Seroquel Bula

Seroquel

Em adolescentes (13 a 17 anos), Seroquel é indicado para o
tratamento da esquizofrenia.

Em crianças e adolescentes (10 a 17 anos), Seroquel é indicado
como monoterapia ou adjuvante no tratamento dos episódios de
mania associados ao transtorno afetivo bipolar.

Como o Seroquel funciona?


Seroquel pertence a um grupo de medicamentos chamado
antipsicóticos, os quais melhoram os sintomas de alguns tipos de
transtornos mentais como esquizofrenia e episódios de mania e de
depressão associados ao transtorno afetivo bipolar.

A eficácia antidepressiva foi tipicamente observada dentro de
uma semana de tratamento. 

Contraindicação do Seroquel

Você não deve utilizar Seroquel se tiver alergia ao hemifumarato
de quetiapina ou a qualquer um dos componentes do
medicamento. 

Como usar o Seroquel

Seroquel deve ser administrado por via oral, com ou sem
alimentos.

Esquizofrenia, Episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar:

Seroquel deve ser administrado duas vezes ao dia, por via oral,
com ou sem alimentos. No entanto, para crianças e adolescentes,
Seroquel pode ser administrado três vezes ao dia dependendo da
resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente.

Manutenção do transtorno afetivo bipolar I em combinação
com os estabilizadores de humor lítio ou valproato:

Seroquel deve ser administrado duas vezes ao dia, por via oral,
com ou sem alimentos.

Episódios de depressão associados ao transtorno afetivo
bipolar:

Seroquel deve ser administrado à noite, em dose única diária,
por via oral, com ou sem alimentos.

Este medicamento não deve ser partido ou
mastigado.

Posologia do Seroquel


Esquizofrenia:

Adolescentes (13 a 17 anos de idade):

A dose total diária para os cinco dias iniciais do tratamento é
de 50 mg (dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia 3), 300 mg (dia 4) e
400 mg (dia 5). Após o 5o dia de tratamento, a dose deve ser
ajustada até atingir a faixa de dose considerada eficaz de 400 a
800 mg/dia dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de
cada paciente. Ajustes de dose devem ser em incrementos não maiores
que 100 mg/dia.

A segurança e eficácia de Seroquel não foram estabelecidas em
crianças com idade inferior a 13 anos de idade com
esquizofrenia.

Adultos:

A dose total diária para os quatro dias iniciais do tratamento é
de 50 mg (dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia 3) e 300 mg (dia 4).
Após o 4o dia de tratamento, a dose deve ser ajustada até atingir a
faixa considerada eficaz de 300 a 450 mg/dia. Entretanto,
dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada
paciente, a dose pode ser ajustada na faixa de dose de 150 a 750
mg/dia.

Episódios de mania associados ao transtorno afetivo
bipolar:

Crianças e adolescentes (10 a 17 anos de
idade):

A dose total diária para os cinco dias iniciais do tratamento é
de 50 mg (dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia 3), 300 mg (dia 4) e
400 mg (dia 5). Após o 5o dia de tratamento, a dose deve ser
ajustada até atingir a faixa de dose considerada eficaz de 400 a
600 mg/dia dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de
cada paciente. Ajustes de dose podem ser em incrementos não maiores
que 100 mg/dia.

A segurança e eficácia de Seroquel não foram estabelecidas em
crianças com idade inferior a 10 anos de idade com mania
bipolar.

Adultos:

A dose total diária para os quatro primeiros dias do tratamento
é de 100 mg (dia 1), 200 mg (dia 2), 300 mg (dia 3) e 400 mg (dia
4). Outros ajustes de dose de até 800 mg/dia no 6° dia não devem
ser maiores que 200 mg/dia. A dose pode ser ajustada dependendo da
resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente, dentro do
intervalo de dose de 200 a 800 mg/dia. A dose usual efetiva está na
faixa de dose de 400 a 800 mg/dia.

Episódios de depressão associados ao transtorno afetivo
bipolar:

A dose deve ser titulada como descrito a
seguir:

50 mg (dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia 3) e 300 mg (dia 4).
Seroquel pode ser titulado até 400 mg no dia 5 e até 600 mg no dia
8.

A eficácia antidepressiva foi demonstrada com Seroquel com 300
mg e 600 mg, entretanto, benefícios adicionais não foram observados
no grupo 600 mg durante tratamento de curto prazo.

Manutenção do transtorno afetivo bipolar I em combinação
com os estabilizadores de humor lítio ou valproato:

Os pacientes que responderam ao Seroquel na terapia combinada a
um estabilizador de humor (lítio ou valproato) para o tratamento
agudo de transtorno bipolar devem continuar com a terapia de
Seroquel na mesma dose.

A dose pode ser ajustada dependendo da resposta clínica e da
tolerabilidade individual de cada paciente. A eficácia foi
demonstrada com Seroquel (administrado duas vezes ao dia
totalizando 400 a 800 mg/dia) como terapia de combinação a
estabilizador de humor (lítio ou valproato).

Manutenção no transtorno bipolar em
monoterapia:

Pacientes que respondem a Seroquel para tratamento agudo de
transtorno bipolar devem continuar o tratamento na mesma dose,
sendo que esta pode ser reajustada dependendo da resposta clínica e
tolerabilidade individual de cada paciente, entre a faixa de 300 mg
a 800 mg/ dia.

Seroquel deve ser utilizado continuamente até que o médico
defina quando deve ser interrompido o uso deste medicamento.

Crianças e adolescentes:

A segurança e a eficácia de Seroquel não foram avaliadas em
crianças e adolescentes com depressão bipolar e no tratamento de
manutenção do transtorno bipolar.

