Estriol Neo Quimica Bula

Estriol Neo Química

  • Terapia de Reposição Hormonal (TRH) para o tratamento da
    atrofia do trato geniturinário relacionada à deficiência
    estrogênica.
  • Tratamentos pré e pós-operatórios em mulheres na pós-menopausa
    submetidas à cirurgia vaginal.
  • Auxiliar diagnóstico em caso de esfregaço cervical atrófico
    duvidoso.

Contraindicação do Estriol – Neo Química

Este medicamento é contraindicado para uso por pessoas
com:

  • Diagnóstico atual, história anterior ou caso suspeito de câncer
    de mama.
  • Suspeita ou casos confirmados de tumores malignos
    estrogênio-dependentes (ex. câncer endometrial).
  • Sangramento vaginal sem diagnóstico.
  • Hiperplasia endometrial não tratada.
  • Tromboembolia venosa atual ou prévia (trombose venosa profunda,
    embolia pulmonar).
  • Distúrbios trombofílicos conhecidos (por exemplo: deficiência
    de proteína C, proteína S, ou de antitrombina).
  • Doença tromboembólica arterial recente ou ativa (ex. angina,
    infarto do miocárdio).
  • Doença hepática aguda, ou história de doença hepática enquanto
    os testes de função hepática não retornarem aos níveis
    normais.
  • Hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula.
  • Porfiria.

Este medicamento é contraindicado para uso por
homens.

Este medicamento é contraindicado para uso por
grávidas.

Caso ocorra gravidez durante o tratamento com estriol, o uso
deve ser interrompido imediatamente. Os resultados dos estudos
epidemiológicos relevantes mais atuais em relação à exposição fetal
inadvertida aos estrogênios não indicaram efeitos teratogênicos ou
fetotóxicos.

Este medicamento é contraindicado para uso durante a
lactação.

O estriol é excretado no leite materno e pode diminuir a sua
produção.

Como usar o Estriol – Neo Química

Uma aplicação de estriol corresponde ao uso do aplicador cheio
até a marca de 0,5g, que contém 0,5 mg de estriol.

Tratamento da atrofia do trato
geniturinário

1 aplicação por dia durante as primeiras semanas, seguida de
redução gradual de acordo com o alívio dos sintomas, até atingir a
dose de manutenção (por exemplo, 1 aplicação 2 vezes por
semana).

Tratamentos pré e pós-operatórios em mulheres na
pós-menopausa submetidas à cirurgia vaginal

1 aplicação por dia nas 2 semanas antes da cirurgia e 1
aplicação 2 vezes por semana durante as 2 semanas após a
cirurgia.

Auxiliar diagnóstico em caso de esfregaço cervical
atrófico duvidoso

1 aplicação em dias alternados, 1 semana antes da coleta do
próximo esfregaço.

A dose máxima de uma aplicação por dia não deve ser usada por
várias semanas.

Procedimento caso a paciente esqueça de usar
estriol

Uma dose esquecida deve ser administrada assim que lembrada,
desde que não seja no mesmo dia da próxima dose. Neste caso, a dose
esquecida não deve ser aplicada e o esquema habitual de
administração deve ser continuado.

Nunca administrar duas doses no mesmo dia.

Para o início e manutenção do tratamento dos sintomas da
pós-menopausa, usar a menor dose eficaz pelo menor período de
tempo.

Mulheres que não estão em TRH ou que estão substituindo um
produto contínuo combinado podem iniciar a terapia com estriol em
qualquer dia. Mulheres que estão substituindo um regime de TRH
cíclico devem iniciar a terapia com estriol uma semana após
completarem o ciclo.

Administração

Estriol deve ser administrado, por via intravaginal, à noite na
hora de deitar, com auxílio do aplicador calibrado que acompanha a
bisnaga. O aplicador é calibrado para 0,5g do creme.

O êmbolo não deve ser “puxado” além da marca de 0,5g.

Instruções de uso para a paciente

  1. Remova a tampa da bisnaga, vire a tampa ao contrário e encaixe
    no bocal da bisnaga para romper o lacre.
  2. Rosqueie o bocal do aplicador na bisnaga. Não puxe o
    êmbolo.

  1. Depois de rosquear, pressionar a bisnaga pela extremidade
    inferior para que o creme empurre o êmbolo até sua capacidade
    estabelecida.

  1. Retirar o aplicador da bisnaga e tampá-la.
  2. Para aplicar o creme, deitar-se e introduzir profundamente o
    aplicador na vagina.
  3. Empurrar o êmbolo vagarosamente até o fim, esvaziando todo o
    aplicador.

