Seroquel Xro Bula

Seroquel XRO

  • Tratamento da esquizofrenia;
  • Como monoterapia ou adjuvante no tratamento dos episódios de
    mania e de depressão associados a transtorno afetivo bipolar;
  • O alívio dos sintomas do transtorno depressivo maior, em
    terapia adjuvante com outro antidepressivo, quando outros
    medicamentos antidepressivos tenham falhado. Embora não haja
    evidência de que a eficácia de Seroquel XRO isoladamente seja
    superior a outros antidepressivos, quando usado em terapia
    adjuvante, ele oferece uma opção de tratamento para pacientes que
    não responderam a tratamentos antidepressivos anteriores. Antes de
    iniciar o tratamento os médicos devem considerar o perfil de
    segurança de Seroquel XRO.

Como o Seroquel XRO funciona?


Seroquel XRO pertence a um grupo de medicamentos chamado
antipsicóticos, os quais melhoram os sintomas de alguns tipos de
transtornos mentais como esquizofrenia e episódios de mania e de
depressão associados ao transtorno afetivo bipolar.

A eficácia antidepressiva foi tipicamente observada dentro de
uma semana de tratamento.

Contraindicação do Seroquel XRO

Você não deve utilizar Seroquel XRO se tiver alergia ao
hemifumarato de quetiapina ou a qualquer um dos componentes do
medicamento.

Como usar o Seroquel XRO

Seroquel XRO deve ser administrado em dose única diária, por via
oral, com ou sem alimentos.

Este medicamento não deve ser partido ou
mastigado.

Posologia do Seroquel XRO


Esquizofrenia:

A dose total diária para o início do tratamento é de 300 mg no
dia 1, 600 mg no dia 2 e até 800 mg após o dia 2. A dose deve ser
ajustada até atingir a faixa considerada eficaz de 400 mg a 800
mg/dia, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada
paciente. Para a terapia de manutenção da esquizofrenia não é
necessário ajuste de dose.

Episódios de mania associados ao transtorno afetivo
bipolar:

A dose total diária para o início do tratamento é de 300 mg no
dia 1, 600 mg no dia 2 e até 800 mg após o dia 2. A dose deve ser
ajustada até atingir a faixa considerada eficaz de 400 mg a 800
mg/dia, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada
paciente.

Episódios de depressão associados ao transtorno afetivo
bipolar:

Seroquel XRO deve ser administrado a noite, em dose
única diária. Seroquel XRO deve ser titulado como
segue:

50 mg (dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia 3) e 300 mg (dia
4).

Seroquel XRO pode ser titulado até 400 mg no dia 5 e até 600 mg
no dia 8.

Foi demonstrada eficácia antidepressiva com Seroquel nas doses
de 300 mg e 600 mg, entretanto, não foram vistos benefícios
adicionais no grupo 600 mg durante tratamento de curto prazo.

Adjuvante no tratamento de episódios de depressão maior
no Transtorno Depressivo Maior (MDD):

Seroquel XRO deve ser administrado a noite. A dose diária no
início do tratamento é de 50 mg nos dias 1 e 2, e 150 mg nos dias 3
e 4.

O efeito antidepressivo foi observado com as doses 150 e 300
mg/dia em estudos de curto prazo em adjuvancia (com amitriptilina,
bupropiona, citalopram, duloxetina, escitalopram, fluoxetina,
paroxetina, sertralina, e venlafaxina). Existe um risco aumentado
de eventos adversos com doses maiores. Os médicos devem, portanto,
garantir que a menor dose eficaz, de 50 mg/dia, seja usada para o
tratamento.

A necessidade de aumentar a dose de 150 para 300 mg/dia deve ser
baseada na avaliação individual do paciente.

Seroquel XRO deve ser utilizado continuamente até que o médico
defina quando o uso deste medicamento deve ser interrompido.

Idosos:

Assim como com outros antipsicóticos, Seroquel XRO deve ser
usado com cautela em pacientes idosos, especialmente durante o
período inicial. Pode ser necessário ajustar a dose de Seroquel XRO
lentamente e a dose terapêutica diária pode ser menor do que a
usada por pacientes jovens.

A depuração plasmática média de quetiapina foi reduzida em 30% a
50% em pacientes idosos quando comparados a pacientes jovens.
Pacientes idosos devem iniciar o tratamento com 50 mg/dia. A dose
pode ser aumentada em incrementos de 50 mg/dia até atingir a dose
eficaz, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade
individual de cada paciente.

Em pacientes idosos com episódios de depressão maior, a
administração deve iniciar com 50 mg/dia nos dias 1 a 3, aumentando
para 100 mg/dia no dia 4 e 150 mg/dia no dia 8. A menor dose
efetiva, a partir de 50 mg/dia deve ser usada. Com base na
avaliação individual do paciente, se for necessário aumentar a dose
para 300 mg/dia, isso não deve ocorrer antes do dia 22 do
tratamento.

Crianças e adolescentes:

A segurança e a eficácia de Seroquel XRO não foram estabelecidas
para crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade).

