Hyclin Bula

Hyclin

  • Infecções do trato respiratório superior (nariz, faringe
    laringe e traqueia) e inferior (brônquios, pulmões) como empiema
    (presença de pus entre as membranas que envolvem os pulmões),
    pneumonia anaeróbica (pneumonia por uma bactéria específica) e
    abscessos pulmonares (acúmulo de pus nos pulmões);
  • Septicemia bacteriana (disseminação de bactérias pelo sangue a
    partir de uma infecção em determinado local);
  • Infecções de pele e partes moles, (infecção da pele e tecidos
    próximos como gordura);
  • Infecções intra-abdominais, de abdome, como peritonite
    (infecção da membrana que envolve os órgãos internos abdominais) e
    abscesso intra-abdominal (acúmulo de pus dentro da cavidade do
    abdome); infecções da pelve (região inferior do abdome) e do trato
    genital feminino (útero, trompas, ovário e vagina) como endometrite
    (infecção de uma das camadas de tecido que forma o útero),
    abscessos tubo- ovarianos não gonocócicos (acúmulo de pus dentro
    das trompas uterinas e do ovário causadas por bactérias diferentes
    da Neisseria gonorrheae), celulite pélvica (infecção da pele e dos
    tecidos abaixo dela na região pélvica e infecção vaginal após
    cirurgias) e infecções dentárias.

Como o Hyclin funciona?


Hyclin é um antibiótico inibidor da síntese proteica
bacteriana, ele impede que as bactérias produzam proteínas que são
à base do seu crescimento e reprodução, ou seja, incapacita a
bactéria de crescer e se multiplicar. 

Contraindicação do Hyclin

Hyclin não deve ser usado caso você já tenha
apresentado:

Hipersensibilidade, alergia ou reação alérgica à clindamicina, à
lincomicina ou a qualquer componente da fórmula. 

Como usar o Hyclin

Uso em Adultos

Via parenteral (administração IM = Intramuscular ou EV =
Endovenosa):

Para infecções intra- abdominais, infecções da pelve e outras
complicações ou infecções graves, a dose usual diária de
Hyclin é 2.400 – 2.700 mg em 2, 3 ou 4 doses iguais. Infecções
mais moderadas causadas por microorganismos sensíveis podem
responder com 1.200 – 1.800 mg por dia, em 3 ou 4
doses iguais. Doses diárias maiores que 4.800 mg foram usadas
com sucesso. Doses únicas IM maiores que 600 mg não são
recomendadas. 

Uso em Crianças (com mais de 1 mês de
idade)

Via parenteral (administração IM = Intramuscular ou EV =
Endovenosa):

 20 – 40 mg/kg por dia em 3 ou 4 doses iguais. 

Doses em Indicações Específicas

Tratamento de infecções por estreptococo
beta-hemolítico:

Consulte as recomendações de dosagem “Uso em Adultos e
Crianças”. Em infecções por estreptococos beta-hemolíticos
(bactéria específica), o tratamento deve ser mantido por pelo menos
10 dias.

Tratamento intra-hospitalar de doença inflamatória
pélvica:

Em doença inflamatória pélvica (DIP), infecção ou inflamação dos
órgãos presentes na região inferior do abdome (útero, trompas,
ovário), o tratamento deve ser iniciado com 900 mg de fosfato de
clindamicina, por via endovenosa a cada 8 horas. O tratamento EV
deve ser continuado por pelo menos 4 dias e por pelo menos 48 horas
após a recuperação da paciente.

Continua-se então o tratamento com fosfato de clindamicina por
via oral, administrando-se 450 – 600 mg a cada 6 horas até
completar 10 – 14 dias de tratamento total.

O Hyclin será preparado e administrado por um médico ou por um
profissional de saúde especializado. As instruções para
administração, reconstituição, diluição e infusão estão
disponibilizadas na parte destinada aos Profissionais de Saúde,
pois somente um médico ou um profissional de saúde especializado
poderá preparar e administrar a medicação.

