Sutent Bula

Sutent

Sutent é indicado para o tratamento de carcinoma
metastático de células renais (CCRm – um tipo de câncer nos rins)
avançado. Sutent também é indicado para o tratamento de
tumores neuroendócrinos pancreáticos (um tipo de câncer no
pâncreas) não ressecáveis (que não podem ser operados).


Como Sutent funciona?

Sutent é um medicamento usado no tratamento do câncer.
Sutent demonstrou ser capaz de inibir o crescimento do tumor,
causar diminuição do tumor, e/ou inibir a progressão do câncer
metastático (que se propaga para outros locais do corpo) em alguns
modelos experimentais de câncer.

Sutent é capaz de inibir vários receptores (estruturas
presentes na parede da célula tumoral e dos vasos sanguíneos do
tumor, nas quais o medicamento se liga) envolvidos no processo de
crescimento tumoral, impedindo diretamente o crescimento das
células de tumores específicos e inibindo a angiogênese tumoral
(formação de novos vasos sanguíneos ao redor do tumor).

As concentrações sanguíneas máximas de Sutent são
observadas geralmente entre 6 e 12 horas após administração
oral.

Contraindicação do Sutent

Sutent é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade
(alergia) ao malato de sunitinibe ou a qualquer outro componente da
fórmula.

Como usar o Sutent

Para GIST ou CCRm, a dose recomendada de Sutent é de 50 mg
por via oral, administrada em dose única diária durante 4 semanas
consecutivas, seguidas por um período de descanso de 2 semanas
(esquema 4/2), totalizando um ciclo completo de 6 semanas.

Para tratamento de tumores neuroendócrinos pancreáticos, a dose
recomendada de Sutent é de 37,5 mg, tomada por via oral em
dose única diária sem um período de descanso programado.
Sutent deve ser utilizado por via oral, com ou sem
alimentos.

Modificações de Dose

A modificação da dose, em aumentos ou reduções de 12,5 mg, é
recomendada com base na segurança e tolerabilidade individuais; as
doses não devem ser superiores a 75 mg ou inferiores a 25 mg,
diariamente.

Para tratamento de tumores neuroendócrinos pancreáticos, a
modificação da dose em aumentos ou reduções de 12,5 mg pode ser
aplicada baseado na segurança e tolerabilidade individuais.

A interrupção da dose pode ser necessária com base na segurança
e tolerabilidade individuais. Informe ao seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando antes do início ou durante o
tratamento com Sutent, pois pode ser necessário ajuste da dose.

Posologia para populações especiais

Uso em Pacientes Pediátricos (crianças)

A segurança e eficácia de Sutent em pacientes pediátricos
ainda não foram estabelecidas.

Uso em Pacientes Idosos

Não é necessário ajuste de dose para pacientes idosos.

Aproximadamente 34% dos pacientes nos estudos clínicos de
Sutent tinham 65 anos de idade ou mais. Não foram observadas
diferenças significativas na segurança ou eficácia entre pacientes
jovens e idosos.

Uso na Insuficiência Hepática (falência da função do
fígado)

Não é necessário ajuste de dose para pacientes com insuficiência
hepática (do fígado) leve ou moderada. Sutent não foi estudado
em indivíduos com insuficiência hepática grave.

Uso na Insuficiência Renal (diminuição da função dos
rins)

Não é necessário ajuste da dose inicial para pacientes com
insuficiência renal (leve a grave) ou em hemodiálise.

Ajustes de doses subsequentes devem ser baseados na segurança e
tolerabilidade individual.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado.


O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
Sutent?

Caso você esqueça de tomar Sutent no horário estabelecido
pelo seu médico, não tome uma dose adicional. Neste caso, tome a
dose recomendada no dia seguinte, como faria habitualmente. O
esquecimento de dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Sutent

Pele e Tecidos

A alteração da cor da pele, possivelmente, devido à coloração do
medicamento (amarelo), foi uma reação adversa muito comum relatada
em estudos clínicos. A despigmentação (perda de cor) dos cabelos ou
a coloração da pele pode acontecer com o uso de Sutent.

Outros efeitos dermatológicos possíveis de ocorrer incluem
secura, espessamento ou rachadura da pele, bolhas ou exantema
(erupção cutânea) ocasional na palma das mãos e na planta dos pés.
Esses eventos não são cumulativos, foram tipicamente reversíveis e
geralmente não necessitam de descontinuação do tratamento.

Reações cutâneas graves foram relatadas, incluindo casos de
eritema multiforme (EM) e casos que sugerem síndrome de
Stevens-Johnson (SJS), alguns dos quais fatais. Se os sinais ou
sintomas de SJS ou EM (por exemplo, erupções cutâneas progressivas,
frequentemente com bolhas ou lesões da mucosa) estiverem presentes,
o tratamento com Sutent deve ser descontinuado.

Se o diagnóstico de SJS for confirmado, o tratamento não deve
ser reiniciado. Em alguns casos de suspeita de EM, os pacientes
toleraram a reintrodução do tratamento com Sutent em uma dose
mais baixa depois da resolução da reação; alguns desses pacientes
também receberam tratamento concomitante com corticosteroides ou
anti-histamínicos.

Eventos Hemorrágicos

Eventos hemorrágicos relatados através da experiência
pós-comercialização, alguns dos quais foram fatais, incluíram
hemorragias (sangramento) gastrintestinais, respiratórias,
tumorais, do trato urinário e cerebrais.

Hemorragia tumoral (do tumor) ocorreu em aproximadamente 2% dos
pacientes com tumor estromal gastrintestinal (GIST). Houve casos de
sangramento no pulmão nos pacientes dos estudos clínicos e em
pacientes que usaram o medicamento após sua aprovação.

No estudo em pacientes com GIST houve sangramento em 18% dos
pacientes recebendo Sutent e em 17% dos pacientes recebendo
placebo.

No estudo em primeira linha de câncer de rim, houve sangramento
em 39% dos pacientes recebendo Sutent e em 11% de pacientes
recebendo interferon-α. 21,7% dos pacientes que receberam
Sutent em um estudo de tumores neuroendócrinos pancreáticos
apresentaram algum sangramento (exceto pelo nariz).

A avaliação de rotina deste evento deve incluir hemograma
completo (tipo de exame de sangue) e exame físico.

Trato Gastrintestinal

Complicações gastrintestinais (do estômago e do intestino)
graves, algumas vezes fatais, incluindo perfuração gastrintestinal,
ocorreram em pacientes com tumores intra-abdominais tratados com
Sutent.

Eventos Gastrintestinais

Náusea, diarreia, estomatite (inflamação da mucosa da boca),
dispepsia (má digestão) e vômito foram os eventos gastrintestinais
mais comuns relatados relacionados ao tratamento.

As medidas de suporte para eventos adversos gastrintestinais
podem incluir medicação antiemética (para inibir o vômito) ou
antidiarreica (para inibir a diarreia).

Pancreatite

A pancreatite foi relatada em estudos clínicos do Sutent.
Aumentos na lipase sérica e amilase (enzimas do pâncreas) foram
observados em pacientes com diversos tumores sólidos malignos que
receberam Sutent.

Aumentos nos níveis de lipase foram transitórios e geralmente
não acompanhados de sinais e sintomas de pancreatite (inflamação no
pâncreas) em indivíduos com vários tumores sólidos. Se aparecerem
sintomas de pancreatite, os pacientes devem ter o tratamento com
Sutent interrompido e devem ser prestados cuidados de suporte
adequado.

Hepatotoxicidade

Hepatotoxicidade (toxicidade no fígado) foi observada em
pacientes tratados com Sutent. Casos de insuficiência hepática (o
fígado não funciona perfeitamente), alguns causando morte, foram
observados em lt; 1% dos pacientes com tumores sólidos tratados com
Sutent.

Devem ser realizados exames laboratoriais para avaliar como está
a função do fígado antes do início do tratamento, durante cada
ciclo de tratamento ou como clinicamente indicado. Sutent deve
ser interrompido em casos de eventos adversos relacionados ao
fígado de Grau 3 ou 4 (graves) e descontinuado se não houver
resolução.

Na presença de sintomas de pancreatite (dor abdominal, náuseas e
vômitos) ou insuficiência hepática, seu médico deve avaliá-lo
adequadamente.

Alterações Sanguíneas

Foi relatada diminuição na contagem absoluta de neutrófilos e de
plaquetas (células do sangue) em estudos clínicos. Estes eventos
não foram cumulativos, foram tipicamente reversíveis e geralmente
não resultaram na descontinuação do tratamento.

Além disto, alguns casos de hemorragia fatal associados com
trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue:
plaquetas) foram relatados na experiência póscomercialização.
Hematimetria completa (exame de sangue completo) deve ser realizada
no início de cada ciclo de tratamento com Sutent.

Cardiovascular

Eventos cardiovasculares, incluindo insuficiência cardíaca
(incapacidade do coração bombear a quantidade adequada de sangue),
cardiomiopatia (doença do músculo do coração), isquemia miocárdica
(diminuição do fluxo de sangue para o músculo do coração) e infarto
do miocárdio (morte das células do músculo do coração devido à
falta de sangue/oxigênio), alguns dos quais fatais, foram relatados
na experiência pós-comercialização.

Ocorreram alterações no funcionamento do coração (envolvendo
alterações na fração de ejeção, que é a quantidade de sangue
bombeada pelo ventrículo esquerdo, que é parte do coração) em
aproximadamente 2% dos pacientes com GIST tratados com Sutent, 4%
dos pacientes com CCRm (carcinoma metastático de células renais –
tipo de câncer dos rins) refratário (não responsivo) a citocinas
(tipo de tratamento) e 2% dos pacientes tratados com placebo
(substância que não contém o princípio ativo responsável pela ação
do medicamento).