Insuficiência renal:

Não é necessário ajuste de dose.

Insuficiência hepática:

A quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado.
Portanto, Seroquel XRO deve ser usado com cautela em pacientes com
insuficiência hepática conhecida, especialmente durante o período
inicial. Pacientes com insuficiência hepática devem iniciar o
tratamento com 50 mg/dia. A dose pode ser aumentada em incrementos
de 50 mg/dia até atingir a dose eficaz, dependendo da resposta
clínica e da tolerabilidade de cada paciente.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Seroquel XRO?


Caso você se esqueça de tomar o comprimido de Seroquel XRO, deve
tomá-lo assim que lembrar. Tome a próxima dose no horário
habitual e não tome uma dose dobrada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Seroquel XRO

Seroquel XRO deve ser utilizado com cuidado nas
seguintes situações:

  • Em pacientes com sinais e/ou sintomas de infecção.
  • Em pacientes diabéticos ou que apresentem risco de desenvolver
    diabetes.
  • Em pacientes que apresentem alterações nos níveis de
    substâncias gordurosas no sangue (triglicérides e colesterol).
  • Como em alguns pacientes foi observado o agravamento em mais de
    um dos fatores metabólicos de peso, glicemia e lipídeos, alterações
    nesses parâmetros devem ser clinicamente controladas.
  • Em pacientes com doença cardíaca conhecida, doença vascular
    cerebral ou outras condições que os predisponham à queda da pressão
    arterial. Seroquel XRO pode induzir a queda de pressão arterial em
    pé, especialmente durante o período inicial do tratamento.
  • Em pacientes com histórico ou com risco para apneia do sono e
    que estão recebendo concomitantemente depressivos do sistema
    nervoso central (SNC).
  • Em pacientes com risco de pneumonia por aspiração.
  • Em pacientes com histórico de convulsões.
  • Em pacientes com sinais e/ou sintomas de alterações de
    movimento conhecidas por discinesia tardia. Caso isso ocorra,
    converse com seu médico, o qual poderá reduzir a dose ou
    descontinuar o tratamento com Seroquel XRO.
  • Em pacientes com síndrome neuroléptica maligna (que apresentam
    sintomas como aumento da temperatura corporal [hipertermia],
    confusão mental, rigidez muscular, instabilidade da frequência
    respiratória, da função cardíaca e de outros sistemas involuntários
    [instabilidade autônoma] e alteração da função renal). Caso isso
    ocorra, procure seu médico imediatamente.
  • Em pacientes com distúrbios cardiovasculares ou história
    familiar de prolongamento do intervalo QT.
  • Com medicamentos conhecidos por aumentar o intervalo QT e em
    concomitância com neurolépticos, especialmente para pacientes com
    risco aumentado de prolongamento do intervalo QT, como pacientes
    idosos, pacientes com síndrome congênita de intervalo QT longo,
    insuficiência cardíaca congestiva, hipertrofia cardíaca,
    hipocalemia ou hipomagnesemia.
  • Em pacientes com diagnóstico atual ou histórico de retenção
    urinária, hipertrofia prostática clinicamente significativa,
    obstrução intestinal ou condições relacionadas, pressão intraocular
    elevada ou glaucoma de ângulo fechado.

Informe seu médico o mais rápido possível se você
tiver:

  • Febre, sintomas semelhantes à gripe, dor de garganta, ou de
    qualquer outra infecção, uma vez que pode ser resultado de uma
    contagem de células brancas do sangue muito baixa, podendo exigir a
    interrupção do tratamento.
  • Prisão de ventre, juntamente com dor abdominal persistente ou
    constipação que não respondeu ao tratamento podendo resultar em um
    bloqueio mais grave do intestino.

Cardiomiopatia (enfraquecimento do músculo do coração) e
miocardite (inflamação do coração) foram relatadas em alguns
pacientes, no entanto, não se sabe se o tratamento de Seroquel XRO
está relacionado com estes problemas.

É aconselhada a descontinuação gradual do tratamento com
Seroquel XRO por um período de pelo menos uma a duas semanas, pois
foram descritos sintomas de descontinuação aguda (repentina) como
insônia, náusea e vômitos após a interrupção abrupta do
tratamento.

Seroquel XRO não está aprovado para o tratamento de pacientes
idosos com psicose relacionada à demência.

A depressão e certos transtornos psiquiátricos são associados ao
aumento do risco de ideação suicida e comportamento suicida.
Pacientes de todas as idades que iniciam tratamento com
antidepressivos devem ser monitorados e observados de perto quanto
à piora clínica, tendência suicida ou alterações não usuais no
comportamento. Familiares e cuidadores devem ser alertados sobre a
necessidade de observação do paciente e comunicação com o
médico.

Devido ao seu efeito primário no Sistema Nervoso Central (SNC),
a quetiapina pode interferir em atividades que requeiram um maior
alerta mental.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir
veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem
estar prejudicadas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Sintomas de abstinência podem ocorrer em recém-nascidos cujas
mães tenham feito uso de Seroquel XRO durante a gravidez.