O fosfato de clindamicina em infusão, é incompatível (ou
seja, não deve ser infundido junto) com:

Ampicilina sódica, fenitoína sódica, barbitúricos, aminofilina,
gluconato de cálcio, sulfato de magnésio, ceftriaxona sódica e
ciprofloxacino.

Não foi demonstrada incompatibilidade com os antibióticos
cefalotina, cenamicina, gentamicina, penicilina ou
carbenicilina. 

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento de seu médico. 

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Hyclin?


Como este é um medicamento de uso exclusivamente hospitalar, o
plano de tratamento é definido pelo médico que acompanha o caso. Se
você não receber uma dose deste medicamento, o médico deve
redefinir a programação do tratamento. 

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista. 

Precauções do Hyclin

O tratamento com antibióticos altera a flora normal do cólon,
altera o equilíbrio entre as bactérias presentes normalmente no
intestino grosso, resultando em um crescimento excessivo de
determinadas bactérias. Há relatos de que diarreia associada à
C. difficile pode ocorrer em até dois meses após a
administração de antibióticos; portanto, o médico deve ter cuidado
na avaliação de seu histórico clínico e acompanhá-lo após o
tratamento. Colite pseudomembranosa (infecção do intestino por
bactéria da espécie C. difficile) foi relatada em associação a
quase todos agentes antibióticos, inclusive clindamicina, fosfato
de clindamicina, e pode variar, em gravidade, de leve a risco de
morte. Portanto, é importante que o médico considere esse
diagnóstico em pacientes que apresentem diarreia (aumento no número
e na quantidade de fezes eliminadas diariamente) após a
administração de antibióticos.

Casos leves de colite pseudomembranosa geralmente melhoram com a
interrupção do uso do medicamento. Hyclin não deve ser
utilizado no tratamento da meningite (infecção das meninges,
membrana que envolve o cérebro e a medula espinal), pois não
penetra adequadamente no líquido cefalorraquidiano (líquido que
preenche o espaço entre as meninges e o cérebro e a medula).
Durante o tratamento prolongado, devem ser realizados testes
periódicos de função hepática (do fígado) e renal (do rim).

O uso de Hyclin pode resultar em proliferação de
micro-organismos não susceptíveis, não sensíveis ao antibiótico,
particularmente as leveduras. Hyclin não deve ser injetado em
bolus (em uma aplicação rápida) por via endovenosa sem ser diluído,
mas sim posto em infusão por, pelo menos, 10 – 60 minutos. Este
produto contém álcool benzílico. O álcool benzílico foi associado à
síndrome de Gasping (um tipo de alteração na respiração) fatal em
recém-nascidos prematuros.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar
Máquinas

O efeito de Hyclin na habilidade de dirigir ou operar
máquinas ainda não foi sistematicamente avaliado. 

Reações Adversas do Hyclin

As categorias de frequência são definidas
como:

Muito comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam
este medicamento), comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento), incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos
pacientes que utilizam este medicamento), raras (ocorre entre 0,01%
e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento), muito raras
(ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este
medicamento), desconhecidas (não podem ser estimadas a partir dos
dados disponíveis).

Foram relatadas as seguintes reações
adversas:

Infecções e Infestações

Comum:

Colite pseudomembranosa (infecção do intestino por bactéria da
espécie C. dificille).

Distúrbios sanguíneos e do sistema
linfático

Incomuns:

Eosinofilia (aumento de um tipo de células de defesa no sangue:
eosinófilo). Desconhecidas: agranulocitose (diminuição de um tipo
de células de defesa no sangue: granulócitos), leucopenia (redução
de células de defesa no sangue), neutropenia (diminuição de um tipo
de células de defesa no sangue: neutrófilos), e trombocitopenia
(diminuição de um tipo de células de coagulação do sangue:
plaquetas).

Distúrbios do sistema imunológico

Desconhecidas:

Reações anafiláticas (reação alérgica que pode levar à
incapacidade de respirar), reação com eosinofilia e sintomas
sistêmicos (DRESS) (reação adversa a medicamentos caracterizada por
erupção cutânea grave, febre, aumento de gânglios, hepatite e
anormalidades nas células do sangue).

Distúrbios do sistema nervoso

Incomum:

Disgeusia (alteração do paladar).