Estas alterações frequentemente melhoram com a continuidade do
tratamento. Em estudos de CCRm em pacientes virgens de tratamento,
27% e 15% dos pacientes tratados com Sutent e interferon-α,
respectivamente, apresentaram diminuição da força do coração
(diminuição da fração de ejeção). Dois (lt;1%) dos pacientes que
receberam Sutent foram diagnosticados com insuficiência
cardíaca congestiva.

Alterações no Eletrocardiograma (Prolongamento do
Intervalo QT)

Sutent prolongou o intervalo QTcF (que são as ondas
elétricas responsáveis pela contração cardíaca) quando suas
concentrações foram o dobro da concentração terapêutica. O
prolongamento do intervalo QT pode levar a um aumento do risco de
arritmia ventricular (alteração no ritmo dos batimentos
cardíacos).

Sutent deve ser usado com cautela em pacientes com
conhecida história de prolongamento do intervalo QT, em pacientes
que estejam tomando antiarrítmicos (medicamentos para arritmia
cardíaca) ou em pacientes com doença cardíaca relevante
preexistente, bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos) ou
distúrbios eletrolíticos (de alguns componentes do sangue).
Alguns medicamentos que inibem a metabolização do Sutent devem
ser utilizados com cautela, e a dose de Sutent deve ser
reduzida.

Hipertensão

A hipertensão (pressão alta) foi uma reação adversa muito
comum relatada estudos clínicos com pacientes com tumores sólidos,
incluindo principalmente GIST e CCR refratário a citocinas. A dose
de Sutent foi reduzida ou o tratamento temporariamente adiado
em aproximadamente 2,7% dessa população de pacientes. Nenhum destes
pacientes teve que parar o tratamento com Sutent.

Hipertensão grave (pressão sistólica – a maior medida da pressão
– gt; 200 mmHg ou pressão diastólica – a menor medida da pressão –
gt; 110 mmHg) ocorreu em 4,7% desta população de pacientes. A
hipertensão foi relatada em aproximadamente 33,9% dos pacientes
previamente virgens de tratamento e recebendo Sutent para CCRm
em comparação a 3,6% dos pacientes recebendo interferon-α.

Hipertensão grave ocorreu em 12% dos pacientes previamente
virgens de tratamento e recebendo Sutent® e em lt; 1% dos pacientes
com interferon-α.

A hipertensão foi relatada em 26,5% dos pacientes que receberam
Sutent em um estudo de tumores neuroendócrinos pancreáticos
comparado a 4,9% dos pacientes que receberam placebo. Hipertensão
grave ocorreu em 10% dos pacientes de tumores neuroendócrinos
pancreáticos com Sutent e em 3% dos pacientes com placebo.

Seu médico deve submetê-lo a exames para verificar a sua pressão
arterial, tomando as medidas adequadas para o controle da mesma. A
suspensão temporária é recomendada caso você apresente hipertensão
grave não controlada com medicação.

O tratamento pode ser reiniciado assim que a hipertensão estiver
adequadamente controlada.

Disfunção da Tireoide

Recomenda-se avaliação laboratorial pré-tratamento da função
tireoidiana (da tireoide) e pacientes com
hipotireoidismo (diminuição da função da glândula tireoide) ou
hipertireoidismo (aumento da função da tireoide) devem ser
tratados de acordo com a prática médica padrão antes do início do
tratamento com Sutent.

Todos os pacientes devem ser rigorosamente observados quanto a
sinais e sintomas de disfunção da tireoide durante o tratamento com
Sutent.

Os pacientes com sinais e/ou sintomas sugestivos de disfunção da
tireoide devem receber monitoramento laboratorial da função
tireoidiana e devem ser tratados de acordo com a prática médica
padrão.

Hipotireoidismo adquirido foi observado em 6,2% dos pacientes
com GIST tratados com Sutent versus 1% dos tratados com
placebo.

Hipotireoidismo foi relatado como um evento adverso em 16% dos
pacientes recebendo Sutent que participaram do estudo de CCRm
em pacientes virgens de tratamento e três pacientes (lt; 1%) no
braço interferon-α, e em 4% dos pacientes que participaram de 2
estudos de CCRm refratário a citocinas.

Adicionalmente, foram relatadas elevações de TSH (hormônio
relacionado à tireoide) em 2% dos pacientes de CCRm refratário a
citocinas. No geral, 7% da população com CCRm refratário a
citocinas apresentaram tanto evidências clínicas como laboratoriais
de hipotireoidismo decorrente do tratamento.

Hipotireoidismo foi relatado em 7,2% dos pacientes recebendo
Sutent e em 1,2% recebendo placebo. Em estudos clínicos e
experiências pós-comercialização foram relatados raros casos de
hipertireoidismo, alguns seguidos por hipotireoidismo.

Convulsões

Nos estudos clínicos com Sutent, foram observadas convulsões nos
indivíduos com evidências radiológicas (por meio de exames de
imagens) de metástases cerebrais (no cérebro).

Além disso, houve raros relatos (lt; 1%) alguns fatais, de
indivíduos apresentando convulsões e evidências radiológicas de
Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível (SLPR –
síndrome caracterizada por dor de cabeça, alteração do estado
mental, crises convulsivas e distúrbios visuais).

Os pacientes com convulsões e sinais/sintomas consistentes com
SLPR, como hipertensão, cefaleia (dor de cabeça), diminuição do
estado de alerta, funcionamento mental alterado e perda visual,
incluindo cegueira, devem ser controlados com tratamento médico,
incluindo controle da hipertensão.

Recomenda-se a suspensão temporária de Sutent; após a resolução,
o tratamento pode ser reiniciado a critério do médico responsável
pelo tratamento.

Procedimentos Cirúrgicos

Casos de debilidade na cicatrização de feridas foram relatados
durante a terapia com Sutent. A interrupção temporária da terapia
com Sutent é recomendada por precaução em pacientes submetidos
a procedimentos cirúrgicos de grande porte.

Há experiência clínica limitada com relação ao tempo de reinício
da terapia seguida de intervenção cirúrgica. Entretanto, a decisão
de retomar a terapia com Sutent após essas intervenções
cirúrgicas deve ser baseada no julgamento clínico da recuperação da
cirurgia.

Osteonecrose da mandíbula (ONM)

ONM é uma condição na qual o tecido ósseo na mandíbula não
cicatriza após lesões grandes ou pequenas, como a extração de um
dente, fazendo com que o osso fique exposto. ONM tem sido relatada
em pacientes tratados com Sutent.

A maioria dos casos ocorreu em pacientes que haviam recebido
tratamento prévio ou concomitante com bisfosfonatos IV, para o qual
ONM é um risco identificado. Cuidado deve ser tomado quando
Sutent e bisfosfonatos IV são utilizados simultaneamente ou
sequencialmente.

Procedimentos dentários invasivos são também um fator de risco
identificado para ONM. Antes do tratamento com Sutent, um exame
dentário e odontologia preventiva apropriada devem ser
considerados. Em pacientes em tratamento com Sutent, que já
receberam ou estão recebendo bisfosfonatos IV, procedimentos
dentários invasivos devem ser evitados, se possível.

Síndrome de lise tumoral (SLT)

Casos de SLT, alguns fatais, foram raramente observados em
estudos clínicos e foram relatados na experiência
pós-comercialização em pacientes tratados com Sutent. Os pacientes
geralmente em risco de SLT são aqueles que apresentam carga tumoral
elevada antes do tratamento. Estes pacientes devem ser
cuidadosamente monitorizados e tratados como clinicamente
indicado.

Fascite necrosante

Raros casos de fascite necrosante, incluindo casos com
acometimento do períneo, foram relatados, algumas vezes fatais.

A terapia com Sutent deve ser descontinuada nos pacientes
que desenvolvem fascite necrosante e o tratamento adequado deve ser
iniciado imediatamente.

Microangiopatia trombótica

Microangiopatia trombótica (TMA, grupo de condições
caracterizadas por anemia e distúrbios da coagulação do sangue),
incluindo púrpura trombocitopênica trombótica (TTP, caracterizada
por anemia, distúrbios da coagulação, febre, distúrbios
neurológicos e dos rins) e síndrome hemolítico-urêmica (SHU,
caracterizada por anemia, distúrbios da coagulação e do
funcionamento dos rins), às vezes levando à insuficiência renal
(parada do funcionamento dos rins) ou um desfecho fatal (morte) foi
relatado com Sutent sozinho ou em combinação com outra droga
chamada bevacizumabe.

Sutent deve ser descontinuado em pacientes que desenvolvam
TMA.

Foi observada a reversão dos efeitos de TMA após a
descontinuação do tratamento.

Proteinúria

Foram relatados casos de proteinúria (proteína aumentada na
urina) e síndrome nefrótica (doença dos rins).

Recomenda-se uma avaliação laboratorial basal da urina e os
pacientes devem ser monitorados quanto ao desenvolvimento ou piora
da proteinúria. A segurança do tratamento contínuo com
Sutent em pacientes com proteinúria moderada a grave não foi
sistematicamente avaliada.

Sutent deve ser descontinuado em pacientes com síndrome
nefrótica.

Hipoglicemia

Reduções na taxa de açúcar no sangue, em alguns casos com
sintomas, foram relatadas durante o tratamento com Sutent.

Os níveis de açúcar no sangue em pacientes diabéticos devem ser
verificados regularmente para avaliar se a dosagem do medicamento
para diabetes precisa ser ajustada para minimizar o risco de
hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue).

