Fluoxetin Bula

Fluoxetin

Como Fluoxetin funciona?

Fluoxetin aumenta os níveis de serotonina no cérebro, resultando
em melhora dos sintomas da depressão, associada ou não à ansiedade,
da bulimia nervosa, do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e do
transtorno disfórico pré-menstrual.

A resposta terapêutica de Fluoxetin é observada algumas semanas
após o início do tratamento.

No entanto, se o paciente não apresentar melhora dos sintomas, o
médico deverá avaliar e reajustar a dose utilizada.

Fluoxetin é bem absorvido após administração oral. Concentrações
plasmáticas máximas são alcançadas dentro de 6 a 8 horas.

Contraindicação do Fluoxetin

Fluoxetin não deve ser usado por pacientes alérgicos à
fluoxetina ou a qualquer um dos seus excipientes.

Fluoxetin não deve ser administrado a pacientes que estão
utilizando inibidores da monoaminoxidase (IMAO), reversíveis ou
não, como por exemplo, o sulfato de tranilcipromina (puro ou em
associação) e a moclobemida.

Nesse caso, o paciente deverá esperar no mínimo 14 dias após a
suspensão do tratamento com IMAO para iniciar o tratamento com
Fluoxetin.

O paciente deverá deixar um intervalo de pelo menos 5 semanas
(ou talvez mais, dependendo da avaliação médica, especialmente se
Fluoxetin foi prescrito para o tratamento crônico e/ou em altas
doses) após a suspensão do tratamento com Fluoxetin, e o início de
tratamento com um IMAO ou tioridazina. O uso combinado de
fluoxetina com um IMAO pode causar eventos adversos graves, podendo
ser fatal.

Categoria C de risco na gravidez

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para menores de 18
anos.

Este medicamento contém lactose.

Como usar o Fluoxetin

Fluoxetin deve ser administrado por via oral e pode ser tomado
independente das refeições.

Posologia

Depressão:

A dose recomendada é de 20 mg/dia.

Bulimia Nervosa:

A dose recomendada é de 60 mg/dia.

Transtorno Obsessivo-Compulsivo:

A dose recomendada é de 20 mg/dia a 60 mg/dia.

Transtorno Disfórico Pré-menstrual:

A dose recomendada é de 20 mg/dia administrada continuamente
(durante todos os dias do ciclo menstrual) ou intermitentemente
(isto é, uso diário, com início 14 dias antes do começo previsto da
menstruação até o primeiro dia do fluxo menstrual). A dose deverá
ser repetida a cada novo ciclo menstrual.

Doenças e/ou Terapias Concomitantes:

Deve ser considerada uma dose mais baixa ou menos frequente em
pacientes com comprometimento do fígado, doenças concomitantes ou
naqueles que estejam tomando vários medicamentos.

A dose recomendada pode ser aumentada ou diminuída. Doses acima
de 80 mg/dia não foram sistematicamente avaliadas. Não há dados que
demonstrem a necessidade de doses alternativas tendo como base
somente a idade do paciente.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado.

O que devo fazer quando me esquecer de
usar Fluoxetin?

Caso o paciente deixe de tomar uma dose, deverá tomá-la assim
que possível.

Não tomar mais que a quantidade de Fluoxetin recomendada
pelo médico para período de 24 horas.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Fluoxetin

A possibilidade de uma tentativa de suicídio é característica de
um quadro depressivo e de outras desordens psiquiátricas. Assim
como outros antidepressivos, com atividade farmacológica
semelhante, casos isolados de ideação e comportamentos suicidas
foram relatados durante o tratamento com fluoxetina, ou logo após a
interrupção do tratamento.

Embora não tenha sido estabelecida uma relação causal exclusiva
para fluoxetina em induzir a tais comportamentos, uma avaliação em
conjunto de vários antidepressivos (incluindo fluoxetina) indica um
aumento de risco potencial para ideias e comportamentos suicidas em
pacientes pediátricos e adultos jovens (lt; 25 anos), em comparação
ao placebo. O médico deve ser consultado imediatamente caso o
paciente, independente da sua idade, relatar quaisquer pensamentos
suicidas em qualquer fase do tratamento; o médico deve orientar os
pacientes a relatar a qualquer momento aflições ou sentimentos
diferentes observados durante o tratamento.

Fluoxetin deve ser utilizado com precaução em pacientes com
condições clínicas que predispõem a arritmias (alteração dos
batimentos cardíacos) ou exposição aumentada à fluoxetina (por
exemplo, mau funcionamento do fígado).

Erupção de pele, reações de hipersensibilidade imediata e
sistêmica (reações anafilactoides) e reações sistêmicas
progressivas, algumas vezes graves e envolvendo pele, fígado, rins
ou pulmões, foram relatadas por pacientes tratados com fluoxetina.
Após o aparecimento de erupção cutânea ou de outra reação alérgica
para a qual uma causa não pode ser identificada, Fluoxetin deverá
ser suspenso.

