Evra Bula

Evra

Como o Evra funciona?


Evra® é um contraceptivo hormonal em forma de adesivo
de material plástico, fino, na cor bege, que é aplicado sobre a
pele. A parte em contato direto com a pele contém os hormônios
norelgestromina e etinilestradiol que são absorvidos continuamente
através da pele até a corrente sanguínea. Evra® é
indicado para evitar a gravidez. Não protege contra a infecção
pelo vírus HIV (vírus da AIDS) ou outras doenças sexualmente
transmissíveis. Leia atentamente as instruções a seguir antes de
iniciar o tratamento.

Quando Evra® é usado corretamente como contraceptivo,
a chance de engravidar é de aproximadamente 1% (1 gravidez por 100
mulheres por ano de uso). A possibilidade de ocorrência de gravidez
aumenta com o uso incorreto.

Em mulheres com peso acima de 90 kg, Evra® pode ser
menos eficaz em evitar a gravidez. Assim, se seu peso estiver acima
de 90 kg discuta com seu médico qual método anticoncepcional é mais
adequado para você. A contracepção com Evra® inicia-se
no primeiro dia da menstruação.

Contraindicação do Evra

Algumas mulheres não devem usar Evra®.

Por exemplo, você não deve usar Evra® se
estiver grávida ou achar que está grávida ou se apresentar as
seguintes condições:

  • Histórico de ataque cardíaco (infarto do coração) ou derrame
    cerebral;
  • Coágulos nas pernas (trombose venosa), nos pulmões (embolia
    pulmonar) ou nos olhos;
  • Histórico de coágulos em veias profundas;
  • Diagnóstico ou suspeita de câncer de mama ou do útero, cérvice
    ou vagina, ou outro tipo de câncer dependente de estrogênios ;
  • Sangramento vaginal não esclarecido;
  • Hepatite (inflamação do fígado) ou icterícia durante a gravidez
    ou durante uso prévio de contraceptivos hormonais;
  • Insuficiência hepática e doença hepatocelular aguda ou crônica
    com função hepática anormal;
  • Tumor hepático (benigno ou canceroso);
  • Gravidez suspeita ou confirmada;
  • Hipertensão arterial (pressão alta) com níveis persistentes de
    pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou pressão diastólica ≥ 100
    mmHg;
  • Diabetes com complicações nos rins, olhos, nervos ou vasos
    sanguíneos;
  • Enxaquecas (dores de cabeça) com sintomas neurológicos;
  • Uso concomitante de anticoncepcionais orais;
  • Doença das válvulas do coração com complicações;
  • Necessidade de período prolongado de repouso no leito após
    cirurgia de grande porte;
  • Reação alérgica a qualquer componente da fórmula de
    Evra®;
  • Pacientes que recebem combinações de medicamentos com
    paritaprevir/ritonavir, ombitasvir, e/ou dasabuvir;
  • Pacientes pós-menopausadas/pacientes idosas.

Como usar o Evra

Evra® é um medicamento de uso tópico.

Para atingir uma eficácia de contracepção máxima,
Evra® deve ser utilizado exatamente conforme
orientado.

Evra® deve ser aplicado na pele íntegra, limpa, seca,
em área sem pelos das nádegas, abdome, na face superior externa do
braço ou parte superior do dorso, em local onde não haverá fricção
por roupas justas. Evra® não deve ser colocado nas mamas
ou na pele vermelha, irritada ou com cortes. Cada adesivo
consecutivo de Evra® deve ser aplicado em um local
diferente da pele a fim de evitar potencial irritação, embora possa
permanecer na mesma região anatômica.

O adesivo de Evra® deve estar bem aderido a sua pele
para que sua ação seja efetiva. Verifique diariamente se o adesivo
está aderido de forma adequada.

Se as bordas do adesivo de Evra® estiverem
levantadas ou completamente descoladas e permanecerem assim, haverá
liberação insuficiente do medicamento.

Para evitar qualquer interferência com as propriedades adesivas
de Evra®, não se deve aplicar maquiagem, cremes, loções,
pós ou outros produtos tópicos na área onde o adesivo foi ou será
brevemente colocado.

Aplique o adesivo de Evra® imediatamente após a
remoção do envelope.

Apenas um adesivo deve ser usado de cada vez.

Este método anticoncepcional utiliza um ciclo de 28 dias (4
semanas). Você deve aplicar um novo adesivo a cada semana por 3
semanas (total de 21 dias), deixando a quarta semana sem adesivo. A
menstruação deve ocorrer nesta semana livre de adesivo.

Cada novo adesivo deve ser aplicado no mesmo dia da semana e
este dia será chamado de “Dia de Troca”. Por exemplo, se você
aplicar o primeiro adesivo em uma segunda-feira, todos os adesivos
devem ser aplicados na segunda-feira. Apenas um adesivo é usado de
cada vez.

Os adesivos de Evra® não devem ser cortados,
danificados ou alterados, de qualquer forma. Se o adesivo de
Evra® for cortado, danificado ou tiver seu tamanho
alterado, a eficácia do contraceptivo pode ser comprometida.

No dia de término da 4ª semana, outro ciclo de quatro semanas
deve ser iniciado com aplicação de um novo adesivo.

Se esta é a primeira vez que você usa Evra®, espere
até a próxima menstruação. O dia em que você aplicar o primeiro
adesivo será chamado de “Dia 1”. As próximas trocas do adesivo
deverão ocorrer sempre neste dia da semana (marque este dia em um
calendário para não esquecer).

Iniciando o uso de Evra®:

  • “Dia 1”:

    aplicar o primeiro adesivo durante as primeiras 24 horas do seu
    período menstrual.

  • O dia da semana em que você aplicar o adesivo será o “Dia 1”,
    sendo o “Dia de Troca” sempre neste mesmo dia da semana.

  1. Escolha um local do seu corpo para colocar o adesivo. Coloque o
    adesivo nas nádegas, abdome, parte superior externa do braço ou
    parte superior do dorso, em local onde não haja fricção por roupas
    justas. Nunca aplique o adesivo nas mamas. Para evitar irritação,
    aplique cada novo adesivo em um local diferente da sua pele. Para
    evitar qualquer interferência com as propriedades adesivas de
    Evra®, não aplique maquiagem, cremes, loções, pós ou
    outros produtos tópicos na área onde o adesivo foi ou será
    brevemente colocado.

  1. Abra o envelope, rasgando a parte superior e a lateral do
    envelope.

  1. Você verá que o adesivo é coberto por uma camada de plástico
    claro. É importante remover o adesivo e o plástico juntos do
    envelope. Usando a ponta dos dedos e dobrando a parte do envelope
    que está grudada, levante uma ponta do adesivo e retire o adesivo e
    o plástico da embalagem. Algumas vezes, o adesivo pode grudar no
    interior do envelope – tenha cuidado para não remover
    acidentalmente a camada clara quando você remover o adesivo.

  1. Segure o adesivo com o plástico protetor voltado para você.
    Dobre esta face protetora até que ela comece a se desgrudar do
    adesivo na linha cortada em ‘S’.

  1. Retire metade do plástico claro e tenha cuidado para não tocar
    na superfície aderente do adesivo.

  1. Aplique a parte aderente do adesivo na sua pele limpa e seca e
    depois remova a outra metade do plástico transparente. Pressione
    firmemente o adesivo com a palma da sua mão por aproximadamente dez
    segundos, certificando-se que as bordas do adesivo estejam bem
    aderidas. Verifique diariamente a adequada aderência das
    bordas.