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Sutent

As frequências de reações adversas apresentadas nesta seção
representam as frequências do evento ocorridas em indivíduos
tratados com Sutent e independentemente da avaliação de
causalidade.

As reações adversas graves mais importantes relacionadas
ao tratamento com Sutent para tumores sólidos
foram:

  • Embolia pulmonar (presença de coágulo no pulmão);
  • Trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do
    sangue: plaquetas);
  • Hemorragia no local do tumor;
  • Neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no
    sangue: neutrófilos) febril;
  • Hipertensão (pressão alta).

Frequências de reações adversas ao medicamento por todas as
causas geradas pelo tratamento relatadas em pacientes que receberam
Sutent em estudos e a partir da experiência
pós-comercialização encontram-se listadas a seguir por
frequência:

Reações muito comum (ocorre em 10% ou mais dos pacientes
que utilizam esse medicamento)

  • Infecções*;
  • Neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no
    sangue: neutrófilos);
  • Leucopenia (redução de células de defesa no sangue);
  • Trombocitopenia;
  • Anemia (diminuição da quantidade de células vermelhas do
    sangue: hemácias);
  • Hipotireoidismo (diminuição da função da tireoide);
  • Diminuição do apetite;
  • Insônia (dificuldade para dormir);
  • Disgeusia (alteração do paladar);
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Hipertensão;
  • Dispneia (falta de ar);
  • Epistaxe (sangramento nasal);
  • Diarreia;
  • Náusea (enjoo);
  • Vômito;
  • Dor abdominal;g
  • Estomatiteh (inflamação da mucosa oral);
  • Constipação (prisão de ventre);
  • Dispepsia (má digestão);
  • Síndrome de eritrodisestesia palmar-plantar (inflamação com
    alteração da sensibilidade da palma das mãos e planta dos
    pés);
  • Alteração na cor da pele;j
  • Exantemak (erupção cutânea);
  • Alteração na cor do cabelo;
  • Pele seca;
  • Dor nas extremidades (mãos e pés);
  • Artralgia (dor nas articulações);
  • Fadigal (cansaço);
  • Inflamação das mucosas;
  • Edemam (inchaço);
  • Pirexia (febre).

Reações comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam esse medicamento)

  • Linfopenia (redução de um tipo de célula de defesa:
    linfócito);
  • Desidratação** (perda excessiva de água e sais minerais do
    organismo);
  • Hipoglicemia (diminuição da glicose do sangue);
  • Depressão;
  • Tontura;
  • Parestesia (dormência e formigamento);
  • Edema periorbital (inchaço ao redor dos olhos);
  • Edema de pálpebra (inchaço da pálpebra);
  • Aumento do lacrimejamento;
  • Isquemia miocárdicab ** (falta de sangue no
    coração);
  • Diminuição da fração de ejeçãoc (quantidade de
    sangue bombeada pelo coração);
  • Dor orofaríngeae (garganta);
  • Hemoptisef ** (tosse com sangue);
  • Embolismo pulmonar** (entupimento de uma veia do pulmão por um
    coágulo);
  • Hemorragia gastrintestinal**;
  • Esofagite (inflamação do esôfago);
  • Doença do refluxo gastroesofágico (refluxo do conteúdo do
    estômago para o esôfago, gerando dor e azia);
  • Dor oral;
  • Glossodinia (dor na língua);
  • Distensão abdominal;
  • Sangramento gengival;
  • Boca seca;
  • Flatulência (excesso de gases no estômago ou intestinos);
  • Alopecia (perda de cabelo);
  • Eritema (vermelhidão);
  • Prurido (coceira);
  • Esfoliação cutânea (da pele);
  • Bolhas;
  • Lesão na pele;
  • Reação na pele;
  • Problemas na unha;
  • Mialgia (dor muscular);
  • Insuficiência renal** (perda da função dos rins);
  • Cromatúria (coloração anormal da urina);
  • Proteinúria (proteína aumentada na urina);
  • Calafrios;
  • Síndrome gripal;
  • Lipase aumentada (enzima do pâncreas envolvida no processo de
    digestão);
  • Amilase aumentadan (enzima do pâncreas envolvida na
    digestão);
  • Ácido úrico aumentado no sangue;
  • Diminuição na contagem de glóbulos brancos (células de
    defesa);
  • Contagem de plaquetas diminuída;
  • Diminuição da hemoglobina (componente do sangue);
  • Diminuição de peso.

Reações incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes
que utilizam esse medicamento)

  • Hipersensibilidade (alergia);
  • Hipertireoidismo (aumento da função da tireoide);
  • Tireoidite (inflamação da tireoide);
  • Hemorragia cerebral** (no cérebro);
  • Acidente vascular cerebral** (derrame no cérebro);
  • Ataque isquêmico transitório (defeito neurológico causado por
    uma diminuição do suprimento sanguíneo em algum local do
    cérebro);
  • Infarto do miocárdiod ** (morte das células do
    músculo cardíaco devido à diminuição da quantidade de
    sangue/oxigênio);
  • Insuficiência cardíaca** (diminuição da função do
    coração);
  • Insuficiência cardíaca congestiva (incapacidade do coração de
    bombear a quantidade adequada de sangue);
  • Prolongamento do intervalo QT no
    eletrocardiograma (alteração do ritmo do coração);
  • Cardiomiopatia** (doença do músculo do coração);
  • Insuficiência ventricular esquerda** (incapacidade de uma parte
    específica do coração de bombear a quantidade adequada de
    sangue);
  • Hemorragia tumoral** (do tumor);
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas);
  • Perfuração gastrintestinal** (perfuração de órgão do aparelho
    digestivo);
  • Colecistiteh (inflamação da vesícula biliar);
  • Insuficiência hepática** (incapacidade do fígado de funcionar
    adequadamente);
  • Dermatite esfoliativa (descamação da pele);
  • Osteonecrose da mandíbula (morte do osso da mandíbula);
  • Formação de fístulas** (canal de comunicação entre dois órgãos
    que não se comunicam normalmente);
  • Comprometimento renal (perda da função dos rins);
  • Hemorragia do trato urinário (sangramento do sistema
    urinário);
  • Aumento da creatina fosfoquinase sérica (enzima presente em
    vários tecidos do nosso organismo);
  • Hormônio estimulante da tireoide aumentado no sangue.

Reações rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes
que utilizam esse medicamento)

  • Microangiopatia trombóticaa ** (formação de coágulos nos
    pequenos vasos sanguíneos);
  • Angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou da
    mucosa, geralmente de origem alérgica);
  • Síndrome da lise tumoral** (complicações causadas pela
    destruição das células cancerígenas que morrem com o tratamento,
    levando a um aumento da quantidade de algumas substâncias no
    organismo, o que pode causar doença aguda no rim, diminuindo sua
    função);
  • Infarto cerebral (derrame);
  • Síndrome de encefalopatia posterior reversível (SLPR- alteração
    neurológica que pode apresentar dor de cabeça, convulsão,
    sonolência, confusão, cegueira e outras alterações visuais e
    neurológicas);
  • Ageusia (falta de paladar);
  • Torsade de Pointes (um tipo de arritmia cardíaca – alteração no
    ritmo nos batimentos do coração);
  • Eritema multiforme** (manchas vermelhas, bolhas e ulcerações em
    todo o corpo);
  • Síndrome de Stevens-Johnson** (reação alérgica grave com bolhas
    na pele e mucosas);
  • Pioderma gangrenoso (feridas que vão ficando pretas, com
    infecção e pus, e exigem tratamento agressivo);
  • Rabdomiólise** (destruição das células musculares);
  • Miopatia (doença muscular);
  • Síndrome nefrótica (doença dos rins).

a. Microangiopatia trombótica: os seguintes
termos foram combinados: microangiopatia trombótica, púrpura
trombocitopênica trombótica, síndrome hemolítica urêmica.

b. Isquemia miocárdica: Os seguintes termos
foram combinados: síndrome coronária aguda, angina de peito, angina
instável, oclusão da artéria coronária, isquemia miocárdica.

c. Fração de ejeção diminuída: Os seguintes
termos foram combinados: fração de ejeção diminuída e fração de
ejeção anormal.

d. Infarto do miocárdio: Os seguintes termos
foram combinados: infarto agudo do miocárdio, infarto do miocárdio,
infarto do miocárdio silencioso

e. Dor orofaríngea: Os seguintes termos foram
combinados: dor faringolaríngea e dor orofaríngea.

f. Hemoptise: Os seguintes termos foram
combinados: hemoptise e hemorragia pulmonar.

g. Dor abdominal: Os seguintes termos foram
combinados: dor abdominal, dor abdominal superior e dor abdominal
inferior.

h. Estomatite: Os seguintes termos foram
combinados: estomatite e estomatite aftosa.

i. Colecistite: Os seguintes termos foram
combinados: colecistite e colecistite calculosa.

j. Descoloração da pele: Os seguintes termos
foram combinados: descoloração da pele, pele amarelada, distúrbio
da pigmentação.

k. Erupção cutânea: Os seguintes termos foram
combinados: dermatite psoriaforme, erupção cutânea esfoliativa,
erupção cutânea, erupção cutânea eritematosa, erupção cutânea
folicular, erupção cutânea generalizado, erupção cutânea macular,
erupção cutânea maculopapular, erupção cutânea papular e exantema
pruriginoso.

l. Fadiga: Os seguintes termos foram
combinados: fadiga e astenia.

m. Edema: Os seguintes termos foram combinados:
edema facial, edema, edema periférico.

n. Amilase aumentada: Os seguintes termos foram
combinados: amilase, amilase aumentada.

* Infecções e infestações são descritas na subseção Descrição de
Reações Adversas Selecionadas.

