Sandrena Bula

Sandrena

  • Terapia de reposição hormonal para sintomas de deficiência do
    hormônio estrogênio em mulheres na pós-menopausa;
  • Prevenção da osteoporose em mulheres na pós-menopausa que
    apresentam risco elevado de fraturas e para as quais outros
    medicamentos contra a osteoporose não são apropriados ou são
    contraindicados.

A experiência da terapia de reposição hormonal em mulheres com
mais de 65 anos de idade está pouco documentada.


Como o Sandrena funciona?

Sandrena alivia os sintomas da menopausa e previne a osteoporose
(fraqueza dos ossos).

A deficiência do hormônio estrogênio na menopausa enfraquece os
ossos e diminui a massa óssea. A terapia de reposição hormonal
(tanto com estrogênio isolado quanto com tratamento combinado de
estrogênio-progestagênio) reduz a incidência de fraturas associadas
à osteoporose. A terapia de reposição hormonal pode também prevenir
fraturas ósseas em mulheres com densidade mineral óssea baixa ou
osteoporose.

Contraindicação do Sandrena

Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres
com:

  • Alergia (hipersensibilidade) conhecida ao ingrediente ativo ou
    quaisquer dos excipientes do gel;
  • Suspeita ou caso diagnosticado de câncer de mama; história de
    câncer de mama;
  • Suspeita ou caso diagnosticado de tumores malignos dependentes
    de estrogênio (ex. câncer de endométrio);
  • Sangramento genital de causa desconhecida;
  • Aumento da espessura da parede do útero (hiperplasia
    endometrial) não tratada;
  • Histórico ou presença de coágulo de sangue (trombose) em
    artérias (ex. angina do peito, infarto do miocárdio);
  • Histórico ou presença de coágulo de sangue (trombose) nas veias
    da perna (trombose venosa profunda) ou dos pulmões (embolia
    pulmonar);
  • Histórico de doença no fígado ou presença de doença aguda no
    fígado, enquanto os testes de função hepática não retornarem ao
    normal;
  • Porfiria (uma doença do sangue).

Este medicamento é contraindicado para uso por
grávidas.

Sandrena não deve ser usado durante a gravidez. Se você
engravidar durante o tratamento, o uso do medicamento deve ser
interrompido imediatamente.

Consulte o seu médico ou peça orientação ao farmacêutico antes
de usar qualquer medicamento.

Este medicamento é contraindicado para uso durante a
lactação.

Sandrena não deve ser usado durante a lactação. Informe seu
médico se você estiver amamentando.

Como usar o Sandrena

Cuidados de administração

Lavar bem as mãos antes e após a aplicação. Evite contato
acidental do gel com os olhos. Sandrena deve ser aplicado na pele
limpa e seca. O suor pode alterar a consistência do gel.

Sandrena é administrado em dose única diária e aplicado sobre a
pele do abdome ou da coxa (direita ou esquerda), alternando
diariamente o local de aplicação. A superfície de aplicação deverá
ser uma área de 1 a 2 palmos (200-400 cm2), ou seja, Sandrena
deverá ser espalhado e não deverá ser concentrado em uma área menor
do que 1 palmo (200 cm2) e nem espalhado em uma área maior do que 2
palmos (400 cm2). Não deve ser aplicado na região das mamas, no
rosto, na pele com irritações ou na área vaginal.

Após a aplicação, deixe o gel secar por 2 a 3 minutos e aguarde
ao menos 1 hora para molhar a área onde foi aplicado.

Posologia

Sandrena pode ser aplicado continuamente ou ciclicamente. A dose
inicial é, geralmente, de 1,0g de gel (conteúdo de 2 sachês de 0,5g
ou 1 sachê de 1,0g) que é equivalente a 1,0mg de estradiol, uma vez
por dia. A dose pode ser ajustada individualmente após 2 a 3 ciclos
de 0,5g a 1,5g por dia, o correspondente a 0,5mg a 1,5mg de
estradiol.