Depois do uso, retirar o êmbolo totalmente do corpo do
aplicador, lavando-o com água morna e sabão e enxaguando-o bem. Não
usar detergente.

Não colocar o aplicador em água muito quente ou
fervente.

Precauções do Estriol – Neo Química

  • Para o tratamento dos sintomas da pós-menopausa, a TRH deve ser
    iniciada somente para os sintomas que afetam adversamente a
    qualidade de vida. Em todos os casos, uma cuidadosa avaliação dos
    riscos e benefícios deve ser realizada pelo menos anualmente e a
    TRH deve ser continuada enquanto os benefícios suplantarem os
    riscos.
  • Evidências sobre os riscos associados à TRH no tratamento da
    menopausa prematura são limitadas. Devido ao baixo índice de risco
    absoluto de mulheres jovens, no entanto, o equilíbrio entre os
    riscos e os benefícios para estas mulheres podem ser mais
    favoráveis do que em mulheres com idade avançada.

Exame médico/acompanhamento

Antes de iniciar ou reiniciar a TRH, deve ser realizada uma
anamnese completa incluindo antecedentes pessoais e familiares da
paciente. O exame médico (incluindo exame pélvico e das mamas) deve
ser guiado por esta anamnese e pelas contraindicações e
advertências quanto ao uso.

Durante o tratamento são recomendadas avaliações periódicas em
frequência e natureza adaptadas individualmente. As mulheres devem
ser orientadas sobre as alterações em suas mamas que devem ser
relatadas ao seu médico ou enfermeiro.

Investigações, incluindo ferramentas apropriadas de imagem por
exemplo, mamografia, devem ser realizadas de acordo com as práticas
de verificação atualmente aceitas, modificadas para as necessidades
clínicas individuais.

Condições que necessitam de monitoramento

Caso qualquer das condições mencionadas abaixo tenha ocorrido
anteriormente, esteja presente e/ou tenha sido agravada durante a
gravidez ou tratamento prévio com hormônios, a paciente deve ser
cuidadosamente monitorada.

Deve-se levar em consideração que estas condições podem
recorrer ou serem agravadas durante o tratamento com estriol, em
particular:

  • Leiomioma (fibroma uterino) ou endometriose.
  • Fatores de risco para distúrbios tromboembólicos.
  • Fatores de risco para tumores estrogênio-dependentes, ex. 1°
    grau de hereditariedade para câncer de mama.
  • Hipertensão.
  • Distúrbios hepáticos (ex. adenoma hepático).
  • Diabetes mellitus com ou sem envolvimento
    vascular.
  • Colelitíase.
  • Enxaqueca ou cefaleia (grave).
  • Lúpus eritematoso sistêmico.
  • História de hiperplasia endometrial.
  • Epilepsia.
  • Asma.
  • Otosclerose.

Razões para interrupção imediata da terapia

A Terapia deve ser descontinuada no caso de descoberta
de alguma contraindicação e nas seguintes condições:

  • Icterícia ou deterioração da função hepática.
  • Aumento significativo da pressão arterial.
  • Primeiro episódio de cefaleia do tipo enxaqueca.
  • Gravidez.

Hiperplasia endometrial e carcinoma

Para impedir a estimulação endometrial, a dose diária não deverá
exceder uma aplicação (0,5 mg de estriol) e nem deverá ser
empregada por mais de algumas semanas. Um estudo epidemiológico
mostrou que o tratamento prolongado com baixas doses de estriol por
via oral, mas não o estriol por via vaginal, pode aumentar o risco
para câncer do endométrio.

O risco aumentou com a duração do tratamento e desapareceu após
um ano de sua interrupção. O risco aumentado está relacionado
principalmente a tumores menos invasivos e altamente diferenciados.
Sangramento vaginal durante o tratamento deve ser sempre
investigado.

As pacientes devem ser orientadas a contatar o seu médico se
ocorrerem sangramentos vaginais.

Câncer de mama

A TRH pode aumentar a densidade mamográfica. Isto pode complicar
a detecção radiológica do câncer de mama. Estudos clínicos
relataram que a probabilidade de desenvolvimento de densidade
mamográfica aumentada foi mais baixa em pacientes tratadas com
estriol do que em pacientes tratadas com outros estrogênios.

As evidências sugerem um aumento do risco de câncer de mama em
mulheres que utilizam TRH com estrogênio combinado com
progestagênio e possivelmente também TRH com estrogênio, que é
dependente da duração da TRH.

Terapia com estrogênio combinado com
progestagênio

O estudo randomizado controlado com placebo Women’s Health
Initiative (WHI) e estudos epidemiológicos, são consistentes na
busca de um aumento do risco de câncer de mama em mulheres que
utilizam TRH com estrogênio combinado com progestagênio em que se
torna aparente após cerca de três anos.