  1. Use o adesivo durante 7 dias (uma semana). No “Dia de Troca”,
    “Dia 8”, remova o adesivo e aplique outro adesivo imediatamente em
    um local diferente da sua pele. O adesivo usado ainda contém
    princípios ativos e deve ser dobrado ao meio, aderido a si mesmo,
    antes de ser jogado no lixo.

  1. Aplicar um novo adesivo para a semana 2 (no “Dia 8”) e para a
    semana 3 (no “Dia 15”), no “Dia de Troca”. Para evitar irritação da
    pele, não aplicar o novo adesivo no mesmo local de sua pele.

  1. Não usar o adesivo na semana 4 (do “Dia 22” até o “Dia 28”). A
    menstruação deve ocorrer durante esta semana.

Inicie um novo ciclo de 4 semanas aplicando um novo adesivo no
“Dia de Troca” normal, ou seja, no dia seguinte ao “Dia 28”, não
importando quando sua menstruação comece ou termine.

Cada adesivo transdérmico de Evra® libera em média
203 mcg de norelgestromina e 33,9 mcg de etinilestradiol num
período de 24 horas.

Cada adesivo transdérmico de Evra® tem uma área de
superfície de 20 cm2 , e foi desenvolvido para prover a liberação
contínua de norelgestromina e de etinilestradiol na corrente
sanguínea, durante sete dias de uso.

Mudança do “Dia de Troca”

Se você quiser alterar o “Dia de Troca”, o ciclo atual deve ser
completado, removendo o terceiro adesivo no dia correto. Durante a
semana sem adesivo, um novo “Dia de Troca” deve ser selecionado
aplicando o primeiro adesivo do próximo ciclo no dia desejado.
Em nenhum caso deve haver mais de 7 dias consecutivos sem uso do
adesivo.

Mudança de contraceptivo oral para
Evra®

O tratamento com Evra® deve ser iniciado no primeiro
dia de sangramento por privação (sangramento menstrual). Se não
ocorrer sangramento dentro de 5 dias após a tomada do último
comprimido ativo (contendo hormônio), a possibilidade de gravidez
deve ser excluída antes de iniciar o tratamento com
Evra®. Se a terapia for iniciada após o primeiro dia de
sangramento por privação, um contraceptivo não hormonal deve ser
usado concomitantemente por 7 dias.

Se o intervalo após o último comprimido ativo for maior que 7
dias, há a possibilidade que você possa ter ovulado. Neste caso,
procure o médico antes de iniciar o tratamento com
Evra®. Se ocorreram relações sexuais durante este
período sem uso do adesivo, a possibilidade de você estar grávida
deve ser considerada.

Uso após o parto

Para as usuárias que decidem não amamentar, a terapia
contraceptiva com Evra® não deve ser iniciada antes de 4
semanas após o parto.

Uso após abortamento

Após abortamento ocorrido antes da 20ª semana de gestação,
Evra® pode ser iniciado imediatamente, não sendo
necessário adotar outro método contraceptivo adicional. A ovulação
pode ocorrer dentro de 10 dias após o abortamento sem o uso de um
contraceptivo hormonal.

Após abortamento ocorrido a partir da 20ª semana de gestação,
Evra® deve ser iniciado no 21º dia após o abortamento ou
no primeiro dia da primeira menstruação espontânea, o que ocorrer
primeiro. A incidência de ovulação no 21º dia pós-abortamento (na
20ª semana de gestação) é desconhecida.

Sangramento de escape ou
spotting

O tratamento deve ser mantido se houver sangramento de escape ou
“spotting” que ocorrer durante o uso de Evra®. Este tipo
de sangramento geralmente desaparece após os primeiros ciclos, mas,
se persistir, outra causa além do uso de Evra® deve ser
considerada. A incidência de sangramento de escape ou “spotting” é
clínica e estatisticamente comparável àquela observada com o uso de
contraceptivos hormonais orais combinados contendo de 20 a 40 mcg
de etinilestradiol.

Se não houver sangramento de privação (sangramento que deve
ocorrer durante a semana sem adesivo), o tratamento deve ser
continuado no próximo “Dia de Troca” programado. Se
Evra® foi usado corretamente, a ausência de sangramento
de privação não é, necessariamente, uma indicação de gravidez. No
entanto, esta possibilidade deve ser excluída se houver ausência de
sangramento de privação em 2 ciclos consecutivos.

Orientações gerais

Ao contrário dos contraceptivos orais, a liberação da dose por
via transdérmica não será afetada se ocorrer vômito ou
diarreia.

Se o uso do adesivo resultar em irritação desconfortável, um
novo adesivo pode ser aplicado em outro lugar até o próximo “Dia de
Troca”. Apenas um adesivo deve ser usado de cada vez.

Instruções para descarte dos adesivos

Após a remoção, o adesivo utilizado deve ser dobrado ao meio,
aderido a si mesmo, de forma que a face de liberação hormonal não
fique exposta, antes de ser descartado com segurança. Os adesivos
utilizados não devem ser descartados no vaso sanitário.

O que fazer se o adesivo descolar?

  • Se o adesivo estiver parcial ou totalmente solto: – Por menos
    de um dia, tente reaplicá-lo ou aplique um novo adesivo
    imediatamente. Não é necessário usar outro método anticoncepcional
    adicional. O “Dia de Troca” permanece o mesmo.
  • Por mais de um dia ou se você não tiver certeza de quanto
    tempo, Você pode não estar protegida contra a gravidez – Inicie um
    novo ciclo de 4 semanas imediatamente, aplicando um novo adesivo.
    Agora você terá um novo “Dia 1” e um novo “Dia de Troca”. Você deve
    usar outro método anticoncepcional adicional, como preservativo ou
    espermicida com diafragma durante a primeira semana deste novo
    ciclo.
  • Não tente reaplicar um adesivo se ele perdeu a aderência,
    aderiu a ele mesmo ou a outra superfície, tiver outro material
    aderido ou tiver se soltado ou caído antes. Não use fitas adesivas
    para manter o adesivo no lugar. Se não for possível reaplicar o
    adesivo, aplique um novo adesivo imediatamente.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico. Este medicamento não
deve ser cortado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Evra?


Se você se esquecer de mudar o seu adesivo:

No início de qualquer ciclo Semana 1 (“Dia
1”):

Se você esquecer de aplicar o adesivo depois dos 7 dias da
pausa, você pode não estar protegida contra a gravidez – você deve
usar outro método anticoncepcional adicional por uma semana como
preservativo ou diafragma com espermicida. Aplique o primeiro
adesivo de seu novo ciclo assim que se lembrar – Agora você tem um
novo “Dia de Troca” e um novo “Dia 1”.

No meio do ciclo

Semana 2 ou Semana 3:

Se você esquecer de trocar o adesivo por um ou dois dias aplique
um novo adesivo assim que se lembrar. Aplique o próximo adesivo do
“Dia de Troca” normal. Não é necessário usar outro método
anticoncepcional adicional.

Semana 2 ou Semana 3:

Se você esquecer de trocar o adesivo por mais de dois dias, você
pode não estar protegida contra a gravidez – inicie um
novo ciclo de 4 semanas assim que se lembrar, aplicando um novo
adesivo – Agora você tem um “Dia de Troca” diferente e um novo “Dia
1”. Você deve usar outro método anticoncepcional como preservativo
ou diafragma com espermicida durante a primeira semana do novo
ciclo.