Insuficiência hepática:

A quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado.
Portanto, Seroquel deve ser usado com cautela em pacientes com
insuficiência hepática conhecida, especialmente durante o período
inicial.

Pacientes com insuficiência hepática devem iniciar o tratamento
com 25 mg/dia. A dose pode ser aumentada em incrementos de 25 a 50
mg até atingir a dose eficaz, dependendo da resposta clínica e da
tolerabilidade de cada paciente.

Insuficiência renal:

Não é necessário ajuste de dose.

Idosos:

Assim como com outros antipsicóticos, Seroquel deve ser usado
com cautela em pacientes idosos, especialmente durante o período
inicial. Pode ser necessário ajustar a dose de Seroquel lentamente
e a dose terapêutica diária pode ser menor do que a usada por
pacientes jovens, dependendo da resposta clínica e da
tolerabilidade de cada paciente.

A depuração plasmática média de quetiapina foi reduzida de 30% a
50% em pacientes idosos quando comparada com pacientes jovens. O
tratamento deve ser iniciado com 25 mg/dia de Seroquel, aumentando
a dose diariamente em incrementos de 25 a 50 mg até atingir a dose
eficaz, que provavelmente será menor que a dose para pacientes mais
jovens.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Seroquel?


Caso você se esqueça de tomar o comprimido de Seroquel, deve
tomá-lo assim que lembrar. Tome a próxima dose no horário habitual
e não tome uma dose dobrada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião- dentista. 

Precauções do Seroquel

Seroquel deve ser utilizado com cuidado nas seguintes
situações:

  • Em pacientes com sinais e/ou sintomas de infecção;
  • Em pacientes diabéticos ou que apresentam risco de desenvolver
    diabetes;
  • Em pacientes que apresentem alterações nos níveis de
    substâncias gordurosas no sangue (triglicérides e colesterol);
  • Como em alguns pacientes foi observado o agravamento em mais de
    um dos fatores metabólicos de peso, glicemia e lipídeos, alterações
    nesses parâmetros devem ser clinicamente controladas;
  • Em pacientes com doença cardíaca conhecida, doença vascular
    cerebral ou outras condições que os predisponham à queda da pressão
    arterial. Seroquel pode induzir a queda de pressão arterial em pé,
    especialmente durante o período inicial do tratamento;
  • Em pacientes com histórico ou com risco para apneia do sono e
    que estão recebendo concomitantemente depressivos do sistema
    nervoso central (SNC);
  • Em pacientes com risco de pneumonia por aspiração;
  • Em pacientes com história de convulsões;
  • Em pacientes com sinais e/ou sintomas de alterações de
    movimento conhecidas por discinesia tardia.

Caso isso ocorra, converse com seu médico, o qual poderá
reduzir a dose ou descontinuar o tratamento com
Seroquel.

  • Em pacientes com síndrome neuroléptica maligna (que apresentem
    sintomas como aumento da temperatura corporal [hipertermia],
    confusão mental, rigidez muscular, instabilidade da frequência
    respiratória, da função cardíaca e de outros sistemas involuntários
    [instabilidade autônoma] e alteração da função renal). Caso isso
    ocorra, procure seu médico imediatamente
  • Em pacientes com distúrbios cardiovasculares ou história
    familiar de prolongamento do intervalo QT
  • Com medicamentos conhecidos por aumentar o intervalo QT e em
    concomitância com neurolépticos, especialmente para pacientes com
    risco aumentado de prolongamento do intervalo QT, como pacientes
    idosos, pacientes com síndrome congênita de intervalo QT longo,
    insuficiência cardíaca congestiva, hipertrofia cardíaca,
    hipocalemia ou hipomagnesemia
  • Em pacientes com diagnóstico atual ou histórico de retenção
    urinária, hipertrofia prostática clinicamente significativa,
    obstrução intestinal ou condições relacionadas, pressão intraocular
    elevada ou glaucoma de ângulo fechado;
  • Em pacientes com histórico de abuso de drogas ou álcool.

Seroquel pode provocar algum aumento de peso,
especialmente no início do tratamento, portanto, procure comer
moderadamente neste período.

Cardiomiopatia (enfraquecimento do músculo do coração) e
miocardite (inflamação do coração) foram relatadas em alguns
pacientes, no entanto, não se sabe se o tratamento de Seroquel está
relacionado com estes problemas.

Informe seu médico o mais rápido possível se você
tiver:

Febre, sintomas semelhantes à gripe, dor de garganta, ou de
qualquer outra infecção, uma vez que pode ser resultado da contagem
de células brancas do sangue muito baixa, podendo exigir a
interrupção do tratamento.

É aconselhada a descontinuação gradual do tratamento com
Seroquel por um período de pelo menos uma a duas semanas, pois
foram descritos sintomas de abstinência por descontinuação aguda
(repentina) como insônia, náusea e vômitos após a interrupção
abrupta do tratamento.

Seroquel não está aprovado para o tratamento de pacientes idosos
com psicose relacionada à demência.

A depressão bipolar e certos transtornos psiquiátricos são
associados a aumento do risco de ideação suicida e comportamento
suicida. Pacientes de todas as idades que são tratados com
medicamentos para transtornos psiquiátricos devem ser monitorados e
observados de perto quanto à piora clínica, tendência suicida ou
alterações não usuais no comportamento. Familiares e cuidadores
devem ser alertados sobre a necessidade de observação do paciente e
comunicação com o médico.

Devido ao seu efeito primário no Sistema Nervoso Central (SNC),
a quetiapina pode interferir com atividades que requeiram um maior
alerta mental.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir
veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem
estar prejudicadas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Sintomas de abstinência podem ocorrer em recém-nascidos cujas
mães tenham feito uso de Seroquel durante a gravidez.

