Estron Bula

Estron

Contraindicação do Estron

Histórico de: Tromboses venosas ou embolia pulmonar distúrbios;
de suspeita de tumor de mama; de tromboembólicos arteriais. Também
não é indicada para casos de hiperplasia de endométrio, lactantes,
gestantes, neoplasias estrógeno-dependentes, hemorragia vaginal
não-diagnosticada, doença hepática.

Como usar o Estron

Adultas
Vaginite atrófica e atrofia vulvar
– Via oral: 0,3 a 1,25 mg ao dia (continuamente ou
ciclicamente).
– Via intravaginal: 0,5 a 2 g (creme vaginal 0,625 mg/g),
continuamente ou ciclicamente, 3 semanas sim e 1 não.
Em ambos o uso pode ser suspenso em 6 meses, dependendo da resposta
do paciente.

Precauções do Estron

– Seu uso deve ser interrompido em caso de cirurgia, por 4 a 6
semanas antes ou receber tromboprofilaxia.
– Deve haver cautela em casos de asma, hipertrigliceridemia,
metástases, hipercolesterolemia, epilepsia, hemangiomas hepáticos,
diabetes melito, porfiria, endometriose, ósseas, tumor de mama,
lúpus eritematoso sistêmico, tabagismo, melanoma, hipotiroidismo,
obesidade, enxaqueca, disfunção renal,
– Estrógenos podem ocasionar hemorragias nas gengivas.
– Caso haja suspeita de gravidez, os estrógenos não devem ser
utilizados.
– Para evitar ou diminuir náuseas, deve ser ingerido com alimentos
ou próximo as refeições.

Reações Adversas do Estron

Alterações da libido e visão, alopecia, dor de cabeça, náuseas,
mudança de humor, vômitos, vertigens, câimbras em membros
inferiores, perda de peso, dor e sensibilidade nas mamas,
galactorreia, cólicas, enxaqueca, retenção de fluidos,
ginecomastia, anormalidades lipídicas, aumento de peso.

Riscos do Estron

Hipertensão, edema abdominal, tumor de mama e ovário, acidente
vascular cerebral, pancreatite, candidíase vaginal, hipercalcemia,
depressão, infarto do miocárdio, tromboflebite, embolia pulmonar,
desordens tromboembólicas.

Interação Medicamentosa do Estron

– Em ação com ginseng pode causar efeitos estrogênicos aditivos.
A dose de ginseng deve ser diminuída em caso de sintomas como
sangramentos entre menstruações e mastalgia.
– A concentração plasmática dos estrógenos pode aumentar quando em
uso com cetoconazol, claritromicina e itraconazol.
– Quando em uso com levotiroxina pode causar a redução da
concentração sérica de tiroxina livre.
– Pode ocorrer a indução da metabolização do estrógeno quando em
uso com erva-de-são-joão, podendo acarretar na diminuição da
concentração plasmática e sua eficácia.

+++

Os dados de um estudo de interações medicamentosas com
estrogênios conjugados e acetato de medroxiprogesterona indicam que
a disposição farmacocinética de ambos os fármacos não é alterada
quando são administrados concomitantemente. Não foram conduzidos
outros estudos clínicos de interações medicamentosas com
estrogênios conjugados.

Estudos in vitro e in vivo demonstraram que os estrogênios são
metabolizados parcialmente pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4).
Portanto, indutores ou inibidores da CYP3A4, podem afetar o
metabolismo dos estrogênios. Os indutores de CYP3A4, tais como
preparações de erva de São João (Hypericum perforatum),
fenobarbital, fenitoína, carbamazepina, rifampicina e dexametasona,
podem diminuir as concentrações plasmáticas de estrogênios
possivelmente resultando na diminuição do efeito e/ou das
alterações do perfil de sangramento uterino. Inibidores da CYP3A4,
tais como cimetidina, eritromicina, claritromicina, cetoconazol,
itraconazol, ritonavir e suco de toranja (grapefruit) podem
aumentar as concentrações plasmáticas de estrogênios e podem
resultar em efeitos colaterais.

Interferência em Exames Laboratoriais e Outros Exames
Diagnósticos


Interações em exames laboratoriais


Aumento da contagem plaquetária, redução dos níveis de
antitrombina III, e aumento dos antígenos e atividade do
plasminogênio.

Os estrogênios aumentam a globulina ligadora de tiroxina (TBG),
levando ao aumento do hormônio tireoidiano total circulante,
conforme medido pelo iodo ligado a proteína (PBI), níveis de T4 por
coluna ou radioimunoensaio ou níveis de T3 por radioimunoensaio. A
captação de T3 por resina diminui, refletindo os níveis elevados de
TBG. Não há alteração nas concentrações de T4 e T3 livres.

Outras proteínas de ligação também podem estar aumentadas no
sangue, ou seja, a globulina ligadora de corticosteroides (CBG),
globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), levando ao aumento
dos corticosteroides e esteroides sexuais circulantes,
respectivamente. As concentrações de hormônios biologicamente
ativos ou livres podem estar diminuídas. Pode haver aumento de
outras proteínas plasmáticas (substrato angiotensinogênio/renina,
alfa-1-antitripsina, ceruloplasmina).

