Cellcept Bula

CellCept

CellCept deve ser usado juntamente com a ciclosporina A e
corticosteroides.

Como o CellCept funciona?


CellCept é um potente inibidor da enzima IMPDH, responsável
pela proliferação e diferenciação de linfócitos, uma das principais
células envolvidas no processo de rejeição de órgãos em casos de
transplantes.

Com menos linfócitos no sangue, diminuem também as chances de
rejeição. Para evitar a rejeição, você precisa começar a tomar
CellCept logo depois do transplante.

Contraindicação do CellCept

Informe ao seu médico se você tem alergia ao CellCept ou se
tem outras doenças alérgicas.

CellCept é contraindicado a pacientes com alergia ao
micofenolato de mofetila ou ao ácido micofenólico.

Informe ao seu médico se você tem ou já teve problemas
estomacais, como úlcera. Neste caso, você terá que ser acompanhado
com mais cuidado.

Gravidez e amamentação

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas ou que possam ficar grávidas durante o
tratamento.

CellCept é contraindicado durante a gravidez porque
provoca alterações no feto em formação.

CellCept é contraindicado para mulheres em idade
fértil que não estão utilizando métodos contraceptivos altamente
efetivos.

CellCept é contraindicado para mulheres que estão
amamentando.

Como usar o CellCept

Utilize CellCept comprimidos exatamente como seu médico
prescreveu.

Consulte seu médico antes de tomar outros medicamentos. Não use
nem misture medicamentos por conta própria.

Manuseio e aplicação

CellCept comprimidos deve ser ingerido com um pouco de
água.

Os comprimidos devem ser engolidos inteiros e não devem ser
quebrados, esmagados, triturados ou mastigados para evitar inalação
ou contato direto com a pele ou mucosa.

Não ingerir comprimidos quebrados.

Se CellCept entrar em contato com a pele ou membranas
mucosas, lavar com água abundante e sabão. Se atingir os olhos,
lavar com bastante água.

Via de administração CellCept comprimidos deve ser
administrado por via oral.

Este medicamento não deve ser partido ou
mastigado.

Poslogia do CellCept


É importante que você tome CellCept todos os dias para
garantir que seu órgão transplantado continue funcionando bem.
Continue tomando CellCept até que seu médico oriente a
suspensão do uso.

A dose usual de CellCept é de 1 g (2 comprimidos) a 1,5 g
(3 comprimidos) duas vezes por dia, conforme o caso.

O seu médico saberá calcular a dose adequada para o seu caso e
também avaliar a necessidade de redução da dose na presença de
determinados efeitos colaterais.

Dosagem padrão para evitar a rejeição de
rins

1,0 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 2 g).

Apesar de a dose de 1,5 g, duas vezes ao dia (dose diária de 3
g) ter sido usada em estudos clínicos e ter se mostrado efetiva e
segura, não há vantagem em termos de eficácia para pacientes de
transplante dos rins.

Pacientes que recebem 2 g/dia de CellCept demonstraram um
perfil de segurança geral melhor quando comparados aos pacientes
que receberam 3 g/dia de CellCept.

Dosagem padrão para evitar a rejeição de
coração

1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g).

Dosagem padrão para evitar a rejeição de
fígado

1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g).

Dosagem para o tratamento da primeira rejeição e da
rejeição dos rins que não esteja respondendo ao tratamento
habitual

1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g).

Administração oral

A dose inicial de CellCept deve ser administrada o mais
breve possível após o transplante dos rins, do coração ou do
fígado.

Instruções especiais de dosagem

Pacientes com neutropenia (diminuição dos neutrófilos, um tipo
de glóbulo branco do sangue responsável principalmente pelo combate
a bactérias): o tratamento com CellCept deve ser interrompido
ou a dose deve ser reduzida.

Disfunção grave dos rins

Em pacientes com disfunção grave e crônica dos rins, fora do
período imediatamente após o transplante ou após o tratamento da
rejeição aguda ou refratária, evitar doses maiores que 1 g duas
vezes ao dia.

Não existem dados disponíveis para pacientes que receberam
transplante do coração ou do fígado com disfunção grave dos
rins.

Pacientes com retardo da função do enxerto
pós-transplante

Não é necessário ajuste de dose para pacientes que apresentam
retardo na função do enxerto após o transplante.

Disfunção do fígado grave

Nenhum ajuste de dose é necessário em pacientes de transplante
dos rins com doença grave no parênquima do fígado. Não existem
dados disponíveis sobre pacientes que receberam transplante do
coração com doença grave do parênquima do fígado.

Idosos (gt; 65 anos)

1 g, duas vezes ao dia, a pacientes que receberam transplante
dos rins e 1,5 g, duas vezes ao dia, a pacientes submetidos a
transplante do coração ou do fígado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Cellcept?


Você deve fazer tudo que for possível para tomar a medicação nos
dias e horários que o seu médico orientou.

Se por algum motivo se esquecer de tomar e já estiver próximo do
horário da dose seguinte, não tome a dose que você esqueceu, tome
apenas a dose seguinte, de maneira habitual.

Se por algum motivo se esquecer de tomar e o horário estiver
distante da dose seguinte, tome o medicamento assim que você se
lembrar e continue tomando a dose seguinte normalmente.

Se você tiver se esquecido de tomar alguma dose, nunca dobre a
dose seguinte.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do CellCept

Antes de usar o medicamento, informe ao seu
médico:

  • Se já teve tuberculose ou se tem contato com alguém que seja
    portador da doença;
  • Se tiver doenças do sistema digestivo;
  • Se tiver deficiências hereditárias raras de hipoxantina-guanina
    fosforibosil-transferase (HGPRT), como as síndromes de Lesch-Nyhan
    ou Kelley-Seegmiller.

O médico deve ser informado imediatamente nas situações
abaixo:

  • Se aparecer qualquer sinal de manchas roxas sem causa aparente
    ou sangramentos, infecções, inclusive infecções oportunistas,
    fatais, generalizadas, de reativação viral latente, como a
    reativação de hepatite B ou C ou infecções causadas pelos
    poliomavírus e se apresentar leucoencefalopatia multifocal
    progressiva (LMP) associado com o vírus JC, uma alteração grave do
    sistema nervoso central;
  • Se você tiver nefropatia (lesão nos rins) associada com o vírus
    BK após transplante de rins;
  • Se você apresentar aplasia pura de série vermelha (APSV),
    situação em que a medula deixa de produzir os glóbulos vermelhos do
    sangue;
  • Se você apresentar ulceração, hemorragia, perfuração
    gastrintestinal.