Mulheres que estiverem amamentando devem ser aconselhadas a
evitar a amamentação enquanto fazem uso de Seroquel XRO.

A segurança e a eficácia de Seroquel XRO não foram
avaliadas em crianças e adolescentes.

Este medicamento contém lactose (125,72 mg/comprimido de 50 mg;
52,87 mg/comprimido de 200 mg; 49,31 mg/comprimido de 300 mg),
portanto, deve ser usado com cautela por pacientes com intolerância
à lactose.

Reações Adversas do Seroquel XRO

Reação muito comum (ocorre em 10% ou mais dos pacientes
que utilizam este medicamento):

Tontura, sonolência, boca seca, sintomas de abstinência (isto é,
que surgem após a retirada abrupta do medicamento, como por
exemplo: insônia, náusea, cefaleia, diarreia, vômitos, tontura e
irritabilidade), elevações dos níveis de triglicérides séricos,
elevações do colesterol total (predominantemente LDL-colesterol),
diminuição de HDL- colesterol, ganho de peso, diminuição da
contagem de uma proteína do sangue chamada hemoglobina e sintomas
extrapiramidais.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Leucopenia e neutropenia (redução do nível dos glóbulos
brancos), taquicardia (batimento rápido do coração), palpitações,
visão borrada, constipação (prisão de ventre), dispepsia (má
digestão), vômito, astenia leve (fraqueza), edema periférico
(inchaço nas extremidades), irritabilidade, pirexia (febre),
elevações das alanina aminotransaminases séricas, aumento dos
níveis de gama GT, aumento de eosinófilos (tipo de glóbulo branco),
aumento da quantidade de açúcar (glicose) no sangue para níveis
hiperglicêmicos, elevações da prolactina sérica, diminuição do T4
total, diminuição do T4 livre, diminuição do T3 total, aumento do
TSH, disartria (dificuldade na fala), aumento do apetite, dispneia
(falta de ar), hipotensão ortostática (queda da pressão arterial em
pé), sonhos anormais e pesadelos.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Bradicardia (frequência cardíaca diminuída), disfagia
(dificuldade de deglutição), reações alérgicas, aumento dos níveis
da aspartato aminotransferase sérica (AST) no sangue, diminuição da
contagem de plaquetas, diminuição do T3 livre, convulsão, síndrome
das pernas inquietas, discinesia tardia, síncope (desmaio), rinite
e retenção urinária.

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Síndrome neuroléptica maligna (hipertermia [aumento da
temperatura corporal], confusão mental, rigidez muscular,
instabilidade autônoma [instabilidade da frequência respiratória,
da função cardíaca e de outros sistemas involuntários] e alteração
da função renal), hipotermia (diminuição da temperatura do corpo),
hepatite (inflamação do fígado) com ou sem icterícia (sinal clínico
caracterizado pela coloração amarelada de pele e mucosas), elevação
dos níveis de creatino fosfoquinase no sangue, agranulocitose
(ausência ou número insuficiente de glóbulos brancos, granulócitos,
no sangue), sonambulismo e outros eventos relacionados, priapismo
(ereção dolorosa e de longa duração), galactorreia (eliminação de
leite pelas mamas) e obstrução intestinal.

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos
pacientes que utilizam este medicamento):

Reações anafiláticas (reações alérgicas graves incluindo muita
dificuldade para respirar e queda abrupta e significativa da
pressão arterial).

Desconhecida:

Descontinuação neonatal (abstinência).

Atenção:

este produto é um medicamento que possui nova indicação no país
e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança
aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem
ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Neste
caso, informe seu médico.

Composição do Seroquel XRO

Apresentações:

Comprimidos revestidos de liberação prolongada de 50
mg:

Em embalagens com 10 e 30 comprimidos.

Comprimidos revestidos de liberação prolongada de 200
mg:

Em embalagem com 30 comprimidos.

Comprimidos revestidos de liberação prolongada de 300
mg:

Em embalagens com 10 e 30 comprimidos.

Via oral.

Uso adulto.

Composição:

Seroquel XRO 50 mg:

Cada comprimido revestido de liberação prolongada
contém:

57,56 mg de hemifumarato de quetiapina*.

*Equivalente a 50 mg de quetiapina.

Seroquel XRO 200 mg:

Cada comprimido revestido de liberação prolongada
contém:

230,26 mg de hemifumarato de quetiapina*.

*Equivalente a 200 mg de quetiapina.

Seroquel XRO 300 mg:

Cada comprimido revestido de liberação prolongada
contém:

345,38 mg de hemifumarato de quetiapina*.

*Equivalente a 300 mg de quetiapina.

Excipientes:

celulose microcristalina, citrato de sódio, dióxido de titânio,
estearato de magnésio, hipromelose, lactose monoidratada, macrogol,
óxido férrico vermelho(1) e óxido férrico
amarelo(2).

(1) Presente apenas no Seroquel XRO 50 mg.
(2) Presente no Seroquel XRO 50 mg, 200 mg e 300
mg.