Ao final do ciclo

Semana 4:

Se você esquecer de remover o adesivo, faça-o assim que se
lembrar. Inicie o próximo ciclo no “Dia de Troca” normal, o dia
seguinte ao 28º dia. Não é necessário usar outro método
anticoncepcional adicional.

Ao início do próximo ciclo

“Dia 1” (semana 1):

Se você esquecer de aplicar o adesivo depois dos 7 dias da
pausa, você pode não estar protegida contra a gravidez – aplique o
primeiro adesivo do novo ciclo assim que se lembrar – Agora você
tem um novo “Dia de Troca” e um novo “Dia 1”. Você deve usar outro
método anticoncepcional como preservativo ou diafragma com
espermicida durante a primeira semana do novo ciclo.

Você nunca deve ficar sem o adesivo por mais de 7
dias.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Evra

Informe seu médico se você for fumante, pois o risco de eventos
cardiovasculares graves (coágulos nas pernas ou no pulmão; derrame
cerebral) está aumentado em mulheres fumantes em uso de
contraceptivos hormonais, particularmente em mulheres com mais
de 35 anos e com o número de cigarros consumidos. Evra®
não deve ser utilizado se você tiver mais de 35 anos e for
fumante.

Informe seu médico se você estiver se recuperando de um parto ou
de um aborto ocorrido no terceiro trimestre da gestação, se estiver
amamentando ou se seu peso for igual ou superior a 90 kg.

Informe seu médico no caso de sangramento vaginal não
diagnosticado, persistente ou recorrente. Medidas apropriadas devem
ser adotadas para excluir malignidade.

Quando Evra® foi usado corretamente nos estudos
clínicos, a chance de engravidar foi menor que 1% no primeiro ano
de uso. A chance de engravidar aumenta com os erros de dosagem.

Informe seu médico se você apresenta ou já tiver
apresentado as seguintes condições:

  • Condições que aumentam o risco de desenvolvimento de
    complicações tromboembólicas venosas (coágulos nas veias), como a
    imobilização prolongada ou imobilização ortopédica, ou grandes
    cirurgias, obesidade, histórico familiar de doença tromboembólica
    (trombose e embolia por coágulos);
  • Fator de risco para doença arterial, como tabagismo,
    hiperlipidemia, pressão alta (valores persistentes da pressão
    arterial sistólica gt; 140 mmHg ou diastólica gt; 90 mmHg) ou
    obesidade; – nódulos nas mamas, doença fibrocística da mama, raio-X
    ou mamografia anormais;
  • Histórico de câncer de mama na família;
  • Diabetes;
  • Colesterol ou triglicérides elevados;
  • Enxaqueca (dores de cabeça) grave sem aura;
  • Depressão;
  • Doença da vesícula biliar, do fígado, do coração ou do
    rim;
  • Menstruações irregulares ou escassas;
  • Se estiver se recuperando de um parto ou de um aborto ocorrido
    no terceiro trimestre da gestação, se estiver amamentando;
  • Se estiver tomando qualquer medicamento com 
    aritaprevir/ritonavir, ombitasvir, e/ou dasabuvir.

Peso igual ou acima de 90 kg

Os estudos realizados com o adesivo sugerem que sua eficácia
pode estar reduzida em mulheres com peso igual ou acima de 90 kg em
comparação com mulheres com peso menor. Se o seu peso estiver igual
ou acima de 90 kg, converse com seu médico sobre qual o método
anticoncepcional mais adequado para você.

Doença tromboembólica e outras doenças
vasculares

Um risco aumentado de doenças tromboembólicas e trombóticas
(trombose e embolias por coágulos) que podem levar à incapacidade
permanente ou óbito foi associado ao uso de contraceptivos
hormonais e está bem estabelecido. O risco de doença tromboembólica
associado aos contraceptivos hormonais não está relacionado à
duração do uso e desaparece após a interrupção do contraceptivo
hormonal.

O risco pode ser maior se você reinicia o tratamento com
contraceptivo hormonal combinado (o mesmo medicamento ou um
medicamento diferente) após uma pausa de 4 semanas ou mais. Como
qualquer contraceptivo de combinação hormonal, seu médico deve
estar atento às primeiras manifestações de desordem tromboembólica
(tromboflebite, tromboembolismo venoso incluindo embolia pulmonar,
desordem cerebrovascular e trombose de retina). Caso ocorra alguma
destas manifestações, ou haja suspeita, Evra® deve ser
descontinuado imediatamente

Um aumento de 2 a 4 vezes no risco relativo de complicações
tromboembólicas pós-operatórias (coágulos nas veias) foi relatado
com o uso de contraceptivos hormonais. O risco relativo de trombose
venosa (coágulos nas veias) em usuárias com condições
predisponentes é duas vezes aquele para usuárias sem tais condições
médicas. Se possível, os contraceptivos hormonais devem ser
descontinuados pelo menos 4 semanas antes e duas semanas após uma
cirurgia eletiva de um tipo associado a aumento no risco de
tromboembolismo e durante e após imobilização prolongada. Uma vez
que o período imediato pós-parto ou pós-abortamento também está
associado a um risco aumentado de tromboembolismo (coágulos nas
veias).

O risco relativo de trombose arterial (isto é, acidente vascular
cerebral, infarto do miocárdio) é aumentado pela presença de outros
fatores predisponentes tais como tabagismo, hipertensão (pressão
alta), hipercolesterolemia (colesterol alto), obesidade, diabetes,
histórico de pré-eclâmpsia (pressão alta na gravidez) e idade
crescente. Os contraceptivos hormonais foram associados a estas
complicações vasculares graves. O risco de doença vascular pode ser
menos grave com formulações de contraceptivos hormonais contendo
doses menores de estrogênio e progestogênio, embora isto não tenha
sido estabelecido de forma conclusiva.

Por causa da sintomatologia vaga de muitos eventos
tromboembólicos, contraceptivos hormonais devem ser descontinuados
em casos de suspeita de trombose (coágulos nas veias) enquanto as
intervenções diagnósticas são realizadas.

Relatos de trombose de retina associados ao uso de
contraceptivos hormonais têm ocorrido. Os contraceptivos hormonais
devem ser descontinuados se houver perda inexplicada, parcial ou
completa da visão, início de proptose ou diplopia (visão dupla),
papiledema (edema da papila da retina) ou lesão vascular da retina.
Diagnóstico apropriado e medidas terapêuticas devem ser adotadas
imediatamente.

Hipertensão (Pressão alta)

Um aumento na pressão arterial (PA) foi relatado em algumas
usuárias utilizando contraceptivos hormonais. Os estudos indicam
que este aumento é mais provável em usuárias mais idosas e com uso
prolongado. Para muitas usuárias, a pressão arterial elevada
retornará ao normal após a interrupção do contraceptivo hormonal.
Não há diferença na ocorrência de hipertensão entre usuárias de
longo prazo e as não usuárias. A hipertensão deve estar controlada
antes da terapia com contraceptivos hormonais ser iniciada e esta
deve ser interrompida se ocorrer elevação significativa e
persistente da pressão arterial (gt; 160/100 mmHg sístole ou
gt; 100 mmHg diástole) e não for controlada. Em geral,
mulheres que desenvolvem hipertensão durante terapia contraceptiva
hormonal devem trocar para terapia não hormonal. Se outros métodos
contraceptivos não forem adequados, a terapia contraceptiva
hormonal pode ser continuada em combinação com terapia
anti-hipertensiva. Monitoramento regular da PA durante a terapia
contraceptiva hormonal é recomendado.

