Escip Bula

Escip

  • Tratamento e prevenção da recaída ou recorrência da
    depressão;
  • Tratamento do transtorno do pânico, com ou sem agorafobia;
  • Tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG);
  • Tratamento do transtorno de ansiedade social (fobia
    social);
  • Tratamento do transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Lexapro. 

Contraindicação do Escip

Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é contraindicado em
pacientes que apresentam hipersensibilidade à substância ativa.

O tratamento concomitante com IMAO (inibidores da
monoaminoxidase) não-seletivos irreversíveis é contraindicado
devido ao risco de síndrome serotoninérgica com agitação, tremor,
hipertermia, etc. 

O tratamento concomitante com pimozida é contraindicado.

A combinação de Oxalato de Escitalopram (substância ativa) com
IMAO-A (ex.: moclobemida) reversíveis ou linezolida (IMAO
não-seletivo reversível) é contraindicada devido ao risco de
síndrome serotoninérgica.

Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é contraindicado em
pacientes diagnosticados com prolongamento do intervalo QT ou
síndrome congênita do QT longo.

Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é contraindicado em
uso concomitante com medicamentos que causam prolongamento do
intervalo QT.

Gravidez

Categoria de risco B: Os dados clínicos da utilização de
Lexapro durante a gravidez são limitados.

Estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva.

Não usar Oxalato de Escitalopram (substância ativa)
durante a gravidez, a menos que a necessidade seja clara e seja
avaliado cuidadosamente o risco-benefício do uso deste
medicamento.

Recém-nascidos devem ser observados se o uso maternal do Oxalato
de Escitalopram (substância ativa) continuou até estágios mais
avançados da gravidez, particularmente no terceiro trimestre. Se o
Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é usado até ou próximo
ao dia do nascimento, efeitos de descontinuação no recém-nascido
são possíveis.

Se o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) for usado
durante a gravidez, não interromper abruptamente. A descontinuação
deverá ser gradual.

As seguintes reações foram observadas nos
recém-nascidos, após o uso de ISRS / ISRN nos últimos meses de
gravidez:

Dificuldade respiratória, cianose, apneia, convulsões,
instabilidade térmica, dificuldade de alimentação, vômitos,
hipoglicemia, hipertonia, hipotonia, hiperreflexia, tremor,
agitação, irritabilidade, letargia, choro constante, sonolência e
dificuldade para dormir. Esses efeitos também podem ser indicativos
de síndrome serotoninérgica ou retirada abrupta do medicamento
durante a gravidez. Na maioria dos casos, tais complicações começam
imediatamente ou brevemente (lt;24 horas) após o parto.

Dados epidemiológicos sugerem que o uso de ISRS durante a
gravidez, especialmente no final da gravidez, pode aumentar o risco
de hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPN). O
risco observado foi aproximadamente de 5 casos a cada 1000
gestantes. Na população em geral 1 a 2 casos de HPPN ocorrem em
cada 1000 gestantes.

Lactação

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é excretado no
leite materno. Mulheres em fase de amamentação não devem ser
tratadas com Oxalato de Escitalopram (substância ativa). Em
situações onde não for possível retirar o medicamento devido à
gravidade do quadro clínico materno, substituir o aleitamento
materno pelos leites industrializados específicos para
recém-nascidos.

Fertilidade

Estudos em animais mostraram que o citalopram pode afetar a
qualidade do esperma.

Relatos de casos em humanos com alguns ISRSs mostraram que o
efeito na qualidade do esperma é reversível. Até o momento não foi
observado impacto na fertilidade humana.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Lexapro.

Como usar o Escip

Comprimido

Os comprimidos são administrados por via oral, uma única vez ao
dia. Os comprimidos podem ser tomados em qualquer momento do dia,
com ou sem alimentos.

Engolir os comprimidos com água, sem
mastigá-los.

Gotas

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) Gotas deve ser
administrado por via oral, uma única vez ao dia. Para obter o maior
benefício do seu medicamento, deve tomá-lo todos os dias, à mesma
hora do dia, com ou sem alimentos. A solução não deve ser vertida
do frasco na boca; as gotas podem ser diluídas em água, suco de
laranja ou suco de maçã.

Virar o frasco completamente de cabeça para baixo, conforme a
figura abaixo. Se o produto não começar a gotejar, dar leves
batidas no fundo do frasco para iniciar o gotejamento.

Posologia do Oxalato de Escitalopram


A segurança de doses acima de 20 mg não foi
demonstrada.

Tratamento da depressão e prevenção de
recaídas

A dose usual é de 10 mg ou 10 gotas. Dependendo da resposta
individual, a dose pode ser aumentada até o máximo de 20 mg ou 20
gotas diárias. Usualmente 2-4 semanas são necessárias para obter
uma resposta antidepressiva. Após remissão dos sintomas, tratamento
por pelo menos 6 meses é requerido para consolidação da
resposta.

Tratamento do transtorno do pânico com ou sem
agorafobia

Recomenda-se uma dose inicial de 5 mg ou 5 gotas na primeira
semana de tratamento, antes de se aumentar a dose para 10 mg ou 10
gotas por dia, para evitar a ansiedade paradoxal que pode ocorrer
nesses casos. Aumentar a dose até um máximo de 20 mg ou 20 gotas
por dia, dependendo da resposta individual do paciente. A eficácia
máxima é atingida após aproximadamente 3 meses. O tratamento é de
longa duração.

Tratamento do transtorno de ansiedade social (fobia
social)

A dose usual é de 10 mg ou 10 gotas diárias. Para o alívio dos
sintomas são necessárias de 02 a 04 semanas de tratamento,
geralmente. Dependendo da resposta individual, pode ser reduzida
para 5 mg ou 5 gotas diárias ou aumentada até um máximo de 20 mg ou
20 gotas diárias.

O Transtorno de Ansiedade Social é uma doença crônica, e
recomenda-se o tratamento por um período de 03 meses para a
consolidação da resposta. O tratamento de longo prazo foi avaliado
por 6 meses e pode ser considerado para a prevenção de recaídas; os
benefícios do tratamento devem ser reavaliados regularmente.

O Transtorno de Ansiedade Social é uma terminologia bem definida
de diagnóstico de uma doença específica, e não deve ser confundido
com timidez excessiva. A farmacoterapia somente é indicada se a
doença interferir significativamente nas atividades sociais e
profissionais.

Não há dados comparativos entre a farmacoterapia e a terapia
cognitiva comportamental. A farmacoterapia é parte da estratégia
terapêutica global.

Tratamento do transtorno de ansiedade generalizada
(TAG)

A dose inicial usual é de 10 mg ou 10 gotas diárias. Dependendo
da resposta individual do paciente, a dose pode ser aumentada para
um máximo de 20 mg ou 20 gotas diárias.

Recomenda-se um tratamento pelo período de 3 meses para a
consolidação da resposta. O tratamento de respondedores por um
período de 6 meses pode ser utilizado para a prevenção de recaídas
e deverá ser considerado como uma opção para alguns pacientes; os
benefícios do tratamento com o Oxalato de Escitalopram (substância
ativa) devem ser reavaliados periodicamente.