Superdosagem do Seroquel XRO

Sintomas:

Sonolência e sedação, batimento rápido do coração e queda da
pressão arterial. Foram relatados casos de prolongamento do
intervalo QT com superdose.

Tratamento:

Não há antídoto específico para a quetiapina. Em casos de
intoxicação grave, a possibilidade do envolvimento de múltiplos
fármacos deve ser considerada e recomenda-se procedimentos de
terapia intensiva, incluindo estabelecimento e manutenção de vias
aéreas desobstruídas, garantindo oxigenação e ventilação adequadas,
e monitoração e suporte do sistema cardiovascular. Neste contexto,
relatórios publicados descrevem uma reversão dos efeitos graves
sobre o SNC, incluindo coma e delírio, com a administração de
fisostigmina intravenosa (1-2 mg), com monitoramento contínuo do
ECG.

Nos casos de hipotensão refratária a superdose de quetiapina
deve ser tratada com medidas adequadas, tais como fluidos
intravenosos e/ou agentes simpatomiméticos (adrenalina e dopamina
devem ser evitadas, uma vez que a estimulação beta pode piorar a
hipotensão devido ao bloqueio alfa induzido pela quetiapina).

Supervisão médica e monitoração cuidadosa devem ser mantidas até
a recuperação do paciente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Seroquel XRO

Você deve utilizar Seroquel XRO com cuidado nas
seguintes situações:

Se estiver tomando bebidas alcoólicas e outras medicações que
atuam no cérebro e no comportamento em conjunto com outras
medicações que são conhecidas por causarem desequilíbrio
eletrolítico ou por aumentar o intervalo QT; se estiver tomando
outras medicações com efeitos anticolinérgicos (muscarínicos); se
estiver tomando tioridazina, carbamazepina, fenitoína, cetoconazol,
rifampicina, barbitúricos, antifúngicos azóis, antibióticos
macrolídeos, inibidores da protease (medicamentos usados para o
tratamento de pacientes portadores do HIV) e medicamentos que
causam constipação.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Seroquel XRO

Resultados de Eficácia


Estudos clínicos demonstraram que Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) é eficaz quando administrado 2 vezes ao dia,
apesar da quetiapina ter uma meia-vida farmacocinética de 7 horas.
Isto é sustentado por dados de um estudo de tomografia com emissão
de pósitrons (PET), que identificou que para a quetiapina, a
ocupação dos receptores 5HT2 e dos receptores de dopamina D2 é
mantida por até 12 horas.1

A segurança e a eficácia de doses maiores que 800 mg/dia não
foram avaliadas.

Esquizofrenia

Em estudos clínicos, Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) mostrou ser eficaz no tratamento dos sintomas positivos e
negativos da esquizofrenia. Em estudos comparativos Hemifumarato de
Quetiapina (substância ativa) demonstrou ser tão eficaz quanto os
agentes antipsicóticos, tais como clorpromazina e
haloperidol.2

Monoterapia ou adjuvante no tratamento de episódios de
mania associados ao transtorno afetivo bipolar

Em estudos clínicos, Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) demonstrou ser efetivo como monoterapia ou em terapia
adjuvante na redução dos sintomas de mania em pacientes com mania
bipolar. A média de dose da última semana de Hemifumarato de
Quetiapina (substância ativa) em respondedores foi de
aproximadamente 600 mg/dia e aproximadamente 85% dos respondedores
estão dentro da faixa de dose de 400 a 800 mg/dia.3

Episódios de depressão associados ao transtorno afetivo
bipolar

Em quatro estudos clínicos, que incluíram pacientes com
transtorno afetivo bipolar I, bipolar II e pacientes com ou sem
ciclagem rápida, Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa)
demonstrou ser efetivo em pacientes com depressão bipolar nas doses
de 300 e 600 mg/dia, entretanto, não foi visto benefício adicional
com doses de 600 mg durante tratamento de curto prazo.

Nestes quatro estudos, Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) foi superior ao placebo na redução da escala total MADRS
(Escala de Montgomery-Asberg para Depressão). O efeito
antidepressivo de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) foi
significativo no dia 8 (semana 1) e foi mantido até o final dos
estudos (semana 8). O tratamento com Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) 300 ou 600 mg à noite reduziu os sintomas de
depressão e de ansiedade em pacientes com depressão bipolar. Houve
menos episódios de mania emergente do tratamento com cada uma das
doses de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) do que com
placebo. Em três dos quatro estudos, para os grupos de dose 300 mg
e 600 mg, foi observada uma melhora estatisticamente significativa
em relação ao placebo na redução de pensamentos suicidas medido
pelo item 10 da MADRS e em 2 dos 3 estudos, para o grupo de dose
300 mg, foi observada melhora da qualidade de vida e da satisfação
relatada para várias áreas funcionais, medidas usando o
Questionário de Satisfação e Qualidade de Vida (Q-LES-Q (SF)).

