Bextra Bula

Bextra

Contraindicação do Bextra

Bextra® IM/IV é contraindicado a pacientes com
hipersensibilidade conhecida ao parecoxibe ou valdecoxibe e a
outros componentes da fórmula. Bextra® IM/IV é também
contraindicado a pacientes que demonstraram reações do tipo
alérgicas a sulfonamidas. Bextra® IM/IV não deve ser administrado
em pacientes que tenham tido asma (doença do aparelho respiratório,
onde a respiração é difícil, curta e ofegante), urticária (alergia
da pele) ou reações alérgicas depois de terem usado ácido
acetilsalicílico, anti-inflamatórios não-esteroides (AINE) ou
outros inibidores específicos da enzima cicloxigenase 2. Bextra®
IM/IV também é contraindicado a paciente em tratamento da dor
pós-operatória imediatamente após cirurgia de revascularização
(cirurgia realizada para desobstrução das artérias) do miocárdio
(músculo do coração). Deve-se evitar a administração de Bextra®
IM/IV no terceiro trimestre de gravidez. Bextra® IM/IV só deve ser
usado durante a gravidez, de acordo comorientação médica, se o
benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.
Não se sabe se Bextra® IM/IV é excretado no leite materno. Informe
ao seu médico caso esteja amamentando.

Como usar o Bextra

Bextra® IM/IV deve ser reconstituído antes do uso. O produto não
contém conservantes e sua preparação exige técnica asséptica
(estéril). Recomenda-se reconstituir Bextra® IM/IV com 2 mL
(frascos de 40 mg) de solução IM/IV de cloreto de sódio a 0,9%. Os
seguintes diluentes também podem ser utilizados para a
reconstituição de Bextra® IM/IV: solução bacteriostática de cloreto
de sódio a 0,9%, solução de glicose a 5%, solução de glicose a 5%
com cloreto de sódio a 0,45%. Não se recomenda para a
reconstituição o uso de solução de Ringer lactato ou solução de
glicose a 5% em Ringer lactato, pois ocorrerá a precipitação do
medicamento. Não se recomenda o uso de água para injetáveis para a
reconstituição de Bextra® IM/IV, uma vez que a solução resultante
não é isotônica.

Compatibilidades e Incompatibilidades – Após a reconstituição
com diluente adequado Bextra® IM/IV pode ser injetado através de
uma via de infusão IV (intravenosa) usada para as soluções abaixo:
solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%; solução de glicose a
5%; solução de Ringer lactato; solução de glicose a 5% com cloreto
de sódio a 0,45%. Não se recomenda a injeção em via de
administração intravenosa com solução de glicose a 5% em Ringer
lactato ou outras soluções IV não listadas acima, pois isso pode
causar a precipitação da solução. Bextra® IM/IV não deve ser
misturado a qualquer outro medicamento para administração na mesma
seringa. Não injetar Bextra® IM/IV numa via de infusão IV de
qualquer outro medicamento. A via IV deve ser adequadamente limpa
antes e após a injeção de Bextra® IM/IV com uma solução de
compatibilidade conhecida.

POSOLOGIA
Bextra® IM/IV pode ser administrado por via IV (intravenosa) ou IM
(intramuscular) em dose única ou em dose múltipla em regime regular
ou quando necessário. Após o início do tratamento, a dose pode ser
ajustada com base na resposta do paciente. O tempo de duração do
tratamento não deve exceder a 5 dias. Bextra® IM/IV só é indicado
para pacientes que precisam desse tratamento onde a terapia oral
não é uma alternativa. É recomendado que os pacientes sejam
transferidos para a terapia oral alternativa assim que indicado
clinicamente. Como o risco de doenças cardiovasculares (doenças que
afetam o coração e os vasos sanguíneos) associadas a inibidores
específicos da ciclooxigenase-2 (COX-2) pode aumentar com a dose e
duração da exposição, devem ser usadas a menor duração possível e a
dose efetiva diária mais baixa. No entanto, a relevância desta
descoberta para o uso de curto prazo de Bextra® IM/IV no cenário
pós-operatório não foi avaliada.

Analgesia Imediata (eliminação ou diminuição da dor
imediatamente) – A dose única ou inicial recomendada para
tratamento de dor é de 40 mg por via IM ou IV. Para cólica renal
aguda, é recomendada uma dose única de 40 mg pela via IV.
ADMINISTRAÇÃO: a injeção in bolus pode ser administrada diretamente
na veia ou numa via IV existente. A injeção IM deve ser
administrada lenta e profundamente no interior do músculo.

Prevenção da Dor Pós-Operatória – A dose recomendada na
administração pré-operatória é de 40 mg IM ou IV (preferencialmente
IV), 30 a 45 minutos antes do procedimento cirúrgico. Pode ser
necessário continuar o tratamento com Bextra® IM/IV no
pós-operatório para adequar o efeito analgésico.

Manutenção da Analgesia (manutenção da eliminação ou diminuição
da dor) – Após a prevenção da dor pós- operatória ou da obtenção da
analgesia inicial, pode-se repetir o uso de Bextra® IM/IV com 20 mg
ou 40 mg a cada 6 a 12 horas. A dose diária máxima é de 80 mg por
via IM ou IV. Não se recomenda o uso por outras vias de
administração, que não IM ou IV, devido à ausência de dados
clínicos.

Uso Concomitante com Analgésicos Opioides – Analgésicos opioides
podem ser usados concomitantemente com parecoxibe na dose descrita
acima. Um efeito ótimo é obtido quando Bextra® IM/IV é dado antes
da administração do opioide. Em todas as avaliações clínicas,
Bextra® IM/IV foi administrado a uma dose fixa com intervalos de
dose regulares considerando que os opioides foram administrados
conforme necessidade.