Mulheres que estiverem amamentando devem ser aconselhadas a
evitar a amamentação enquanto fazem uso de Seroquel.

A segurança e a eficácia de Seroquel não foram avaliadas
em crianças e adolescentes com depressão bipolar. E também não
foram avaliadas em crianças com idade inferior a 13 anos com
esquizofrenia e em crianças com idade inferior a 10 anos com mania
bipolar.

Este medicamento contém lactose (19,00 mg/comprimido de 25 mg;
20,70 mg/comprimido de 100 mg; 41,40 mg/comprimido de 200 mg; 62,10
mg/comprimido de 300 mg), portanto, deve ser usado com cautela por
pacientes com intolerância a lactose.

Reações Adversas do Seroquel

Reação muito comum (ocorre em 10% ou mais dos pacientes
que utilizam este medicamento):

Boca seca, sintomas de descontinuação (isto é, que surgem após a
retirada abrupta do medicamento, como por exemplo: insônia, náusea,
cefaleia, diarreia, vômito, tontura e irritabilidade), elevações
dos níveis de triglicérides séricos, elevações do colesterol total,
diminuição de HDL colesterol, ganho de peso, tontura, sonolência,
diminuição da contagem de uma proteína do sangue chamada
hemoglobina e sintomas extrapiramidais.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Leucopenia e neutropenia (redução do nível dos glóbulos
brancos), taquicardia (batimento rápido do coração), palpitações,
visão borrada, constipação (prisão de ventre), dispepsia (má
digestão), vômito, astenia leve (fraqueza), edema periférico
(inchaço nas extremidades), irritabilidade, pirexia (febre),
elevações das alanina aminotransaminases séricas, aumento dos
níveis de gama GT, aumento de eosinófilos (tipo de glóbulo branco),
aumento da quantidade de açúcar (glicose), elevação da prolactina
sérica, diminuição do hormônio tireoidiano T4 total, T4 livre e T3
total, aumento do hormônio tireoidiano TSH, disartria (dificuldade
na fala), aumento do apetite, dispneia (falta de ar), hipotensão
ortostática (queda da pressão arterial em pé), sonhos anormais e
pesadelos.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Bradicardia (frequência cardíaca diminuída), disfagia
(dificuldade de deglutição), reações alérgicas, aumento dos níveis
da aspartato aminotransferase sérica (AST) no sangue, diminuição da
contagem de plaquetas, diminuição do hormônio tireoidiano T3 livre,
convulsão, síndrome das pernas inquietas, discinesia tardia,
síncope (desmaio), rinite e retenção urinária.

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Síndrome neuroléptica maligna (hipertermia [aumento da
temperatura corporal], confusão mental, rigidez muscular,
instabilidade autônoma [instabilidade da frequência respiratória,
da função cardíaca e de outros sistemas involuntários] e alteração
da função renal), hipotermia (diminuição da temperatura do corpo),
hepatite (inflamação do fígado) com ou sem icterícia (sinal clínico
caracterizado pela coloração amarelada de pele e mucosas), elevação
dos níveis de creatino fosfoquinase no sangue, agranulocitose
(ausência ou número insuficiente de glóbulos brancos, granulócitos,
no sangue), sonambulismo e outros eventos relacionados, priapismo
(ereção dolorosa e de longa duração); galactorreia (eliminação de
leite pelas mamas) e obstrução intestinal.

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos
pacientes que utilizam este medicamento):

Reações anafiláticas (reações alérgicas graves incluindo muita
dificuldade para respirar e queda abrupta e significativa da
pressão arterial).

Desconhecida:

Descontinuação neonatal (abstinência).

Crianças e adolescentes (10 a 17 anos de
idade)

As mesmas reações adversas acima descritas para adultos devem
ser consideradas para crianças e adolescentes.

As reações adversas que ocorrem em maior frequência em
crianças e adolescentes do que em adultos ou reações adversas que
não foram identificadas em pacientes adultos são:

Reação muito comum (ocorre em 10% ou mais dos pacientes
que utilizam este medicamento):

Aumento do apetite, elevações da prolactina sérica, aumento na
pressão arterial e vômito.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Rinite e síncope.

Raramente, o aumento dos níveis de prolactina no sangue pode
ocasionar inchaço dos seios e produção inesperada de leite em
meninos e meninas. Meninas podem não ter ciclos menstruais ou ter
ciclos irregulares.

Pancreatite:

Pancreatite foi relatada nos estudos clínicos e durante a
experiência pós-comercialização, no entanto, não foi estabelecida
uma relação causal. Entre os relatos pós-comercialização, muitos
pacientes apresentaram fatores conhecidos por estarem associados à
pancreatite, tais como aumento das triglicérides, cálculos biliares
e o consumo de álcool.

Constipação e obstrução intestinal:

A constipação (prisão de ventre) representa um fator de risco
para a obstrução (bloqueio) intestinal. Foram relatadas constipação
e obstrução intestinal com o uso da quetiapina.

Isto inclui relatos fatais em pacientes com alto risco de
obstrução intestinal, incluindo aqueles que estavam recebendo
múltiplas medicações concomitantes que reduzem a motilidade
intestinal e/ou que podem não ter relatado sintomas de
constipação.

