Amlodil Bula

Amlodil

– Amlodil é indicado no tratamento da isquemia miocárdica como
fármaco de primeira linha, devido tanto à obstrução fixa (angina
estável) como ao vaso espasmo/vasoconstrição (angina de Prinzmetal
ou angina variante) da vasculatura coronária.

– Amlodil pode ser utilizado em situações clínicas sugestivas,
mas não confirmadas, de possível componente
vasoespástico/vasoconstritor. Pode ser utilizado isoladamentAmlodil
(bbesilato de anlodipino)) é indicado como me dicamento de primeira
escolha no tratamento da hipertensãoe, como monoterapia, ou em
combinação com outros fármacos antianginosos em pacientes com
angina refratária a nitratos e/ou doses adequadas de
betabloqueadores.

Como Amlodil funciona?

O anlodipino, princípio ativo do medicamento Amlodil, interfere
no movimento do cálcio para dentro das células cardíacas e da
musculatura dos vasos sanguíneos. Como resultado dessa ação, o
anlodipino relaxa os vasos sanguíneos que irrigam o coração e o
resto do corpo, aumentando a quantidade de sangue e oxigênio para o
coração, reduzindo a sua carga de trabalho e, por relaxar os vasos
sanguíneos, permite que o sangue passe através deles mais
facilmente. A pressão arterial alta impõe ao coração e às artérias
(vasos sanguíneos) uma sobrecarga de trabalho que, em longo prazo,
faz com que o coração e as artérias não funcionem adequadamente.
Isto pode causar danos nos vasos sanguíneos do cérebro, coração e
rins, resultando em acidentes cérebro-vasculares (derrames),
insuficiência cardíaca e renal (alteração na função do coração e
dos rins). Pressão alta também pode aumentar o risco de infarto
(ataque cardíaco). Se a pressão arterial for controlada, esses
problemas podem não ocorrer ou pode haver menor possibilidade de
que ocorram. O início da ação anti-hipertensiva de Amlodil se dá em
24 a 96 horas

Contraindicação do Amlodil

Não use Amlodil se você tem hipersensibilidade às
diidropiridinas* (classe de medicamentos a que pertence o
anlodipino, princípio ativo do medicamento) ou a qualquer
componente da fórmula.

* Amlodil é um bloqueador do canal de cálcio diidropiridino.

Como usar o Amlodil

Amlodil deve ser ingerido com quantidade de líquido suficiente
para deglutição, com ou sem alimentos. No tratamento da hipertensão
e da angina, a dose inicial usual de Amlodil é de 5 mg 1 vez ao
dia, podendo ser aumentada pelo seu médico para a dose máxima de 10
mg, dependendo da resposta individual do paciente. Seu médico
provavelmente não fará ajuste de dose de Amlodil na administração
concomitante com diuréticos tiazídicos (medicamentos que aumentam a
eliminação de urina), beta-bloqueadores (medicamentos para pressão
alta e angina de peito), e inibidores da enzima conversora da
angiotensina (medicamentos para pressão alta), porque não há
interferência desses medicamentos na ação de Amlodil .

Uso em Pacientes Idosos:

não é necessário ajuste de dose em pacientes idosos. As mesmas
orientações dadas aos adultos jovens devem ser seguidas para os
pacientes idosos.

Uso em Crianças:

a eficácia e a segurança de Amlodil não foram estabelecidas em
crianças.

Uso em Pacientes com Insuficiência
Hepática:

a administração de Amlodil deve ser feita com cuidado (vide
questão 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?).

Uso em Pacientes com Insuficiência Renal:

Amlodil pode ser empregado em tais pacientes nas doses
habituais. O anlodipino não é dialisável.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários,
as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem
o conhecimento do seu médico. Este medicamento não deve ser
partido, aberto ou mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
Amlodil?

Caso você se esqueça de tomar Amlodil no horário estabelecido
pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já
estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose
esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de
doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o
medicamento em dobro para compensar doses esquecidas. O
esquecimento de dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu
médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Amlodil

Se você tem insuficiência hepática (falência da função do
fígado), o anlodipino deve ser administrado com cuidado. Se você
tem insuficiência cardíaca (incapacidade do coração bombear a
quantidade adequada de sangue) de origem não isquêmica (ou seja,
não relacionada ao fluxo de sangue reduzido), o anlodipino deve ser
administrado com cuidado. Para indivíduos com insuficiência
cardíaca, existe um aumento do número de casos de edema pulmonar
(acúmulo de líquido nos pulmões).

