Zargus Bula

Zargus

Isto significa que ele tem um efeito favorável sobre um
certo número de transtornos relacionados ao pensamento, às emoções
e/ou às atividades, tais como

  • Confusão;
  • Alucinações;
  • Distúrbios da percepção (por exemplo, ouvir vozes de alguém que
    não está presente);
  • Desconfiança incomum;
  • Isolamento da sociedade;
  • Ser excessivamente introvertido;
  • Etc.

Zargus também melhora a ansiedade, a tensão e o estado mental
alterado por estes transtornos.

Zargus pode ser usado tanto em quadros de início súbito (agudos)
como nos de longa duração (crônicos). Além disso, após o alívio dos
sintomas, Zargus é usado para manter os distúrbios sob controle,
isto é, para prevenir recaídas.

A substância ativa do Zargus é a risperidona.

Zargus também é usado, por até 12 semanas, em demência
relacionada à doença de Alzheimer moderada a grave, especificamente
para controlar agitação, agressividade ou sintomas psicóticos (tais
como acreditar em coisas que não são verdadeiras, ou ver, sentir ou
ouvir coisas que não existem).

Outra condição para a qual você pode receber Zargus é a mania,
caracterizada por sintomas como humor elevado, expansivo ou
irritável, auto-estima aumentada, necessidade de sono reduzida,
pressão para falar, pensamento acelerado, redução da atenção e
concentração ou diminuição da capacidade de julgamento, incluindo
comportamentos inadequados ou agressivos.

Zargus também pode ser usado para o tratamento de irritabilidade
associada ao transtorno autista, em crianças e adolescentes,
incluindo sintomas de agressão a outros, como auto-agressão
deliberada, crises de raiva e angústia e mudança rápida de
humor.

Como Zargus funciona?

Os medicamentos antipsicóticos afetam compostos químicos que
permitem a comunicação entre as células nervosas
(neurotransmissores). Estes compostos químicos são a dopamina e a
serotonina. Não se sabe exatamente como a risperidona funciona.
Entretanto, parece reajustar o equilíbrio entre a dopamina e a
serotonina no organismo.

O controle dos sintomas é observado com o decorrer do
tratamento.

Contraindicação do Zargus

Não tome Zargus se você for alérgico a este medicamento ou a
qualquer componente de sua fórmula. A alergia pode ser reconhecida,
por exemplo, por erupção da pele, coceira, encurtamento da
respiração ou inchaço facial.

Na ocorrência de qualquer um destes sintomas, contacte seu
médico imediatamente.

Como usar o Zargus

Zargus é apresentado na forma de comprimidos revestidos que
devem ser tomados por via oral.

Você pode tomar Zargus com as refeições ou entre elas. Os
comprimidos devem ser ingeridos com uma boa quantidade de água.

É muito importante que a quantidade correta de Zargus seja
tomada, mas isto varia de pessoa para pessoa.

É por isto que seu médico ajustará o número e a concentração dos
comprimidos, até que o efeito desejado seja obtido. Então, siga as
instruções de seu médico cuidadosamente e não altere ou interrompa
a dose sem consultá-lo.

Posologia

Esquizofrenia

Adultos:

Zargus pode ser administrado uma ou duas vezes ao dia. A dose
inicial recomendada é de 2 mg/dia.

A dose pode ser aumentada para 4 mg no segundo dia. A partir de
então a dose deve permanecer inalterada, ou ser posteriormente
individualizada, se necessário.

A maioria dos pacientes beneficia-se de doses entre 4 e 6
mg/dia. Em alguns pacientes uma titulação mais lenta ou uma dose
inicial e de manutenção mais baixa pode ser apropriada.

Doses acima de 10 mg/dia não se mostraram superiores em eficácia
em relação a doses mais baixas, e podem provocar mais sintomas
extrapiramidais. A segurança de doses superiores a 16 mg/dia não
foi avaliada e, portanto, não devem ser usadas.

Um benzodiazepínico pode ser associado ao Zargus quando uma
sedação adicional for necessária.

Populações especiais:

Pacientes idosos (65 anos ou mais)

A dose inicial recomendada é de 0,5 mg, duas vezes ao dia. Esta
dose pode ser ajustada com incrementos de 0,5 mg, duas vezes ao
dia, até uma dose de 1 a 2 mg, duas vezes ao dia.

Pacientes pediátricos (13 a 17 anos)

Recomenda-se uma dose inicial de 0,5 mg por dia, administrada em
dose única diária pela manhã ou à noite.

Se indicado, essa dose pode ser então ajustada em intervalos de
no mínimo 24 horas com incrementos de 0,5 ou 1 mg/dia, conforme
tolerado, até a dose recomendada de 3 mg/dia. A eficácia foi
demonstrada em doses de 1 a 6 mg/dia.

Doses maiores do que 6 mg/dia não foram estudadas.

Os pacientes que apresentarem sonolência persistente podem se
beneficiar da administração de metade da dose diária duas vezes por
dia.

Não existem estudos sobre o uso de risperidona em crianças
menores de 13 anos de idade.

Transferência de outros antipsicóticos para
Zargus

Quando medicamente apropriado, é recomendado que seja feita uma
descontinuação gradativa do tratamento anterior, quando a terapia
com Zargus é iniciada.

Se for também medicamente apropriado, iniciar a terapia com
Zargus no lugar da próxima injeção programada de antipsicóticos
“depot”. A manutenção de medicamentos antiparkinsonianos deve ser
periodicamente reavaliada pelo médico.

Agitação, agressividade ou sintomas psicóticos em
pacientes com demência relacionada à doença de
Alzheimer

A dose inicial recomendada é de 0,25 mg duas vezes ao dia. Esta
dose pode ser ajustada individualmente, com incrementos de 0,25 mg
duas vezes ao dia, com intervalo mínimo de 2 dias, se
necessário.

A dose ótima é 0,5 mg duas vezes ao dia para a maioria dos
pacientes. No entanto, alguns pacientes podem beneficiar-se com
doses de até 1 mg duas vezes ao dia. Uma vez que o paciente atingiu
a dose ótima, a administração uma vez ao dia pode ser
considerada.

Como para todos os tratamentos sintomáticos, o uso contínuo de
Zargus deve ser avaliado e justificado periodicamente.

Transtorno do humor bipolar – mania

Adultos:

Para uso associado a estabilizadores do humor, recomenda-se uma
dose inicial de Zargus de 2 mg uma vez ao dia.

Esta dose pode ser ajustada individualmente com incrementos de
até 2 mg/dia, com intervalo mínimo de 2 dias. A maioria dos
pacientes irá se beneficiar de doses entre 2 e 6 mg/dia.

Para uso em monoterapia, recomenda-se uma dose inicial de Zargus
de 2 ou 3 mg uma vez ao dia. Se necessário, a dose pode ser
ajustada em 1 mg ao dia, em intervalo não inferior a 24 horas.

Recomenda-se uma dose de 2-6 mg/dia.

Populações especiais:

Pacientes pediátricos (10 a 17 anos)

Recomenda-se uma dose inicial de 0,5 mg por dia, administrada em
dose única diária pela manhã ou à noite. Se indicado, essa dose
pode ser então ajustada em intervalos de no mínimo 24 horas com
incrementos de 0,5 ou 1 mg/dia, conforme tolerado, até a dose
recomendada de 2,5 mg/dia.

A eficácia foi demonstrada em doses de 0,5 e 6 mg/dia. Doses
maiores do que 6 mg/dia não foram estudadas.

Os pacientes que apresentarem sonolência persistente podem se
beneficiar da administração de metade da dose diária duas vezes por
dia.

Assim como todos os tratamentos sintomáticos, o uso contínuo do
Zargus deve ser avaliado e justificado constantemente.

Não existem estudos sobre risperidona no tratamento de mania em
crianças com menos de 10 anos de idade.

Autismo

Pacientes pediátricos (5 a 17 anos):

A dose de Zargus deve ser individualizada de acordo com as
necessidades e a resposta do paciente.

O tratamento deve ser iniciado com 0,25 mg/dia para pacientes
com peso lt; 20 kg e 0,5 mg/dia para pacientes com peso ≥ 20
kg.

No Dia 4, a dose deve ser aumentada em 0,25 mg/dia para
pacientes com peso lt; 20 kg e em 0,5 mg/dia para pacientes com
peso ≥ 20 kg. Essa dose deve ser mantida e a resposta deve ser
avaliada ao redor do 14º dia.