Outros possíveis eventos foram observados em ensaios
clínicos com Seroquel; porém, uma relação causal não foi
estabelecida:

Agitação, ansiedade, faringite, prurido, dor abdominal,
hipotensão postural, dor nas costas, febre, gastroenterite,
hipertonia, espasmos, depressão, ambliopia, distúrbio da fala,
hipotensão, corpo pesado, hipertensão, falta de coordenação,
pensamentos anormais, ataxia, sinusite, sudorese, infecção do trato
urinário, fadiga, letargia, congestão nasal, artralgia, parestesia,
tosse, hipersonia, congestão nasal, doença do refluxo
gastroesofágico, dor nas extremidades, perturbações do equilíbrio,
hipoestesia, parkinsonismo, anorexia, abscesso no dente, epistaxe,
agressão, rigidez musculoesquelética, superdosagem acidental, acne,
palidez, desconforto no estômago, dor de ouvido, parestesia e
sede.

Experiência pós-comercialização:

As seguintes reações adversas foram identificadas durante a
comercialização de Seroquel. Como estas reações são relatadas
voluntariamente por população de tamanho incerto, não é sempre
possível estimar com segurança a sua frequência ou estabelecer uma
relação causal com a exposição ao medicamento.

As reações adversas relatadas desde a introdução no
mercado, que foram temporalmente relacionados à terapia com
quetiapina, incluem:

Reação anafilática, cardiomiopatia, reação medicamentosa com
eosinofilia e sintomas sistêmicos (HID), hiponatremia, miocardite,
enurese noturna, pancreatite, amnésia retrógrada, rabdomiólise,
síndrome de secreção inadequada de hormônio antidiurético (SIADH),
síndrome de Stevens- Johnson (SSJ), e necrólise epidérmica tóxica
(NET).

Atenção:

este produto é um medicamento que possui nova indicação no país
e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança
aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem
ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.

Neste caso, informe seu médico. 

Composição do Seroquel

Apresentações:

Comprimidos revestidos de 25 mg:

Em embalagens com 14 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 100 mg:

Em embalagens com 28 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 200 mg:

Em embalagens com 28 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 300 mg:

Em embalagens com 28 comprimidos.

Via oral.

Uso adulto e pediátrico.

Composição:

Seroquel 25 mg:

Cada comprimido revestido contém:

28,78 mg de hemifumarato de quetiapina*.

*Equivalente a 25 mg de quetiapina.

Seroquel 100 mg:

Cada comprimido revestido contém:

115,13 mg de hemifumarato de quetiapina*.

*Equivalente a 100 mg de quetiapina.

Seroquel 200 mg:

Cada comprimido revestido contém:

230,26 mg de hemifumarato de quetiapina*.

*Equivalente a 200 mg de quetiapina.

Seroquel 300 mg:

Cada comprimido revestido contém:

345,39 mg de hemifumarato de quetiapina*.

*Equivalente a 300 mg de quetiapina.

Excipientes:

povidona, fosfato de cálcio dibásico, celulose microcristalina,
lactose monoidratada, amidoglicolato de sódio, estearato de
magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e óxido férrico
vermelho* e óxido férrico amarelo**.

*Presente apenas no Seroquel 25 mg.
**Presente no Seroquel 25 mg e 100 mg.

Superdosagem do Seroquel

Sintomas:

Sonolência e sedação, batimento rápido do coração e queda da
pressão arterial. Foram relatados casos de prolongamento do
intervalo QT com superdose.

Tratamento:

Não há antídoto específico para a quetiapina. Em casos de
intoxicação grave, a possibilidade do envolvimento de múltiplos
fármacos deve ser considerada e recomenda-se procedimentos de
terapia intensiva, incluindo estabelecimento e manutenção de vias
aéreas desobstruídas, garantindo oxigenação e ventilação adequadas,
e monitoração e suporte do sistema cardiovascular. Neste contexto,
relatórios publicados descrevem uma reversão dos efeitos graves
sobre o SNC, incluindo coma e delírio, com a administração de
fisostigmina intravenosa (1-2 mg), com monitoramento contínuo do
ECG.

Nos casos de hipotensão refratária a superdose de quetiapina
deve ser tratada com medidas adequadas, tais como fluidos
intravenosos e/ou agentes simpatomiméticos (epinefrina e dopamina
devem ser evitadas, uma vez que a estimulação beta pode piorar a
hipotensão devido ao bloqueio alfa induzido pela quetiapina).

Supervisão médica e monitoração cuidadosa devem ser mantidas até
a recuperação do paciente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações. 

Interação Medicamentosa do Seroquel

Você deve utilizar Seroquel com cuidado nas seguintes
situações:

Se estiver tomando bebidas alcoólicas e outras medicações que
atuam no cérebro e no comportamento, em conjunto com outras
medicações que são conhecidas por causar desequilíbrio eletrolítico
ou por aumentar o intervalo QT; se estiver tomando outras
medicações com efeitos anticolinérgicos (muscarínicos); se estiver
tomando tioridazina, carbamazepina, fenitoína, cetoconazol,
rifampicina, barbitúricos, antifúngicos azóis, antibióticos
macrolídeos, inibidores da protease (medicamentos usados para o
tratamento de pacientes portadores do HIV) e medicamentos que
causam constipação.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Seroquel

Resultados de Eficácia


Estudos clínicos demonstraram que Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) é eficaz quando administrado 2 vezes ao dia,
apesar da quetiapina ter uma meia-vida farmacocinética de 7 horas.
Isto é sustentado por dados de um estudo de tomografia com emissão
de pósitrons (PET), que identificou que para a quetiapina, a
ocupação dos receptores 5HT2 e dos receptores de dopamina D2 é
mantida por até 12 horas.1

A segurança e a eficácia de doses maiores que 800 mg/dia não
foram avaliadas.