Assim como com outros medicamentos usados no tratamento da
depressão, Fluoxetin deve ser administrado com cuidado a pacientes
com históricode convulsões.

Foram relatados casos de hiponatremia ( baixa concentração de
sódio no sangue) em pacientes tratados com fluoxetina. A maioria
desses casos ocorreu em pacientes idosos e em pacientes que estavam
tomando diuréticos (medicamentos que facilitam a eliminação de
urina) ou com diminuição da quantidade de líquidos no
organismo.

Em pacientes com diabetes, ocorreu hipoglicemia (baixa taxa de
açúcar no sangue) durante a terapia com fluoxetina, e hiperglicemia
(alta taxa de açúcar no sangue) após a suspensão do medicamento.
Portanto, a dose de insulina e/ou hipoglicemiante oral deve ser
ajustada quando o tratamento com Fluoxetin for estabelecido e após
a sua suspensão.

Fluoxetin deve ser utilizado com cuidado em pacientes com
pressão intraocular elevada ou naqueles que tenham risco de
glaucoma de ângulo estreito agudo (doença caracterizada pelo
aumento da pressão intraocular que causa intensa dor nos olhos e
perda repentina da visão).

O desenvolvimento de uma síndrome potencialmente fatal foi
relatado com o uso de fluoxetina sozinha ou em conjunto com outros
medicamentos da classe serotoninérgica (incluindo triptanos) e com
medicamentos que prejudicam o metabolismo da serotonina (em
particular, inibidores da monoaminoxidase).

Os sintomas desta síndrome podem incluir alterações do estado
mental (por exemplo, agitação, alucinações, delirium e coma),
instabilidade autonômica [por exemplo, taquicardia (batimentos
cardíacos acelerados), pressão arterial instável, tontura, sudorese
(suor em excesso), rubor (vermelhidão da pele), hipertermia
(febre)], sintomas neuromusculares [por exemplo, tremor, rigidez,
mioclonia (movimentos involuntários muito bruscos dos braços e
pernas durante o sono), hiperreflexia (reações de reflexo
exageradas), falta de coordenação], convulsões (contração
involuntária e intensa dos músculos) e/ou sintomas
gastrointestinais [por exemplo, náusea (vontade de vomitar),
vômito, diarreia].

O uso concomitante de fluoxetina com inibidores da
monoaminoxidase com o propósito a tratar distúrbios psiquiátricos é
contraindicada. Fluoxetin também não deve ser iniciado em paciente
sendo tratado com inibidores da monoaminoxidase tais como
linezolida ou azul de metileno por via venosa. Fluoxetin deve ser
interrompido antes de iniciar o tratamento com um inibidor da
monoaminoxidase.

Se o tratamento concomitante de Fluoxetin com uma outra droga
serotoninérgica, ou seja, triptanos, antidepressivos tricíclicos,
fentanil, lítio, tramadol, buspirona, triptofano e Erva de São
João, for clinicamente indicado, aconselha-se a observação
cuidadosa do paciente, particularmente durante o início do
tratamento e no aumento da dose.

Interações medicamentosas

Fluoxetin deve ser administrado com cuidado em pacientes
que estejam tomando os seguintes medicamentos:

  • Drogas que se ligam às proteínas do plasma.
  • Ácido acetilsalicílico.
  • Anti-inflamatórios não estereoidais.

Peça ao seu médico informações mais detalhadas sobre
essa classe de

 

medicamentos.

Medicamentos que são metabolizados por um subgrupo
específico de enzimas produzidas pelo fígado:

Sistema P4502D6.

Peça ao seu médico informações mais detalhadas sobre
essa classe de medicamentos.

Medicamentos que agem no sistema nervoso central, tais
como:

Fenitoína, carbamazepina, haloperidol, clozapina, diazepam,
alprazolam, lítio, imipramina e desipramina.

Efeitos anticoagulantes alterados (valores de laboratório e/ou
sinais clínicos e sintomas), incluindo sangramento, sem um padrão
consistente, foram reportados com pouca frequência quando Fluoxetin
e a varfarina foram coadministrados. Portanto, os pacientes em
tratamento com varfarina devem ser cuidadosamente monitorados
quanto à coagulação quando se inicia ou interrompe o tratamento com
Fluoxetin.

Houve raros relatos de convulsões prolongadas em pacientes
usando fluoxetina juntamente com tratamento eletroconvulsivo.

Em testes formais, Fluoxetin não aumentou os níveis de álcool no
sangue ou intensificou os efeitos do álcool.

Entretanto, a combinação de Fluoxetin e álcool não é
aconselhável.

A fluoxetina pode ser administrada com alimentos sem que
interações ocorram.

A Erva de São João, também conhecida como Hypericum
perforatum
, pode interagir com Fluoxetin, aumentando os
efeitos adversos como a síndrome serotoninérgica (quadro
caracterizado por alterações no estado mental e na atividade
neuromuscular em combinação com disfunção do sistema nervoso
autônomo).

