Cloridrato De Tramadol Nova Quimica Bula

Cloridrato de Tramadol Nova Química

Contraindicação do Cloridrato de Tramadol – Nova
Química

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) é contraindicado a
pacientes que apresentam hipersensibilidade a tramadol ou a
qualquer componente da fórmula; é também contraindicado nas
intoxicações agudas por álcool, hipnóticos, analgésicos, opioides e
outros psicotrópicos. Cloridrato de Tramadol (substância ativa) é
contraindicado a pacientes em tratamento com inibidores da MAO, ou
pacientes que foram tratados com esses fármacos nos últimos 14
dias. Cloridrato de Tramadol (substância ativa) não deve ser
utilizado em epilepsia não-controlada adequadamente com
tratamento.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) não deve ser utilizado
para tratamento de abstinência de narcóticos.

Gravidez

Estudos em animais revelaram que o tramadol, em doses muito
altas, afeta o desenvolvimento dos órgãos, ossificação e a taxa de
mortalidade neonatal. O tramadol atravessa a barreira placentária.
Não estão disponíveis evidências adequadas na segurança de tramadol
em mulheres grávidas. Portanto tramadol não deve ser utilizado
durante a gravidez.

O tramadol administrado antes ou durante o trabalho de parto,
não afeta a contratilidade uterina. Em neonatos, pode induzir
alterações na taxa respiratória, normalmente de importância clínica
não relevante. O uso crônico durante a gravidez pode levar a
sintomas de abstinência no neonato.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) é um
medicamento classificado na categoria de risco de gravidez C.
Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Como usar o Cloridrato de Tramadol – Nova
Química

A dose deve ser ajustada à intensidade da dor e à sensibilidade
individual do paciente. A menor dose efetiva para analgesia deve
geralmente ser selecionada. A dose total diária de 400 mg de
Cloridrato de Tramadol (substância ativa) não deve ser excedida,
exceto em circunstâncias clínicas especiais.

A menos que prescrito de outra forma, Cloridrato de Tramadol
(substância ativa) deve ser administrado como segue abaixo.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) solução para
injeção

Adultos e adolescentes acima de 12 anos de
idade

50 mg – 100 mg de Cloridrato de Tramadol (substância ativa) a
cada 4 ou 6 horas.

Crianças de 1 ano de idade

Dose única

1-2mg/kg de peso corporal.

A dose diária total de 8 mg de Cloridrato de Tramadol
(substância ativa) por kg de peso corporal ou 400 mg de Cloridrato
de Tramadol (substância ativa), o que for menor, não deve ser
excedida.

Método de administração

A solução para injeção deve ser injetada lentamente ou diluída
na solução de cloreto de sódio 0,9% para infusão e infudida.

Instruções para diluição

Cálculo do volume de injeção:

  • Calcular a dose total de Cloridrato de Tramadol (substância
    ativa) (mg) requerida – peso corporal (kg) x dose
    (mg/kg);
  • Calcular o volume (mL) da solução diluída a ser injetada
    – dividir a dose total (mg) por uma concentração apropriada da
    solução diluída (mg/mL; ver tabela abaixo).

Tabela: diluição de Cloridrato de Tramadol (substância
ativa) solução para injeção

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) 50 mg solução
para injeção + diluente adicionado

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) 100 mg solução
para injeção + diluente adicionado

Concentração da solução diluída para injeção (mg de
Cloridrato de Tramadol (substância ativa)/mL)

1 mL + 1 mL

2 mL + 2 mL

25,0 mg/mL

1 mL + 2 mL

2 mL + 4 mL

16,7 mg/mL

1 mL + 3 mL

2 mL + 6 mL

12,5 mg/mL

1 mL + 4 mL

2 mL + 8 mL

10,0 mg/mL

1 mL + 5 mL

2 mL + 10 mL

8,3 mg/mL

1 mL + 6 mL

2 mL + 12 mL

7,1 mg/mL

1 mL + 7 mL

2 mL + 14 mL

6,3 mg/mL

1 mL + 8 mL

2 mL + 16 mL

5,6 mg/mL

1 mL + 9 mL

2 mL + 18 mL

5,0 mg/mL

De acordo com os seus cálculos, diluir os conteúdos da ampola de
Cloridrato de Tramadol (substância ativa) adicionando um diluente
adequado, misturar e administrar o volume calculado da solução
diluída. Descartar o excesso de solução para injeção.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa)
cápsulas