Esquizofrenia

Em estudos clínicos, Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) mostrou ser eficaz no tratamento dos sintomas positivos e
negativos da esquizofrenia. Em estudos comparativos Hemifumarato de
Quetiapina (substância ativa) demonstrou ser tão eficaz quanto os
agentes antipsicóticos, tais como clorpromazina e
haloperidol.2

Monoterapia ou adjuvante no tratamento de episódios de
mania associados ao transtorno afetivo bipolar

Em estudos clínicos, Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) demonstrou ser efetivo como monoterapia ou em terapia
adjuvante na redução dos sintomas de mania em pacientes com mania
bipolar. A média de dose da última semana de Hemifumarato de
Quetiapina (substância ativa) em respondedores foi de
aproximadamente 600 mg/dia e aproximadamente 85% dos respondedores
estão dentro da faixa de dose de 400 a 800 mg/dia.3

Episódios de depressão associados ao transtorno afetivo
bipolar

Em quatro estudos clínicos, que incluíram pacientes com
transtorno afetivo bipolar I, bipolar II e pacientes com ou sem
ciclagem rápida, Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa)
demonstrou ser efetivo em pacientes com depressão bipolar nas doses
de 300 e 600 mg/dia, entretanto, não foi visto benefício adicional
com doses de 600 mg durante tratamento de curto prazo.

Nestes quatro estudos, Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) foi superior ao placebo na redução da escala total MADRS
(Escala de Montgomery-Asberg para Depressão). O efeito
antidepressivo de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) foi
significativo no dia 8 (semana 1) e foi mantido até o final dos
estudos (semana 8). O tratamento com Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) 300 ou 600 mg à noite reduziu os sintomas de
depressão e de ansiedade em pacientes com depressão bipolar. Houve
menos episódios de mania emergente do tratamento com cada uma das
doses de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) do que com
placebo. Em três dos quatro estudos, para os grupos de dose 300 mg
e 600 mg, foi observada uma melhora estatisticamente significativa
em relação ao placebo na redução de pensamentos suicidas medido
pelo item 10 da MADRS e em 2 dos 3 estudos, para o grupo de dose
300 mg, foi observada melhora da qualidade de vida e da satisfação
relatada para várias áreas funcionais, medidas usando o
Questionário de Satisfação e Qualidade de Vida (Q-LES-Q (SF)).

A manutenção da eficácia antidepressiva foi estabelecida em
adultos em dois estudos clínicos de depressão bipolar com
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa). Esses estudos
incluíram uma fase aguda placebo-controlada de 8 semanas seguida
por uma fase contínua placebo-controlada de pelo menos 26 semanas e
de até 52 semanas de duração. Os pacientes tinham que estar
estáveis no término da fase aguda para serem randomizados para a
fase contínua. Em ambos os estudos, Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) foi superior ao placebo aumentando o tempo até a
recorrência de qualquer evento de humor (depressão, misto ou de
mania). A redução de risco dos estudos agrupados foi de 49%. O
risco de um evento de humor para Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) versus placebo foi reduzido em 41% com
a dose de 300 mg e em 55% com a dose de 600 mg.

Manutenção do transtorno afetivo bipolar I em combinação
com os estabilizadores de humor lítio ou valproato

A eficácia de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) no
tratamento de manutenção do transtorno afetivo bipolar em
combinação foi estabelecida em dois estudos clínicos
placebo-controlados em 1326 pacientes, que estavam de acordo com os
critérios DSM-IV para transtorno bipolar I. Os estudos incluíram
pacientes cujo episódio de humor mais recente foi de mania,
depressivo ou misto, com ou sem características psicóticas. Na fase
aberta do estudo, foi exigido que os pacientes fossem estabilizados
com Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) em combinação com
estabilizador de humor (lítio ou valproato) por um mínimo de 12
semanas para serem randomizados. Na fase de randomização, alguns
pacientes continuaram o tratamento com Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) (400 a 800mg/dia com uma dose média de 507
mg/dia) em combinação com estabilizador de humor (lítio ou
valproato) e outros receberam placebo em combinação com
estabilizador de humor (lítio ou valproato) por até 104
semanas.

No desfecho primário em cada estudo, Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) foi superior ao placebo no aumento do tempo até
a recorrência de qualquer evento de humor (de mania, misto ou
depressivo). Nestes estudos em combinação, o risco de qualquer
evento de humor foi reduzido em 70% com o tratamento de
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) em comparação ao
placebo. O período no qual 20% dos pacientes apresentaram
recorrência de qualquer evento de humor foi de 220 dias para
pacientes tratados com Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) e de 29 dias para pacientes tratados com placebo, quando
combinados com lítio ou valproato.

24% dos pacientes no grupo Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) apresentaram um evento de humor antes da semana
28 versus 60% dos pacientes no grupo placebo neste mesmo
período.

46% dos pacientes no grupo Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) apresentaram um evento de humor antes da semana
52 versus 80% dos pacientes no grupo placebo neste mesmo
período.

Monoterapia no tratamento de manutenção no transtorno
bipolar

A eficácia de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) em
monoterapia no tratamento de manutenção foi verificada em um estudo
placebo-controlado com 1226 pacientes que preenchiam o critério
DSM-IV para Transtorno Bipolar I. O estudo incluiu pacientes com
episódios mais recentes de humor de mania, misto ou depressão, com
ou sem características psicóticas. Na fase aberta, foi requerido
pacientes estabilizados com Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) por no mínimo de 4 semanas para serem randomizados. Na fase
randomizada, alguns pacientes continuaram o tratamento com
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) (300 mg a 800 mg/dia,
dose média de 546 mg/dia), enquanto outros receberam lítio ou
placebo por até 104 semanas. O resultado primário mostrou que
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) foi superior ao
placebo no aumento do tempo até recorrência de qualquer evento de
humor (mania, misto ou depressão). A redução de risco foi de 74%,
73%, e 75% para eventos de humor, mania e depressivos,
respectivamente.

