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Sulfato de Morfina Hipolabor

O uso de morfina para o alívio da dor deve ser reservado para as
manifestações dolorosas mais graves.

É indicado também no alívio da dor do parto quando administrado
via intratecal e na suplementação da anestesia geral, regional ou
local.

É usado também no pré-operatório para sedar o paciente e afastar
a ansiedade, facilitar a indução da anestesia e reduzir a dose do
anestésico.

O efeito acontece dentro de 15 a 60 minutos após a injeção
epidural ou intratecal e o efeito dura por até 24 horas. Por via
intravenosa o pico do efeito analgésico é obtido aos 20 minutos e a
duração da ação analgésica é de 4 a 5 horas.

 A substância é eliminada principalmente pelos rins.

Como Sulfato de Morfina Hipolabor
funciona?

O Sulfato de Morfina é um analgésico sistêmico, usado para o
alívio da dor que não responde a nenhum outro analgésico narcótico
sistêmico.

Promove o alívio da dor por períodos maiores, sem a perda das
funções motora, sensorial ou simpatomimética.

Administração epidural ou intratecal de pequenas doses provoca o
alívio da dor por períodos mais prolongados diminuindo o risco de
alguns efeitos colaterais e reações adversas.

Contraindicação do Sulfato de Morfina –
Hipolabor

O Sulfato de Morfina está contraindicado naquelas condições
médicas que impedem a administração de opioides pela via
intravenosa, alergia à morfina e outros opioides, asma brônquica
aguda, obstrução das vias aéreas superiores, estados convulsivos,
arritmias cardíacas, aumento da pressão intracraniana ou
cerebroespinhal, tumor cerebral, alcoolismo agudo e delirium
tremens
.

A administração de morfina por via epidural ou intratecal está
contraindicada na presença de infecção no local da injeção, terapia
anticoagulante, diátese hemorrágica ou outro fármaco ou condição
médica que contra indique as técnicas peridural ou intratecal.

Gravidez – Categoria C: Este medicamento não deve ser
utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Como usar o Sulfato de Morfina – Hipolabor

A administração de Sulfato de Morfina deve ser limitada a
profissionais treinados no controle de depressão respiratória, e no
caso de administração epidural ou intratecal, por profissionais
habituados a estas técnicas e com o controle de complicações
associadas a estas técnicas.

Nos ambientes onde o Sulfato de Morfina for administrado deve
haver equipamento de ressuscitação, oxigênio, naloxona injetável e
outros fármacos ressuscitadores.

Quando as vias de administração peridural ou intratecal são
empregadas, o paciente deve ficar sob observação por pessoal
técnico especializado e com acesso a equipamentos de ressuscitação,
por no mínimo 24 horas. Foi relatada depressão respiratória grave,
até 24 horas após administração peridural ou intratecal.

Utilizar técnica asséptica para administração.

Posologia

Administração Intramuscular

A dose inicial deverá ser de 5 a 20mg/70kg de peso, sendo que a
posologia para pacientes abaixo de 18 anos deverá ser indicada pelo
médico.

Administração Intravenosa

A dose inicial deverá ser de 2 a 10mg/70kg de peso.

Administração Peridural

O Sulfato de Morfina deverá ser administrado por via peridural
somente por médicos com experiência na técnica, e somente em locais
onde o adequado monitoramento do paciente seja possível.

Equipamento de ressuscitação e específico antagonista (naloxona
injetável) deverão estar imediatamente disponíveis para o controle
da depressão respiratória, bem como das complicações resultantes de
uma inadvertida injeção intratecal ou intravascular (a dose
normalmente usada para injeção intratecal é 1/10 daquela usada na
peridural).

Os pacientes deverão ser monitorados durante 24 horas após cada
dose, porque uma depressão respiratória tardia pode ocorrer.

A localização correta da agulha ou do cateter no espaço
peridural deve ser verificada antes da injeção de sulfato de
morfina.

As seguintes técnicas podem ser usadas para a
verificação da exata localização do espaço

  • Aspiração para checar a ausência de sangue ou líquido
    cefalorraquidiano; ou
  • Administração de 5mL de Dose Teste (lidocaína a 2% com
    epinefrina 1:200.000).

Dosagem para Via Peridural em Adultos

A dose inicial de 5mg na região lombar pode proporcionar alívio
da dor por até 24 horas e, se o adequado alívio da dor não for
alcançado dentro de 1 hora, administrar cuidadosamente doses
adicionais de 1 a 2mg em intervalos suficientes para assegurar a
eficácia necessária. Não mais que 10mg/24 horas devem ser
administrados.

Para infusão contínua, uma dose inicial de 2 a 4mg/24 horas é
recomendada. Doses complementares de 1 a 2mg podem ser
administradas se o alívio da dor não foi alcançado
inicialmente.

Administração Intratecal

A dosagem intratecal é normalmente 1/10 da dosagem
peridural.

O Sulfato de Morfina deverá ser administrado por via intratecal
somente por médicos com experiência na técnica, e somente em locais
onde o adequado monitoramento do paciente seja possível.

Equipamento de ressuscitação e específico antagonista (naloxona
injetável) deverão estar imediatamente disponíveis para o controle
da depressão respiratória.

Os pacientes deverão ser monitorados durante 24 horas após cada
dose, porque uma depressão respiratória tardia pode ocorrer.

Dosagem para Via Intratecal em Adultos

Uma simples injeção de 0,2 a 1mg pode proporcionar satisfatório
alívio da dor por até 24 horas. Não injetar mais que 1mL da ampola
de Sulfato de Morfina e usar sempre a área lombar. Repetidas
injeções intratecais de Sulfato de Morfina não são
recomendadas.

Uma infusão constante de naloxona (0,4mg/h) por 24 horas após a
injeção intratecal pode ser usada para reduzir a incidência de
possíveis efeitos colaterais.

Se a dor persistir, vias alternativas de administração deverão
ser consideradas, visto que a experiência com doses repetidas de
morfina pela via intratecal é reduzida.

Procedimentos Obstétricos e Ginecológicos

Considerando a analgesia multimodal, injeção de 0,03 a 0,1mg da
dose pode proporcionar analgesia pós-operatória em procedimentos
obstétricos e ginecológicos.