Tratamento do transtorno obsessivo compulsivo
(TOC)

A dose usual é de 10 mg ou 10 gotas diárias. Dependendo da
resposta individual, decrescer a dose para 5 mg ou 5 gotas diárias
ou aumentar até um máximo de 20 mg ou 20 otasdiários.

O TOC é uma doença crônica e os pacientes devem ser tratados por
um período mínimo que assegure a ausência de sintomas. A duração do
tratamento deverá ser avaliada individualmente e poderá ser de
diversos meses ou mais. Os benefícios do tratamento e a dose devem
ser reavaliados regularmente.

Pacientes idosos (gt; 65 anos de idade)

Considerar a dosagem inicial de 5 mg ou 5 gotas uma vez ao dia.
Dependendo da resposta individual do paciente a dose pode ser
aumentada até 10 mg ou 10 gotas diariamente.

A eficácia do Oxalato de Escitalopram (substância ativa) no
Tratamento do Transtorno de Ansiedade Social não foi estudada em
pacientes idosos.

Crianças e adolescentes (lt; 18 anos)

Oxalato de Escitalopram (substância ativa) não deve ser usado no
tratamento de crianças e adolescentes com menos de 18 anos.

Este medicamento não é recomendado em
crianças.

Função renal reduzida

Não é necessário ajuste da dose em pacientes com disfunção renal
leve ou moderada. Recomenda-se cautela em pacientes com a função
renal gravemente reduzida (clearance de creatinina lt;
30mL/min).

Função hepática reduzida

Recomenda-se uma dose inicial de 5 mg ou 5 gotas diárias durante
as 2 primeiras semanas do tratamento em pacientes com
comprometimento hepático leve ou moderado. Dependendo da resposta
individual de cada paciente, aumentar para 10 mg ou 10 gotas
diárias. Recomenda-se cautela e cuidados extras na titulação da
dose em pacientes com comprometimento hepático severo.

Pacientes com problemas na metabolização pela
CYP2C19

Para os pacientes com problemas conhecidos de metabolização pela
enzima CYP2C19, recomenda-se uma dose inicial de 5 mg diários
durante as primeiras 2 semanas de tratamento. Dependendo da
resposta individual de cada paciente, aumentar a dose para 10 mg ou
10 gotas diárias.

Duração do tratamento

A duração do tratamento varia de indivíduo para indivíduo, mas
geralmente tem duração mínima de aproximadamente 6 meses. Pode ser
necessário um tratamento mais prolongado. A doença latente pode
persistir por um longo período de tempo. Se o tratamento for
interrompido precocemente os sintomas podem voltar.

Sintomas de descontinuação

A interrupção abrupta do tratamento deve ser evitada. Ao
interromper o tratamento com o Oxalato de Escitalopram (substância
ativa), reduzir gradualmente a dose durante um período de 01 a 02
semanas, para evitar possíveis sintomas de descontinuação.

Se reações intoleráveis ocorrerem após a redução da dose ou
interrupção do tratamento, o retorno da dose anteriormente
prescrita pode ser considerado, Em seguida, o médico pode continuar
reduzindo a dose, porém mais gradualmente.

Esquecimento da dose

A meia-vida do Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é de
aproximadamente 30 horas, fato que, associado à obtenção da
concentração de estado de equilíbrio após o período de 05 meias
vidas, permite que o esquecimento da ingestão da dose diária possa
ser contornado com a simples supressão daquela dose, retomando no
dia seguinte a prescrição usual.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Lexapro. 

Precauções do Escip

Os antidepressivos não devem ser usados no tratamento de
crianças e adolescentes com menos de 18 anos.

Comportamentos relacionados ao suicídio (tentativa de suicídio e
pensamentos suicidas) e hostilidade (predominantemente agressão,
comportamento de oposição e raiva) foram mais frequentemente
observados em estudos clínicos entre crianças e adolescentes
tratados com antidepressivos em comparação com aqueles tratados com
placebo.

Se, com base na necessidade clínica, a decisão de tratar for
tomada, o paciente deve ser cuidadosamente monitorado quanto ao
aparecimento de sintomas suicidas.

As seguintes advertências e precauções aplicam-se à
classe terapêutica dos ISRSs (Inibidores Seletivos da Recaptação de
Serotonina):

Ansiedade paradoxal

Alguns pacientes com transtorno do pânico podem apresentar
sintomas de ansiedade intensificados no início do tratamento com
antidepressivos. Esta reação paradoxal geralmente desaparece dentro
de 2 semanas durante o tratamento contínuo. Recomenda-se uma dose
inicial baixa para reduzir a probabilidade de um efeito ansiogênico
paradoxal.

Convulsões

Os ISRS podem diminuir o limiar convulsivo. Aconselha-se
precaução quando administrado com outros medicamentos capazes de
diminuir o limiar convulsivo (antidepressivos, por exemplo,
(tricíclicos, ISRSs) neurolépticos (fenotiazinas, tioxantenos,
butirofenonas), mefloquina, bupropiona e tramadol).

Descontinuar o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) em
pacientes que apresentem convulsões pela primeira vez ou se há um
aumento na frequência das convulsões (em pacientes com diagnósticos
prévio de epilepsia). Evitar o uso dos ISRSs em pacientes com
epilepsia instável e monitorar os pacientes com epilepsia
controlada, sob orientação médica.

Mania

Utilizar os ISRSs com orientação do médico em pacientes com um
histórico de mania/hipomania. Descontinuar os ISRSs em qualquer
paciente que entre em fase maníaca.

Diabetes

Em pacientes diabéticos, o tratamento com ISRSs poderá alterar o
controle glicêmico (hipoglicemia ou hiperglicemia), possivelmente
devido à melhora dos sintomas depressivos. Pode ser necessário um
ajuste na dose de insulina e/ou hipoglicemiantes orais em uso.

Suicídio / Pensamentos suicidas ou piora
clínica

A depressão está associada com um aumento dos pensamentos
suicidas, atos de autoflagelação e suicídio (eventos relacionados
ao suicídio). Este risco persiste até que ocorra uma remissão
significativa da doença. Como não há uma melhora expressiva nas
primeiras semanas de tratamento, os pacientes devem ser
cuidadosamente monitorados até que uma melhora significativa
ocorra. É observado na prática clínica um aumento do risco de
suicídio no início do tratamento, quando há uma pequena melhora
parcial.

Outras doenças psiquiátricas para as quais este medicamento é
indicado também podem estar associadas a um aumento do risco de
suicídio ou eventos a ele relacionados. Estas doenças podem ser
comórbidas à depressão. As mesmas precauções indicadas nos casos de
tratamento dos pacientes com depressão devem ser aplicadas quando
são tratados pacientes com outros transtornos psiquiátricos.