** O evento pode ser fatal.

Descrição de reações adversas selecionadas

Infecção e infestações

Casos graves de infecção (com ou sem neutropenia), e em alguns
casos com desfecho fatal.

As infecções mais comumente observadas durante o tratamento com
Sutent são aquelas típicas em pacientes com câncer, por
exemplo: infecções respiratórias (por exemplo, pneumonia,
bronquite), infecções do trato urinário, da pele (por exemplo,
celulite), choque séptico/ sepse e abscessos (por exemplo,
oral, genital, anorretal, pele, membro, visceral).

As infecções podem ser de origem bacteriana, viral ou fúngica.
Raros casos de fascite necrosante, incluindo o períneo, foram
relatados, algumas vezes fatais.

Sangue e Sistema Linfático

Raros casos de microangiopatia trombótica, em alguns casos com
desfecho fatal.

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido
Conjuntivo

Casos raros de miopatia e/ou rabdomiólise, com ou sem falência
renal (dos rins) aguda, em alguns casos com desfecho fatal. A
maioria destes pacientes apresentava fatores de risco preexistentes
e/ou estava recebendo medicação concomitante sabidamente associada
a estas reações adversas.

Distúrbios Vasculares

Casos de eventos de tromboembolismo arterial, às vezes fatais,
foram relatados em pacientes tratados com Sutent. Os eventos mais
frequentes incluíram acidente vascular cerebral, ataque isquêmico
transitório e infarto cerebral.

Fatores de risco associados com eventos de tromboembolismo
arterial, além de doença maligna anterior e idade igual ou acima de
65 anos, incluindo hipertensão, diabetes mellitus e doença
tromboembólica anterior.

Segurança a longo prazo no CCR

A segurança a longo prazo do sunitinibe em pacientes com CCR
metastático foi analisada por meio de 9 estudos clínicos completos
conduzidos em primeira linha, e nas configurações de tratamento
refratário de citocina e refratário de bevacizumabe. As análises
incluíram 5.739 pacientes, dos quais 807 (14%) foram tratados por ≥
2 anos até 6 anos.

O tratamento prolongado com sunitinibe não foi associado a novos
tipos ou aumentos na gravidade dos eventos adversos relacionados ao
tratamento e exceto pelo hipotireoidismo, a toxicidade não foi
cumulativa.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Sutent

Diabéticos

Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve
ser usado com cautela em portadores de Diabetes.

Uso Durante a Gravidez

Não foram conduzidos estudos em mulheres grávidas usando Sutent.
Sutent não deve ser utilizado durante a gravidez ou se você
não estiver utilizando um método contraceptivo (para evitar
gravidez) adequado, a não ser que o potencial benefício justifique
o potencial risco para o feto.

Se o medicamento for utilizado durante a gravidez, ou se você
engravidar enquanto estiver utilizando este medicamento, seu médico
deve informá-la do potencial risco para o feto. Caso você apresente
potencial para engravidar aconselha-se a não engravidar enquanto
estiver sob tratamento com Sutent.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em
caso de suspeita de gravidez.

Fertilidade

A fertilidade pode ser comprometida pelo tratamento com
Sutent.

Uso Durante a Lactação

Ainda é desconhecido se Sutent ou seu principal metabólito
(derivado) ativo é excretado no leite humano.

Uma vez que os medicamentos são comumente excretados no leite
humano e pelo potencial de reações adversas graves nos bebês, não
amamente durante o tratamento com Sutent.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar
Máquinas

Não foram feitos estudos para avaliar a habilidade de dirigir ou
operar máquinas. Você pode apresentar tontura durante o tratamento
com Sutent.

Composição do Sutent

Cada cápsula de Sutent 12,5 mg, 25 mg ou 50 mg
contém:

Malato de sunitinibe equivalente a 12,5 mg, 25 mg ou 50 mg de
sunitinibe base, respectivamente.

Excipientes: manitol, croscarmelose sódica,
povidona e estearato de magnésio.

Superdosagem do Sutent

Não existe um antídoto específico para o tratamento da
superdosagem com Sutent e este deve consistir em medidas
gerais de suporte. Se indicado, a eliminação do medicamento não
absorvido pode ser obtida por emese (vômito) ou lavagem
gástrica.

Foram relatados casos de superdosagem. Em alguns destes casos,
as reações adversas foram compatíveis com as reações descritas no
perfil de segurança de Sutent.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001 se você precisar
de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Sutent

Medicamentos que podem aumentar a concentração
plasmática de Malato de Sunitinibe (substância ativa)

A administração concomitante de sunitinibe com o potente
inibidor da CYP3A4, cetoconazol, resultou em aumentos de 49% e 51%
nos valores da concentração plasmática máxima (Cmáx) e
da área sob a curva (AUC0-α) do complexo [sunitinibe + principal
metabólito ativo], respectivamente, após dose única de sunitinibe
em voluntários sadios. 

A administração de sunitinibe com potentes inibidores da família
CYP3A4 (p. ex., ritonavir, itraconazol, eritromicina,
claritromicina) pode aumentar as concentrações de sunitinibe. A
administração concomitante com inibidores deve ser evitada ou deve
ser considerada a seleção de um medicamento alternativo sem ou com
potencial mínimo para inibir CYP3A4. Se isso não for possível, a
dose de sunitinibe pode ser reduzida.

Medicamentos que podem diminuir a concentração
plasmática de Malato de Sunitinibe (substância ativa)

A utilização concomitante de sunitinibe com o indutor da CYP3A4,
rifampicina, resultou em uma redução de 23% e 46% nos valores de
Cmáx e AUC0-α do complexo [sunitinibe + principal
metabólito ativo], respectivamente, após dose única de sunitinibe
em voluntários sadios. 

A administração de sunitinibe com potentes indutores da família
CYP3A4 (por ex., dexametasona, fenitoína, carbamazepina,
rifampicina, fenobarbital ou Hypericum perforatum
conhecida também como erva de São João) pode reduzir as
concentrações de sunitinibe.

A administração concomitante com indutores deve ser evitada ou
deve ser considerada a seleção de um medicamento alternativo sem ou
com mínimo potencial para induzir CYP3A4. Se isso não for possível,
a dose de sunitinibe pode ser aumentada.

Interação Alimentícia do Sutent

A administração de sunitinibe com potentes inibidores da família
CYP3A4 (p. ex. suco de toranja [grapefruit]) pode aumentar
as concentrações de sunitinibe.

Ação da Substância Sutent

Resultados de eficácia

A segurança e eficácia clínica de malato de sunitinibe foram
estudadas no tratamento de indivíduos com GIST maligno que sejam
resistentes ao imatinibe (p. ex., aqueles que apresentaram
progressão da doença durante ou após o tratamento com imatinibe);
ou com intolerância ao imatinibe (p. ex., aqueles que apresentaram
toxicidade significativa durante o tratamento com imatinibe
impedindo tratamento adicional); em indivíduos com carcinoma
metastático de células renais (CCRm) e em indivíduos com tumores
neuroendócrinos pancreáticos não ressecáveis. 

A eficácia está baseada no Tempo até a Progressão Tumoral e no
aumento da sobrevida nos pacientes com GIST. 

A eficácia em pacientes virgens de tratamento e com CCRm
refratário a citocinas está baseada na sobrevida livre de
progressão (SLP) e nas taxas de resposta objetivas (TRO),
respectivamente, e na SLP em tumores neuroendócrinos
pancreáticos. 

Tumores Estromais Gastrintestinais
(GIST) 

Um estudo inicial aberto, de titulação de dose, foi conduzido em
indivíduos com GIST após falha do imatinibe (mediana de dose máxima
diária de 800 mg) em decorrência de resistência ou intolerância.
Noventa e sete indivíduos foram incluídos para receber tratamento
com diversas doses e esquemas; 55 indivíduos receberam 50 mg no
esquema de tratamento recomendado, ou seja, 4 semanas com
tratamento e 2 semanas sem tratamento (esquema 4/2). Nesse estudo,
o TPT mediano e SLP mediana foram de 34,0 semanas (intervalo de
confiança [IC] de 95% = 22,0; 46,0). 

Um estudo randomizado de fase 3, duplo-cego, placebo-controlado,
de sunitinibe foi conduzido em indivíduos com GIST que apresentaram
intolerância ou progressão da doença durante ou após o tratamento
com imatinibe (mediana de dose máxima diária de 800 mg). Neste
estudo, 312 indivíduos foram randomizados (2:1) para receber 50 mg
de sunitinibe ou placebo, por via oral, uma vez ao dia, seguindo o
esquema 4/2 até a progressão da doença ou retirada do paciente do
estudo por outro motivo (207 indivíduos receberam sunitinibe e 105
indivíduos receberam placebo).

O endpoint primário de eficácia do estudo foi o Tempo
até a Progressão do Tumor (TPT), avaliado pela Revisão
Independente, definido como o tempo decorrido entre a randomização
e a primeira documentação de progressão tumoral objetiva. Os
objetivos secundários incluíram SLP, TRO e Sobrevida Global
(SG). 

No momento da análise interina pré-especificada, o TPT mediano
de sunitinibe foi de 28,9 semanas (IC de 95% = 21,3; 34,1),
conforme avaliado pelo Investigador, e 27,3 semanas (IC de 95% =
16,0; 32,1), conforme avaliado pela Revisão Independente, e foi
estatística e significativamente mais longo que o TPT de 5,1
semanas (IC de 95% = 4,4; 10,1), conforme avaliado pelo
Investigador, e 6,4 semanas (IC de 95% = 4,4; 10,0), conforme
avaliado pela Revisão Independente.