Não há estudos que relatem a possibilidade de interação entre
Fluoxetin e nicotina.

Não há estudos em humanos a respeito da interação entre
Fluoxetin e exames laboratoriais e não laboratoriais.

Informe ao médico o aparecimento de reações
indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o
conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

Reações Adversas do Fluoxetin

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes
que utilizam este medicamento)

Diarreia, náusea (vontade de vomitar), fadiga (cansaço)
[incluindo astenia (perda ou diminuição da força muscular)], dor de
cabeça e insônia (incluindo despertar cedo, insônia inicial,
insônia de manutenção do sono), síndrome gripal (doença aguda com
sintomas de febre, tosse ou dor de garganta, na ausência de outros
diagnósticos), faringite (inflamação da faringe) e sinusite
(inflamação dos seios da face).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

Palpitações (sensação do batimento cardíaco com mais força e/ou
mais rápido que o normal), visão turva, boca seca, dispepsia
(indisposição gastrointestinal), vômitos, calafrios, sensação de
agitação, diminuição de peso, prolongamento do intervalo QT
(prolongamento do período de condução elétrica no coração, o que
pode ser causa de alterações do batimento cardíaco), diminuição do
apetite [incluindo anorexia (falta de apetite)], distúrbio de
atenção, vertigem (falsa sensação de movimentos), disgeusia
(alteração do paladar), letargia (sensação de lentidão de
movimentos e raciocínio), sonolência (incluindo hipersonia e
sedação), tremor, sonhos anormais (incluindo pesadelos), ansiedade,
diminuição da libido [incluindo perda da libido (desejo sexual)],
nervosismo, inquietação, distúrbio do sono, tensão, micções (ato de
urinar) frequentes [incluindo polaciúria (ato de urinar com maior
frequência)], distúrbios da ejaculação, sangramentos ginecológicos,
disfunção erétil (dificuldade de obtenção e/ou manutenção da ereção
do pênis), bocejo, hiperidrose (suor em excesso), prurido
(coceira), erupções da pele, urticária (erupções da pele com
coceira) , rubor (vermelhidão da pele) [incluindo fogachos
(sensação de calor pelo corpo)] e labilidade emocional
(instabilidade emocional).

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

Midríase (dilatação da pupila dos olhos), disfagia (dificuldade
para engolir), sensação de anormalidade, sensação de frio, sensação
de calor, mal-estar, contusão, contração muscular,
hiperatividade  sicomotora [incluindo acatisia (incapacidade
de ficar parado) ataxia (falta de coordenação dos movimentos),
distúrbios do equilíbrio, bruxismo (ranger de dentes), discinesia
(movimentos involuntários), mioclonia (movimentos
involuntários muito bruscos dos braços e pernas durante o sono),
despersonalização, humor elevado, humor eufórico, alteração do
orgasmo [incluindo anorgasmia (incapacidade de ter orgasmo)],
pensamento anormal, disúria (dificuldade ou dor para urinar),
alopecia (perda de cabelos), suor frio, tendência aumentada para
contusão, hipotensão (diminuição da pressão sanguínea), epistaxe
(sangramento pelo nariz), gastroenterite (inflamação aguda que
compromete os órgãos do sistema gastrointestinal), hipertonia
(tensão excessiva dos músculos, artérias ou outro tecido do
organismo), aumento da libido (aumento do desejo sexual), reação
paranoica (desconfiança ou suspeita altamente exagerada ou
injustificada), arritmia (irregularidade dos batimentos cardíacos),
tontura (alteração do equilíbrio corporal), constipação (intestino
preso), flatulência (gases) e febre (aumento da temperatura
corporal).

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

Dor no esôfago, reação anafilática (reação alérgica grave
generalizada), doença do soro, síndrome buco-glossal (problemas no
sistema nervoso que atingem a boca – especialmente a língua),
convulsão (contração involuntária e intensa dos músculos),
hipomania (afeto exaltado, irritado, sem alterações dos sentidos),
mania (crise de euforia), angioedema (coceira seguida de inchaço
nas camadas mais profundas da pele), quimose (mancha roxa na pele
devido à presença de sangue no tecido), reação de
fotossensibilidade (reação da pele por sensibilidade à luz),
vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos) e vasodilatação
(aumento do diâmetro dos vasos sanguíneos), edema de laringe
(inchaço da laringe), petéquias (pequenos pontos vermelhos na pele
ou mucosas, causados por pequena hemorragia de vasos sanguíneos),
púrpura (manchas e placas de cor roxa na pele, órgãos e mucosas) e
síndrome abdominal aguda (dor no abdome, de aparecimento
relativamente rápido, e que pode afetar em maior ou menor
intensidade o organismo como um todo).

Não relatados

Distúrbios na micção (ato de urinar).