A manutenção da eficácia antidepressiva foi estabelecida em
adultos em dois estudos clínicos de depressão bipolar com
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa). Esses estudos
incluíram uma fase aguda placebo-controlada de 8 semanas seguida
por uma fase contínua placebo-controlada de pelo menos 26 semanas e
de até 52 semanas de duração. Os pacientes tinham que estar
estáveis no término da fase aguda para serem randomizados para a
fase contínua. Em ambos os estudos, Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) foi superior ao placebo aumentando o tempo até a
recorrência de qualquer evento de humor (depressão, misto ou de
mania). A redução de risco dos estudos agrupados foi de 49%. O
risco de um evento de humor para Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) versus placebo foi reduzido em 41% com
a dose de 300 mg e em 55% com a dose de 600 mg.

Manutenção do transtorno afetivo bipolar I em combinação
com os estabilizadores de humor lítio ou valproato

A eficácia de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) no
tratamento de manutenção do transtorno afetivo bipolar em
combinação foi estabelecida em dois estudos clínicos
placebo-controlados em 1326 pacientes, que estavam de acordo com os
critérios DSM-IV para transtorno bipolar I. Os estudos incluíram
pacientes cujo episódio de humor mais recente foi de mania,
depressivo ou misto, com ou sem características psicóticas. Na fase
aberta do estudo, foi exigido que os pacientes fossem estabilizados
com Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) em combinação com
estabilizador de humor (lítio ou valproato) por um mínimo de 12
semanas para serem randomizados. Na fase de randomização, alguns
pacientes continuaram o tratamento com Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) (400 a 800mg/dia com uma dose média de 507
mg/dia) em combinação com estabilizador de humor (lítio ou
valproato) e outros receberam placebo em combinação com
estabilizador de humor (lítio ou valproato) por até 104
semanas.

No desfecho primário em cada estudo, Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) foi superior ao placebo no aumento do tempo até
a recorrência de qualquer evento de humor (de mania, misto ou
depressivo). Nestes estudos em combinação, o risco de qualquer
evento de humor foi reduzido em 70% com o tratamento de
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) em comparação ao
placebo. O período no qual 20% dos pacientes apresentaram
recorrência de qualquer evento de humor foi de 220 dias para
pacientes tratados com Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) e de 29 dias para pacientes tratados com placebo, quando
combinados com lítio ou valproato.

24% dos pacientes no grupo Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) apresentaram um evento de humor antes da semana
28 versus 60% dos pacientes no grupo placebo neste mesmo
período.

46% dos pacientes no grupo Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) apresentaram um evento de humor antes da semana
52 versus 80% dos pacientes no grupo placebo neste mesmo
período.

Monoterapia no tratamento de manutenção no transtorno
bipolar

A eficácia de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) em
monoterapia no tratamento de manutenção foi verificada em um estudo
placebo-controlado com 1226 pacientes que preenchiam o critério
DSM-IV para Transtorno Bipolar I. O estudo incluiu pacientes com
episódios mais recentes de humor de mania, misto ou depressão, com
ou sem características psicóticas. Na fase aberta, foi requerido
pacientes estabilizados com Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) por no mínimo de 4 semanas para serem randomizados. Na fase
randomizada, alguns pacientes continuaram o tratamento com
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) (300 mg a 800 mg/dia,
dose média de 546 mg/dia), enquanto outros receberam lítio ou
placebo por até 104 semanas. O resultado primário mostrou que
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) foi superior ao
placebo no aumento do tempo até recorrência de qualquer evento de
humor (mania, misto ou depressão). A redução de risco foi de 74%,
73%, e 75% para eventos de humor, mania e depressivos,
respectivamente.

Em um estudo de longo prazo (até dois anos de tratamento)
avaliando a prevenção de recorrência em pacientes com mania,
depressão ou episódios mistos de humor, Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) foi superior ao placebo no aumento do tempo de
recorrência de qualquer evento de humor (maníaco, depressivo ou
misto), em pacientes com transtorno bipolar I. O número de
pacientes com evento de humor foi de 91 (22,5%) no grupo de
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa), 208 (51,5%) no grupo
placebo e 95 (26,1%) nos grupos de tratamento com lítio,
respectivamente. Em pacientes que responderam ao Hemifumarato de
Quetiapina (substância ativa), quando se compara a continuação do
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) à
mudança para o lítio, os resultados indicaram que a mudança para o
tratamento com lítio não parece estar associada a um aumento do
tempo de recorrência de evento de humor.

Ideação suicida e comportamento suicida ou piora
clínica

Em estudos clínicos placebo-controlados de curto prazo
abrangendo todas as indicações e idades, a incidência de
comportamentos suicidas foi 0,8% tanto para quetiapina (76/9327)
como para placebo (37/4845).

Nos estudos de pacientes com esquizofrenia, a incidência de
comportamentos suicidas foi de 1,4% (3/212) para a quetiapina e
1,6% (1/62) para o placebo em pacientes com idades entre 18 e 24
anos, 0,8% (13/1663) para a quetiapina e 1,1% (5/463) para o
placebo em pacientes ≥ 25 anos de idade e 1,4% (2/147) para a
quetiapina e 1,3% (1/75) para o placebo em pacientes lt; 18 anos de
idade.