Administração – A injeção in bolus pode ser administrada
diretamente na veia ou numa via IV existente (vide
“Compatibilidades e Incompatibilidades” acima). A injeção IM deve
ser administrada lenta e profundamente no interior do músculo.

Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática (diminuição da
função do fígado) – Nenhum ajuste de dose é necessário em pacientes
com insuficiência hepática leve. A menor dose recomendada deve ser
utilizada em pacientes com insuficiência hepática moderada. Não há
estudos envolvendo pacientes com insuficiência hepática grave,
portanto, não se recomenda o uso em tais pacientes. A dose inicial
recomendada em pacientes com alteração hepática moderada é de 20 mg
e a dose diária máxima deve ser reduzida para 40 mg.

Uso em Pacientes com Insuficiência Renal (Diminuição da Função
dos Rins) – O tratamento com Bextra® IM/IV de pacientes com
insuficiência renal grave ou daqueles que possam estar predispostos
à retenção de líquidos deve ser iniciado com a menor dose
recomendada, e a função renal cuidadosamente monitorada.

Uso em Idosos – Não é necessário, geralmente, ajuste de dose. No
entanto, para pacientes idosos pesando menos que 50 kg, é
aconselhável reduzir a dose inicial de Bextra® IM/IV em 50%. A dose
diária máxima deve ser reduzida para 40 mg em pacientes pesando
menos que 50 kg.

Quando Bextra® IM/IV é coadministrado com fluconazol, a menor
dose de Bextra® IM/IV recomendada deve ser utilizada.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários,
as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

Precauções do Bextra

Efeitos cardiovasculares (efeitos que afetam o coração e os
vasos sanguíneos): inibidores COX-2 (classe de anti-
inflamatórios), da qual o Bextra® IM/IV faz parte, estão associados
com o aumento do risco de eventos adversos cardiovasculares
(doenças que acometem o coração e os vasos sanguíneos) e
trombóticos (obstrução de algum tipo de veia ou artéria) quando
administrados por muito tempo. A exata importância do risco
associado com uma dose única ainda não foi determinada, assim como
a exata duração da terapia associada com risco aumentado. Bextra®
IM/IV é, portanto, contraindicado, para o tratamento de dor
pós-operatória imediata seguida de cirurgia CABG (cirurgia de
desobstrução das artérias do coração ou substituição de artérias do
coração).

Efeitos Gastrointestinais (GI): em pacientes tratados com
Bextra® IM/IV, ocorreu hemorragia (perda excessiva de sangue),
ulceração (erosão da parede do estômago ou intestino) ou perfuração
do trato gastrointestinal superior (parte do aparelho
gastrointestinal que compreende boca, esôfago, estômago e intestino
delgado). Os pacientes sob maior risco de desenvolvimento de
complicação ulcerosa com AINEs (anti-inflamatórios não- esteroides)
são os idosos, aqueles com doença cardiovascular, os usuários de
ácido acetilsalicílico ou os pacientes com história de doença do
TGI (aparelho gastrointestinal) ou doença ativa do TGI, tais como
ulceração, sangramento ou condições inflamatórias. Não se sabe como
se aplicam ao Bextra® IM/IV as taxas de toxicidade gastrointestinal
grave observadas com outros AINEs que inibem tanto a COX-1 quanto a
COX-2 (enzimas presentes no corpo humano), mas Bextra® IM/IV
apresenta menores taxas de complicações no aparelho
gastrointestinal. Toxicidade gastrointestinal grave como
sangramento, ulceração e perfuração do estômago ou duodeno (parte
do intestino), pode ocorrer a qualquer momento, com dor abdominal
ou sem sintomas, em pacientes tratados com anti-inflamatório
não-esteroide (AINE). Outros sintomas gastrointestinais altos, como
dispepsia (má digestão) podem ocorrer a qualquer momento durante a
terapia com um AINE. Avise seu médico se estes sintomas ocorrerem e
pare de utilizar a medicação imediatamente. Bextra® IM/IV deve ser
utilizado com cautela por pacientes com histórico de doença
ulcerosa ou sangramento gastrointestinal alto. A maior parte dos
relatos espontâneos de eventos GI fatais ocorrem em idosos e
pacientes debilitados; portanto, cuidado especial deve ser
empregado no tratamento desta população. Além de antecedente de
doença ulcerosa, estudos epidemiológicos identificaram outras
condições que podem aumentar o risco de sangramento GI: tratamento
com corticosteroides e/ou anticoagulantes, maior exposição aos
AINEs, tabagismo, alcoolismo, idade avançada e mau estado
geral.

Efeitos na Pele: foram relatadas reações dermatológicas graves,
incluindo eritema multiforme (manchas vermelhas, bolhas e
ulcerações em todo o corpo) e síndrome de Stevens-Johnson (reação
alérgica grave com bolhas na pele e mucosas), através da vigilância
pós-comercialização em pacientes que receberam Bextra® IM/IV.
Também foram relatadas dermatite esfoliativa (descamação da pele),
eritema multiforme e síndrome de Stevens-Johnson, necrólise
epidérmica tóxica (descamação grave da camada superior da pele)
através da vigilância pós-comercialização em pacientes que
receberam valdecoxibe. Foram relatadas fatalidades devido à
síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica com
valdecoxibe e não podem ser descartadas para Bextra® IM/IV. Os
pacientes parecem estar sob um risco maior para esses eventos
durante o início do tratamento; com o início dos eventos ocorrendo,
na maioria dos casos, dentro das duas primeiras semanas de
tratamento. Bextra® IM/IV deve ser interrompido ao primeiro sinal
de erupção cutânea (lesão na pele), lesões na mucosa ou qualquer
outro indicativo de hipersensibilidade. Reações dermatológicas
graves também foram relatadas com outros inibidores da COX-2
durante a experiência pós-comercialização.