Repetidas injeções intratecais de Sulfato de Morfina não são
recomendadas.

Uma infusão constante de naloxona (0,4mg/h) por 24 horas após a
injeção intratecal pode ser usada para reduzir a incidência de
efeitos colaterais potenciais. Se a dor persistir, vias
alternativas de administração deverão ser consideradas, visto que a
experiência com doses repetidas de morfina pela via intratecal é
reduzida.

A administração via peridural e intratecal deve ser realizada
com solução isenta de conservantes.

Pacientes idosos

O cuidado deve ser exercitado nos pacientes idosos ou
debilitados.

O tratamento não deve exceder o tempo necessário para melhora
dos sintomas.

Posição adequada para abertura da ampola com anel de
ruptura (vibrac)

  1. Deixar ampola na posição de aproximadamente 45° (minimizando o
    risco de que partículas caiam dentro da ampola).

  1. Com a ponta do dedo polegar fazer apoio no estrangulamento. Com
    o dedo indicador envolver a parte superior da ampola (balão),
    pressionando-a para trás.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar Sulfato
de Morfina Hipolabor?

Uma vez que este medicamento é administrado por um profissional
da saúde em ambiente hospitalar não deverá ocorrer esquecimento do
seu uso.

Este medicamento é utilizado sob demanda (necessidade do
paciente) de acordo com critério clínico do médico

Precauções do Sulfato de Morfina –
Hipolabor

Interações medicamentosas

Depressores do SNC

A morfina deve ser administrada com cautela em pacientes que
recebem concomitantemente medicamentos inibidores do SNC
(sedativos, hipnóticos, anestésicos em geral, antieméticos,
fenotiazídicos, outros tranquilizantes e álcool) devido ao risco de
depressão respiratória, hipotensão, sedação profunda ou coma.

Relaxantes Musculares

A morfina pode potencializar a ação do bloqueio neuromuscular
dos relaxantes e levar a certo grau de depressão respiratória.

Analgésicos Opioides Agonistas /
Antagonistas

Analgésicos agonistas/antagonistas (por exemplo, nalbufina)
devem ser administrados com cautela em pacientes que estão em
tratamento com analgésicos opioides agonistas.

Nesta situação a associação de analgésicos
agonistas/antagonistas pode reduzir o efeito analgésico da morfina
e desencadear sintomas de abstinência nestes pacientes.

Inibidores da Monoamino-oxidase (MAO)

A morfina não deve ser administrada em pacientes que fazem uso
de inibidores da MAO. Nestes casos recomenda-se suspender o
tratamento por pelo menos 14 dias devido à possibilidade de
potencialização de efeitos do opioide como ansiedade, confusão
mental, depressão respiratória e coma.

Cimetidina

Há um caso isolado de confusão e depressão respiratória grave na
associação de cimetidina e morfina em pacientes dialíticos.

Diuréticos

A morfina pode reduzir a eficácia dos diuréticos pela indução da
liberação de hormônios antidiuréticos. Morfina pode levar à
retenção urinária por espasmo do esfíncter da bexiga em homens com
prostatismo.

Antibióticos

Há algumas evidências de que a capacidade indutora enzimática da
rifampicina pode reduzir as concentrações séricas de morfina e
diminuir seu efeito analgésico; indução das enzimas responsáveis
pela conversão de morfina para o metabólito ativo glicuronato não
pareceu ocorrer.

Benzodiazepínicos

Efeito sedativo aditivo pode ser esperado entre os analgésicos
opioides e benzodiazepínicos. Este efeito aditivo tem sido relatado
quando há associação de morfina e midazolam.

Cisaprida

Tem sido relatado aumento da concentração de morfina no plasma
quando há administração concomitante de cisaprida por via oral.

Anestésicos locais

O uso prévio de cloroprocaína epidural foi relacionado à redução
da duração da analgesia epidural da morfina.

Metoclopramida

A metoclopramida potencializa a depressão do SNC causada pela
morfina. O efeito da metoclopramida sobre a motilidade gástrica é
reduzido pela morfina.

Antidepressivos tricíclicos

Quando administrados a pacientes com câncer, em uso de solução
oral de morfina, a clomipramida e a amitriptilina aumentaram
significativamente a disponibilidade de morfina no plasma.

Nota-se, entretanto, que a potencialização dos efeitos
analgésicos da morfina por esses fármacos pode ser atribuída apenas
pelo aumento da biodisponibilidade da morfina. A dose de
tricíclicos a ser utilizada concomitantemente com morfina, em
tratamento da dor de câncer, é melhor estipulada pela avaliação
clínica do que por dados farmacocinéticos.

Informe ao médico o aparecimento de reações
indesejáveis.

O medicamento deve ser administrado sob supervisão
médica, porque seu uso abusivo pode levar à
dependência.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Este medicamento pode causar
doping.

Advertências

O Sulfato de Morfina deve ser administrado com extremo cuidado
em pacientes idosos ou debilitados, na presença de aumento da
pressão intraocular / intracraniana, em pacientes com lesão
cerebral.

Deve ser administrado em doses reduzidas a pacientes que estejam
tomando conjuntamente outros analgésicos gerais, fenotiazidas,
outros tranquilizantes, antidepressivos tricíclicos e outros
depressores do SNC, inclusive álcool.

Depressão respiratória, hipotensão, sedação profunda e coma
podem ocorrer.

Pode ocorrer convulsão em consequência de altas doses em
pacientes com história pregressa de convulsão. Estes pacientes
deverão ser observados cuidadosamente quando medicados com
morfina.

Os efeitos depressores da morfina sobre a respiração e sua
capacidade de elevar a pressão do fluido cérebro espinhal podem ser
exacerbados na presença de aumento da pressão intracraniana.

Deve ser utilizada com cuidado durante crises de asma.
Levando-se em conta o fato de que pode causar hipotensão e mascarar
o diagnóstico de doenças abdominais agudas. A dose deve ser
reduzida para pacientes idosos, debilitados, com problemas renais
ou hepáticos, Doença de Addison, hipotiroidismo, estreitamento
uretral e aumento da próstata.