Em um estudo de longo prazo (até dois anos de tratamento)
avaliando a prevenção de recorrência em pacientes com mania,
depressão ou episódios mistos de humor, Hemifumarato de Quetiapina
(substância ativa) foi superior ao placebo no aumento do tempo de
recorrência de qualquer evento de humor (maníaco, depressivo ou
misto), em pacientes com transtorno bipolar I. O número de
pacientes com evento de humor foi de 91 (22,5%) no grupo de
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa), 208 (51,5%) no grupo
placebo e 95 (26,1%) nos grupos de tratamento com lítio,
respectivamente. Em pacientes que responderam ao Hemifumarato de
Quetiapina (substância ativa), quando se compara a continuação do
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) à
mudança para o lítio, os resultados indicaram que a mudança para o
tratamento com lítio não parece estar associada a um aumento do
tempo de recorrência de evento de humor.

Ideação suicida e comportamento suicida ou piora
clínica

Em estudos clínicos placebo-controlados de curto prazo
abrangendo todas as indicações e idades, a incidência de
comportamentos suicidas foi 0,8% tanto para quetiapina (76/9327)
como para placebo (37/4845).

Nos estudos de pacientes com esquizofrenia, a incidência de
comportamentos suicidas foi de 1,4% (3/212) para a quetiapina e
1,6% (1/62) para o placebo em pacientes com idades entre 18 e 24
anos, 0,8% (13/1663) para a quetiapina e 1,1% (5/463) para o
placebo em pacientes ≥ 25 anos de idade e 1,4% (2/147) para a
quetiapina e 1,3% (1/75) para o placebo em pacientes lt; 18 anos de
idade.

Nos estudos de pacientes com mania bipolar, a incidência de
comportamentos suicidas foi de 0% tanto para a quetiapina (0/60)
como para o placebo (0/58) em pacientes com idades entre 18 e 24
anos, 1,2% tanto para a quetiapina (6/496) como para o placebo
(6/503) em pacientes ≥ 25 anos de idade e 1,0% (2/193) para a
quetiapina e 0% (0/90) para o placebo em pacientes lt; 18 anos de
idade.

Nos estudos de pacientes com depressão bipolar com episódios de
depressão no transtorno afetivo bipolar tipo I, a incidência de
comportamentos suicidas foi de 3,0% (7/233) para a quetiapina e 0%
(0/120) para o placebo em pacientes com idade entre 18 e 24 anos e
1,8% tanto para a quetiapina (19/1616) como para o placebo (11/622)
em pacientes ≥ 25 anos de idade. Não existem estudos conduzidos em
pacientes com idade lt; 18 anos com depressão bipolar.

Cataratas / opacidade do cristalino

Em um estudo clínico para avaliar o potencial do Hemifumarato de
Quetiapina (substância ativa) versus risperidona de causar
catarata no tratamento de longo prazo de pacientes com
esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo, Hemifumarato de
Quetiapina (substância ativa) em doses de 200-800 mg/dia foi
não-inferior para a taxa de eventos em 2 anos de aumento do grau de
opacidade do cristalino (opalescência nuclear, e padrões
subcapsular cortical e posterior do LOCS II) LOCS II (Sistema de
Classificação de Opacidade do Cristalino II) em comparação com a
risperidona em doses de 2 a 8 mg/dia em pacientes com pelo menos 21
meses de exposição.

Adolescentes (13 a 17 anos de idade)

Esquizofrenia

A eficácia de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) no
tratamento de esquizofrenia em adolescentes foi demonstrada em um
estudo clínico duplo-cego, placebo-controlado, de 6 semanas.
Pacientes que preencheram o critério de diagnóstico DSM-IV para
esquizofrenia foram randomizados em um dos três grupos de
tratamento: Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) 400
mg/dia (n= 73), Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) 800
mg/dia (n= 74) ou placebo (n= 75). A medicação do estudo foi
iniciada com 50 mg/dia e no Dia 2 aumentou para 100 mg/dia.
Posteriormente, a dose foi titulada para uma dose alvo de 400 ou
800 mg com aumentos de 100 mg/dia, administrada duas ou três vezes
ao dia. A variável primária de eficácia foi a mudança média a
partir do basal na escala total da PANSS.

Os resultados do estudo demonstraram a eficácia de Hemifumarato
de Quetiapina (substância ativa) 400 mg/dia e 800 mg/dia em
comparação ao placebo. A maior eficácia da dose de 800 mg em
comparação com a dose de 400 mg não foi estabelecida.

Crianças e adolescentes (10 a 17 anos de
idade)

Episódios de mania associados ao transtorno afetivo
bipolar

A eficácia de Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) no
tratamento de episódios de mania associados ao transtorno afetivo
bipolar em crianças e adolescentes foi demonstrada em um estudo
clínico multicêntrico, duplo-cego, placebo-controlado de três
semanas. Pacientes que preencheram o critério de diagnóstico DSM-IV
para episódios de mania foram randomizados em um dos três grupos de
tratamento – Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) 400
mg/dia (n= 95), Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) 600
mg/dia (n= 98) ou placebo (n= 91).

A medicação do estudo foi iniciada com 50 mg/dia e no Dia 2
aumentou para 100 mg/dia. Posteriormente, a dose foi titulada para
uma dose alvo de 400 ou 600 mg com aumentos de 100 mg/dia,
administrada duas ou três vezes ao dia. A variável primária de
eficácia foi a mudança média a partir do basal no escore total da
YMRS.