Efeitos na Habilidade de Dirigir e/ou Operar Máquinas: é
improvável o comprometimento da sua habilidade de dirigir ou operar
máquinas. Uso Durante a Gravidez e Amamentação: a segurança do
anlodipino na gravidez humana ou amamentação não está estabelecida.
Não utilize Amlodil durante a amamentação sem orientação médica.
Avise ao seu médico ou cirurgião-dentista se você estiver
amamentando ou vai iniciar amamentação durante o uso deste
medicamento. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Utilize Amlodil apenas pela via de administração indicada, ou
seja, somente pela via oral. O anlodipino tem sido administrado com
segurança com diuréticos tiazídicos (medicamentos que aumentam a
eliminação de urina), alfa-bloqueadores (medicamentos para pressão
alta e doenças da próstata), betabloqueadores (medicamentos para
pressão alta e angina de peito), inibidores da enzima conversora da
angiotensina (medicamentos para pressão alta), nitratos de longa
ação nitroglicerina sublingual (medicamentos para angina de peito),
anti-inflamatórios não esteroides (drogas que bloqueiam a
inflamação e que não são derivadas de hormônios), antibióticos e
hipoglicemiantes orais (medicamentos para o tratamento do
diabetes).

Foi demonstrado em estudos que Amlodil não afeta a ligação da
digoxina, fenitoína, varfarina ou indometacina às proteínas
sanguíneas. A dose de sinvastatina deve ser avaliada pelo seu
médico caso você utilize Amlodil 20 mg diariamente, uma vez que
doses múltiplas de Amlodil aumentaram a exposição à
sinvastatina.

A administração de Amlodil com grapefruit ou suco de grapefruit
não é recomendada uma vez que os efeitos deste medicamento podem
ser reduzidos. A cimetidina, antiácidos contendo alumínio e
magnésio e sildenafila não interferem com Amlodil. Da mesma forma,
Amlodil não interfere na ação da atorvastatina, digoxina, etanol
(álcool) e varfarina.

A administração de Amlodil em associação com medicamentos
inibidores (por ex. cetoconazol, itraconazol, ritonavir e
claritromicina) ou indutores (por ex. rifampicina, Hypericum
perforatum) de CYP3A4 (enzima envolvida no metabolismo de algumas
substâncias) deve ser feita com cautela. Deve-se considerar o
monitoramento dos níveis de ciclosporina em pacientes com
transplante renal que recebem anlodipino.

Existe um risco de aumento nos níveis de tacrolimo no sangue
quando coadministrado com Amlodil. A fim de evitar a toxicidade do
tacrolimo, a administração de Amlodil em um paciente tratado com
tacrolimo exige monitoramento dos níveis de tacrolimo no sangue e
ajuste da dose do tacrolimo, quando apropriado.

A interação com exames laboratoriais é desconhecida. A eficácia
deste medicamento depende da capacidade funcional do paciente.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo
uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Amlodil

Amlodil é bem tolerado. Em estudos clínicos envolvendo
pacientes com hipertensão ou angina, os efeitos colaterais mais
comumente observados foram:

  • Sistema nervoso:

    dores de cabeça, tontura, sonolência.

  • Cardíaco

    : palpitações. Vascular: rubor (vermelhidão).

  • Gastrintestinal

    : dor abdominal, náusea (enjoo).

  • Geral

    : edema (inchaço), fadiga (cansaço).

Nestes estudos clínicos não foram observadas anormalidades nos
exames laboratoriais relacionados ao anlodipino.

Os efeitos colaterais menos comumente observados com o
uso do produto no mercado incluem:

  • Sistema Sanguíneo e Linfático

    : leucopenia (redução de células de defesa no sangue),
    trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue, as
    plaquetas).

  • Metabolismo e Nutrição

    : hiperglicemia (aumento de glicose no sangue).

  • Psiquiátrico

    : insônia (dificuldade para dormir) e humor alterado.

  • Sistema Nervoso

    : hipertonia (aumento da contração muscular), hipoestesia
    (diminuição da sensibilidade), parestesia (dormência e
    formigamento), neuropatia periférica (doença que afeta um ou vários
    nervos), síncope (desmaio), disgeusia (alteração do paladar),
    tremor, transtorno extrapiramidal.