Pacientes com útero intacto podem combinar o tratamento de
Sandrena com um progestagênio, por exemplo, acetato de
medroxiprogesterona, noretisterona, acetato de noretisterona ou
didrogesterona por no mínimo de 12 a 14 dias.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.


O que devo fazer quando eu em esquecer de usar o
Sandrena?

Se você esquecer de aplicar uma dose, esta deve ser aplicada tão
logo seja possível, em até 12 horas após o horário habitual. Se
ultrapassar 12 horas do esquecimento, não aplique essa dose.
Continue o tratamento normalmente. O esquecimento das doses pode
induzir a sangramentos inesperados.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Sandrena

Sandrena não deve ser usado como método anticoncepcional.

A terapia de reposição hormonal deve ser utilizada apenas para o
tratamento dos sintomas da pósmenopausa que reduzem a qualidade de
vida. A relação risco/benefício deve ser avaliada pelo menos
anualmente e a terapia de reposição hormonal deve ser continuada
apenas enquanto os benefícios superarem os riscos.

Exames médicos e acompanhamento

Antes de iniciar ou reiniciar a terapia de reposição hormonal, o
seu médico deverá fazer perguntas sobre sua história médica e de
seus familiares, e realizar exames médicos, incluindo mamas e
órgãos genitais internos.

Um exame ginecológico completo deve ser realizado e repetido
pelo menos uma vez ao ano durante o tratamento. Os riscos e
benefícios do tratamento devem ser avaliados e monitorados
rigorosamente pelo seu médico.

Informe ao seu médico se tem ou teve alguma das
seguintes condições, ou se alguma destas apresentou piora durante a
terapia de reposição hormonal atual ou anterior:

  • História de tumor dependente de hormônio, tal como câncer de
    mama em parente próxima;
  • Mioma, endometriose ou hiperplasia endometrial;
  • Trombose;
  • Pressão alta;
  • Diabetes;
  • Doenças do fígado (como tumor benigno de fígado);
  • Pedras na vesícula;
  • Otosclerose (surdez hereditária);
  • Enxaqueca ou dor de cabeça intensa;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Asma;
  • Epilepsia.

Motivos para interromper imediatamente o uso de
Sandrena

O tratamento deve ser descontinuado se ocorrer qualquer
contraindicação na paciente, bem como nas seguintes
condições:

  •  Icterícia ou insuficiência hepática;
  •  Aumento significativo da pressão arterial;
  • Novo episódio de cefaleia do tipo enxaqueca;
  • Gravidez.

Efeitos sobre o seu risco de desenvolver
câncer

Hiperplasia endometrial

Se você possui o útero intacto, é recomendado o uso combinado de
outro hormônio, como um progestagênio cíclico, por pelo menos 12
dias, durante o tratamento com Sandrena. O uso prolongado de
Sandrena, sem o uso combinado de um progestagênio, pode causar
hiperplasia endometrial.

Durante os primeiros meses de tratamento podem ocorrer
sangramentos inesperados ou sangramentos escurecidos (‘borra de
café’). Informe o seu médico sobre a ocorrência de sangramento
algum tempo depois do início do tratamento, ou se este continuar
após descontinuação do medicamento.

O uso combinado de Sandrena com outro hormônio progestagênio
cíclico também deve ser considerado em mulheres que tiveram o útero
retirado devido à endometriose, particularmente e apresenta
endometriomas.

Câncer de mama

A administração da terapia de reposição hormonal com estrogênio
isolado ou combinado com progestagênio durante vários anos aumenta
o risco de câncer de mama. O risco aumenta com a duração do
tratamento e retorna ao normal dentro de 5 anos após a
descontinuação do tratamento. Alterações das mamas devem ser
relatadas ao médico e exames médicos, incluindo a mamografia, devem
ser realizados conforme a necessidade clínica de cada paciente.

Câncer de ovário

Alguns estudos indicaram que a terapia de reposição hormonal
apenas com estrogênio por mais de 5 anos, em mulheres
histerectomizadas, pode aumentar o risco de câncer de ovário. Não
se sabe se a terapia de reposição hormonal combinada de
estrogênio-progestagênio prolongada aumenta o risco da mesma
maneira.