CellCept reduz o mecanismo de defesa do organismo. Devido a
isso, há um maior risco de desenvolver alguns tipos de tumores
malignos, particularmente de pele. Assim, você deve limitar sua
exposição à luz solar e aos raios ultravioleta, utilizando roupas
adequadas e filtros solares com alto fator de proteção.

Consulte o seu médico antes de receber qualquer vacina, pois
durante o tratamento com CellCept, elas podem ser menos eficazes.
Evite usar vacinas de vírus vivo atenuado.

Evite utilizar CellCept com azatioprina, pois pode ocorrer
supressão da medula óssea e a administração concomitante não foi
estudada.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de
tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob
imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de
surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para
o diagnóstico precoce e tratamento.

Não doe sangue durante a tratamento e por, pelo menos, seis
semanas após o término do uso de CellCept.

Doação de sêmen

Homens não devem doar sêmen durante o tratamento e por, pelo
menos, 90 dias a partir do término do uso de CellCept.

Monitoramento laboratorial

Seu médico informará os exames de sangue a serem realizados e a
frequência de sua coleta.

Potencial reprodutivo feminino e masculino

CellCept é contraindicado para mulheres em idade fértil que
não estão utilizando métodos contraceptivos altamente efetivos. Em
estudos feitos em animais, malformações foram observadas em
descendentes de animais tratados com CellCept. Nenhum efeito foi
observado na fertilidade animais tratados com CellCept.

Teste de gravidez:

Antes de iniciar o tratamento com CellCept, o seu médico vai
pedir que você faça um teste de gravidez. Um segundo teste deve ser
realizado de 8 a 10 dias depois.

Você deve informar seu médico imediatamente em caso de gravidez
durante o tratamento ou até 6 semanas após o término de seu
tratamento.

Contracepção:

Mulheres:

CellCept é contraindicado para mulheres em idade fértil que
não estão utilizando métodos contraceptivos altamente efetivos.

Antes de iniciar o tratamento com CellCept, o seu médico deverá
lhe orientar sobre o risco aumentado da perda da gravidez e de
malformações congênitas e deverá lhe aconselhar sobre a prevenção
da gravidez e planejamento, caso você esteja em idade fértil.

Durante o tratamento e até seis semanas depois de deixar de
tomar CellCept® você deverá utilizar dois métodos contraceptivos
confiáveis ao mesmo tempo, um deles sendo altamente efetivo, a não
ser que já tenha retirado o útero ou não tenha relações
sexuais.

Homens:

Na ausência de dados suficientes para excluir o risco de danos
ao feto concebido durante ou diretamente após o tratamento do pai,
as seguintes medidas de precaução são recomendadas: que pacientes
do sexo masculino sexualmente ativos e/ou suas parceiras utilizem
contraceptivos efetivos durante o tratamento do paciente do sexo
masculino e por, no mínimo, 90 dias após o término do
tratamento.

Uso em pacientes com insuficiência grave dos
rins

Evite administrar doses maiores que 1 g, duas vezes ao dia, caso
você tenha recebido transplante renal e tiver disfunção grave dos
rins.

Até o momento, não há informações de que micofenolato de
mofetila possa causar doping. Em caso de dúvidas, consulte
seu médico.

Interações medicamentosas

Informe ao seu médico qualquer medicamento que esteja usando,
antes do início ou durante o tratamento com CellCept, pois o uso de
mais de um medicamento simultaneamente poderá aumentar ou diminuir
os efeitos dos medicamentos.

Informe ao seu médico se você estiver tomando outros
medicamentos (incluindo aqueles que não foram prescritos por ele),
como aciclovir, antiácidos (como hidróxido de alumínio ou
magnésio), inibidores da bomba de prótons (como omeprazol,
lansoprazol e pantoprazol), antibióticos, ligantes de fosfato
livres de cálcio, colestiramina, ciclosporina A, telmisartana,
ganciclovir, rifampicina, probenecida, sevelamer, vacinas de vírus
vivo, tacrolimo, a combinação norfloxacino e metronidazol e aqueles
que afetam a metabolização do ácido micofenólico (como o
isavuconazol).

Peça sempre orientação ao seu médico antes de se vacinar.

Contraceptivos orais:

CellCept não parece ter influência clinicamente relevante
na eficácia das pílulas anticoncepcionais.

No entanto, para garantir que você não engravide durante o
tratamento com CellCept (que pode provocar defeitos no feto em
desenvolvimento), você deverá usar dois métodos anticoncepcionais
ao mesmo tempo, a não ser que já tenha retirado o útero ou não
tenha relações sexuais.

Antibióticos eliminadores de bactérias intestinais produtoras de
b-glucuronidase (por exemplo, aminoglicosídeos, cefalosporinas,
fluoroquinolona, e antibióticos penicilínicos) podem reduzir a
concentração de CellCept no organismo.

Informações a cerca dos seguintes antibióticos estão
disponíveis:

Ciprofloxacina ou amoxicilina associada ao ácido clavulânico:
ocorre redução da quantidade de CellCept no organismo quando
ele é administrado junto com esses antibióticos. No entanto, o
efeito tende a diminuir com o tempo e a importância clínica ainda
não foi estabelecida.

Norfloxacino e metronidazol:

Norfloxacino em combinação com metronidazol diminuiu a
concentração do medicamento na corrente sanguínea após dose única
de CellCept. Esse efeito não ocorreu com qualquer um destes
antibióticos quando foram administradas separadamente.

Trimetoprima/ sulfametoxazol:

Não foi observado efeito sobre concentração de CellCept na
corrente sanguínea com a combinação trimetoprima /
sulfametoxazol.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Informações ao paciente

Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações
contidas na bula. Caso não esteja seguro a respeito de determinado
item, por favor, informe ao seu médico.

