Cloridrato De Doxiciclina Legrand Bula

Cloridrato de Doxiciclina Legrand

Febre das Montanhas Rochosas, febre tifoide e do grupo tifoide;
Febre Q, rickettsiose e febre do carrapato causada por Rickettsia;
Infecção respiratória causada por Mycoplasma pneumoniae;
Psitacose causada por Chlamydia psittaci; Linfogranuloma
venéreo causado por Chlamydia trachomatis; Uretrite não
complicada, endocervicites ou infecções retais em adultos causadas
por Chlamydia trachomatis; Tracoma causado por
Chlamydia trachomatis, embora o agente infeccioso não seja
sempre eliminado como observado pela imunofluorescência. A
conjuntivite de inclusão causada por Chlamydia trachomatis
pode ser tratada com Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa)
oral isolada ou em associação com agentes tópicos. Orquiepididimite
aguda, causada por Chlamydia trachomatis ou Neisseria
gonorrhoeae
. Granuloma inguinal (donovanose) causado por
Calymmatobacterium granulomatis; Estágios iniciais (I e
II) da doença de Lyme causado por Borrelia burgdorferi;
Febre recorrente causada por Borrelia recurrentis transmitida pelo
piolho; Febre recorrente causada por Borrelia duttonii
transmitida pelo carrapato; Uretrite não gonocócica causada por
Ureaplasma urealyticum (micoplasma-T).

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) também é
indicada para o tratamento de infecções causadas pelos seguintes
microrganismos Gram-negativos:

Acinetobacter spp.; Bacteroides spp.; Fusobacterium
spp.
; Brucelose causada por Brucella spp. (em
associação a estreptomicina); Peste causada por Yersinia
pestis
; Tularemia causada por Francisella tularensis;
Bartonelose causada por Bartonella bacilliformis; Campylobacter
fetus.

Uma vez que muitas cepas dos seguintes grupos de microrganismos
têm demonstrado serem resistentes às tetraciclinas, recomendam-se
testes de suscetibilidade e cultura.

Quando os testes bacteriológicos indicarem
suscetibilidade adequada ao fármaco, Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa) é indicada para o tratamento de infecções
causadas pelos seguintes microrganismos
Gram-negativos:

Shigella spp.; Gonorreia não complicada causada por
Neisseria gonorrhoeae; Infecções respiratórias causadas
por Haemophilus influenzae; Infecções respiratórias e
urinárias causadas por Klebsiella spp.; Escherichia coli;
Enterobacter aerogenes; Moraxella catarrhalis
.

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) é indicada
para o tratamento de infecções causadas pelos seguintes
microrganismos Grampositivos quando os testes bacteriológicos
indicarem suscetibilidade adequada ao fármaco:

Streptococcus spp.:

Uma certa porcentagem de cepas de Streptococcus
pyogenes
e Streptococcus faecalis tem sido resistente
às tetraciclinas. As tetraciclinas não devem ser utilizadas em
infecções estreptocócicas, a menos que os microrganismos tenham
demonstrado suscetibilidade às mesmas.

Carbúnculo (antraz maligno) causado por Bacillus anthracis,
incluindo carbúnculo adquirido por inalação após exposição: para
reduzir a incidência ou progressão da doença após a exposição ao
Bacillus anthracis disperso no ar.

Em infecções do trato respiratório superior devido a
estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, a penicilina é o fármaco
usual de escolha, incluindo a profilaxia da febre reumática.

Isto inclui:

Infecções do trato respiratório superior causadas por
Streptococcus pneumoniae; Em infecções de pele, tecidos
moles e em infecções respiratórias devido a Staphylococcus
aureus
. As tetraciclinas não são os fármacos de escolha no
tratamento de infecções estafilocócicas.

Quando a penicilina é contraindicada, o Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa) é um fármaco alternativo no
tratamento de:

Actinomicose causada por Actinomyces spp.; Infecções
causadas por Clostridium spp.; Sífilis causada por
Treponema pallidum e bouba causada por Treponema
pertenue
; Listeriose causada por Listeria
monocytogenes
; Infecção de Vincent (gengivite ulcerativa aguda
com necrose) causado por Leptotrichia buccalis
(anteriormente Fusobacterium fusiform).

Tratamentos adjuvantes

Em amebíase intestinal aguda, o Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa) pode ser útil como adjuvante aos amebicidas. Em
acne grave, causada por Acne vulgaris, o Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa) pode ser útil como terapia adjuvante.