  • Olhos

    : deficiência visual.

  • Ouvido e Labirinto

    : tinido (zumbido no ouvido).

  • Vascular

    : hipotensão (pressão baixa), vasculite (inflamação da parede de
    um vaso sanguíneo).

  • Respiratório, Torácico e Mediastinal

    : tosse, dispneia (falta de ar), rinite (inflamação da mucosa
    nasal).

  • Gastrintestinal

    : mudanças nos hábitos intestinais, boca seca, dispepsia (má
    digestão) (incluindo gastrite (inflamação do estômago)), aumento
    das gengivas, pancreatite (inflamação no pâncreas), vômito.

  • Pele e Tecido Subcutâneo

    : alopecia (perda de cabelo), hiperidrose (aumento de
    sudorese/transpiração), púrpura (manchas causadas por
    extravasamento de sangue na pele), alteração da cor da pele,
    urticária (alergia da pele).

  • Músculo-esquelético e Tecido Conjuntivo

    : artralgia (dor nas articulações), dor nas costas, espasmos
    musculares, mialgia (dor muscular).

  • Renal e Urinário

    : poliúria (aumento da frequência urinária), distúrbios
    urinários, noctúria (aumento da frequência urinária à noite).

  • Sistema Reprodutivo e Mamas

    : ginecomastia (aumento da mama em homens), disfunção erétil
    (impotência).

  • Geral

    : astenia (fraqueza), mal estar, dor. Investigações:
    aumento/redução de peso.

Raramente foram relatados eventos, incluindo prurido (coceira),
rash (vermelhidão da pele), angioedema (inchaço das partes mais
profundas da pele ou da mucosa, geralmente de origem alérgica) e
eritema multiforme (manchas vermelhas, bolhas e ulcerações em todo
o corpo).

Foram raramente relatados casos de hepatite (inflamação do
fígado), icterícia (coloração amarelada da pele e mucosas por
acúmulo de pigmentos biliares) e elevações de enzimas hepática (do
fígado), a maioria compatível com colestase (parada ou dificuldade
da eliminação da bile).

Alguns casos graves requerendo hospitalização
foram relatados em associação ao uso do anlodipino. Em muitos
casos, não se sabe se foram realmente devidos ao princípio ativo de
Amlodil.

O anlodipino, princípio ativo do medicamento Amlodil, assim como
outros medicamentos que agem bloqueando os canais de cálcio, pode,
raramente, apresentar efeitos colaterais que não são diferentes dos
que ocorrem com pacientes hipertensos ou com angina que não são
tratados: infarto do miocárdio (morte de células do músculo
cardíaco por falta de sangue), arritmia (alteração do ritmo do
coração), incluindo bradicardia (diminuição dos batimentos
cardíacos), taquicardia ventricular (aceleração dos batimentos
cardíacos), fibrilação atrial (tipo de alteração do ritmo cardíaco)
e dor torácica.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Amlodil

Uso em Pacientes com Insuficiência
Cardíaca:

Em um estudo placebo-controlado de longo prazo com anlodipino
(PRAISE-2) em pacientes com insuficiência cardíaca III-IV-NYHA de
etiologia não isquêmica, o fármaco foi associado a um aumento de
relatos de edema pulmonar, apesar de não existir nenhuma diferença
significante na incidência de piora da insuficiência cardíaca
quando comparado com o placebo.

Uso Durante a Gravidez e Lactação:

A segurança do anlodipino na gravidez humana ou lactação não
está estabelecida. O anlodipino não demonstrou toxicidade em
estudos reprodutivos em animais, a não ser atraso do parto e
prolongamento do trabalho de parto em ratos, em níveis de dose
cinquenta vezes superiores à dose máxima recomendada em humanos.
Desta maneira, o uso na gravidez é recomendado apenas quando não
existir alternativa mais segura e quando a doença por si só
acarreta risco maior para a mãe e para o feto.

Uso em Pacientes na Insuficiência Hepática

Assim como com todos os antagonistas de cálcio, a meia-vida do
anlodipino é prolongada em pacientes com insuficiência hepática e
as recomendações posológicas neste caso não estão estabelecidas.
Portanto, o fármaco deve ser administrado com cautela nestes
pacientes.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e/ou Operar
Máquinas

A experiência clínica com anlodipino indica que é improvável o
comprometimento da habilidade de dirigir ou operar máquinas.

