Beritin Bc Bula

Beritin Bc

Contraindicação do Beritin Bc

Cloridrato de Ciproeptadina + Associação (substância
ativa) é contraindicado nos seguintes casos

  • Pacientes com antecedentes de hipersensibilidade ao cloridrato
    de ciproeptadina e fármacos com estrutura química análoga.
  • Prematuros, recém-nascidos e durante a lactação.
  • Nas crises agudas de asma.
  • Pacientes com retenção urinária, glaucoma e obstrução do colo
    da bexiga e obstrução piloroduodenal.
  • Pacientes idosos debilitados e pacientes em tratamento com
    inibidores da MAO.

Como usar o Beritin Bc

Cloridrato de Ciproeptadina + Associação (substância ativa) pode
ser administrado em uma só tomada à noite ao deitar, ou em doses
fracionadas de meia a uma hora antes das refeições.

De 2 a 6 anos

2,5 mL, 2 a 3 vezes ao dia.

Limite máximo:

12 mg/dia de cloridrato de ciproeptadina.

De 7 a 14 anos

5 mL, 2 a 3 vezes ao dia.

Limite máximo:

16 mg/dia de cloridrato de ciproeptadina.

Adultos

5 mL, 3 a 4 vezes ao dia.

Limite máximo:

32 mg/dia de cloridrato de ciproeptadina.

Menores de 2 anos

Não há esquema posológico estabelecido.

Precauções do Beritin Bc

Deve ser usado com cautela em pacientes com antecedentes de asma
brônquica, hipertireoidismo, hipertensão arterial,
doenças cardiovasculares e com aumento da pressão
intraocular.

O uso de bebidas alcoólicas durante o tratamento com Cloridrato
de Ciproeptadina + Associação (substância ativa)
é desaconselhado. Cloridrato de Ciproeptadina + Associação
(substância ativa) somente deverá ser utilizado em mulheres
grávidas se os benefícios esperados suplantarem os
riscos potenciais para o feto.

Devido à sonolência nos primeiros dias de tratamento, os
pacientes em uso de Cloridrato de Ciproeptadina + Associação
(substância ativa) devem evitar dirigir veículos ou operarmáquinas,
pois sua atenção e habilidade podem estar comprometidas.

Atenção: Este medicamento contém açúcar, portanto, deve
serusado com cautela em portadores de Diabetes.

Reações Adversas do Beritin Bc

Asonolência é a reação adversa mais frequente, sobretudo nos
primeiros dias de tratamento.

Outras reações adversas relatadas com o uso de
Cloridrato de Ciproeptadina + Associação (substância ativa)
são 

Secura da boca e das mucosas, tontura, desmaios, cefaleia,
náusea, sedação, distúrbios de coordenação, agitação, excitação,
irritabilidade, insônia, alucinações, manifestações alérgicas como
rash, edema, urticária e fotossensibilização, diplopia, vertigem,
hipotensão, parestesia, vômito, diarreia, constipação, disúria,
retenção urinária, espessamento das secreções bronquiais,
dificuldade respiratória, fadiga e trombocitopenia.

Interação Medicamentosa do Beritin Bc

Inibidores da MAO podem intensificar ou prolongar os efeitos
anticolinérgicos do cloridrato de ciproeptadina.

Amatandina, fenotiazinas, haloperidol, procainamida e agentes
antimuscarínicos podem potencializar os efeitos do cloridrato de
ciproeptadina.

Álcool e medicamentos depressores do SNC podem produzir efeitos
aditivos, quando utilizados concomitantemente com o cloridrato de
ciproeptadina.

A Vitamina B6 diminui a ação da levodopa por estimulação da
dopa-descarboxilase periférica.

Ação da Substância Beritin Bc

Resultados de Eficácia


Cloridrato de Ciproeptadina + Associação (substância ativa)
apresenta em sua fórmula o cloridrato de ciproeptadina,
anti-histamínico e antisserotonínico com propriedade estimulante do
apetite, associado a vitaminas do complexo B e C, em quantidades
equilibradas. A ciproeptadina tem demonstrado que promove um
aumento do apetite. Aciproeptadina parece agir através do estímulo
indireto dos centros hipotalâmicos da fome como antagonista da
serotonina e da histamina.