Terapia com estrogênio

O estudo WHI não encontrou nenhum aumento do risco de câncer de
mama em mulheres histerectomizadas submetidas à TRH com
estrogênios.

Estudos observacionais relataram, principalmente, um pequeno
aumento do risco de ter câncer de mama diagnosticado, que é
substancialmente menor do que o encontrado em usuárias de TRH com
estrogênio combinado com progestagênio.

O risco excedente torna-se aparente dentro de poucos anos de
uso, mas retorna aos níveis basais dentro de poucos (no máximo
cinco) anos após a interrupção da terapia.

É desconhecido se o estriol apresenta o mesmo risco. Em um
estudo recente de controle de casos, baseado na população em 3345
mulheres com câncer de mama invasivo e 3454 controles, o estriol,
diferentemente dos outros estrogênios, não foi associado com
aumento do risco de câncer de mama.

Contudo, as implicações clínicas desses achados são
desconhecidas até agora. Portanto, é importante que o risco de
diagnosticar o câncer de mama seja discutido com a paciente e
pesado contra os benefícios conhecidos da TRH.

Câncer de ovário

O câncer de ovário é muito mais raro que o câncer de mama. O uso
a longo prazo (pelo menos 5 a 10 anos) de produtos para TRH com
estrogênio está associado a um risco ligeiramente maior de câncer
de ovário. Alguns estudos, incluindo o Women’s Health
Initiative
(WHI), sugerem que o uso a longo prazo da TRH
combinada pode conferir um risco semelhante, ou ligeiramente menor.
É incerto se o uso a longo prazo de estrogênio de baixa dosagem
(como estriol) confere um risco diferente do que outros produtos
contendo estrogênio.

Tromboembolia venosa

A TRH está associada com risco de 1,3 a 3 vezes para o
desenvolvimento de tromboembolia venosa (TEV), como trombose venosa
profunda ou embolia pulmonar. A ocorrência de tal evento é mais
provável no primeiro ano da TRH do que mais tarde. Estes estudos
não incluíram o estriol e, na ausência de dados, é desconhecido se
estriol apresenta o mesmo risco.

Pacientes em situação trombofílica conhecida tem um aumento do
risco de TEV e a TRH pode aumentar este risco. A TRH é
contraindicada nestas pacientes.

Os fatores de risco geralmente reconhecidos para TEV incluem uso
de estrogênios, idade avançada, cirurgia de grande porte,
imobilização prolongada, obesidade (índice de massa corpórea gt; 30
kg/m2), gestação e puerpério, lúpus eritematoso
sistêmico (LES) e câncer. Não existe consenso sobre o papel das
veias varicosas no TEV. Como em todos os pacientes no
pós-operatório, medidas profiláticas devem ser consideradas para
prevenção de TEV. Se a cirurgia eletiva é seguida de imobilização
prolongada, a interrupção temporária da TRH de 4 a 6 semanas antes
da cirurgia é recomendável. O tratamento não deve ser reiniciado
até que a mulher esteja completamente mobilizada.

Se estriol for utilizado para ‘Tratamentos pré e pós-operatórios
em mulheres na pós-menopausa submetidas à cirurgia vaginal’,
medidas profiláticas contra trombose devem ser consideradas.

Em mulheres sem antecedentes pessoais de tromboembolia venosa,
mas que possuem um parente de primeiro grau com história de
trombose em idade jovem, uma triagem pode ser oferecida após o
aconselhamento cuidadoso sobre suas limitações (apenas uma
proporção de defeitos trombofílicos é identificada pela triagem).
Se um defeito trombofílico é identificado, o qual segrega membros
da família com trombose, ou se o defeito é ‘grave’ (por exemplo,
deficiência de antitrombina, proteína S, proteína C ou uma
combinação de defeitos) a TRH é contraindicada.

Mulheres que já estão em tratamento com anticoagulante requerem
consideração cuidadosa da relação riscobenefício do uso da TRH.

Caso ocorra o desenvolvimento de TEV após o início do tratamento
com estriol, o medicamento deve ser descontinuado. As pacientes
devem ser aconselhadas a contatar o seu médico imediatamente caso
percebam sintomas tromboembólicos potenciais (ex. edema doloroso de
uma perna, dor torácica repentina, dispneia).

Doença arterial coronariana (DAC)

Não existem evidências em estudos controlados randomizados de
proteção contra infarto do miocárdio em mulheres com ou sem DAC
existentes que receberam TRH com estrogênio ou com estrogênio
combinado com progestagênio.