Doenças hepatobiliares (doença no fígado ou na vesícula
biliar)

Adenomas hepáticos benignos (tumores do fígado) estão associados
ao uso de contraceptivos hormonais combinados. Cálculos indiretos
estimaram o risco atribuível na faixa de 3,3 casos/100.000
usuárias, um risco que aumenta após 4 anos ou mais de uso,
especialmente com contraceptivos hormonais contendo 50 mcg ou mais
de estrogênio. A ruptura de adenomas hepáticos benignos pode causar
óbito por hemorragia intra-abdominal.

Estudos mostraram que as usuárias de contraceptivos hormonais
combinados têm um risco aumentado de desenvolver carcinoma
hepatocelular (câncer do fígado).

Foram relatadas doenças na vesícula biliar, incluindo
colecistite e colelitíase, durante o uso de contraceptivos.

Carcinoma (câncer) de órgãos reprodutivos e
mamas

A maioria dos estudos sugere que o uso de contraceptivos
hormonais não está associado ao aumento global no risco de
desenvolver câncer de mama. Alguns estudos relataram um risco
relativo aumentado de desenvolver câncer de mama, particularmente
em idade mais jovem. Este risco relativo aumentado estava
relacionado com a duração do uso antes da primeira gestação a
termo.

O possível aumento no risco de câncer de mama deverá ser
discutido pelo seu médico com você e avaliado contra os benefícios
dos contraceptivos hormonais combinados, levando em conta a
evidência que eles fornecem proteção substancial contra o risco de
desenvolver câncer de ovário ou endométrio.

Alguns estudos sugerem que o uso de contraceptivo hormonal
esteve associado a um risco aumentado de câncer de colo de útero
(neoplasia intraepitelial cervical) em algumas populações de
usuárias. Entretanto, ainda existe controvérsia quanto à extensão
na qual tais achados podem ser devidos a diferenças no
comportamento sexual e outros fatores.

Efeitos metabólicos

Os contraceptivos hormonais podem causar redução na tolerância à
glicose. Este efeito está diretamente relacionado à dose de
estrogênio. Os progestagênios aumentam a secreção de insulina e
criam resistência à insulina. Este efeito varia com diferentes
agentes progestacionais. No entanto, na mulher não diabética,
parece que os contraceptivos hormonais não têm efeito sobre a
glicemia em jejum. Por causa destes efeitos demonstrados, usuárias
pré-diabéticas e diabéticas em particular devem ser monitoradas
cuidadosamente durante o uso de contraceptivos hormonais. Uma
pequena proporção das mulheres terá hipertrigliceridemia
(triglicérides aumentados) persistente durante o uso de
contraceptivos hormonais. Alterações nos níveis de triglicerídeos
séricos e de lipoproteína foram relatadas em usuárias de
contraceptivos hormonais.

Cefaleia (dores de cabeça)

Como para todos os contraceptivos hormonais, os seguintes
eventos exigem interrupção de Evra® e avaliação da
causa: início ou exacerbação de enxaquecas com aura (formigamento,
ou pontos brilhantes na visão) ou sem aura focal ou desenvolvimento
de cefaleias com padrão novo, recorrente, persistente ou grave.

Irregularidades no sangramento

Sangramento de escape ou “spotting” (manchas ou
pequenos sangramentos vaginais entre os períodos menstruais) e/ou
amenorreia (falta de menstruação) podem ser encontrados em usuárias
de contraceptivos hormonais, especialmente durante os primeiros
três meses de uso. Causas não hormonais devem ser consideradas e,
se necessário, adotadas medidas diagnósticas adequadas para excluir
a presença de doença orgânica ou gravidez.

Algumas usuárias podem apresentar amenorreia ou oligomenorreia
(menstruação escassa) após a interrupção da contracepção hormonal,
especialmente quando tal condição era pré-existente.

Cloasma (manchas escuras na pele)

Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma com o uso de contracepção
hormonal, especialmente em usuárias com histórico de cloasma na
gravidez. Se você tem tendência para cloasma, deve evitar a
exposição ao sol ou raios ultravioleta durante o uso de
Evra®. Na maioria das vezes essas manchas (cloasmas) não
desaparecem completamente.

Falhas de menstruação e uso de Evra® antes ou durante
o início da gravidez

É possível que você não menstrue regularmente durante a semana
sem o uso de Evra®. Se você usou o adesivo corretamente
e não menstruou durante um ciclo, continue usando normalmente os
adesivos no próximo ciclo, mas informe seu médico. Se você não usou
Evra® corretamente e não menstruou durante um ciclo ou
não menstruou em dois ciclos seguidos você pode estar grávida e
deve consultar o médico. Interrompa o uso de Evra® se
você estiver grávida.

Exames físicos e acompanhamento

O seu médico vai avaliar o seu histórico familiar e médico antes
de prescrever Evra® e vai examiná-la. O exame físico
pode ser adiado para outro momento, se você solicitar e seu médico
acreditar que é apropriado adiá-los. Você deve ser examinada ao
menos uma vez por ano. Esteja certa de que você informou o
histórico familiar de qualquer uma das condições apresentadas nessa
bula. Mantenha todas as consultas com seu médico, pois nelas o
médico poderá determinar se há sinais de efeitos colaterais devido
ao uso de contraceptivo hormonal.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar
máquinas

Nenhum efeito sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas é
conhecido.

Gravidez

Informe o seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o seu término. Você não deve usar
Evra® se estiver grávida ou suspeitar que está
grávida.

Após interromper o uso de Evra® pode haver alguma
demora em engravidar, especialmente se você tinha ciclos menstruais
irregulares antes do uso de contraceptivos hormonais. Pode ser
melhor adiar a concepção até o momento em que você menstrue
regularmente novamente.

Parece não haver qualquer aumento na incidência de defeitos
congênitos (presentes desde o nascimento) em gestações que ocorrem
após a interrupção de contraceptivos hormonais.

Uso durante a amamentação

Evra® não é recomendado durante a amamentação. Se
você estiver amamentando consulte seu médico antes de iniciar o uso
de Evra®. Os contraceptivos hormonais são transferidos
para a criança através do leite. Alguns poucos efeitos colaterais
foram observados em crianças, incluindo coloração amarelada da pele
(icterícia) e aumento das mamas. Além disso, contraceptivos
hormonais combinados podem reduzir a quantidade e a qualidade do
leite materno. Não use contraceptivos hormonais combinados como
Evra® durante o período de amamentação. Um contraceptivo
de barreira, como preservativoespermicida e diafragma, é
recomendado durante este período uma vez que a amamentação protege
apenas parcialmente de uma gravidez e esta proteção diminui
significativamente ao longo do tempo de amamentação. Quando você
não estiver mais amamentando, o uso de Evra® pode ser
considerado.

Reações Adversas do Evra

Os eventos adversos (“efeitos colaterais”) mais comuns
relatados durante os estudos clínicos de Evra®
foram:

Sintomas mamários, dor de cabeça, distúrbios no local da
aplicação e náusea.

Os eventos adversos mais comuns que ocasionaram
interrupção do uso foram:

Reações no local da aplicação, sintomas mamários (incluindo
desconforto mamário, ingurgitamento mamário e dor nas mamas),
náusea, dor de cabeça e labilidade emocional (instabilidade
emocional).