A diferença de SG foi estatisticamente favorável ao sunitinibe
(taxa de risco [TR]: 0,491 [IC de 95% = 0,290; 0,831]); o risco de
morte foi 2 vezes maior para indivíduos do braço placebo em
comparação ao braço sunitinibe. Informações adicionais de eficácia
são apresentadas a seguir na Tabela 1. 

Após a análise interina positiva da eficácia e segurança, por
recomendação do Comitê de Monitoramento de Dados e Segurança
independente (DSMB), o código cego do estudo foi quebrado e aos
indivíduos do braço placebo foi oferecido tratamento aberto com
sunitinibe.

Um total de 225 indivíduos receberam sunitinibe na fase aberta
do estudo, incluindo 99 indivíduos que foram tratados inicialmente
com placebo. Nesta análise final, o braço placebo incluiu aqueles
indivíduos randomizados para placebo que, em seguida, receberam
tratamento aberto com sunitinibe. 

As análises finais dos endpoints primário e secundário
do estudo reafirmaram os resultados obtidos no momento da análise
intermediária, como mostrado na Tabela 1 abaixo: 

Tabela 1. Resumo de endpoints de eficácia
(população ITT) Tratamento duplo-cego
a:

Abreviações: IC = Intervalo de confiança; ITT = Intenção de
tratamento; NA = Não aplicável; TRO = Taxa de resposta objetiva; SG
= Sobrevida geral; SLP = Sobrevida livre de progressão; TPT = Tempo
até a progressão tumoral.
aOs resultados do tratamento duplo-cego são da população
ITT e usando medições de radiologia central, conforme o
caso. 
bOs resultados de eficácia para os 99 pacientes que
mudaram de placebo para sunitinibe após quebra do código cego
do estudo. O valor basal foi redefinido na mudança, e as análises
de eficácia foram baseadas na avaliação do investigador. 
cOs números de SLP interina foram atualizados com base
em um recálculo dos dados originais. 
dOs resultados para a TRO são dados como percentual de
indivíduos com resposta confirmada com o IC95%.
eA mediana não foi alcançada, pois os dados ainda não
estavam maduros. 

Dos indivíduos randomizados para o braço de sunitinibe, 62,7%
sobreviveram mais de 1 ano, 35,5% sobreviveram mais de 2 anos e
22,3% sobreviveram mais de 3 anos. 

No geral, o estudo demonstrou uma melhora estatística e
clinicamente significativa no TPT, o endpoint primário,
para sunitinibe com os melhores cuidados de suporte comparado com
placebo com os melhores cuidados de suporte. 

Tumores neuroendócrinos pancreáticos 

Um estudo Fase 2, aberto, multicêntrico avaliou a eficácia e a
segurança do agente único sunitinibe 50 mg por dia no Esquema 4/2
em indivíduos com tumores neuroendócrinos pancreáticos avançados,
não ressecáveis. No coorte de 66 indivíduos com tumor das ilhotas
pancreáticas, foi observada uma TRO de 17%. 

Um estudo pivotal de Fase 3, multicêntrico, internacional,
randomizado, duplo-cego, placebo-controlado de sunitinibe como
agente único foi conduzido em indivíduos com tumores
neuroendócrinos pancreáticos não ressecáveis. 

Os indivíduos tinham que ter progressão documentada, baseada nos
Critérios de Avaliação de Resposta em Tumores Sólidos (RECIST),
dentro dos 12 meses anteriores e foram randomizados (1:1) para
receber 37,5 mg de sunitinibe uma vez ao dia sem um período de
descanso programado (n=86) ou placebo (n=85). 

O objetivo primário foi comparar a SLP em indivíduos recebendo
sunitinibe versus indivíduos recebendo placebo. Outros
endpoints incluíram a SG, TRO, Desfechos Relatados por
Pacientes (DRP) e, segurança. Os dados demográficos foram
comparáveis entre os grupos de sunitinibe e de placebo. Além disso,
49% dos indivíduos de sunitinibe tiveram tumores não-funcionantes
versus 52% dos indivíduos placebo e 92% dos indivíduos em
ambos os braços tiveram metástases hepáticas. O uso de análogos da
somatostatina foi permitido no estudo. Um total de 66% dos
indivíduos de sunitinibe recebeu tratamento sistêmico prévio
comparado com 72% dos indivíduos placebo. Além disso, 24% dos
indivíduos de sunitinibe tinham recebido análogos da somatostatina
comparado com 22% dos indivíduos placebo. 

Foi observada uma vantagem clinicamente significativa na SLP
para sunitinibe em relação ao placebo. A SLP mediana foi de 11,4
meses para o braço de sunitinibe comparado com 5,5 meses para o
braço placebo [TR: 0,418 (IC de 95% 0,263; 0,662) valor de p =
0,0001]. Resultados semelhantes foram observados quando as
avaliações das respostas do tumor pelo critério de RECIST para
medição do tumor pelo investigador foram usadas para determinar a
progressão da doença, como mostra a Tabela 2.

A taxa de risco favorecendo sunitinibe foi observada em todos os
subgrupos de características basais avaliadas, incluindo uma
análise por número de terapias sistêmicas prévias. Um total de 29
indivíduos no braço do sunitinibe e 24 no braço do placebo não
recebeu tratamento sistêmico prévio. Entre estes indivíduos, a taxa
de risco para SLP foi de 0,365 (IC de 95% 0,156, 0,857), p =
0,0156. Da mesma forma, entre 57 indivíduos no braço de sunitinibe
(incluindo 28 com uma terapia sistêmica prévia e 29 com 2 ou mais
terapias sistêmicas prévias) e 61 indivíduos no braço do placebo
(incluindo 25 com uma terapia sistêmica prévia e 36 com 2 ou mais
terapias sistêmicas prévias), a taxa de risco para SLP foi 0,456
(IC de 95% 0,264, 0,787), p = 0,0036. 

Na análise de sensibilidade da SLP, a progressão foi baseada em
medições de tumor relatadas pelo investigador e na qual todos os
dados censurados por motivos que não o encerramento do estudo foram
tratados como se fossem eventos SLP. Esta análise apresentou uma
estimativa conservadora do efeito do tratamento com sunitinibe e
deu suporte à análise primária, demonstrando uma taxa de risco de
0,507 (IC de 95% 0,350, 0,733), p = 0,000193. O estudo pivotal de
tumores neuroendócrinos pancreáticos foi encerrado prematuramente
por recomendação de uma Comissão Independente de Monitorização de
Medicamentos, e o endpoint primário foi baseado na
avaliação do investigador, que podem ter afetado as estimativas do
efeito do tratamento. 

A fim de excluir viés da avaliação da SLP do pesquisador, uma
revisão central, cega e independente (RCCI) foi realizada; esta
revisão deu suporte a avaliação do investigador, como mostra a
Tabela 2. A curva de Kaplan-Meier de SLP é mostrada na Figura
1. 

Tabela 2. Resultados de Eficácia para Tumores
Neuroendócrinos Pancreáticos do Estudo de Fase 3:

Abreviações: IC = Intervalo de confiança, TR = Taxa de risco, NA
= Não se aplica, NR = Não alcançado; TRO = Taxa de resposta
objetiva; SG = Sobrevida geral; SLP – Sobrevida livre de
progressão; TNEp = Tumores neuroendócrinos pancreáticos; RECIST =
Critérios de Avaliação de Resposta em Tumores Sólidos.
aTeste de log-rank não estratificado bilateral.
bTeste exato de Fisher.

Figura 1. Curva de Kaplan-Meier de SLP no Estudo Fase 3
de Tumores Neuroendócrinos Pancreáticos:

Abreviações: IC = Intervalo de confiança; N = Número de
indivíduos; SLP – Sobrevida livre de progressão; TNEp = Tumores
neuroendócrinos pancreáticos.

Os dados de SG não estavam maduros na época da análise. Houve 9
óbitos no braço de sunitinibe e 21 óbitos no braço de placebo. Foi
observada uma diferença estatisticamente significativa na TRO em
favor de sunitinibe em relação ao placebo. 

Após a progressão da doença, indivíduos teriam o medicamento
aberto e para os indivíduos do braço placebo seria oferecido
tratamento aberto com sunitinibe através de um estudo de extensão
separado. Como resultado do encerramento antecipado do estudo, os
indivíduos que permaneceram tiveram o medicamento aberto e foi
oferecido acesso ao sunitinibe aberto, em um estudo de extensão. Um
total de 59 indivíduos do braço placebo recebeu sunitinibe em um
estudo de extensão. 

Os resultados do Questionário de Qualidade de Vida da
Organização Europeia para Pesquisa e Tratamento de Câncer (EORTC
QLQ-C30) demonstraram que a qualidade de vida relacionada à saúde
global e as cinco esferas de função (física, funcional, cognitiva,
emocional e social) foram mantidas para indivíduos em tratamento
com sunitinibe quando comparado com placebo com efeitos
sintomáticos adversos limitados. 

Carcinoma de células renais 

CCRm em pacientes virgens de
tratamento 

Um estudo randomizado de fase 3 comparando sunitinibe como
agente único e interferon-α foi conduzido em indivíduos com CCRm
virgens de tratamento. O objetivo principal foi comparar a SLP em
indivíduos recebendo sunitinibe versus indivíduos
recebendo interferon-α. Os objetivos secundários incluíram TPT,
TRO, segurança, SG e PROs. Setecentos e cinquenta (750) indivíduos
foram randomizados (1:1) para receber sunitinibe 50 mg, uma vez ao
dia, no esquema 4/2, ou para receber interferon-α administrado
subcutaneamente na dose de 9 milhões de unidades internacionais
(MIU) três vezes na semana. Os indivíduos foram tratados até a
progressão da doença ou até serem retirados do estudo por outra
razão. 