TRH com estrogênio combinado com
progestagênio

O risco relativo de DAC durante o uso da TRH com estrogênio
combinado com progestagênio é ligeiramente maior. Como o risco de
base absoluto de DAC é fortemente dependente da idade, o número de
casos adicionais de DAC, devido à utilização de TRH com estrogênio
combinado com progestagênio é muito baixo em mulheres saudáveis
perto da menopausa, mas aumentará a com idade.

TRH com estrogênio

Dados randomizados controlados não encontraram aumento do risco
de DAC em mulheres histerectomizadas que utilizam TRH com
estrogênio.

Acidente vascular cerebral isquêmico (AVC)

A TRH com estrogênio combinado com progestagênio e TRH com
estrogênio estão associadas com um aumento de até 1,5 vezes maior
do risco de AVC isquêmico. O risco relativo não muda com a idade ou
o tempo decorrido desde a menopausa. No entanto, como o risco de
base de AVC é fortemente dependente da idade, o risco total de AVC
em mulheres que usam TRH irá aumentar com a idade.

Uso concomitante de medicamentos para hepatite
C

Durante os ensaios clínicos com o regime combinado de
medicamentos contendo hidrato de ombitasvir/hidrato de
paritaprevir/ritonavir com ou sem dasabuvir, elevações da ALT para
valores superiores a 5 vezes o limite superior da normalidade foram
significativamente mais frequentes em mulheres em uso de
medicamentos que contêm etinilestradiol. Mulheres que usavam
estrogênios que não o etinilestradiol, como estradiol, estriol e
estrogênios conjugados, tiveram taxa de elevação da ALT semelhante
à das que não utilizavam estrogênio; no entanto, devido ao número
limitado de indivíduos que tomavam esses outros estrogênios, é
preciso ter cautela na coadministração de estriol com o regime
combinado de medicamentos contendo hidrato de ombitasvir/hidrato de
paritaprevir/ritonavir com ou sem dasabuvir.

Outras condições

  • Os estrogênios podem causar retenção hídrica, portanto,
    pacientes com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente
    observadas.
  • O estriol é um inibidor fraco de gonadotrofinas e não apresenta
    outros efeitos significativos sobre o sistema endócrino.
  • O uso de TRH não melhora a função cognitiva. Existem algumas
    evidências de aumento do risco de provável demência em mulheres que
    iniciam o uso contínuo de TRH com estrogênio ou com estrogênio
    combinado com progestagênio após os 65 anos de idade.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir e operar
máquinas

Até onde é conhecido, estriol não apresenta efeito sobre o
estado de alerta e a concentração.

Reações Adversas do Estriol – Neo Química

Os dados da literatura e da farmacovigilância relatam as
seguintes reações adversas:

Classe de órgão e sistema

Reações adversas

Distúrbios gerais e condições no local
de administração

Irritação e prurido no local de
aplicação

Distúrbios do sistema reprodutor e
mamas

Dor e desconforto mamário

Essas reações adversas são normalmente transitórias, mas também
podem indicar doses elevadas.

Outras reações adversas associadas à terapia com estrogênio ou
com estrogênio combinado com progestagênio foram relatadas.

  • Neoplasias estrogênio-dependentes malignas e benignas, como
    câncer de endométrio.
  • Doença na vesícula biliar.
  • Distúrbios na pele e no tecido subcutâneo: cloasma, eritema
    multiforme, eritema nodoso, púrpura vascular.
  • Provável demência acima de 65 anos de idade.

Risco de câncer de mama

  • É relatado um aumento do risco de até 2 vezes de ter câncer de
    mama diagnosticado em mulheres em TRH com estrogênio combinado com
    progestagênio por mais de 5 anos.
  • Qualquer aumento do risco em usuárias de terapia com estrogênio
    é substancialmente menor do que o observado em usuárias de TRH com
    estrogênio combinado com progestagênio.
  • O nível de risco é dependente da duração do uso.
  • Resultados do maior estudo randomizado controlado com placebo
    (estudo WHI) e do maior estudo epidemiológico (MWS) são
    apresentados.

Estudo Million Women – Risco adicional estimado de
câncer de mama após 5 anos de uso

#Taxa de risco total. A razão de risco não é constante, mas
aumenta com o aumento da duração do uso.
*Extraído de taxas de incidência de base em países
desenvolvidos.

Estudo WHI realizado nos EUA – Risco adicional de câncer
de mama após 5 anos de uso

Câncer de ovário

O uso a longo prazo de TRH com estrogênio e com estrogênio
combinado com progestagênio foi associado com um risco levemente
maior de câncer de ovário. O resultado foi de um caso adicional por
2500 usuárias durante os 5 anos do estudo Million Women de TRH.