As reações adversas relatadas por gt;1% das pacientes
tratadas com Evra® em estudos clínicos
foram:

Aumento de peso (2,7%); dor de cabeça (21,0%); tontura (3,3%);
enxaqueca (dor de cabeça crônica) (2,7%); náusea (16,6%); dor
abdominal (8,1%); vômito (5,1%); diarreia (4,2%); distensão
abdominal (1,7%); acne (2,9%); prurido (2,5%); irritação da pele
(1,1%); espasmos musculares (2,1%); infecção fúngica (3,9%);
distúrbios no local da aplicação (17,1%); fadiga (2,6%); mal-estar
(1,1%); sintomas mamários (22,4%); dismenorreia (dor excessiva ao
menstruar) (7,8%); sangramento vaginal e distúrbios menstruais
(6,4%); espasmo uterino (1,9%); corrimento vaginal (1,9%);
distúrbios de humor afetivo (depressão) e ansiedade (6,3%).

Os eventos adversos adicionais que ocorreram com lt; 1%
das pacientes tratadas com Evra® nos estudos clínicos
mencionados foram:

Aumento da pressão sanguínea, distúrbios de lipídeos; embolismo
pulmonar (coágulo no pulmão); cloasma (manchas amarronzadas na
pele), dermatite (inflamação da pele) de contato e eritema
(vermelhidão na pele); retenção de fluidos; colecistite (inflamação
da vesícula); galactorreia (descarga de leite pela mama),
corrimento genital, síndrome pré-menstrual (TPM), ressecamento
vulvovaginal; insônia, aumento e diminuição da libido.

Dados de pós-comercialização

Eventos adversos adicionais ao medicamento identificados durante
a experiência de pós-comercialização com Evra®, a partir
de relatos espontâneos estão relacionados a seguir.

Reação rara (ocorre entre 0,01% e lt; 0,1% dos pacientes
que utilizam este medicamento):

Distúrbios gerais e condições do local da
aplicação:

Reações no local de aplicação1.

Distúrbios da mama e sistema reprodutivo:

Amenorreia (ausência de menstruação).

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos
pacientes que utilizam este medicamento, incluindo casos
isolados):

Investigações:

Anormalidade no colesterol sanguíneo, anormalidade na glicose
sanguínea, diminuição da glicose sanguínea, aumento de lipoproteína
de baixa densidade (LDL).

Distúrbios cardíacos:

Infarto agudo do miocárdio.

Distúrbios do sistema nervoso:

Acidente vascular cerebral (derrame cerebral)2 ,
hemorragia cerebral, disgeusia (alteração do paladar), hemorragia
intracraniana, derrame hemorrágico, cefaleia com aura
(formigamento, ou pontos brilhantes na visão), hemorragia
subaracnoide.

Distúrbios oculares:

Intolerância a lentes de contato.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do
mediastino:

Trombose (coágulos) pulmonar3.

Distúrbios gastrintestinais:

Colite (inflamação do intestino grosso).

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo:

Alopecia (queda de cabelo), angioedema (acúmulo de líquido),
dermatite (inflamação na pele) alérgica, eczema, eritema multiforme
(vermelhidão na pele com vários formatos), eritema nodoso
(vermelhidão na pele acompanhado de entumescimento), erupção
cutânea esfoliativa, reação de fotossensibilidade (erupção por
exposição à luz), prurido generalizado, erupção cutânea, erupção
cutânea eritematosa, erupção cutânea prurítica, dermatite
seborreica, reação na pele, urticária.

Distúrbios do metabolismo e nutrição:

Hiperglicemia (aumento do “açúcar” no sangue), aumento de
apetite, resistência à insulina.

Infecções e Infestações:

Erupção cutânea pustular (pústulas na pele).

Danos, envenenamento e complicações de
procedimentos:

Complicação com lentes de contato.

Neoplasias (tumores) benignas, malignas e inespecíficas
(incluindo cistos e pólipos):

Câncer de mama, câncer de mama estágio IV, carcinoma cervical
(câncer do colo), fibroadenoma das mamas, adenoma hepático,
neoplasia hepática (câncer do fígado), leiomioma uterino (mioma do
útero).

Distúrbios vasculares:

Trombose (coágulos nos vasos) arterial4, hipertensão,
crise hipertensiva, trombose5, trombose
venosa6.

Distúrbios gerais e condições do local da
aplicação:

Edema da face, irritabilidade, edema (acúmulo de líquido no
corpo) localizado, edema periférico, edema depressível.

Distúrbios do sistema imune:

Hipersensibilidade.

Distúrbios hepatobiliares:

Colelitíase (cálculos na vesícula), colestase (lentidão do
funcionamento das vias biliares), lesão hepática, icterícia
colestática (icterícia causada pela colestase).

Distúrbios do sistema reprodutivo e nas
mamas:

Nódulos mamários, displasia cervical (alterações celulares do
colo do útero), hipomenorreia (fluxo menstrual escasso),
menometrorragia (menstruação excessiva), oligomenorreia
(menstruação escassa e/ou infrequente), supressão da lactação.

Distúrbios psiquiátricos:

Raiva, distúrbios emocionais e frustração.

Referências:

1. O termo reações no local de
aplicação consiste em queimadura, ressecamento, cicatriz,
ferimentos, reação de fotossensibilidade, esfoliação, inchaço,
crosta no local de aplicação, parestesia, calor, sangramento,
inflamação, pústulas (retirado de “Infecções e Infestações”),
endurecimento, atrofia, escoriação, desconforto, anestesia,
infecção, úlcera, eczema, nódulo, pus, abscesso, massa, erosão e
odor no local de aplicação.
2. O termo acidente vascular cerebral consiste em acidente vascular
cerebral, ataque isquêmico transitório, trombose intracraniana do
seio venoso, infarto cerebral, trombose cerebral venosa, infarto
cerebral isquêmico, trombose do seio sagital superior, derrame
isquêmico, trombose do seio transverso, derrame trombótico, derrame
tromboembólico, trombose arterial basilar, infarto do tronco
cerebral, oclusão da artéria carótida, embolia da artéria cerebral,
oclusão da artéria cerebral, trombose da artéria cerebral, infarto
lacunar e derrame embólico.
3. O termo trombose pulmonar consiste em trombose pulmonar e
trombose da artéria pulmonar.
4. O termo trombose arterial consiste em trombose arterial,
trombose arterial de membros, trombose da artéria coronária,
trombose da artéria ilíaca, trombo intracardíaco e oclusão da
artéria da retina.
5. O termo trombose consiste em trombose, trombose vascular da
retina, embolia, Síndrome de BuddChiari, embolia renal e
embolia periférica.
6. O termo trombose venosa consiste em oclusão venosa da retina,
trombose venosa profunda, trombose venosa, trombose venosa pélvica,
tromboflebite, trombose venosa dos membros, trombose da jugular,
trombose das veias auxiliares, tromboflebite superficial, trombose
da veia porta, trombose da veia mesentérica, trombose da veia cava,
trombose da veia renal, trombose da veia esplênica e trombose da
veia hepática.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Evra

Pacientes com disfunção renal (doenças no
rim)

Evra® não foi estudado em mulheres com disfunção
renal. Nenhum ajuste de dose é necessário, mas como a literatura
sugere que a fração livre de etinilestradiol é mais alta,
Evra® deve ser usado sob supervisão nesta população.

Pacientes com insuficiência hepática

Evra® é contraindicado nesta população de
pacientes.

Pacientes idosas

Evra® não é indicado para pacientes menopausadas.

Pacientes pediátricos

A segurança e a eficácia de Evra® foram estabelecidas
em mulheres acima de 18 anos de idade. É esperado que a segurança e
a eficácia sejam as mesmas em adolescentes após a puberdade, sendo
recomendada a mesma dose para estas pacientes. O uso de
Evra® antes da menarca (primeira menstruação) não é
indicado.