A população ITT (Intenção de Tratamento) incluiu 750 indivíduos,
375 randomizados para sunitinibe e 375 randomizados para
interferon-α. A idade, o sexo, a raça e o status de desempenho do
Grupo Cooperativo de Oncologia do Leste Americano (ECOG) no
pré-tratamento foram comparáveis e balanceados entre os grupos
recebendo sunitinibe e interferon-α. As características
demográficas dos pacientes são demonstradas na tabela a seguir
(Tabela 3). O local mais comum de metástases nessa amostra foi o
pulmão (78% versus 80%, respectivamente), seguido por
acometimento linfonodal (58% versus 53%, respectivamente)
e ósseo (30% em cada braço). A maioria dos indivíduos apresentava
metástases múltiplas (2 ou mais) no pré-tratamento (80%
versus 77%, respectivamente). 

Tabela 3. Características Demográficas no Pré-tratamento
no Estudo de CCRm em Pacientes Virgens de
Tratamento: 

 

CCRm em pacientes virgens de
tratamento 

 

Sunitinibe (n = 375) 

Interferon-α (n = 375) 

Sexo [n(%)] 

Masculino 

267 (71) 

269 (72) 

Feminino 

108 (29) 

106 (28) 

Raça autoidentificada [n(%)] 

Branca

354 (94) 

340 (91) 

Asiática 

7 (2) 

12 (3) 

Negra 

4 (1) 

9 (2) 

Não relatada 

10 (3) 

14 (4) 

Grupo de idade [n(%)] 

lt; 65 anos 

223 (59) 

252 (67) 

≥ 65 anos 

152 (41) 

123 (33) 

Status de desempenho [n(%)] 

0 231 (62) 

229 (61) 

1 144 (38) 

142 (38) 

2 0 (0) 

4 (1)a 

Tratamento prévio [n(%)] 

Nefrectomia 

340 (91) 

335 (89) 

Radioterapia 

53 (14) 

54 (14) 

Abreviações: ECOG = Grupo Cooperativo de Oncologia do Leste
Americano; IFN-α=interferon-α; CCRm = Carcinoma de células renais
metastático; n = Numero de indivíduos.
a Indivíduos que apresentavam status de desempenho
ECOG de 1 na triagem e que foi alterado para 2 no
pré-tratamento. 

A duração mediana do tratamento foi de 11,1 meses (variação: 0,4
– 46,1) para o tratamento com sunitinibe e 4,1 meses (variação: 0,1
– 45,6) para o tratamento com interferon-α. Interrupções da
administração ocorreram em 202 indivíduos (54%) com sunitinibe e
141 indivíduos (39%) com interferon-α. Reduções da dose ocorreram
em 194 indivíduos (52%) com sunitinibe e 98 indivíduos (27%) com
interferon-α. As taxas de descontinuação por causa de reações
adversas foram de 20% para sunitinibe e 23% para interferon-α. Os
indivíduos foram tratados 

até a progressão da doença ou a retirada do estudo. O
endpoint primário de eficácia foi SLP. Uma análise
interina planejada demonstrou uma vantagem estatisticamente
significativa para sunitinibe em relação ao interferon-α no
endpoint primário de SLP, com SLP no grupo recebendo
sunitinibe mais que duas vezes maior daquela no grupo recebendo
interferon-α (47,3 semanas e 22,0 semanas, respectivamente). O
endpoint secundário de TRO foi mais que quatro vezes maior
no grupo recebendo sunitinibe que no grupo recebendo interferon-α
(27,5% e 5,3%, respectivamente). Os dados não estavam
suficientemente maduros para determinar o benefício de sobrevida
global; no momento da análise interina, 374 de 750 indivíduos
incluídos (50%) continuavam no estudo, 248 de 375 (66%) no braço
recebendo sunitinibe e 126 de 375 (34%) no braço recebendo
interferon-α. 

No momento da análise final, houve uma vantagem estatisticamente
significativa para sunitinibe em relação ao interferon-α no
endpoint de SLP. Nos fatores de estratificação
pré-especificados de desidrogenase lática (LDH) (gt; 1,5 LSN
versus ≤ 1,5 LSN), status de desempenho ECOG (0
versus 1) e nefrectomia anterior (sim versus
não), a TR favoreceu sunitinibe em relação a interferon-α. A
avaliação de radiologia foi descontinuada depois que o
endpoint primário de eficácia foi alcançado. A TRO
determinada pela avaliação do investigador foi de 46% (IC de 95%:
41, 51) para o braço de sunitinibe e 12% (IC de 95%: 9, 16) para o
braço de interferon-α (plt;0,001).

Os resultados foram similares nas análises de suporte e eles
foram robustos quando controlados pelas características
demográficas (idade, sexo, raça e status de desempenho) e pelos
fatores de risco conhecidos. Para 262 de 750 indivíduos (35%) sem
nenhum fator de risco conhecido, a SLP mediana foi de 64,1 semanas
no braço recebendo sunitinibe e foi de 34,1 semanas no braço
recebendo interferon-α (TR: 0,447; IC de 95% [0,313; 0,640]); para
os 424 indivíduos (56%) com 1 ou 2 fatores de risco, a SLP mediana
foi de 46,6 semanas no braço recebendo sunitinibe e 16,1 semanas no
braço recebendo interferon-α (TR: 0,547; IC de 95% [0,423; 0,707]);
e para os 47 indivíduos (6%) com 3 ou mais fatores de risco, a SLP
mediana foi de 12,1 semanas no braço recebendo sunitinibe e 5,7
semanas no braço recebendo interferon-α (TR: 0,679; IC de 95%
[0,330; 1,398]). 

Como mostrado na Figura 3, o tratamento com sunitinibe foi
associado com uma sobrevida mais longa comparado com interferon-α.
A SG mediana foi de 114,6 semanas para o braço de sunitinibe (IC de
95%: 100,1; 142,9) e 94,9 semanas para o braço de interferon-α (IC
de 95%: 77,7; 117,0) [TR: 0,821, IC de 95%: 0,673; 1,001; p =
0,0510 pelo teste de log rank, p = 0,013 pelo teste de Wilcoxon].
Na análise estratificada (LDH gt; versus ≤ 1,5 x LSN,
status de desempenho ECOG 0 versus ≥ 1 e ausência ou
presença de nefrectomia prévia) a TR foi de 0,818 (IC de 95%:
0,669; 0,999; p = 0,049 pelo teste log rank).

A SG mediana para o braço de interferon-α incluiu 25 indivíduos
que descontinuaram o tratamento com interferon-α por causa da
progressão da doença e passaram para o tratamento com sunitinibe.
Após a descontinuação do estudo, 213 indivíduos do braço de
interferon-α receberam tratamento pós-estudo contra o câncer,
incluindo 32% que receberam sunitinibe; 182 indivíduos no braço de
sunitinibe receberam tratamento pós-estudo contra o câncer,
incluindo 11% que receberam sunitinibe.

Em análises post-hoc de censo dos indivíduos que passaram do
tratamento com interferon-α para o tratamento com sunitinibe, no
momento da passagem a SG mediana foi de 114,6 versus 86,7
semanas (taxa de risco não estratificado: 0,808; p=0,0361 por teste
de log rank; p=0,0081 pelo teste de Wilcoxon). Ao excluir
indivíduos que receberam tratamento pós-estudo contra o câncer, a
SG mediana foi de 121,9 versus 61,3 semanas com sunitinibe
versus interferon-α (TR: 0,647; IC de 95%: 0,482; 0,867; p
= 0,0033 pelo teste de log rank; p = 0,0013 pelo teste de
Wilcoxon). 

Tabela 4. Resultados de Eficácia em CCRm:

Abreviações: IC = Intervalo de confiança, DR = Duração da
resposta; TR = Taxa de risco; CCRm = Carcinoma de células renais
metastático; n = Número de indivíduos; NA = Não aplicável; TRO =
Taxa de resposta objetiva; SLP = Sobrevida livre de progressão; CCR
= Carcinoma de células renais; TPT = Tempo atá a progressão
tumoral. 
Avaliado por um laboratório central de radiologia
cego: 90 exames de indivíduos não foram avaliados no momento
da análise.
b Avaliado pelos investigadores. 
* DR mediana ainda não foi atingida.
** Dados não suficientemente maduros para determinar o limite de
confiança superior.

Figura 2. Curva de Kaplan-Meier da SLP no Estudo de CCRm
em Pacientes Virgens de Tratamento (População com Intenção de
Tratamento):

Abreviações: IC = Intervalo de confiança; IFN-αinterferon-α;
CCRm = Carcinoma de células renais metastático; SLP = Sobrevida
livre de progressão. 

Figura 3. Curva de Kaplan-Meier de SG no Estudo de CCRm
em Pacientes Virgens de Tratamento (População com Intenção de
Tratamento):

Abreviações: IC = Intervalo de confiança; IFN-αinterferon-α; SG
= Sobrevida geral; CCR = Carcinoma de célula renal. 

PROs foram mensurados utilizando-se a Avaliação Funcional da
Terapia do Câncer – Índice de Sintomas do Câncer Renal em Estágio
Avançado (FKSI) e da Avaliação Funcional da Terapia do Câncer –
Geral (FACT-G). Os endpoints de PRO incluem o escore FKSI,
a sua subescala de Sintomas Relacionados à Doença (FKSI-DRS), o
escore total do FACT-G e suas quatro subescalas de escore
(bem-estar físico [PWB], bem-estar social/familiar [SWB], bem-estar
emocional [EWB] e bem-estar funcional [FWB].