Apenas para os pacientes que não obtiverem resposta clínica
suficiente, aumentos adicionais da dose devem ser considerados. Os
aumentos da dose devem ser realizados em intervalos ≥ 2 semanas em
aumentos de 0,25 mg para pacientes lt; 20 kg ou 0,5 mg para
pacientes ≥ 20 kg.

Em estudos clínicos, a dose máxima estudada não excedeu uma dose
diária total de 1,5 mg em pacientes lt; 20 kg, 2,5 mg em pacientes
≥ 20 kg ou 3,5 mg em pacientes gt; 45 kg.

Doses inferiores a 0,25 mg/dia não se mostraram efetivas nos
estudos clínicos.

Doses de Zargus em pacientes pediátricos com autismo
(total em mg/dia)

*Pacientes pesando gt; 45 kg podem necessitar de doses
maiores; a dose máxima avaliada foi 3,5 mg/dia.

Zargus pode ser administrado uma vez ao dia ou duas vezes ao
dia.

Os pacientes que apresentarem sonolência podem se beneficiar de
uma mudança na administração de uma vez ao dia para duas vezes ao
dia ou uma vez ao dia ao deitar-se.

Uma vez que uma resposta clínica suficiente tenha sido obtida e
mantida, deve-se considerar a redução gradual da dose para obter um
equilíbrio ótimo de eficácia e segurança.

Não há experiência em crianças com menos de 5 anos de idade.

Insuficiência renal (dos rins) ou hepática (do
fígado)

Pacientes com insuficiência renal ou hepática apresentam menor
capacidade de eliminar a fração antipsicótica ativa do que adultos
normais. Pacientes com disfunção hepática apresentam aumento na
concentração plasmática da fração livre da risperidona.

Sem considerar a indicação, tanto as doses iniciais como as
consecutivas devem ser divididas e a titulação da dose deve ser
mais lenta em pacientes com insuficiência renal ou hepática.

Zargus deve ser usado com cautela nestes grupos de
pacientes.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

Este medicamento não deve ser partido ou
mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
Zargus?

Se você estiver no início do tratamento com Zargus e esquecer de
tomar uma dose do medicamento, você deve tomá-la assim que se
lembrar, em vez de tomar a próxima dose. Continue a tomar as
próximas doses conforme programado.

Se você já estiver em tratamento com Zargus há algum tempo, não
tome a dose esquecida e tome a próxima dose conforme
programado.

Nunca tome mais de 16 mg por dia.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Zargus

Estudos em pacientes idosos com demência demonstraram que
risperidona administrada isoladamente ou com furosemida está
associado a um maior índice de óbito.

Informe seu médico se você estiver tomando
furosemida.

A furosemida é um medicamento utilizado para o tratamento de
pressão alta ou inchaço de partes do corpo pelo acúmulo de excesso
de fluido. Não houve aumento na incidência de mortalidade entre
pacientes recebendo outros diuréticos concomitantemente com
risperidona.

Independentemente do tratamento, a desidratação foi um fator
geral de risco para mortalidade.

O uso de risperidona com medicamentos para o tratamento de
pressão alta pode resultar em pressão baixa. Portanto, se você
precisar usar Zargus e medicamentos para reduzir a pressão
arterial, consulte o seu médico.

Diga a seu médico se você ou alguém em sua família tem histórico
de coágulos no sangue. Estes coágulos foram encontrados nos pulmões
e pernas de pacientes que utilizam risperidona. Coágulos de sangue
nos pulmões podem ser fatais.

Durante um tratamento prolongado, Zargus pode causar contraturas
involuntárias no rosto. Se isto acontecer, consulte seu médico.

Zargus também pode provocar muito raramente um estado de
confusão mental, redução da consciência, febre alta ou sensação de
contratura muscular. Nestes casos, procure seu médico imediatamente
e informe que você está tomando Zargus.

Como números perigosamente baixos de um certo tipo de células
brancas do sangue, necessárias no combate a infecções no seu
sangue, têm sido encontrados muito raramente em pacientes tomando
risperidona, seu médico deverá verificar sua contagem de células
brancas. Diga a seu médico se você sabe que já apresentou níveis
baixos de células brancas no passado (que podem ou não ter sido
causados por outros medicamentos).

Aumento de açúcar no sangue tem sido relatado muito raramente.
Procure seu médico se você apresentar sintomas como sede excessiva
ou aumento da vontade de urinar.

Zargus deve ser usado com cuidado, e apenas após a consulta com
o seu médico, se você tiver problemas de coração, particularmente
ritmo cardíaco irregular, anormalidades da atividade elétrica do
coração (síndrome do intervalo QT longo) ou se usar medicamentos
que podem alterar a atividade elétrica do coração.

Em poucas pessoas usando medicamentos chamados de “antagonistas
alfa 1a-adrenérgicos”, incluindo a risperidona, durante uma
operação nos olhos por turvação do cristalino (catarata), a pupila
(círculo preto no meio do olho) pode não aumentar de tamanho
conforme necessário. Além disso, durante a cirurgia, a íris (parte
colorida do olho) pode se tornar flácida, provocando danos nos
olhos. Informe seu médico que você está fazendo o uso deste
medicamento, caso esteja planejando uma operação nos olhos.

Alguns medicamentos (bloqueadores alfa-adrenérgicos) provocam
ereção prolongada e dolorosa do pênis, a qual foi relatada, também,
com risperidona no período de vigilância pós-comercialização.

Zargus apresenta efeito antiemético (inibição do vômito) que
pode mascarar os efeitos e sintomas da superdosagem com certos
medicamentos ou de condições como obstrução intestinal, síndrome de
Reye e tumor cerebral.

Como ocorre com outros antipsicóticos, Zargus deve ser usado com
cautela em pacientes com história de convulsões ou outras condições
que potencialmente reduzam o limiar de convulsão. Portanto, informe
ao médico se você tem ou já teve convulsões no passado ou outras
condições que potencialmente reduzam o limiar de convulsão.

Agentes antipsicóticos podem comprometer a capacidade do corpo
de reduzir a temperatura central. Portanto, informe ao médico se
você realiza exercícios intensos, se expõe a calor intenso, exerce
atividades que causam desidratação ou faz uso concomitante de
medicamentos com atividade colinérgica.

Ganho de peso

Tente comer moderadamente, pois Zargus pode induzir ganho de
peso.

Doenças cardiovasculares, diabetes, insuficiência renal
(dos rins) ou hepática (do fígado), doença de Parkinson, demência
de corpos de Lewy, ou epilepsia

Se você sofre de algum destes problemas, informe seu médico.
Supervisão médica cuidadosa pode ser necessária durante o
tratamento com Zargus e a posologia talvez tenha que ser
ajustada.

Interação com alimentos

Os alimentos não afetam a absorção de Zargus.

Ingestão concomitante com outros medicamentos e
álcool

Zargus pode intensificar o efeito do álcool e de medicamentos
que reduzem a capacidade para reagir (‘tranquilizantes’,
analgésicos narcóticos, certos anti-histamínicos, certos
antidepressivos).

Assim, não ingira bebidas alcóolicas e tome estes medicamentos
apenas se seu médico prescrevê-los.

Informe seu médico se você está tomando remédios para tratar
doença de Parkinson, pois alguns deles (agonistas dopaminérgicos,
como a levodopa) podem agir contrariamente ao Zargus.

Se você estiver tomando medicamentos para pressão alta, consulte
o seu médico, uma vez que tomar esses medicamentos com Zargus pode
fazer com que a pressão arterial caia demais.

Zargus deve ser usado com cuidado quando você estiver
usando medicamentos que alteram a atividade elétrica do coração,
como, entre outros, mas não restrito a:

  • Medicamentos para malária, distúrbios do ritmo cardíaco,
    alergias;
  • Outros antipsicóticos;
  • Antidepressivos;
  • Diuréticos;
  • Outros medicamentos que afetem os eletrólitos no organismo
    (sódio, potássio, magnésio).

Alguns medicamentos, quando tomados com Zargus, podem aumentar
ou diminuir o nível de Zargus no seu sangue. Portanto, informe ao
médico se você iniciar e/ou interromper o tratamento com algum dos
medicamentos a seguir, pois pode ser necessário alterar a dose de
Zargus.

Medicamentos que podem aumentar o nível de risperidona
em seu sangue:

  • Fluoxetina e paroxetina, medicamentos utilizados principalmente
    no tratamento da depressão e de distúrbios da ansiedade;
  • Itraconazol e cetoconazol, medicamentos para tratar infecções
    causadas por fungos;
  • Certos medicamentos usados no tratamento da AIDS, tais como
    ritonavir;
  • Verapamil, um medicamento usado para tratar pressão alta e/ou
    ritmo anormal do coração;
  • Sertralina e fluvoxamina, medicamentos usados para tratar
    depressão e outros transtornos psiquiátricos.