Relatos pós-comercialização

Secreção inapropriada do hormônio antidiurético, hepatite
idiossincrática (inflamação do fígado) muito rara, síndrome
serotoninérgica (quadro caracterizado por alteração no estado
mental, na atividade  euromuscular e sistema nervoso
autônomo), priapismo (ereção do pênis prolongada ou dolorida),
eritema multiforme (lesões avermelhadas na pele), comprometimento
da memória, disfunção sexual (ocasionalmente persistindo após a
descontinuação do uso), sangramento gastrointestinal [incluindo
hemorragia (sangramento excessivo) das varizes localizadas no
esôfago, sangramento gengival e da boca, hematêmese (vômito de
sangue), hematoquezia (eliminação de sangue através do reto),
hematomas (intraabdominal e peritoneal), hemorragia (anal,
esofágica, gástrica, gastrointestinal superior e inferior,
hemorroidal, peritoneal e retal), diarreia hemorrágica e
enterocolites (inflamação do intestino delgado e do cólon),
diverticulite (inflamação de bolsas circulares que se desenvolvem
na parede do intestino)
hemorrágica, gastrite hemorrágica, melena (fezes pretas) e úlcera
hemorrágica (esofágica, gástrica e duodenal)], galactorreia (saída
de leite pelas mamas), hiperprolactinemia (produção excessiva de
hormônio prolactina), anemia aplástica (doença em que ocorre a
diminuição da produção de todas as células produzidas pela medula
óssea), fibrilação atrial (frequência cardíaca irregular), catarata
(embaçamento da membrana que fica no olho), acidente vascular
cerebral (derrame cerebral), icterícia colestática (amarelamento
dos fluidos e tecidos do organismo devido à alteração da produção
de uma substância chamada bilirrubina), pneumonia eosinofílica
[acúmulo de um tipo de glóbulo branco (eosinófilo) no pulmão],
ginecomastia (aumento das mamas em homens), parada cardíaca (parada
dos batimentos do coração), neurite óptica (inflamação do nervo
óptico), pancreatite (inflamação do pâncreas), embolia pulmonar
(entupimento de um vaso no pulmão), hipertensão pulmonar (aumento
da pressão nas artérias dos pulmões), síndrome de Stevens-Johnson
(tipo grave de inflamação da pele desencadeada por uma reação
alérgica), trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas no
sangue), púrpura trombocitopênica (destruição das plaquetas no
sangue) e comportamento violento.

Sintomas de descontinuação

Sintomas de descontinuação foram reportados quando o tratamento
com Fluoxetin foi interrompido. A interrupção abrupta do tratamento
deve ser evitada. Procure orientação do seu médico para suspensão
do tratamento. Os sintomas mais comuns reportados incluem tontura,
alterações do sono, distúrbios sensoriais/parestesia (adormecimento
ou formigamento de partes do corpo), ansiedade, agitação, astenia
(perda ou
diminuição da força física), confusão, dor de cabeça e
irritabilidade.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.

Informe também a empresa sobre o aparecimento de reações
indesejáveis e problemas com este medicamento, entrando em contato
através do Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC).

População Especial do Fluoxetin

Gravidez e lactação

Categoria C de risco na gravidez.

O uso de Fluoxetin deve ser considerado durante a gravidez
somente se os benefícios do tratamento justificarem o risco
potencial para o feto, tendo em conta os riscos do não tratamento
da depressão.

Deve-se ter cuidado no final da gravidez, pois foram relatados,
raramente, sintomas transitórios de retirada [exemplos: tremores
transitórios, dificuldade na amamentação, taquipneia (respiração
rápida) e irritabilidade] em recém-nascidos cujas mães fizeram uso
de fluoxetina próximo ao término da gravidez.

Fluoxetin é excretado no leite humano. Portanto, deve-se ter
cuidado quando este medicamento for administrado a mulheres que
estejam amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Pacientes idosos

Não foram observadas diferenças na segurança e eficácia de
fluoxetina entre pacientes idosos e jovens. Outros relatos de
experiências clínicas não identificaram diferenças nas respostas de
pacientes jovens ou idosos, mas uma sensibilidade maior de alguns
indivíduos idosos não pode ser excluída.

Crianças

O uso de Fluoxetin em crianças menores de 7 anos não foi
estudado. O uso deste medicamento nesta população específica deve
ocorrer sob supervisão médica.

Dirigir ou operar máquinas

Fluoxetin pode interferir na capacidade de julgamento,
pensamento e ação. Portanto, durante o tratamento, o paciente não
deve dirigir veículos ou operar máquinas, até que tenha certeza de
que seu desempenho não foi afetado.

Composição do Fluoxetin

Cada cápsula dura contém:

Cloridrato de fluoxetina

22,360 mg *

Excipientes q.s.p

1 cápsula dura

*Equivalente a 20 mg de fluoxetina.

Excipientes:

lactose, amido, estearato de magnésio, dióxido de silício
coloidal.