Reações Adversas do Bextra

Eventos com incidência ≥ 10% – náusea (enjoo).

Eventos com incidência ≥ 1% e lt; 10% – dor abdominal,
constipação (prisão de ventre), dispepsia (má digestão), vômito,
edema periférico (inchaço nas extremidades do corpo), osteíte
alveolar (por deslocamento do coágulo sanguíneo expondo o osso após
extração dentária), tontura, insônia, oligúria (volume da urina
excretada menor que as necessidades normais), suor aumentado,
prurido (coceira), hipotensão (pressão baixa).
Eventos com incidência ≥ 0,5% e lt; 1% – boca seca, flatulência
(gases), dor nas costas, bradicardia (diminuição dos batimentos
cardíacos), faringite (inflamação da faringe), rash (vermelhidão da
pele), hipertensão (pressão alta).

Eventos com incidência ≤ 0,5% – infarto do miocárdio (morte das
células do músculo cardíaco devido à diminuição da quantidade de
sangue/oxigênio), dor de ouvido, esofagite (inflamação do esôfago),
refluxo gastroesofágico (conteúdo do estômago que volta para o
esôfago), diminuição dos ruídos hidroaéreos (sons ouvidos),
pancreatite (inflamação do pâncreas), inchaço perioral, dor no
local da injeção, reação no local da injeção, astenia (fraqueza),
reação anafilactoide (alergia), aumento da ureia nitrogenada
sanguínea, aumento da creatina fosfoquinase (enzima liberada pelo
músculo do coração), aumento da creatinina(substância eliminada
pela urina cujo aumento no sangue indica que há algum problema no
funcionamento dos rins), aumento de HDL (lipoproteínas de alta
densidade, tipo de proteína que se liga à gordura do sangue),
complicações de pele pós- operatórias, anorexia (falta de apetite),
hiperglicemia (aumento de glicose no sangue), artralgia (dor nas
articulações), distúrbio cerebrovascular, agitação, insuficiência
renal (dos rins) aguda, embolismo pulmonar, equimose (manchas
arroxeadas), urticária (coceira), hipertensão (pressão alta)
agravada, hipotensão postural (diminuição da pressão arterial ao
levantar).

Após cirurgia de revascularização (cirurgia realizada para
desobstrução das artérias) do miocárdio, pacientes que receberam
Bextra® IM/IV tiveram um maior risco de desenvolverem reações
adversas, como reações cardiovasculares/ tromboembólicas (por ex.,
infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame)),
infecções cirúrgicas ou complicações da cicatrização da ferida do
esterno.

EXPERIÊNCIA PÓS-COMERCIALIZAÇÃO: foram relatados os seguintes
eventos adversos raros e graves em associação ao uso de Bextra®
IM/IV: colapso circulatório (diminuição prolongada da capacidade do
coração em manter um fluxo adequado de sangue aos tecidos), eritema
multiforme (manchas vermelhas, bolhas e ulcerações em todo o
corpo), síndrome de Stevens-Johnson (reação alérgica grave com
bolhas na pele e mucosas), insuficiência renal e reações de
hipersensibilidade incluindo anafilaxia (reação alérgica grave) e
angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou da mucosa,
geralmente de origem alérgica) (vide item 4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?). Na experiência pós-comercialização,
além de reação adversa cutânea grave, eritema multiforme e da
síndrome de Stevens Johnson, necrólise epidérmica tóxica e
dermatite esfoliativa foram relatadas durante o uso de valdecoxibe
e não podem ser descartadas para o Bextra® IM/IV.

Reações Anafilactoides (reações alérgicas graves): foram
relatadas reações de hipersensibilidade durante a experiência
pós-comercialização com Bextra® IM/IV. Essas reações ocorreram em
pacientes com e sem história de reações alérgicas a sulfonamidas. O
ácido acetilsalicílico pode desencadear asma (doença do aparelho
respiratório, onde a respiração é difícil, curta e ofegante) em
pacientes asmáticos. Nestes pacientes a ocorrência de broncoespasmo
grave (chiado no peito com impedimento da passagem do ar até os
pulmões) pode ser fatal. Embora não esteja claro como isto se
aplica a Bextra® IM/IV, Bextra® IM/IV deve ser administrado com
cautela nesses pacientes. Este complexo de sintomas tipicamente
ocorre em pacientes asmáticos que apresentam rinites (inflamação da
mucosa nasal) com ou sem pólipos nasais (tumor benigno que ocorre
nas superfícies mucosas do nariz), ou que apresentam broncoespasmo
grave e potencialmente fatal, depois de tomar ácido
acetilsalicílico ou outros AINEs. Deve-se procurar atendimento de
emergência quando ocorrer uma reação anafilactoide.