Medicamentos que podem diminuir o nível de risperidona
no seu sangue:

  • Carbamazepina, um medicamento usado principalmente para
    epilepsia ou neuralgia do trigêmeo (crises de dor intensa na
    face);
  • Rifampicina, um medicamento para tratar algumas infecções.

A cimetidina e a ranitidina, dois medicamentos para redução da
acidez estomacal, podem aumentar levemente a quantidade de
risperidona no sangue, mas é improvável que possam alterar os
efeitos de Zargus.

A eritromicina, um antibiótico, não apresenta efeito sobre o
nível de risperidona no sangue.

O topiramato, um medicamento utilizado para tratar epilepsia e
enxaqueca, não apresenta um efeito significativo sobre o nível de
risperidona no sangue.

A galantamina e a donepezila, medicamentos utilizados no
tratamento da demência, não apresentam efeitos sobre a
risperidona.

Risperidona não demonstrou efeitos sobre o lítio e o valproato,
dois medicamentos utilizados no tratamento da mania, ou sobre a
digoxina, um medicamento para o coração.

Tomar risperidona com furosemida, um medicamento utilizado para
tratar condições como insuficiência cardíaca e hipertensão, pode
ser uma associação perigosa em idosos com demência.

Informe seu médico se você estiver tomando
furosemida.

Informe seu médico se você está tomando qualquer outro
medicamento. Ele decidirá quais os medicamentos que você pode
utilizar com Zargus.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Zargus

Assim como todos os medicamentos, Zargus pode causar efeitos
adversos.

As reações adversas relacionadas ao tratamento com risperidona
estão listadas a seguir. Se você tiver algum desses sintomas,
consulte seu médico.

Dados de Estudos Clínicos

Reações adversas geralmente observadas em estudos
clínicos em paciente com transtorno autista:

As seguintes reações adversas foram relatadas com
Risperdal em 3 estudos clínicos em pacientes pediátricos tratados
por irritabilidade associada ao transtorno autista, com incidência
igual ou maior do que 5%

Distúrbio gastrintestinal:

Vômito, constipação, boca seca, náusea, hipersecreção
salivar.

Distúrbios gerais e condições no local da
administração

Fadiga, febre, sede.

Infecções e infestações

Nasofaringite, rinite, infecção do trato respiratório
superior.

Investigações

Aumento de peso.

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Aumento de apetite.

Distúrbios do sistema nervoso

Sedação, incontinência salivar, cefaleia, tremor, tontura,
parkinsonismo*.

Distúrbios renal e urinário

Enurese (incontinência urinária).

Distúrbios respiratório, torácico e do
mediastino

Tosse, coriza, congestão nasal.

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Erupção cutânea.

*Parkinsonismo inclui rigidez musculo esquelética, distúrbio
extrapiramidal, rigidez muscular, rigidez em roda denteada e tensão
muscular.

A seguir listamos as reações adversas observadas em estudos
clínicos em pacientes adultos com vários transtornos psiquiátricos,
pacientes idosos com demência e pacientes pediátricos. A maioria
das reações adversas foi de gravidade leve a moderada.

Pacientes adultos

As seguintes reações adversas relatadas por ≥ 1% dos
pacientes adultos tratados com risperidona:

Infecções e Infestações

Nasofaringite, infecção do trato respiratório superior,
sinusite, infecção do trato urinário.

Distúrbios do Sangue e do Sistema Linfático

Anemia.

Distúrbios do Sistema Imunológico

Hipersensibilidade.

Distúrbios Psiquiátricos

Insônia, ansiedade, nervosismo.

Distúrbios do Sistema Nervoso

Parkinsonismo (movimento lento ou comprometido, sensação de
rigidez ou tensão dos músculos, tornando seus movimentos
irregulares, e, algumas vezes, até mesmo a sensação de movimento
“congelado” e depois reiniciando.

Outros sinais de parkinsonismo incluem:

Movimento lento e embaralhado, tremor em descanso, aumento da
saliva, e perda da expressão do rosto)*, acatisia (incapacidade de
permanecer sentado, inquietação motora e sensação de tremor
muscular)*, sonolência, tontura, sedação, tremor*, distonia
(contração involuntária lenta ou sustentada dos músculos que pode
envolver qualquer parte do corpo e resultar em postura anormal,
embora, geralmente, os músculos da face estejam envolvidos,
incluindo movimentos anormais dos olhos, boca, língua ou
mandíbula)*, letargia, tontura postural, discinesia* (movimentos
involuntários dos músculos, podendo incluir movimentos repetitivos,
espásticos ou contorcidos ou contorções), síncope (desmaio).

Distúrbios Oftalmológicos

Visão turva.

Distúrbios Auditivos e do Labirinto

Dor de ouvido.

Distúrbios Cardíacos

Taquicardia (batimentos acelerados do coração).

Distúrbios Vasculares

Hipotensão ortostática (pressão baixa ao se levantar),
hipotensão (pressão baixa).

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do
Mediastino

Congestão nasal, dispnéia (encurtamento da respiração), epistaxe
(sangramento pelo nariz), congestão sinusal.

Distúrbios Gastrintestinais

Náusea, constipação, dispepsia, vômitos, diarreia, hipersecreção
salivar (secreção excessiva de saliva), boca seca, desconforto
abdominal, dor abdominal, desconforto estomacal, dor na região
superior do abdome.

Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo

Erupção cutânea, pele seca, caspa, dermatite seborreica,
hiperqueratose.

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido
Conjuntivo

Dor nas costas, artralgia (dor nas articulações), dor nas
extremidades.

Distúrbios Renais e Urinários

Incontinência (falta de controle) urinária.

Distúrbios do Sistema Reprodutor e das
Mamas

Distúrbios da ejaculação.

Distúbios Gerais

Fadiga, astenia, febre, dor torácica.

Testes

Aumento da creatina fosfoquinase no sangue, aumento da
frequência cardíaca.

*Parkinsonismo inclui distúrbio extrapiramidal, rigidez
musculoesquelética, Parkinsonismo, rigidez da roda dentada,
acinesia, bradicinesia, hipocinesia, face em máscara, rigidez
muscular e Doença de Parkinson; Acatisia inclui acatisia e
agitação; Distonia inclui distonia, espasmos musculares,
contrações musculares involuntárias, contratura muscular,
oculogiração, paralisia da língua; Tremores
incluem tremores e tremor Parkinsoniano de
repouso; Discinesia inclui discinesia, espasmos musculares
involuntários, coreia e coreoatetose.

Pacientes idosos

As reações adversas foram relatadas por ≥ 1% dos pacientes
idosos com demência tratados com risperidona, incluindo apenas as
reações não mencionadas anteriormente ou as reações adversas com
frequência maior ou igual a duas vezes a frequência das reações
adversas mencionadas anteriormente.

Infecções e Infestações:

Infecção do trato urinário, pneumonia, celulite.

Distúrbios Nutricionais e do Metabolismo:

Diminuição do apetite.

Distúrbios Psiquiátricos:

Estado confusional.

Distúrbios do Sistema Nervoso:

Letargia, ataque isquêmico transitório, nível deprimido de
consciência, produção excessiva de saliva, acidente vascular
cerebral (perda repentina do suprimento de sangue ao cérebro).

Distúrbios Oftalmológicos:

Conjuntivite.

Distúrbios Vasculares:

Hipotensão (pressão baixa).

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do
Mediastino:

Tosse, rinorreia (secreção nasal).

Distúrbios Gastrintestinais:

Disfagia (dificuldade para engolir), fecaloma (fezes muito
duras).

Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo:

Eritema (vermelhidão da pele).

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido
Conjuntivo:

Postura anormal, inchaço articular.

Distúrbios Gerais:

Edema periférico, febre, distúrbio de marcha, edema
depressível.

Testes:

Aumento da temperatura corporal.

Pacientes Pediátricos

As reações adversas foram observadas por ≥ 1% dos pacientes
pediátricos tratados com risperidona, incluindo apenas as reações
não mencionadas para os pacientes adultos ou as reações adversas
com frequência maior ou igual a duas vezes a frequência das reações
adversas mencionadas para os pacientes adultos.

Infecções e Infestações:

Infecção do trato respiratório superior, rinite, gripe.