Reações Adversas do CellCept

Como CellCept é sempre administrado com outros medicamentos
destinados a diminuir a resposta imunológica e evitar que seu
organismo rejeite o órgão transplantado, é difícil diferenciar
quais efeitos colaterais são devidos a esse medicamento e quais são
decorrentes da doença de base ou dos outros medicamentos em
uso.

Os problemas mais comuns que aparecem nos pacientes que
tomam CellCept são:

Diarreia, vômitos, mal-estar gástrico, diminuição do número de
glóbulos brancos no sangue, diminuição do número dos glóbulos
vermelhos no sangue, infecção generalizada e outros tipos de
infecção, incluindo doença pelo citomegalovírus, candidíase e
herpes simples.

Também há maior chance de ocorrência de tumores benignos ou
malignos (câncer), principalmente de pele e no sangue e órgãos
linfáticos. Informe ao seu médico o aparecimento de reações
desagradáveis ou lesões de pele.

Pacientes idosos ( gt; 65 anos)

Pacientes idosos, particularmente aqueles que recebem
CellCept como parte de um regime imunossupressor, podem ter
maior risco de certas infecções (incluindo doença invasiva por
citomegalovírus) e possivelmente sangramento no estômago ou
intestinos e acúmulo de líquido no pulmão, quando comparados com
pacientes jovens.

Perfil de segurança do CellCept na administração
oral

Eventos adversos relatados em gt;10% e em 3% a
lt; 10% dos pacientes adultos tratados com CellCept associado
com ciclosporina A e corticosteroides em estudos
clínicos.

*(Total n = 1.483).
**(Total n = 578).
***(Total n = 564).

Nos três estudos controlados para prevenção da rejeição em
transplante dos rins, os pacientes que receberam 2 g/dia de
CellCept tiveram menos efeitos colaterais que os que receberam 3
g/dia.

Experiência pós-comercialização

Infecções:

Infecções que representam risco de morte, como meningite e
inflamação da camada mais interna do coração, tuberculose e
infecção por micobactérias atípicas, outras bactérias semelhantes
às do tubérculo, mas que em geral só afetam indivíduos com
imunidade prejudicada.

Casos de leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) (uma
doença degenerativa da substância branca do cérebro), algumas vezes
fatal, foram relatados em pacientes tratados com CellCept. Os casos
relatados geralmente apresentavam fatores de risco para LMP,
incluindo terapias imunossupressoras e disfunção do sistema
imune.

Lesão nos rins associada com o vírus BK foi observada em
pacientes tratados com CellCept. Essa infecção pode estar associada
com desfechos graves, às vezes levando a perda do enxerto
renal.

Sangue e Sistema Imunológico:

Casos de aplasia pura de série vermelha (APSV) (falta de
formação de glóbulos vermelhos na medula óssea com formação normal
de glóbulos brancos e plaquetas) e hipogamaglobulinemia (tipo de
imunodeficiência rara) foram relatados em pacientes tratados com
CellCept em associação com outros agentes
imunossupressores.

Doenças congênitas:

Têm sido relatadas malformações congênitas em filhos de
pacientes do sexo feminino expostas ao CellCept em associação com
outros imunossupressores durante a gravidez.

Gravidez, pós-parto e condições perinatais:

Casos de abortos espontâneos foram relatados em pacientes
expostas ao micofenolato de mofetila, principalmente no primeiro
trimestre da gravidez.

Gastrintestinal:

Inflamação do intestino (causada algumas vezes por
citomegalovírus) e do pâncreas, casos isolados de diminuição
acentuada das vilosidades intestinais.

Outras reações adversas durante a experiência
pós-comercialização com CellCept são semelhantes àquelas
observadas nos estudos controlados de transplante dos rins, do
coração e do fígado.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do CellCept

Gravidez

CellCept é contraindicado na gravidez porque provoca alterações
no feto em formação.

Cellcept aumenta o risco de abortos espontâneos (principalmente
no primeiro trimestre da gravidez) e aumenta o risco de
malformações congênitas no caso de exposição materna durante a
gravidez.

As seguintes malformações foram mais frequentemente
relatadas no período de pós-comercialização em filhos de pacientes
expostas ao Cellcept em associação com outros imunossupressores
durante a gravidez:

Malformações faciais, anormalidades do ouvidos e olhos,
malformações dos dedos, anormalidades do coração, malformações do
esôfago e malformações do sistema nervoso.

Trabalho de parto e parto:

O uso seguro de CellCept durante trabalho de parto e parto
não foi estabelecida.

Lactação:

CellCept é contraindicado durante a amamentação devido ao
potencial de reações adversas sérias para o seu filho.

Uso em idosos ( gt; 65
anos)

O comportamento de CellCept em idosos não foi avaliado
formalmente. Pacientes idosos podem ter maior risco de eventos
adversos como certas infecções (incluindo doença invasiva por
citomegalovírus) e possivelmente sangramento no estômago ou
intestinos e acúmulo de líquido no pulmão, quando comparados com
pacientes jovens.

Uso em crianças (idade lt; 18
anos)

Não existem dados disponíveis para transplante de coração ou de
fígado em pacientes pediátricos.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar
máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos de
CellCept sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Composição do CellCept

Apresentações

Comprimidos revestidos de 500 mg. Caixas com 50 comprimidos.

Via oral.

Uso adulto.

Composição

Cada comprimido revestido de
CellCept contém:

500 mg Micofenolato de mofetila.

Excipientes:

Croscarmelose sódica, celulose microcristalina, povidona K-90,
estearato de magnésio, hipromelose, hiprolose, dióxido de titânio,
macrogol 400, laca de índigo carmim e óxido de ferro vermelho.

Superdosagem do CellCept

Em caso de administração de doses maiores que as doses
recomendadas pelo médico podem aparecer reações adversas
características do medicamento, como diarreia, vômito, diminuição
do número de glóbulos brancos, infecções, entre outras.

Espera-se que uma superdose de micofenolato de mofetila resulte,
possivelmente, em uma supressão acentuada do sistema imune e em um
aumento da susceptibilidade a infecções e à supressão da medula
óssea.