Hipotensão (pressão baixa) severa: casos de hipotensão severa
logo após a administração de parecoxibe foram relatados na
experiência pós-comercialização com parecoxibe. Alguns destes casos
têm ocorrido sem outros sinais de anafilaxia (reações alérgicas
graves). O profisisonal de saúde deve estar preparado para tratar a
hipotensão severa.
Uso com varfarina (medicamento que inibe a coagulação sanguínea) ou
agentes similares: a atividade anticoagulante (evita a coagulação
do sangue) deve ser monitorada, particularmente durante os
primeiros dias, após o início do tratamento com Bextra® IM/IV em
pacientes que estejam em uso de varfarina ou agentes similares, uma
vez que estes pacientes apresentam um risco aumentado de
complicações hemorrágicas (complicações que podem levar a perda
excessiva de sangue).
Hipertensão (pressão alta): assim como com todos os AINEs, Bextra®
IM/IV pode levar ao surgimento de uma nova hipertensão ou piora da
hipertensão pré-existente, o que pode contribuir para o aumento da
incidência de eventos cardiovasculares. AINEs, incluindo
parecoxibe, devem ser usados com precaução em pacientes com
hipertensão. A pressão sanguínea deve ser monitorada cuidadosamente
durante o início e ao longo de toda terapia com Bextra® IM/IV.

Retenção de Líquido (acúmulo de líquidos no organismo) e Edema
(inchaço): observaram-se retenção de líquido e edema em alguns
pacientes em uso de Bextra® IM/IV. Portanto, Bextra® IM/IV deve ser
usado com cautela em pacientes com função cardíaca comprometida,
edema pré-existente ou outras condições que predisponham à (ou
sejam agravadas pela) retenção de líquido, incluindo pacientes em
tratamento com diuréticos ou então com risco de hipovolemia.

Efeitos Renais (sobre os rins): foi relatada insuficiência renal
aguda (diminuição aguda da função dos rins) durante a experiência
pós-comercialização em pacientes recebendo Bextra® IM/IV. Pacientes
com doença renal avançada em tratamento com Bextra® IM/IV devem ter
a função renal cuidadosamente monitorada. Bextra® IM/IV só deve ser
usado nestes casos se o benefício potencial justificar o risco
potencial. Os efeitos renais de Bextra® IM/IV são semelhantes
àqueles observados com os AINEs convencionais. Recomenda-se cautela
nos pacientes com doença renal pré-existente. Deve-se ter cuidado
ao se iniciar o tratamento com Bextra® IM/IV em pacientes com
desidratação (perda excessiva de água e sais minerais do
organismo). É aconselhável reidratar os pacientes primeiro e, em
seguida, iniciar o tratamento com Bextra® IM/IV.

Efeitos Hepáticos (sobre o fígado): pacientes com insuficiência
hepática (prejuízo da função do fígado) grave não foram estudados.
O uso de Bextra® IM/IV em pacientes com insuficiência hepática
grave não é recomendado. Bextra® IM/IV deve ser utilizado com
cautela quando administrado a pacientes com insuficiência hepática
(prejuízo da função do fígado) moderada e iniciado na menor dose
recomendada. Durante o tratamento com Bextra® IM/IV, qualquer
paciente com sinais e/ou sintomas sugestivos de insuficiência
hepática, ou que tenha apresentado uma prova de função hepática
anormal, deve ser monitorado cuidadosamente quanto ao
desenvolvimento de uma reação hepática mais grave. Bextra® IM/IV só
deve ser usado nestes casos se o benefício potencial justificar o
risco potencial.

Geral: por reduzir a inflamação, Bextra® IM/IV pode diminuir a
utilidade de sinais diagnósticos, como febre, na detecção de
infecções.

População Especial do Bextra

Uso em Crianças: não foram avaliadas a segurança e a eficácia em
indivíduos menores de 18 anos.
Fertilidade: Bextra® IM/IV não alterou a fertilidade masculina e
feminina em ratos. O uso de AINEs pode retardar ou prevenir a
ovulação, o que pode estar associado com a infertilidade reversível
em algumas mulheres.. Uso durante a Gravidez: não há estudos em
mulheres grávidas. Bextra® IM/IV só deve ser usado durante a
gravidez se o benefício potencial para a mãe justificar o risco
potencial para o feto. Dados de estudos sugerem um risco aumentado
de aborto espontâneo após o uso de inibidores de prostaglandinas
(substâncias que atuam no processo inflamatório) no início da
gravidez. Deve-se evitar o uso de Bextra® IM/IV no último trimestre
de gestação, uma vez que ele pode causar inércia uterina (contração
insuficiente do útero durante ou após o parto) e fechamento
prematuro do canal arterial fetal.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas
sem orientação médica ou do cirurgião- dentista.

Uso durante a Lactação (amamentação): a administração de uma
dose única de parecoxibe a lactantes (mulheres que estão
amamentando) resultou na transferência de uma porção relativamente
pequena de parecoxibe e de seu metabólito ativo ao leite materno, o
que por sua vez resultou em uma dose relativamente pequena para o
lactente (menos de 1% da dose aplicada à mãe, com os devidos
ajustes de peso). Por causa do potencial de reações adversas em
crianças lactentes (crianças que são amamentadas no peito) devido
ao Bextra® IM/IV, deve-se decidir entre suspender o aleitamento ou
o tratamento, levando em consideração a importância do medicamento
para a mãe.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas: Não foi
estudado o efeito de Bextra® IM/IV sobre a capacidade de dirigir ou
de operar máquinas.

Riscos do Bextra

Administração que não seja IV ou IM: modos de administração que
não sejam IV ou IM (por exemplo, intra- articular, intratecal) não
foram estudadas e não devem ser usados.

Superdosagem do Bextra

A superdosagem desta medicação deverá ser manejada como a de
outros anti-inflamatórios monitorando parâmetros de função renal,
hepática, coagulação e sangramento e eventos gastrintestinais.
Medidas de suporte deverão ser realizadas conforme o sintoma
apresentado.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure
rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Bextra

Geral

Os estudos de interação medicamentosa foram realizados tanto com
Parecoxibe Sódico (substância ativa) quanto com valdecoxibe, a
forma ativa do fármaco. Em humanos, Parecoxibe Sódico (substância
ativa) sofre extenso metabolismo hepático envolvendo as isoenzimas
P450 3A4 e 2C9, e vias P450-independentes (por ex.,
glicuronidação). A administração concomitante de Parecoxibe Sódico
(substância ativa) com inibidores conhecidos da CYP3A4 e da 2C9
pode resultar em aumento da AUC de Parecoxibe Sódico (substância
ativa).