Composição do Evra

Cada adesivo transdérmico contém:

Norelgestromina

6,00 mg

Etinilestradiol

0,60 mg

Camada posterior:

composta por polietileno de baixa densidade e poliéster.

Camada matriz:

composta por adesivo de poliisobutileno/ polibuteno, povidona,
tecido de poliéster não trançado e lactato de laurila.

Revestimento protetor:

filme de poliéster siliconizado.

Cada adesivo transdérmico de Evra® tem uma área de
superfície de 20 cm2, e foi desenvolvido para prover a
liberação contínua de norelgestromina e de etinilestradiol na
corrente sanguínea, durante sete dias de uso.

Cada adesivo transdérmico de Evra® libera em média
203 mcg de norelgestromina e 33,9 mcg de etinilestradiol em um
período de 24 horas.

Apresentação do Evra


Adesivo transdérmico de 6,00 mg de norelgestromina e 0,60 mg de
etinilestradiol, em embalagem com 3 adesivos embalados
individualmente em sachês de papel aluminizado e polietileno.

Uso tópico.

Uso adulto.

Superdosagem do Evra

A ocorrência de superdose de Evra® é improvável uma
vez que o adesivo libera uma quantidade uniforme de hormônios. Não
use mais de um adesivo de cada vez.

Não foram relatados efeitos graves após a ingestão acidental de
grandes doses de contraceptivos orais. A superdose pode causar
náusea e vômito. Pode ocorrer sangramento vaginal. No caso de
suspeita de superdose, os adesivos transdérmicos devem ser
removidos e administrado tratamento sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Evra

Certos fármacos podem interagir com os contraceptivos hormonais,
incluindo Evra®, e reduzir a sua eficácia na prevenção
da gravidez ou causar aumento do sangramento de escape. Tais
fármacos incluem alguns antiepilépticos (por exemplo,
carbamazepina, acetato de eslicarbazepina, felbamato,
oxcarbazepina, fenitoína, rufinamida e topiramato), aprepitanto e
fosaprepitanto, barbitúricos (por exemplo, fenobarbital),
bosentana, griseofulvina, alguns medicamentos usados para o
tratamento da AIDS conhecidos como combinações de inibidores de
protease do HIV (por exemplo, nelfinavir, ritonavir,
ritonavir-inibidor de protease potencializado), modafinila, alguns
inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa (por exemplo,
nevirapina), rifampicina, rifabutina e Erva de São João. Gravidez e
sangramento de escape têm sido relatados em usuárias de
contraceptivos hormonais combinados que usaram, também, alguma
formulação com Erva de São João. Se você estiver tomando
medicamentos que interferem com a eficácia de Evra®, use
um contraceptivo de barreira durante este período.

Se você está em tratamento de curto prazo com medicamentos que
induzem as enzimas de metabolização hepática de medicamentos você
deve usar temporariamente um método de barreira em adição ao EVRA,
ou seja, durante o tempo de administração concomitante de
medicamentos e por 28 dias após a descontinuação.

Se você está em tratamento de longo prazo com substâncias ativas
indutoras enzimáticas, outro método de contracepção confiável, não
hormonal é recomendado.

Algumas drogas e suco de pomelo podem aumentar os níveis
plasmáticos de etinilestradiol se coadministrados.

Exemplos são:

  • Paracetamol;
  • Ácido ascórbico;
  • Inibidores de uma enzima chamada CYP3A4 (incluindo itraconazol,
    cetoconazol, voriconazol, fluconazol e suco de pomelo);
  • Etoricoxibe;
  • Alguns inibidores de protease (por exemplo, atazanavir,
    indinavir);
  • Inibidores de uma enzima chamada HMG-CoA redutase (incluindo
    atorvastaina e rosuvastatina);
  • Alguns inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa
    (por exemplo, etravirina).

Dados provenientes da combinação de contraceptivos hormonais
orais indicam que eles também podem afetar a farmacocinética de
outras drogas se usados concomitantemente.

Exemplos de drogas cujos níveis plasmáticos podem ser
aumentados (devido a inibição da CYP) incluem:

  • Ciclosporina;
  • Omeprazol;
  • Prednisolona;
  • Selegilina;
  • Teofilina;
  • Tizanidina;
  • Voriconazol.

Exemplos de drogas cujos níveis plasmáticos podem ser
diminuídos (devido a indução da glicuronidação)
incluem:

  • Paracetamol;
  • Ácido clofíbrico;
  • Lamotrigina (veja a seguir);
  • Morfina;
  • Ácido salicílico;
  • Temazepam.

A lamotrigina:

Contraceptivos hormonais combinados têm demonstrado diminuir
significativamente a concentração plasmática da lamotrigina quando
coadministrados, provavelmente por induzir a glicuronidação
da lamotrigina. Isto pode reduzir o controle do ataque
epiléptico; assim, o ajuste da dose de lamotrigina pode ser
necessário.

Os médicos são aconselhados a consultar a embalagem de
medicamentos que geralmente são utilizados concomitantemente com
contraceptivos hormonais para obtenção de informações adicionais
sobre interações ou alterações enzimáticas e avaliar uma possível
necessidade de ajuste de dose.

Evra® não deve ser tomado em conjunto com quaisquer
medicamentos com paritaprevir/ritonavir, ombitasvir, e/ou
dasabuvir. Isto pode aumentar os níveis de enzima hepática “alanina
aminotransferase” (ALT) no sangue.

Exames de laboratório

Se você se submeter a exames de laboratório, informe seu médico,
pois alguns exames de sangue e alguns testes de função endócrina
(hormonal) e hepática podem ser afetados pelos contraceptivos
hormonais.

As seguintes alterações poderão ser
observadas:

  • Aumento da protrombina e dos fatores VII, VIII, IX e X; redução
    da antitrombina III; redução da proteína S; aumento da
    agregabilidade plaquetária induzida pela norepinefrina
    (noradrenalina);
  • Aumento da globulina carreadora da tireoide (TBG) levando ao
    aumento do hormônio tiroideano total circulante, quando medido por
    iodina ligada à proteína (PBI), T4 por coluna ou radioimunoensaio.
    A captação por resina do T3 livre é diminuída, refletindo a TBG
    elevada, a concentração de T4 livre não é alterada.
  • Outras proteínas de ligação podem estar elevadas no
    plasma;
  • Globulinas carreadoras de hormônios esteroides sexuais (SHBG)
    estão aumentadas e resultam em níveis elevados de esteroides
    sexuais endógenos totais circulantes. No entanto, os níveis da
    fração livre ou biologicamente ativa dos esteroides sexuais
    diminuem ou permanecem inalterados;
  • Lipoproteína de alta densidade (HDL-C), colesterol total
    (Total-C), lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) e triglicerídeos
    podem aumentar ligeiramente com Evra®, enquanto que a
    razão LDL-C/HDL-C pode permanecer inalterada;
  • A tolerância à glicose pode estar diminuída;
  • Os níveis de folato sérico podem ser diminuídos pelo tratamento
    com contraceptivos hormonais. Isto pode ser clinicamente
    significativo se a mulher engravidar logo após a interrupção do
    contraceptivo hormonal. Assim, recomenda-se a suplementação de
    ácido fólico para todas as mulheres antes da concepção.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Evra

Resultados de Eficácia

Três estudos com contraceptivos envolvendo 4.578 mulheres para
31.026 ciclos foram conduzidos pelo mundo. Nestes estudos, 3.319
mulheres receberam Norelgestromina + Etinilestradiol (substância
ativa) e 1.248 mulheres receberam um dentre dois contraceptivos
orais, um contendo levonorgestrel / etinilestradiol (EE) ou um
contendo desogestrel / EE. Os resultados desses estudos mostraram
que a eficácia de Norelgestromina + Etinilestradiol (substância
ativa) foi similar àquela dos contraceptivos orais.