O FKSI-DRS foi pré-especificado como o endpoint
primário de PRO e utilizado para avaliar os sintomas relacionados
ao câncer renal reportado pelos pacientes (falta de energia/fadiga,
dor/dor nos ossos, perda de peso, falta de ar, tosse, febre e
hematúria) em 719 indivíduos. Os indivíduos tratados com sunitinibe
reportaram índices melhores estatisticamente significativos no
escore FKSI-DRS (p≤0,0071), no escore FKSI (p≤0,0133), no escore
total FACT-G (p≤0,0244), nos escores de PWB (p≤0,0208) e de FWB
(p≤0,0044) quando comparados com indivíduos tratados com
interferon-α em todos os pontos de tempo avaliados após o
pré-tratamento até o vigésimo ciclo de tratamento.

Para o PWB, o SWB e o EWB, o nível estatisticamente
significativo aumentou acima do nível 0,05 após o ciclo 13, o ciclo
15 dia 1, e o ciclo 10, respectivamente. Comparadas com as
diferenças mínimas clinicamente importantes pré-estabelecidas para
estes endpoints, as diferenças entre o tratamento dos
sintomas relacionados ao câncer renal (FKSI em todos os pontos de
tempo após a linha de base e FKSI-DRS após o ciclo 3, dia 1) e à
qualidade de vida geral (FACT-G), em todos os pontos de tempo pós
linha de base, foram consideradas clinicamente
significativas. 

CCRm refratário a citocinas 

Um estudo de fase 2 de sunitinibe foi conduzido em indivíduos
refratários a uma terapia anterior baseada em citoquina, como
interleucina-2 ou interferon-α. Sessenta e três (63) indivíduos
receberam uma dose inicial de 50 mg de sunitinibe por via oral, uma
vez ao dia, no Esquema 4/2. O endpoint primário de
eficácia foi a TRO com base no RECIST. Os endpoints
secundários incluíam avaliação de TPT, SLP, Duração da Resposta
(DR) e SG. 

Neste estudo, a TRO foi de 36,5% (IC de 95% = 24,7%; 49,6%) e o
TPT/SLP de 37,7 semanas (IC de 95% = 24,0; 46,4). 

Um estudo confirmatório aberto, multicêntrico e de braço único
avaliou a eficácia e segurança de sunitinibe e foi conduzido em
indivíduos com carcinoma metastático de células renais (CCRm),
refratários a uma terapia anterior baseada em citoquina. Cento e
seis (106) indivíduos receberam no mínimo uma dose de 50 mg de
sunitinibe no Esquema 4/2. O endpoint primário de eficácia
deste estudo era a TRO. Os endpoints secundários incluíam
o TPT, SLP, DR, e SG. 

Neste estudo, a TRO foi de 34,0 % (IC de 95% = 25,0%; 43,8%). As
medianas de TPT, SLP, DR e SG ainda não foram atingidas. 

Características Farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas 

O sunitinibe inibe múltiplos receptores de tirosina quinase
(RTQs) que implicam no crescimento tumoral, na angiogênese
patológica e na progressão metastática do câncer. O sunitinibe foi
identificado como um inibidor dos receptores do fator de
crescimento derivado de plaquetas (PDGFRα e PDGFRβ), dos receptores
do fator de crescimento vascular endotelial (VEGFR1, VEGFR2 e
VEGFR3), do receptor do fator de células tronco (KIT), da tirosina
quinase-3 similar a Fms (FLT3), do receptor do fator de estimulação
de colônias Tipo 1 (CSF-1R) e do receptor do fator neurotrófico
derivado de linhagem celular glial (RET). A inibição da atividade
de tirosina-quinase destes receptores pelo sunitinibe foi
demonstrada em ensaios bioquímicos e celulares, e a inibição da
função foi demonstrada em ensaios de proliferação celular. O
principal metabólito exibe uma potência similar ao sunitinibe nos
ensaios bioquímicos e celulares. 

O sunitinibe inibiu a fosforilação de múltiplos RTQs (PDGFRβ,
VEGFR2, KIT) em tumores xenográficos com expressão de RTQ-alvo
in vivo e demonstrou inibição do crescimento tumoral ou
regressão tumoral, e/ou inibiu metástases em alguns modelos
experimentais de câncer. O sunitinibe demonstrou capacidade de
inibir o crescimento de células tumorais com expressão de RTQs-alvo
desregulados (PDGFR, RET ou KIT) in vitro e inibir a
angiogênese de tumores PDGFRβ e VEGFR2-dependentes in
vivo.
 

Propriedades Farmacocinéticas 

A farmacocinética do sunitinibe e do malato de sunitinibe foi
avaliada em 135 voluntários sadios e em 266 indivíduos com tumores
sólidos. 

Absorção 

As concentrações plasmáticas máximas (Cmáx) são
observadas geralmente entre 6 – 12 horas (Tmáx) após
administração oral. Os alimentos não afetam a biodisponibilidade do
sunitinibe. 

Distribuição 

A ligação de sunitinibe e seu principal metabólito ativo às
proteínas plasmáticas humanas in vitro foi de 95% e 90%,
respectivamente, sem dependência aparente da concentração na faixa
de 100 – 4000 ng/mL. O volume aparente de distribuição (Vd/F) do
sunitinibe foi grande (2230 L), indicando distribuição nos tecidos.
Nas faixas de dose de 25 a 100 mg, a área sob a curva de
concentração-tempo plasmática (AUC) e a Cmáx aumentou de
forma proporcional com a dose. 

Metabolismo 

Os valores de Ki calculados in vitro para todas as
isoformas da CYP testadas (CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9,
CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1, CYP3A4/5 e CYP4A9/11) indicaram que é
improvável que o sunitinibe e seu principal metabólito ativo tenham
quaisquer interações medicamentosas de relevância clínica com
medicamentos que possam ser metabolizados por essas
enzimas. 

Os estudos in vitro indicam que o sunitinibe não induz
e não inibe as principais enzimas da CYP, incluindo CYP3A4.

O sunitinibe é metabolizado principalmente pela CYP3A4, a enzima
do citocromo P450, que produz seu principal metabólito ativo, o
qual é, então, metabolizado pela CYP3A4. O principal metabólito
ativo representa 23 a 37% da exposição total. 

Eliminação 

A excreção é feita principalmente através das fezes (61%), sendo
que 16% da dose administrada e os metabólitos são eliminados por
via renal. O sunitinibe e seu principal metabólito ativo (ambos
marcados) foram os principais compostos relacionados à droga,
identificados no plasma, urina e fezes, representando
respectivamente 91,5%, 86,4%, e 73,8% da radioatividade nas
amostras. Metabólitos secundários foram identificados na urina e
fezes, mas geralmente não foram encontrados no plasma. O
clearance oral total (CL/F) foi de 34-62 L/h com a
variabilidade de 40% entre pacientes. 

Após a administração de uma dose oral única a voluntários
sadios, as meias-vidas terminais de sunitinibe e de seu principal
metabólito ativo desetil foram de aproximadamente 40 – 60 horas e
80 – 110 horas, respectivamente. 

Farmacocinética em Populações Especiais de
Pacientes 

Insuficiência Hepática 

O sunitinibe e seu principal metabólito são principalmente
metabolizados pelo fígado. Exposições sistêmicas após dose única de
sunitinibe são similares em indivíduos com insuficiência hepática
leve (Classe A de Child-Pugh) ou moderada (Classe B de Child-Pugh)
quando comparadas a indivíduos com função hepática normal. O
sunitinibe não foi estudado em indivíduos com insuficiência
hepática grave (Classe C de Child-Pugh). 

Insuficiência Renal 

As análises farmacocinéticas da população mostraram que a
farmacocinética de sunitinibe foi inalterada em indivíduos com
clearance de creatinina calculados na faixa de 42 – 347
mL/min.

Exposições sistêmicas após uma dose única de sunitinibe foram
similares em indivíduos com insuficiência renal grave (CLcr lt; 30
mL/min) em comparação com indivíduos com função renal normal (CLcr
gt; 80 mL/min). Embora o sunitinibe e o seu metabólito primário não
tenham sido eliminados por hemodiálise, em pacientes com doença
renal terminal (ESRD), a exposição sistêmica total foi inferior em
47% para sunitinibe e 31% para seu metabólito primário em
comparação com indivíduos com função renal normal. 

Eletrofisiologia Cardíaca 

O prolongamento do intervalo QT foi investigado em um estudo
clínico fase 1 com 24 indivíduos avaliáveis, com idades entre 20 e
87 anos, com neoplasias malignas avançadas. Nas concentrações
plasmáticas terapêuticas a alteração média máxima do QTcF em
relação ao pré-tratamento foi de 9,6 ms (limite superior de IC de
90% de 15,1 ms).

Em concentrações com o dobro das concentrações plasmáticas
terapêuticas, a alteração média máxima do QTcF em relação ao
pré-tratamento foi de 15,4 ms (limite superior de IC de 90% de 22,4
ms). O moxifloxacino (400 mg), usado como controle positivo,
mostrou alteração média máxima do QTcF em relação ao pré-tratamento
de 5,6 ms. Nenhum indivíduo apresentou efeito no intervalo QTc
maior que Grau 2 (CTCAE versão 3.0). Nenhum paciente apresentou
arritmia cardíaca.

Farmacocinética Plasmática 

Após administração oral de uma dose única em voluntários sadios,
a meia-vida de eliminação do sunitinibe e de seu principal
metabólito ativo é de aproximadamente 40 – 60 horas e 80 – 110
horas, respectivamente.