Tratamento e profilaxia

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) é indicada
na profilaxia e no tratamento das seguintes infecções:

Malária causada por Plasmodium falciparum (em áreas com
malária P. falciparum resistente à cloroquina);
Leptospirose causada pelo gênero Leptospira; Cólera causada por
Vibrio cholerae.

Profilaxia

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) é indicada
para a profilaxia das seguintes condições:

Tifo causado por Rickettsia tsutsugamushi; Diarreia de
viajantes causada por Escherichia coli
enterotoxigênica.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Vibramicina
(Comprimido Revestido).

Contraindicação do Cloridrato de Doxiciclina –
Legrand

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) é contraindicada a
pacientes com conhecida hipersensibilidade à doxiciclina, qualquer
componente da fórmula ou qualquer tetraciclina.

Este medicamento é contraindicado para uso por gestantes
e lactantes.

Este medicamento é contraindicado para menores de 8 anos
de idade. 

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Vibramicina
(Comprimido Revestido).

Como usar o Cloridrato de Doxiciclina –
Legrand

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) comprimidos
revestidos sob a forma de doxiciclina mono-hidratada pode ser
tomado com uma quantidade adequada de líquido.

Recomenda-se a ingestão de quantidades adequadas de líquidos
durante a administração de comprimidos de medicamentos da classe
das tetraciclinas para reduzir o risco de irritação esofágica e
ulceração.

Na ocorrência de irritação gástrica recomenda-se que a
administração de Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) seja
acompanhada de alimentos ou leite. Estudos indicam que a absorção
da doxiciclina não é acentuadamente influenciada pela ingestão
simultânea de alimentos ou leite.

Posologia do Cloridrato de Doxiciclina


A dose usual e a frequência da administração de Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa) diferem da maioria das
tetraciclinas. Doses maiores que as recomendadas podem resultar em
um aumento da incidência de reações adversas.

O tratamento deve continuar por pelo menos 24 a 48 horas após o
desaparecimento dos sintomas e febre. Quando utilizada em infecções
estreptocócicas, o tratamento deve ser mantido durante 10 dias para
prevenir o aparecimento de febre reumática e glomerulonefrite.

Uso em Adultos

A dose usual de Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) em
adultos é de 200 mg no primeiro dia de tratamento (administrada em
dose única ou em doses de 100 mg, a cada 12 horas), seguidos de uma
dose de manutenção de 100 mg/dia (administrada em dose
única). 

No controle de infecções mais graves (particularmente as
infecções crônicas do trato urinário), devem ser administradas
doses diárias de 200 mg durante todo o período de
tratamento. 

Uso em Crianças com idade acima de 8
anos 

O esquema posológico recomendado para crianças pesando 45 kg ou
menos é de 4,4 mg/kg de peso corpóreo (no primeiro dia de
tratamento, administrados como dose única diária, ou em 2 doses),
seguida por uma dose de manutenção de 2,2 mg/kg de peso corpóreo
(em dose única diária ou dividida em 2 doses) nos dias
subsequentes. Em infecções mais graves doses de manutenção de até
4,4 mg/kg de peso corpóreo podem ser utilizadas. Para crianças
pesando mais de 45 kg deve ser utilizada a dose usual recomendada
para adultos.

Febres recorrentes transmitidas pelo piolho e pelo
carrapato e tifo transmitido por piolho

O tifo transmitido pelo piolho e a febre recorrente transmitida
pelo piolho e carrapato foram tratadas com sucesso utilizando-se
dose oral única de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa). E como uma alternativa para reduzir o risco de persistência
ou recorrência da febre recorrente transmitida pelo carrapato,
recomenda-se uma dose oral de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa), a cada 12 horas por 7 dias. 

Estágios iniciais da doença de Lyme (estágio 1 e
2)

Doses orais de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa), 2 vezes por dia por 14 a 60 dias, de acordo com os sinais
clínicos, sintomas e resposta do paciente. 

Infecções uretrais, endocervicites ou retais não
complicadas em adultos, causadas por Chlamydia
trachomatis

Doses orais de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa), 2 vezes por dia por 7 dias. 