Adultos e adolescentes acima de 12 anos de
idade

50 – 100 mg de Cloridrato de Tramadol (substância ativa) a cada
4 ou 6 horas.

Crianças

Devido a sua alta dosagem, as cápsulas não devem ser utilizadas
em crianças abaixo de 12 anos de idade.

Método de administração

As cápsulas devem ser engolidas inteiras, não partidas ou
mastigadas, com líquido suficiente, com ou sem alimento.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) solução
oral

Adultos e adolescentes acima de 12 anos de
idade

50 – 100 mg de Cloridrato de Tramadol (substância ativa) a cada
4 ou 6 horas.

Crianças acima de 1 ano de idade

Dose única

1-2 mg/kg de peso corporal.

A dose diária total de 8 mg de Cloridrato de Tramadol
(substância ativa) por kg de peso corporal ou 400 mg de Cloridrato
de Tramadol (substância ativa), o que for menor, não deve ser
excedida.

Guia para dose relacionada ao peso corporal em crianças
a partir de 1 ano de idade:

Idade aproximada

Peso corporal

Número de gotas para dose única (1-2 mg/kg)

1 ano

10kg

4 – 8

3 anos  15kg 6 – 12 
6 anos 20kg 8 – 16
9 anos 30kg 12 – 24
11 anos 40kg 18 – 36

Método de administração

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) solução oral deve ser
tomado com um pouco de líquido puro ou misturado a líquido adoçado,
com ou sem alimento.

Conteúdo de Cloridrato de Tramadol (substância ativa)
nas gotas únicas:

Número de gotas

Cloridrato de Tramadol (substância ativa)

1 gota

2,5 mg

5 gotas

12,5 mg

10 gotas

25 mg

15 gotas

37,5 mg

20 gotas

50 mg

25 gotas

62,5 mg

30 gotas

75 mg

35 gotas

87,5 mg

40 gotas

100 mg

O frasco de Cloridrato de Tramadol (substância ativa) solução
oral é fornecido com tampa rosqueada resistente a crianças. Para
abrir, a tampa deve ser pressionada para baixo firmemente e então
desrosqueada. Após o uso, rosquear a tampa firmemente. Para obter
as gotas orais, virar o frasco para baixo e dar um leve tapa na
base do frasco até as primeiras gotas aparecerem.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) retard 100
mg

Adultos e adolescentes acima de 12 anos de
idade

A dose inicial é 50-100 mg de Cloridrato de Tramadol (substância
ativa) duas vezes ao dia, de manhã e à noite. Se o alívio da dor
for insuficiente, a dose pode ser aumentada até 150 mg ou 200 mg de
Cloridrato de Tramadol (substância ativa) duas vezes ao dia.

Crianças

Devido a sua alta dosagem, os comprimidos revestidos de
liberação prolongada não devem ser utilizadas em crianças abaixo de
12 anos de idade.

Método de administração

Os comprimidos de liberação prolongada devem ser engolidos
inteiros, não partidos ou mastigados, com liquido suficiente, com
ou sem alimento.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) cápsulas e
comprimidos revestidos não devem ser partidos, abertos ou
mastigados.

Pacientes idosos

O ajuste de dose não é usualmente necessário em pacientes até 75
anos sem manifestação clínica de insuficiência hepática ou
renal.

Em pacientes idosos acima de 75 anos a eliminação pode ser
prolongada. Portanto, se necessário, o intervalo entre as doses
deve ser aumentado de acordo com os requerimentos do paciente.