Composição do Amlodil

Amlodil

Besilato de Anlodipino

Apresentações

Comprimido 5mg ou 10mg: Embalagem contendo 20, 30 ou 500
comprimidos.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO: USO ORAL

USO ADULTO

Composição

Cada comprimido de 5mg contém:

  • Besilato de anlodipino (equivalente a 5mg de anlodipino base )
    • Excipientes: celulose microcristalina, amidoglicolato de sódio,
      fosfato de cálcio dibásico di-hidratado e estearato de
      magnésio.

Cada comprimido de 10mg contém:

  • Besilato de anlodipino (equivalente a 10mg de anlodipino base)
    • Excipientes: celulose microcristalina, amidoglicolato de sódio,
      fosfato de cálcio dibásico di-hidratado e estearato de
      magnésio.

Superdosagem do Amlodil

Se você tomar uma dose excessiva de Amlodil, pode ocorrer uma
grande vasodilatação periférica (dilatação dos vasos sanguíneos) e
possível taquicardia reflexa (batimento rápido do coração). Em
função dessa vasodilatação poderá surgir hipotensão (diminuição da
pressão arterial) prolongada e acentuada, incluindo choque (queda
importante da pressão arterial) com resultado fatal.

A administração de carvão ativado imediatamente ou até 2 horas
depois com o objetivo de reduzir a absorção do anlodipino é uma
medida inicial que pode ajudar significativamente. Dependendo do
caso, o médico pode proceder a uma lavagem gástrica (do estômago).
A hipotensão devido à superdose de anlodipino requer medida ativa
de suporte cardiovascular, incluindo monitoração frequente das
funções cardíaca e respiratória, elevação das extremidades
(pernas), atenção para o volume de fluido circulante e eliminação
urinária.

O médico poderá administrar um vasoconstritor (medicamento que
cause constrição dos vasos sanguíneos) para recuperação do tônus
vascular e pressão arterial. Outras medidas poderão ser tomadas
pelo médico como a administração de gluconato de cálcio intravenoso
para reversão dos efeitos bloqueadores do canal de cálcio. Uma vez
que Amlodil se liga às proteínas plasmáticas (do sangue), a diálise
não constitui um benefício.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Amlodil

O Besilato de Anlodipino (substância ativa) tem sido
administrado com segurança com diuréticos tiazídicos,
alfa-bloqueadores, betabloqueadores, inibidores da enzima
conversora de angiotensina (ECA), nitratos de longa ação,
nitroglicerina sublingual, anti-inflamatórios não esteroides,
antibióticos e hipoglicemiantes orais.

Dados in vitro de estudos com plasma humano indicam que
o Besilato de Anlodipino (substância ativa) não afeta a ligação às
proteínas dos fármacos testados (digoxina, fenitoína, varfarina ou
indometacina).

Sinvastatina 

A coadministração de múltiplas doses de 10 mg de Besilato de
Anlodipino (substância ativa) com 80 mg de sinvastatina resultou em
um aumento de 77% na exposição à sinvastatina em comparação com a
sinvastatina isolada. Limitar a dose de sinvastatina em pacientes
utilizando Besilato de Anlodipino (substância ativa) a 20 mg
diariamente.

Inibidores de CYP3A4

A coadministração de uma dose diária de 180 mg de diltiazem com
5 mg de Besilato de Anlodipino (substância ativa) em pacientes
idosos hipertensos (69 a 87 anos de idade) resultou em um aumento
de 57% na exposição sistêmica do Besilato de Anlodipino (substância
ativa). A coadministração de eritromicina em voluntários sadios (18
a 43 anos de idade) não mudou significativamente a exposição
sistêmica do Besilato de Anlodipino (substância ativa) (22% de
aumento na área sob a curva de concentração versus tempo
[AUC]). Embora a relevância clínica desses achados seja incerta, as
variações farmacocinéticas podem ser mais pronunciadas em pacientes
idosos.

Inibidores fortes de CYP3A4 (por ex. cetoconazol, itraconazol,
ritonavir) podem aumentar as concentrações plasmáticas do Besilato
de Anlodipino (substância ativa) por uma extensão superior ao
diltiazem. O Besilato de Anlodipino (substância ativa) deve ser
usado com cautela quando administrado com inibidores de CYP3A4.