Pacientes ambulatoriais devem ser avisados de que a morfina
reduz as habilidades físicas ou mentais necessárias para certas
atividades que requerem atenção e alerta. Como outros narcóticos, a
morfina pode causar hipotensão ortostática.

A morfina pode causar dependência física e psíquica. A crise de
abstinência vai ocorrer com a interrupção abrupta ou administração
de um antagonista narcótico.

Reações Adversas do Sulfato de Morfina –
Hipolabor

  • Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que
    utilizam este medicamento);
  • Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam
    este medicamento);
  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento);
  • Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento);
  • Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que
    utilizam este medicamento);
  • Reação desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados
    disponíveis).

Pode haver risco de dependência física, levando à síndrome de
abstinência quando o medicamento é descontinuado.

O efeito mais sério observado durante a administração de Sulfato
de Morfina é a depressão respiratória. Essa depressão pode ser
grave e requerer intervenção.

A depressão respiratória pode ocorrer logo após a administração
devido à redistribuição aos centros respiratórios no SNC.

Pode também ocorrer depressão respiratória tardia, em até 24
horas após a administração do produto.

A administração intratecal e/ou em áreas torácicas causam mais
depressão respiratória do que a epidural e/ou injeção em áreas
lombares.

Verifique com seu médico imediatamente se algum dos
seguintes eventos adversos ocorre

Mais comuns

  • Respiração difícil ou agitada;
  • Respiração irregular, rápida ou lenta, ou superficial;
  • Lábios, unhas ou pele pálidos ou azuis;
  • Falta de ar;
  • Respiração muito lenta.

De incidência não-conhecida

  • Visão turva;
  • Convulsões;
  • Diminuição da frequência de micção;
  • Diminuição da quantidade de urina;
  • Dificuldade em urinar (gotejamento);
  • Tonturas, desmaios ou tonturas ao levantar-se subitamente de
    uma posição deitada ou sentada;
  • Dor ao urinar;
  • Suores;
  • Cansaço ou fraqueza.

Obtenha ajuda de emergência imediatamente se algum dos
seguintes sintomas de superdosagem ocorrer

  • Lábios ou pele azulados;
  • Desmaio;
  • Batimento cardíaco irregular;
  • Tonturas;
  • Baixa pressão arterial ou pulso;
  • Batimentos cardíacos lentos;
  • Inconsciência.

Alguns eventos adversos podem ocorrer e geralmente não
necessitam de atenção médica. Estes eventos adversos podem
desaparecer durante o tratamento conforme o seu corpo se ajusta ao
medicamento.

Além disso, o médico pode orientar sobre formas de prevenir ou
reduzir alguns desses efeitos colaterais. Verifique com seu médico
se algum dos seguintes efeitos secundários continuam ou são
incômodos ou se você tiver alguma dúvida sobre eles.

De incidência não conhecida

  • Períodos menstruais irregulares ou ausentes;
  • Ansiedade;
  • Confusão;
  • Diminuição do interesse sexual;
  • Delírios;
  • Despersonalização;
  • Dificuldade de evacuar;
  • Falsa ou incomum sensação de bem-estar;
  • Alucinações;
  • Dor de cabeça;
  • Incapacidade de ter ou manter uma ereção;
  • Prurido cutâneo;
  • Perda da capacidade sexual, do desejo ou do desempenho;
  • Alterações menstruais;
  • Náuseas e vômitos;
  • Suspensão da menstruação.

Podem ocorrer também

Prurido (coceira):

A administração de dose peridural ou intratecal é acompanhada de
prurido generalizado e está relacionada com a dose, mas não
limitado ao local de administração.

Pruridos, seguidos de infusão contínua de Sulfato de Morfina
peridural ou intratecal, são ocasionalmente observados; essas
reações não estão totalmente esclarecidas.

Retenção Urinária:

A retenção urinária, que pode persistir de 10 a 20 horas seguida
da administração peridural ou intratecal, é um efeito colateral
frequente. Também é comum a ocorrência de retenção urinária durante
os primeiros dias de hospitalização, no início da terapia com
Sulfato de Morfina intratecal ou peridural contínua. Pode ser
necessária a sondagem.

Sedação:

A sedação excessiva não é comum, e não ocorre a perda das
funções motora, sensorial ou simpatomimética.

Constipação:

A constipação é frequentemente encontrada durante a infusão
contínua de Sulfato de Morfina, pode comumente ser controlada pela
terapia convencional.

Efeitos no músculo:

É possível ocorrer um grave espasmo retovaginal em pacientes que
receberam morfina intratecal.

Os espasmos foram controlados com sucesso com midazolam.

Sistema Nervoso Central:

  • Euforia;
  • Desconforto;
  • Fraqueza;
  • Dor de cabeça;
  • Insônia;
  • Agitação;
  • Desorientação;
  • Distúrbios visuais.

Não foram relatadas concentrações de morfina no plasma que
justificassem a mioclonia (contração muscular brusca), razão pela
qual seu papel nesse efeito é questionado.

Possivelmente seu surgimento é devido ao uso de outros fármacos,
como antidepressivos, antipsicóticos e anti-inflamatórios não
hormonais (AINH) juntamente com a morfina. São bem controladas com
benzodiazepínicos (midazolam).

Também pode ocorrer diminuição da pressão arterial, batimento
cardíaco acelerado, sudorese aumentada, rubor nas faces, respiração
ofegante, vertigem, hipotensão, náusea ou vômito, cansaço ou
fraqueza.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Sulfato de Morfina –
Hipolabor

Gravidez

O Sulfato de Morfina não é teratogênico em ratos com 35mg/kg/dia
(35 vezes a dose humana usual), mas resultou em um aumento na
mortalidade dos filhotes e retardou o crescimento em doses maiores
que 10mg/kg/dia (10 vezes a dose humana usual).

O Sulfato de Morfina só deve ser administrado em pacientes
grávidas quando não há outro método de controle da dor e serão
monitoradas durante o parto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica.

Classificação: Categoria de Risco para Gravidez –
C.