Distúrbios Nutricionais e do Metabolismo:

Apetite aumentado.

Distúrbios Psiquiátricos:

Insônia, apatia.

Distúrbios do Sistema Nervoso:

Sonolência, cefaleia, sedação, tontura, tremores, produção
excessiva de saliva, disartria (problemas com a fala), distúrbio da
atenção, distúrbio do equilíbrio, hipersonia (períodos de sono
excessivamente longos).

Distúrbios Cardíacos:

Palpitações (vibração ou sensação anormal de esmagamento no
peito).

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do
Mediastino:

Tosse, rinorreia (secreção nasal), epistaxe (sangramento nasal),
dor faringolaringeana (dor de garganta), congestão pulmonar.

Distúrbios Gastrintestinais:

Vômitos, dor na região superior do abdome, diarreia,
hipersecreção salivar, desconforto estomacal, dor abdominal.

Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo:

Prurido, acne.

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido
Conjuntivo

Mialgia (dor muscular), dor no pescoço.

Distúrbios Renais e Urinários:

Enurese (perda involuntária de urina), incontinência urinária,
polaciúria (urinar com maior frequência).

Distúrbios do Sistema Reprodutor e das
Mamas:

Galactorreia (produção anormal de leite).

Distúrbios Gerais:

Fadiga, febre, sensação anormal, letargia, desconforto
torácico.

Testes:

Aumento do peso, prolactina sanguínea aumentada (cujos sintomas
podem incluir, nos homens, inchaço das mamas, dificuldade em obter
ou manter ereções ou outra disfunção sexual, e, em mulheres,
ausência de ciclos menstruais ou outros problemas com o ciclo
menstrual).

Outros Dados de Estudos Clínicos

A seguir listamos as reações adversas observadas em estudos
clínicos, em ≥ 1% e lt;1% dos pacientes adultos, idosos com
demência e pacientes pediátricos tratados com risperidona e/ou
paliperidona (composto ativo resultante da metabolização da
risperidona).

As seguintes reações adversas foram observadas em ≥ 1%
dos pacientes adultos, idosos com demência e pacientes pediátricos
tratados com risperidona e/ou paliperidona:

Distúrbios Psiquiátricos

Agitação, insônia*.

Distúrbios do Sistema Nervoso

Acatisia (incapacidade de permanecer sentado, inquietação motora
e sensação de tremor muscular)*, discinesia (movimentos
involuntários dos músculos, podendo incluir movimentos repetitivos,
espásticos ou contorcidos ou contorções)*, distonia (contração
involuntária lenta ou sustentada dos músculos que pode envolver
qualquer parte do corpo e resultar em postura anormal, embora,
geralmente, os músculos da face estejam envolvidos, incluindo
movimentos anormais dos olhos, boca, língua ou mandíbula)*,
Parkinsonismo (movimento lento ou comprometido, sensação de rigidez
ou tensão dos músculos, tornando seus movimentos irregulares, e,
algumas vezes, até mesmo a sensação de movimento “congelado” e
depois reiniciando.

Outros sinais de parkinsonismo incluem movimento lento e
embaralhado, tremor em descanso, aumento da saliva, e perda da
expressão do rosto)*.

Distúrbios Vasculares

Hipertensão (pressão alta).

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido
Conjuntivo

Dor musculoesquelética.

Distúrbios Gerais e Condições no Local de
Administração

Marcha anormal, edema*, dor.

Lesões, Envenenamento e Complicações do
Procedimento

Queda.

*Insônia inclui insônia inicial, insônia média.;Acatisia inclui
hipercinesia, síndrome das pernas inquietas,
inquietação; Discinesia inclui atetose, coreia, coreoatetose,
distúrbio do movimento, contração muscular, mioclonia; Distonia
inclui blefaroespasmo, espasmo cervical, emprostótono, espasmo
facial, hipertonia, laringoespasmo, contrações musculares
involuntárias, miotonia, crise oculógira, opistótono, espasmo
orofaríngeo, pleurotótono, riso sardônico, tetania, paralisia da
língua, espasmo da língua, torcicolo, trismo; Parkinsonismo
inclui acinesia, bradicinesia, rigidez em roda denteada,
produção de saliva aumentada, sintomas extrapiramidais, reflexo
glabelar anormal, rigidez muscular, tensão muscular, rigidez
musculoesquelética; Edema inclui edema generalizado,
edema periférico, edema depressível.

As seguintes reações adversas foram observadas em lt; 1%
dos pacientes adultos, idosos com demência e pacientes pediátricos
tratados com risperidona e/ou paliperidona:

Infecções e Infestações

Acarodermatite (inflamação da pele causada por ácaros),
bronquite, cistite (infecção da bexiga), infecção de ouvido,
infecção no olho, infecção, infecção localizada, onicomicose
(micose nas unhas), infecção no trato respiratório, tonsilite,
infecção viral.

Distúrbios do Sangue e Sistema Linfático

Contagem aumentada de eosinófilos, redução do hematócrito,
neutropenia, contagem reduzida de leucócitos.

Distúrbios Endócrinos

Presença de glicose na urina, hiperprolactinemia (aumento do
hormônio prolactina no sangue, cujos sintomas podem incluir, nos
homens, inchaço das mamas, dificuldade em obter ou manter ereções
ou outra disfunção sexual, e, em mulheres, ausência de ciclos
menstruais ou outros problemas com o ciclo menstrual).

Distúrbios Metabólicos e Nutricionais

Anorexia (falta de apetite), aumento do colesterol sanguíneo,
aumento do triglicérides sanguíneo, hiperglicemia (aumento do
açúcar no sangue), polidipsia (sede excessiva), diminuição do
peso.

Distúrbios Psiquiátricos

Embotamento afetivo (falta de emoção), depressão, redução da
libido (desejo sexual), pesadelo, distúrbio do sono.

Distúrbios do Sistema Nervoso

Distúrbio vascular cerebral (problemas nos vasos sanguíneos do
cérebro), convulsão*, coordenação anormal, coma diabético (coma
devido à diabetes não controlada), hipoestesia (sensibilidade
diminuída ao estímulo), perda da consciência, parestesia (sensação
de formigamento, pontadas ou dormência na pele), hiperatividade
psicomotora, discinesia tardia (contorções ou movimentos
involuntários na face, língua, ou outras partes do corpo que você
não pode controlar), ausência de resposta a estímulos.

Distúrbios Oftalmológicos

Olhos secos, crise oculógira, crosta na margem da pálpebra,
glaucoma (aumento da pressão dentro do globo ocular), aumento do
lacrimejamento, hiperemia ocular (vermelhidão dos olhos).

Distúrbios do Ouvido e Labirinto

Tinido, vertigem.

Distúrbios Cardíacos

Bloqueio atrioventricular (interrupção da condução entre a parte
superior e inferior do coração), bradicardia (batimentos lentos do
coração), distúrbio de condução, eletrocardiograma anormal,
eletrocardiograma com QT prolongado, arritmia sinusal.

Distúrbios Vasculares

Rubor.

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do
Mediastino

Disfonia (dor ou dificuldade para falar), hiperventilação,
pneumonia por aspiração, estertores, distúrbios respiratórios,
congestão do trato respiratório, chiado.

Distúrbios Gastrintestinais

Queilite (eritema e ulceração no canto da boca), incontinência
fecal, flatulência, gastroenterite, inchaço da língua, dor de
dente.

Distúrbios Hepatobiliares

Aumento da gama-glutamiltransferase, aumento das enzimas
hepáticas, aumento das transaminases.

Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo

Eczema, descoloração da pele, distúrbio da pele, lesão da
pele.

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e
Conjuntivo

Rigidez articular, fraqueza muscular, rabdomiólise (destruição
das fibras musuculares e dor nos músculos).

Distúrbios Renais e Urinários

Disúria (dificuldade ou dor ao urinar).

Distúrbios do Sistema Reprodutor e das
Mamas

Amenorreia (ausência de menstruação), secreção das mamas,
distúrbio da ejaculação, disfunção erétil, ginecomastia (aumento
das mamas), distúrbio da menstruação*, disfunção sexual, secreção
vaginal.

Distúrbios Gerais e Condições no Local de
Administração

Redução da temperatura do corpo, calafrios, desconforto,
síndrome de abstinência (retirada do medicamento), edema de face,
mal-estar, frieza nas extremidades, sede.

Lesões, Envenenamento e Complicações do
Procedimento

Dor do procedimento.

*Convulsão inclui convulsão do tipo grande mal, Distúrbio
da menstruação inclui: menstruação irregular, oligomenorreia
(menstruação escassa).