Risco de tromboembolia venosa

A TRH está associada a um risco relativo de 1,3 a 3 vezes maior
de desenvolver tromboembolia venosa (TEV), ou seja, trombose venosa
profunda ou embolia pulmonar.

A ocorrência de um evento como esse é mais provável no
primeiro ano de uso da TRH. Os resultados do estudo WHI são
apresentados:

Estudo WHI – Risco adicional de TEV após 5 anos de
uso

*Estudo em mulheres sem útero.

Risco de doença arterial coronariana

O risco de doença arterial coronariana é ligeiramente maior em
usuárias de TRH com estrogênio combinado com progestagênio acima de
60 anos de idade.

Risco de acidente vascular cerebral
isquêmico

O uso da terapia com estrogênio e com estrogênio combinado com
progestagênio está associado a um risco relativo de até 1,5 vezes
maior de AVC isquêmico. O risco de AVC hemorrágico não aumenta
durante o uso da TRH. O risco relativo não depende de idade ou por
tempo de uso, mas como o risco de base é fortemente dependente da
idade, o risco total de AVC em mulheres que utilizam TRH aumentará
com a idade.

Estudos WHI combinado – Risco adicional de acidente
vascular cerebral isquêmico* após 5 anos de uso

* Nenhuma diferenciação foi feita entre AVC isquêmico e
hemorrágico.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – Notivisa, ou para a
Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Estriol – Neo
Química

Na prática clínica, não foi relatado nenhum exemplo de interação
entre estriol e outros medicamentos, mas embora os dados sejam
limitados, elas podem ocorrer. Foram descritas as seguintes
interações com o uso de anticoncepcionais orais que também podem
ser relevantes para o estriol.

O metabolismo dos estrogênios pode ser aumentado pelo uso
concomitante de substâncias que induzem as enzimas que metabolizam
fármacos, especificamente enzimas do citocromo P450, tais como
anticonvulsivantes (ex. hidantoínas, barbituratos, carbamazepina) e
antiinfecciosos (ex. griseofulvina, rifamicina e os agentes
antivirais nevirapina e efavirenz) e preparações fitoterápicas
contendo erva de São João (Hypericum Perforatum).

O ritonavir e nelfinavir, embora conhecidos como fortes
inibidores, ao contrário, apresentam propriedades indutoras quando
utilizados concomitantemente com hormônios esteroides.

Clinicamente, o metabolismo aumentado dos estrogênios pode levar
à diminuição da eficácia de estriol e a alterações no padrão de
sangramento uterino.

O estriol pode, possivelmente, aumentar os efeitos
farmacológicos dos corticosteroides, succinilcolina, teofilinas e
troleandromicina.

Durante os ensaios clínicos com o regime combinado de
medicamentos contendo hidrato de ombitasvir/hidrato de
paritaprevir/ritonavir com ou sem dasabuvir, elevações da ALT para
valores superiores a 5 vezes o limite superior da normalidade foram
significativamente mais frequentes em mulheres em uso de
medicamentos que contêm etinilestradiol.

Mulheres que usavam estrogênios que não o etinilestradiol, como
estradiol, estriol e estrogênios conjugados, tiveram taxa de
elevação da ALT semelhante à das que não utilizavam estrogênio; no
entanto, devido ao número limitado de indivíduos que tomavam esses
outros estrogênios, é preciso ter cautela na coadministração de
estriol com o regime combinado de medicamentos contendo hidrato de
ombitasvir/hidrato de paritaprevir/ritonavir com ou sem
dasabuvir.

Ação da Substância Estriol – Neo Química

Resultados de Eficácia


Atrofia do trato geniturinário inferior relacionado à
deficiência estrogênica

Em 13 estudos clínicos, 445 mulheres foram tratadas com estriol
creme,1,2,4,5,8,9,10,11,12,13,14,16,53 durante 2
semanas a 8,5 meses. Todas essas mulheres eram pós-menopáusicas,
natural ou cirurgicamente induzidas e apresentaram queixas
vaginais,1,2,4,5,8,9,10,11,12,13,14,16,53 e/ou
urinárias 7,9,12 associadas a uma vagina
atrófica.

Em um estudo, as pacientes também foram indicadas para
tratamento cirúrgico de um prolapso uterovaginal. A dosagem variou
de 1 ou 0,5 mg de estriol por dia durante 1 a 4
semanas, 1,2,4,5,8,9,10,11,12,13,14,16 geralmente
seguida por uma dosagem de manutenção de 1 ou 0,5 mg de estriol
duas vezes por semana 1,2,4,5,8,12,13,14 ou 1 mg a
cada 2 dias durante 4 semanas até 8 meses.