Os pacientes com histórias de tentativas de suicídio e/ou com
ideação suicida, ambas prévias ao início do tratamento, são
conhecidos por apresentar um risco maior para tentativas de
suicídio e devem ser monitorados cuidadosamente durante o
tratamento antidepressivo. Uma meta-análise de ensaios clínicos
controlados com placebo de medicamentos antidepressivos em
pacientes adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um
aumento do risco de comportamento suicida com antidepressivos
comparado com o placebo em pacientes com menos de 25 anos de idade.
Deverá ser realizada monitorização cuidadosa dos pacientes, em
especial aqueles de alto risco, eles deverão ter acompanhamento do
tratamento, especialmente no início e após alterações de dose.

Os doentes (e familiares dos doentes) devem ser alertados sobre
a necessidade de monitorar qualquer piora clínica, comportamento
suicida ou pensamentos e mudanças incomuns no comportamento e
buscar ajuda médica imediatamente se estes sintomas aparecerem.

Acatisia / Agitação psicomotora

O uso de ISRS e IRSN tem sido associado ao desenvolvimento de
acatisia, caracterizada por uma inquietude desagradável ou
desconfortável e necessidade de se movimentar associada à
incapacidade de ficar sentado ou em pé, parado. Quando ocorrem é
mais comum nas primeiras semanas de tratamento. Os pacientes que
desenvolverem estes sintomas podem piorar dos mesmos com o aumento
da dose.

Hiponatremia

Hiponatremia, provavelmente relacionada à secreção inapropriada
de hormônio antidiurético (SIADH), foi relatada como efeito adverso
raro com uso de ISRSs. Geralmente se resolve com a descontinuação
do tratamento. Deve-se ter cautela com pacientes de risco, como
idosos, cirróticos ou em uso concomitante de medicamentos que
sabidamente podem causar hiponatremia.

Hemorragia

Há relatos de sangramento cutâneos anormais, tais como equimoses
e púrpura, com o uso dos ISRSs. Recomenda-se seguir a orientação do
médico no caso de pacientes em tratamento com ISRSs
concomitantemente com medicamentos conhecidos por afetar a função
de plaquetas (p.ex. antipsicóticos atípicos e fenotiazinas, a
maioria dos antidepressivos tricíclicos, aspirina e medicamentos
anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), ticlopidina e
dipiridamol e em pacientes com conhecida tendência a
sangramentos).

O uso concomitante com drogas anti-inflamatórias não esteroidais
(AINEs) pode aumentar a tendência a sangramentos.

Eletroconvulsoterapia (ECT)

A experiência clínica no uso combinado de ISRSs e ECT é
limitada, portanto recomenda-se cautela.

Síndrome serotoninérgica

Recomenda-se precaução se o Oxalato de Escitalopram (substância
ativa) for usado concomitantemente com medicamentos com efeitos
serotoninérgicos, tais como o sumatriptano ou outros triptanos,
como tramadol e triptofano. Em casos raros, a síndrome
serotoninérgica tem sido relatada em pacientes em uso de ISRSs
concomitantemente com medicamentos serotoninérgicos.

Uma combinação de sintomas, como agitação, tremor, mioclonia e
hipertermia pode indicar o desenvolvimento dessa condição. Se isso
ocorrer, o tratamento com ISRSs e os medicamentos serotoninérgicos,
deve ser interrompido imediatamente e iniciado tratamento
sintomático.

Em combinação com selegilina (inibidor irreversível da MAO-B),
cuidado é requerido devido ao risco de síndrome
serotoninérgica.

Erva de São João

A utilização concomitante de ISRSs e produtos fitoterápicos
contendo Erva de São João (Hypericum perforatum) pode
resultar no aumento da incidência de reações adversas.

Sintomas de descontinuação

Sintomas de descontinuação quando o tratamento é interrompido
são comuns, especialmente se a descontinuação for abrupta. Em
estudos clínicos, os eventos adversos durante a descontinuação do
tratamento ocorreram em aproximadamente 25% dos pacientes tratados
com Oxalato de Escitalopram (substância ativa) e 15% dos pacientes
que tomaram placebo.

O risco de sintomas de descontinuação depende de vários fatores
incluindo duração do tratamento, dose de terapia e a taxa de
redução da dose. Tonturas, distúrbios sensoriais (incluindo
parestesia e sensações de choque elétrico), distúrbios do sono
(incluindo insônia e sonhos vívidos), agitação ou ansiedade,
náuseas e/ou vômitos, tremor, confusão, sudorese, cefaleia,
diarreia, palpitações, instabilidade emocional, irritabilidade e
distúrbios visuais, são as reações mais comumente relatadas.
Geralmente estes sintomas são leves a moderados, entretanto, em
alguns pacientes podem ser de intensidade grave.

Eles geralmente ocorrem nos primeiros dias de descontinuação do
tratamento, mas já houve relatos muitos raros de sintomas em
pacientes que inadvertidamente esqueceram uma dose. Geralmente,
esses sintomas são autolimitados e normalmente desaparecem em 2
semanas, embora em alguns pacientes possam ser prolongados (2-3
meses ou mais). Sendo assim, recomenda-se que a dose do Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) seja reduzida gradualmente quando o
tratamento for descontinuado durante um período de várias semanas
ou meses, de acordo com a necessidade do paciente.

Doença coronariana

Devido à limitada experiência clínica, recomenda-se cautela em
pacientes com doença coronariana.

Prolongamento do intervalo QT

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) mostrou causar um
aumento do prolongamento do intervalo QT dose-dependente. Casos de
prolongamento do intervalo QT e arritmia ventricular, incluindo
Torsade de Pointes, foram relatados durante o período de
pós-comercialização do produto, predominantemente em pacientes do
sexo feminino, com hipocalemia, ou com prolongamento QT ou com
outras doenças cardíacas pré-existentes.

Recomenda-se precaução nos pacientes que apresentam bradicardia
significativa, ou que sofreram infarto agudo do miocárdio
recentemente ou com insuficiência cardíaca descompensada.

Distúrbios eletrolíticos como hipocalemia e hipomagnesemia
aumentam o risco de arritmias malignas e devem ser tratados antes
do início do tratamento com Oxalato de Escitalopram (substância
ativa).

Uma revisão do ECG deve ser considerada antes do início do
tratamento com o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) nos
pacientes que apresentam doença cardíaca estável.

Se ocorrerem sinais de arritmia cardíaca durante o tratamento
com o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) o tratamento deve
ser descontinuado e deve ser realizado um ECG.

Glaucoma de ângulo fechado

Os ISRSs, inclusive o Oxalato de Escitalopram (substância
ativa), podem ter um efeito no tamanho da pupila resultando em
midríase. Esse efeito midriático tem o potencial de reduzir o
ângulo ocular, resultando num aumento da pressão intraocular e em
glaucoma de ângulo fechado, especialmente em pacientes
pré-dispostos. O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) deve
portanto ser utilizado com precaução em pacientes com glaucoma de
ângulo fechado ou histórico de glaucoma.