Amamentação

A morfina é excretada no leite materno. Por esta razão, deve
haver muito cuidado na administração a pacientes que estejam
amamentando.

Dirigir veículos e operar máquinas

Durante o tratamento com Sulfato de Morfina pode haver alteração
das habilidades mentais e/ou físicas necessárias para a realização
de tarefas potencialmente perigosas tais como dirigir veículos e
operar máquinas. Portanto, o paciente deve ser alertado.

Composição do Sulfato de Morfina –
Hipolabor

Apresentação

10mg/mL – Caixa contendo 100 ampolas de 1mL.

Uso adulto.

Uso I.M. / I.V. / Epidural / Intratecal.

Composição

Cada mL de solução injetável contém

Sulfato de morfina
pentaidratado

10 mg

Veículo*

1 ml

*Cloreto de sódio, hidróxido de sódio, ácido clorídrico e água
de osmose reversa.

Superdosagem do Sulfato de Morfina – Hipolabor

Sinais e Sintomas

Grave superdosagem com morfina é caracterizada por depressão
respiratória, muita sonolência progredindo para entorpecimento ou
coma, flacidez muscular, pele fria ou úmida e às vezes bradicardia
e hipotensão.

Podem ocorrer na superdosagem grave

  • Apneia;
  • Colapso circulatório;
  • Parada cardíaca;
  • Óbito.

Tratamento

A primeira atenção deve ser dada para o restabelecimento da
troca respiratória adequada, através de desobstrução respiratória e
instituição de ventilação assistida ou controlada.

O antagonista opioide naloxona é o antídoto específico contra a
depressão respiratória que pode resultar da superdosagem ou
sensibilidade não usual aos opioides, incluindo-se a morfina.

Um antagonista não deve ser administrado na ausência de
depressão respiratória ou cardiovascular clinicamente
significativa.

Oxigênio, fluidos intravenosos, vasopressores e outras medidas
de suporte devem ser empregados conforme indicados.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do
medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.

Interação Medicamentosa do Sulfato de Morfina –
Hipolabor

Depressores do SNC

O Sulfato de Morfina (substância ativa) deve ser administrada
com cautela em pacientes que recebem concomitantemente medicamentos
inibidores do SNC (sedativos, hipnóticos, anestésicos em geral,
antieméticos, fenotiazídicos, outros tranquilizantes e álcool)
devido ao risco de depressão respiratória, hipotensão, sedação
profunda ou coma.

Relaxantes Musculares

O Sulfato de Morfina (substância ativa) pode potencializar a
ação do bloqueio neuromuscular dos relaxantes e levar a certo grau
de depressão respiratória.

Analgésicos Opioides Agonistas /
Antagonistas

Analgésicos agonistas/antagonistas (por exemplo, nalbufina)
devem ser administrados com cautela em pacientes que estão em
tratamento com analgésicos opioides agonistas.

Nesta situação a associação de analgésicos agonista/antagonista
pode reduzir o efeito analgésico do Sulfato de Morfina (substância
ativa) e desencadear sintomas de abstinência nestes pacientes.

Inibidores da Monoamino-oxidase (MAO)

O Sulfato de Morfina (substância ativa) não deve ser
administrada em pacientes que fazem uso de inibidores da MAO.
Nestes casos recomenda-se suspender o tratamento por pelo menos 14
dias devido à possibilidade de potencialização de efeitos do
opioide como ansiedade, confusão mental, depressão respiratória e
coma.

Cimetidina

Há um caso isolado de confusão e depressão respiratória grave na
associação de cimetidina e Sulfato de Morfina (substância ativa) em
pacientes dialítico.

Diuréticos

O Sulfato de Morfina (substância ativa) pode reduzir a eficácia
dos diuréticos pela indução da liberação de hormônios
antidiuréticos. Sulfato de Morfina (substância ativa) pode levar à
retenção urinária por espasmo do esfíncter da bexiga em homens com
prostatismo.

Antibióticos

Há algumas evidências de que a capacidade indutora enzimática da
rifampicina pode reduzir as concentrações séricas de Sulfato de
Morfina (substância ativa) e diminuir seu efeito analgésico;
indução das enzimas responsáveis pela conversão de Sulfato de
Morfina (substância ativa) para o metabólito ativo glicuronato não
pareceu ocorrer.

Benzodiazepínicos

Efeito sedativo aditivo pode ser esperado entre os analgésicos
opioides e benzodiazepínicos. Este efeito aditivo tem sido relatado
quando há associação de Sulfato de Morfina (substância ativa) e
midazolam.

Cisaprida

Tem sido relatado aumento da concentração de Sulfato de Morfina
(substância ativa) no plasma quando há administração concomitante
de cisaprida por via oral.

Metoclopramida

A metoclopramida potencializa a depressão do SNC causada pelo
Sulfato de Morfina (substância ativa). O efeito da metoclopramida
sobre a motilidade gástrica é reduzido pelo Sulfato de Morfina
(substância ativa).

Antidepressivos tricíclicos

Quando administrados a pacientes com câncer, em uso de solução
oral de Sulfato de Morfina (substância ativa), a clomipramida e a
amitriptilina aumentaram significativamente a disponibilidade de
Sulfato de Morfina (substância ativa) no plasma.

Nota-se, entretanto, que a potencialização dos efeitos
analgésicos do Sulfato de Morfina (substância ativa) por esses
fármacos pode ser atribuída apenas pelo aumento da
biodisponibilidade do Sulfato de Morfina (substância ativa). A dose
de tricíclicos a ser utilizada concomitantemente com Sulfato de
Morfina (substância ativa), em tratamento da dor de câncer, é
melhor estipulada pela avaliação clínica do que por dados
farmacocinéticos.

Fármacos serotoninérgicos

O uso concomitante de opioides com outros fármacos que afetam o
sistema neurotransmissor serotoninérgico, como os inibidores da
receptação de serotonina (ISRS), inibidores da receptação de
serotonina e noradrenalina (IRSNs), antidepressivos tricíclicos
(ADTs), triptanos, antagonistas dos receptores 5-HT3, fármacos que
afetam o sistema neurotransmissor de serotonina (por exemplo,
mirtazapina, trazodona, tramadol), e inibidores da monoamina
oxidase, resultou na síndrome serotoninérgica.