CellCept não pode ser removido por hemodiálise. Entretanto,
em concentrações plasmáticas elevadas (gt;100 mcg/mL), parte da
droga pode ser removida. Os sequestrantes de ácido biliar, como a
colestiramina, podem aumentar a excreção deste medicamento.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do CellCept

Aciclovir:

Concentrações plasmáticas maiores de aciclovir e MPAG foram
observadas quando micofenolato de mofetila foi administrado com
aciclovir em comparação com a administração de cada droga
isoladamente. Devido ao aumento da concentração plasmática de MPAG
na presença de disfunção renal, como ocorre com o aciclovir, pode
ocorrer competição entre o micofenolato de mofetila e o aciclovir
ou suas pró-drogas como o valganciclovir pela secreção tubular e
isso pode aumentar as concentrações de ambas as drogas.

Antiácidos e inibidores da bomba de prótons
(IBPs):

Exposição diminuída de ácido micofenólico (MPA) foi observada
quando antiácidos, como hidróxidos de alumínio e magnésio, e IBPs,
incluindo omeprazol, lansoprazol e pantoprazol, foram administrados
com micofenolato de mofetila. Não foram observadas diferenças
significativas ao comparar as taxas de rejeição de transplante ou
as taxas de perda do enxerto entre pacientes de micofenolato de
mofetila que utilizaram IBPs versus pacientes de micofenolato de
mofetila que não utilizaram IBPs. Esses dados suportam a
extrapolação dessa observação para todos os antiácidos, pois a
redução à exposição é consideravelmente menor quando micofenolato
de mofetila foi coadministrado com hidróxidos de alumínio e
magnésio em relação à coadministração com IBPs.

Colestiramina:

Após administração de 1,5 g de micofenolato de mofetila em
indivíduos saudáveis pré-tratados com colestiramina 4 g, três vezes
ao dia durante quatro dias, houve redução de 40% na AUC do MPA.
Deve-se ter cautela durante a administração concomitante de drogas
que interfiram na circulação entero-hepática.

Ciclosporina A:

A farmacocinética da ciclosporina A (CsA) não é afetada por
micofenolato de mofetila. Entretanto, CsA interfere na circulação
entero-hepática do MPA, resultando em reduções de 30% a 50% na
exposição do MPA em pacientes transplantados renais tratados com
micofenolato de mofetila e CsA, se comparado com pacientes que
receberam sirolimo ou belatacept e doses semelhantes de
micofenolato de mofetila. Inversamente, mudanças na exposição de
MPA devem ser esperadas quando há substituição do uso de CsA para
um dos imunossupressores que não interferem na circulação entero-
hepática do MPA.

Telmisartana:

A administração concomitante de telmisartana e micofenolato de
mofetila resultou em uma diminuição de aproximadamente 30% nas
concentrações de ácido micofenólico (MPA). Telmisartan altera a
eliminação do MPA por aumentar a expressão de PPAR gama (receptor
gama ativador da proliferação de peroxissoma), que por sua vez
resulta no aumento da expressão e da atividade de UGT1A9. Ao
comparar as taxas de rejeição do transplante, as taxas de perda do
enxerto ou perfis de eventos adversos entre os pacientes de
micofenolato de mofetila com e sem uso concomitante de
telmisartana, não foram observadas consequências clínicas da
interação medicamentosa farmacocinética.

Ganciclovir:

baseado nos resultados de um estudo com administração de dose
única, nas doses recomendadas de o micofenolato de mofetila
oral e ganciclovir intravenoso e nos efeitos conhecidos da
deterioração renal sobre a farmacocinética do MMF e do ganciclovir,
prevê-se que a co-administração desses agentes (que competem pelos
mecanismos de secreção tubular renal) resultará em aumento na
concentração do MPAG e do ganciclovir. Nenhuma alteração
substancial na farmacocinética do MPA é prevista, não sendo
necessário o ajuste da dose do MMF.

Pacientes com deterioração renal nos quais o MMF e o ganciclovir
ou suas pró-drogas, como o valganciclovir, são co-administrados,
devem ser monitorados cuidadosamente.

Contraceptivos orais:

Um estudo de coadministração de micofenolato de mofetila (1 g
duas vezes ao dia) e contraceptivo oral combinado contendo
etinilestradiol (0,02 – 0,04 mg) e levonorgestrel (0,05 – 0,20 mg),
desogestrel (0,15 mg) ou gestodene (0,05 – 0,10 mg) envolvendo 18
mulheres com psoríase e conduzido por mais de três ciclos
menstruais não mostrou influência clínica relevante de micofenolato
de mofetila nos níveis séricos da progesterona, do LH e do FSH, não
indicando, portanto, influência de micofenolato de mofetila no
efeito supressor da ovulação dos contraceptivos orais. A
farmacocinética dos contraceptivos orais não foi afetada em um
nível clinicamente relevante pela co-administração de micofenolato
de mofetila.

Rifampicina:

Após correção da dose, uma diminuição em 70% da exposição de MPA
(AUC0-12h) foi observada com administração concomitante de
rifampicina em um único paciente transplantado de coração e pulmão.
Portanto, recomenda-se controlar os níveis de exposição de MPA e
ajustar as doses de micofenolato de mofetila para manter a eficácia
clínica quando as drogas são administradas concomitantemente.

Tacrolimo:

Não foi observado efeito na AUC ou Cmáx do MPA em
pacientes transplantados hepáticos, ao administrar tacrolimo
concomitantemente com micofenolato de mofetila. Observou-se
resultado similar em um estudo recente, em pacientes transplantados
renais.

Em pacientes transplantados renais, mostrou-se que a
concentração do tacrolimo parece não ser alterada pelo micofenolato
de mofetila.

Entretanto, em pacientes transplantados hepáticos estáveis,
observou-se aumento de aproximadamente 20% na AUC do tacrolimo,
quando foram administradas doses múltiplas de micofenolato de
mofetila (1,5 g duas vezes ao dia) para pacientes recebendo
tacrolimo.

Antibióticos eliminadores de bactérias intestinais produtoras de
-glucuronidase (por exemplo, aminoglicosídeos, cefalosporinas,
fluoroquinolona, e antibióticos penicilínicos) podem interferir na
recirculação entero-hepática, o que acarreta na redução da
exposição sistêmica de MPA.