Pacientes com insuficiência renal/diálise e
hepática

Em pacientes com insuficiência renal e/ou hepática a eliminação
de Cloridrato de Tramadol (substância ativa) é atrasada. Nestes
pacientes deve-se considerar o uso de intervalos maiores entre as
doses de acordo com os requerimentos dos pacientes.

Em casos de insuficiência renal e/ou hepática grave não é
recomendado o uso de Cloridrato de Tramadol (substância ativa)
Retard (comprimidos de liberação prolongada).

Duração do tratamento

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) não deve sob nenhuma
circunstância ser administrado por mais tempo que o absolutamente
necessário.

Se for necessário tratamento prolongado da dor devido à natureza
e gravidade da doença, então o monitoramento regular e cuidadoso
deve ser feito (se necessário com interrupções no tratamento) para
estabelecer se e em que extensão tratamento adicional é
necessário.

Precauções do Cloridrato de Tramadol – Nova
Química

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) deve ser usado
com cautela nas seguintes condições:

  • Dependência aos opioides;
  • Ferimentos na cabeça;
  • Choque, distúrbio do nível de consciência de origem não
    estabelecida;
  • Pacientes com distúrbios da função respiratória ou do centro
    respiratório;
  • Pressão intracraniana aumentada.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) deve somente ser usado
com cautela nos pacientes sensíveis aos opioides.

Foram relatadas convulsões em pacientes recebendo tramadol nas
doses recomendadas. O risco pode aumentar quando as doses de
Cloridrato de Tramadol (substância ativa) excederem a dose diária
máxima recomendada (400mg). O Cloridrato de Tramadol (substância
ativa) pode elevar o risco de convulsões em pacientes tomando
concomitantemente outras medicações que reduzam o limiar para
crises convulsivas. Pacientes com epilepsia, ou aqueles
susceptíveis a convulsões, somente deveriam ser tratados com
tramadol sob circunstâncias inevitáveis.

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) apresenta um baixo
potencial de dependência. No uso em longo prazo, pode-se
desenvolver tolerância e dependência física e psíquica. Pacientes
com tendência à dependência ou ao abuso de medicamentos, só devem
utilizar Cloridrato de Tramadol (substância ativa) por períodos
curtos e sob supervisão médica rigorosa.

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) não é indicado como
substituto em pacientes dependentes de opioides. Embora o tramadol
seja um agonista opioide, tramadol não pode suprimir os sintomas da
síndrome de abstinência da morfina.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) Retard contém lactose
em sua composição. Portanto, pacientes com o problema hereditário
raro de intolerância à galactose, a deficiência de lactase Lapp ou
máabsorção de glicose-galactose, não devem tomar este
medicamento.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) solução oral contém
sacarose. Pacientes com problemas hereditários raros de
intolerância à frutose, má absorção de glicose-galactose ou
insuficiência de sucraseisomaltase não devem tomar este
medicamento.

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar
máquinas

Mesmo quando administrado de acordo com as instruções da bula,
Cloridrato de Tramadol (substância ativa) pode causar efeitos tais
como sonolência e tontura e, portanto, pode prejudicar as reações
do paciente ao dirigir veículos ou operar máquinas. Isto se aplica
particularmente em conjunção com outras substâncias psicotrópicas,
particularmente álcool.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir
veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem
estar prejudicadas.

Gravidez

Estudos em animais revelaram que o tramadol, em doses muito
altas, afeta o desenvolvimento dos órgãos, ossificação e a taxa de
mortalidade neonatal. O tramadol atravessa a barreira placentária.
Não estão disponíveis evidências adequadas na segurança de tramadol
em mulheres grávidas. Portanto tramadol não deve ser utilizado
durante a gravidez. O tramadol administrado antes ou durante o
trabalho de parto, não afeta a contratilidade uterina. Em neonatos,
pode induzir alterações na taxa respiratória, normalmente de
importância clínica não relevante. O uso crônico durante a gravidez
pode levar a sintomas de abstinência no neonato.