Específicas

Interação com varfarina e agentes similares

Veja o item ‘Precauções do Parecoxibe Sódico (substância ativa)
Sódico’.

Fluconazol e cetoconazol

A área sob a curva (AUC) do valdecoxibe aumentou em 62% quando
este foi administrado com fluconazol, um inibidor da CYP2C9, e em
38% quando administrado com cetoconazol, um inibidor da CYP3A4. Nos
pacientes que estejam recebendo tratamento com fluconazol,
Parecoxibe Sódico (substância ativa) (substância ativa) deve
ser administrado na menor dose recomendada. Não é necessário
ajuste de dose em uso concomitante com cetoconazol.

Anti-hipertensivos incluindo inibidores da ECA,
antagonistas da angiotensina II, betabloqueadores e
diuréticos

Inibição de prostaglandinas pode diminuir o efeito
anti-hipertensivo dos inibidores da enzima conversora de
angiotensina (ECA), antagonistas da angiotensina II,
betabloqueadores e diuréticos. Essa interação deve ser levada em
consideração em pacientes usando Parecoxibe Sódico (substância
ativa) concomitantemente com inibidores da ECA, antagonistas
de angiotensina II, betabloqueadores e diuréticos.

Em pacientes idosos com depleção de volume (incluindo aqueles em
tratamento com diurético), ou com função renal comprometida, a
coadministração de AINEs, incluindo inibidores seletivos COX-2, com
inibidores da ECA e/ou antagonistas da angiotensina II, pode
resultar na deterioração da função renal, incluindo uma possível
insuficiência renal aguda. Estes efeitos são geralmente
reversíveis.

Desse modo, a administração concomitante desses medicamentos
deve ser realizada com cuidado. Os pacientes devem receber
hidratação adequada e a necessidade de monitoração da função renal
deve ser avaliada no início do tratamento concomitante e
periodicamente desde então.

Diuréticos

Estudos clínicos demonstraram que AINEs, em alguns pacientes,
podem reduzir o efeito natriurético da furosemida e tiazídicos pela
inibição da síntese renal de prostaglandinas.

Ciclosporina

Devido a seu efeito sobre prostaglandinas renais, AINEs podem
aumentar o risco de nefrotoxicidade com a ciclosporina.

Metotrexato

Foi conduzido um estudo de interação farmacocinética usando
valdecoxibe e metotrexato e não foram encontradas interações
clinicamente importantes. No entanto, é aconselhado cuidado quando
o metotrexato for administrado concomitantemente com AINEs, pois a
administração de AINE pode resultar em aumento dos níveis
plasmáticos de metotrexato.

Lítio

Valdecoxibe causou reduções significativas no clearance
sérico do lítio (25%) e no clearance renal (30%) com uma
área sob a curva sérica 34% maior em relação ao lítio isolado. A
concentração sérica de lítio deve ser cuidadosamente monitorada ao
se iniciar ou ao se modificar o tratamento com Parecoxibe Sódico
(substância ativa) em pacientes que já recebam lítio.

Contraceptivos orais
(etinilestradiol/noretindrona)

Foram realizados estudos de interação entre valdecoxibe oral
(comprimidos) e contraceptivos orais (etinilestradiol/noretindrona)
e nenhum evento adverso sério ou significativo foi relatado. Neste
estudo foram administrados 40 mg de Valdecoxibe oral 2 vezes ao dia
em conjunto com um ciclo de 35 dias de Ortho Novum 1/35 (doses de
35 μg de etinilestradiol e 1 mg de noretindrona). Isto resultou em
um aumento de 34% e 20% na concentração AUC de etinilestradiol e
noretindrona, respectivamente. Não houve evidência de aumento ou
pico de LH ou FSH pré-ovulatório. Não houve perda da eficácia do
contraceptivo oral. Não foram relatados eventos adversos
relacionados à trombose venosa.

Outros

Foram realizados estudos de interação entre Parecoxibe Sódico
(substância ativa) (substância ativa) e midazolam oral ou IV,
heparina, propofol, fentanila e alfentanila. Foram também
realizados estudos de interação entre valdecoxibe e glibenclamida
(gliburida), fenitoína, omeprazol e diazepam. Nenhuma interação
clinicamente importante foi observada nesses estudos.

Parecoxibe Sódico (substância ativa) (substância ativa) pode ser
coadministrado com analgésicos opioides. Em estudos clínicos, a
dose diária requerida de opioides (conforme necessidade – PRN) foi
significativamente reduzida quando coadministrada com Parecoxibe
Sódico (substância ativa) (substância ativa).

Não foram realizados estudos formais de interação entre
Parecoxibe Sódico (substância ativa) e agentes anestésicos
inalatórios, tais como óxido nitroso e isoflurano. No entanto, não
há evidência de interação medicamentosa em estudos clínicos.

Parecoxibe Sódico (substância ativa) (substância ativa) não tem
efeito sobre a inibição da agregação plaquetária mediada pelo ácido
acetilsalicílico em baixas doses ou sobre os tempos de sangramento.
Os estudos clínicos indicam que Parecoxibe Sódico (substância
ativa) pode ser administrado com doses baixas de ácido
acetilsalicílico. Devido à ausência de efeitos plaquetários,
Parecoxibe Sódico (substância ativa) (substância ativa) não
substitui ácido acetilsalicílico como profilaxia
cardiovascular.