Informações acerca dos seguintes antibióticos estão
disponíveis:

Ciprofloxacina ou amoxicilina associada ao ácido
clavulânico:

Reduções de 54% nas concentrações pré-tomada (vale) de MPA foram
relatadas em pacientes transplantados renais nos dias imediatamente
após o início da ciprofloxacina oral ou amoxicilina associada
ao ácido clavulânico. Os efeitos tendem a diminuir com o uso
continuado do antibiótico e a cessar após a descontinuação. A
alteração no nível de pré-dose pode não representar exatamente as
alterações na exposição global ao MPA, portanto, a relevância
clínica dessas observações é incerta.

Norfloxacino e metronidazol:

Norfloxacino em combinação com metronidazol diminuiu a AUC0-48
do MPA em 30%, após dose única de micofenolato de mofetila. Esse
efeito sobre a exposição sistêmica de MPA não ocorreu com qualquer
um destes antibióticos quando foram administradas
separadamente.

Trimetoprima – sulfametoxazol:

Não foi observado efeito sobre a exposição sistêmica do MPA
(AUC, Cmax) com a combinação trimetoprima /
sulfametoxazol.

Outras interações:

Coadministração de probenecida com micofenolato de mofetila em
macacos aumenta, em três vezes, a AUC plasmática do MPAG.

Portanto, outras drogas que sofrem secreção tubular renal podem
competir com o MPAG e aumentar a concentração plasmática de
ambas.

A administração concomitante de sevelamer e micofenolato de
mofetila, em pacientes adultos, diminuiu a Cmáx e a
AUC0-12 do MPA em aproximadamente 30% e 25%, respectivamente. Esses
dados sugerem que o sevelamer e outros ligantes de fosfato livres
de cálcio devem ser administrados, preferencialmente, duas horas
após a tomada de micofenolato de mofetila, para minimizar o impacto
na absorção do MPA.

Vacinas de vírus vivos:

Vacinas de vírus vivos não devem ser administradas a pacientes
com alteração da resposta imune. A resposta de anticorpos a outras
vacinas pode estar diminuída.

Interação Alimentícia do CellCept

A alimentação não teve nenhum efeito sobre a extensão da
absorção (AUC do MPA) de micofenolato de mofetila quando
administrado na dose de 1,5 g duas vezes ao dia em pacientes
submetidos a transplante renal. Porém, a Cmáx do MPA
diminuiu 40% na presença de alimento.

Ação da Substância CellCept

Resultados da eficácia

Eficácia

O micofenolato de mofetila foi administrado, em estudos
clínicos, para a prevenção de episódios de rejeição em transplante
renal, cardíaco e hepático, em associação com os seguintes agentes:
imunoglobulina antitimocítica, OKT3, ciclosporina A e
corticosteroides. O micofenolato de mofetila foi também utilizado,
em associação com a ciclosporina A e corticosteroide, para o
tratamento de episódios de rejeição refratária em transplante
renal. Antes do tratamento com micofenolato de mofetila, o paciente
poderia também ter recebido imunoglobulina antilinfocítica,
imunoglobulina antitimocítica e OKT3. O micofenolato de mofetila,
além disso, foi utilizado em estudos clínicos associado ao
daclizumabe e tacrolimo.

Prevenção da rejeição de órgãos

Adultos:

A segurança e a eficácia de micofenolato de mofetila, em
associação com corticosteroides e ciclosporina A, para a prevenção
da rejeição do enxerto, foram avaliadas em três estudos
multicêntricos, randomizados e duplo-cegos em receptores de
transplante renal, em um estudo randomizado e duplo-cego em
receptores de transplante cardíaco e em um estudo multicêntrico,
randomizado e duplo-cego em receptores de transplante hepático.

Transplante renal

Adultos:

Os três estudos compararam duas doses de micofenolato de
mofetila oral (1 g, duas vezes ao dia, e 1,5 g, duas vezes ao dia)
com a azatioprina (dois estudos) ou placebo (um estudo) quando
administrados em associação com ciclosporina A e corticosteroide,
para prevenir episódios de rejeição aguda.

O desfecho principal de eficácia foi a proporção de pacientes em
cada grupo de tratamento que apresentaram falha de tratamento nos
primeiros seis meses após o transplante (definida como rejeição
aguda comprovada por biópsia ou a ocorrência de morte, perda do
enxerto ou a retirada prematura do estudo por qualquer razão que
não rejeição comprovada por biópsia). O micofenolato de mofetila
foi avaliado em três esquemas terapêuticos: (1) indução com
imunoglobulina antitimocítica/MMF ou azatioprina/ciclosporina
A/corticosteroide, (2) MMF ou azatioprina/ciclosporina
A/corticosteroide, e (3) MMF ou placebo/ciclosporina
A/corticosteroide.

O micofenolato de mofetila, em associação com corticosteroides e
ciclosporina A, reduziu a incidência de falha de tratamento (p lt;
0,05) nos primeiros seis meses após o transplante. As tabelas, a
seguir, resumem os resultados destes estudos. Os pacientes que
descontinuaram prematuramente o tratamento foram acompanhados
quanto à ocorrência de morte ou de perda do enxerto, sendo que a
incidência cumulativa destes dois eventos está descrita
separadamente. Pacientes que descontinuaram prematuramente o
tratamento não foram acompanhados quanto à ocorrência de rejeição
aguda após o término. Um número maior de pacientes no grupo
micofenolato de mofetila descontinuou o tratamento (sem rejeição
comprovada por biópsia, morte ou perda do enxerto prévia), quando
comparado com o grupo controle, com os índices mais altos no grupo
de micofenolato de mofetila 3 g/dia. Entretanto, os índices de
rejeição aguda podem estar subestimados, particularmente no grupo
de micofenolato de mofetila 3 g/dia.

Estudos em transplante renal

Incidência de falha de tratamento (Rejeição
comprovada por biópsia ou término precoce por qualquer
motivo)

*Indução com imunoglobulina antitimocítica/MMF ou
azatioprina/ciclosporina A/corticosteroides.

*MMF ou azatioprina/ciclosporina A/corticosteroides.

*MMF ou placebo/ciclosporina A/corticosteroides.
**Não inclui morte ou perda do enxerto como razão para o término
precoce.