Anticolinérgicos

Anticolinérgicos ou outros medicamentos com atividade
anticolinérgica, quando usados concomitantemente com analgésicos
opiáceos podem resultar num risco aumentado de retenção urinária
e/ou constipação grave, o que pode levar a íleo paralítico.

Inibidores da glicoproteína P

Inibidores da glicoproteína P (por exemplo, quinidina) podem
aumentar a absorção/exposição de sulfato de Sulfato de Morfina
(substância ativa) em cerca de duas vezes. Portanto, tenha cuidado
quando o sulfato de Sulfato de Morfina (substância ativa) for
coadministrado com inibidores da glicoproteína P.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Dimorf.

Ação da Substância Sulfato de Morfina – Hipolabor

Resultados de Eficácia


Comprimido e Cápsula

Em publicação divulgada pela Cochrane Database, os autores
realizaram uma atualização da revisão sistemática realizada
previamente e publicada em 2003. Nessa edição, os autores citam que
o Sulfato de Morfina (substância ativa), tanto de liberação
imediata quanto a de liberação controlada, ainda é o analgésico de
escolha para a dor oncológica moderada a severa. Além dos 45
estudos publicados anteriormente, os autores incluíram, agora,
outros 9 estudos, totalizando 3749 pacientes avaliados. Quinze
estudos compararam Sulfato de Morfina (substância ativa) oral de
liberação imediata (MLI) com a de liberação controlada (MLC). Doze
estudos compararam MLC em diferentes concentrações. Treze estudos
compararam MLC com outros opioides. Seis estudos compararam MLI com
outros opioides. Dois estudos compararam Sulfato de Morfina
(substância ativa) de liberação controlada de via oral e retal.
Dois estudos compararam MLI por uma via de administração diferente.
Um estudo comparou as seguintes apresentações: MLC comprimido com
MLC suspensão; MLC com não-opioides; MLI com não-opioides; e
Sulfato de Morfina (substância ativa) oral com Sulfato de Morfina
(substância ativa) epidural. Concluíram, portanto, dentro dos
resultados positivos apresentados nesses estudos, que há evidências
suficientes para demonstrar a eficácia do Sulfato de Morfina
(substância ativa) via oral.

Referência:

Wiffen PJ, McQuay HJ. Oral morphine
for cancer pain. Cochrane Database Syst Rev. 2007; 17 (4):
CD003868.

Exclusivo Comprimido

Rosas et cols descreveram sua experiência no tratamento de 78
pacientes em uso de Sulfato de Morfina (substância ativa) oral para
dor oncológica. Utilizou-se Sulfato de Morfina (substância ativa)
por 3399 dias de tratamento, com média de 65 dias por paciente. O
controle da dor foi adequado, pois passou de intensidade severa a
leve em 96% dos pacientes. A média das doses diárias foi de 95,6
mg. Os autores concluíram que o uso de Sulfato de Morfina
(substância ativa) é essencial para o tratamento da dor nos
pacientes oncológicos, confirmando o Sulfato de Morfina (substância
ativa) como excelente fármaco devido aos mínimos eventos adversos
controlados. Montejo-Rosas G, Flores-Siordia R, Castañeda-de La
Lanz C, Zavala-Sánchez A, Nápoles-Echauri A. Immediated acting oral
morphine sulfate in patients with cancer pain. Gac Med Mex. 1998;
134 (2): 161-7 Murino P publicou um estudo onde foi avaliada a ação
analgésica do Sulfato de Morfina (substância ativa) oral para a dor
oncológica durante as sessões de radioterapia. Foram avaliados 140
pacientes, entre homens e mulheres maiores de 18 anos, sofrendo de
dor de posicionamento. Estes recebram pré-tratamento com 10 mg de
Sulfato de Morfina (substância ativa) oral de liberação imediata
(MLI) antes do posicionamento da radioterapia. Aqueles que não
responderam a dose de Sulfato de Morfina (substância ativa),
receberam MLI 60 minutos antes da sessão de radioterapia e, se a
dor ainda não estivesse bem controlada, receberam 20 mg de MLI.
Todos os pacientes conseguiram concluir a programação de
radioterapias, demonstrando a eficácia do Sulfato de Morfina
(substância ativa) como analgésico para os pacientes com dor
oncológicas e que estão sendo submetidos à sessões de
radioterapia.

Referência:

Murino P, Mammucari M, Borrelli D,
Pepe A, Giugliano MF, Morra A, et al. Role of immediate-release
morphine (MIR) in the treatment of predictable pain in
radiotherapy. J Pain Palliat Care Pharmacother. 2011; 25(2):
121-4.

Exclusivo Cápsula

Tassain et cols publicaram um estudo prospectivo, em 2002,
visando avaliar o impacto cognitivo nos pacientes que fizeram uso
prolongado de Sulfato de Morfina (substância ativa) de liberação
controlada. As avaliações foram realizadas inicialmente em
pacientes livres de opioides e então, após 3, 6 e 12 meses. Vinte e
oito pacientes foram incluídos: 18 receberam Sulfato de Morfina
(substância ativa) de liberação prolongada (intervalo 40-140 mg /
dia), dez pacientes descontinuaram o uso de Sulfato de Morfina
(substância ativa) por causa de efeitos adversos ou alívio da dor
insuficiente e foram alocados como grupo controle. Diversos métodos
de avaliação neuropsicológica foram utilizados de modo a explorar a
capacidade de atenção, equilíbrio psicomotor e memória nos
pacientes analisados durante o período. Este estudo demonstrou que
o uso por 12 meses de Sulfato de Morfina (substância ativa) não
interferiu no comportamento cognitivo. Ao contrário, como
consequência da melhora da dor, houve melhora do humor e da
qualidade de vida desses pacientes.

A eficácia e segurança do Sulfato de Morfina (substância ativa)
de liberação controlada para o tratamento de dor crônica não
oncológica foi avaliada em um estudo multicêntrico, prospectivo,
randomizado, duplo encoberto, controlado por placebo.