Os resultados do estudo demonstraram a eficácia superior de
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) 400 mg/dia e 600
mg/dia em comparação ao placebo. A maior eficácia da dose de 600 mg
em comparação com a dose de 400 mg não foi estabelecida.

Referências: 

1. (Gefvert O. et al.
Psychopharmacology 1998; 135: 119-26).

2.(Peuskens J, Link CG. Acta
Psychiatry Scand 1997; 96: 265-73; Copolov DL et al. Psychol Med
2000; 30: 95-106).

3. (Vieta E et al. Curr Med Res
Opin 2005; 21(6): 923-34).

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Seroquel.

Características Farmacológicas


Propriedades Farmacodinâmicas

Mecanismo de ação

A quetiapina é um agente antipsicótico atípico. A quetiapina e
seu metabólito ativo no plasma humano, a norquetiapina, interagem
com ampla gama de receptores de neurotransmissores. A quetiapina e
a norquetiapina exibem afinidade pelos receptores de serotonina
(5HT2) e pelos receptores de dopamina D1 e
D2 no cérebro. Acredita-se que esta combinação de
antagonismo ao receptor com alta seletividade para receptores
5HT2 em relação ao receptor de dopamina D2 é
o que contribui para as propriedades antipsicóticas clínicas e
reduz a suscetibilidade aos efeitos colaterais extrapiramidais
(EPS) da quetiapina em comparação com os antipsicóticos típicos. A
quetiapina não possui afinidade pelo transportador de norepinefrina
(NET) e tem baixa afinidade pelo receptor de serotonina
5HT1A, enquanto a norquetiapina tem alta afinidade por
ambos. A inibição do NET e a ação agonista parcial do receptor
5HT1A pela norquetiapina podem contribuir para a
eficácia terapêutica do Hemifumarato de Quetiapina (substância
ativa) como um antidepressivo A quetiapina e a norquetiapina têm
também alta afinidade pelos receptores histamínicos e
alfa1-adrenérgicos, e afinidade moderada pelos receptores
alfa2-adrenérgicos. A quetiapina também possui baixa afinidade
pelos receptores muscarínicos enquanto que a norquetiapina tem
afinidade moderada à alta por vários subtipos de receptores
muscarínicos, o que pode esclarecer os efeitos anticolinérgicos
(muscarínicos).

Efeitos Farmacodinâmicos

A quetiapina é ativa em testes de atividade antipsicótica, como
condicionamento para evitar estímulos indesejáveis. A quetiapina
também reverte a ação dos agonistas de dopamina, que é medida tanto
em termos comportamentais quanto eletrofisiológicos, e aumenta a
concentração dos metabólitos de dopamina, que é uma indicação
neuroquímica do bloqueio do receptor de dopamina D2.

Em testes pré-clínicos preditivos de EPS, a quetiapina é
diferente dos antipsicóticos típicos e tem um perfil atípico. A
quetiapina não produz supersensibilidade nos receptores de dopamina
D2 após administração crônica. A quetiapina causa apenas
catalepsia leve em doses eficazes de bloqueio do receptor de
dopamina D2. A quetiapina demonstra seletividade para o
sistema límbico por produzir bloqueio de despolarização nos
neurônios mesolímbicos A10, mas não nos neurônios nigro-estriatais
A9 que contêm dopamina após administração crônica. A quetiapina
exibe uma suscetibilidade mínima a causar distonia em macacos
Cebus sensibilizados com haloperidol ou sem
pré-sensibilização após administração aguda e crônica.

Propriedades Farmacocinéticas

A quetiapina é bem absorvida e extensivamente metabolizada após
administração oral.

A biodisponibilidade da quetiapina não é afetada de forma
significativa pela administração com alimentos. Aproximadamente 83%
da quetiapina se liga a proteínas plasmáticas. No estado de
equilíbrio, o pico de concentração molar do metabólito ativo
norquetiapina é 35% do observado para a quetiapina. A meia-vida de
eliminação da quetiapina e da norquetiapina são de aproximadamente
7 e 12 horas, respectivamente.

As farmacocinéticas da quetiapina e da norquetiapina são
lineares através da faixa de dose aprovada. A cinética da
quetiapina não difere entre homens e mulheres.

A depuração média da quetiapina no idoso é aproximadamente 30% a
50% menor do que a observada em adultos com idade entre 18 e 65
anos.

A depuração plasmática média da quetiapina foi reduzida em
aproximadamente 25% em indivíduos com insuficiência renal grave
(depuração de creatinina menor que 30 mL/min/1,73 m2 ),
mas os valores individuais de depuração estão dentro da faixa para
indivíduos normais. A fração de dose molar média entre a quetiapina
livre e o metabólito ativo norquetiapina no plasma humano é lt; 5%
da dose livre excretada na urina.

A quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado, com a
droga-mãe constituindo menos de 5% do material inalterado
relacionado ao fármaco na urina ou nas fezes, após administração de
quetiapina marcada radioativamente. Aproximadamente 73% da
quetiapina radioativa é excretada na urina e 21% nas fezes. A
depuração plasmática média da quetiapina é reduzida em
aproximadamente 25% em indivíduos com função hepática prejudicada
(cirrose alcoólica estável).

Como a quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado,
altos níveis plasmáticos são esperados em indivíduos ou na
população com insuficiência hepática e ajustes de dose podem ser
necessários nesses pacientes (ver item Posologia e Modo de
Usar).

Investigações in vitro estabeleceram que a CYP3A4 é a principal
enzima responsável pelo metabolismo da quetiapina mediado pelo
citocromo P450. A norquetiapina é principalmente formada e
eliminada via CYP3A4.