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) é um
medicamento classificado na categoria de risco de gravidez C.
Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Lactação

Durante a lactação deve-se considerar que cerca de 0,1% da dose
materna de tramadol é secretada no leite. Tramadol não é
recomendado durante a amamentação. Geralmente, não há
necessidade de interromper a amamentação após uma única
administração de Cloridrato de Tramadol (substância ativa).

Fertilidade

Vigilância pós comercialização não sugere um efeito de
Cloridrato de Tramadol (substância ativa) sobre a fertilidade.
Estudos em animais não mostram um efeito de Cloridrato de Tramadol
(substância ativa) sobre a fertilidade.

Reações Adversas do Cloridrato de Tramadol – Nova
Química

As reações adversas mais comumente relatadas são náusea e
tontura, ambas ocorrendo em mais que 10% dos pacientes.

As frequências são definidas como:

  • Muito comum: ≥ 10%;
  • Comum:

     

    ≥ 1% e lt;10%;

  • Incomum:

     

    ≥ 0,1% e lt;1%;

  • Rara: ≥ 0,01% e lt;0,1%;
  • Muito rara: lt; 0,01%;
  • Desconhecida: não pode ser estimada pelos dados
    disponíveis.

Transtornos cardíacos

Incomum

Regulação cardiovascular (palpitação, taquicardia). Estas
reações adversas podem ocorrer especialmente no caso de
administração intravenosa e em pacientes que estão fisicamente
estressados.

Rara

Bradicardia.

Investigações

Rara

Aumento na pressão sanguínea.

Reações de transtornos vasculares

Incomum

Regulação cardiovascular (hipotensão postural ou colapso
cardiovascular).

Estas reações adversas podem ocorrer especialmente no caso de
administração intravenosa e em pacientes que estão fisicamente
estressados.

Transtornos de metabolismo e nutrição

Rara

Alterações no apetite.

Transtornos respiratórios, torácicos e do
mediastino

Rara

  • Depressão respiratória;
  • Dispneia.

Se as doses recomendadas forem excedidas consideravelmente e
outras substâncias depressoras centrais forem administradas
concomitantemente, depressão respiratória pode ocorrer.

Foi relatada piora de asma, embora não tenha sido estabelecida
uma relação causal.

Transtornos do sistema nervoso

Muito comum

Tontura.

Comum

  • Dor de cabeça;
  • Sonolência.

Rara

  • Transtornos da fala;
  • Parestesia;
  • Tremor;
  • Convulsão epileptiforme;
  • Contrações musculares involuntárias;
  • Coordenação anormal;
  • Síncope.

Convulsão ocorreu principalmente após a administração de altas
doses de tramadol ou após o tratamento concomitante com fármacos
que podem diminuir o limiar para crise convulsiva.

Transtornos psiquiátricos

Rara

  • Alucinação;
  • Confusão;
  • Distúrbios do sono;
  • Delírios;
  • Ansiedade;
  • Pesadelos.

As reações adversas psíquicas podem ocorrer após administração
de Cloridrato de Tramadol que varia individualmente em intensidade
e natureza (dependendo da personalidade do paciente e duração do
tratamento).

Esses efeitos incluem alteração no humor (geralmente euforia,
ocasionalmente disforia), alterações em atividade (geralmente
supressão, ocasionalmente elevação) e alterações na capacidade
cognitiva e sensorial (por ex.: comportamento de decisão, problemas
de percepção).

Pode ocorrer dependência da droga.

Os sintomas das reações de abstinência, similares
àquelas ocorrendo durante a retirada de opiáceos, podem ocorrer
como segue:

Agitação, ansiedade, nervosismo, insônia, hipercinesia, tremor e
sintomas gastrointestinais.