Efeitos na capacidade de dirigir veículos ou operar
máquinas

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) não afeta a função
intelectual nem o desempenho psicomotor. No entanto, conforme
ocorrem com outras drogas psicotrópicas, os pacientes devem ser
alertados quanto ao risco de uma interferência na sua capacidade de
dirigir automóveis e de operar máquinas.

Durante o tratamento, não dirija veículos ou opere
máquinas, até saber se o Oxalato de Escitalopram (substância ativa)
afeta você. Sua habilidade e atenção podem estar
prejudicadas.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Lexapro. 

Reações Adversas do Escip

As reações adversas são mais frequentes durante a primeira ou
segunda semana de tratamento e, geralmente, diminuem de intensidade
e frequência com a continuação do tratamento.

As reações adversas sabidamente relacionadas aos ISRSs e que
foram reportadas para o Oxalato de Escitalopram (substância ativa)
tanto nos estudos clínicos placebo controlado quanto nos relatos de
eventos espontâneos após a comercialização do medicamento, estão
listadas a seguir, por classes de sistemas orgânicos e
frequência.

As frequências foram retiradas dos estudos clínicos; não são
corrigidas pelo placebo.

As frequências foram definidas como:

  • Muito comum (gt; 1/10);
  • Comum (gt; 1/100 a ≤ 1/10);
  • Incomum (gt; 1/1.000 e ≤1/100);
  • Raro (gt; 1/10.000 e ≤ 1/1.000);
  • Muito raro (≤ 1/10.000);
  • Desconhecido (não pode ser estimado com os dados atuais).

Distúrbios sanguíneos linfáticos

Desconhecido

Trombocitopenia.

Distúrbios do sistema imunológico

Raro

Reação anafilática.

Distúrbios endócrinos

Desconhecido

Secreção inadequada do hormônio antidiurético.

Distúrbios de metabolismo e nutrição

Comum

Diminuição do apetite, aumento do apetite, aumento do peso.

Incomum

Perda de peso.

Desconhecido

Hiponatremia, anorexia1.

Distúrbios psiquiátricos

Comum

Ansiedade, inquietude, sonhos anormais, diminuição da libido,
anorgasmia feminina.

Incomum

Bruxismo, agitação, irritabilidade, ataques de pânico, estado
confusional.

Raro

Agressivida de, despersonalização, alucinações.

Desconhecido

Mania, ideação suicida, comportamento suicida2.

Distúrbios do sistema nervoso

Muito comum

Cefaleia.

Comum

Insônia, sonolência, tonturas, parestesias, tremores.

Incomum

Alterações do paladar e no sono, síncope.

Raro

Síndrome serotoninérgica.

Desconhecido

Discinesia, desordens do movimento, convulsões, agitação
psicomotora/acatisia1.

Distúrbios de visão

Incomum

Midríase, distúrbios visuais.

Distúrbios de audição

Incomum

Tinitus.

Distúrbios Cardíacos

Incomum

Taquicardia.

Raro

Bradicardia.

Desconhecida

Intervalo QT prolongado no ECG, arritmia ventricular
incluindo Torsade de Pointes.

Distúrbios vasculares

Desconhecida

Hipotensão ortostática.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do
mediastino

Comum

Sinusite, bocejo.

Incomum

Epistaxe.

Distúrbios gastrointestinais

Muito comum

Náusea.

Comum

Diarreia, constipação, vômitos, boca seca.

Incomum

Hemorragia gastrointestinal (inclui hemorragia retal).

Distúrbios hepatobiliares

Desconhecido

Hepatite, alterações nos testes de função hepática.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo

Comum

Aumento da sudorese.

Incomum

Urticária, alopecia, eritema (rash), prurido.

Desconhecida

Equimoses, angioedemas.

Distúrbios dos tecidos musculoesqueléticos e
conectivos

Comum

Artralgias, mialgias.

Distúrbios renais e urinários

Desconhecida

Retenção urinária.

Distúrbios do sistema reprodutor e mama

Comum

Homens:

distúrbios da ejaculação e impotência.

Incomum

Mulheres:

metrorragia, menorragia.

Desconhecido

  • Galactorréia.
  • Homens:

    priapismo.

Distúrbios gerais e problemas no local de
administração

Comum

Fadiga, pirexia.

Incomum

Edema.

1 Estes eventos têm sido relatados para a classe
terapêutica dos ISRSs.
2 Os casos de ideação suicida e comportamentos suicidas
foram relatados durante a terapia com o Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) ou logo após a descontinuação do tratamento.

Prolongamento do Intervalo QT

Casos de prolongamento do intervalo QT e arritmia ventricular, o
que inclui Torsade de Pointes, foram relatados durante o
período de comercialização, predominantemente em pacientes do sexo
feminino, com hipocalemia ou com prolongamento do intervalo QT
pré-existente causado por outras doenças cardíacas.

Efeitos de Classe

Estudos epidemiológicos, conduzidos principalmente em pacientes
com 50 anos de idade e mais velhos, mostra um aumento do risco de
fraturas ósseas em doentes tratados com ISRS e ADT. O mecanismo que
leva a este risco é desconhecido.

Sintomas de descontinuação observados na interrupção do
tratamento

É comum que a descontinuação dos ISRS/IRSN (particularmente
quando abrupta) cause sintomas de descontinuação.

Tonturas, alterações sensoriais (inclui parestesias e sensação
de choques elétricos), alterações do sono (inclui insônia e sonhos
vívidos), agitação ou ansiedade, náusea e/ou vômitos, tremores,
confusão, sudorese profusa, cefaleia, diarreia, palpitações,
instabilidade emocional, irritabilidade e alterações visuais são as
reações mais comumente relatadas. Geralmente, esses eventos são de
intensidade leve a moderada e autolimitados, porém em alguns
pacientes podem ser graves e/ou prolongados.

Quando o tratamento com o Oxalato de Escitalopram (substância
ativa) não for mais necessário, recomenda-se fazer uma
descontinuação gradual, com diminuição progressiva da dose.

Notificação de suspeita de evento adverso

A notificação de suspeita de eventos adversos de medicamentos
após a sua aprovação é importante. Ela permite o monitoramento
contínuo do balanço benefício/risco do medicamento.

Os profissionais de saúde devem relatar qualquer suspeita de
evento adverso via Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária,
conforme descrito abaixo.

Em casos de eventos adversos, notifique-os ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou à Vigilância
Sanitária Estadual ou Municipal.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Lexapro. 

Interação Medicamentosa do Escip

Interações farmacodinâmicas

Combinações contraindicadas

Inibidores Não-Seletivos Irreversíveis da MAO
(Monoaminoxidase):

Foram registrados casos de reações graves em pacientes em uso de
um ISRS combinado a um inibidor da monoaminoxidase (IMAO)
não-seletivo irreversível, e em pacientes que descontinuaram
recentemente o tratamento com ISRSs e iniciaram o tratamento com
IMAO. Em alguns casos os pacientes desenvolveram
síndrome serotoninérgica.