A incidência cumulativa de perda do enxerto e de morte de
pacientes aos 12 meses está apresentada a seguir. Nenhuma
superioridade de micofenolato de mofetila em relação à perda do
enxerto e à morte de paciente foi estabelecida. Numericamente, os
pacientes que receberam micofenolato de mofetila 2 g/dia e 3 g/dia
apresentaram melhores resultados que os pacientes do grupo controle
nos três estudos; pacientes que receberam micofenolato de mofetila
2 g/dia apresentaram melhores resultados que os que receberam 3
g/dia em dois dos três estudos. Em todos os grupos de tratamento,
os pacientes que terminaram prematuramente o tratamento tiveram
resultados piores em relação à perda do enxerto e à morte de
pacientes com um ano.

Estudos em transplante renal

Incidência cumulativa de perda do enxerto e morte de
pacientes em 12 meses

Transplante cardíaco

Um estudo multicêntrico, de grupos paralelos, randomizado,
comparativo e duplo-cego foi realizado em receptores primários de
transplante cardíaco. Foram envolvidos 650 pacientes; 72 não
receberam droga do estudo e 578 receberam.

Os pacientes receberam micofenolato de mofetila 1,5 g duas vezes
ao dia (n = 289) ou azatioprina 1,5 a 3 mg/kg/dia (n = 289), em
associação com ciclosporina A e corticosteroide como terapia
imunossupressora de manutenção. Os dois parâmetros primários de
eficácia foram: (1) a proporção de pacientes que, após o
transplante, apresentaram pelo menos um episódio de rejeição
comprovada por biópsia endomiocárdica, com comprometimento
hemodinâmico ou foram retransplantados ou morreram nos primeiros
seis meses, e (2) a proporção de pacientes que morreram ou foram
retransplantados nos primeiros 12 meses após o transplante. Os
pacientes que descontinuaram prematuramente o tratamento foram
acompanhados quanto à ocorrência de rejeição do enxerto por até
seis meses e quanto à ocorrência de morte por um ano.

Rejeição:

Nenhuma diferença foi estabelecida entre micofenolato de
mofetila e azatioprina em relação à rejeição comprovada por biópsia
com comprometimento hemodinâmico, como apresentado abaixo.

Rejeição em seis meses​

*Comprometimento hemodinâmico ocorreu quando os seguintes
critérios foram encontrados: gradiente de pressão capilar pulmonar
20 mm ou um aumento de 25%; índice cardíaco lt; 2,0
L/min/m2 ou uma diminuição de 25%; fração de ejeção 30%;
saturação de oxigênio da artéria pulmonar 60% ou uma diminuição de
25%; presença de ritmo de galope com B3; restrição de fração
20% ou uma diminuição de 25%; necessidade de suporte inotrópico
para controle das condições clínicas.

Sobrevida:

Nos pacientes envolvidos no estudo não houve diferença
estatisticamente significativa em relação à morte e retransplante
entre os pacientes randomizados do grupo micofenolato de mofetila e
os do grupo azatioprina. Nos pacientes que receberam droga do
estudo, o limite inferior de 97,5% para o intervalo de confiança da
diferença entre morte e retransplante foi de 0,9 no primeiro ano,
indicando que micofenolato de mofetila foi superior à azatioprina
nesses pacientes, como apresentado abaixo.

Morte ou retransplante no primeiro ano

Transplante hepático

Um estudo multicêntrico, paralelo, randomizado, comparativo e
duplo-cego em receptores primários de transplante hepático foi
realizado em 16 centros nos EUA, em dois no Canadá, em quatro na
Europa e em um na Austrália. O número total de pacientes envolvidos
foi de 565, sendo que 564 receberam os medicamentos do estudo. Os
pacientes receberam micofenolato de mofetila, 1 g, duas vezes ao
dia IV, por 14 dias, seguido de micofenolato de mofetila, 1,5 g,
duas vezes ao dia por via oral ou azatioprina 1 – 2 mg/kg/dia IV,
seguida por azatioprina 1 – 2 mg/kg/dia por via oral, em associação
com ciclosporina A e corticosteroide como terapia imunossupressora.
Os dois parâmetros principais de eficácia foram: (1) a proporção de
pacientes que apresentaram, nos primeiros seis meses após o
transplante, um ou mais episódios de rejeição tratada comprovada
por biópsia ou morte/retransplante, e (2) a proporção de pacientes
que apresentaram perda do enxerto (morte/retransplante) nos
primeiros 12 meses após o transplante. Os pacientes que
descontinuaram prematuramente o tratamento foram acompanhados
quanto à ocorrência de rejeição do enxerto e quanto à ocorrência de
perda do enxerto (morte/retransplante) por um ano.

Resultados:

Em uma análise primária (intenção de tratamento), micofenolato
de mofetila, em associação com ciclosporina A e corticosteroide,
foi superior à azatioprina na prevenção da rejeição aguda (p =
0,025) e equivalente à azatioprina em relação à sobrevida.

Rejeição em seis meses/morte ou retransplante em um
ano

  AZA N = 287 Micofenolato de mofetila
N = 278
Rejeição tratada
comprovada por biópsia em seis meses
137 (47,7%) 107 (38,5%)
Morte ou retransplante
em um ano
42 (14,6%) 41 (14,7%)

Tratamento da rejeição refratária

Um estudo randomizado, aberto e comparativo de MMF 3 g/dia
versus corticosteroide intravenoso foi realizado em 150 receptores
de transplante renal com rejeição aguda e refratária do enxerto. O
parâmetro principal foi a proporção de pacientes que permaneceram
vivos e com enxerto funcionante após seis meses da entrada no
estudo.

Resultados:

A incidência de perda do enxerto foi inesperadamente pequena no
grupo controle e a análise primária, baseada no teste da taxa de
probabilidade sequencial, mostrou uma tendência de maior sobrevida
do enxerto no grupo MMF (p = 0,081). Uma análise secundária,
usando o teste de Cochran-Mantel-Haenzel (não ajustado para o
monitoramento sequencial), sugeriu uma redução de 45% na incidência
de perda do enxerto ou morte no grupo MMF após seis meses da
entrada no estudo (p = 0,062).