Efeitos sobre o coração e a circulação

Coágulos

A terapia de reposição hormonal pode aumentar o risco de
desenvolvimento de coágulos (também chamados de trombose venosa
profunda (TVP), ou embolia pulmonar (EP), se ocorrerem nos
pulmões).

Alguns estudos demonstraram um aumento de 2 a 3 vezes no risco
de desenvolver tromboembolia venosa em mulheres sob terapia de
reposição hormonal em comparação com as que não estão sob
tratamento.

Você está mais propensa a apresentar um
coágulo:

  • Se for gravemente obesa;
  • Se teve um coágulo anteriormente;
  • Se qualquer pessoa de sua família teve coágulos;
  • Se teve um ou mais abortos espontâneos;
  • Se tem alguma alteração na coagulação do sangue que precise de
    tratamento com varfarina;
  • Se não estiver se locomovendo por tempo prolongado devido à
    cirurgia, traumatismo ou doença;
  • Se você tem lúpus eritematoso sistêmico.

Se alguma dessas condições se aplicar ao seu caso, consulte o
seu médico para verificar se você deve iniciar ou continuar com a
terapia de reposição hormonal.

A observação de mulheres na faixa de idade entre 50 a 59 anos
que não receberam terapia de reposição hormonal, durante um período
de 5 anos, mostra que 3 em 1.000 poderão apresentar coágulos. Para
mulheres nessa faixa de idade que receberam terapia de reposição
hormonal, a proporção aumenta de 2 para 6 (melhor estimativa = 4)
em 1.000.

A observação de mulheres na faixa de idade entre 60 a 69 anos
que não receberam terapia de reposição hormonal, durante um período
de 5 anos, mostra que 8 em 1.000 poderão apresentar coágulos. Para
mulheres nessa faixa de idade que receberam terapia de reposição
hormonal, a proporção aumenta de 5 para 15 (melhor estimativa = 9)
em 1.000.

A incidência de coágulos é mais provável durante o primeiro ano
de terapia de reposição hormonal. Se houver desenvolvimento de
coágulos após o início do tratamento, o uso de Sandrena deve ser
descontinuado. Se você apresentar sintomas que possam indicar que
você desenvolveu coágulos (tais como edema doloroso nas pernas, dor
súbita no peito e dificuldade para respirar) contate seu médico
imediatamente.

Informe ao seu médico caso você venha a ser submetida a uma
cirurgia. Você poderá precisar interromper a terapia de reposição
hormonal cerca de 4 a 6 semanas antes da cirurgia para reduzir o
risco de desenvolver coágulos. Seu médico a orientará sobre quando
você pode reiniciar o tratamento novamente.

Doença arterial coronariana (DAC)

Estudos demonstraram um possível aumento no risco de desenvolver
doença cardiovascular no primeiro ano de uso do tratamento
combinado de estrogênios e progestagênios, mas é incerto se o
aumento do risco se aplica a outros tipos de terapia de reposição
hormonal devido à falta de estudos realizados.

Acidente vascular cerebral (AVC)

Um grande estudo clínico indica que o risco de AVC isquêmico
aumenta em mulheres saudáveis durante o tratamento contínuo
combinado de estrogênios conjugados com AMP.

A observação de mulheres na faixa de idade entre 50 a 59 anos
que não estão usando terapia de reposição hormonal, estima-se que o
número de casos de AVC que ocorrerão durante um período de 5 anos,
é de aproximadamente 3 em 1.000. Para mulheres nessa faixa de idade
que receberam terapia de reposição hormonal com estrogênios
conjugados e AMP, a proporção aumenta de 0 para 3 (melhor
estimativa = 1) em 1.000.

A observação de mulheres na faixa de idade entre 60 a 69 anos
que não estão usando terapia de reposição hormonal, estima-se que o
número de casos de AVC que ocorrerão durante um período de 5 anos,
é de aproximadamente 11 em 1.000. Para mulheres nessa faixa de
idade que receberam terapia de reposição hormonal com estrogênios
conjugados e AMP, a proporção aumenta de 1 para 9 (melhor
estimativa = 4) em 1.000.