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é contraindicado em
combinação com IMAOs irreversíveis não-seletivos. Iniciar o
uso do Oxalato de Escitalopram (substância ativa) 14 dias após a
suspensão do tratamento com um IMAO irreversível. Iniciar o
tratamento com um IMAO irreversível não-seletivo, no mínimo, 7 dias
após a suspensão do tratamento com o Oxalato de Escitalopram
(substância ativa).

Pimozida:

A coadministração de uma dose única de 2 mg de pimozida a
indivíduos tratados com citalopram racêmico (40 mg/dia por 11
dias) causou aumento no AUC e Cmax da
pimozida, embora não consistentemente ao longo do estudo. A
coadministração de pimozida e citalopram resultou num aumento
siginificativo do intervalo QTc de aproximadamente 10 ms. Devido
à interação observada com uma dose baixa de pimozida, a
administração concomitante de Oxalato de Escitalopram (substância
ativa) e pimozida é contraindicada.

Inibidor Seletivo Reversível da MAO-A
(Moclobemida):

Devido ao risco de síndrome serotoninérgica, a combinação de
Oxalato de Escitalopram (substância ativa) com inibidores
da MAO-A, como a moclobemida, é contraindicada. Se a
combinação for considerada necessária, deve ser iniciado com a
dose mínima recomendada e a monitoração clínica deve ser
reforçada.

Inibidor Não-Seletivo Reversível da MAO
(Linezolida):

O antibiótico linezolida é um inibidor não seletivo reversível
da MAO e não deve ser administrado em pacientes em tratamento
com o Oxalato de Escitalopram (substância ativa). Se a combinação
for considerada necessária, deve ser iniciado com a dose
mínima recomendada e sob monitoração clínica.

Inibidor Seletivo Irreversível da MAO-B
(Selegilina):

Em combinação com selegilina (inibidor irreversível da MAO-B),
recomenda-se cautela devido ao risco de síndrome
serotoninérgica. Doses de selegilina até 10 mg diárias foram
coadministradas com segurança associadas ao Oxalato de Escitalopram
(substância ativa).

Prolongamento do Intervalo QT:

Não foram realizados estudos farmacodinâmicos e farmacocinéticos
entre o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) e outros
medicamentos que prolongam o intervalo QT. Entretanto, não se pode
descartar um efeito aditivo entre esses medicamentos e o
citalopram. Desta forma, a coadministração do citalopram e
medicamentos que prolongam o intervalo QT, como antirrítimicos
Classes IA e III, antipsicóticos (ex.: derivados da fenotiazina,
pimozida e haloperidol), antidepressivos tricíclicos, alguns
agentes antimicrobianos (ex.: esparfloxacino, moxifloxacina,
eritromicina IV, pentamidina e antimaláricos particularmente
halofantrina), alguns anti histamínicos (astemozol e
mizolastina) etc., é contraindicado.

Combinações que exigem precaução quando
utilizadas

Drogas de ação serotoninérgica:

A administração concomitante com outras drogas de ação
serotoninérgica (por exemplo, tramadol, sumatriptano) pode
levar ao aparecimento da síndrome serotoninérgica.

Medicamentos que diminuem o limiar
convulsivo:

ISRSs podem diminuir o limiar convulsivo. Recomenda-se cautela
no uso concomitante do Oxalato de Escitalopram (substância
ativa) e outros medicamentos capazes de diminuir o limiar
convulsivo (por exemplo, antidepressivos (tricíclicos),
neurolépticos (fenotiazinas, tioxantenos e butirofenonas),
mefloquina, bupropiona e tramadol).

Lítio, triptofano:

Houve relatos de aumento de reações quando foram administrados
ISRSs concomitantemente com lítio ou triptofano, sendo assim,
o uso concomitante de ISRSs com essas drogas deve
ser realizado sob orientação médica.

Erva de São João:

O uso concomitante de ISRS e produtos fitoterápicos que
contenham a Erva de São João (Hypericum perforatum)
pode resultar num aumento da incidência de reações adversas.

Hemorragia:

Alterações nos efeitos anticoagulantes podem ocorrer quando o
Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é combinado
com anticoagulantes orais. Pacientes em uso de anticoagulantes
orais devem ter a coagulação monitorada cuidadosamente quando
o tratamento com o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) for
iniciado ou interrompido.

O uso concomitante de medicamentos anti-inflamatórios não
esteroides (AINEs) pode aumentar tendências hemorrágicas.

Álcool:

Nenhuma interação farmacodinâmica ou farmacocinética é esperada
entre o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) e o álcool.
Entretanto, assim como os outros medicamentos que agem no Sistema
Nervoso Central, a combinação com álcool não é
recomendada.

Medicamentos indutores de hipocalemia /
hipomagnesemia:

Recomenda-se precaução no uso concomitante com medicamentos
indutores de hipocalemia/hipomagnesemia, uma vez que estas
condições aumentam o risco de arritimias malignas.

Interações farmacocinéticas

Efeito de outros medicamentos na farmacocinética do
Oxalato de Escitalopram

O metabolismo do Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é
mediado principalmente pela enzima CYP2C19. As enzimas CYP3A4
e CYP2D6 também contribuem, embora em menor escala. A metabolização
do principal metabólito do Oxalato de Escitalopram (substância
ativa), o S-desmetilOxalato de Escitalopram (substância ativa)
(S-DCT) parece ser parcialmente catalisada pela enzima CYP2D6. A
administração concomitante do Oxalato de Escitalopram (substância
ativa) com o omeprazol 30 mg diários (inibidor da CYP2C19) resulta
em um aumento das concentrações plasmáticas de Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) de aproximadamente 50%.

A administração concomitante de Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) com a cimetidina 400 mg, 2 vezes ao dia
(inibidor de enzimas potência moderada) resultou em um aumento das
concentrações plasmáticas de Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) de aproximadamente 70%. Recomenda-se precaução
na administração concomitante de Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) e cimetidina. Pode ser necessário um ajuste da
dose.

É necessária cautela na administração concomitante de Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) com inibidores da CYP2C19 (por
ex.: omeprazol, azomeprazol, fluvoxamina, lansoprazol, ticlopidina)
ou cimetidina. Poderá ser necessária a redução da dose do
Oxalato de Escitalopram (substância ativa) baseada na monitoração
dos efeitos colaterais durante o tratamento concomitante.

Efeito do Oxalato de Escitalopram na farmacocinética de
outros medicamentos

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é um inibidor
moderado da enzima CYP2D6. Quando coadministrado
com medicamentos cuja metabolização seja catalisada por esta
enzima e cujo índice terapêutico é estreito, por exemplo,
flecainida, propafenona e motoprolol (quando usados para tratamento
de insuficiência cardíaca), ou alguns medicamentos que agem no
sistema nervoso central e que são metabolizados principalmente
pela CYP2D6, por exemplo, antidepressivos como a desipramina,
clomipramina, e nortriptilina ou antipsicóticos como a risperidona,
tioridazina e o haloperidol.