As seguintes reações adversas foram relatadas com
risperidona e/ou paliperidona em outros estudos
clínicos:

Distúrbios do Sistema Imunológico

Reação anafilática (reação alérgica grave com inchaço que pode
envolver a garganta e levar a dificuldade em respirar).

Distúrbios Metabólicos e Nutricionais

Hiperinsulinemia (aumento da insulina no sangue).

Distúrbios Psiquiátricos

Anorgasmia (incapacidade de alcançar o orgasmo).

Distúrbios do Sistema Nervoso

Instabilidade da cabeça, síndrome neuroléptica maligna
(confusão, redução ou perda da consciência, febre alta, e rigidez
muscular grave).

Distúrbios Oftalmológicos

Distúrbio do movimento dos olhos, fotofobia (hipersensibilidade
dos olhos à luz).

Distúrbios Cardíacos

Síndrome da taquicardia postural ortostática.

Distúrbios Gastrintestinais

Obstrução intestinal.

Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo

Erupção medicamentosa, urticária.

Distúrbios do Sistema Reprodutor e das
Mamas

Desconforto das mamas, ingurgitamento das mamas, aumento das
mamas, atraso na menstruação.

Distúrbios Gerais e Condições no Local de
Administração

Endurecimento.

Eventos Adversos e outras medidas de segurança em
pacientes pediátricos com transtorno autista

As seguintes reações adversas foram relatadas com
risperidona em dois estudos clínicos em pacientes pediátricos
tratados por irritabilidade associada ao transtorno autista, com
incidência igual ou maior do que 5%:

Distúrbios Psiquiátricos

Sonolência, aumento do apetite, confusão.

Distúrbios Gastrintestinais

Sialorreia, constipação, boca seca.

Geral

Fadiga (cansaço).

Distúrbios do Sistema Nervoso Central e
Periférico

Tremor, distonia, vertigem, automatismo, discinesia,
Parkinsonismo.

Distúrbios Respiratórios

Infecção do trato respiratório superior.

Distúbios Metabólicos e Nutricionais

Aumento de peso.

Frequência e ritmo cardíaco

Taquicardia.

Dados Pós-Comercialização

As reações adversas observadas com a risperidona e/ou
paliperidona durante a experiência após o início da comercialização
de risperidona estão descritas a seguir.

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos
pacientes que utilizam este medicamento), incluindo relatos
isolados:

Distúrbios do sangue e do sistema linfático

Agranulocitose (redução de um tipo de células brancas do
sangue), trombocitopenia (redução das plaquetas, células do sangue
que auxiliam na interrupção do sangramento).

Distúrbios endócrinos

Secreção inapropriada do hormônio antidiurético (hormônio que
controla o volume de urina).

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Diabetes mellitus, cetoacidose diabética (complicações
da diabetes não controlada que podem ser fatais), hipoglicemia
(diminuição do nível de açúcar no sangue), intoxicação por
água.

Distúrbios psiquiátricos

Mania (humor eufórico).

Distúrbios do sistema nervoso

Disgeusia (perda do paladar ou sensação de gosto estranho).

Distúrbios oftalmológicos

Síndrome de íris flácida (intraoperatória), uma condição que
pode ocorrer
durante a cirugia de catarata em pacientes que utilizam ou já
utilizaram risperidona.

Distúrbios cardíacos

Fibrilação atrial (ritmo anormal do coração).

Distúrbios vasculares

Trombose venosa profunda (coágulos de sangue nas pernas),
embolia pulmonar (coágulos de sangue nos pulmões).

Distúrbios respiratórios, torácicos e do
mediastino

Síndrome da apneia do sono (dificuldade para respirar durante o
sono).

Distúrbios gastrintestinais

Pancreatite (inflamação do pâncreas), íleo (obstrução do
intestino).

Distúrbios hepatobiliares

Icterícia (pele e olhos amarelados).

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo

Angioedema (reação alérgica grave caracterizada por febre,
inchaço da boca, face, lábio ou língua, falta de ar, coceira,
erupção cutânea e, algumas vezes, queda na pressão arterial),
alopecia (queda de cabelo).

Distúrbios renais e urinários

Retenção urinária.

Gravidez, puerpério e condições perinatais

Síndrome de abstinência neonatal (síndrome de retirada do
medicamento que ocorre em recém-nascidos).

Distúrbios do sistema reprodutor e das
mamas

Priapismo (ereção prolongada e dolorosa do pênis).

Distúrbios gerais

Hipotermia (redução da temperatura do corpo).

Deve-se enfatizar que muitas pessoas não terão nenhum desses
problemas. Então, não hesite em relatar qualquer efeito indesejável
ao seu médico ou farmacêutico. Além disso, informe seu médico ou
farmacêutico se você notar qualquer efeito adverso não mencionado
nesta bula.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Zargus

Idosos

Estudos em pacientes idosos com demência demonstraram que
risperidona administrada isoladamente ou com furosemida está
associado a um maior índice de óbito.

Informe seu médico se você estiver tomando
furosemida.

Independentemente do tratamento, a desidratação foi um fator
geral de risco para mortalidade e deve, portanto, ser evitada
cuidadosamente em pacientes idosos com demência.

Em pacientes idosos com demência, alterações repentinas no
estado mental, fraqueza repentina ou paralisia da face, braços ou
pernas, especialmente de um lado, ou casos de fala arrastada, têm
sido observados. Se algum destes sintomas ocorrer, mesmo que
durante um curto período de tempo, procure seu médico
imediatamente.

Pessoas idosas devem tomar doses menores de Zargus do que as
prescritas para os demais pacientes adultos.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas

Zargus pode afetar sua vigilância ou sua capacidade para
dirigir. Durante o tratamento você não deve dirigir veículos ou
operar máquinas, antes de seu médico avaliar sua sensibilidade a
Zargus, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Gravidez

Se você está grávida ou planejando engravidar, você deve
conversar com seu médico, que decidirá se você pode ou não tomar
Zargus.

Agitação, rigidez muscular e ou/fraqueza, sonolência, agitação,
problemas respiratórios ou dificuldade na alimentação podem ocorrer
nos recém nascidos de mães que usaram risperidona no último
trimestre de sua gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Amamentação

Não amamente se estiver tomando Zargus. Consulte seu médico
neste caso.

Composição do Zargus

Apresentações

Comprimidos revestidos de 1 mg; embalagens contendo 07 e 30
comprimidos.

Comprimidos revestidos de 2 mg; embalagens contendo 07 e 30
comprimidos.

Comprimidos revestidos de 3 mg; embalagens contendo 07 e 30
comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto e pediátrico acima de 5 anos.

Composição

Cada comprimido revestido (1 mg) de Zargus
contém:

Risperidona 1 mg.

Excipiente:

dióxido de silício, lactose monoidratada, celulose
microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol,
croscarmelose sódica.

Cada comprimido revestido (2 mg) de Zargus
contém:

Risperidona 2 mg.

Excipiente:

dióxido de silício, lactose monoidratada, celulose
microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol,
dióxido de titânio, amarelo crepúsculo laca de alumínio (corante),
croscarmelose sódica.

Cada comprimido revestido (3 mg) de Zargus
contém:

Risperidona 3 mg.

Excipiente:

dióxido de silício, lactose monoidratada, celulose
microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol,
dióxido de titânio, amarelo de quinolina laca de alumínio
(corante), croscarmelose sódica.

Superdosagem do Zargus

Na superdosagem, um ou mais dos seguintes sinais podem
ocorrer

  • Redução do nível de consciência;
  • Sonolência;
  • Sono;
  • Tremores excessivos;
  • Rigidez muscular excessiva;
  • Batimento cardíaco rápido;
  • Pressão arterial baixa.

Foram relatados casos de condução elétrica anormal no coração
(prolongamento do intervalo QT) e convulsão.

A superdosagem pode acontecer se você tomar outros medicamentos
juntos ao Zargus. Se você apresentar os sintomas acima, contate o
seu médico.

Enquanto isso, você sempre pode começar a tratar esses
distúrbios com carvão ativado, o qual absorve qualquer medicamento
ainda presente no estômago.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.

Interação Medicamentosa do Zargus

Interações relacionadas à farmacodinâmica

Medicamentos com ação central e álcool

Devido a seus efeitos primários sobre o SNC, Risperidona
(substância ativa) deve ser administrada com cautela em associação
com outros medicamentos com ação central ou álcool.