É desconhecido se o aumento do risco se aplica a outros tipos de
terapia de reposição hormonal.

Outras condições

Informe ao seu médico caso você apresente:

  • Disfunção cardíaca ou renal;
  • Aumento na quantidade de gorduras no sangue.

Reações Adversas do Sandrena

As reações adversas são, geralmente, leves e, raramente, levam à
descontinuação do tratamento. Se ocorrerem reações adversas, estas
ocorrerão durante os primeiros meses de tratamento e serão
transitórias.

Foram relatadas as seguintes reações
adversas

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% das pacientes que
utilizam este medicamento):

Ssensibilidade nas mamas; dor de cabeça, inchaço, aumento de
peso, sangramentos vaginais inesperados ou pequenos sangramentos
escurecidos (‘borra de café’), náuseas, vômitos, cólicas estomacais
e irritação na pele.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% das pacientes
que utilizam este medicamento):

Alterações do desejo sexual e do humor; enxaqueca.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes
que utilizam este medicamento):

Pressão alta; coágulos nas veias; alterações na função do fígado
e das vias biliares; vermelhidão na pele.

As reações adversas graves relatadas em associação a tratamentos
hormonais, bem como os sintomas relacionados, são discutidas em
outra parte desta bula.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Sandrena

Pacientes idosas

A experiência da terapia de reposição hormonal em mulheres com
mais de 65 anos de idade está pouco documentada. Recomenda-se
cautela no uso de Sandrena em pacientes com idade ≥ 60 anos.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir e operar
máquinas

Sandrena não é conhecido por apresentar qualquer efeito sobre a
habilidade de dirigir e operar máquinas.

Composição do Sandrena

Cada sachê com 0,5g contém:

0,5mg de estradiol.

Excipientes:

carbômer, trolamina, propilenoglicol, álcool etílico e água.

Cada sachê com 1,0g contém:

1,0mg de estradiol.

Excipientes:

carbômer, trolamina, propilenoglicol, álcool etílico e água.

Superdosagem do Sandrena

A superdose de estrogênio pode causar náusea, cefaleia e
sangramento vaginal. Não foram notados eventos adversos graves em
crianças que ingeriram pílulas anticoncepcionais contendo grandes
quantidades de estrogênio.

O tratamento da superdose de estrogênio é sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Sandrena

Nota: As informações de medicamentos usados
concomitantemente devem ser consultadas para que sejam
identificadas potenciais interações.

Efeitos de outros medicamentos sobre
Estradiol

Podem ocorrer interações com medicamentos que induzem as enzimas
microssomais as quais podem resultar em aumento da depuração de
hormônios sexuais e que podem levar a alterações no perfil do
sangramento uterino e/ou redução do efeito terapêutico.

Substâncias que aumentam a depuração dos hormônios
sexuais (eficácia diminuída por indução enzimática), por
exemplo: 

Fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e
possivelmente também oxcarbazepina, topiramato, felbamato,
griseofulvina e produtos contendo erva de São João.

A indução enzimática já pode ser observada após alguns dias de
tratamento e atinge graus máximos geralmente em poucas semanas. A
indução enzimática pode ser mantida por cerca de 4 semanas após a
descontinuação da medicação.

Substâncias com efeitos variáveis na depuração de
hormônios sexuais: 

Quando coadministrados com hormônios sexuais, muitos inibidores
de protease e inibidores não-nucleosídios da transcriptase reversa
do HIV / HCV podem aumentar ou diminuir as concentrações
plasmáticas do estrogênio. Em alguns casos estas alterações podem
ser clinicamente relevantes.

Substâncias que diminuem a depuração de hormônios
sexuais (inibidores enzimáticos):

Inibidores potentes e moderados do CYP3A4, tais como
antifúngicos azólicos (por exemplo, fluconazol, itraconazol,
cetoconazol, voriconazol), macrolídeos (por exemplo,
claritromicina, eritromicina), verapamil, diltiazem e suco de
toranja (grapefruit) podem aumentar as concentrações plasmáticas do
estrogênio.