Distúrbios Cardíacos

Incomum:

Parada cardiorrespiratória, hipotensão (pressão baixa).

Distúrbios vasculares

Comum:

Tromboflebite (inflamação da veia).

Distúrbios gastrintestinais

Comuns:

Diarreia (aumento no número e na quantidade de fezes eliminadas
diariamente), dor abdominal. Incomuns: náusea (enjoo), vômito.

Distúrbios hepatobiliares

Comum:

Foram observadas anormalidades em testes de função hepática
(alterações dos testes laboratoriais que avaliam a função do
fígado). Desconhecida: icterícia (pele amarelada devido à deposição
de substâncias biliares).

Distúrbios na pele ou no tecido subcutâneo

Comum:

Rash maculopapular (erupções de pele). Incomum:
urticária (reação alérgica). Raras: eritema multiforme (manchas
vermelhas, bolhas e ulcerações em todo o corpo), prurido (coceira).
Desconhecidas: necrose epidérmica tóxica (descamação grave da
camada superior da pele), síndrome de Stevens-Johnson (reação
alérgica grave com bolhas na pele e mucosas), dermatite esfoliativa
(descamação da pele), dermatite bolhosa (erupções da pele
avermelhadas com pequenas bolhas), rash morbiliforme (erupções da
pele não elevadas e avermelhadas), infecção vaginal (inflamação
vaginal), pustulose exantemática generalizada aguda (aparecimento
repentino de pústulas – pequenas bolhas com pus – sobre região de
pele avermelhada acompanhada de febre e aumento da quantidade de
leucócitos – tipo de célula branca de defesa – no sangue).

Distúrbios Gerais e condições do local de
administração 

Incomum:

Dor e abcesso.

Desconhecida:

Irritação no local da injeção. 

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.

Informe também a empresa através do seu serviço de
atendimento.

 

População Especial do Hyclin

Uso em Pacientes Idosos

Estudos com fosfato de clindamicina mostraram que não há
diferenças importantes entre pacientes jovens e idosos com a função
hepática (do fígado) normal e função renal (do rim) normal
(ajustado pela idade), após administração endovenosa. Portanto, o
ajuste da dose não é necessário em pacientes idosos com a função
hepática normal e função renal normal (ajustado
pela idade).

Uso em Pacientes com Insuficiência Renal e
Hepática

Não é necessário o ajuste de dose em pacientes com insuficiência
(falência) renal e hepática. 

Uso durante a Gravidez

Hyclin atravessa a placenta em humanos, portanto deve ser
utilizado na gravidez apenas se claramente necessário.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista. 

Uso durante a Lactação

A clindamicina foi detectada no leite materno e devido aos
potenciais efeitos adversos em neonatos, clindamicina não deve ser
utilizada em mulheres que estão amamentando. 

Composição do Hyclin

Cada mL de solução injetável contém

Fosfato de clindamicina 178,242* mg.(*equivalente a 150 mg de
clindamicina base)

Veículo:

 Álcool benzílico, edetato dissódico, hidróxido de sódio e
água para injetáveis. 

Apresentação do Hyclin


Solução injetável 150 mg/mL.

Cartucho com 01 ampola de vidro transparente com 4 mL. 

Caixa com 50 ampolas de vidro transparente com 4 mL.

Via endovenosa/intramuscular (EV/IM).

Uso adulto e pediátrico acima de 1 mês de
idade.

Superdosagem do Hyclin

Em caso de superdose, hemodiálise e diálise peritoneal
(filtração do sangue realizada artificialmente) não são meios
eficazes para a eliminação da clindamicina
do sangue. 
 

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações. 

Interação Medicamentosa do Hyclin

Sempre avise ao seu médico todas as medicações que você toma
quanto ele for prescrever uma medicação nova. O médico precisa
avaliar se as medicações reagem entre si alterando a sua ação, ou
da outra; isso chama interação medicamentosa.

Hyclin pode interagir com outros medicamentos, como
eritromicina e medicamentos bloqueadores neuromusculares. 