Superdosagem do Fluoxetin

Os casos de superdose de Fluoxetin isolado geralmente têm uma
evolução favorável. Os sintomas de superdose incluem náusea,
vômito, convulsões, disfunção cardiovascular variando desde
arritmias assintomáticas (alteração dos batimentos cardíacos sem
sintomas) ou indicativo de alterações no eletrocardiograma
(incluindo muitos casos raros de Torsade de Pointes), disfunção
pulmonar e sinais de alteração do sistema nervoso
central (variando de excitação ao coma).

Os relatos de morte por superdose de Fluoxetin isolado têm sido
extremamente raros. No caso de superdose com Fluoxetin verifique as
condições do paciente quanto à respiração e batimentos cardíacos e
o encaminhe rapidamente a um local de atendimento médico. Nenhum
antídoto é conhecido. Diurese (eliminação de urina) forçada,
hemoperfusão e transfusão sanguínea não são indicados. No caso de
overdose, considere a possibilidade de que tenha sido usada outra
droga ou medicamento simultaneamente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Em caso de intoxicação ligue para 0800
722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como
proceder.

Interação Medicamentosa do Fluoxetin

Drogas metabolizadas pelo citocromo P4502D6

Devido ao potencial de Cloridrato de Fluoxetina (substância
ativa) em inibir a isoenzima do citocromo P4502D6, o tratamento com
drogas predominantemente metabolizadas pelo sistema CYP2D6 e que
tenham um índice terapêutico estreito deve ser iniciado com o
limite mais baixo de dose, caso o paciente esteja recebendo
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) concomitantemente ou
tenha recebido nas cinco semanas anteriores. Se Cloridrato de
Fluoxetina (substância ativa) for adicionado ao tratamento de um
paciente que já esteja recebendo uma droga metabolizada pelo
CYP2D6, a necessidade de diminuição da dose da medicação original
deve ser considerada.

Drogas com ação no sistema nervoso central

Foram observadas alterações nos níveis sanguíneos de fenitoína,
carbamazepina, haloperidol, clozapina, diazepam, alprazolam, lítio,
imipramina e desipramina e, em alguns casos, manifestações clínicas
de toxicidade. Deve ser considerado o uso de esquemas conservadores
de titulação de drogas concomitantes e monitoração do estado
clínico. O uso concomitante de outras drogas com atividade
serotoninérgica (exemplo: inibidores seletivos da recaptação da
serotonina, inibidores seletivos da recaptação da noradrenalina,
triptanos ou tramadol) podem resultar numa síndrome
serotoninérgica.

Ligação às proteínas do plasma

Devido ao fato de o Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa)
estar firmemente ligada às proteínas do plasma, a administração de
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) a um paciente que
esteja tomando outra droga que seja firmemente ligada à proteína
pode causar uma mudança nas concentrações plasmáticas da mesma.

Varfarina

Efeitos anticoagulantes alterados (valores de laboratório e/ou
sinais clínicos e sintomas), incluindo sangramento, sem um padrão
consistente, foram reportados com pouca frequência quando
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) e varfarina foram
coadministrados. Com a mesma prudência do uso concomitante de
varfarina com muitas outras drogas, os pacientes em tratamento com
varfarina devem ser cuidadosamente monitorados quanto à coagulação
quando se inicia ou interrompe o tratamento com Cloridrato de
Fluoxetina (substância ativa).

Tratamento eletroconvulsivo

Houve raros relatos de convulsões prolongadas em pacientes
usando Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) e que receberam
tratamento eletroconvulsivo.

Meia-vida de eliminação

Devido ao fato do Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) e
do seu principal metabólito, a norfluoxetina (substância ativa),
possuírem uma longa meia-vida de eliminação, a administração de
drogas que interajam com essas substâncias pode produzir
consequências ao paciente após a interrupção do tratamento com
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa).

Tioridazina

Devido ao risco de arritmias ventriculares graves e de morte
súbita, potencialmente associada com uma elevação dos níveis de
tioridazina, não deve ser realizada a administração concomitante de
tioridazina com Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) ou,
deve-se aguardar no mínimo 5 semanas após o término do tratamento
com Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) para se administrar
a tioridazina.

Drogas que interferem na homeostase (anti-inflamatórios
não esteroidais – AINEs, ácido acetilsalicílico, varfarina,
etc.)

A liberação de serotonina pelas plaquetas desempenha um papel
importante na homeostase. Estudos epidemiológicos, caso-controle e
coorte têm demonstrado uma associação entre o uso de drogas
psicotrópicas (que interferem na recaptação da serotonina) e a
ocorrência de aumento de sangramento gastrointestinal, que também
tem sido demonstrado durante o uso concomitante de uma droga
psicotrópica com um AINE ou ácido acetilsalicílico. Portanto, os
pacientes devem ser advertidos sobre o uso concomitante destas
drogas com Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa).