Orquiepididimite aguda, causada por C. trachomatis
ou N. gonorrhoeae

Dose única de 250 mg de ceftriaxona IM ou outra cefalosporina
apropriada, mais dose oral de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa), 2 vezes por dia por 10 dias. 

Uretrite não gonocócica, causada por Chlamydia
trachomatis
ou Ureaplasma urealyticum
(micoplasma-T)

Dose oral de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa) 2 vezes por dia por 7 dias.

Linfogranuloma venéreo causado por Chlamydia
trachomatis

Dose oral de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa), 2 vezes por dia por no mínimo 21 dias.

Infecções gonocócicas não complicadas do cervix, reto e
uretra onde os gonococos permanecem totalmente
sensíveis

Dose oral de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa), 2 vezes por dia por 7 dias. É recomendado um tratamento
concomitante com uma cefalosporina ou quinolona apropriada, como
descrito a seguir, Dose oral única de 400 mg de cefixima ou dose
única de 125 mg de ceftriaxona por via intramuscular ou dose única
oral de 500 mg de ciprofloxacino ou dose única oral de 400 mg de
ofloxacino. 

Infecções Gonocócicas não complicadas da faringe, onde
os gonococos permanecem totalmente sensíveis

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) em doses orais de
100 mg, 2 vezes por dia por 7 dias. É recomendado um tratamento
concomitante com uma cefalosporina ou quinolona apropriada, como
descrito a seguir: 125 mg de ceftriaxona em dose única por via
intramuscular ou dose oral única de 500 mg de ciprofloxacino ou
dose única oral de 400 mg de ofloxacino. 

Sífilis Primária e Secundária

Pacientes não grávidas, alérgicas a penicilina, com sífilis
primária ou secundária, podem ser tratadas pelo seguinte regime
posológico como uma alternativa à terapia com penicilina, dose
oral de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa), 2
vezes por dia por 2 semanas. 

Sífilis no estágio terciário ou latente

Pacientes não grávidas, alérgicas a penicilina com sífilis
terciária ou secundária, podem ser tratadas com o seguinte regime
posológico: dose oral de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa) 2 vezes por dia por 2 semanas, como uma
alternativa à terapia com penicilina quando a duração da infecção é
conhecida e for de menos de um ano. Caso contrário, o Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa) deve ser administrada por 4
semanas. 

Doença Inflamatória Pélvica Aguda Pacientes
Internados

A dose de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa), a cada 12 horas, mais 2 g de cefoxitina IV, a cada 6 horas
ou 2 g de cefotetana IV, a cada 12 horas por no mínimo 4 dias e ao
menos 24 a 48 horas após a melhora do paciente. Deve-se então
continuar com 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa) via oral 2 vezes por dia até completar o total de 14 dias de
tratamento. 

Pacientes Ambulatoriais

Dose oral de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa), 2 vezes por dia por 14 dias como adjuvante na terapia com
uma dose única de 250 mg de ceftriaxona IM, ou cefoxitina 2 g IM,
concomitantemente com dose única oral de 1 g de probenecida,
ou qualquer outra cefalosporina de terceira geração por via
parenteral (ceftizoxima ou cefotaxima). 

Acne vulgaris

Dose única diária de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa) por até 12 semanas. 

Tratamento de malária falciparum resistente à
cloroquina

Dose oral diária de 200 mg de Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa), por um mínimo de 7 dias. Devido a potencial
gravidade da infecção deve-se sempre associar um esquizonticida de
ação rápida como a quinina à Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa). A dose recomendada de quinina varia de acordo com a área
geográfica. 

Profilaxia de malária

Dose diária de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa) para adultos. Para crianças acima de 8 anos, dose é de 2
mg/kg administrada uma vez ao dia até a dose recomendada para
adultos. A profilaxia pode começar de 1 a 2 dias antes da viagem
para uma área endêmica, e deve continuar diariamente durante a
viagem. Após o viajante deixar a área, a profilaxia deve ser
mantida nas 4 semanas subsequentes. 

Tratamento e profilaxia seletiva de cólera em
adultos

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) deve ser
administrada em dose única de 300 mg. 

Profilaxia do tifo

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) deve ser
administrada em dose única oral de 200 mg. 

Profilaxia da diarreia de viajantes em
adultos

Dose de 200 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa)
no primeiro dia de viagem (administrados em dose única, ou 100 mg,
a cada 12 horas), seguida de 100 mg diários durante a permanência
na área. Não existem dados disponíveis sobre o uso profilático do
fármaco por períodos superiores a 21 dias. 

