirretroviral anterior, bem como naqueles que
apresentam vírus que contêm as mutações M184V.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A lamivudina e a zidovudina são bem absorvidas pelo trato
gastrintestinal. Nos adultos, a biodisponibilidade após
administração oral da lamivudina é de aproximadamente 80% a 85% e a
da zidovudina é de cerca de 60% a 70%.

Um estudo sobre bioequivalência comparou Lamivudina + Zidovudina
(substância ativa), lamivudina em comprimidos de 150 mg e
zidovudina em comprimidos de 300 mg em administração conjunta.
Também se estudou o efeito dos alimentos sobre a velocidade e a
extensão da absorção. Lamivudina + Zidovudina (substância ativa)
mostrou-se bioequivalente a lamivudina 150 mg e a zidovudina 300 mg
em administração de comprimidos separados a indivíduos em
jejum.

Após a administração de Lamivudina + Zidovudina (substância
ativa), os valores de Cmáx da lamivudina e da zidovudina
(intervalo de confiança de 95%) são de 1,5 (1,3-1,8) μg/mL e de 1,8
(1,5-2,2) μg/mL respectivamente. Os valores médios de
Tmáx são de 0,75 (0,50-2,00) horas e de 0,50 (0,25-2,00)
horas respectivamente. Há similaridade na extensão da absorção
(AUC) das duas drogas, assim como na meia-vida estimada após o uso
de Lamivudina + Zidovudina (substância ativa), entre a
administração feita com alimentos e a feita em jejum, apesar de a
velocidade de absorção (Cmáx e Tmáx) estar
reduzida quando as drogas são ingeridas em jejum. Com base nesses
dados, concluiu-se que Lamivudina + Zidovudina (substância ativa)
pode ser administrada com ou sem alimentos.

Não se espera que a administração dos comprimidos macerados,
misturados com líquidos ou com uma pequena porção de comida pastosa
tenha impacto na característica farmacêutica de Lamivudina +
Zidovudina (substância ativa); portanto, tampouco se espera
alteração do efeito clínico. Essa conclusão se baseia nas
características físico-químicas e farmacocinéticas do ingrediente
ativo e no comportamento da dissolução in vitro dos
comprimidos de Lamivudina + Zidovudina (substância ativa) em água,
assumindo-se que o paciente macere e transfira 100% do comprimido
(ou a metade do comprimido) e o degluta imediatamente.

Distribuição

Estudos feitos com lamivudina e zidovudina em administração
intravenosa mostraram que os volumes aparentes médios de
distribuição foram de 1,3 e 1,6 L/kg respectivamente. A lamivudina
apresenta farmacocinética linear na faixa de dose terapêutica e
demonstra limitada ligação à principal proteína plasmática, a
albumina (lt;36% da albumina sérica in vitro). A ligação
da zidovudina às proteínas plasmáticas é de 34% a 38%. Portanto,
não se esperam interações medicamentosas por deslocamento do sítio
de ligação com Lamivudina + Zidovudina (substância ativa).

Os dados demonstram que a lamivudina e a zidovudina penetram no
sistema nervoso central (SNC) e alcançam o fluido cerebroespinhal
(CSF). A razão média das concentrações liquóricas/séricas 2 a 4
horas após a administração oral da lamivudina foi de 0,12; a da
zidovudina, de 0,5. A verdadeira extensão da penetração da
lamivudina no SNC e sua relação com a eficácia clínica são
desconhecidas.

Metabolismo

O metabolismo da lamivudina é uma via de eliminação de menor
importância. Esse fármaco é predominantemente eliminado por
excreção renal como droga inalterada.

A probabilidade de interações medicamentosas metabólicas com a
lamivudina é pequena em razão de seu baixo grau de metabolização
hepática (5% a 10%) e de sua reduzida ligação plasmática.

O 5’-glicuronídeo da zidovudina constitui-se no principal
metabólito existente no plasma e na urina, é responsável por
aproximadamente 50% a 80% da dose administrada, e sua eliminação se
dá por via renal. A 3’-amino-3’-deoxitimidina (AMT) tem sido
identificada como metabólito da zidovudina após administração
intravenosa.

Eliminação

A meia-vida de eliminação observada da lamivudina varia de 5 a 7
horas. O clearance sistêmico médio é de aproximadamente
0,32 L/h/kg, com clearance predominantemente renal (gt;70%) através
do sistema de transporte catiônico orgânico.

Em estudos sobre a zidovudina em administração intravenosa, a
meia-vida plasmática terminal média foi de 1,1 hora e o clearance
sistêmico médio de 1,6 L/h/kg. O clearance renal da zidovudina é
estimado em 0,34 L/h/kg, o que indica filtração glomerular e
secreção tubular ativa pelos rins.

Pacientes com insuficiência renal

Estudos com pacientes que apresentam comprometimento renal
demonstraram que a eliminação da lamivudina é afetada por essa
disfunção devido ao decréscimo do clearance renal. Uma redução de
dose é necessária para os pacientes que apresentam clearance de
creatinina menor que 50 mL/min. A concentração da zidovudina também
parece aumentada nos pacientes com insuficiência renal
avançada.