Outros sintomas que foram vistos muito raramente com a
descontinuação de Cloridrato de Tramadol (substância ativa)
incluem ataques de pânico, ansiedade grave, alucinações,
parestesias, zumbido e sintomas não usuais do SNC (como confusão,
ilusões, despersonalização, desrealização, paranoia).

Transtornos do olho

Rara

  • Miose;
  • Midríase;
  • Visão turva.

Transtornos gastrintestinais

Muito comum

Náusea.

Comum

  • Constipação;
  • Boca seca;
  • Vômito.

Incomum

  • Ânsia de vômito;
  • Desconforto gastrintestinal (uma sensação de pressão no
    estômago, distensão abdominal);
  • Diarreia.

Transtornos da pele e tecidos subcutâneos

Comum

Hiperidrose.

Incomum

Reações dérmicas (por ex.: prurido, rash,
urticária).

Transtornos músculoesqueléticos e tecidos
conectivos

Raro

Fraqueza motora.

Transtornos hepatobiliares

Em poucos casos isolados foi relatado aumento nos valores das
enzimas hepáticas em associação temporal com uso terapêutico de
Cloridrato de Tramadol (substância ativa).

Transtornos do trato urinário e renal

Raro

Distúrbios de micção (disúria e retenção urinária).

Transtornos do sistema imune

Rara

  • Reações alérgicas (como dispneia, broncoespasmo, tosse, edema
    angioneurótico);
  • Anafilaxia.

Transtornos gerais e condições do local de
administração

Comum

Fadiga.

Em casos de eventos adversos, notifique ao sistema de
Notificação em Vigilância Sanitária NOTIVISA, ou para a Vigilância
Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Cloridrato de Tramadol – Nova
Química

Cloridrato de Tramadol (substância ativa) não deve ser combinado
com inibidores da MAO.

Em pacientes tratados com inibidores da MAO nos 14 dias antes do
uso do opioide petidina foram observadas interações com risco de
vida no Sistema Nervoso Central (SNC), função respiratória e
cardiovascular. As mesmas interações com inibidores da MAO não
podem ser descartadas durante o tratamento com o Cloridrato de
Tramadol (substância ativa).

A administração concomitante de Cloridrato de Tramadol
(substância ativa) com outros fármacos depressores do SNC,
incluindo álcool, pode potencializar os efeitos no SNC.

Os resultados dos estudos de farmacocinética demonstraram até o
momento que na administração prévia ou concomitante de cimetidina
(inibidor enzimático) não é comum ocorrerem interações clinicamente
relevantes. Administração prévia ou simultânea de carbamazepina
(indutor enzimático) pode reduzir o efeito analgésico e a duração
da ação.

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) pode induzir
convulsões e aumentar o potencial de causar convulsões dos
inibidores seletivos da recaptação de serotonina, inibidores da
recaptação de serotonina e norepinefrina, antidepressivos
tricíclicos, antipsicóticos e outros fármacos que diminuem o limiar
para crises convulsivas (tais como bupropiona, mirtazapina,
tetraidrocanabinol).

O uso terapêutico concomitante de Cloridrato de Tramadol
(substância ativa) e drogas serotoninérgicas, tais como inibidores
seletivos da recaptação da serotonina, inibidores da receptação de
serotonina norepinefrina, inibidores da MAO, antidepressivos
tricíclicos e mirtazapina pode causar toxicidade de serotonina.

A síndrome da serotonina é possível quando um dos
seguintes é observado:

  • Clônus espontâneo;
  • Clônus induzível ou ocular com agitação ou diaforese;
  • Tremor e hiperreflexia;
  • Hipertonia e temperatura corporal gt; 38°C;
  • Clônus induzível ou ocular.

Após a interrupção de medicamentos serotoninérgicos, geralmente
observa-se uma melhora rápida. O tratamento depende da natureza e
gravidade dos sintomas.

O tratamento com Cloridrato de Tramadol (substância ativa)
concomitante com derivados cumarinicos (varfarina) deve ser
cuidadosamente monitorado, devido a relatos de aumento no tempo de
protrombina (INR) com maior sangramento e de equimoses em alguns
pacientes.