A levodopa e agonistas dopaminérgicos

Risperidona (substância ativa) pode antagonizar o efeito da
levodopa e de outros agonistas dopaminérgicos.

Medicamentos com efeito hipotensor

Hipotensão clinicamente significativa foi observada, após a
comercialização, com o uso concomitante da Risperidona (substância
ativa) e de tratamento anti-hipertensivo.

Medicamentos que prolongam o intervalo QT

Recomenda-se cuidado ao prescrever Risperidona (substância
ativa) com medicamentos que sabidamente prolongam o intervalo
QT.

Interações relacionadas à farmacocinética

Inibidores potentes da CYP2D6

A administração concomitante de Risperidona (substância ativa) e
de um inibidor potente da CYP2D6 pode aumentar as concentrações
plasmáticas da Risperidona (substância ativa), mas menos da fração
antipsicótica ativa. Doses maiores de um inibidor potente da CYP2D6
podem elevar as concentrações da fração antipsicótica ativa da
Risperidona (substância ativa) (por exemplo, paroxetina). Quando a
paroxetina ou outro inibidor potente da CYP2D6, especialmente em
doses altas, forem iniciados concomitantemente ou descontinuados, o
médico deve reavaliar a posologia da Risperidona (substância
ativa).

Inibidores da CYP3A4 e/ou da P-gp

A administração concomitante de Risperidona (substância ativa) e
de um inibidor potente da CYP3A4 e/ou P-gp pode aumentar
substancialmente as concentrações plasmáticas da fração
antipsicótica ativa da Risperidona (substância ativa). Quando a
administração concomitante de itraconazol ou outro inibidor potente
da CYP3A4 e/ou da P-gp for iniciada ou descontinuada, o médico deve
reavaliar a posologia da Risperidona (substância ativa).

Indutores da CYP3A4 e/ou da P-gp

A administração concomitante de Risperidona (substância ativa) e
de um indutor potente da CYP3A4 e/ou P-gp pode diminuir as
concentrações plasmáticas da fração antipsicótica ativa da
Risperidona (substância ativa). Quando a administração concomitante
de carbamazepina ou outro indutor potente da CYP3A4 e/ou P-gp for
iniciada ou descontinuada, o médico deve reavaliar a posologia da
Risperidona (substância ativa).

Medicamentos com alta ligação às proteínas

Quando Risperidona (substância ativa) é tomada junto a
medicamentos com alto índice de ligação proteica, não há um
deslocamento das proteínas plasmáticas clinicamente relevantes em
nenhum deles. Quando estes medicamentos forem administrados
concomitantemente, consultar as respectivas bulas sobre a via de
metabolismo e a possível necessidade de ajustar as doses.

População pediátrica

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A
relevância dos resultados destes estudos para os pacientes
pediátricos é desconhecida.

Exemplos de medicamentos com potencial para interação ou
que não apresentaram interação com a Risperidona

Antibacterianos

A eritromicina, um inibidor moderado da CYP3A4, não altera a
farmacocinética da Risperidona (substância ativa) e da fração
antipsicótica ativa.

A rifampicina, um indutor forte da CYP3A4 e indutor da P-gp,
diminuiu as concentrações plasmáticas da Risperidona (substância
ativa) e da fração antipsicótica ativa.

Inibidores da colinesterase

A galantamina e a donepezila, ambas substratos de CYP2D6 e
CYP3A4, não mostraram efeito clinicamente relevante na
farmacocinética da Risperidona (substância ativa) e da fração
antipsicótica ativa.

Antiepiléticos

A carbamazepina, um indutor forte da CYP3A4 e indutor da P-gp,
diminui os níveis plasmáticos da fração antipsicótica ativa de
Risperidona (substância ativa).

O topiramato reduziu ligeiramente a biodisponibilidade da
Risperidona (substância ativa), mas não da fração antipsicótica
ativa. Portanto, esta interação provavelmente não apresenta
significância clínica. A Risperidona (substância ativa) não
demonstra efeito clinicamente significante na farmacocinética do
valproato ou do topiramato.

Antifúngicos

O itraconazol, um inibidor forte da CYP3A4 e inibidor da P-gp,
na dose de 200 mg/dia, aumentou as concentrações plasmáticas da
fração antipsicótica ativa em cerca de 70%, com doses de
Risperidona (substância ativa) de 2 mg/dia a 8 mg/dia.

O cetoconazol, um inibidor forte da CYP3A4 e inibidor da P-gp,
na dose de 200 mg/dia, aumentou as concentrações plasmáticas da
Risperidona (substância ativa) e diminuiu as concentrações
plasmáticas da 9-hidróxi-Risperidona (substância ativa).

Antipsicóticos

Os fenotiazínicos podem aumentar as concentrações plasmáticas da
Risperidona (substância ativa), mas não da fração antipsicótica
ativa.

O aripiprazol, um substrato de CYP2D6 e CYP3A4 a
Risperidona (substância ativa), na forma de comprimidos ou
injetável, não afetou a farmacocinética da soma do aripiprazol e de
seu metabólito ativo, de-hidroaripiprazol.

Antivirais

Inibidores de protease:

Não há dados disponíveis de estudos formais. No entanto, como o
ritonavir é um inibidor forte de CYP3A4 e um inibidor fraco de
CYP2D6, o ritonavir e inibidores de protease potencializados com
ritonavir podem aumentar as concentrações da fração antipsicótica
ativa da Risperidona (substância ativa).

Betabloqueadores

Alguns betabloqueadores podem aumentar as concentrações
plasmáticas da Risperidona (substância ativa), mas não da fração
antipsicótica ativa.

Bloqueadores de canal de cálcio

O verapamil, um inibidor moderado de CYP3A4 e um inibidor de
P-gp, aumenta a concentração plasmática de Risperidona (substância
ativa) e da fração antipsicótica ativa.

Glicosídeos digitálicos

A Risperidona (substância ativa) não demonstra efeito
clinicamente significativo na farmacocinética da digoxina.

Diuréticos

Furosemida:

Aumento da mortalidade em pacientes idosos com demência que
estão recebendo tratamento concomitante com furosemida.

Medicamentos gastrintestinais

Antagonistas de receptor H2:

A cimetidina e a ranitidina, ambas inibidores fracos de CYP2D6 e
CYP3A4, aumentaram a biodisponibilidade da Risperidona (substância
ativa), mas apenas marginalmente aquela da fração antipsicótica
ativa.

Lítio

A Risperidona (substância ativa) não demonstra efeito
clinicamente relevante sobre a farmacocinética do lítio.

Antidepressivos tricíclicos e inibidores seletivos da
recaptação de serotonina

A fluoxetina, um inibidor forte da CYP2D6, aumenta a
concentração plasmática da Risperidona (substância ativa), mas
menos da fração antipsicótica ativa.

A paroxetina, um inibidor forte da CYP2D6, aumenta a
concentração plasmática da Risperidona (substância ativa), mas, em
doses de até 20 mg/dia, menos da fração antipsicótica ativa.
Entretanto, doses maiores de paroxetina podem elevar a concentração
da fração antipsicótica ativa da Risperidona (substância
ativa).

Os antidepressivos tricíclicos podem aumentar as concentrações
plasmáticas da Risperidona (substância ativa), mas não aquelas da
fração antipsicótica ativa. A amitriptilina não afeta a
farmacocinética da Risperidona (substância ativa) ou da fração
antipsicótica ativa.

A sertralina, um inibidor fraco de CYPD26 e a fluvoxamina, um
inibidor fraco de CYP3A4, em doses de até 100 mg/dia, não estão
associadas com alterações clinicamente significativas da fração
antipsicótica ativa da Risperidona (substância ativa). Entretanto,
doses superiores a 100 mg/dia de sertralina ou fluvoxamina podem
aumentar as concentrações da fração antipsicótica ativa da
Risperidona (substância ativa).

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Risperdal.

Interação Alimentícia do Zargus

Os alimentos não afetam a absorção de Risperidona (substância
ativa).

A Risperidona (substância ativa) é metabolizada principalmente
através da CYPD26 e, em menor extensão, através da CYP3A4. Tanto a
Risperidona (substância ativa) como seu metabólito ativo
9-hidróxi-Risperidona (substância ativa) são substratos da
glicoproteína-P (P-gp). As substâncias que modificam a atividade da
CYP2D6 ou as substâncias que inibem ou induzem fortemente a
atividade da CYP3A4 e/ou da glicoproteína-P podem influenciar a
farmacocinética da fração antipsicótica da Risperidona (substância
ativa).

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Risperdal.