Quarenta e nove pacientes foram avaliados. Os autores concluíram
que o estudo demonstrou eficácia suficiente para o Sulfato de
Morfina (substância ativa), em doses entre 20 a 180 mg/dia para
esse tipo de paciente. Além dos escores de dor, houve melhora na
imobilidade causada pela dor crônica, melhora na tolerância aos
exercícios, humor e distúrbios relacionados ao sono.

Referência:

Tassain V, Attal N, Fletcher D,
Brasseur L, De´gieux , Chauvin M, et. al. Long term effects of oral
sustained release morphine on neuropsychological performance in
patients with chronic noncancer pain. Pain. 2003; 389–400.
Maier C, Hildebrandt J, Klinger R, Henrich-Eberl C, et al. Morphine
responsiveness, efficacy and tolerability in patients with chronic
non-tumor associated pain – results of a double-blind placebo
controlled trial. Pain. 2002; 97(3): 223-33.

Gotas

Rosas et cols descreveram sua experiência no tratamento de 78
pacientes em uso de Sulfato de Morfina (substância ativa) oral para
dor oncológica. Utilizou-se Sulfato de Morfina (substância ativa)
por 3399 dias de tratamento, com média de 65 dias por paciente. O
controle da dor foi adequado, pois passou de intensidade severa a
leve em 96% dos pacientes. A média das doses diárias foi de 95,6
mg. Os autores concluíram que o uso de Sulfato de Morfina
(substância ativa) é essencial para o tratamento da dor nos
pacientes oncológicos, confirmando o Sulfato de Morfina (substância
ativa) como excelente fármaco devido aos mínimos eventos adversos
controlados.

Goughnour e colaboradores realizaram um estudo visando comparar
a resposta analgésica entre comprimidos de sulfato de Sulfato de
Morfina (substância ativa) de liberação controlada administrados a
cada 12 horas e solução oral de sulfato de Sulfato de Morfina
(substância ativa) administrada a cada 4 horas em 17 pacientes
adultos com dor crônica severa relacionada ao câncer. Os pacientes
foram randomizados para receber uma única dose de Sulfato de
Morfina (substância ativa) de liberação controlada (30, 60 e 100
mg) ou solução oral (5 mg/mL). Não houve diferenças significativas
na eficácia analgésica ou necessidade de Sulfato de Morfina
(substância ativa) suplementar entre as duas apresentações. Ambas
proporcionaram controle efetivo da dor com efeitos adversos
mínimos.

Foi realizado um estudo duplo-cego e randomizado para comparar a
farmacocinética e eficácia clínica de comprimidos de Sulfato de
Morfina (substância ativa) de liberação controlada com Sulfato de
Morfina (substância ativa) solução oral em pacientes com dor
relacionada ao câncer. Vinte e oito pacientes foram incluídos no
estudo, para receberem comprimidos de Sulfato de Morfina
(substância ativa) de liberação controlada (30, 60 e 100 mg) e
solução oral (1 e 5 mg/mL). Os comprimidos foram administrados a
cada 12 horas, com exceção dos pacientes que necessitavam de 90
mg/dia e a solução oral foi administrada a cada 4 horas para todos
os pacientes. Não houve diferenças significativas na
biodisponibilidade das duas apresentações. Todos os pacientes
experimentaram um controle da dor muito bom, e clinicamente, não
houve diferença na severidade da dor para qualquer paciente. As
duas medicações foram bem toleradas ao longo do estudo.

Com o objetivo de investigar as concentrações séricas de Sulfato
de Morfina (substância ativa) obtidas em crianças que receberam
Sulfato de Morfina (substância ativa) oral e sugerir regimes de
dose por meio de simulação, Dawes e colaboradores randomizaram 34
crianças entre 2 a 6 anos. Estas foram alocadas para receberem uma
das 3 doses seguintes de Sulfato de Morfina (substância ativa)
oral: 100 mcg.kg-1 (n=4), 200 mcg.kg-1 (n=15)
e 300 mcg.kg-1 (n=15). A amostragem de sangue para
ensaio de Sulfato de Morfina (substância ativa) foi realizada em
30, 60, 90, 120, 180 e 240 min. As concentrações séricas de Sulfato
de Morfina (substância ativa) foram determinadas por cromatografia
líquida – espectroscopia de massa e os parâmetros farmacocinéticos
foram calculados utilizando modelos de efeitos mistos não lineares.
Para caracterizar os parâmetros de absorção de crianças que
receberam Sulfato de Morfina (substância ativa) oral
perioperatória, tais parâmetros foram cruzados com aqueles de
crianças que receberam Sulfato de Morfina (substância ativa)
intravenosa. Uma dose de 100 mcg.kg-1 de Sulfato de Morfina
(substância ativa) oral atingiu a Cmáx média de 10
mcg.l-1. Doses repetidas a cada 4 horas atingiram uma
concentração no estado estacionário de 13-18 mcg.l-1. A
variabilidade da concentração sérica foi grande, variando de 5 a 55
mcg.l-1 no estado estacionário. Como conclusão, as doses
de Sulfato de Morfina (substância ativa) oral utilizadas atingiram
concentrações médias associadas com analgesia e foram bem toleradas
no setor de cirurgia (taxa de sucesso de administração gt;
90%).

Referência:

Montejo-Rosas G, Flores-Siordia R,
Castañeda-de La Lanz C, Zavala-Sánchez A, Nápoles-Echauri A.
Immediated acting oral morphine sulfate in patients with cancer
pain. Gac Med Mex. 1998; 134 (2): 161-7.
Goughnour BR, Arkinstall WW, Stewart JH. Analgesic response to
single and multiple doses of controlled-release morphine tablets
and morphine oral solution in cancer patients. Cancer. 1989 Jun
1;63(11 uppl):2294-7.
Thirlwell MP, Sloan PA, Maroun JA, Boos GJ, Besner JG, Stewart JH,
Mount BM. Pharmacokinetics and clinical efficacy of oral morphine
solution and controlled-release morphine tablets in cancer
patients. Cancer. 1989 Jun 1;63(11 Suppl):2275-83.
Dawes JM, Cooke EM, Hannam JA, Brand KA, Winton P, Jimenez-Mendez
R, Aleksa K, Lauder GR, Carleton BC, Koren G, Rieder MJ, Anderson
BJ, Montgomery CJ. Oral morphine dosing predictions based on single
dose in healthy children undergoing surgery. Paediatr Anaesth. 2016
Oct 25.