Claritromicina

A claritromicina é um inibidor de CYP3A4. Existe um risco
aumentado de hipotensão em pacientes recebendo claritromicina com
Besilato de Anlodipino (substância ativa). Recomenda-se observação
atenta de pacientes quando o Besilato de Anlodipino (substância
ativa) for coadministrado com claritromicina.

Indutores de CYP3A4

Após coadministração de indutores conhecidos do CYP3A4, a
concentração plasmática de Besilato de Anlodipino (substância
ativa) pode variar. Portanto, a pressão arterial deve ser
monitorada e a regulação da dose deve ser considerada durante e
após a medicação concomitante, particularmente com indutores fortes
do CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, Hypericum perforatum).

Nos estudos a seguir, não há alterações significativas na
farmacocinética tanto do Besilato de Anlodipino (substância ativa)
quanto da outra droga do estudo, quando os mesmos são
coadministrados.

Estudos Especiais

Efeito de Outros Agentes sobre o Besilato de Anlodipino
(substância ativa)

Cimetidina

A coadministração de Besilato de Anlodipino (substância ativa)
com cimetidina não alterou a farmacocinética do Besilato de
Anlodipino (substância ativa). alumínio/magnésio (antiácido): a
coadministração de alumínio/magnésio (antiácido) com uma dose única
de Besilato de Anlodipino (substância ativa) não teve efeito
significante na farmacocinética do Besilato de Anlodipino
(substância ativa). sildenafila: uma dose única de 100 mg de
sildenafila em indivíduos com hipertensão essencial não teve efeito
nos parâmetros farmacocinéticos do Besilato de Anlodipino
(substância ativa). Quando o Besilato de Anlodipino (substância
ativa) e a sildenafila foram usados em combinação, cada agente,
independentemente, exerceu seu efeito próprio na diminuição da
pressão sanguínea.

Efeito do Besilato de Anlodipino (substância ativa)
sobre Outros Agentes

Atorvastatina

A coadministração de doses múltiplas de 10 mg de Besilato de
Anlodipino (substância ativa) e 80 mg de atorvastatina não resultou
em mudança significante nos parâmetros farmacocinéticos no estado
de equilíbrio (steady state) da atorvastatina.

Digoxina

Acoadministração de Besilato de Anlodipino (substância ativa) e
digoxina não alterou os níveis séricos ou o clearance
renal de digoxina nos voluntários sadios. etanol (Álcool): dose
única e doses múltiplas de 10 mg de Besilato de Anlodipino
(substância ativa) não tiveram efeito significante na
farmacocinética do etanol.

Varfarina

A coadministração de Besilato de Anlodipino (substância ativa)
com varfarina não alterou o tempo de resposta de protombina da
varfarina.

Ciclosporina

Nenhum estudo de interação medicamentosa foi conduzido com a
ciclosporina e o Besilato de Anlodipino (substância ativa) em
voluntários saudáveis ou outras populações com exceção dos
pacientes com transplante renal. Vários estudos com os pacientes
com transplante renal relataram que a coadministração de Besilato
de Anlodipino (substância ativa) com ciclosporina afeta as
concentrações mínimas de ciclosporina desde nenhuma alteração até
um aumento médio de 40%. Deve-se considerar o monitoramento dos
níveis de ciclosporina em pacientes com transplante renal que
recebem Besilato de Anlodipino (substância ativa).

Tacrolimo

Existe um risco de aumento nos níveis de tacrolimo no sangue
quando coadministrado com Besilato de Anlodipino (substância
ativa). A fim de evitar a toxicidade do tacrolimo, a administração
do Besilato de Anlodipino (substância ativa) em um paciente tratado
com tacrolimo exige monitoramento dos níveis de tacrolimo no sangue
e ajuste da dose do tacrolimo, quando apropriado.

Alvo Mecânico dos Inibidores da rapamicina
(mTOR)

Os inibidores de mTOR, tais como, sirolimo, tensirolimo e
everolimo são substratos da CYP3A. O Besilato de Anlodipino
(substância ativa) é um inibidor fraco da CYP3A. Com a utilização
concomitante de inibidores de mTOR, o Besilato de Anlodipino
(substância ativa) pode aumentar a exposição dos inibidores de
mTOR.

Medicamento/interações em teste
laboratoriais

Desconhecidas.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Norvasc®.