Pacientes com insuficiência hepática

Os dados limitados sobre pacientes com cirrose sugerem que pode
ocorrer acúmulo da zidovudina com a diminuição da glicuronidação.
Em casos de insuficiência hepática grave, talvez seja necessário um
ajuste de dose da zidovudina.

Idosos

Não há dados farmacocinéticos disponíveis sobre pacientes com
mais de 65 anos de idade.

Crianças

Nas crianças com idade superior a 5 ou 6 meses, o perfil
farmacocinético da zidovudina é semelhante ao observado em adultos.
A droga é bem absorvida no intestino, e em todos os regimes
posológicos estudados, em adultos e crianças, a biodisponibilidade
foi de 60% a 74%, com média de 65%. Os níveis de Cssmáx
foram de 4,45 μM (1,19 μg/mL) após uma dose de 120 mg de zidovudina
(em solução) por m2 da área de superfície corporal e de
7,7 μM (2,06 μg/mL) com 180 mg/m2 da área de superfície
corporal. Doses de 180 mg/m (quatro vezes por dia) administradas em
crianças originaram exposição sistêmica semelhante (AUC de 24
horas de 40,0 h μM ou 10,7 h μg/mL) à observada com doses de 200 mg
(seis vezes por dia) administradas em adultos (40,7 h μM ou 10,9 h
μg/mL).

Avaliou-se, em seis crianças de 2 a 13 anos de idade portadoras
do HIV, a farmacocinética plasmática da zidovudina enquanto os
pacientes recebiam 120 mg/m2 desse fármaco (três vezes
por dia), novamente avaliada após a troca de dosagem para 180
mg/m2 (duas vezes por dia). A exposição sistêmica (AUC
diária e Cmáx) no plasma com o regime de duas vezes por
dia foi equivalente à obtida com a mesma dose diária total dividida
em três partes.

De modo geral, a farmacocinética da lamivudina nos pacientes
pediátricos é semelhante à dos adultos. No entanto, a
biodisponibilidade absoluta (de aproximadamente 55% a 65%) se
reduziu nos pacientes com menos de 12 anos. Além disso, os valores
da depuração sistêmica foram superiores nos pacientes pediátricos
mais novos e diminuíram com a idade, aproximando-se dos valores dos
adultos por volta dos 12 anos. Devido a essas diferenças, a dose
recomendada de lamivudina para crianças (com idade superior a 3
meses e peso inferior a 30 kg) é de 4 mg/kg duas vezes por dia.
Essa dose deve atingir AUC0-12 média da ordem de 3.800 a
5.300 ng.h/mL.

Dados recentes indicam que a exposição em crianças com menos de
6 anos pode reduzir-se cerca de 30% em comparação às outras faixas
etárias. Dados adicionais relativos a esse assunto são aguardados.
Até o momento os dados disponíveis não sugerem que a lamivudina
seja menos eficaz para essa faixa etária.

Gravidez

A farmacocinética da lamivudina e da zidovudina em gestantes foi
semelhante a não-gestantes. Devido à passagem da lamivudina pela
placenta, em humanos, a concentração sérica de lamivudina em
recém-nascidos foi semelhante à concentração sérica da mãe e do
cordão umbilical na ocasião do parto. A zidovudina foi medida no
plasma e gerou resultados similares aos observados com a
lamivudina.

Cuidados de Armazenamento do Biovir

Cuidados de armazenamento Mantenha este medicamento na embalagem
original e em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico/características
organolépticas

Comprimidos em formato de cápsula, brancos ou quase brancos,
revestidos por filme e com a gravação GXFC3 em uma das faces.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento Caso ele
esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Biovir

MS: 1.0107.0214

Farm. Resp.:

Edinilson da Silva Oliveira
CRF-RJ Nº 18875

Fabricado e Embalado por:

Glaxo Operations UK Limited
Priory Street, Ware, Hertfordshire, SG12 0DJ, Inglaterra

Ou

GlaxoSmithKline Pharmaceuticals S.A.
189 Grunwaldzka Street, 60-322, Poznan, Polônia

Registrado e Importado por:

GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8464 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10

Venda proibida ao comércio.

Uso sob prescrição médica.

Atenção: o uso incorreto causa resistência do HIV e
falha no tratamento.

Biovir, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

Compartilhe esta página!

Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Autor
    Posts
  • #1867
    Anônimo
    Convidado

    Biovir Bula

    Compartilhe suas experiências sobre este medicamento com outros usuários.
      • Utilizou este Remédio para?
      • Efeitos colaterais.
      • Resultados.
      • Indicações, sugestões e dicas!
    Acessar a Bula do medicamento.
    Biovir Bula Completa extraída da Anvisa
Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Você deve fazer login para responder a este tópico.
Scroll to top