Injetável

Um estudo foi realizado com o objetivo de comparar fentanila e
Sulfato de Morfina (substância ativa) quanto à analgesia e aos
efeitos colaterais quando utilizadas em raquianestesia. Trinta e
dois pacientes de ambos os sexos, com idades entre 18 e 75 anos,
estado físico ASA I, II ou III, submetidos a procedimentos nos
quais a raquianestesia era indicada, foram distribuídos em dois
grupos: grupo F = fentanila (10 μg) e grupo M = Sulfato de Morfina
(substância ativa) (50 μg), ambos associados a 12,5 mg de
bupivacaína hiperbárica a 0,5%. Os pacientes foram avaliados 1; 6;
12 e 24 horas após o bloqueio, sendo indagados quanto a prurido,
náusea/vômitos, sonolência, depressão respiratória, retenção
urinária e início do aparecimento de dor. Analisando-se os
resultados obtidos, conclui-se que o Sulfato de Morfina (substância
ativa) ofereceu melhor qualidade ao procedimento anestésico por
proporcionar maior tempo de analgesia, com efeitos colaterais não
significativamente maiores que aqueles causados com o uso da
fentanila.

 

Grupo F (n=16)

Grupo M (n:16)

P

Prurido

1 (6,3%)3 (18,8%)0,60

Náusea e vômitos

0 (0%)2 (12,5%)0,48

Sonolência

5 (31,3%)2 (12,5%)0,39

Retenção urinária

2 (12,5%)3 (18,8%)1,00

Tempo de analgesia

7,18 ± 1,813,1 ± 6,50,02

Harris et cols publicaram um estudo randomizado e duplo
encoberto onde foi avaliada a eficácia analgésica para alivio
rápido da dor oncológica severa em 62 pacientes, comparando a via
intravenosa com a via oral. Pacientes do grupo intravenoso
receberam dose bolus de 1,5 mg de Sulfato de Morfina (substância
ativa) IV a cada 10 minutos até total alívio da dor, ou até que
ficassem sonolentos. Depois disso, receberam Sulfato de Morfina
(substância ativa) oral a cada 4 horas.

Pacientes do grupo oral receberam 5 mg de Sulfato de Morfina
(substância ativa) (se livres de opioides) ou 10 mg (se utilizassem
opioide fraco) a cada 4 horas. O estudo concluiu que o Sulfato de
Morfina (substância ativa) intravenosa é superior a via oral para
controle imediato da dor severa. Ambos os métodos (titulação via
intravenosa e administração via oral) demonstraram resultados
comparáveis após 24 horas de tratamento. Ambas as vias foram
consideradas seguras.

Em estudo publicado, os autores procuraram avaliar a segurança
da administração de Sulfato de Morfina (substância ativa)
intravenosa em idosos para o alívio da dor pós-operatoria. Foram
incluídos 1050 pacientes, divididos em 2 grupos; pacientes jovens
(n = 875) e pacientes idosos (n = 175). O Sulfato de Morfina
(substância ativa) intravenosa foi administrada em bolus de 2 (peso
≤ 60 kg) ou 3 mg (peso gt; 60 kg). O intervalo entre cada dose foi
de 5 minutos. Não houve limitação no número de bolus administrados
até que houvesse alívio da dor ou reação adversa grave. O limiar da
escala analógica visual necessário para administrar Sulfato de
Morfina (substância ativa) foi de 30 mm e o alívio da dor foi
definido com um escore da escala analógica visual de 30 mm ou
menos. Os autores observaram que as doses totais de Sulfato de
Morfina (substância ativa), suficientes para alívio da dor, não
foram diferentes entre os grupos (pacientes jovens e pacientes
idosos). Da mesma forma, não houve diferença entre os grupos
para a incidência de eventos adversos relacionados ao Sulfato de
Morfina (substância ativa). Os autores concluíram que a
administração intravenosa de Sulfato de Morfina (substância ativa)
na população idosa é segura e eficaz e, portanto, os mesmos
protocolos de analgesia pós-operatória podem ser aplicados para
essa população.

Foram estudados 20 pacientes, estado físico ASA I a III,
submetidos à cirurgia de tórax, ambos os sexos, que foram
distribuídos em três grupos. Ao Grupo I foi administrado por um
cateter epidural, 2 mg de Sulfato de Morfina (substância ativa)
0,1% na indução de anestesia, após 12 horas e 24 horas do final da
cirurgia. Ao Grupo II foi administrado Sulfato de Morfina
(substância ativa) por via venosa em bomba de infusão precedida de
bolus de 50 mcg/kg, durante 30 horas e ao grupo III, Sulfato de
Morfina (substância ativa) via epidural na dose 0,5 mg na indução
de anestesia, após 12 horas e 24 horas do final da cirurgia,
associada com Sulfato de Morfina (substância ativa) venosa em bomba
de infusão precedida de bolus de 25 mcg/kg, por 30 horas. A
analgesia foi avaliada por escala de graduação numérica de 0 a 10
(0 ausência da dor e 10 dor insuportável).

Pela escala de graduação numérica ocorreu redução da dor no
Grupo I, momento observado de 12 horas, persistindo nos demais
momentos. Nos Grupos II e III, mostrou significante diminuição da
dor a partir de 18 horas em relação aos valores iniciais e em
relação ao Grupo I. Houve maior necessidade de analgesia
complementar no Grupo I.

Observou-se melhor efeito analgésico com Sulfato de Morfina
(substância ativa) venosa ou com associação de vias venosa e
epidural utilizando-se menores doses de Sulfato de Morfina
(substância ativa). Esta diferença foi expressiva quando menores
quantidades de analgésicos complementares foram utilizadas nestes
grupos, oferecendo um efetivo método de analgesia para o
pós-operatório de cirurgia de tórax com menores efeitos depressores
respiratórios e emetogênicos.