Pode ser necessário o ajuste da dose. A administração
concomitante com a desipramina ou metropolol (substratos da CYP2D6)
resultou em um aumento dobrado dos níveis plasmáticos destes
medicamentos.

Estudos in vitro demonstraram que o Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) poderá também causar uma leve
inibição da CYP2C19. Recomenda-se cautela no uso concomitante de
medicamentos que são metabolizados pela CYP2D6.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Lexapro. 

Ação da Substância Escip

Resultados de Eficácia


Estudos em animais

Nenhum protocolo convencional de estudos pré-clínicos foi
conduzido com o Oxalato de Escitalopram (substância ativa), já que
estudos de similaridade quanto à toxicologia e toxicidade cinética,
conduzidos em ratos com o Oxalato de Escitalopram (substância
ativa) e o citalopram, demonstraram um perfil similar. Portanto,
todas as informações do citalopram podem ser extrapoladas para o
Oxalato de Escitalopram (substância ativa).

Em estudos toxicológicos comparativos em ratos, o Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) e o citalopram causaram toxicidade
cardíaca, inclusive falência cardíaca, após algumas semanas de
tratamento, com doses que causavam toxicidade generalizada.

A cardiotoxicidade parece estar mais relacionada aos picos de
concentrações plasmáticas do que à exposição sistêmica AUC (área
sobre curva). Os picos de concentrações plasmáticas nos quais ainda
não se observavam efeitos, eram aproximadamente 8 vezes maiores do
que os clinicamente observados enquanto a AUC, para o Oxalato de
Escitalopram (substância ativa), estava apenas 3 a 4 vezes maior
que a observada durante o uso clínico.

Na avaliação do Oxalato de Escitalopram (substância ativa)
(mistura racêmica), os valores da AUC para o S-enantiômero (Oxalato
de Escitalopram (substância ativa)) foram 6 a 7 vezes maiores que
os valores clinicamente observados. Estes achados estão
provavelmente relacionados a uma influência exagerada sobre as
aminas biogênicas, isto é, são secundárias aos efeitos
farmacológicos primários, resultando em repercussões hemodinâmicas
(redução do fluxo coronário) e isquemia. No entanto, o mecanismo
exato de cardiotoxicidade em ratos não é claro. A experiência
clínica com o citalopram, e os dados disponíveis para o Oxalato de
Escitalopram (substância ativa), não indicam que estes achados
tenham correlação clínica.

Foi observado um aumento dos fosfolipídios em alguns tecidos,
como os pulmões, testículos e fígado, após o tratamento por
períodos mais prolongados com Oxalato de Escitalopram (substância
ativa) e citalopram em ratos. O efeito é reversível após o término
do tratamento.

Achados no epidídimo e no fígado foram observados com exposições
semelhantes ao do homem. O acúmulo de fosfolipídios (fosfolipidose)
em animais tem sido observado e relacionado a muitos medicamentos
anfifílicos catiônicos. Não se sabe se este fato possui algum
significado clínico relevante para o homem.

No estudo de toxicidade do desenvolvimento em ratos, efeitos
embriotóxicos (redução do peso fetal e retardo de ossificação
reversível), foram observados após exposições AUC excessivas às
encontradas no uso clínico, porém não foi observado um aumento na
frequência de malformações. Estudos peri e pós-natal apresentaram
uma diminuição da sobrevivência durante o período de lactação, em
exposições AUC excessivas às exposições observadas
clinicamente.

Dados de estudos em animais demonstraram que o citalopram, em
níveis de exposição bem acima da exposição humana, induz uma
redução nos índices de fertilidade e de gravidez, redução do número
de implantações e de anormalidades do esperma. Não há dados animais
relativos a esse aspecto disponíveis para o Oxalato de Escitalopram
(substância ativa).

Estudos em humanos

Episódios depressivos

Em um estudo de dose fixa, placebo-controlado, duplo-cego, de 8
semanas de duração, o Oxalato de Escitalopram (substância ativa)
apresentou taxas de respostas e de remissão significativamente
maiores que o placebo (55,3% contra 41,8%; p = 0,01 e 47,3% contra
34,9%, respectivamente)1.

Em outro estudo de dose fixa, duplo-cego, placebo controlado, de
8 semanas, pacientes que foram tratados com Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) 10mg/dia (n = 118), Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) 20mg/dia (n = 123), citalopram 40mg/dia (n =
125) ou placebo (n = 119)2, as doses de 10 e 20mg de
Oxalato de Escitalopram (substância ativa) foram significativamente
melhores do que o placebo na redução da pontuação na Escala de
Depressões de Montgomery Asberg (MADRS) a partir de
segunda semana (p lt; 0,05 nas semanas 2 e 4; p lt; 0,01 nas
semanas 6 e 8)2.

Um resultado semelhante foi obtido usando a Escala de Avaliação
da Depressão de Hamilton (HAM) e nas medidas de melhora e gravidade
na Impressão Clínica Global (CGI). Na Impressão Clínica de Melhora
(CGI-I), uma superioridade significativa do Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) sobre o placebo já foi vista a partir da
primeira semana para a dose de 10mg/dia e partir da segunda semana
para a dose de 20mg/dia2. Na escala de Hamilton – 24
itens (HAM-D), o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) na dose
de 20mg/dia foi significativamente superior ao citalopram na dose
de 40mg/dia ao final do estudo. Estes resultados sugerem que o
Oxalato de Escitalopram (substância ativa) está associado a uma
melhora precoce dos sintomas depressivos2. A taxa de
remissão foi significativamente maior para o Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) 10mg/dia (40%) e 20mg/dia (41%), do
que para o placebo (24%)2. A taxa geral de abandono no
estudo foi de 24%, sem diferenças significativas entre os grupos
que receberam Oxalato de Escitalopram (substância ativa) 10mg/dia
(20%), Oxalato de Escitalopram (substância ativa) 20mg/dia (25%),
citalopram 40mg/dia (25%) ou placebo (25%)2.

Na análise unificada de eficácia, o Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) produziu efeitos rápidos e duradouros num
subgrupo de pacientes com transtorno depressivo maior (pontuação
inicial na MADRS ≥ a 30). O Oxalato de Escitalopram (substância
ativa) proporcionou uma redução estatisticamente significativa dos
sintomas já a partir da primeira semana de tratamento comparado ao
placebo (análise LOCF), e mostrou-se significativamente superior ao
placebo ao longo de todo o estudo, exceto na segunda semana, na
qual apresentou, no entanto, superioridade numérica (p =
0,07)3.

Em um estudo de extensão de 36 semanas, multicêntrico,
duplo-cego, com doses flexíveis do Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) 10-20mg/dia (n = 181) e placebo (n = 93),
realizado com pacientes respondedores (MADRS ≤ 12) que realizaram
estudo prévio de 8 semanas, duplo-cegos, o tempo para recaída foi
significativamente maior para o grupo Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) (p = 0,13) e o numero total de pacientes que
recaíram foi significativamente menor para o grupo Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) (26% contra 40% do placebo; p
= 0,01). Neste estudo, o Oxalato de Escitalopram (substância ativa)
se mostrou eficaz na prevenção de recaídas e proporcionou melhora
continuada no tratamento de manutenção de
depressão4.