Nos estudos de pacientes com mania bipolar, a incidência de
comportamentos suicidas foi de 0% tanto para a quetiapina (0/60)
como para o placebo (0/58) em pacientes com idades entre 18 e 24
anos, 1,2% tanto para a quetiapina (6/496) como para o placebo
(6/503) em pacientes ≥ 25 anos de idade e 1,0% (2/193) para a
quetiapina e 0% (0/90) para o placebo em pacientes lt; 18 anos de
idade.

Nos estudos de pacientes com depressão bipolar com episódios de
depressão no transtorno afetivo bipolar tipo I, a incidência de
comportamentos suicidas foi de 3,0% (7/233) para a quetiapina e 0%
(0/120) para o placebo em pacientes com idade entre 18 e 24 anos e
1,8% tanto para a quetiapina (19/1616) como para o placebo (11/622)
em pacientes ≥ 25 anos de idade. Não existem estudos conduzidos em
pacientes com idade lt; 18 anos com depressão bipolar.

Cataratas / opacidade do cristalino

Em um estudo clínico para avaliar o potencial do Hemifumarato de
Quetiapina (substância ativa) versus risperidona de causar
catarata no tratamento de longo prazo de pacientes com
esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo, Hemifumarato de
Quetiapina (substância ativa) em doses de 200-800 mg/dia foi
não-inferior para a taxa de eventos em 2 anos de aumento do grau de
opacidade do cristalino (opalescência nuclear, e padrões
subcapsular cortical e posterior do LOCS II) LOCS II (Sistema de
Classificação de Opacidade do Cristalino II) em comparação com a
risperidona em doses de 2 a 8 mg/dia em pacientes com pelo menos 21
meses de exposição.

Adolescentes (13 a 17 anos de idade)

Esquizofrenia

A eficácia de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) no
tratamento de esquizofrenia em adolescentes foi demonstrada em um
estudo clínico duplo-cego, placebo-controlado, de 6 semanas.
Pacientes que preencheram o critério de diagnóstico DSM-IV para
esquizofrenia foram randomizados em um dos três grupos de
tratamento: Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) 400
mg/dia (n= 73), Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) 800
mg/dia (n= 74) ou placebo (n= 75). A medicação do estudo foi
iniciada com 50 mg/dia e no Dia 2 aumentou para 100 mg/dia.
Posteriormente, a dose foi titulada para uma dose alvo de 400 ou
800 mg com aumentos de 100 mg/dia, administrada duas ou três vezes
ao dia. A variável primária de eficácia foi a mudança média a
partir do basal na escala total da PANSS.

Os resultados do estudo demonstraram a eficácia de Hemifumarato
de Quetiapina (substância ativa) 400 mg/dia e 800 mg/dia em
comparação ao placebo. A maior eficácia da dose de 800 mg em
comparação com a dose de 400 mg não foi estabelecida.

Crianças e adolescentes (10 a 17 anos de
idade)

Episódios de mania associados ao transtorno afetivo
bipolar

A eficácia de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) no
tratamento de episódios de mania associados ao transtorno afetivo
bipolar em crianças e adolescentes foi demonstrada em um estudo
clínico multicêntrico, duplo-cego, placebo-controlado de três
semanas. Pacientes que preencheram o critério de diagnóstico DSM-IV
para episódios de mania foram randomizados em um dos três grupos de
tratamento – Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) 400
mg/dia (n= 95), Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) 600
mg/dia (n= 98) ou placebo (n= 91).

A medicação do estudo foi iniciada com 50 mg/dia e no Dia 2
aumentou para 100 mg/dia. Posteriormente, a dose foi titulada para
uma dose alvo de 400 ou 600 mg com aumentos de 100 mg/dia,
administrada duas ou três vezes ao dia. A variável primária de
eficácia foi a mudança média a partir do basal no escore total da
YMRS.

Os resultados do estudo demonstraram a eficácia superior de
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) 400 mg/dia e 600
mg/dia em comparação ao placebo. A maior eficácia da dose de 600 mg
em comparação com a dose de 400 mg não foi estabelecida.

Referências: 

1. (Gefvert O. et al.
Psychopharmacology 1998; 135: 119-26).

2.(Peuskens J, Link CG. Acta
Psychiatry Scand 1997; 96: 265-73; Copolov DL et al. Psychol Med
2000; 30: 95-106).

3. (Vieta E et al. Curr Med Res
Opin 2005; 21(6): 923-34).

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Seroquel.