Com administração diária repetida, ocorre acúmulo de 3 a 4 vezes
de sunitinibe, enquanto seu principal metabólito acumula de 7 a 10
vezes. As concentrações de steady-state de sunitinibe e de seu
principal metabólito são atingidas dentro de 10 a 14 dias. No dia
14, as concentrações plasmáticas combinadas de sunitinibe e de seu
metabólito ativo são de 62,9 – 101 ng/mL, as quais são
concentrações-alvo previstas a partir dos dados pré-clínicos para
inibir a fosforilação in vitro do receptor e resultar em
estase tumoral/redução do crescimento tumoral in vivo. Não
foram observadas alterações significativas na farmacocinética do
sunitinibe ou do seu principal metabólito ativo com administração
diária repetida, nem com os ciclos repetidos nos regimes de doses
testados. 

A farmacocinética foi similar em todas as populações com tumores
sólidos testadas e em voluntários sadios.

Farmacocinética Populacional 

As análises de farmacocinética populacional dos dados
demográficos indicaram que não há efeitos clinicamente relevantes
para idade, peso corpóreo, clearance de creatinina, sexo,
raça ou pontuação ECOG (Eastern Cooperative Oncology
Group
) na farmacocinética de sunitinibe ou de seu principal
metabólito ativo. 

Peso, status de desempenho

Análises farmacocinéticas populacionais dos dados demográficos
indicam que não são necessários ajustes iniciais da dose para o
peso ou o status de desempenho medido pela escala do
ECOG. 

Sexo

Os dados disponíveis indicam que mulheres podem ter um
clearance aparente (CL/F) de sunitinibe cerca de 30% menor
do que os homens: esta diferença, entretanto, não necessita de
ajustes da dose inicial. 

Dados de Segurança Pré-clínica 

Em ratos e macacos, nos estudos de toxicidade de doses repetidas
por até 9 meses de duração, os efeitos primários nos órgãos-alvo
foram identificados no trato gastrintestinal (emese e diarreia em
macacos), glândula suprarrenal (congestão cortical e/ou hemorragia
em ratos e macacos, com necrose seguida de fibrose em ratos),
sistema hemolinfopoiético (hipocelularidade da medula óssea, e
depleção linfoide do timo, baço, e linfonodos), pâncreas exócrino
(desgranulação de célula acinar com necrose celular), glândulas
salivares (hipertrofia acinar), articulações ósseas (espessamento
da placa de crescimento), útero (atrofia) e ovários
(desenvolvimento folicular diminuído).

Todos os achados ocorreram em níveis de exposição plasmática de
sunitinibe clinicamente relevantes. Os efeitos adicionais,
observados em outros estudos, incluíram: prolongamento de intervalo
QTc, reduções na FEVE e atrofia tubular testicular, aumento da
matriz mesangial nos rins, hemorragia do trato gastrintestinal e da
mucosa oral e hipertrofia das células hipofisárias anteriores.

Acredita-se que as alterações no útero (atrofia endometrial) e
na placa de crescimento ósseo (espessamento epifisário ou displasia
da cartilagem) estejam relacionadas à ação farmacológica do
sunitinibe. A maioria destes achados foi reversível após 2 a 6
semanas sem tratamento. 

Genotoxicidade 

O potencial genotóxico de sunitinibe foi avaliado in
vitro
e in vivo. O sunitinibe não foi mutagênico em
bactérias utilizando ativação metabólica proporcionada por fígado
de ratos. O sunitinibe não induziu in vitro aberrações
cromossômicas estruturais em células linfocíticas de sangue
periférico humano. Poliploidia (aberrações cromossômicas numéricas)
foi observada in vitro em linfócitos de sangue periférico
humano, tanto na presença como na ausência de ativação metabólica.
O sunitinibe não foi clastogênico in vivo em medula óssea
de ratos. O principal metabólito ativo não foi avaliado quanto ao
potencial de toxicidade genética. 

Carcinogenicidade 

Em um estudo de 1 mês de definição de faixa de dose por gavagem
oral (0, 10, 25, 75 ou 200 mg/kg/dia) com administração diária
contínua em camundongos transgênicos H2ras foram observados
carcinoma e hiperplasia de glândulas de Brunner do duodeno na dose
mais elevada testada (200 mg/kg/dia). 

Um estudo de 6 meses de carcinogenicidade por gavagem oral (0,
8, 25 ou 75 [reduzida para 50] mg/kg/dia) com administração diária
foi conduzido em camundongos transgênicos H2ras. Carcinomas
gastroduodenais, incidência aumentada de hemangiossarcomas de fundo
e/ou hiperplasia da mucosa gástrica foram observados em doses ≥ 25
mg/kg/dia após duração de 1 ou 6 meses (≥ 7,3 vezes a AUC em
indivíduos que recebem a dose recomendada diária). 

Em um estudo de 2 anos de carcinogenicidade em ratos (0, 0,33, 1
ou 3 mg/kg/dia), a administração de sunitinibe em ciclos de 28 dias
seguidos por períodos de 7 dias livres de medicação resultaram em
aumentos da incidência de feocromocitomas e hiperplasia da medula
suprarrenal em ratos machos que receberam 3 mg/kg/dia após gt; 1
ano de administração (≥ 7,8 vezes a AUC em indivíduos recebendo a
dose diária recomendada).

Carcinoma de glândulas de Brunner ocorreu no duodeno com ≥ 1
mg/kg/dia em fêmeas e com 3 mg/kg/dia em machos, e hiperplasia de
células mucosas foi evidente no estômago glandular com 3 mg/kg/dia
em machos, tendo ocorrido com ≥ 0,9, 7,8 e 7,8 vezes a AUC em
indivíduos que receberam a dose diária recomendada,
respectivamente. A relevância para humanos dos achados neoplásicos
observados em estudos de carcinogenicidade em camundongos
(transgênicos H2ras) e em ratos com o tratamento com sunitinibe não
está clara. 

Reprodução e Toxicidade 

Não foram observados efeitos na fertilidade dos ratos recebendo
doses durante 58 dias antes do acasalamento com fêmeas não
tratadas. Não foram observados efeitos reprodutivos nas ratas
tratadas durante 14 dias antes do acasalamento com machos não
tratados, com doses resultando em exposição sistêmica de
aproximadamente 5 vezes a exposição sistêmica em humanos.
Entretanto, nos estudos de toxicidade de doses repetidas realizados
em ratos e macacos, foram observados efeitos na fertilidade em
fêmeas na forma de atresia folicular, degeneração do corpo lúteo,
alterações endometriais no útero e diminuição dos pesos uterino e
ovariano com níveis de exposições sistêmicas clinicamente
relevantes.

Além disso, em estudos de toxicidade de doses repetidas
conduzidos em ratos foram observados efeitos na fertilidade em
machos na forma de atrofia tubular dos testículos, redução de
espermatozoides nos epidídimos e depleção coloide na próstata e
vesículas seminais com níveis de exposição plasmática 25 vezes a
exposição sistêmica em humanos. Nem todos os efeitos observados em
ratos machos foram reversíveis no fim do período da recuperação (6
semanas). 

Em ratos, a mortalidade embriofetal relacionada ao tratamento
foi evidente por reduções significativas no número de fetos vivos,
número aumentado de reabsorções (precoce e total); aumento das
perdas pós-implantação e perda total da ninhada em 8 de 28 fêmeas
grávidas com níveis de exposição plasmática 5,5 vezes a exposição
sistêmica em humanos.

Em coelhos, reduções do peso do útero gravídico e do número de
fetos vivos foram devidos ao aumento no número de reabsorções
(precoce e total), aumentos da perda pós-implantação e perda
completa da ninhada em 4 de 6 fêmeas grávidas com níveis de
exposição plasmática 3 vezes a exposição sistêmica em
humanos. 

O tratamento com sunitinibe em ratos durante a organogênese
resultou em efeitos sobre o desenvolvimento com doses ≥ 5 mg/kg/dia
e consistindo em um aumento na incidência de malformações
esqueléticas fetais, predominantemente caracterizadas como
ossificação retardada das vértebras torácica/lombar.

Os efeitos sobre o desenvolvimento em ratos ocorreram em níveis
de exposição plasmática 6 vezes a exposição sistêmica em humanos.
Em coelhos, os efeitos sobre o desenvolvimento consistiram no
aumento da incidência da fissura do lábio em níveis de exposição
plasmática, aproximadamente iguais aos observados na prática
clínica, e fissuras do lábio e do palato em níveis de exposição
plasmática 2,7 vezes a exposição sistêmica em humanos. 

Não foi conduzido um estudo definitivo de toxicidade sobre o
desenvolvimento embriofetal em coelhos, visto que os efeitos
embriofetais foram demonstrados claramente em ratos e relatados no
estudo preliminar conduzido em coelhos.

Cuidados de Armazenamento do Sutent

Sutent deve ser conservado em temperatura ambiente (entre
15 e 30oC), protegido da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características do produto:

  • – Sutent 12,5 mg: cápsula de gelatina
    dura, na cor laranja, com impresso opaco contendo grânulos de
    amarelo à laranja;

  • – Sutent 25 mg: cápsula de gelatina dura,
    com corpo na cor laranja e tampa na cor caramelo, com impresso
    opaco contendo grânulos de amarelo à laranja;

  • – Sutent 50 mg: cápsula de gelatina dura,
    na cor caramelo, com impresso opaco contendo grânulos de amarelo à
    laranja.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Sutent

Venda sob prescrição médica.

MS – 1.0216.0205

Farmacêutica Responsável:
Carolina C. S. Rizoli – CRF-SP No 27071

Registrado e Importado por:
Laboratórios Pfizer Ltda.
Rodovia Presidente Castelo Branco, Km 32,5 CEP 06696-000 – Itapevi
– SP
CNPJ no 46.070.868/0036-99

Fabricado e Embalado por:
Pfizer Italia S.r.L. Ascoli Piceno – Itália

Sutent, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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