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o
conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

Ação da Substância Hyclin

Resultados de Eficácia

Infecções de trato respiratório superior:

No tratamento de tonsilites a clindamicina (150 mg por via oral,
a cada 6 horas, por 10 dias) é mais eficaz que a penicilina V (250
mg por via oral, a cada 6 horas, por 10 dias) e que a eritromicina
(250mg por via oral, a cada 6 horas, por 10 dias).

Infecções de trato respiratório inferior:

A clindamicina é superior ao metronidazol no tratamento de
infecções pulmonares (incluindo abscessos e pneumonias necrosantes)
causadas por agentes anaeróbios.

No tratamento de abscessos pulmonares trabalhos demonstram
superioridade da clindamicina quando comparada à penicilina G. O
primeiro trabalho randomizado compara os tratamentos intravenosos
com clindamicina (600 mg, a cada 8 horas) com penicilina G (1
milhão UI, a cada 4 horas) em 38 pacientes mostrando que a primeira
leva a remissão mais precoce da febre (4,7 vs 7,7 dias) e
menor tempo de expectoração fétida (4,1 vs 7,8 dias). Após
dez dias nenhum paciente que usou clindamicina, e 24% dos que
usaram penicilina, apresentou piora clínica4. O segundo trabalho
randomizado foi feito com 39 pacientes com abscesso pulmonar
comparando clindamicina (600mg, a cada 8 horas) com penicilina G (1
milhão UI, a cada 4 horas) durante 10 dias, por via intravenosa e 3
a 6 semanas por via oral. Este trabalho mostrou eficácia de 100% da
clindamicina contra 47% da penicilina.

Infecções de pele e partes moles:

No tratamento de infecção de partes moles a combinação
intravenosa de clindamicina (5 mg/kg, a cada 6 horas) e gentamicina
(1,5 mg/kg, a cada 8 horas) mostrou-se tão eficaz quanto cefotaxima
(20 mg/kg, a cada 6 horas). Os tratamentos duraram de 5 a 10 dias e
as taxas de cura foram de 73% para a combinação clindamicina e
gentamicina vs 71% para o tratamento cefotaxima.

A clindamicina (300 mg por via oral, a cada 8 horas, por 7 dias)
foi tão efetiva quanto cloxacilina (500 mg por via oral, a cada 8
horas, por 7 dias) no tratamento de 61 pacientes com infecção de
pele e tecido subcutâneo.

Infecções dentárias:

A clindamicina (150 mg, a cada 6 horas) tem eficácia comparável
a da ampicilina (250 mg, a cada 6 horas) no tratamento de abscessos
odontogênico.

Infecções ginecológicas:

No tratamento de vaginoses bacterianas a clindamicina alcança
eficácia similar a do metronidazol, tanto oral como topicamente. A
taxa de cura de ambos fica entre 80 e 90%.

A clindamicina (900 mg por via intravenosa, a cada 8 horas) é
tão efetiva quanto ampicilina + sulbactam (2 g + 1 g por via
intravenosa, a cada 6 horas) no tratamento da endometrite
pós-parto. As taxas de cura foram de 88% e 83%, respectivamente.
Resultados similares foram observados comparando clindamicina e
gentamicina (900 mg/1,5 mg/kg, a cada 8 horas) com ampicilina +
sulbactam (2 g + 1 g por via intravenosa, a cada 6 horas).

Outro trabalho sobre endometrite pós-parto mostrou que a
clindamicina (600 mg, a cada 6 horas) combinada com gentamicina
(dose definida através do nível sérico, a cada 8 horas) é tão
efetiva quanto a cefoxitina (2 g, a cada 6 horas, por via
intravenosa) e a mezlocilina (4 g, a cada 6 horas, por via
intravenosa). A taxa de cura foi de 92%, 82% e 87%,
respectivamente. Os tratamentos duraram de 4 a 10 dias. Resultados
similares foram obtidos por Herman comparando a combinação
clindamicina e gentamicina (taxa de cura clínica 76%) com
cefoxitina (75%)16.