Perda do enxerto ou morte em seis meses

  Corticoide IV N = 73 Micofenolato de mofetila
N = 77
Perda do enxerto ou
morte em seis meses
19 (26,0%) 11 (14,3

Características Farmacológicas

Farmacodinâmica

O micofenolato de mofetila (MMF) é o éster 2-morfolinoetil do
ácido micofenólico (MPA). MPA é um inibidor potente, seletivo,
não-competitivo e reversível da inosina monofosfato desidrogenase
(IMPDH) e, portanto, inibe a via de novo da síntese do nucleotídeo
guanosina sem incorporação ao DNA. O mecanismo pelo qual o MPA
inibe a atividade enzimática da IMPDH parece estar relacionado à
capacidade do MPA em mimetizar estruturalmente tanto o co-fator
dinucleotídeo adenina nicotinamida, como uma molécula catalítica de
água. Isso impede a oxidação do IMP a xantose-5’-monofosfato, que é
um passo fundamental na síntese de novo do nucleotídeo guanosina. O
MPA tem efeito citostático maior nos linfócitos que em outras
células, pois os linfócitos T e B são extremamente dependentes,
para a sua proliferação, da via de novo da síntese das purinas, ao
passo que outras células podem utilizar vias alternativas.

Farmacocinética

A farmacocinética do MMF foi estudada em pacientes de
transplante renal, cardíaco e hepático. Em geral, o perfil
farmacocinético do MPA é semelhante em pacientes de transplante
renal e cardíaco. No período precoce do transplante hepático,
pacientes que recebem uma dose de 1,5 g oral ou intravenosa de MMF
tiveram níveis de MPA similares aos dos receptores de transplante
renal que recebem 1 g oral ou intravenoso de MMF.

Absorção

Após a administração oral, micofenolato de mofetila sofre rápida
e extensa absorção, sendo completamente metabolizado para MPA, seu
metabólito ativo. A biodisponibilidade média de micofenolato de
mofetila oral, baseada na AUC do MPA, está relacionada em 94% à de
micofenolato de mofetila IV.

O micofenolato de mofetila pode ser mensurado, sistemicamente,
durante a infusão intravenosa; entretanto, após a administração
oral, micofenolato de mofetila está abaixo do limite de
quantificação (0,4 mcg/mL).

No período de pós-transplante recente (lt; 40 dias), os
pacientes de transplante renal, cardíaco e hepático apresentaram
redução média da AUC do MPA de aproximadamente 30% e redução da
Cmáx de aproximadamente 40% comparada ao período de
pós-transplante tardio (3 – 6 meses).

No índice de infusão recomendado para pacientes submetidos a
transplante renal, os valores da AUC do MPA na fase pós-transplante
imediata após administração de 1 g duas vezes ao dia por via
intravenosa são comparáveis àqueles observados após administração
oral. Em pacientes submetidos a transplante hepático, a
administração de 1 g duas vezes ao dia por via intravenosa seguida
pela administração de 1,5 g duas vezes ao dia por via oral,
resultou em valores de AUC do MPA semelhantes àqueles encontrados
nos pacientes submetidos a transplante renal que receberam 1g duas
vezes ao dia de micofenolato de mofetila.

Equivalência de formas farmacêuticas orais

A bioequivalência de micofenolato de mofetila foi avaliada. Dois
comprimidos de 500 mg mostraram-se equivalentes a quatro cápsulas
de 250 mg.

Distribuição

Como resultado da recirculação entero-hepática, normalmente
observa-se aumento secundário na concentração plasmática do MPA em
aproximadamente 6 – 12 horas após a administração da dose. A
redução da área sob a curva (AUC) do MPA em aproximadamente 40%
está associada à co-administração de colestiramina (4 g três vezes
ao dia), indicando que existe interrupção da recirculação
entero-hepática. O MPA, em concentrações clinicamente relevantes,
apresenta-se ligado em 97% à albumina plasmática.

Metabolismo

O MPA é metabolizado principalmente pela glucoronil transferase
(isoforma UGT1A9) para formar o glucoronídeo fenólico do MPA
inativo (MPAG) In vivo, o MPAG é convertido novamente em MPA livre
através da recirculação entero-hepática. Um acil-glucoronídeo menor
(AcMPAG) também é formado. AcMPAG é farmacologicamente ativo e é
suspeito de ser responsável por alguns dos efeitos colaterais do
MMF (diarreia, leucopenia).

Eliminação

Uma porção desprezível da droga é excretada na forma de MPA (lt;
1% da dose) na urina. micofenolato de mofetila marcado
radioativamente, quando administrado por via oral, foi
completamente recuperado, sendo 93% da dose recuperada na urina e
6% recuperada nas fezes. A maior parte (aproximadamente 87%) da
dose administrada foi excretada na urina sob a forma de MPAG.

Em concentrações clínicas normais, o MPA e o MPAG não são
removidos pela hemodiálise. No entanto, em concentrações altas do
MPAG (gt; 100 mcg/mL), pequenas quantidades são removidas. Por
interferirem na circulação entero-hepática da droga, os
sequestrantes de ácido biliar, como a colestiramina, reduzem a AUC
do MPA.

A disposição de MPA depende de vários transportadores.
Polipeptídeos transportadores de ânions orgânicos (OATPs) e
proteína de resistência a múltiplas drogas tipo 2 (MRP2) estão
envolvidos na disposição do MPA; isoformas OATP, MRP2 e proteína
resistente ao câncer da mama (BCRP) são transportadores associados
à excreção biliar dos glucoronídeos. A proteína de resistência a
múltiplas drogas tipo 1 (MDR1) também é capaz de transportar MPA,
mas a sua contribuição parece estar restrita ao processo de
absorção. Nos rins, MPA e seus metabólitos interagem potencialmente
com os transportadores de ânions orgânicos renais.

Farmacocinética em situações clínicas
especiais

Pacientes com grave comprometimento renal

Em estudo de dose única (seis pacientes por grupo), a média das
AUCs do MPA plasmático observada em indivíduos com disfunção renal
crônica grave (taxa de filtração glomerular lt; 25 mL/min/1,73
m2) foi de 28 – 75% maior em relação à observada em
voluntários saudáveis normais ou indivíduos com menor grau de
comprometimento renal. A AUC do MPAG em dose única foi de três a
seis vezes maior em indivíduos com disfunção renal grave em relação
aos indivíduos com disfunção renal moderada ou a indivíduos normais
saudáveis, concordando com a eliminação renal conhecida do MPAG.
Não se estudou o efeito de doses múltiplas de micofenolato de
mofetila em pacientes com disfunção renal crônica grave.