Profilaxia da leptospirose

Dose oral, semanal, de 200 mg de Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa) durante todo o período de permanência na área, e
200 mg no final da viagem. Não existem dados disponíveis sobre o
uso profilático do fármaco por períodos superiores a 21
dias. 

Tratamento da leptospirose

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) deve ser
administrada em dose oral de 100 mg, 2 vezes por dia por 7
dias. 

Carbúnculo (antraz maligno) adquirido por
inalação

Adultos

Dose oral de 100 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa), 2 vezes por dia por 60 dias.

Crianças pesando menos de 45 kg

Dose oral de 2,2 mg de Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa) por kg de peso corpóreo, 2 vezes por dia por 60 dias.
Crianças pesando 45 kg ou mais: devem receber a mesma dose indicada
para adultos. 

Uso em pacientes com insuficiência renal

Estudos até o momento têm demonstrado que a administração de
Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) nas doses
habitualmente recomendadas não leva a um acúmulo excessivo desse
antibiótico em pacientes com insuficiência renal. 

Dose Omitida

Caso o paciente esqueça de tomar Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa) no horário estabelecido, deve fazê-lo assim que
lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de administrar
a próxima dose, deve desconsiderar a dose esquecida e utilizar a
próxima. Neste caso, o paciente não deve utilizar a dose duplicada
para compensar doses esquecidas. O esquecimento da dose pode
comprometer a eficácia do tratamento. 

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado. 

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Vibramicina
(Comprimido Revestido).

Precauções do Cloridrato de Doxiciclina –
Legrand

Uso em Crianças

Assim como ocorre com outras tetraciclinas, o Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa) forma um complexo cálcico estável em
qualquer tecido ósseo em formação. Foi observada uma redução no
índice de crescimento da fíbula em prematuros, aos quais foram
administradas doses orais de 25 mg/kg de tetraciclina, a cada 6
horas. Esta reação mostrou ser reversível com a descontinuação do
medicamento. 

O uso de medicamentos da classe das tetraciclinas durante o
desenvolvimento da dentição (segunda metade da gravidez, primeira
infância e crianças até os 8 anos de idade) pode causar
descoloração permanente dos dentes (amarelo-cinza-amarronzado).
Esta reação adversa é mais comum durante tratamentos prolongados,
mas foi observada em tratamentos repetidos a curto prazo.
Hipoplasia do esmalte dental também foi relatada. Usar o Cloridrato
de Doxiciclina (substância ativa) em pacientes pediátricos de 8
anos de idade ou menores, somente quando se espera que os
benefícios potenciais superem os riscos em condições graves ou com
risco de vida (por exemplo, antraz, febre maculosa),
particularmente quando não há terapias alternativas. 

Geral

Reações cutâneas graves, tais como dermatite esfoliativa,
eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise
epidérmica tóxica, e reação medicamentosa com eosinofilia e
sintomas sistêmicos (DRESS), foram relatadas em pacientes recebendo
Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa). Em caso de reações
cutâneas graves ocorrerem, o Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa) deve ser descontinuada imediatamente e terapia apropriada
deve ser instituída. 

Hipertensão intracraniana benigna (pseudotumor cerebral) tem
sido associada com o uso de tetraciclinas incluindo o Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa). A hipertensão intracraniana benigna
(pseudotumor cerebral) é geralmente transitória, no entanto, casos
de perda visual permanente secundária à hipertensão intracraniana
benigna (pseudotumor cerebral) têm sido relatados com
tetraciclinas, incluindo o Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa). Se o distúrbio visual ocorrer durante o tratamento, uma
rápida avaliação oftalmológica é justificada. Uma vez que a pressão
intracraniana pode permanecer elevada por semanas após cessação do
medicamento, os pacientes devem ser monitorados até que se
estabilizem. O uso concomitante de isotretinoína e Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa) deve ser evitado porque a
isotretinoína também é conhecida por causar hipertensão
intracraniana benigna (pseudotumor cerebral). 

Colite pseudomembranosa tem sido relatada com aproximadamente
todos os agentes antibacterianos, incluindo Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa), e variou em gravidade de leve até
risco à vida. É importante considerar o diagnóstico em pacientes
que apresentam diarreia subsequente à administração de agentes
antibacterianos. 