Outros fármacos inibidores do CYP3A4, tais como o cetoconazol e
a eritromicina, podem inibir o metabolismo do tramadol
(N-demetilação) e provavelmente também do metabólito ativo
O-desmetilado. A importância clínica de tal interação não foi
estudada.

Em um número limitado de estudos a aplicação pré ou
pós-operatória do antiemético antagonista 5-HT3 ondasetrona
aumentou a necessidade de Cloridrato de Tramadol (substância ativa)
em pacientes com dor pós-operatória.

Ação da Substância Cloridrato de Tramadol – Nova Química

Resultados de Eficácia


Estudos Clínicos

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) foi administrado em
dose única e oral de 50, 75 e 100mg a pacientes com dores geradas
após procedimentos cirúrgicos e cirurgias bucais (extração de
molares impactados).

Em um modelo de dose única em dor após cirurgia bucal, em muitos
pacientes o alívio da dor foi alcançado com doses de 50 e 75mg de
Cloridrato de Tramadol (substância ativa). A dose de 100mg de
Cloridrato de Tramadol (substância ativa) tende a promover
analgesia superior à de 60mg de sulfato de codeína, mas não foi tão
efetiva como a combinação de 650mg de ácido acetilsalicílico com
60mg de fosfato de codeína.

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) foi estudado em três
estudos clínicos controlados, em longo prazo, envolvendo um total
de 820 pacientes, onde 530 deles receberam Cloridrato de Tramadol
(substância ativa). Pacientes com uma variedade de condições de dor
crônica foram estudados em um estudo clínico duplo-cego com duração
de um a três meses.

Doses diárias médias de aproximadamente 250mg de Cloridrato de
Tramadol (substância ativa) em doses divididas foram geralmente
comparáveis a cinco doses diárias de 300mg de paracetamol com 30mg
de fosfato de codeína, a cinco doses diárias de 325mg de ácido
acetilsalicílico com 30mg de fosfato de codeína ou a duas ou três
doses diárias de 500mg de paracetamol com 5mg de cloridrato de
oxicodona.

Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) é um analgésico
opioide de ação central. É um agonista puro não seletivo dos
receptores opioides μ (mi), δ (delta) e κ (kappa), com uma
afinidade maior pelo receptor μ (mi). Outros mecanismos que
contribuem para o efeito analgésico de Cloridrato de Tramadol
(substância ativa) são a inibição da recaptação neuronal de
noradrenalina e o aumento da liberação de serotonina.

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) tem um efeito
antitussígeno. Em contraste com a morfina, de uma maneira geral,
doses analgésicas de Cloridrato de Tramadol (substância ativa) não
apresentam efeito depressor sobre o sistema respiratório. A
motilidade gastrintestinal também não é afetada. Os efeitos no
sistema cardiovascular tendem a ser leves. Foi relatado que a
potência de Cloridrato de Tramadol (substância ativa) é 1/10 a 1/6
da potência da morfina.

Propriedades farmacocinéticas

Após administração intramuscular em humanos, Cloridrato de
Tramadol (substância ativa) é rápida e completamente
absorvido; o pico médio de concentração sérica
(Cmáx) é atingido após 45 minutos, e a
biodisponibilidade é quase 100%. A meia-vida de absorção é de 0,38
± 0,18 h.

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) apresenta uma alta
afinidade tecidual (Vd,β(beta) = 203 ± 40 L) e cerca de 20% liga-se
às proteínas plasmáticas.

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) atravessa as
barreiras placentária e hematoencefálica. Pequenas quantidades de
Cloridrato de Tramadol (substância ativa) e do derivado Odesmetil
são encontradas no leite materno (0,1% e 0,02% da dose aplicada,
respectivamente).

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) e seus metabólitos
são quase completamente excretados via renal. A excreção urinária
cumulativa é 90% da radioatividade total da dose administrada.