Ação da Substância Bextra

Resultados de eficácia

Dor pós-operatória moderada a grave

Parecoxibe Sódico (substância ativa) 40 mg, em dose única, é
eficaz no tratamento da dor pós-operatória, conforme medido pelo
início, magnitude e duração da analgesia; 40 mg é a dose única ou
inicial de máxima eficácia.

O início e a magnitude da analgesia com doses únicas de
Parecoxibe Sódico (substância ativa) 40 mg IV e de cetorolaco 30 ou
60 mg IM foram semelhantes, mas o Parecoxibe Sódico (substância
ativa) teve efeito analgésico de mais longa duração.

O início da analgesia com doses únicas de 40 mg de Parecoxibe
Sódico (substância ativa) IV (7-13 minutos) é semelhante ao da
morfina 4 mg IV, mas o Parecoxibe Sódico (substância ativa) tem
maior eficácia analgésica, conforme medido por PID, alívio da dor e
tempo até a medicação de resgate.

Parecoxibe Sódico (substância ativa) 40 mg administrado 1 ou 2
vezes ao dia reduz significativamente o consumo de opiáceos, ao
mesmo tempo em que melhora a eficácia analgésica, conforme medido
pelo alívio da dor, em pacientes que necessitam de analgesia com
opiáceos. Os efeitos poupadores de opiáceos da dose única de
Parecoxibe Sódico (substância ativa) 40 mg IV e de doses múltiplas
de propacetamol 2 g IV são semelhantes, mas o Parecoxibe Sódico
(substância ativa) tem efeito analgésico de duração mais longa.

Uso no pré-operatório

Parecoxibe Sódico (substância ativa) 40 mg administrado no
pré-operatório (30-45 minutos antes da incisão cirúrgica) é eficaz
no tratamento da dor pós-operatória; 40 mg IV é a dose de máxima
eficácia.

40 mg de Parecoxibe Sódico (substância ativa) IV resultou em
melhor qualidade de recuperação no pós-operatório, conforme
indicado pela diminuição dos distúrbios relacionados à opiáceos e
da interferência da dor nas funções diárias.

Colica renal aguda

A eficácia clínica em cólica renal foi demonstrada em estudo
randomizado, duplo-cego e multicêntrico, utilizando Parecoxibe
Sódico (substância ativa) 40 mg IV em dose única em comparação com
cetoprofeno 100 mg IV. O Parecoxibe Sódico (substância ativa) foi
considerado não inferior ao cetoprofeno em eficácia e segurança,
apresentando ainda as vantagens associadas à inibição seletiva da
COX-2 (rápida infusão endovenosa, sem alteração de função
plaquetária, baixo risco de desenvolvimento de eventos adversos
gastrointestinais).

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas

O Parecoxibe Sódico (substância ativa) é o pró-fármaco de
valdecoxibe. O valdecoxibe é um membro da classe dos fármacos
antiinflamatórios não esteroides (AINEs), que, em modelos animais,
apresenta atividades anti-inflamatória, analgésica e antipirética.
Acredita-se que o mecanismo de ação de valdecoxibe é a inibição da
síntese de prostaglandinas mediadas pela inibição da cicloxigenase
2 (COX-2). Em concentrações plasmáticas terapêuticas em humanos,
valdecoxibe não inibe a cicloxigenase 1 (COX-1). A eficácia do
Parecoxibe Sódico (substância ativa) foi estabelecida nos estudos
de dor no pós-operatório de cirurgia dentária, ginecológica
(histerectomia), ortopédica (prótese de joelho e quadril) e de
revascularização do miocárdio. O primeiro efeito analgésico
perceptível ocorreu em 7-13 minutos, com analgesia clinicamente
significativa alcançada em 23-39 minutos e o efeito máximo foi
alcançado dentro de 2 horas após a administração de doses únicas de
40 mg IV ou IM de Parecoxibe Sódico (substância ativa). A magnitude
do efeito analgésico da dose de 40 mg foi comparável a do
cetorolaco 60 mg IM ou do cetorolaco 30 mg IV. Após uma dose única,
a duração da analgesia foi dependente da dose e do modelo de dor
clínica, e variou de 6 a mais de 12 horas.

Efeitos Poupadores de Opioides

O Parecoxibe Sódico (substância ativa), nas doses recomendadas,
reduziu de forma significativa o consumo de opioides e os efeitos
adversos relacionados aos opioides relatados pelos pacientes
(fadiga, sonolência, confusão, dificuldade de concentração,
tontura, náuseas, constipação, dificuldade para urinar, coceira,
ânsia de vômito/vômitos), ao mesmo tempo em que proporcionou maior
alívio da dor em comparação com os opioides em monoterapia

 Em um estudo placebo controlado em cirurgia ortopédica e
geral (n=1050), pacientes receberam uma dose inicial parenteral de
Parecoxibe Sódico (substância ativa) 40 mg IV seguida de 20 mg duas
vezes ao dia por no mínimo 72 horas, além disso, receberam
tratamento padrão (standard care) incluindo infusão de
opioides suplementar controlada pelo paciente (sulfato de morfina
IV). A redução no uso de opioides com o tratamento com o Parecoxibe
Sódico (substância ativa) nos Dias 2 e 3 foi de 7,2 mg e 2,8 mg
(37% e 28%, respectivamente). A redução no uso de opioides foi
acompanhada de reduções significativas nos sintomas de angústia
relacionados à opioides reportados pelos pacientes, bem como a
melhora no alívio da dor em comparação aos opioides em monoterapia.
Estudos adicionais em outros ambientes cirúrgicos apresentaram
observações similares.