Análises investigacionais foram executadas para determinar
quando nos estudos de Fase III (n=3.319) as características da
população como idade, raça e peso estavam associadas a gravidez. As
análises indicaram não haver associação de idade e raça com
gravidez. Com relação ao peso, 5 das 15 gravidezes relatadas com
Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) estavam entre
mulheres com um peso corporal na condição de base ≥ 90 kg, o que
constituiu lt; 3% da população dos estudos. Abaixo de 90 kg não
houve associação entre peso corporal e gravidez. Apesar de apenas
10-20% da variabilidade nos dados farmacocinéticos poder ser
explicada pelo peso, a maior proporção de gravidez em mulheres com
90 kg ou mais foi estatisticamente significante e sugere que
Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) pode ser menos
efetivo nestas mulheres.

Um estudo multicêntrico para seleção de dose para
Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) mostrou que
Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) inibiu a
ovulação na mesma extensão do contraceptivo oral comparador. O
perfil de sangramento de Norelgestromina + Etinilestradiol
(substância ativa) neste estudo foi similar ao do contraceptivo
oral em todos os ciclos. Além disso, a adesão ao tratamento com
Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) foi
significativamente maior do que a observada em tratamento com
contraceptivos orais.

Dentre as mais de 3.000 mulheres que usaram Norelgestromina +
Etinilestradiol (substância ativa) por até 13 ciclos, a diferença
média entre o peso corporal da condição de base e o peso ao final
do tratamento foi de um aumento de 0,3 kg. Em um estudo de 9
ciclos, controlado por placebo, não houve diferença entre
Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) e o placebo
com relação à diferença média no peso corporal entre a condição de
base e o final do tratamento.

Os estudos farmacocinéticos com Norelgestromina +
Etinilestradiol (substância ativa) demonstraram cinética de
eliminação consistente para norelgestromina e EE, com meia-vida de
aproximadamente 28 horas e 17 horas, respectivamente. Um estudo
clínico avaliou o retorno da atividade do eixo
hipotalâmica-ptuitária-ovariana e evidênciou que os valores médios
de FSH, LH e estradiol, apesar de suprimidos durante a terapia,
retornaram a valores próximos aos da condição de base em 6 semanas
pós-terapia. Portanto, é previsto que após a descontinuação do
tratamento com Norelgestromina + Etinilestradiol (substância
ativa), o retorno da fertilidade seja rápido, aproximando-se
daquele observado com contraceptivos orais.

Características Farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas

Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) atua
através da supressão da gonadotrofina pela ação estrogênica e
progestagênica do etinilestradiol e da norelgestromina,
respectivamente. O mecanismo de ação primário é a inibição da
ovulação, mas alterações no muco cervical, na motilidade das tubas
uterinas e no endométrio também podem contribuir para a eficácia do
produto.

Estudos de ligação dos receptores e da globulina carreadora de
hormônios esteroides sexuais (SHBG), assim como estudos em animais
e em seres humanos, mostraram que tanto o norgestimato como a
norelgestromina, o principal metabólito sérico do norgestimato após
administração oral, exibem grande atividade progestacional com
androgenicidade intrínseca mínima, o que ilustra a ação seletiva de
Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa). A
norelgestromina administrada por via transdérmica em combinação com
o etinilestradiol não contrapõe os aumentos induzidos pelo
estrógeno na SHBG, resultando em níveis mais baixos de testosterona
livre no plasma comparados à condição de base.

Propriedades Farmacocinéticas

Absorção

Após a aplicação de Norelgestromina + Etinilestradiol
(substância ativa), tanto a norelgestromina como o etinilestradiol
aparecem rapidamente no plasma, alcançam um platô em
aproximadamente 48 horas e são mantidos no estado de equilíbrio ao
longo do período de uso. As concentrações no estado de equilíbrio
(Css) da norelgestromina e do etinilestradiol durante
uma semana de uso do adesivo são aproximadamente 0,8 ng/mL e 50
pg/mL, respectivamente e são, geralmente, consistentes em todos os
estudos e locais de aplicação.

A absorção da norelgestromina e do etinilestradiol após a
aplicação do adesivo no abdome, nádegas, parte superior externa do
braço e parte superior do dorso (excluindo a mama) foi avaliada em
estudo cruzado. Os resultados deste estudo indicaram que a
Css e a AUC para as nádegas, parte superior do braço e
do dorso foram equivalentes para cada analito. Requisitos rigorosos
de bioequivalência para AUC não foram atingidos neste estudo para o
abdome. No entanto, em estudo farmacocinético de grupo paralelo e
múltiplas aplicações, a Css e a AUC para as nádegas e o
abdome não foram estatisticamente diferentes. Em estudo de
determinação da dose, o adesivo causou efetiva supressão da
ovulação quando aplicado no abdome. Portanto, os quatro locais são
equivalentes do ponto de vista terapêutico.

A absorção da norelgestromina e do etinilestradiol após a
aplicação do adesivo foi estudada sob as condições encontradas em
um clube (sauna, ducha sob pressão e outro exercício aeróbico) e em
banho de imersão. Os resultados indicaram que para a
norelgestromina não houve efeitos significantes do tratamento sobre
a Css e a AUC quando comparados ao uso normal. Para o
etinilestradiol, aumentos pequenos foram observados devido à
pressão da ducha e outro exercício aeróbico. Não houve efeito
significante da água fria sobre estes parâmetros.

Os resultados de um estudo com uso prolongado de um único
adesivo contraceptivo por 7 dias e 10 dias indicaram que as
Css alvo da norelgestromina e do etinilestradiol foram
mantidas durante um período de 3 dias de uso estendido (10 dias).
Estes achados sugerem que a eficácia clínica deve ser mantida mesmo
se a troca programada for ultrapassada em dois dias.

Distribuição

A norelgestromina e o norgestrel (um metabólito sérico da
norelgestromina) apresentam alta ligação (gt;97%) às proteínas
plasmáticas. A norelgestromina liga-se à albumina e não à SHBG, ao
passo que o norgestrel liga-se primariamente à SHBG, o que limita
sua atividade biológica. O etinilestradiol liga-se extensivamente à
albumina sérica.

Biotransformação

Uma vez que Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa)
é de aplicação transdérmica, o metabolismo de primeira passagem
(via trato gastrintestinal e/ou fígado) da norelgestromina e do
etinilestradiol, que seria esperado após a administração oral, é
evitado. O metabolismo hepático da norelgestromina ocorre e os
metabólitos incluem norgestrel, que está amplamente ligado à SHBG,
e vários metabólitos hidroxilados e conjugados. O etinilestradiol
também é metabolizado para vários produtos hidroxilados e seus
conjugados glicuronídeo e sulfato.

Eliminação

Após a remoção do adesivo, as cinéticas de eliminação da
norelgestromina e do etinilestradiol foram consistentes para todos
os estudos com valores de meia-vida de aproximadamente 28 horas e
17 horas, respectivamente. Os metabólitos da norelgestromina e do
etinilestradiol são eliminados pelas vias renal e fecal.