Substâncias que sofrem conjugação substancial, como por exemplo,
o paracetamol, podem aumentar a biodisponibilidade do estradiol
pela inibição competitiva do sistema de conjugação durante a
absorção.

Outras formas de interação

Exames laboratoriais: 

O uso de esteroides sexuais pode influenciar os resultados de
certos exames laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das
funções hepática, tiroidiana, adrenal e renal, níveis plasmáticos
de proteínas (transportadoras), por exemplo, globulina de ligação a
corticosteroides e frações lipídicas/lipoproteicas, parâmetros do
metabolismo de carboidratos, da coagulação e fibrinólise. As
alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial
normal.

Interação Alimentícia do Sandrena

Interações com bebidas alcoólicas

A ingestão aguda de bebidas alcoólicas durante a TRH pode
ocasionar elevação nos níveis circulantes de estradiol.

Ação da Substância Sandrena

Resultados de eficácia

O uso de medicamentos contendo valerato de estradiol para a
melhora dos sintomas da menopausa é reconhecido
cientificamente.

Na maioria das mulheres de 1 a 2 mg de valerato de estradiol ou
estradiol são suficientes para obter efeito terapêutico. Estradiol
1 mg contém 1 mg de valerato de estradiol, que corresponde a 0,764
mg de estradiol. Estradiol 2 mg contém 2 mg de valerato de
estradiol, que corresponde a 1,528 mg de estradiol.


Características farmacológicas

Farmacodinâmica

Estradiol contém o estrogênio valerato de estradiol, um
pró-fármaco do 17β-estradiol natural humano.

A ovulação não é inibida durante o uso de Estradiol e a produção
endógena de hormônios dificilmente é afetada.

Durante o climatério, a redução e posterior perda da secreção do
estradiol ovariano pode resultar em uma instabilidade na
termorregulação, causando fogachos associados com distúrbios do
sono, sudorese excessiva, atrofia urogenital com sintomas de secura
vaginal, dispareunia e incontinência urinária. Menos
específicos, mas frequentemente mencionados como parte da síndrome
do climatério, são os sintomas como queixas anginosas, palpitações,
irritabilidade, nervosismo, falta de energia e de capacidade de
concentração, esquecimento, perda da libido, dores musculares e nas
articulações. A terapia de reposição hormonal (TRH) alivia muitos
desses sintomas provocados pela deficiência de estradiol em
mulheres na menopausa.

A TRH com dosagem adequada de estrogênio, como em Estradiol,
reduz a reabsorção óssea e retarda ou cessa a perda de massa óssea
na pós-menopausa. Quando o tratamento é interrompido, a massa óssea
reduz-se a uma razão comparável àquela encontrada no período da
pós-menopausa imediata. Não há evidência de que a TRH restaure a
massa óssea aos níveis da pré-menopausa. A reposição hormonal
também tem um efeito positivo sobre o conteúdo do colágeno e a
espessura da pele e consegue retardar o processo de formação de
rugas da pele.

A TRH altera o perfil lipídico: diminui o colesterol total e o
LDL-colesterol e pode aumentar o HDL-colesterol e os níveis de
triglicérides. Os efeitos metabólicos podem ser anulados em parte
pela adição de um progestógeno.

É recomendada a adição de um progestógeno a um regime de
reposição estrogênica, como com Estradiol, por no mínimo 10 dias
por ciclo, para mulheres com o útero intacto. Desta forma, reduz-se
o risco de hiperplasia endometrial e o risco contínuo de
adenocarcinoma nessas mulheres. A adição de um progestógeno ao
regime de reposição estrogênica não mostrou interferência na
eficácia do estrogênio para o uso indicado.