Em todas as pacientes, as porcentagens de células
basais/parabasais, células intermediárias e células superficiais
revelaram uma troca acentuada em direção das células superficiais
durante o tratamento com estriol intravaginal. Após 1 semana, a
citologia vaginal já mostrava um efeito vaginotrófico
nítido,9,10 enquanto após 2 a 3 semanas, pode ser
demonstrada uma normalização completa do epitélio
vaginal.2,4,5,8,9,10,11,13

Todos os 8 casos de infecções vaginais que foram observadas no
esfregaço vaginal no pré-tratamento, desapareceram sem nenhum outro
tratamento.4

Exames colposcópicos geralmente mostraram o retorno de uma
aparência normal da mucosa vaginal no curso do
tratamento.2,5,8,11,13,14 Palidez e petéquias
desapareceram,5 a flora de Döderlein foi restabelecida
e, dessa forma, o pH vaginal normal retornou9 e as
úlceras vaginais foram curadas9.

Dentro de algumas semanas, uma recuperação completa de ectrópio
uretral foi observada9. Geralmente, as queixas
vaginais mostraram uma nítida melhora no curso das primeiras 2 a 3
semanas de tratamento. As queixas como secura vaginal, irritação e
dispareunia desapareceram ou melhoraram
consideravelmente.1,2,4,5,8,9,11,13,14 Essa melhora das
condições locais levou a um aumento da libido e atividade sexual em
diversas pacientes.13

Comparado com placebo, o tratamento com estriol Creme resultou
em uma incidência reduzida de infecções do trato urinário (ITUs),
reaparecimento de lactobacilos na vagina e uma redução da
colonização vaginal com
Enterobacteriaceae.12

Estrogênios administrados por via intravaginal em dose baixa
podem também aumentar os benefícios locais da terapia sistêmica no
tratamento da atrofia urogenital.56 Mulheres tratadas
com 17-beta-estradiol transdérmico (50 mcg/dia) mais acetato de
medroxiprogesterona (5 mg/dia) e adicionalmente 0,5 mg/dia de
estriol vaginal mostraram uma melhora mais rápida das queixas
urinárias já a partir do primeiro mês de tratamento.

Após quatro meses de tratamento, as mulheres tratadas com ou sem
estriol vaginal mostraram resultados comparáveis do tratamento.

Os efeitos benéficos na mucosa vaginal e nas queixas vaginais
geralmente foram comparáveis nos grupos de dosagem baixa e alta
(0,5 mg de estriol/dia e 1 mg de estriol/dia,
respectivamente),4,8,14 e nos grupos de creme e
supositório. 4,9

Portanto, a dosagem eficaz mais baixa de 0,5 mg de estriol/dia é
recomendada. A dosagem de manutenção de 0,5 mg de estriol, duas
vezes por semana (creme) pareceu ser suficiente para manter o
efeito terapêutico inicial.1,2,5,8,13,14

Tratamento pré e pós-operatórios em mulheres na
pós-menopausa submetidas à cirurgia vaginal

O efeito benéfico do estriol na vascularização vaginal,
espessura da parede vaginal e processos inflamatórios tem um efeito
positivo nas complicações pós-operatórias, no período de
hospitalização e infecções pós-operatórias em mulheres
pós-menopáusicas submetidas à cirurgia vaginal.

Em 2 estudos clínicos, um total de 43 mulheres pós-menopáusicas
foi tratado com estriol Creme intravaginal, tanto antes quanto após
a submissão à cirurgia para prolapso
uterovaginal.11,15 A dosagem foi de 0,5 mg de
estriol por dia durante 4 semanas antes da cirurgia e após uma
pausa de 1 semana, durante outras 4 semanas após a cirurgia. Todas
as pacientes tinham uma mucosa vaginal atrófica antes do
tratamento.

Após as primeiras 4 semanas de tratamento, um retorno da
aparência e citologia normais da mucosa vaginal foi observado em
todas as pacientes. Além disso, um efeito estimulador nítido no
muco cervical foi observado. O curso da cirurgia e a recuperação
foi normal em todas as pacientes, o que não é sempre o caso em
mulheres com uma mucosa vaginal atrófica.

Uma vez que um efeito vaginotrófico nítido já é observado após 1
semana de tratamento com estriol intravaginal (em uma dosagem de
0,5 mg de estriol/dia) e uma completa normalização do epitélio
vaginal após 2 a 3 semanas de tratamento diário, um período de
tratamento de 2 semanas tanto antes quanto após a cirurgia pode
realmente ser suficiente.

Um auxílio diagnóstico no caso de um esfregaço cervical
atrófico duvidoso

A administração de estrogênios induz a maturação do epitélio
escamoso normal, sem afetar a citomorfologia de células tumorais
malignas possivelmente presentes.