Referência:

Myasi M, Pinho I, Silva VCA, Moraes
Jr AV. Estudo comparativo entre morfina e fentanil em
raquianestesia: Efeitos colaterais e dor pós-operatória. Rev Bras
Anestesiol, 2002; 51 (Supl 29): CB016A.
Harris JT, Kumar KS, Rajagopal MR. Intravenous morphine for rapid
control of severe cancer pain. Palliative Medicine. 2003; 17:
248-256.
Aubrun F, Monsel S, Langeron O, Coriat P, Riou B. Postoperative
titration of intravenous morphine in the elderly patient.
Anesthesiology. 2002; 96: 17-23.
Fonseca NM, Mandim BLSM, Amorim CG; Analgesia Pós-Toracotomia com
associação de Morfina por Via Peridural e Venosa; Rev Bras
Anestesiol. 2002; 52(5); 549-561.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Dimorf.

Características Farmacológicas


O Sulfato de Morfina (substância ativa) é um analgésico
narcótico potente destinado especialmente para o controle da dor
aguda que não responde aos analgésicos tradicionais.

O Sulfato de Morfina (substância ativa) exerce primariamente
seus efeitos sobre o SNC e órgãos com musculatura lisa. Seus
efeitos farmacológicos incluem analgesia, sonolência, euforia,
redução de temperatura corporal (em baixas doses), depressão
respiratória relacionada com a dose, interferência com a resposta
adrenocortical ao stress (em altas doses), redução da resistência
periférica com pequeno ou nenhum efeito sobre o coração e
miose.

O Sulfato de Morfina (substância ativa), como outros opioides,
age como um agonista interagindo com sítios receptores
estereoespecíficos e ligações saturadas no cérebro, medula espinhal
e outros tecidos alterando processos que afetam tanto a percepção
da dor como a resposta emocional à mesma.

A depressão respiratória é consequência da reduzida resposta do
centro respiratório ao dióxido de carbono. A ocorrência de emese é
resultado da estimulação direta do quimiorreceptor da zona do
gatilho.

Embora não se tenham determinado completamente os sítios
precisos ou os mecanismos de ação, as alterações na liberação de
vários neurotransmissores dos nervos aferentes sensitivos aos
estímulos da dor podem ser responsáveis pelos efeitos
analgésicos. Quando utilizadas como adjuvantes na anestesia, as
ações analgésicas podem proporcionar proteção dose-relacionada
contra as respostas hemodinâmicas ao stress cirúrgico.

Foi proposta a existência de múltiplos subtipos de receptores
opioides, cada um mediando vários efeitos terapêuticos e/ou reações
adversas dos fármacos opioides.

Estas ações dependem da afinidade de ligação pelo tipo de
receptor e se sua ação é como um agonista pleno ou parcial ou se é
inativo em cada tipo de receptor.

Pelo menos dois tipos de receptores de opioides (mu e Kappa)
mediam a analgesia. O Sulfato de Morfina (substância ativa) exerce
sua atividade agonista primariamente no receptor mu, amplamente
distribuído através do SNC, especialmente no sistema límbico
(córtex frontal, córtex temporal, amígdala e hipocampo), tálamo,
corpo estriado, hipotálamo e mesencéfalo, assim como as lâminas I,
II, IV e V do corno dorsal e na coluna vertebral. Os receptores
Kappa estão localizados primariamente na coluna vertebral e no
córtex cerebral.

Após a administração do Sulfato de Morfina (substância ativa)
por via oral, cerca de cinquenta por cento do Sulfato de Morfina
(substância ativa), que atingirá o compartimento central intacto,
chega dentro de 30 minutos.

O Sulfato de Morfina (substância ativa) livre é rapidamente
redistribuída em tecidos parenquimatosos. A principal via
metabólica ocorre por meio da conjugação com o ácido glicurônico no
fígado. Possui meia-vida de eliminação de 2 a 3 horas que pode ser
aumentada em pacientes geriátricos devido à diminuição do
clearance. O tempo para o efeito de pico na dose oral é de
1 a 2 horas. A duração de ação, somente em pacientes não
tolerantes, para a forma oral, é de 4 a 5 horas.

A eliminação primária é essencialmente renal (85%), sendo que de
9 a 12 % são excretados sem modificação. A eliminação secundária é
de 7 a 10 % por via biliar.

Exclusivo Cápsula

Sulfato de Morfina (substância ativa) cápsulas, devido a sua
liberação prolongada, permite que a substância ativa seja liberada
gradualmente em um período de 12 horas.

Exclusivo Injetável

O efeito ocorre dentro de 15 a 60 minutos após a injeção
epidural ou intratecal e a analgesia dura até 24 horas.

Devido a esta longa duração, a manutenção do controle da dor
pode ser conseguida com baixas doses diárias (por estas duas vias)
não necessitando usar a via intramuscular ou intravenosa.

Por via intravenosa o pico do efeito analgésico é obtido aos 20
minutos, para via intramuscular o pico de ação varia de 10 a 30
minutos após a administração e a duração da ação analgésica é de 4
a 5 horas.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Dimorf.

Cuidados de Armazenamento do Sulfato de Morfina –
Hipolabor

O Sulfato de Morfina deve ser conservado em temperatura ambiente
(15 a 30ºC). Proteger da luz. Não congelar.

Características físicas

Ampola de vidro âmbar contendo 1mL.

Solução incolor a levemente amarelado, odor característico.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Prazo de validade

24 meses a partir da data de fabricação impressa na
embalagem.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Dizeres Legais do Sulfato de Morfina –
Hipolabor

Reg. MS: 1.1343.0163

Farm. Resp.:

Dr. Renato Silva
CRF-MG: 10.042

Hipolabor Farmacêutica Ltda

Rod. BR 262, Km 12,3, Borges, Sabará / MG
CEP: 34.735-010
SAC 0800 031 1133
CNPJ: 19.570.720/0001-10
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica

Atenção: pode causar dependência física ou psíquica uso
restrito a hospitais.

Sulfato-De-Morfina-Hipolabor, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.