Interação Alimentícia do Amlodil

Suco de grapefruit

A coadministração de 240 mL de suco de grapefruit com uma dose
oral única de 10 mg de Besilato de Anlodipino (substância ativa) em
20 voluntários sadios não teve efeito significativo na
farmacocinética do Besilato de Anlodipino (substância ativa). O
estudo não permitiu a avaliação do efeito do polimorfismo genético
no CYP3A4, a enzima primária responsável pelo metabolismo do
Besilato de Anlodipino (substância ativa); portanto a administração
de Besilato de Anlodipino (substância ativa) com grapefruit ou suco
de grapefruit não é recomendada uma vez que a
biodisponibilidade pode ser aumentada em alguns pacientes
resultando em maiores efeitos de redução da pressão sanguínea.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Norvasc®.

Ação da Substância Amlodil

Resultados de Eficácia


Uso em Pacientes com Doença Arterial
Coronária16

Os efeitos do Besilato de Anlodipino (substância ativa) na
morbidade e mortalidade cardiovascular, a progressão de
aterosclerose coronária e aterosclerose carótida foram estudados no
estudo clínico Avaliação Prospectiva Randomizada dos Efeitos
Vasculares de Besilato de Anlodipino (substância ativa) (PREVENT –
Prospective Randomized Evaluation of the Vascular Effects of
Norvasc Trial). Este estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego,
placebo-controlado, acompanhou por 3 anos 825 pacientes com doença
arterial coronária (DAC) definida angiograficamente. A população
incluiu pacientes com infarto prévio do miocárdio (IM) (45%),
angioplastia coronária percutânea transluminal (ACPT) na linha de
base (42%) e história de angina (69%). A gravidade da DAC variou de
1 vaso doente (45%) a 3 ou mais vasos doentes (21%). Os pacientes
com hipertensão não controlada (pressão arterial diastólica [PAD]
gt;95 mmHg) foram excluídos do estudo. Um comitê de avaliação de
desfecho avaliou, de modo cego, os principais eventos
cardiovasculares. Embora não tenha existido nenhum efeito
demonstrável da taxa de progressão das lesões na artéria coronária,
o Besilato de Anlodipino (substância ativa) impediu a progressão do
espessamento da íntima-média da carótida. Foi observada uma redução
significante (- 31%) em pacientes tratados com Besilato de
Anlodipino (substância ativa) no desfecho combinado de morte
cardiovascular, infarto do miocárdio, derrame, angioplastia
coronária percutânea transluminal (ACPT), revascularização
cirúrgica do miocárdio (CABG – coronary artery by-pass graft),
hospitalização para angina instável e piora da insuficiência
cardíaca congestiva. Uma redução significante (- 42%) nos
procedimentos de revascularização (ACPT e revascularização
cirúrgica do miocárdio) também foi observada em pacientes tratados
com Besilato de Anlodipino (substância ativa). Foi observado um
número de hospitalizações (- 33%) menor para angina instável em
pacientes tratados quando comparado ao grupo placebo.

A eficácia do Besilato de Anlodipino (substância ativa) na
prevenção de eventos clínicos em pacientes com DAC foi avaliada de
forma independente, multicêntrico, randomizado, duplo cego,
controlado por placebo em 1997 pacientes, a comparação de Besilato
de Anlodipino (substância ativa) versus enalapril para
limitar a ocorrência de trombose (CAMELOT). Destes pacientes, 663
foram tratados com Besilato de Anlodipino (substância ativa) de 5
mg a 10 mg e 655 pacientes foram tratados com o placebo, em adição
ao tratamento padrão das estatinas, beta-bloqueadores, diuréticos,
e aspirina, por 2 anos. Os resultados da eficácia são apresentados
na Tabela 1. Os resultados indicam que o tratamento com Besilato de
Anlodipino (substância ativa) foi associado com menos
hospitalizações por angina e procedimentos de revascularização em
pacientes com DAC.