Álcool

Em testes formais, Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa)
não aumentou os níveis de álcool no sangue ou intensificou os
efeitos do álcool. Entretanto, a combinação do tratamento de
inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) e álcool
não é aconselhável.

Ervas medicinais

Assim como outros ISRS, Hypericum perforatum pode
interagir com Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa),
aumentando os efeitos adversos, como a síndrome
serotoninérgica.

Nicotina

Não há estudos que relatam a possibilidade de interação entre
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) e nicotina.

Exames laboratoriais e não laboratoriais

Não há estudos em humanos a respeito desta interação.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Prozac.

Interação Alimentícia do Fluoxetin

Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) pode ser
administrado com alimentos sem que interações medicamentosas
ocorram.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Prozac.

Ação da Substância Fluoxetin

Resultados de Eficácia


Depressão

Doses diárias

A eficácia de Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) para o
tratamento de pacientes com depressão (gt; 18 anos) foi comprovada
em estudos clínicos placebo-controlados de 5 e 6 semanas.
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) mostrou ser
significantemente mais eficaz que o placebo conforme mensurado pela
Escala de Depressão de Hamilton (HAM-D). Cloridrato de Fluoxetina
(substância ativa) também foi significantemente mais eficaz que o
placebo na sub-pontuação da HAM-D para humor deprimido, distúrbio
do sono e sub-fator de ansiedade. Dois estudos clínicos controlados
de 6 semanas (n=671, randomizados), comparando Cloridrato de
Fluoxetina (substância ativa) 20 mg e placebo, mostraram que
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 20 mg em doses diárias
é eficaz no tratamento de pacientes idosos (gt; 60 anos de
idade) com depressão. Nesses estudos, Cloridrato de Fluoxetina
(substância ativa) produziu uma taxa de resposta e de remissão
significativamente mais altas, definidas respectivamente, por uma
diminuição de 50% na pontuação da HAM-D e uma pontuação total de
avaliação na HAM-D lt; 8. Cloridrato de Fluoxetina (substância
ativa) foi bem tolerado e a taxa de interrupção do tratamento
devido a eventos adversos não foi diferente entre Cloridrato de
Fluoxetina (substância ativa) (12%) e o placebo (9%).

Um estudo foi conduzido envolvendo pacientes ambulatoriais
deprimidos que responderam ao final de uma fase inicial de
tratamento aberto de 12 semanas com Cloridrato de Fluoxetina
(substância ativa) 20 mg/dia (pontuação modificada da HAMD-17 lt; 7
durante cada uma das 3 últimas semanas de tratamento aberto e
ausência de depressão pelos critérios da DSM-III-R). Estes
pacientes (n=298) foram randomizados para continuarem no estudo
duplo-cego com Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 20
mg/dia ou com placebo. Em 38 semanas (50 semanas totais), uma taxa
de recaída estatisticamente mais baixa (definida como sintomas
suficientes para atender a um diagnóstico de depressão por 2
semanas ou pontuação modificada da HAMD-17 gt; 14 por 3 semanas)
foi observada em pacientes tomando Cloridrato de Fluoxetina
(substância ativa) comparada àqueles usando placebo.

Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

A eficácia de Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) para o
tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) foi demonstrada
em dois grupos de estudo paralelos, multicêntricos, de 13 semanas
(Estudos 1 e 2), com pacientes adultos ambulatoriais que receberam
doses fixas de Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) de 20,
40 ou 60 mg/dia (uma vez ao dia, pela manhã) ou placebo. Os
pacientes em ambos os estudos tinham TOC moderado a grave
(DSM-III-R), com taxas iniciais médias na Escala
Obsessiva-Compulsiva Yale-Brown (YBOCS, pontuação total) variando
de 22 a 26. No Estudo 1, pacientes recebendo Cloridrato de
Fluoxetina (substância ativa) apresentaram reduções médias de
aproximadamente 4 a 6 unidades na pontuação total da YBOCS,
comparado com uma redução de 1 unidade para os pacientes tratados
com placebo. No Estudo 2, pacientes recebendo Cloridrato de
Fluoxetina (substância ativa) apresentaram reduções médias de
aproximadamente 4 a 9 unidades na pontuação total da YBOCS,
comparado a uma redução de 1 unidade para os pacientes com placebo.
Apesar de não ter havido indicação de relação dose-resposta para a
eficácia no Estudo 1, esta relação foi observada no Estudo 2, com
respostas numericamente melhores nos dois grupos de dose mais
alta.