Características Farmacológicas


Propriedades Farmacodinâmicas

Mecanismo de ação

A quetiapina é um agente antipsicótico atípico. A quetiapina e
seu metabólito ativo no plasma humano, a norquetiapina, interagem
com ampla gama de receptores de neurotransmissores. A quetiapina e
a norquetiapina exibem afinidade pelos receptores de serotonina
(5HT2) e pelos receptores de dopamina D1 e
D2 no cérebro. Acredita-se que esta combinação de
antagonismo ao receptor com alta seletividade para receptores
5HT2 em relação ao receptor de dopamina D2 é
o que contribui para as propriedades antipsicóticas clínicas e
reduz a suscetibilidade aos efeitos colaterais extrapiramidais
(EPS) da quetiapina em comparação com os antipsicóticos típicos. A
quetiapina não possui afinidade pelo transportador de norepinefrina
(NET) e tem baixa afinidade pelo receptor de serotonina
5HT1A, enquanto a norquetiapina tem alta afinidade por
ambos. A inibição do NET e a ação agonista parcial do receptor
5HT1A pela norquetiapina podem contribuir para a
eficácia terapêutica do Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) como um antidepressivo A quetiapina e a norquetiapina têm
também alta afinidade pelos receptores histamínicos e
alfa1-adrenérgicos, e afinidade moderada pelos receptores
alfa2-adrenérgicos. A quetiapina também possui baixa afinidade
pelos receptores muscarínicos enquanto que a norquetiapina tem
afinidade moderada à alta por vários subtipos de receptores
muscarínicos, o que pode esclarecer os efeitos anticolinérgicos
(muscarínicos).

Efeitos Farmacodinâmicos

A quetiapina é ativa em testes de atividade antipsicótica, como
condicionamento para evitar estímulos indesejáveis. A quetiapina
também reverte a ação dos agonistas de dopamina, que é medida tanto
em termos comportamentais quanto eletrofisiológicos, e aumenta a
concentração dos metabólitos de dopamina, que é uma indicação
neuroquímica do bloqueio do receptor de dopamina D2.

Em testes pré-clínicos preditivos de EPS, a quetiapina é
diferente dos antipsicóticos típicos e tem um perfil atípico. A
quetiapina não produz supersensibilidade nos receptores de dopamina
D2 após administração crônica. A quetiapina causa apenas
catalepsia leve em doses eficazes de bloqueio do receptor de
dopamina D2. A quetiapina demonstra seletividade para o
sistema límbico por produzir bloqueio de despolarização nos
neurônios mesolímbicos A10, mas não nos neurônios nigro-estriatais
A9 que contêm dopamina após administração crônica. A quetiapina
exibe uma suscetibilidade mínima a causar distonia em macacos
Cebus sensibilizados com haloperidol ou sem
pré-sensibilização após administração aguda e crônica.

Propriedades Farmacocinéticas

A quetiapina é bem absorvida e extensivamente metabolizada após
administração oral.

A biodisponibilidade da quetiapina não é afetada de forma
significativa pela administração com alimentos. Aproximadamente 83%
da quetiapina se liga a proteínas plasmáticas. No estado de
equilíbrio, o pico de concentração molar do metabólito ativo
norquetiapina é 35% do observado para a quetiapina. A meia-vida de
eliminação da quetiapina e da norquetiapina são de aproximadamente
7 e 12 horas, respectivamente.

As farmacocinéticas da quetiapina e da norquetiapina são
lineares através da faixa de dose aprovada. A cinética da
quetiapina não difere entre homens e mulheres.

A depuração média da quetiapina no idoso é aproximadamente 30% a
50% menor do que a observada em adultos com idade entre 18 e 65
anos.

A depuração plasmática média da quetiapina foi reduzida em
aproximadamente 25% em indivíduos com insuficiência renal grave
(depuração de creatinina menor que 30 mL/min/1,73 m2 ),
mas os valores individuais de depuração estão dentro da faixa para
indivíduos normais. A fração de dose molar média entre a quetiapina
livre e o metabólito ativo norquetiapina no plasma humano é lt; 5%
da dose livre excretada na urina.

A quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado, com a
droga-mãe constituindo menos de 5% do material inalterado
relacionado ao fármaco na urina ou nas fezes, após administração de
quetiapina marcada radioativamente. Aproximadamente 73% da
quetiapina radioativa é excretada na urina e 21% nas fezes. A
depuração plasmática média da quetiapina é reduzida em
aproximadamente 25% em indivíduos com função hepática prejudicada
(cirrose alcoólica estável).

Como a quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado,
altos níveis plasmáticos são esperados em indivíduos ou na
população com insuficiência hepática e ajustes de dose podem ser
necessários nesses pacientes (ver item Posologia e Modo de
Usar).

Investigações in vitro estabeleceram que a CYP3A4 é a principal
enzima responsável pelo metabolismo da quetiapina mediado pelo
citocromo P450. A norquetiapina é principalmente formada e
eliminada via CYP3A4.

A quetiapina e diversos de seus metabólitos (incluindo a
norquetiapina) foram considerados inibidores fracos da atividade do
citocromo humano P450 1A2, 2C9, 2C19, 2D6 e 3A4 in vitro. A
inibição in vitro da CYP é observada apenas em concentrações
aproximadamente 5 a 50 vezes maiores que as observadas na faixa de
dose eficaz usual de 300 a 800 mg/dia em humanos. Com base nesses
resultados in vitro, é improvável que a coadministração de
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) e outros fármacos
resulte em inibição clinicamente significativa do metabolismo do
outro fármaco mediado pelo citocromo P450.