Diarreia associada à Clostridium difficile (CDAD) foi
relatada com o uso de quase todos os agentes antibacterianos,
incluindo Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) e pode
variar em gravidade de diarreia leve a colite fatal. O tratamento
com agentes antibacterianos altera a flora normal do cólon,
resultando em um supercrescimento de C.
difficile

As toxinas A e B produzidas por C. difficile contribuem
para o desenvolvimento de CDAD. Hipertoxina produzida por cepas de
C. difficile resultam em aumento da morbidade e
mortalidade, uma vez que estas infecções podem ser refratárias à
terapia antimicrobiana e podem requerer colectomia. CDAD deve ser
considerada em todos os pacientes que apresentam diarreia após o
uso de antibióticos. Cuidadoso histórico médico é necessário uma
vez que há relatos que CDAD pode ocorrer em até dois meses após a
administração de agentes antibacterianos. 

O uso de antibióticos pode ocasionalmente resultar no
supercrescimento de microrganismos não suscetíveis, incluindo
fungos. Portanto é essencial a constante observação do paciente.
Caso apareçam microrganismos resistentes, o antibiótico deve ser
descontinuado e terapia adequada instituída. 

Casos de esofagite e ulcerações esofágicas foram relatados em
pacientes que receberam medicamentos na forma de cápsulas e
comprimidos da classe das tetraciclinas, incluindo o Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa). A maior parte destes pacientes
tomou a medicação imediatamente antes de se deitar. 

A ação antianabólica das tetraciclinas pode causar um aumento do
nitrogênio ureico sanguíneo. Estudos realizados até o momento
indicam que esta ação antianabólica não ocorre com o uso do
Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) em pacientes com
comprometimento da função renal.

Anormalidades na função hepática foram raramente relatadas e
foram causadas tanto pela administração oral como pela parenteral
de tetraciclinas, incluindo o Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa). 

Em tratamentos prolongados, uma avaliação laboratorial periódica
dos sistemas orgânicos incluindo hematopoiético, renal e hepático
deverá ser realizada.

A fotossensibilidade manifestada por uma reação de queimadura
solar exagerada tem sido observada em alguns indivíduos tomando as
tetraciclinas, incluindo o Cloridrato de Doxiciclina (substância
ativa). Os pacientes susceptíveis a exposição à luz solar direta ou
à luz ultravioleta devem ser avisados que esta reação pode ocorrer
com medicamentos como a tetraciclina, e tratamento deve ser
interrompido aos primeiros indícios de eritema cutâneo. 

Ao se tratar pacientes portadores de doenças venéreas quando se
suspeita de sífilis coexistente, procedimentos de diagnóstico
adequado, incluindo microscopia em campo escuro devem ser
utilizados. Em todos os casos testes sorológicos devem ser
realizados mensalmente, durante pelo menos quatro meses. 

Infecções devido a estreptococos beta-hemolíticos do grupo A
devem ser tratadas por no mínimo 10 dias. 

Informação para o paciente

Todos os pacientes em tratamento com Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa) devem ser avisados

  • A evitar exposição excessiva à luz solar ou à luz ultravioleta
    artificial durante o tratamento com Cloridrato de Doxiciclina
    (substância ativa) e o tratamento deve ser descontinuado se ocorrer
    fototoxicidade (por ex. erupções cutâneas). O uso de protetores ou
    bloqueadores solares deve ser considerado.
  • A beber bastante líquido junto com o medicamento para reduzir o
    risco de irritação e ulcerações no esôfago.
  • A absorção das tetraciclinas é reduzida quando usada com o
    subsalicilato de bismuto.
  • O uso de Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) pode
    aumentar a incidência de candidíase vaginal.

Uso durante a Gravidez

O Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) não foi estudada
em pacientes grávidas. Não deve ser utilizada em gestantes a menos
que, no julgamento do médico, o potencial benefício supere o
risco. 

Resultados de estudos animais indicam que as tetraciclinas
atravessam a barreira placentária, são encontradas nos tecidos
fetais e podem ter efeitos tóxicos no desenvolvimento do feto
(geralmente relacionados ao retardo no desenvolvimento
esquelético). Evidências de embriotoxicidade também foram
observadas em animais tratados no período inicial da
gestação. 

Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) é um medicamento
classificado na categoria D de risco na gravidez. Portanto, este
medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica. A paciente deve informar imediatamente seu
médico em caso de suspeita de gravidez. 