Bulimia Nervosa

A eficácia de Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) para o
tratamento de bulimia foi demonstrada em dois estudos de 8 semanas
e um estudo de 16 semanas, multicêntricos, paralelos, em pacientes
adultos que atendiam ao critério de bulimia na escala DSM-III-R. Os
pacientes dos estudos de 8 semanas receberam 20 ou 60 mg/dia de
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) ou placebo pela manhã.
Os pacientes do estudo de 16 semanas receberam uma dose fixa de 60
mg/dia de Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) ou placebo.
Os pacientes nesses três estudos tinham bulimia de moderada a
grave, com frequências medianas de episódios de compulsão alimentar
e vômito, variando de 7 a 10 e de 5 a 9 por semana,
respectivamente. Nesses três estudos, Cloridrato de Fluoxetina
(substância ativa) 60 mg, mas não a dose de 20 mg, foi
estatisticamente superior ao placebo, reduzindo o número de
episódios de compulsão alimentar e vômito por semana. O efeito
estatisticamente superior de 60 mg versus placebo foi
observado logo na Semana 1 e persistiu durante cada estudo. A
redução nos episódios bulímicos relacionada ao Cloridrato de
Fluoxetina (substância ativa) pareceu ser independente da depressão
inicial, conforme avaliada pela escala de Depressão de Hamilton. Em
um desses três estudos, o efeito do tratamento, conforme medido
pelas diferenças entre Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa)
60 mg e placebo, na redução mediana do valor basal na frequência
dos comportamentos bulímicos no final do estudo, variou entre 1 a 2
episódios por semana para compulsão alimentar e de 2 a 4 episódios
por semana para vômito.

O tamanho do efeito foi relacionado à frequência inicial, com
reduções maiores vistas em pacientes com frequências iniciais mais
altas. Embora alguns pacientes tenham deixado de apresentar
episódios de compulsão alimentar e comportamentos purgativos como
um resultado de tratamento, para a maioria, o benefício foi uma
redução parcial na frequência dos episódios de compulsão alimentar
e comportamentos purgativos.

Em um estudo no longo prazo, 150 pacientes reunindo os critérios
(DSM-IV) para bulimia nervosa, subtipo purgativo, que tiveram
resposta na fase do tratamento agudo, simples-cego, de 8 semanas
com Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 60 mg/dia, foram
randomizados para seguir em outro estudo, sendo este duplo-cego,
com administração de Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 60
mg/dia ou placebo, e houve remissão em até 52 semanas. A resposta
durante a fase simples-cega foi definida pelo alcance de pelo menos
uma diminuição de 50% na frequência de vômito, quando comparada à
inicial. A remissão durante a fase duplo-cega foi definida como um
retorno persistente da frequência de vômito inicial ou julgamento
médico sobre a recidiva da doença. Os pacientes que continuaram
recebendo Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 60 mg/dia
apresentaram um tempo significativamente mais longo para remissão
durante as 52 semanas subsequentes comparando-se com aqueles que
receberam placebo.

Transtorno Disfórico Pré-menstrual (TDPM)

Os sintomas relacionados com TDPM incluem alterações do humor e
sintomas físicos. Nos estudos clínicos Cloridrato de Fluoxetina
(substância ativa) mostrou ser eficaz no alívio das alterações do
humor (tensão, irritabilidade e disforia) e dos sintomas físicos
(cefaleia, edema e mastalgia) relacionados ao TDPM.

A eficácia de Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) para o
tratamento do TDPM foi estabelecida em três estudos clínicos
placebo-controlados (um estudo de dose intermitente e dois estudos
de dose contínua). Em um estudo clínico de dose intermitente
descrito abaixo, as pacientes reuniram os critérios do Manual
Estatístico e de Diagnóstico, 4ª edição (DSM-IV), para TDPM. Nos
estudos clínicos de dose contínua descritos abaixo, as
pacientes reuniram os critérios do Manual Estatístico e de
Diagnóstico – 3ª edição revisada para o Transtorno Disfórico da
Fase Lútea Tardia (TDFLT), a entidade clínica agora referida como
TDPM no DSM-IV. Pacientes usando anticoncepcionais orais foram
excluídas desses estudos. Portanto, a eficácia de Cloridrato de
Fluoxetina (substância ativa) em combinação com anticoncepcionais
orais para o tratamento do TDPM é desconhecida.

Em um grupo de estudos duplo-cegos, paralelos, de dose
intermitente de 3 meses de duração, as pacientes (n=260,
randomizadas) foram tratadas com Cloridrato de Fluoxetina
(substância ativa) 10 mg/dia, Cloridrato de Fluoxetina (substância
ativa) 20 mg/dia ou placebo. Iniciou-se o tratamento com Cloridrato
de Fluoxetina (substância ativa) ou placebo 14 dias antes do início
previsto da menstruação e continuado até o 1º dia do fluxo
menstrual. A eficácia foi avaliada com o Relato Diário da Gravidade
dos Problemas (DRSP), um instrumento dependente da avaliação e
colaboração da paciente, que se espelha nos critérios de
diagnóstico para TDPM, conforme indicado no DSM-IV, e inclui
avaliações para humor, sintomas físicos e outros sintomas.
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 20 mg/dia mostrou ser
significantemente mais eficaz que o placebo, conforme mensurado
pela pontuação do DRSP. Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa)
10 mg/dia não mostrou ser significativamente mais eficaz que o
placebo nesse estudo. A média da pontuação total do DRSP diminuiu
38% para o Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 20 mg/dia,
35% para Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 10 mg/dia e
30% para o placebo.