Plaquetas

Nos estudos clínicos que avaliaram pacientes adultos jovens
(18-55 anos) e idosos (65-83 anos), doses únicas e múltiplas por
até 7 dias com Parecoxibe Sódico (substância ativa) 20 mg e 40 mg
duas vezes ao dia, não apresentaram efeito sobre a agregação
plaquetária ou tempo de sangramento. Por comparação, cetorolaco 15
mg e 30 mg em dose única, ou após 5 dias de tratamento, reduziu
significativamente a agregação plaquetária e aumentou
significativamente o tempo de sangramento. O Parecoxibe Sódico
(substância ativa) (40 mg duas vezes ao dias) não apresentou um
efeito clinicamente significativo sobre a inibição da função
plaquetária mediada pelo ácido acetilsalicílico, e não alterou os
efeitos farmacodinâmicos da heparina sobre o Tempo de
Tromboplastina Parcial ativada (TTPA) ou sobre as plaquetas, em
comparação com o placebo.

Estudos Gastrointestinais

Em estudos de curta duração (7 dias), a incidência de úlceras ou
erosões gastroduodenais observadas por endoscopia em voluntários
jovens e idosos saudáveis (≥ 65 anos) que receberam o Parecoxibe
Sódico (substância ativa) (5-21%), embora maior do que a dos que
receberam o placebo (5-12%), foi significativamente menor do ponto
de vista estatístico do que a incidência observada com AINEs
(66-90%).

Estudos de Segurança no Pós-Operatório de Cirurgia de
Revascularização do Miocárdio

Além do relato de eventos adversos de rotina, categorias de
eventos pré-especificadas, julgadas por um comitê independente de
especialistas, foram examinadas em dois estudos de segurança
controlados por placebo nos quais os pacientes receberam Parecoxibe
Sódico (substância ativa) por pelo menos 3 dias e, em seguida,
tiveram a terapia trocada para valdecoxibe oral por uma duração
total de 10-14 dias. Todos os pacientes receberam o padrão de
tratamento de analgesia durante o tratamento. Os pacientes
receberam uma baixa dose de ácido acetilsalicílico antes da
randomização e ao longo de dois estudos de cirurgia de
revascularização do miocárdio. O primeiro estudo de cirurgia de
revascularização do miocárdio avaliou pacientes tratados com
Parecoxibe Sódico (substância ativa) 40 mg duas vezes ao dia por
via intravenosa por um mínimo de 3 dias, seguido de um tratamento
com valdecoxibe 40 mg duas vezes ao dia (grupo Parecoxibe Sódico
(substância ativa)/valdecoxibe) (n=311) ou placebo/placebo (n=151)
em um estudo duplo-cego e controlado por placebo de 14 dias de
duração. Nove categorias pré-especificadas de eventos adversos
foram avaliados (acontecimentos cardiovasculares tromboembólicos,
pericardite, início ou exacerbação de insuficiência cardíaca
congestiva, insuficiência/disfunção renal, complicações da úlcera
do trato gastrointestinal superior, importante sangramento não
relacionado a trato gastrointestinal, infecções, complicações não
infecciosas pulmonares e morte).

Houve uma incidência significativamente maior (plt;0,05) de
eventos cardiovasculares/tromboembólicos (infarto do miocárdio,
isquemia, acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e
embolia pulmonar) detectados no grupo de tratamento Parecoxibe
Sódico (substância ativa)/valdecoxibe em comparação com o grupo de
tratamento placebo/placebo para o período de administração IV (2,2%
e 0,0%, respectivamente) e por todo o período de estudo (4,8% e
1,3%, respectivamente). Complicações da ferida cirúrgica (a maioria
envolvendo cortes do esterno) foram observadas em uma taxa
aumentada no tratamento com Parecoxibe Sódico (substância
ativa)/valdecoxibe.

No segundo estudo de cirurgia de revascularização do miocárdio,
foram avaliadas quatro categorias de eventos pré-especificados
(cardiovascular/tromboembólicos; disfunção renal/insuficiência
renal; úlcera/sangramento do trato gastrointestinal superior;
complicação da ferida cirúrgica). Os pacientes foram randomizados
nas 24 horas pós-cirurgia de revascularização do miocárdio: dose
inicial de Parecoxibe Sódico (substância ativa) 40 mg IV, em
seguida 20 mg IV a cada 12 horas por um mínimo de 3 dias seguido de
valdecoxibe VO (20 mg a cada 12 horas) (n=544) pelo período de
tratamento restante de 10 dias; placebo IV seguido de valdecoxibe
VO (n=544); ou placebo IV seguido de placebo VO (n=548). Uma
incidência significativamente maior (p=0,033) de eventos da
categoria cardiovascular/tromboembólica foi detectada no grupo de
tratamento Parecoxibe Sódico (substância ativa)/valdecoxibe (2,0%)
em comparação com o grupo de tratamento placebo/placebo (0,5%). O
tratamento com placebo/valdecoxibe também foi associado a uma
incidência maior de eventos cardiovasculares tromboembólicos
versus tratamento com placebo, porém esta diferença não
atingiu significância estatística.

Três de seis eventos cardiovasculares tromboembólicos do grupo
de tratamento placebo/valdecoxibe ocorreram durante o período de
tratamento com placebo; estes pacientes não receberam o
valdecoxibe. Os eventos pré-especificados que ocorreram com a
incidência mais alta de todos os três grupos de tratamento
envolveram a categoria de complicações da ferida cirúrgica,
incluindo infecções e alterações da cicatrização do esterno.