Aumento das concentrações plasmáticas das subfrações de
colesterol HDL e HDL2, redução das concentrações de colesterol LDL,
aumento dos níveis de triglicerídeos.

Tolerância à glicose comprometida.

A resposta à metirapona pode ser reduzida.

Ação da Substância Estron

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Estrogênios Conjugados (substância ativa) creme vaginal tem
demonstrado ser efetivo na reversão de alterações atróficas
associadas à deficiência estrogênica.

Efeitos na atrofia vulvar e vaginal

Os resultados das taxas de maturação vaginal nos ciclos 6 e 13
mostraram que as diferenças com placebo foram estatisticamente
significativas (plt;0,001) para todos os grupos de tratamento.

Estudos “Women ́s Health Initiative” (WHI)

Os Estudos “Women’s Health Initiative” (WHI) recrutaram
aproximadamente 27.000 mulheres na pós- menopausa,
predominantemente saudáveis, em dois subestudos para avaliar os
riscos e benefícios dos estrogênios conjugados (0,625 mg
diariamente) isolado ou em associação ao acetato de
medroxiprogesterona (0,625 mg/2,5 mg diariamente) em comparação ao
placebo. O parâmetro final primário foi incidência de doença
cardíaca coronariana [(DCC), definida como infarto do miocárdio
(IM) não-fatal, infarto do miocárdio silencioso e óbito
coronariano]. O parâmetro final primário de segurança foi
incidência de câncer de mama invasivo. O estudo não avaliou os
efeitos da terapia de reposição hormonal (TRH) sobre os sintomas da
menopausa.

– Subestudo com estrogênio isolado do WHI


O subestudo com estrogênio isolado do WHI foi interrompido
precocemente porque foi observado um risco aumentado de acidente
vascular cerebral (AVC) e foi considerado que nenhuma outra
informação seria obtida a respeito dos riscos e benefícios de
estrogênios isolado nos desfechos primários predeterminados.

Nenhum efeito sobre eventos relacionados à doença cardíaca
coronariana (DCC) (definidos como IM não-fatal, IM silencioso ou
óbito devido a DCC) foi relatado em mulheres que receberam o
estrogênio isoladamente quando comparado ao placebo. Os resultados
do subestudo de estrogênio isoladamente que incluiu 10.739 mulheres
(idade média de 63 anos; intervalo de 50 a 79 anos; 75,3% brancas,
15,1% negras, 6,1% hispânicas, 3,6% outras) após um seguimento
médio de 6,8 anos são apresentados na tabela a seguir.

No subestudo com estrogênio isolado do WHI, não houve efeito
global significativo sobre o risco relativo (RR) de DCC [RR 0,95
intervalo de confiança nominal (ICn) de 95% 0,78-1,16]; foi
relatado um leve aumento no RR de DCC no período de acompanhamento
inicial que diminuiu com o tempo. Não foi relatado efeito
significativo sobre o RR de câncer de mama invasivo (RR 0,80; ICn
de 95% 0,62-1,04) ou câncer colorretal (RR 1,08; ICn de 95%
0,75-1,55). O uso de estrogênio foi associado a um aumento
estatisticamente significativo do risco de AVC (RR 1,33; ICn de 95%
1,05-1,73) e trombose venosa profunda (TVP) (RR 1,47; ICn de 95%
1,06-2,06). O RR de embolia pulmonar (EP) (RR 1,37; ICn de 95%
0,90-2,07) não aumentou significativamente. Relatou-se um risco
significativamente menor do ponto de vista estatístico de fraturas
do quadril, vertebrais e totais com o uso de estrogênio (RR 0,65;
ICn de 95% 0,45-0,94), [(RR 0,64; ICn de 95% 0,44-0,93) e (RR 0,71;
ICn de 95% 0,64-0,80), respectivamente]. O subestudo de estrogênio
isoladamente não relatou efeito estatisticamente significativo
sobre o óbito devido a outras causas (RR 1,08; ICn de 95%
0,88-1,32) ou sobre o risco de mortalidade global (RR 1,04; ICn de
95% 0,88-1,22). Esses intervalos de confiança não são ajustados
para múltiplos aspectos e comparações múltiplas.

A Tabela 1 descreve os principais resultados do subestudo
estrogênio isolado estratificado pela idade na linha de base.

LEIA A BULA PARA PROFISSIONAIS PARA VISUALIZAR A TABELA.

O tempo de início da terapia com estrogênio desde o começo da
menopausa pode afetar o perfil global de risco- benefício. O
subestudo com estrogênio isolado do WHI estratificado pela idade
mostrou uma tendência não significativa de risco reduzido de DCC e
mortalidade total comparado com o placebo nas mulheres que
iniciaram a terapia hormonal mais próximo da menopausa do que
aquelas que iniciaram a terapia mais distante da menopausa.