A meia-vida de eliminação t1/2,β é de aproximadamente 6 horas,
independentemente da via de administração. Em pacientes acima de 75
anos de idade, a meia-vida de eliminação pode ser prolongada por um
fator de aproximadamente 1,4. Em pacientes com cirrose hepática, as
meias-vidas de eliminação são de 13,3 ± 4,9 h (tramadol) e 18,5 ±
9,4 h (Odesmetiltramadol); em um caso extremo, determinou-se 22,3 h
e 36 h, respectivamente.

Em pacientes com insuficiência renal (clearance de
creatinina lt; 5 mL/minuto), os valores foram 11 ± 3,2 h e 16,9 ± 3
h; em um caso extremo 19,5 h e 43,2 h, respectivamente.

Em humanos, o Cloridrato de Tramadol (substância ativa) é
metabolizado principalmente por N- e O-desmetilação e conjugação
dos produtos da Odesmetilação com ácido glicurônico. Somente o O
desmetiltramadol é farmacologicamente ativo. Há diferenças
quantitativas interindividuais consideráveis entre os outros
metabólitos. Até o momento, onze metabólitos foram detectados na
urina. Experimentos em animais demonstraram que O-desmetiltramadol
é 2-4 vezes mais potente do que o fármaco inalterado.

A meia-vida t1/2,β (6 voluntários sadios) é de 7,9 h (5,4 – 9,6
h), bastante similar à meia-vida de Cloridrato de Tramadol
(substância ativa).

O Cloridrato de Tramadol (substância ativa) tem um perfil
farmacocinético linear dentro da faixa de dose terapêutica.

A relação entre concentrações séricas e o efeito analgésico é
dose-dependente, mas varia consideravelmente em casos isolados. Uma
concentração sérica de 100 – 300 ng/mL é usualmente eficaz.

Dados de Segurança Pré-Clínicos

Após a administração repetida oral e parenteral de Cloridrato de
Tramadol (substância ativa) por 6-26 semanas em ratos e cães, e
após administração oral por 12 meses em cães, testes hematológicos,
clínico químicos e histológicos não demonstraram evidências de
alterações relacionadas à substância. Somente ocorreram
manifestações no sistema nervoso central após doses altas,
consideravelmente acima da dose terapêutica (agitação, salivação,
convulsão e redução do ganho de peso). Ratos e cães toleraram doses
orais de 20mg/kg e 10mg/kg de peso corpóreo, respectivamente, e
cães toleraram doses retais de 20mg/kg de peso corpóreo, sem
qualquer reação.

Em ratos, doses de no mínimo 50mg/kg/dia de Cloridrato de
Tramadol (substância ativa) causaram toxicidade materna e aumento
da mortalidade neonatal. Os problemas com a prole foram distúrbios
de ossificação e retardo na abertura vaginal e dos olhos. A
fertilidade masculina não foi afetada. Após doses elevadas (mínimo
de 50mg/kg/dia), as fêmeas sofreram redução na ocorrência de
gravidez. Em coelhos, foi relatada toxicidade materna em doses
superiores a 125mg/kg e anomalias esqueléticas na prole.

Em alguns testes in vitro, houve evidência de efeitos
mutagênicos. Estudos in vivo não demonstraram tais
efeitos. Até o momento, Cloridrato de Tramadol (substância ativa)
pode ser classificado como não mutagênico.

Foram realizados estudos quanto ao potencial tumorigênico do
Cloridrato de Tramadol (substância ativa) em ratos e
camundongos.

O estudo em ratos não demonstrou evidência de aumento na
incidência de tumores devido a essa substância. No estudo em
camundongos, houve uma incidência aumentada de adenomas de células
hepáticas em animais machos (aumento dose-dependente, não
significativo a partir de 15mg/kg) e um aumento nos tumores
pulmonares em fêmeas de todos os grupos de doses (significativo,
mas não dose-dependente).

Cloridrato-De-Tramadol-Nova-Quimica, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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