No primeiro grupo de estudos duplo-cegos, paralelos, de dose
contínua de 6 meses de duração, envolvendo 320 pacientes, doses
fixas de Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 20 e 60 mg/dia
administradas diariamente durante o ciclo menstrual, mostraram ser
significativamente mais eficazes que o placebo, conforme mensurado
por uma pontuação total de Escala Visual Análoga (EVA) (incluindo
humor e sintomas físicos). A média da pontuação total da EVA
diminuiu 7% no tratamento com placebo, 36% no tratamento com
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 20 mg e 39% no
tratamento com Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 60 mg. A
diferença entre as doses de 20 e 60 mg não foi estatisticamente
significante.

No segundo estudo cruzado, duplo-cego, de dose contínua, as
pacientes (n=19) foram tratadas diariamente com Cloridrato de
Fluoxetina (substância ativa) 20 mg a 60 mg/dia (dose média=27
mg/dia) e placebo durante o ciclo menstrual por um período de 3
meses cada. Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) foi
significativamente mais eficaz que o placebo, conforme mensurado
pelas alterações do ciclo folicular à fase lútea na pontuação total
da EVA (humor, sintomas físicos e prejuízo social). A média da
pontuação total EVA (aumento da fase folicular à lútea) foi 3,8
vezes mais alta durante o tratamento com placebo do que aquela
observada durante o tratamento com Cloridrato de Fluoxetina
(substância ativa).

Em outro grupo de estudos duplo-cegos, paralelos, de dose
contínua, pacientes com TDFLT (n=42) foram tratadas diariamente com
Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) 20 mg/dia, bupropiona
300 mg/dia ou placebo por 2 meses. Nem Cloridrato de Fluoxetina
(substância ativa) e nem a bupropiona mostraram ser superiores ao
placebo em uma avaliação primária, isto é, a taxa de resposta.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Prozac.

Características Farmacológicas


Descrição

O Cloridrato de Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa)
(substância ativa) é o cloridrato de
(±)-N-metil-3-fenil-3-[(α,α,α-trifluorop-tolil)-oxi]propilamina,
com a fórmula molecular C17H18F3NO•HCl. Uma dose de 20 mg equivale
a 64,7 micromols de Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa).
Seu peso molecular é 345,79. É um pó cristalino branco a quase
branco, solúvel em água numa concentração de 14 mg/mL.

Propriedades farmacodinâmicas

O Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) é um inibidor
seletivo da recaptação da serotonina, sendo este seu suposto
mecanismo de ação. O Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa)
praticamente não possui afinidade com outros receptores tais como
α1, α2 e α-adrenérgicos, serotoninérgicos, dopaminérgicos,
histaminérgicos H1, muscarínicos e receptores do GABA. A etiologia
do transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é desconhecida, porém
esteroides endógenos envolvidos no ciclo menstrual parecem estar
relacionados com a atividade serotoninérgica neuronal.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção e distribuição

O Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) é bem absorvida
após administração oral. Concentrações plasmáticas máximas são
alcançadas dentro de 6 a 8 horas. O Cloridrato de Fluoxetina
(substância ativa) se liga firmemente às proteínas do plasma e se
distribui largamente. Concentrações plasmáticas estáveis são
alcançadas após doses contínuas durante várias semanas e, após
doses prolongadas, são similares às concentrações obtidas em 4 a 5
semanas.

Metabolismo e excreção

O Cloridrato de Fluoxetina (substância ativa) é extensivamente
metabolizada no fígado à norfluoxetina (substância ativa) e em
outros metabólitos não identificados, que são excretados na urina.
A meiavida de eliminação do Cloridrato de Fluoxetina (substância
ativa) é de 4 a 6 dias e a de seu metabólito ativo é de 4 a 16
dias.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Prozac.

Cuidados de Armazenamento do Fluoxetin

Fluoxetin deve armazenado em sua embalagem priginal e ser
conservado em temperatura ambiente (15 a 30º C), protegido da luz e
umidade.

O produto deve ser mantido dentro de sua embalagem original até
o momento do uso, a fim de protegê-lo da luz e da umidade.

O prazo de validade do produto é de 24 meses a partir da data de
fabricação impressa na embalagem.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Aspectos físicos / Características
organolépticas

Fluoxetin é apresentado na forma de cápsulas de gelatina de
corpo branco e tampa azul.

Antes de usar observe o aspecto do medicamento. Caso ele
esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Fluoxetin

Reg. MS Nº 1.0298.0197

Farm. Resp.:

Dr. José Carlos Módolo – CRF-SP N.º 10.446

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos
Ltda.

Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira-SP
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira

N.º do lote, data de fabricação e prazo de
validade:

Vide cartucho / rótulo

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente):

0800 701 19 18

Venda sob prescrição médica.

Fluoxetin, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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