Estudos observacionais e o estudo “Women’s Health Iniciative
(WHI)” com estrogênios equinos conjugados (EEC) e acetato de
medroxiprogesterona (MPA) sugerem uma redução na morbidade do
câncer de colo na pós-menopausa em mulheres que usam TRH. No estudo
da WHI com monoterapia de EEC não foi observada redução no risco.
Não se sabe se estes dados também se estendem para outros
medicamentos e esquemas terapêuticos para TRH.

Farmacocinética

Absorção

O valerato de estradiol é rápida e completamente absorvido. O
éster esteroidal divide-se em estradiol e ácido valérico durante a
absorção e o metabolismo de primeira passagem no fígado. Ao mesmo
tempo, o estradiol passa por um metabolismo intenso até
transformar-se, em estrona, estriol e sulfato de estrona. Somente
cerca de 3% do estradiol torna-se biodisponível após a
administração oral do valerato de estradiol. Os alimentos não
afetam a biodisponibilidade do estradiol.

Distribuição

Concentrações séricas máximas de estradiol, de aproximadamente
15 pg/ml (ou 30 pg/ml), são geralmente esperadas entre 4 a 9 horas
após a ingestão da drágea. Dentro de 24 horas após a ingestão da
drágea, espera-se que os níveis séricos do estradiol diminuam até
concentrações de cerca de 8 pg/ml (ou 15 pg/ml). O estradiol
liga-se à albumina e às proteínas transportadoras de hormônios
sexuais (SHBG). A fração do estradiol não-ligado no soro é de cerca
de 1 a 1,5% e a fração ligada às proteínas transportadoras de
hormônio sexuais é de aproximadamente 30 – 40%.
O volume aparente de distribuição do estradiol após uma única
administração intravenosa é de cerca de 1 l/kg.

Metabolismo

Após a clivagem do éster exógeno administrado, valerato de
estradiol, o metabolismo do fármaco segue os caminhos de
biotransformação do estradiol endógeno: é metabolizado
principalmente pelo fígado e também por vias extra-hepáticas como,
por exemplo, no intestino, rins, músculos esqueléticos e
órgãos-alvo. Estes processos envolvem a formação da estrona,
estriol, catecolestrogênios e sulfatos e glicuronídeos conjugados
destes compostos, os quais são todos claramente menos estrogênicos
ou mesmo não-estrogênicos em relação ao estradiol.

Eliminação

A eliminação sérica total do estradiol, após dose única
administrada via intravenosa, mostra grande variabilidade em um
intervalo de 10 a 30 ml/min/kg. Uma certa proporção de metabólitos
do estradiol é excretada na bile e passa pela circulação
êntero-hepática. Enfim, os metabólitos do estradiol são
principalmente excretados por via renal como sulfatos e
glicuronídeos na urina.

Condições de equilíbrio

São esperados, aproximadamente, níveis séricos do estradiol duas
vezes maiores após múltiplas administrações em relação a uma dose
única. Na média, a concentração do estradiol varia entre 15 (ou 30
pg/ml) (nível mínimo) e 30 (ou 60 pg/ml) (nível máximo). A estrona,
como um metabólito menos estrogênico, alcança concentrações séricas
8 vezes maiores, aproximadamente. O sulfato de estrona alcança,
aproximadamente, concentrações 150 vezes mais altas. Após a
interrupção do tratamento, os níveis de pré-tratamento de estradiol
e estrona são atingidos dentro de 2 a 3 dias.

Dados de segurança pré-clínico

O perfil toxicológico do estradiol é bem conhecido. Não existem
dados pré-clínicos relevantes adicionais àqueles descritos nos
demais itens.

Cuidados de Armazenamento do Sandrena

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC). Proteger
da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Sandrena é um gel cremoso e opalescente.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Sandrena

MS 1.0171.0084

Farm. Resp.:

Cristina Matushima
CRF-SP nº 35.496
Certificado nº FI/1118H/2009

Fabricado e embalado por:

Orion Corporation, Orion Pharma, Turku, Finlândia

Importado e registrado por:

Schering-Plough Indústria Farmacêutica Ltda.
Rua João Alfredo, 353
São Paulo – SP
CNPJ 03.560.974/0001-18
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Sandrena, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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