Lactação

Assim como ocorre com outras tetraciclinas, o Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa) forma um complexo cálcico estável em
qualquer tecido ósseo em formação. Foi observada uma redução no
índice de crescimento da fíbula em prematuros, aos quais foram
administradas doses orais de 25 mg/kg de tetraciclina a cada 6
horas. Esta reação mostrou ser reversível com a descontinuação do
medicamento. 

O Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) deve ser evitada
em lactantes, as tetraciclinas, incluindo o Cloridrato de
Doxiciclina (substância ativa), são encontradas no leite de
lactantes que estejam utilizando medicamentos pertencentes a esta
classe. 

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar
Máquinas

O efeito do Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa) na
habilidade de dirigir e operar máquinas pesadas não foi estudado.
Não há evidências sugerindo que o Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa) afete estas habilidades.

Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve
ser usado com cautela em portadores de Diabetes.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Vibramicina
(Comprimido Revestido).

Reações Adversas do Cloridrato de Doxiciclina –
Legrand

Reações adversas a medicamentos conforme Classe de Sistema de
Órgãos (SOC) e categoria de frequência CIOMS (Council for
International Organizations of Medical Sciences) listadas em ordem
decrescente de gravidade médica ou importância clínica dentro de
cada categoria de frequência e SOC.

Frequência

Reação Adversa

Distúrbios do sangue e do sistema linfático

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Anemia hemolítica, neutropenia,
trombocitopenia, eosinofilia

Distúrbios do sistema imune

Comum ≥1/100 a lt;1/10

Hipersensibilidade (incluindo choque
anafilático, reação anafilática, reação anafilactoide, angioedema,
exacerbação do lúpus eritematoso sistêmico, pericardite, doença do
soro, púrpura de Henoch-Schonlein, hipotensão, dispneia,
taquicardia, edema periférico, e urticária)

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Reação a medicamentos com eosinofilia
e sintomas sistêmicos (DRESS), reação de
JarischHerxheimerb

Distúrbios endócrinos

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Descoloração microscópica
castanho-preta da glândula tireoide

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Diminuição do apetite

Distúrbios do sistema nervoso

Comum ≥1/100 a lt;1/10

Dor de cabeça

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Hipertensão intracraniana benigna
(pseudotumor cerebral), abaulamento de fontanela

Distúrbios do ouvido e labirinto

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Zumbido

Distúrbios vasculares

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Rubor

Distúrbios gastrintestinais

Comum ≥1/100 a lt;1/10

Náusea/vômito

Incomum ≥1/1.000 a lt;1/100

Dispepsia (azia/gastrite)

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Pancreatite, colite pseudomembranosa,
colite por Clostridium difficile, úlcera esofágica, esofagite,
enterocolite, lesões inflamatórias (com supercrescimento monilial)
na região anogenital, disfagia, dor abdominal, diarreia, glossite,
descoloração do dentea

Distúrbios hepatobiliares

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Hepatotoxicidade, hepatite, função
hepática anormal

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo

Comum ≥1/100 a lt;1/10

Reação de fotossensibilidade, rash
incluindo erupções cutâneas maculopapulares e eritematosas

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Necrólise epidérmica tóxica, síndrome
de Stevens-Johnson, eritema multiforme, dermatite esfoliativa,
hiperpigmentação da pelec, foto-onicólise

Distúrbios musculoesquelético e do tecido
conjuntivo

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Artralgia, mialgia

Distúrbios renal e urinário

Raro ≥1/10.000 a lt;1/1.000

Aumento da concentração de ureia no
sangue

Categorias CIOMS III

  • Comum gt; 1/100 a gt; 1/10 (gt;1% e lt;10%), ,
  • Incomum gt; 1/1.000 a lt;1/100 (gt;0,1% e lt;1%),
  • Raro gt;1/10.000 a lt;1/1.000 (gt;0,01% e lt;0,1%).

a Descoloração reversível e superficial de dentes
permanentes foi relatada com o uso de Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa).
b no cenário de infecções por espiroquetas tratadas com
Cloridrato de Doxiciclina (substância ativa).
c com uso crônico de Cloridrato de Doxiciclina
(substância ativa). 

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em

Cloridrato-De-Doxiciclina-Legrand, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Cloridrato De Doxiciclina Legrand Bula

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