Referências

1. Wade A et al. Escitalopram
10 mg-day is Effective and Well Tolerated in a Placebo-Controlled
Study in Depression in Primary Care. Int Clin Psychopharmacol 2002,
17:95-102.
2. Burke WJ et al. Fixed-Dose Trial of the Single Isomer SSRI
Escitalopram in Depressed Outpatients. J Clin Psychiatry 2002;
63(4):331-336.
3. Gorman JM et al. Efficacy Comparison of Escitalopram and
Citalopram in the Treatment of Major Depressive Disorder: Pooled
Analysis of Placebo-Controlled Trials. CNS Spectrums 2002;
7:40-44.
4. Rapaport MH et al. Escitalopram Continuation Treatment Prevents
Relapse of Depressive Episodes. J Clin Psychiatry, 2004. 65
(1):44-49.

Transtorno de pânico com ou sem agorafobia

Um total de 366 pacientes foi randomizado (placebo n = 114,
citalopram n = 112 e Oxalato de Escitalopram (substância ativa) n =
125) em um estudo duplo-cego de 10 semanas1. No grupo
tratado com Oxalato de Escitalopram (substância ativa), a
diminuição na frequência de ataques de pânico na semana 10, em
comparação ao início (aferida pela Escala Modificada de Pânico e
Ansiedade Antecipatória de Sheehan), foi significativamente
superior ao placebo (p = 0,04), bem como a diminuição do percentual
de horas diárias de ansiedade antecipatória1.

Escitalopram e citalopram reduziram significativamente a
gravidade e os sintomas de transtorno de pânico em comparação ao
placebo ao final do estudo (p ≥ 0,05). O índice de descontinuação
por efeitos adversos foi de 6,3% para o Oxalato de Escitalopram
(substância ativa), 8,4% para o citalopram e 7,6% para o
placebo.

Referências

1. Stahl S, Gergel I, Li D.
Escitalopram in the Treatment of Panic Disorder. – A Randomized,
Double-Blind, Placebo – Controlled Trial; J Clin Psychiatry. 2003,
64(11):1322-1327.

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

Em um estudo de 8 semanas, multicêntrico, com doses flexíveis,
placebo-controlado, comparou- se o Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) 10 a 20mg/dia (n = 158) ao placebo (n = 157) em
pacientes ambulatoriais entre 18 e 80 anos de idade, que preenchiam
os critérios do DSM-IV para TAG e apresentavam pontuação maior
ou igual a 18 na escala de Avaliação de Hamilton para Ansiedade
(HAM-A).

O grupo tratado com o Oxalato de Escitalopram (substância ativa)
demonstrou uma melhora significativamente maior, quando comparado
ao placebo, na pontuação total da HAM-A e também na pontuação da
subescala de ansiedade psíquica da HAM-A desde a
1a semana até o final do estudo. Ao final do
estudo, as variações na pontuação total da HAM-A foram de -11,3
para o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) e -7,4 para o
placebo (LOCF; p lt; 0,001).

O índice de resposta para os que completaram o estudo, na semana
8, foi de 68% para o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) e
de 41% para o placebo (p lt; 0,01) e de 58% (Oxalato de
Escitalopram (substância ativa)) e 38% (placebo) na avaliação LOCF
(p lt; 0,01). O tratamento com o Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) foi bem tolerado, com índice de descontinuação
por efeitos adversos sem diferença estatística em comparação ao do
placebo (8,9% contra 5,1%, respectivamente, P = 0,27). O Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) foi efetivo, seguro e bem tolerado
no tratamento de pacientes com TAG.

Referências

1. Davidson JRT, Bose A,
Korotzer A, Zheng H. Escitalopram in the treatment of generalized
anxiety disorder: double blind, placebo controlled, flexible-dose
study. Depression and Anxiety 2004, 19:234–240.

Transtorno de ansiedade social (fobia
social)

Em um estudo de estabelecimento de dose, tanto em 12 semanas
(curto prazo) como em 24 semanas (longo prazo), o Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) mostrou-se eficaz e bem tolerado
nas doses de 5, 10 e 20mg/dia para o tratamento do transtorno de
ansiedade social1.

Em outro estudo, duplo-cego, pacientes com transtorno de
ansiedade social foram randomizados para receber placebo (n = 177)
ou Oxalato de Escitalopram (substância ativa) na dose de 10 a
20mg/dia (n = 181), por 12 semanas. A medida primária de eficácia
foi a mudança média desde o início na pontuação total da escala de
Liebowitz para Ansiedade Social (LSAS). O estudo mostrou uma
superioridade estatística para o tratamento com o Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) em comparação ao placebo na
pontuação total da LSAS (P=0,005). O número de respondedores ao
tratamento no grupo Oxalato de Escitalopram (substância ativa) foi
significativamente maior do que no grupo placebo (54% contra 39%; P
lt; 0,01).

A relevância clínica destes achados foi corroborada pela redução
significativa nos componentes relacionados ao trabalho e às
questões sociais na escala de Sheehan de Desadaptação e pela boa
tolerabilidade ao tratamento com o Oxalato de Escitalopram
(substância ativa)2. Escitalopram foi eficaz e bem
tolerado no tratamento do transtorno de ansiedade
social1,2.

Referências

1. Lader M, Stender K, Bürger V,
Nil R. Efficacy and Tolerability of Escitalopram in 12- and 24-Week
Treatment of Social Anxiety Disorder: Randomized, Double Blind,
Placebo – Controlled, Fixed-Dose Study. Depression and Anxiety
2004, 19:241-248.
2. Kasper S, Stain D, Loft H, Nil R. Escitalopram in the treatment
of social anxiety disorder. Randomised, placebo controlled flexible
dosage study. British Journal of Psychiatry 2005, 186:
222-226.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

Em curto-prazo1 (12 semanas), evidenciou-se a
separação do Oxalato de Escitalopram (substância ativa) (20mg/dia)
do placebo na pontuação total e nas subescalas para obsessões e
rituais da escala de Yale Bocks (Y-BOCS) e também na pontuação
total da NIMH-OCS. Pela análise de casos observados (LOCF), tanto o
Oxalato de Escitalopram (substância ativa) 10mg/dia (p = 0,005)
como 20mg/dia (p lt; 0,001) foram efetivos.

A manutenção da resposta em longo prazo foi demonstrada em um
estudo1 placebo controlado de 24 semanas de busca de
dose eficaz e em um estudo placebo controlado de prevenção de
recaídas2 de 24 semanas de duração, que teve uma fase
aberta, prévia a de 24 semanas, de 16 semanas de duração.