Linearidade/Não linearidade

Em estudos de dose múltipla, a Css e a AUC para a
norelgestromina e o etinilestradiol aumentaram ligeiramente ao
longo do tempo quando comparado à Semana 1 do Ciclo 1. Em um estudo
de três ciclos, estes parâmetros farmacocinéticos atingiram as
condições do estado de equilíbrio durante todas as 3 semanas do
Ciclo 3. Estas observações são indicativas de cinética linear da
norelgestromina e do etinilestradiol com o uso do adesivo.

Contraceptivo Transdérmico “versus
Contraceptivo Oral

Os perfis farmacocinéticos do contraceptivo transdérmico e oral
são diferentes entre si e deve-se ter cautela ao se fazer uma
comparação direta destes parâmetros.

Em um estudo comparando Norelgestromina + Etinilestradiol
(substância ativa) a um contraceptivo oral contendo norgestimato
250 mcg e etinilestradiol 35 mcg, os valores de
Cmáx foram duas vezes maiores para a
norelgestromina e o etinilestradiol em indivíduos que receberam o
contraceptivo oral quando comparados a Norelgestromina +
Etinilestradiol (substância ativa), enquanto a exposição total (AUC
e Css) foi comparável em indivíduos tratados com
Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa). A
variabilidade interindividual (%CV) para os parâmetros
farmacocinéticos após a liberação hormonal de Norelgestromina +
Etinilestradiol (substância ativa) foi maior em relação à
variabilidade determinada para o contraceptivo oral.

Um outro estudo comparou o adesivo transdérmico produzido e
comercializado nos EUA (Norelgestromina + Etinilestradiol
(substância ativa), 6 mg + 750 mcg, fabricado por Alza Corporation
– não disponível no Brasil), cujo perfil farmacocinético é
comparável a Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa),
a um contraceptivo oral contendo 250 mcg de norgestimato e 35 mcg
de etinilestradiol. A exposição geral à norelgestromina e ao
etinilestradiol (AUC e Css) foi maior nos indivíduos
tratados com Ortho Evra para o Ciclo 1 e para o Ciclo 2 que aquela
obtida para o contraceptivo oral, enquanto que os valores de
Cmáx foram maiores em indivíduos que receberam o
contraceptivo oral.

No estado de equilíbrio, a AUC0-168 e a Css para
etinilestradiol foi aproximadamente 55% e 60% maior,
respectivamente, para o Ortho Evra e o Cmáx foi
aproximadamente 35% maior para o contraceptivo oral. A
variabilidade interindividual (%CV) para os parâmetros
farmacocinéticos após a administração de Ortho Evra foi maior em
relação à variabilidade determinada para o contraceptivo oral.

Na tabela a seguir, a mudança percentual nas concentrações (%CV)
dos marcadores de atividade estrogênica sistêmica [globulina
carreadora de corticosteroide (CBG), globulinas carreadoras de
hormônios esteroides sexuais (SHBG) e capacidade carreadora –
globulina carreadora de corticosteroide (CBG-BC)] entre o dia 1 e o
dia 22 do Ciclo 1 são apresentadas. De forma geral, a mudança
percentual das concentrações de CBG e CBG-BC foram similares nas
usuárias de Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) e
do contraceptivo oral; as mudanças percentuais nas concentrações de
SHBG foram maiores para usuárias de Norelgestromina +
Etinilestradiol (substância ativa) quando comparadas a mulheres
utilizando contraceptivo oral. Dentro de cada grupo, os valores
absolutos de CBG, SHBG e CBG-BC foram similares para o dia 22 do
Ciclo 1 e dia 22 do Ciclo 2.

Alteração Percentual Média (%CV) para as Concentrações
de CBG, SHBG E CBG-BC Seguida da Administração Única Diária de um
Contraceptivo Oral (contendo 250 mcg de norgestimato e 35 mcg de
etinilestradiol) para um Ciclo e Aplicação de Norelgestromina +
Etinilestradiol (substância ativa) para 1 Ciclo em Mulheres
Voluntárias Saudáveis

Parâmetro

 

Contraceptivo Oral

(% alteração do Dia 1 para Dia 22)

Norelgestromina + Etinilestradiol (substância
ativa)

(% alteração do Dia 1 para Dia 22)

CBG

157 (33,4)

153 (40,2)

SHBG

200 (43,2)

334 (39,3)

CBG-BC

139 (34,8)

128 (36,3)

Apesar das diferenças nos perfis farmacocinéticos de
Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) e de um
contraceptivo oral (contendo 250 mcg de norgestimato e 35 mcg de
etinilestradiol), a atividade estrogênica, avaliada pela síntese de
globulinas hepáticas, foi similar quando se mede a CBG e a CBG-BC e
maior para Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa)
quando se avalia SHBG.

A relevância clínica da diferença no perfil farmacocinético e
resposta farmacodinâmica entre a administração transdérmica e a
oral é desconhecida.

Efeitos da idade, peso corpóreo ou superfície
corporal

Os efeitos da idade, peso corpóreo, superfície corporal e raça
sobre a farmacocinética da norelgestromina e do etinilestradiol
foram avaliados em 230 mulheres saudáveis participantes de 9
estudos farmacocinéticos de aplicações únicas do adesivo por 7
dias. Para a norelgestromina e o etinilestradiol, o aumento da
idade, peso corpóreo e superfície corporal estavam associados a
ligeiras reduções nos valores de Css e AUC. Entretanto,
apenas uma pequena fração (10-20%) da variabilidade global na
farmacocinética da norelgestromina e do etinilestradiol após a
aplicação do adesivo pode estar associada com qualquer um ou com
todos os parâmetros demográficos acima. Não houve efeitos
significantes da raça com relação a caucasianos, hispânicos e
negros. A contracepção com Norelgestromina + Etinilestradiol
(substância ativa) inicia-se no primeiro dia da menstruação.

Dados Pré-Clínicos

Dados pré-clinicos revelaram não haver risco significativo para
humanos, com base nos estudos de segurança, farmacologia,
toxicidade por dose repetida, genotoxicidade, potencial de
carcinogenicidade e toxicidade reprodutiva. Estudos conduzidos para
examinar efeitos dérmicos de Norelgestromina + Etinilestradiol
(substância ativa) indicam que este sistema não tem potencial para
provocar sensibilização e quando aplicado à pele de coelho, resulta
apenas em uma irritação leve.

Pacientes com disfunção renal

Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) não foi
estudado em mulheres com disfunção renal. Nenhum ajuste de dose é
necessário, mas como a literatura sugere que a fração livre de
etinilestradiol é mais alta, Norelgestromina + Etinilestradiol
(substância ativa) deve ser usado sob supervisão nesta
população.

Pacientes com insuficiência hepática

Norelgestromina + Etinilestradiol (substância ativa) é
contraindicado nesta população de pacientes.

Cuidados de Armazenamento do Evra

Você deve conservar Evra® em temperatura ambiente
(entre 15°C e 30°C), em sua própria embalagem individual. Não
refrigerar nem congelar.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico

Evra® é um contraceptivo hormonal em forma de adesivo
de material plástico, fino, na cor bege.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Evra

MS – 1.1236.3359

Farm. Resp.:

Marcos R. Pereira
CRF-SP n° 12.304

Registrado por:

Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041,
São Paulo – SP
CNPJ 51.780.468/0001-87

Fabricado por:

LTS Lohmann Therapie Systeme-AG
Andernach, Alemanha

Embalado (emb. secundária) por:

Janssen Pharmaceutica N.V.
Beerse, Bélgica

Importado por:

Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.
Rodovia Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos – SP
CNPJ 51.780.468/0002-68

®Marca Registrada.

Venda sob prescrição médica.

Evra, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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