Em comparação com cefoperazona (2 g, a cada 12 horas, via
intravenosa) a combinação clindamicina (600 mg por via intravenosa,
a cada 6 horas) e gentamicina (1 a 1,5 mg/kg por via intravenosa, a
cada 6 horas) mostrou eficácia similar em um estudo randomizado no
tratamento de infecção pélvica realizado com 102 mulheres.

Em pacientes com doença inflamatória pélvica o tratamento
intravenoso combinado de clindamicina (900mg, a cada 8 horas) e
gentamicina (dose de ataque de 120mg e manutenção de 80mg, a cada 8
horas) é tão eficaz quanto cefotaxima intravenoso (2g, a cada 8
horas). Também nestes casos quando comparamos a clindamicina
combinada com um aminoglicosídeo (amicacina ou gentamicina) com a
combinação cefoxitina e doxiciclina observamos que ambas as opções
têm eficácia semelhante.

Infecções intra-abdominais:

A combinação clindamicina e gentamicina foi tão eficaz quanto
ampicilina + sulbactam para o tratamento de infecções
intra-abdominais. Em estudo cego e randomizado feito com 123
pacientes as duas opções foram avaliadas e a taxa de cura clínica
foi de 78% com ampicilina + sulbactam e 89% com clindamicina e
gentamicina.

No tratamento de peritonite polimicrobiana a combinação
intravenosa de clindamicina (5 mg/kg, a cada 6 horas) e gentamicina
(1,5 mg/kg, a cada 8 horas) mostrou-se tão eficaz quanto cefotaxima
(20 mg/kg, a cada 6 horas).

A combinação de clindamicina e gentamicina foi tão eficaz quanto
a combinação entre metronidazol e gentamicina para o tratamento de
infecções intra-abdominais em adultos.

Características Farmacológicas

O fosfato de clindamicina é um antibiótico semissintético,
produzido pela substituição do grupo 7(R)-hidroxi de um derivado da
lincomicina, pelo grupo 7(S)-cloro. O fosfato de clindamicina é o
éster hidrossolúvel da clindamicina e do ácido fosfórico.

Propriedades farmacodinâmicas

O fosfato de clindamicina é um antibiótico inibidor da síntese
proteica bacteriana.

Embora o fosfato de clindamicina seja inativo in vitro, in
vivo
é rapidamente hidrolisado a clindamicina ativa. A
clindamicina demonstrou ter atividade in vitro contra os
seguintes micro-organismos isolados:

Cocos aeróbicos gram-positivos:

Staphylococcus aureus; Staphylococcus
epidermidis
(cepas produtoras de penicilinase e não
penicilinase).

Em testes in vitro algumas cepas de estafilococos
resistentes à eritromicina, rapidamente desenvolveram resistência à
clindamicina; estreptococo (exceto Streptococcus faecalis) e
pneumococo
.

Bacilos anaeróbicos gram-negativos:

Bacteroides spp. (incluindo os grupos Bacteroides
fragilis e Bacteroides melaninogenicus
); Fusobacterium
spp
.

Bacilos anaeróbicos gram-positivos não formadores de
esporos:

Propionibacterium, Eubacterium, Actinomyces spp.

Cocos anaeróbicos e microaerófilos
gram-positivo:

Peptococcus spp.; Peptostreptococcus spp. e Microaerophilic
streptococci
.

Clostridia:

É mais resistente que os outros micro-organismos anaeróbicos à
clindamicina. Muitos Clostridium perfringens são susceptíveis, mas
outras espécies como Clostridium sporogenes e Clostridium
tertium
são frequentemente resistentes à clindamicina.

Devem ser feitos testes de susceptibilidade. Foi demonstrada
resistência cruzada entre clindamicina e lincomicina. Foi
demonstrado antagonismo entre clindamicina e eritromicina.

Propriedades farmacocinéticas

Estudos de níveis séricos conduzidos com uma dose oral de 150 mg
de cloridrato de clindamicina em 24 voluntários adultos normais
mostraram que a clindamicina foi rapidamente absorvida após
administração oral. Foi atingido nível sérico médio de 2,50μg/mL em
45minutos; os níveis séricos foram em média de 1,51μg/mL em 3 horas
e de 0,70μg/mL em 6 horas.