Ação da Substância Zargus

Resultados de Eficácia


Esquizofrenia

A evidência de eficácia de curto prazo com Risperidona
(substância ativa) oral no tratamento de esquizofrenia é
proveniente de 3 estudos clínicos duplo-cegos, comparados com
ativo, que no total envolveram mais de 2.200 pacientes com
esquizofrenia. Dois dos 3 estudos também tiveram um braço placebo.
A eficácia da Risperidona (substância ativa) oral no tratamento de
manutenção da esquizofrenia foi demonstrada em 2 estudos
duplo-cegos, comparados com ativo; 1 estudo com uma duração de
12 meses e 1 estudo com uma duração de 1 a 2 anos.

Para estabelecer a segurança e a eficácia do tratamento com
Risperidona (substância ativa) oral em um regime de dose única
diária, 3 estudos duplo-cegos foram conduzidos. Um destes 3 estudos
incluiu um braço placebo. Um total de 815 pacientes nestes estudos
foram tratados com Risperidona (substância ativa), dos quais 328
receberam um regime posológico de duas doses diárias e 487 um
regime posológico de uma dose diária. Ambos os estudos de curta e
longa duração, e os estudos de regime posológico de dose única
diária, incluíram pacientes adultos com um diagnóstico de
esquizofrenia de acordo com o critério do Manual Diagnóstico e
Estatístico de Transtornos Mentais.

Um estudo aberto de 12 semanas foi conduzido para avaliar a
segurança e tolerabilidade da Risperidona (substância ativa) oral
em pacientes idosos com idade de 65 anos ou mais com um diagnóstico
DSM de esquizofrenia.

Os estudos mencionados anteriormente utilizaram diversos
instrumentos para avaliar os sinais e sintomas psiquiátricos,
incluindo a Escala das Síndromes Positiva e Negativa (PANSS), a
Escala de Avaliação Psiquiátrica Breve (BPRS), a Escala de
Impressão Clínica Global de Mudança (CGI-C) e Gravidade (CGI-S), e
a Escala de Avaliação de Sintomas Negativos (SANS).

Transtorno bipolar I

A evidência da eficácia e segurança da Risperidona (substância
ativa) em monoterapia no tratamento da mania do transtorno bipolar
I é baseada nos resultados de 3 estudos randomizados, duplo-cegos,
controlados por placebo. Dois destes estudos foram estudos de 3
semanas de duração e avaliaram a eficácia e segurança da
Risperidona (substância ativa) versus placebo. Todos os
pacientes que completaram estes estudos puderam entrar em um estudo
de extensão, aberto, de 9 semanas.

Um estudo teve um período de tratamento duplo-cego de 3 semanas
(Risperidona (substância ativa), haloperidol ou placebo), seguido
por um período de manutenção de 9 semanas, com tratamento tanto
duplo-cego (Risperidona (substância ativa) ou haloperidol) quanto
aberto (Risperidona (substância ativa)). Um braço de haloperidol
foi incluído como uma referência interna em ambos os períodos
– a fase aguda de três semanas e o período de manutenção
consecutivo de nove semanas.

O desenho do estudo RIS-INT-69 para estabelecer a manutenção do
efeito seguiu de maneira próxima o desenho que consistiu em uma
comparação direta dos braços de tratamento ativo (produto teste e
comparador ativo) cobrindo um período de 12 semanas. Os pacientes
do grupo placebo que permaneceram no período duplo-cego após três
semanas receberam Risperidona (substância ativa). As comparações
estatísticas de 12 semanas incluíram apenas aqueles pacientes
randomizados destinados à Risperidona (substância ativa) ou ao
haloperidol no início do estudo. Pacientes do grupo placebo que
mudaram para Risperidona (substância ativa) não foram incluídos
nesta análise.

Dois estudos foram executados para avaliar a eficácia e a
segurança da Risperidona (substância ativa) em combinação com
estabilizadores de humor (lítio ou valproato; e lítio, valproato e
carbamazepina) versus placebo em combinação com
estabilizadores de humor no tratamento de pacientes com episódios
de mania do transtorno bipolar. O estudo também incluiu um braço de
haloperidol apenas como uma referência interna para avaliar a
validade do desenho e para facilitar a interpretação correta dos
resultados dos estudos. Ambos os estudos incluíram um fase
duplo-cega de 3 semanas, seguida por uma fase aberta, não
controlada, de dez semanas.

Todos os estudos clínicos foram conduzidos em pacientes que
tiveram transtorno bipolar I de acordo com os critérios do Manual
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 4ª edição
(DSM-IV). Os estudos RIS-INT-69 e RIS-USA-239 incluíram apenas
pacientes com episódios de mania. Os estudos RIS-IND-2, RIS-USA-102
e RIS-INT-46 também incluíram pacientes com episódios mistos, ou
seja, episódios de mania com sintomas concomitantes de depressão
maior por ao menos sete dias.

Em todos os estudos clínicos, a Risperidona (substância ativa)
foi administrada em uma faixa de dose flexível de 1 a 6 mg.

Transtornos do comportamento em pacientes com
demência

A Risperidona (substância ativa) demonstrou sua segurança e
eficácia no tratamento de um ou mais Sintomas Comportamentais e
Psicológicos de Demência (BPSD) em três estudos duplo-cegos,
controlados por placebo, em pacientes idosos com demência. A
análise agrupada da eficácia destes estudos representa dados de
1.150 pacientes idosos internados em instituição (722 tratados com
Risperidona (substância ativa)). Dados de segurança de longo prazo
(até 12 meses) com Risperidona (substância ativa) em pacientes
idosos com demência também estão disponíveis. A população em cada
um destes estudos era de pacientes que estavam internados em uma
casa de repouso ou hospital e apresentavam distúrbios
comportamentais que foram pelo menos problemas moderados para os
cuidadores ou perigosos para eles próprios.

Os estudos incluíram pacientes com uma ampla faixa de BPSD,
baseado na pontuação total na BEHAVE-AD; o estudo RIS-AUS-5
especificamente considerou pacientes exibindo comportamento
agressivo, baseado em uma pontuação mínima de agressão total na
subscala do Inventário de Agitação de Cohen-Mansfield (CMAI). Os
pacientes foram recrutados de um espectro completo de gravidade de
demência e debilitação cognitiva e apresentavam demência de
Alzheimer, demência vascular ou diagnóstico misto de acordo com os
critérios do DSM-IV. Pacientes com demências de Lewy-body foram
excluídos do RIS-AUS-5. Pacientes com outras demências ou outras
condições neurológicas, as quais diminuem as funções cognitivas,
foram excluídos de todos os estudos, assim como pacientes com
outros distúrbios psicológicos.

Nos estudos controlados de fase 3, a eficácia foi avaliada por
meio da BEHAVE-AD e CMAI para avaliar a gravidade e a frequência
dos sintomas, respectivamente. A relevância das mudanças na escala
de comportamento foi avaliada usando a escala CGI. Dois estudos
adicionais, controlados por placebo, duplo-cegos, foram conduzidos
em um subgrupo de pacientes com BPSD, no caso, pacientes com
psicose na Doença de Alzheimer.

Autismo em crianças e adolescentes

A evidência de eficácia de Risperidona (substância ativa) oral
em crianças e adolescentes diagnosticadas com autismo, conforme
definido pelos critérios DSM-IV, foi baseada principalmente em dois
estudos duplo-cego, controlados por placebo, com duração de 8
semanas, em crianças e adolescentes com autismo ou outros
Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID). Um dos estudos era
randomizado, duplo-cego, com grupo-paralelo, dose flexível, com
duração de 8 semanas, de segurança e eficácia de Risperidona
(substância ativa) em crianças e adolescentes (com idade de 5 a 17
anos e 2 meses) com autismo. O estudo foi conduzido por uma rede de
unidades de pesquisa de psicofarmacologia pediátrica e patrocinado
pelo Instituto Nacional de Doenças Mentais.

Outro estudo era duplo cego, randomizado, com grupo-paralelo,
controlado por placebo, dose flexível, de 8 semanas, de segurança e
eficácia da Risperidona (substância ativa) em crianças com idade
entre 5 a 12 anos com autismo ou outros TIDs. A variável primária
de eficácia em ambos estudos foi a mudança frente a linha de base
no desfecho final na subescala de irritabilidade coprimária ou
secundária de eficácia nestes estudos.