A quetiapina e diversos de seus metabólitos (incluindo a
norquetiapina) foram considerados inibidores fracos da atividade do
citocromo humano P450 1A2, 2C9, 2C19, 2D6 e 3A4 in vitro. A
inibição in vitro da CYP é observada apenas em concentrações
aproximadamente 5 a 50 vezes maiores que as observadas na faixa de
dose eficaz usual de 300 a 800 mg/dia em humanos. Com base nesses
resultados in vitro, é improvável que a coadministração de
Hemifumarato de Quetiapina (substância ativa) e outros fármacos
resulte em inibição clinicamente significativa do metabolismo do
outro fármaco mediado pelo citocromo P450.

Crianças e adolescentes (10 a 17 anos de
idade)

No estado de equilíbrio, a farmacocinética da quetiapina em
crianças e adolescentes foi semelhante à de adultos, enquanto que a
AUC e a Cmáx da norquetiapina foram maiores em crianças e
adolescentes do que em adultos, 45% e 31%, respectivamente. No
entanto quando ajustadas para o peso corporal, a AUC e a Cmáx da
quetiapina em crianças e adolescentes foram menores do que em
adultos, 41% e 39%, respectivamente, enquanto que a farmacocinética
da norquetiapina foi semelhante.

Dados de segurança pré-clínica

Estudos de toxicidade aguda

A quetiapina tem baixa toxicidade aguda. Os resultados
encontrados em camundongos e ratos após administração oral (500
mg/kg) ou intraperitoneal (100 mg/kg) foram típicos de um agente
neuroléptico efetivo e incluiram decréscimo da atividade motora,
ptose, perda do reflexo para endireitar a postura, fluido ao redor
da boca e convulsões.

Estudos de toxicidade de doses repetidas

Em estudos de doses múltiplas em ratos, cachorros e macacos,
foram observados efeitos previstos de fármacos antipsicóticos no
Sistema Nervoso Central (SNC) com quetiapina (por exemplo, sedação
em doses baixas e tremor, convulsões ou prostração em altas
doses).

A hiperprolactinemia, induzida pela atividade antagonista da
quetiapina ou de seus metabólitos sobre o receptor de dopamina D2,
variou entre as espécies, mas foi mais acentuada em ratos, e foram
observados diversos efeitos consequentes a isso em um estudo de 12
meses, incluindo hiperplasia mamária, aumento do peso da
pituitária, diminuição do peso uterino e aumento do crescimento das
fêmeas.

Alterações funcionais e morfológicas reversíveis no fígado,
consistentes com indução das enzimas hepáticas, foram observadas em
camundongos, ratos e macacos.

Hipertrofia de células foliculares da tireóide e alterações
concomitantes nos níveis plasmáticos dos hormônios tireoidianos
ocorreram em ratos e macacos.

A pigmentação de uma série de tecidos, particularmente a
tireóide, não foi associada com qualquer efeito morfológico ou
funcional.

Aumentos transitórios da frequência cardíaca, sem efeitos sobre
a pressão arterial, ocorreram em cachorros.

Cataratas triangulares posteriores observadas em cachorros após
6 meses de tratamento em doses de 100 mg/kg/dia foram consistentes
com a inibição da biossíntese de colesterol no cristalino. Não foi
observada catarata em macacos Cynomolgus recebendo até 225
mg/kg/dia, nem em roedores. A monitoração em estudos clínicos não
revelou opacidade de córnea relacionada ao fármaco em seres humanos
(ver item Propriedades Farmacodinâmicas).

Não foi observada evidência de redução de neutrófilos ou
agranulocitose em qualquer dos estudos de toxicidade.

Estudos de carcinogenicidade

No estudo em ratos (doses de 0, 20, 75 e 250 mg/kg/dia), a
incidência de adenocarcinomas mamários aumentou em todas as doses
em ratas fêmeas, consequência da hiperprolactinemia prolongada.

Em ratos (250 mg/kg/dia) e camundongos (250 e 750 mg/kg/dia)
machos, houve aumento da incidência de adenomas benignos de células
foliculares tireoidianas, consistente com os mecanismos conhecidos
específicos de roedores, resultantes da intensificação da depuração
da tiroxina hepática.

Estudos de reprodução

Efeitos relacionados aos níveis de prolactina elevados (redução
marginal da fertilidade em machos e pseudogravidez, períodos
prolongados de cio, aumento do intervalo pré-coito e redução da
taxa de gravidez) foram observados em ratos, embora estes achados
não sejam diretamente relevantes para seres humanos, devido às
diferenças entre espécies no controle hormonal da reprodução.

A quetiapina não apresentou efeitos teratogênicos.

Estudos de mutagenicidade

Estudos de toxicidade genética com quetiapina mostraram que ela
não é mutagênica ou clastogênica.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Seroquel.

Cuidados de Armazenamento do Seroquel

Você deve conservar Seroquel em temperatura ambiente (15°C a
30°C).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem. 

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Seroquel é apresentado da seguinte maneira:

Seroquel 25 mg:

Comprimidos redondos e de cor pêssego.

Seroquel 100 mg:

Comprimidos redondos e de cor amarela.

Seroquel 200 mg:

Comprimidos redondos e de cor branca.

Seroquel 300 mg:

Comprimidos ovais e de cor branca.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças. 

Dizeres Legais do Seroquel

MS – 1.1618.0232.

Farm. Resp.:

Dra. Gisele H. V. C. Teixeira.
CRF-SP n° 19.825.

Fabricado por:

AstraZeneca Pharmaceuticals LP – Newark – EUA.

Importado e embalado por:

AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP.
CEP 06707-000.
CNPJ 60.318.797/0001-00.
Indústria Brasileira.

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção da
receita.

Seroquel, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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