Ela não causa hipoglicemia, retenção hídrica e não altera as
funções tireoidianas e supra renais. O principal metabólito
encontrado na urina de pacientes que fizeram uso de ciproeptadina
foi identificado como um quaternário de amônio glucurônico
conjugado de ciproeptadina. Aeliminação da ciproeptadina é
diminuída nos pacientes com disfunção renal.

A vitamina B3 (nicotinamida) é uma vitamina hidrossolúvel do
grupo B, que é convertida em nicotinamida adenina dinucleotídica e
nicotinamida adenina dinucleotídio fosfato (NADP). Estas coenzimas
são envolvidas em reações de transferência de elétrons da
respiração celular. A vitamina B3 é bem absorvida pelo trato
gastrintestinal e excretada na urina na maior parte de forma
inalterada.

A vitamina C (ácido ascórbico) desempenha importante papel no
metabolismo celular, participando dos processo de óxido-redução.
Através de sua atuação no transporte de elétrons, intervém em
diversas reações metabólicas, tais como hidroxilação da prolina
durante a formação do tecido conjuntivo, oxidação das cadeias
laterais de lisina em proteínas, síntese da noradrenalina e dos
hormônios corticosteroides pelas suprarrenais, dentre outros
processos.

A vitamina C também disponibiliza ferro para a síntese da
hemoglobina. A vitamina B1 (mononitrato de tiamina) combina-se com
o trifosfato de adenosina (ATP) e forma uma coenzima, o pirofosfato
de tiamina, necessária ao metabolismo dos hidratos de carbono. Esse
sistema enzimático provoca a descarboxilação dos alfa-cetoácidos
que intervêm no metabolismo dos hidratos de carbono e entram no
ciclo tricarboxílico com o ácido pirúvico, oxalacético, cítrico e
alfa-cetoglutárico.

A maior parte da tiamina é absorvida no duodeno. É metabolizada
no fígado e excretada pela via renal, quase completamente sob a
forma de metabólitos. A vitamina B2 (riboflavina) executa suas
funções no organismo sob a forma de enzima fosfato de riboflavina,
conhecida como mononucleotídeo de flavina (FMN) ou dinucleotídeo de
flavina e adenina (FAD), que são necessárias para a respiração
tissular normal. Ariboflavina também é requerida para a ativação da
piridoxina e pode estar envolvida na manutenção da integridade dos
eritrócitos.

A vitamina B6 (cloridrato de piridoxina) é convertida, nos
eritrócitos, a fosfato de piridoxal e em menor, proporção, a
fosfato de piridoxina, que atuam como coenzimas em transformações
metabólicas que afetam a utilização das proteínas, lipídeos e
carboidratos.

No metabolismo das proteínas, participa da conversão do
triptofano a ácido nicotínico ou serotonina, enquanto que no
metabolismo de carboidratos, são responsáveis pela degradação do
glicogênio a glicose-1-fosfato. Nas transformações metabólicas de
aminoácidos, participam da dexcarboxilação, desaminação,
transaminação e transulfuração.

Participam também da síntese do ácido aminobutírico (GABA) no
sistema nervoso central e da síntese do heme, bem como da conversão
do oxalato a glicina. A conversão de metionina em cisteína também
depende da vitamina B6. Agindo no fígado, a piridoxina opõe-se à
formação de substâncias tóxicas provenientes especialmente do
metabolismo das proteínas.

É rapidamente absorvida no trato gastrintestinal, principalmente
no jejuno. A piridoxina não se liga a proteínas plasmáticas,
contudo, o fosfato de piridoxal liga-se totalmente. É armazenada
principalmente no fígado e em quantidades menores, nos músculos e
no cérebro.

Sofre biotransformação hepática, sendo degradada a ácido-4-
piridóxido. Sua meia-vida é de aproximadamente 15 a 20 dias, sendo
eliminada na urina quase que totalmente sob forma de metabólitos. É
removível por hemodiálise.

Beritin-Bc, Bula extraída manualmente da Anvisa.

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