Crianças e adolescentes (10 a 17 anos de
idade)

No estado de equilíbrio, a farmacocinética da quetiapina em
crianças e adolescentes foi semelhante à de adultos, enquanto que a
AUC e a Cmáx da norquetiapina foram maiores em crianças e
adolescentes do que em adultos, 45% e 31%, respectivamente. No
entanto quando ajustadas para o peso corporal, a AUC e a Cmáx da
quetiapina em crianças e adolescentes foram menores do que em
adultos, 41% e 39%, respectivamente, enquanto que a farmacocinética
da norquetiapina foi semelhante.

Dados de segurança pré-clínica

Estudos de toxicidade aguda

A quetiapina tem baixa toxicidade aguda. Os resultados
encontrados em camundongos e ratos após administração oral (500
mg/kg) ou intraperitoneal (100 mg/kg) foram típicos de um agente
neuroléptico efetivo e incluiram decréscimo da atividade motora,
ptose, perda do reflexo para endireitar a postura, fluido ao redor
da boca e convulsões.

Estudos de toxicidade de doses repetidas

Em estudos de doses múltiplas em ratos, cachorros e macacos,
foram observados efeitos previstos de fármacos antipsicóticos no
Sistema Nervoso Central (SNC) com quetiapina (por exemplo, sedação
em doses baixas e tremor, convulsões ou prostração em altas
doses).

A hiperprolactinemia, induzida pela atividade antagonista da
quetiapina ou de seus metabólitos sobre o receptor de dopamina D2,
variou entre as espécies, mas foi mais acentuada em ratos, e foram
observados diversos efeitos consequentes a isso em um estudo de 12
meses, incluindo hiperplasia mamária, aumento do peso da
pituitária, diminuição do peso uterino e aumento do crescimento das
fêmeas.

Alterações funcionais e morfológicas reversíveis no fígado,
consistentes com indução das enzimas hepáticas, foram observadas em
camundongos, ratos e macacos.

Hipertrofia de células foliculares da tireóide e alterações
concomitantes nos níveis plasmáticos dos hormônios tireoidianos
ocorreram em ratos e macacos.

A pigmentação de uma série de tecidos, particularmente a
tireóide, não foi associada com qualquer efeito morfológico ou
funcional.

Aumentos transitórios da frequência cardíaca, sem efeitos sobre
a pressão arterial, ocorreram em cachorros.

Cataratas triangulares posteriores observadas em cachorros após
6 meses de tratamento em doses de 100 mg/kg/dia foram consistentes
com a inibição da biossíntese de colesterol no cristalino. Não foi
observada catarata em macacos Cynomolgus recebendo até 225
mg/kg/dia, nem em roedores. A monitoração em estudos clínicos não
revelou opacidade de córnea relacionada ao fármaco em seres humanos
(ver item Propriedades Farmacodinâmicas).

Não foi observada evidência de redução de neutrófilos ou
agranulocitose em qualquer dos estudos de toxicidade.

Estudos de carcinogenicidade

No estudo em ratos (doses de 0, 20, 75 e 250 mg/kg/dia), a
incidência de adenocarcinomas mamários aumentou em todas as doses
em ratas fêmeas, consequência da hiperprolactinemia prolongada.

Em ratos (250 mg/kg/dia) e camundongos (250 e 750 mg/kg/dia)
machos, houve aumento da incidência de adenomas benignos de células
foliculares tireoidianas, consistente com os mecanismos conhecidos
específicos de roedores, resultantes da intensificação da depuração
da tiroxina hepática.

Estudos de reprodução

Efeitos relacionados aos níveis de prolactina elevados (redução
marginal da fertilidade em machos e pseudogravidez, períodos
prolongados de cio, aumento do intervalo pré-coito e redução da
taxa de gravidez) foram observados em ratos, embora estes achados
não sejam diretamente relevantes para seres humanos, devido às
diferenças entre espécies no controle hormonal da reprodução.

A quetiapina não apresentou efeitos teratogênicos.

Estudos de mutagenicidade

Estudos de toxicidade genética com quetiapina mostraram que ela
não é mutagênica ou clastogênica.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Seroquel.

Cuidados de Armazenamento do Seroquel XRO

Você deve conservar Seroquel XRO em temperatura ambiente (15ºC a
30°C).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Aspectos físicos:

Seroquel XRO 50 mg:

Comprimidos oblongos, biconvexos e de cor pêssego.

Seroquel XRO 200 mg:

Comprimidos oblongos, biconvexos e de cor amarela.

Seroquel XRO 300 mg:

Comprimidos oblongos, biconvexos e de cor amarela clara.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Seroquel XRO

MS – 1.1618.0232.

Farm. Resp.:

Dra. Gisele H. V. C. Teixeira.
CRF-SP no 19.825.

Fabricado por:

AstraZeneca Pharmaceuticals LP – Newark – EUA.

Importado e embalado por:

AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP 
CEP 06707-000.
CNPJ 60.318.797/0001-00.
Indústria Brasileira.

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção da
receita.

Seroquel-Xro, Bula extraída manualmente da Anvisa.

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