Os estudos demonstraram que a Risperidona (substância ativa), a
uma dose oral mediana modal de 2,0 mg/dia, melhora
significativamente os sintomas de autismo em crianças e
adolescentes entre 5 e 17 anos. A melhora foi observada na semana 2
e foi mantida nas semanas 4, 6 e 8. Os resultados do estudo
indicaram que uma dose oral mediana modal de 0,04 mg/kg/dia de
Risperidona (substância ativa) melhora significativamente os
sintomas de autismo ou outros TIDs em crianças com idade de 5 a 12
anos.

Uma melhora clinicamente significativa com Risperidona
(substância ativa) foi observada nas subescalas ABC que
correspondem aos sintomas do autismo, incluindo os sintomas
principais de prejuízo na interação social, prejuízo na
comunicação, comportamentos repetitivos e esteriotipados,
interesses e atividades associadas aos sintomas de hiperatividade,
falta de atenção, agressividade para com os outros e consigo mesmo,
e acessos de raiva. A eficácia foi observada independente dos
subgrupos demográficos (idade/raça/sexo), presença/ausência de
sonolência como um evento adverso, ou quociente de
inteligência.

A Risperidona (substância ativa) oral foi significativamente
superior ao placebo para reduzir irritabilidade e melhorou
significativamente os sintomas de autismo, conforme demonstrado por
alterações nas diferenças dos quadrados mínimos da linha de base
para todas as subescalas ABC (irritabilidade, letargia e reclusão
social, comportamento estereotipado, hiperatividade e discurso
inapropriado) e 3 subgrupos de subescalas ABC em autismo
(irritabilidade, letargia e reclusão social, comportamento
estereotipado, hiperatividade). Os resultados clínicos mensurados
pela CGI-C confirmam que as alterações na ABC (mensuradas pelos
pais ou cuidador) são clinicamente relevantes e a porcentagem de
pacientes que foram responsivos à CGI-C (“muita melhora” ou
“extrema melhora”) foi significativa com a Risperidona (substância
ativa) – aproximadamente mais 64,0% e 32,4% (subgrupo autismo)
pacientes foram CGI-C responsivos com Risperidona (substância
ativa) do que com placebo. Aproximadamente mais 40,1% e 26,1%
(subgrupo autismo) pacientes foram ABC responsivos com Risperidona
(substância ativa) do que com o placebo (diminuição ou melhora ≥
50% da linha de base em pelo menos 2 subescalas ABC e nenhuma ABC
demonstrou aumento ou piora ≥ 10%).

Referências

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in schizophrenia. Psychopharmacol Bull. 1992; 28(2):213.
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haloperidol in the treatment of chronic schizophrenic patients. J
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November 2004. Risperidone in the Treatment of Disruptive
Behavioral Symptoms in Children with Autistic and Other Pervasive
Developmental Disorders.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Risperdal.

Características Farmacológicas


Propriedades Farmacodinâmicas

Mecanismo de ação

A Risperidona (substância ativa) é um antagonista seletivo das
monoaminas cerebrais, com propriedades únicas. Ela tem uma alta
afinidade pelos receptores serotoninérgicos 5-HT2 e
dopaminérgicos D2. A Risperidona (substância ativa)
liga-se igualmente aos receptores alfa-1 adrenérgicos e, com menor
afinidade, aos receptores histaminérgicos H1 e
adrenérgicos alfa-2. A Risperidona (substância ativa) não tem
afinidade pelos receptores colinérgicos. Apesar de a Risperidona
(substância ativa) ser um antagonista D2 potente, o que
é considerado como ação responsável pela melhora dos sintomas
positivos da esquizofrenia, o seu efeito depressor da atividade
motora e indutor de catalepsia é menos potente do que os
neurolépticos clássicos.

O antagonismo balanceado serotoninérgico e dopaminérgico central
pode reduzir a possibilidade de desenvolver efeitos extrapiramidais
e estende a atividade terapêutica sobre os sintomas negativos e
afetivos da esquizofrenia.

Propriedades Farmacocinéticas

A solução oral e os comprimidos revestidos de Risperidona
(substância ativa) são bioequivalentes.

Absorção

A Risperidona (substância ativa) é completamente absorvida após
administração oral, alcançando um pico de concentrações plasmáticas
em 1 a 2 horas. A absorção não é alterada pela alimentação, e,
portanto, a Risperidona (substância ativa) pode ser ingerida
durante as refeições ou não.

Distribuição

A Risperidona (substância ativa) é rapidamente distribuída. O
volume de distribuição é de 1-2 L/kg. No plasma, a Risperidona
(substância ativa) se liga à albumina e à alfa1 glicoproteína
ácida. A ligação da Risperidona (substância ativa) à proteína
plasmática é de 88% e 77% para a 9-hidróxi-risperidona.

Uma semana após a administração, 70% da dose é excretada na
urina e 14% nas fezes. Na urina, a Risperidona (substância ativa)
mais 9-hidróxi-risperidona representam 35-45% da dose. O restante
são metabólitos inativos.

Metabolismo

A Risperidona (substância ativa) é metabolizada pela CYP2D6 em
9-hidróxi-risperidona, que apresenta uma atividade farmacológica
similar à Risperidona (substância ativa). A fração antipsicótica
ativa é assim formada pela Risperidona (substância ativa) e pela
9-hidróxi-risperidona juntas. Outra via metabólica da Risperidona
(substância ativa) é a N-desalquilação.

Eliminação

Após administração oral a pacientes psicóticos, a Risperidona
(substância ativa) é eliminada com uma meia-vida de 3 horas. A meia
vida de eliminação da 9-hidróxi-risperidona e da fração
antipsicótica ativa é de 24 horas.

Proporcionalidade de dose

O estado de equilíbrio é alcançado em um dia para a Risperidona
(substância ativa) e em 4-5 dias para a 9-hidróxi-risperidona, na
maioria dos pacientes.

As concentrações plasmáticas de Risperidona (substância ativa)
são proporcionais à dose, dentro da faixa terapêutica.

Populações especiais

Pacientes pediátricos:

A farmacocinética da Risperidona (substância ativa), da
9-hidróxi-risperidona e da fração antipsicótica ativa em crianças é
similar àquela em adultos.

Insuficiência renal e hepática:

Um estudo com dose única mostrou concentrações plasmáticas
ativas mais altas e uma diminuição na depuração plasmática da
fração antipsicótica ativa de 30% em idosos e 60% em pacientes com
insuficiência renal. As concentrações plasmáticas de Risperidona
(substância ativa) foram normais em pacientes com insuficiência
hepática, mas a média da fração livre de Risperidona (substância
ativa) no plasma aumentou em cerca de 35%.

Dados pré-clínicos

Em estudos de toxicidade (sub)crônica, nos quais a administração
foi iniciada em ratos e cães sexualmente imaturos, efeitos
dose-dependentes estavam presentes no trato genital de machos e
fêmeas e na glândula mamária. Estes efeitos estavam relacionados
com os níveis aumentados de prolactina sérica, resultantes da
atividade da Risperidona (substância ativa) de bloqueio do receptor
dopaminérgico D2.

Em um estudo de toxicidade juvenil em ratos, observou-se o
aumento na mortalidade dos filhotes e o atraso no desenvolvimento
físico.

Em um estudo de 40 semanas em cães jovens, a maturação sexual
foi atrasada em cães jovens. O crescimento de ossos longos não foi
afetado em uma dose semelhante à dose máxima para adolescentes
humanos (6 mg/dia).

Efeitos foram observados em uma dose 4 vezes (com base na AUC)
ou 7 vezes (com base em mg/m2) a dose máxima em
adolescentes humanos.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Risperdal.

Cuidados de Armazenamento do Zargus

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30º C). Proteger
da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

1 mg:

Comprimido revestido branco, com núcleo oval branco, do formato
biconvexo, com gravação 1 em um dos lados e vinco do outro lado
contendo 1 mg de risperidona.

2 mg:

Comprimido revestido alaranjado claro, com núcleo oval branco,
de formato biconvexo, com gravação 2 em um dos lados e vinco do
outro lado contendo 2 mg de risperidona.

3 mg:

Comprimido revestido amarelo, com núcleo oval branco, de formato
biconvexo, com gravação 3 em um dos lados e vinco do outro lado
contendo 3 mg de risperidona.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Zargus

Reg. MS – 1.1213.0199

Farmacêutico Responsável:

Alberto Jorge Garcia Guimarães
CRF-SP n° 12.449

Biosintética Farmacêutica Ltda.

Av. das Nações Unidas, 22.428
São Paulo – SP
CNPJ 53.162.095/0001-06
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica. Só pode ser vendido com
retenção da receita.

Zargus, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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