Pacientes com retardo na função do enxerto
renal

Nos pacientes com retardo da função do enxerto renal
pós-transplante, a AUC0-12 média do MPA foi comparável à observada
em pacientes transplantados sem problemas da função do enxerto
renal pós-transplante. Deve haver um aumento transitório da fração
livre e da concentração plasmática do MPA em pacientes com retardo
na função do enxerto. Ajuste na dose de micofenolato de mofetila
não parece ser necessário. A AUC0-12 média do MPAG plasmático foi
de duas a três vezes maior que em pacientes sem retardo na função
do enxerto renal pós-transplante.

Em pacientes com retardo primário na função do enxerto após o
transplante renal, as concentrações plasmáticas do MPAG acumularam;
acúmulo do MPA, se houve, foi muito pequeno.

Pacientes com comprometimento hepático

A farmacocinética do MPAG e do MPA não foi afetada, em termos
relativos, por doença do parênquima hepático em voluntários com
cirrose alcoólica tratados com micofenolato de mofetila oral ou
intravenoso. Os efeitos da doença hepática sobre esses processos
dependem, provavelmente, da doença específica. Todavia, a doença
hepática com dano predominantemente biliar, como a cirrose biliar
primária, pode apresentar efeito diferente.

Idosos (gt;65 anos)

O comportamento de micofenolato de mofetila em idosos não foi
avaliado formalmente.

Dados de segurança pré-clínicos

Em modelos experimentais, micofenolato de mofetila não foi
tumorigênico. A dose mais alta testada em estudos de
carcinogenicidade em animais resultou em, aproximadamente, duas a
três vezes a exposição sistêmica (AUC ou Cmáx) observada
em pacientes de transplante renal na dose clínica recomendada de 2
g/dia e 1,3 – 2 vezes a exposição sistêmica (AUC ou
Cmáx) observada em pacientes de transplante cardíaco na
dose clínica recomendada de 3 g/dia. Dois ensaios genotóxicos
(ensaio de linfoma/timidina quinase em ratos e ensaio de aberração
micronuclear em ratos) mostraram o potencial de micofenolato de
mofetila de causar instabilidade cromossômica em doses com níveis
altamente tóxicos. Outros testes genotóxicos (ensaio da mutação
bacteriana, ensaio da conversão genética mitótica da levedura ou
ensaio da aberração cromossômica das células ovarianas de hamster
chinês) não mostraram atividade mutagênica.

O micofenolato de mofetila não apresentou efeito na fertilidade
de ratos machos em doses orais de até 20 mg/kg/dia. A exposição
sistêmica a essa dose representa duas a três vezes a exposição
clínica na dose recomendada de 2 g/dia para pacientes de
transplante renal e 1,3 – 2 vezes a exposição sistêmica em
pacientes de transplante cardíaco na dose clínica recomendada de 3
g/dia. Em estudos de reprodução e fertilidade em animais fêmeas,
doses orais de 4,5 mg/kg/dia causaram malformação (incluindo
anoftalmia, agnatia e hidrocefalia) na primeira geração de
filhotes, na ausência de toxicidade materna. A exposição sistêmica
a essa dose foi aproximadamente 0,5 vez a exposição clínica na dose
recomendada de 2 g/dia para pacientes de transplante renal e
aproximadamente 0,3 vez a exposição clínica na dose recomendada de
3 g/dia para pacientes de transplante cardíaco. Nenhum efeito na
fertilidade ou nos parâmetros reprodutivos foi observado nas fêmeas
com crias ou nas gerações subsequentes.

Em estudos teratogênicos em ratos e coelhos, reabsorção fetal e
malformações ocorreram em ratos na dose de 6 mg/kg/dia (incluindo
anoftalmia, agnatia e hidrocefalia) e em coelhos na dose de 90
mg/kg/dia (incluindo anormalidades cardiovascular e renal, como
ectopia de cordão e renal, e hérnia diafragmática e umbilical), na
ausência de toxicidade materna. A exposição sistêmica a esses
níveis é equivalente a cerca de menos de 0,5 vez a exposição
clínica na dose recomendada de 2 g/dia para pacientes de
transplante renal e aproximadamente 0,3 vez a exposição clínica na
dose recomendada de 3 g/dia para pacientes de transplante
cardíaco.

Os sistemas hematológico e linfático foram os primeiros a serem
comprometidos em estudos toxicológicos realizados com micofenolato
de mofetila em ratos, camundongos, cachorros e macacos. Esses
efeitos ocorreram em níveis de exposição sistêmica que são menores
que a exposição clínica na dose recomendada de 2 g/dia para
pacientes de transplante renal. Efeitos gastrintestinais foram
observados em cachorros em níveis de exposição sistêmica
equivalentes ou menores que a exposição na dose recomendada.
Efeitos gastrintestinal e renal compatíveis com desidratação também
foram observados em macacos com a dose mais elevada (níveis de
exposição sistêmica que são equivalentes ou maiores que a exposição
clínica). O perfil de toxicidade não clínica de micofenolato de
mofetila parece ser compatível com os eventos adversos observados
em estudos clínicos em humanos, que atualmente fornecem dados de
segurança de maior relevância para os pacientes.

Cuidados de Armazenamento do CellCept

CellCept deve ser mantido em sua embalagem original. Os
comprimidos devem ser mantidos em temperatura ambiente (entre 15º e
30º C) e protegidos da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: Vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Característica física

CellCept apresenta coloração lavanda e a inscrição CellCept
500 mg em um dos lados e

ROCHE

 

no outro lado.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do CellCept

MS-1.0100.0539

Farm. Resp.:

Tatiana Tsiomis Díaz
CRF-RJ nº 6942

Fabricado para:

F. Hoffmann-La Roche Ltd, Basileia, Suíça

Fabricado por:

Roche S.p.A., Segrate, Itália

Embalado por:

F. Hoffmann-La Roche Ltd, Kaiseraugst, Suíça

Registrado, importado e distribuído no Brasil
por:

Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Est. dos Bandeirantes, 2020 CEP 22775-109 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.009.945/0023-39

Serviço Gratuito de Informações – 0800 7720
289

Cellcept, Bula extraída manualmente da Anvisa.

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