Embora diversos autores mencionem os efeitos benéficos das
preparações contendo estriol ou succinato de estriol, quase nenhum
dado está disponível sobre creme de estriol ou pessários. O estriol
foi administrado oral, intravaginal ou oralmente como seu
succinato.

A partir desses estudos, pode-se concluir que após uma semana de
tratamento oral com 2 a 4 mg diários (isto é, metade da dosagem
inicial recomendada para queixas de atrofia vaginal), um nítido
efeito estrogênico no epitélio cervical pode ser observado em
muitas pacientes. estriol Creme é considerado como sendo eficaz
como um auxílio diagnóstico no caso de um esfregaço cervical
atrófico duvidoso por causa de muitos anos de experiência clínica
com estrogênios.

A eficácia é apoiada por um estudo
clínico,57 relatando tratamento de 492 mulheres na
pós-menopausa com diferentes substâncias estrogênicas,
principalmente DES, mas também incluindo estriol. Os resultados
confirmam que a terapia com estrogênio em dosagem baixa é um método
simples e econômico para o esclarecimento de um esfregaço de
Papanicolau suspeito.

Tendo em vista que o efeito estrogênico do estriol intravaginal
no trato urogenital inferior já é observado após 1 semana de
terapia,9,10 e já que estriol oral é eficaz como um
auxílio diagnóstico em uma dosagem que é metade da dosagem inicial
recomendada para queixas de atrofia vaginal, uma aplicação do creme
(isto é, 0,5 mg de estriol/dia) em dias alternados na semana antes
da coleta do próximo esfregaço, é considerada como um tratamento
com estrogênio adequado para essa indicação.

Referências bibliográficas:

1. Mattsson L-A, Cullberg G. A
clinical evaluation of treatment with estriol vaginal cream versus
suppository in postmenopausal women. Acta Obstet Gynecol Scand
1983b;62:397-401. B12
2. Babuna C, Aksu MF, Erez R. Management of lower genital tract
atrophy with a vaginal cream containing oestriol. In: Fioretti P,
Martini L, Melis GB, Yen SSC, eds. The menopause; clinical,
endocrinological and pathophysiological aspects. Proceedings of the
Seronia Symposia, Vol. 39 Viareggio, May 26-28, 1980. London:
Academic Press, 1982:557-62. B6
4. Genazzani AR, Inaudi P, Rosa R La, et al. Oestriol and the
menopause: clinical and endocrinological results of vaginal
administration. In: Fioretti P, Martini L, Melis GB, Yen SSC, eds.
The menopause; clinical, endocrinological and pathophysiological
aspects. Proceedings of the Seronia Symposia, Vol. 39. Viareggio,
May 26-28, 1980. London: Academic Press, 1982:539-50. B9
5. Haspels AA, Luisi M, Kicovic PM. Endocrinological and clinical
investigations in post-menopausal women followingadministration of
vaginal cream containing oestriol. Maturitas 1981;3:321-7. B5
7. Iosif CS. Effects of protracted administration of estriol on the
lower genito urinary tract in postmenopausal women. Arch Gynecol
Obstet 1992;251:115-20. B15
8. Kicovic PM, Cortes-Prieto J, Milojevic S, Haspels AA, Aljinovic
A. The treatment of postmenopausal vaginal atrophy with Ovestin
vaginal cream or suppositories: clinical, endocrinological and
safety aspects. Maturitas 1980;2:275-82. B2
9. Lauritzen C. Erfahrungen mit einer Östriol-Vaginalcreme
(Experiences with an estriol cream). Ther Gegenw 1979;118:567-77.
B1
10. Luisi M, Franchi F, Kicovic PM. A group-comparative study of
effects of Ovestin cream versus Premarin cream in postmenopausal
women with vaginal atrophy. Maturitas 1980;2:311-9. B3
11. Milojevic S, Kicovic PM. Pre- and post-operative treatment of
atrophic vaginal mucosa with Ovestin cream in postmenopausal women
undergoing vaginal surgery. In: Bakel-Middelweerd JM van, ed. News
and views on oestriol. Leiden, De Medicus B.V., 1985;31-7. B14
12. Raz R, Stamm WE. A controlled trial of intravaginal estriol in
postmenopausal women with recurrent urinary tract infections. N
Engl J Med 1993;329:753-6. B16
13. Trevoux R, Velden WHM van der, Popovic D. Ovestin vaginal cream
and suppositories for the treatment of menopausal vaginal atrophy.
Reproduccion 1982;6:101-6. B10
14 Velden WHM van der, Trevoux R, Popovic D. Cream containing
oestriol for the treatment of menopausal vaginal atrophy. In:
Fioretti P, Martini L, Melis GB, Yen SSC, eds. The menopause;
clinical, endocrinological and pathophysiological aspects.
Proceedings of the Seronia Symposia, Vol. 39. Viareggio, May 26-28,
1980. London: Academic Press, 1982:535-8. B11
15. Donnez J, Lecart C. The use of estriol cream in vaginal surgery
in post-menopausal women (Abstract). In: Keep PA van, Utian WH,
Vermeulen A, eds. The controversial climacteric. Lancester: MTP,
1982:179. B7
16. Barentsen R, van de Weijer PHM, Schram JHN. Continuous low dose
estradiol released from a vaginal ring versus estriol vaginal cream
for urogenital atrophy. European Journal of Obstetrics amp;
Gynecology and Reproductive Biology,1997; 71:73-80. B19
53. Study E1686. The efficacy and safety of estriol vaginal cream
(Ovestin) in the management of postmenopausal urogenital
complaints.
56. Palacios S, Castelo-Branco C, Cancelo MJ, Vazquez F. Low-dose,
vaginally administered estrogens may enhance local benefits of
systemic therapy in the treatment of urogenital atrophy in
postmenopausal women on hormone therapy. Maturitas 2005,
50;98-104.
57. Clocuh YPA. Östrogengabe als hormonelle Aufhellung zur
Abklärung atrophischer Zellabstriche (The administration of
estrogen prior to the interpretation of doubtful atrophic
cyfosmears). Geburtshilfe Frauenheilkd 1980;40:1121-9.

Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

Estriol pertence ao grupo farmacoterapêutico de estrogênios
semissintéticos e naturais e apresenta como princípio ativo o
estriol, hormônio natural feminino (código ATC: G03CA04).
Diferentemente de outros estrogênios, o estriol apresenta ação de
curta duração, uma vez que apresenta apenas um curto tempo de
retenção nos núcleos das células endometriais.

É usado para repor a perda da produção de estrogênio em mulheres
menopausadas e alivia os sintomas da menopausa. O estriol é
particularmente eficaz no tratamento dos sintomas geniturinários.
No caso de atrofia do trato urogenital inferior, o estriol induz a
normalização do epitélio urogenital e ajuda a restauração da
microflora normal e do pH fisiológico da vagina.

Como resultado, o estriol aumenta a resistência das células
epiteliais vaginais à infecção e inflamação, diminuindo as queixas
vaginais como dispareunia, secura, prurido, infecções vaginais e
urinárias, queixas relacionadas à micção e incontinência urinária
moderada.

Informações do estudo clínico

  • O alívio dos sintomas da menopausa foi alcançado durante as
    primeiras semanas de tratamento.
  • Sangramento vaginal após o tratamento com estriol foi apenas
    raramente relatado.

Propriedades farmacocinéticas

A administração intravaginal do estriol proporciona concentração
ótima no local de ação.

O estriol é também absorvido pela circulação sistêmica, conforme
demonstrado pelo aumento nítido nos níveis plasmáticos de estriol
não conjugado. Os níveis plasmáticos máximos são atingidos de 1 a 2
horas após a aplicação. Após aplicação vaginal de 0,5 mg de
estriol, os valores da Cmax, Cmin e
Cmédia são aproximadamente de 100 pg/mL, 25 pg/mL e 70
pg/mL, respectivamente.

Três semanas após a administração diária de 0,5 mg de estriol
vaginal, a Cmédia diminuiu para 40 pg/mL. Quase a
totalidade de estriol (90%) se liga à albumina plasmática e, ao
contrário dos outros estrogênios, não apresenta ligação à globulina
transportadora de hormônios sexuais (SHBG).

O metabolismo do estriol consiste principalmente na conjugação e
na desconjugação na circulação entero-hepática. O estriol, sendo um
produto metabólico final, é excretado, principalmente, na urina sob
a forma conjugada e apenas pequena fração (± 2%) é excretada pelas
fezes sob a forma não conjugada.

Estriol-Neo-Quimica, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

Compartilhe esta página!

Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Estriol Neo Quimica Bula

Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Autor
    Posts
  • #5829
    Anônimo
    Convidado

    Estriol Neo Quimica Bula

    Compartilhe suas experiências sobre este medicamento com outros usuários.
      • Utilizou este Remédio para?
      • Efeitos colaterais.
      • Resultados.
      • Indicações, sugestões e dicas!
    Acessar a Bula do medicamento.
    Estriol Neo Quimica Bula Completa extraída da Anvisa
Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Você deve fazer login para responder a este tópico.
Scroll to top