Não houve diferenças significativas entre os tratamentos ativos
e o placebo para qualquer uma das outras categorias de eventos
pré-especificados (disfunção/insuficiência renal, complicações de
úlceras do trato gastrintestinal superior ou complicações de corte
cirúrgico).

O Parecoxibe Sódico (substância ativa) ainda não foi estudado em
outros procedimentos de revascularização cardiovascular diferentes
do de revascularização do miocárdio.

Em uma análise de 17 estudos controlados em cirurgias de grande
porte, não cardíaca, onde a maioria dos pacientes foi tratada por 2
dias, os pacientes que receberam o Parecoxibe Sódico (substância
ativa) não apresentaram risco aumentado de eventos adversos
cardiovasculares em comparação com o placebo. Incluindo pacientes
com nenhum, um ou dois fatores de risco cardiovascular. Esta
análise possui cerca de 77% de poder para detectar uma duplicação
da taxa histórica de eventos adversos cardiovasculares em pacientes
tratados com o Parecoxibe Sódico (substância ativa).

Cirurgias Gerais

Em um estudo principal de grande porte (N=1050) em cirurgia
ortopédica/geral, os pacientes receberam uma dose inicial de
Parecoxibe Sódico (substância ativa) 40 mg IV, seguida de 20 mg IV
a cada 12 horas por um mínimo de 3 dias seguido de valdecoxibe
VO (20 mg a cada 12 horas) (n=525) pelo período de tempo restante
de tratamento de 10 dias, ou placebo IV seguido de placebo VO
(n=525).

Não houve diferenças significativas no perfil de segurança
global, incluindo as quatro pré-específica categoria descrita acima
pelo segundo estudo de revascularização do miocárdio
(cardiovascular/tromboembólicos; disfunção renal/insuficiência
renal; úlcera/sangramento do trato gastrointestinal superior;
complicação da ferida cirúrgica) para Parecoxibe Sódico (substância
ativa)/valdecoxibe em comparação com o tratamento placebo nestes
pacientes pós-cirúrgicos.

Propriedades Farmacocinéticas

Após administração por injeção IV ou IM, Parecoxibe Sódico
(substância ativa) é rapidamente convertido em valdecoxibe, a
substância farmacologicamente ativa, por hidrólise enzimática no
fígado.

Absorção

A exposição de valdecoxibe após dose única de Parecoxibe Sódico
(substância ativa), como medido tanto pela área sob a curva (AUC)
quanto pela concentração máxima (Cmáx), é quase linear
na faixa de doses clínicas. A AUC e a Cmáx após duas
administrações diárias é linear até 50 mg IV e 20 mg IM. O estado
de equilíbrio das concentrações plasmáticas de valdecoxibe foi
atingido em 4 dias com o esquema posológico de 2 vezes ao dia. Após
dose única de 20 mg de Parecoxibe Sódico (substância ativa) por via
IV e IM, a Cmáx de valdecoxibe é atingida em
aproximadamente 30 minutos e 1 hora, respectivamente. Exposição de
valdecoxibe foi similar em relação a AUC e Cmáx após
administração IV e IM.

Exposição de Parecoxibe Sódico (substância ativa) foi similar
após administração IV ou IM em relação à AUC. A Cmáx
média de Parecoxibe Sódico (substância ativa) após administração IM
foi menor comparado à IV em bolus, que é atribuído à
absorção extravascular mais lenta após administração IM. Essas
reduções não foram consideradas clinicamente importantes uma vez
que a Cmáx de valdecoxibe é comparável após
administração IM e IV de Parecoxibe Sódico (substância ativa).

Distribuição

O volume de distribuição de valdecoxibe depois de sua
administração IV é de aproximadamente 55 litros. A ligação às
proteínas plasmáticas é de aproximadamente 98% na faixa de
concentração ) atingida com a máxima dose recomendada de 80 mg/dia.
O valdecoxibe, mas não Parecoxibe Sódico (substância ativa),
difunde-se extensivamente para o interior dos eritrócitos.

Metabolismo

O Parecoxibe Sódico (substância ativa) é rápida e quase
completamente convertido em valdecoxibe e ácido propiônico in
vivo
com meia-vida plasmática de aproximadamente 22 minutos. A
eliminação do valdecoxibe é extensivamente por metabolização
hepática envolvendo vias múltiplas, incluindo citocromo P-450
(CYP-isoenzimas 3A4 e CYP2C9) e glicuronidação (cerca de 20%) do
radical sulfonamida. Identificou-se um metabólito do valdecoxibe
(forma hidroxilada pela via do CYP-450) no plasma humano, que é
ativo como um inibidor da COX-2. Ele representa cerca de 10% da
concentração de valdecoxibe. Por causa da concentração reduzida
desse composto, sugere-se que ele não contribua de forma
clinicamente significativa para os efeitos da administração de
doses terapêuticas de Parecoxibe Sódico (substância ativa).

Excreção

O valdecoxibe é eliminado por metabolismo hepático com menos de
5% da dose excretada inalterada na urina. Não se detecta Parecoxibe
Sódico (substância ativa) inalterado na urina e apenas pequena
quantidade é detectada nas fezes. Cerca de 70% da dose é excretada
na urina como metabólitos inativos. O clearance plasmático
(CLp) de valdecoxibe é de aproximadamente 6 L/h. A meia-vida de
eliminação (T1/2) de valdecoxibe após administração IV ou IM de
Parecoxibe Sódico (substância ativa) é de aproximadamente 8
horas.

Mensagens de Alerta do Bextra

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação
no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança
aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem
ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse
caso, informe seu médico.

Dizeres Legais do Bextra

José Cláudio Bumerad – CRF-SP n° 43746

Bextra, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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