A absorção de uma dose oral é quase completa (90%) e a
administração concomitante de alimentos não modifica, de forma
considerável, as concentrações séricas; os níveis séricos foram
uniformes e previsíveis de pessoa para pessoa e entre as doses.
Estudos de níveis séricos conduzidos após doses múltiplas de
cloridrato de clindamicina por até 14 dias, não apresentaram
evidências de acúmulo ou de alteração do metabolismo do
medicamento. A meia-vida sérica da clindamicina aumentou
discretamente em pacientes com função renal acentuadamente
reduzida. A hemodiálise e a diálise peritoneal não são eficazes na
remoção da clindamicina do soro. As concentrações séricas da
clindamicina aumentaram de forma linear com o aumento da dose. Os
níveis séricos excederam a CIM (concentração inibitória mínima)
para a maioria dos micro-organismos indicados por, pelo menos, seis
horas após a administração de doses usualmente recomendadas. A
clindamicina é amplamente distribuída nos fluidos e tecidos
corpóreos (incluindo ossos). A meia-vida biológica média é de 2,4
horas. Aproximadamente 10% do ativo é excretado na urina e 3,6% nas
fezes; o restante é excretado na forma de metabólitos
inativos. Doses de até 2 gramas de clindamicina por dia, durante 14
dias, foram bem toleradas por voluntários sadios, com exceção da
incidência de efeitos colaterais gastrintestinais ser maior com
doses mais altas. Nenhum nível significativo de clindamicina é
atingido no líquido cerebrospinal, mesmo na presença de meninges
inflamadas.

Estudos farmacocinéticos em voluntários idosos (61-79 anos) e
adultos jovens (18-39 anos) indicam que apenas a idade não altera a
farmacocinética da clindamicina (clearance, meia-vida de
eliminação, volume de distribuição e área sob a curva) após
administração IV do fosfato de clindamicina. Após administração
oral de cloridrato de clindamicina, a meia-vida de eliminação
aumentou para aproximadamente 4,0 horas (variação de 3,4 – 5,1 h)
em idosos, em comparação com 3,2 horas (variação de 2,1 – 4,2 h) em
adultos jovens. O grau de absorção, no entanto, não é diferente
entre as faixas etárias e não é necessária alteração posológica
para idosos com função hepática normal e função renal normal
(ajustada para a idade).

Dados de segurança pré-clínicos

Carcinogênese:

Estudos de longa duração não foram realizados em animais para
avaliar o potencial carcinogênico.

Mutagenicidade:

Testes de genotoxicidade realizados incluíram o teste do
micronúcleo em ratos e um teste de Ames Salmonella
invertido. Ambos foram negativos.

Alterações na fertilidade:

Estudos de fertilidade em ratos tratados com até 300mg/kg/dia
(aproximadamente 1,1 vezes a maior dose recomendada em adultos
humanos; dose calculada em mg/m2), por via oral, não
revelaram efeitos na fertilidade ou no acasalamento.

Em estudos de desenvolvimento embrio-fetal em ratos com
clindamicina oral e em ratos e coelhos com clindamicina subcutânea,
não foram observados desenvolvimento de toxicidade, exceto em doses
que produziram toxicidade materna.

Cuidados de Armazenamento do Hyclin

Manter em sua embalagem original, e conservar em temperatura
ambiente entre (15ºC e 30ºC). O prazo de validade é de 24 meses a
partir da data de fabricação (vide embalagem). 

Número de lote e datas de fabricação e
validade:

vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original. 

Aspecto físico:

Solução límpida, incolor a ligeiramente amarela. 

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo. 

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças. 

Dizeres Legais do Hyclin

Registro MS 1.0387.0036 

Farmacêutico Responsável:

Dr. Augusto César Garoufo de Andrade
CRF – MG nº 13603

Hypofarma-Instituto de Hypodermia e Farmácia
Ltda

R. Dr. Irineu Marcellini,
03-Ribeirão das Neves – MG
CNPJ.: 17.174.657/0001-78
Indústria Brasileira

SAC:

8007045144

Uso restrito a hospitais

Venda sob prescrição médica 

Hyclin, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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