Estudo “Women ́s Health Initiative Memory Study” (WHIMS)

No “Estudo Women ́s Health Initiative Memory Study” (WHIMS), um
estudo complementar do WHI, 2.947 mulheres histerectomizadas,
predominantemente saudáveis, pós-menopausadas de 65 a 79 anos de
idade foram randomizadas para receberem estrogênios conjugados
(0,625 mg diariamente) ou placebo. O risco relativo foi de 1,49 (IC
de 95% 0,83-2,66) para provável demência em comparação ao placebo.
O risco absoluto para provável demência para estrogênio isolado vs.
placebo foi de 37 vs. 25 casos por 10.000 mulheres-ano. Provável
demência foi definida neste estudo incluindo doença de Alzheimer
(DA), demência vascular (DVa) e tipos mistos (tendo características
de ambas, DA e DVa). A classificação mais comum para provável
demência para ambos os grupos de tratamento e placebo, foi DA. Não
se sabe se o resultado se aplica a mulheres mais jovens na
pós-menopausa, já que o subestudo foi conduzido em mulheres de 65 a
79 anos (vide item 5. Advertências e Precauções e item 3.
Características Farmacológicas).

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Estrogênios Conjugados (substância ativa) creme vaginal é uma
mistura de estrogênios obtidos de fontes exclusivamente naturais
(urina de éguas prenhes). Contém sais sódicos dos ésteres
sulfatados hidrossolúveis de estrona, equilina e
17-alfa-diidroequilina, bem como quantidades menores de
17-alfa-estradiol, equilenina, 17-alfa-diidroequilenina,
17-beta-estradiol, delta-8,9-diidroestrona, 17-beta-diidroequilina
e 17-beta-diidroequilenina

Propriedades Farmacodinâmicas


Mecanismo de Ação


Os estrogênios endógenos são em grande parte responsáveis pelo
desenvolvimento e manutenção do sistema reprodutor feminino e
características sexuais secundárias. Apesar de estrogênios
circulantes existirem num equilíbrio dinâmico de interconversões
metabólicas, o estradiol é o principal estrogênio humano
intracelular e é substancialmente mais potente do que os seus
metabolitos, estrona e estriol, ao nível do receptor.

A principal fonte de estrogênio em mulheres adultas em
ciclização normal é o folículo ovariano, que secreta 70- 500 mcg de
estradiol por dia, dependendo da fase do ciclo menstrual. Após a
menopausa, a maioria do estrogênio endógeno é produzida pela
conversão de androstenediona, que é secretado pelo córtex
suprarrenal, para estrona nos tecidos periféricos. Deste modo, a
estrona e a forma conjugada sulfato, sulfato de estrona, são os
estrogênios circulantes mais abundantes nas mulheres na
pós-menopausa.

Os estrogênios normalmente atuam por meio da ligação aos
receptores nucleares nos tecidos estrogênio- responsivos.
Identificaram-se até hoje, dois receptores de estrogênio. Estes
variam na proporção de tecido para tecido. Os estrogênios
circulantes modulam a secreção pituitária de gonadotrofinas,
hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo-estimulante (FSH),
através de um mecanismo de retroalimentação negativa. Os
estrogênios atuam na redução dos níveis elevados de gonadotrofinas
observados em mulheres na pós-menopausa.

Propriedades Farmacocinética


Absorção


Os estrogênios conjugados utilizados por via vaginal podem ter
algum grau de absorção sistêmica.

Distribuição

A distribuição de estrogênios exógenos é similar àquela dos
estrogênios endógenos. Os estrogênios são amplamente distribuídos
no organismo e geralmente encontram-se em concentração mais elevada
nos órgãos- alvo do hormônio sexual. Os estrogênios circulam no
sangue em grande parte ligados à globulina de ligação ao hormônio
sexual (SHBG) e à albumina.

Metabolismo

Os estrogênios exógenos são metabolizados da mesma forma que os
estrogênios endógenos. Os estrogênios circulantes existem em um
equilíbrio dinâmico de interconversões metabólicas. Estas
transformações ocorrem principalmente no fígado. O estradiol é
convertido de forma reversível à estrona, e ambos podem ser
convertidos ao estriol, que é o principal metabólito na urina. Os
estrogênios submetem-se também à recirculação entero- hepática
através da conjugação com sulfato e glicuronídeo no fígado,
conjugados de secreção biliar no intestino, e hidrólise no
intestino, seguidos pela reabsorção. Em mulheres na pós-menopausa,
uma proporção significativa dos estrogênios circulantes fica na
forma conjugada com sulfato, principalmente sulfato de estrona, que
serve como um reservatório circulante para a formação de
estrogênios mais ativos.

Excreção

O estradiol, a estrona e o estriol são excretados na urina,
juntamente com os conjugados de glicuronídeo e de sulfato.

Populações especiais

Não foram conduzidos estudos farmacocinéticos em populações
especiais, incluindo pacientes com comprometimento das funções
renal e hepática.

Estron, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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