Tabela 1. Incidência de desfechos clínicos
significativos no estudo Camelot

Camelot

Resultados Clínicos N (%)

Besilato de Anlodipino (substância
ativa)
(n = 663)
Placebo
(n = 655)

Redução de risco
(valor-p)

Desfecho Cardiovascular Composto*

110
(16.6)
151
(23.1)

31%
(0.003)

Hospitalização por Angina

51
(7.7)
84
(12.8)

42%
(0.002)

Revascularização Coronária

78
(11.8)
103
(15.7)

27%
(0.033)

*1) Definido no estudo CAMELOT como a morte cardiovascular,
enfarte do miocárdio não fatal, parada cardíaca com ressuscitação,
revascularização coronária, hospitalização por angina de peito,
hospitalização por CHF, acidente vascular cerebral fatal ou não
fatal ou ataque isquêmico transitório (AIT), qualquer diagnóstico
das doenças vasculares periféricas doença (DVP) em um sujeito não
previamente diagnosticado como tendo DVP ou qualquer admissão para
um processo para o tratamento de DVP.
2) O desfecho cardiovascular composta (CV) foi o objetivo primário
de eficácia em Camelot.

Uso em Pacientes com Insuficiência
Cardíaca17

Estudos hemodinâmicos e estudos clínicos controlados baseados na
resposta ao exercício em pacientes portadores de insuficiência
cardíaca classes NYHA II a IV, demonstraram que o Besilato de
Anlodipino (substância ativa) não levou a uma deterioração clínica
quando avaliada em relação à tolerância ao exercício, fração de
ejeção ventricular esquerda e sintomatologia clínica.

Um estudo placebo-controlado (PRAISE) para avaliar pacientes
portadores de insuficiência cardíaca classes NYHA III e IV
recebendo digoxina, diuréticos e inibidores da enzima conversora de
angiotensina (ECA) demonstrou que o Besilato de Anlodipino
(substância ativa) não leva a um aumento no risco da mortalidade ou
mortalidade e morbidade combinadas em pacientes com insuficiência
cardíaca.

Em um estudo placebo-controlado com Besilato de Anlodipino
(substância ativa), de acompanhamento de longo prazo (PRAISE-2), em
pacientes com insuficiência cardíaca classes NYHA III e IV, sem
sintomas clínicos ou sinais sugestivos de doença isquêmica
preexistente, em doses estáveis de inibidores da ECA, digitálicos e
diuréticos, o Besilato de Anlodipino (substância ativa) não teve
qualquer efeito na mortalidade total ou cardiovascular. Nesta mesma
população, o Besilato de Anlodipino (substância ativa) foi
associado a um aumento de relatos de edema pulmonar, apesar de não
existir qualquer diferença significante na incidência de piora da
insuficiência cardíaca quando comparada ao placebo.

Referências

1. de Bruijn B, Cocco G, Tyler HM,
et al. Multicenter placebo-controlled comparison of amlodipine and
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chronic heart failure. Prospective Randomized Amlodipine Survival
Evaluation Study Group. 1996; 335(15):1107-14.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Norvasc®.

Características Farmacológicas


Propriedades Farmacodinâmicas

O Besilato de Anlodipino (substância ativa) é um inibidor do
influxo do íon de cálcio (bloqueador do canal lento de cálcio ou
antagonista do íon cálcio) e inibe o influxo transmembrana do íon
cálcio para o interior da musculatura lisa cardíaca e vascular.

O mecanismo da ação anti-hipertensiva do Besilato de Anlodipino
(substância ativa) deve-se ao efeito relaxante direto na
musculatura vascular lisa.

O mecanismo preciso pelo qual o Besilato de Anlodipino
(substância ativa) alivia a angina não está completamente definido,
mas reduz o grau de isquemia total pelas duas seguintes
ações:

  • O Besilato de Anlodipino (substância ativa) dilata as
    arteríolas periféricas e, desta maneira, reduz a resistência
    periférica total (póscarga) contra o trabalho cardíaco. Uma vez que
    a frequência cardíaca permanece estável, esta redução de carga
    diminui o consumo de energia miocárdica e a necessidade de
    oxigênio.
  • O mecanismo de ação do Besilato de Anlodipino (substância
    ativa) também envolve, provavelmente, a dilatação das artérias
    coronárias principais e arteríolas coronárias, tanto em regiões
    normais e isquêmicas. Esta dilatação aumenta a liberação de
    oxigênio no miocárdio em pacientes com espasmo coronariano arterial
    (angina de Prinzmetal ou angina variante) e abranda a
    vasoconstrição coronariana induzida pelo fumo.

Em pacientes com hipertensão, a dose única diária proporciona
reduções clinicamente significantes na pressão sanguínea durante o
intervalo de 24 , tanto nas posições supina quanto do indivíduo em
pé. Devido ao lento início de ação, a hipotensão aguda não
constitui uma característica da administração de Besilato de
Anlodipino (substância ativa).