A longo-prazo, ambos os grupos com 10mg/dia (p lt; 0,05) e
20mg/dia (p lt; 0,01) do Oxalato de Escitalopram (substância ativa)
foram significativamente mais efetivos que o placebo, conforme
mensurado pela medida primária de eficácia, a pontuação total na
Y-BOCS, bem como pelas medidas secundárias, as subescalas de
obsessões e rituais Y-BOCS e a NIMH-OCS (10mg/dia (p lt; 0,01) e
20mg/dia (p lt; 0,001) do Oxalato de Escitalopram (substância
ativa)).

A manutenção da eficácia e da prevenção das recaídas foram
demonstradas para as doses de 10 e 20mg/dia do Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) em pacientes que responderam ao
Oxalato de Escitalopram (substância ativa) em uma primeira fase de
tratamento aberto de 16 semanas e que depois entraram em uma fase
de 24 semanas de prevenção de recaídas (duplo-cego, placebo
controlado, randomizado). No estudo de prevenção de recaídas, os
grupos em uso do Oxalato de Escitalopram (substância ativa)
10mg/dia (p = 0,014) e 20mg/dia (p lt; 0,001) apresentaram,
significativamente, menos recaídas.

Um efeito benéfico significativo na qualidade de vida dos
pacientes com TOC foi observado (aferido pela SF-36 e SDS) nos
estudos com o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) nesta
população.

Referências

1. Stein DJ, Andersen EW, Tonnoir
B, Fineberg N. Escitalopram in obsessive compulsive disorder: a
randomized, placebo-controlled, paroxetine-referenced, fixed-dose,
24-week study. Curr Med Res Opin. 2007; 23(4):701-11.
2. Fineberg NA, Tonnoir B, Lemming O, Stein DJ. Escitalopram
prevents relapse of obsessive-compulsive disorder. Eur
Neuropsychopharmacol. 2007; 17(6-7):430-9.

Características Farmacológicas


Farmacodinâmica

Mecanismo de ação

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é um inibidor
seletivo da receptação de serotonina (5-HT) de afinidade alta pelo
sítio de ligação primário do transportador de serotonina. Ele
também se liga a um sítio alostérico no transportador de
serotonina, com uma afinidade de ligação 1000 vezes menor. A
modulação alostérica do transportador de serotonina potencializa a
ligação do Oxalato de Escitalopram (substância ativa) ao sítio
primário, o que resulta em uma inibição da recaptação de serotonina
mais eficaz.

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é isento de
afinidade ou esta é muito baixa, por diversos receptores, o que se
inclui 5-HT1A, 5-HT2, dopaminérgicos
D1 e D2, α1, α2,
β-adrenoreceptores, histaminérgico H1, muscarínicos,
colinérgicos, benzodiazepínicos e opioides.

A inibição da receptação de 5-HT é o único mecanismo de ação que
explica os efeitos farmacológicos e clínicos do Oxalato de
Escitalopram (substância ativa).

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é o enantiômero S
do racemato (citalopram), ao qual é atribuída a atividade
terapêutica. Estudos farmacológicos demonstram que o R-citalopram
não é somente inerte, pois interfere negativamente na
potencialização da receptação de serotonina e, por conseguinte, nas
propriedades farmacológicas do enantiômero S.

Efeitos farmacodinâmicos

Em um estudo duplo-cego, placebo controlado, de ECG em
voluntários sadios, a alteração em relação ao início do QTc
(correção Fridericia) foi de 4,3 ms (90% CI 2,2-6,4) com uma dose
de 10mg/dia e 10,7 ms (90% CI 8,6-12,8) com uma dose de
30mg/dia.

Farmacocinética

Absorção

A absorção é quase completa e independe da ingestão de alimentos
(Tmax médio de 4 horas após dosagem múltipla). Tal como
acontece com citalopram racêmico, a biodisponibilidade absoluta do
Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é esperada para ser
aproximadamente 80%.

Distribuição

O volume de distribuição aparente (Vd,β/F) é de cerca de 12 a 26
L/Kg, após administração oral. A ligação às proteínas plasmáticas é
menor que 80% para o Oxalato de Escitalopram (substância ativa) e
seus principais metabólitos.

Biotransformação

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é metabolizado no
fígado em derivados desmetilados e didesmetilados. Ambos são
farmacologicamente ativos. Alternativamente, o nitrogênio pode ser
oxidado formando o metabólito N-óxido. Tanto o composto original
como os metabólitos são parcialmente excretados como
glicoronídeos.

Após administração de múltiplas doses, as concentrações médias
dos metabólitos desmetilados e didesmetilados geralmente são 28-31%
e lt; 5% da concentração do Oxalato de Escitalopram (substância
ativa), respectivamente. A biotransformação do Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) no metabólito desmetilado é mediada
pelo CYP2C19. É possível alguma contribuição das enzimas CYP3A4 e
CYP2D6.

Eliminação

A meia-vida de eliminação (T1/2β) após doses múltiplas é de
cerca de 30horas, e o clearance plasmático oral (Cloral) é
de aproximadamente 0,6 L/min. Os principais metabólitos têm uma
meia-vida consideravelmente mais longa. Assume-se que o Oxalato de
Escitalopram (substância ativa) e seus principais metabólitos são
eliminados tanto pela via hepática como pela via renal, sendo a
maior parte da dose excretada como metabólitos na urina.

Linearidade

A farmacocinética é linear. Os níveis plasmáticos no estado de
equilíbrio são alcançados em aproximadamente 1 (uma) semana. As
concentrações médias em equilíbrio de 50 nmol/L (variação de 20 a
125 nmol/L) são alcançadas com uma dose diária de 10mg.

Pacientes idosos (gt; 65 anos)

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) aparentemente é
eliminado mais lentamente em pacientes idosos, se comparado com
pacientes mais jovens. Foi observado um aumento de 50% na exposição
sistêmica (AUC) em idosos comparados a pacientes mais jovens.

Função hepática reduzida

O Oxalato de Escitalopram (substância ativa) é eliminado mais
lentamente em pacientes com função hepática reduzida. Em pacientes
com alterações da função hepática leve e moderada (classificação de
Child-Pugh A e B), a meia-vida do Oxalato de Escitalopram
(substância ativa) foi aproximadamente duas vezes mais longa e as
concentrações em equilíbrio foram em média 60% maiores quando
comparados a pacientes com função hepática normal.

Função renal reduzida

Observou-se um aumento da meia-vida e aumentos menores na
exposição (AUC) em pacientes com função renal reduzida
(clearance de creatinina entre 10-53mL/min). As
concentrações plasmáticas dos metabólitos não foram estudadas,
porém podem ser elevadas.

Polimorfismo

Foi observado que pacientes com problemas na metabolização pela
isoenzima CYP2C19 apresentam uma concentração plasmática de Oxalato
de Escitalopram (substância ativa) duas vezes maior quando
comparados com pacientes sem problemas. Nenhuma mudança
significativa na exposição foi observada em pacientes com problemas
na metabolização pela isoenzima CYP2D6.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Lexapro. 

Escip, Bula extraída manualmente da Anvisa.

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