Em pacientes com angina, a administração de dose única diária de
Besilato de Anlodipino (substância ativa) aumenta o tempo total de
exercício, tempo de início da angina e tempo para atingir 1 mm de
depressão no segmento ST, e diminui tanto a frequência de crises
anginosas e o consumo de comprimidos de nitroglicerina.

O Besilato de Anlodipino (substância ativa) não foi associado a
qualquer efeito metabólico adverso ou alteração nos lípides
plasmáticos, sendo adequada para uso em pacientes com asma,
diabetes e gota.

Propriedades Farmacocinéticas

Absorção

Após administração oral de doses terapêuticas, o Besilato de
Anlodipino (substância ativa) é bem absorvido com picos plasmáticos
entre 6 e 12 horas após a dose. A biodisponibilidade absoluta foi
estimada entre 64% e 80%. O volume de distribuição é de
aproximadamente 21 L/kg. A absorção não é alterada pela ingestão de
alimentos.

Os estudos in vitro demonstraram que cerca de 97,5% do
Besilato de Anlodipino (substância ativa) circulante está ligado às
proteínas plasmáticas.

Biotransformação/Eliminação

A meia-vida de eliminação terminal plasmática é de cerca de 35 a
50 horas, e é consistente com a dose única diária. Os níveis
plasmáticos no estado de equilíbrio são obtidos após 7 a 8 dias de
doses consecutivas. O Besilato de Anlodipino (substância ativa) é
amplamente metabolizado no fígado em metabólitos inativos, com 10%
do fármaco inalterado e 60% dos metabólitos excretados na
urina.

Uso em Pacientes Idosos

O tempo para alcançar o pico de concentração plasmática do
Besilato de Anlodipino (substância ativa) é similar para indivíduos
jovens e idosos. Em pacientes idosos, o clearance de
Besilato de Anlodipino (substância ativa) tende a estar diminuído,
resultando em aumentos na área sob a curva (AUC) e na meia-vida de
eliminação plasmática. Em pacientes com insuficiência cardíaca
congestiva (ICC), aumentos na área sob a curva (AUC) e na meia-vida
de eliminação ocorreram conforme o esperado para pacientes com a
idade do grupo estudado.

Dados de Segurança Pré-Clínicos

Carcinogênese, Mutagênese, Diminuição da
fertilidade

Ratos e camundongos tratados com Besilato de Anlodipino
(substância ativa) na dieta por 2 anos, em concentrações calculadas
para fornecer níveis de dose diária de 0,5; 1,25 e 2,5 mg/kg/dia,
não demonstraram evidência de carcinogenicidade. A dose mais alta
(similar no caso de camundongos, e o dobro* no caso ratos, à dose
clínica máxima recomendada de 10 mg na base de mg/m2)
estava próxima à dose máxima tolerada por camundongos, mas não por
ratos.

Estudos de mutagenicidade não revelaram efeitos relacionados ao
fármaco, mesmo em níveis de genes ou cromossomos.

Não houve efeito na fertilidade de ratos tratados com Besilato
de Anlodipino (substância ativa) (machos por 64 dias e fêmeas por
14 dias antes da reprodução) em doses até 10 mg/kg/dia (8 vezes* a
dose máxima recomendada para humanos de 10 mg, na base de
mg/m2).

*Com base no peso do paciente de 50 kg.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Norvasc®.

Cuidados de Armazenamento do Amlodil

Amlodil 5 mg e 10 mg devem ser conservados em temperatura
ambiente (entre 15 e 30ºC), protegidos da luz e umidade. Número de
lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua
embalagem original. Antes de usar, observe o aspecto do
medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se
poderá utilizá-lo. Todo medicamento deve ser mantido fora do
alcance das crianças. Características do produto: Amlodil 5mg:
comprimido circular, branco isento de material estranho. Amlodil 10
mg: comprimido circular, branco isento de material estranho.

Dizeres Legais do Amlodil

Reg. MS: 1.0392.0150 Farm. Resp. Dra. Giovana Bettoni – CRF-GO
n° 4617 VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Vitapan Ind. Farmacêutica Ltda.
Rua VPR 01 – Qd. 2 A – Mód. 01 DAIA – Anápolis – GO CNPJ:
30.222.814/0001-31 Industria Brasileira

Amlodil, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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