Alfainterferona 2b Bula

Alfainterferona 2B

Como o Alfainterferona 2B – Biosintética
funciona?


A alfainterferona 2b possui ação terapêutica antiviral,
antiproliferativa e imunomoduladora. A alfainterferona 2b modifica
a resposta do sistema imunológico, contribuindo para combater as
infecções causadas por vírus e pelas doenças graves.

Contraindicação do Alfainterferona 2B

Não utilize a alfainterferona 2b se:

  • Tem alergia (hipersensibilidade) ao princípio ativo ou a
    qualquer outro componente da formulação.
  • Tem doença cardíaca(do coração) grave.
  • Tem insuficiência renal(dos rins) ou hepática(do fígado).
  • Tem doença hepática avançada, descompensada (não
    controlada).
  • Tem hepatite (inflamação do fígado) crônica e se foi submetido,
    recentemente, a tratamento com medicamentos imunossupressores (que
    controlam a imunidade), excluindo casos de tratamentos de curta
    duração com corticóides.
  • Tem histórico de ataques epilépticos (convulsões) ou alteração
    da função do sistema nervoso central. 
  • Tem histórico de doença auto-imune, ou se recebeu transplante
    de órgãos e se está tomando medicamentos que suprimem o sistema
    imunológico (o seu sistema imunológico o protege contra as
    infecções).
  • Se tem doença da tiróide não controlada.
  • Se tem ou teve antecedente de doença psiquiátrica grave,
    particularmente depressão grave, ideação ou tentativa do
    suicídio.

Como usar o Alfainterferona 2B

Deve-se reconstituir o medicamento, antes do uso, misturando-se
o pó liófilo do frasco-ampola com a água para injetáveis. A solução
reconstituída é clara e incolor ou ligeiramente amarelada. A
solução reconstituída, assim como todo medicamento de uso
injetável, deve ser inspecionada visualmente para a verificação da
presença de partículas estranhas e de mudanças na coloração.

Após a reconstituição, usar imediatamente.

Não reutilizar o frasco-ampola após retirar a dose a ser
administrada. Desprezar o resto do produto.

Introduzir 1 ml de água para injetáveis no frasco-ampola de
alfainterferona 2b. Agitar suavemente para facilitar a completa
dissolução do pó. Retirar a dose adequada de alfainterferona 2b e
administrar por via subcutânea.

Varie o local de aplicação de maneira a não repeti-lo mais de
uma vez a cada 45 dias.

Posologia do Alfainterferona 2B –
Biosintética


Seu médico receitou a alfainterferona 2b somente para você e
para a sua situação atual; não compartilhe este medicamento com
ninguém.

Seu médico indicou a dose correta que você deve tomar de
alfainterferona 2b, de acordo com as suas necessidades individuais.
A dose poderá variar de acordo com a doença a ser tratada.

Nos casos em que o tratamento deve ser administrado 3 vezes por
semana, as doses devem ser administradas, de preferência, em dias
alternados.

Segue abaixo a dose inicial que é normalmente utilizada
em cada situação; as doses individuais podem, no entanto, variar de
acordo com as suas necessidades específicas:

Hepatite C crônica

Recomenda-se a administração de 3 milhões de UI, 3 vezes por
semana, por via subcutânea, juntamente com 1.000 a 1.200 mg de
ribavirina diariamente por via oral, durante o período de seis
meses.

Seu médico poderá prescrever uma dose diferente de
alfainterferona 2b administrada isoladamente ou em associação com
outros medicamentos (por exemplo citarabina ou ribavirina).

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Alfainterferona 2B – Biosintética?


Caso você tenha esquecido de tomar alfainterferona 2b, tome a
dose que esqueceu assim que lembrar e prossiga o tratamento de
acordo com as instruções. Não dobre a dose para compensar a dose
que esqueceu. Se você toma este produto diariamente e esqueceu,
acidentalmente, de tomar a dose diária completa, prossiga o
tratamento no dia seguinte utilizando a dose habitual. Se
necessário, consulte seu médico.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Alfainterferona 2B

Tenha especial cuidado com a alfainterferona
2b:

  • Se você estiver grávida ou planejar ficar grávida.
  • Se você teve alguma perturbação nervosa ou mental grave.
  • Se você alguma vez teve depressão ou desenvolveu sintomas
    associados a depressão (por exemplo: sentimentos de tristeza,
    desânimo, etc.) durante o tratamento com a alfainterferona 2b.
  • Se você tem psoríase, esta pode piorar durante o tratamento com
    a alfainterferona 2b.
  • Você pode ter temporariamente um maior risco de contrair uma
    infecção quando utilizar a alfainterferona 2b. Informe seu médico
    se você achar que contraiu uma infecção.
  • Informe seu médico se você desenvolver sintomas associados à
    gripe ou a outro tipo de infecção respiratória, tais como febre,
    tosse ou dificuldade para respirar.
  • Informe imediatamente seu médico se você notar hemorragias ou
    manchas negras pouco habituais.
  • Se você desenvolver sintomas de uma reação alérgica grave (tais
    como, dificuldade para respirar, chiados respiratórios ou
    urticária) durante este tratamento, procure imediatamente ajuda
    médica.
  • Se você também está sendo tratado para o HIV, consulte o item
    Interações medicamentosas.
  • Se você recebeu um transplante de órgão, tanto de rim quanto de
    fígado, o tratamento com a alfainterferona pode aumentar o risco de
    rejeição. Discuta esse fato com seu médico.

Foram notificados problemas nos dentes e gengivas, que podem
provocar a perda de dentes, em pacientes que receberam a combinação
de alfainterferona 2b e ribavirina. Adicionalmente, a boca seca
pode danificar os dentes e as mucosas da boca durante o tratamento
prolongado com a associação de alfainterferona 2b e ribavirina.
Você deve escovar cuidadosamente os dentes e ser submetido a exames
odontológicos regulares. Adicionalmente, alguns pacientes sofrem de
náuseas ou enjôos e vômitos. Se você tiver esta reação, deve lavar
a boca cuidadosamente após o vômito.

Informe seu médico se você alguma vez teve um ataque do coração
ou problema cardíaco; se você tem histórico de dificuldades
respiratórias ou pneumonia, problemas de coagulação, problemas no
fígado, problemas na tireóide, diabetes ou pressão alta ou baixa.
Informe seu médico se já recebeu tratamento para depressão ou
qualquer outro transtorno psiquiátrico; confusão mental; perda de
consciência; idéias suicidas ou tentativa de suicídio.

Em estudos realizados em animais prenhas foi comprovado que as
alfainterferonas provocaram, algumas vezes, a ocorrência de
abortos. Não se sabe qual é o efeito em humanas.

Se lhe foi receitado alfainterferona 2b em associação com
ribavirina, a ribavirina pode prejudicar gravemente o feto antes do
nascimento, portanto tanto os pacientes do sexo feminino quanto os
do sexo masculino devem tomar precauções especiais durante a
relação sexual caso exista qualquer possibilidade de ocorrer uma
gravidez.

Não se sabe se este produto está presente no leite materno.
Assim, você não deve amamentar uma criança se está utilizando a
alfainterferona 2b.

Alterações nos testes laboratorias

Devem ser realizados exames laboratoriais de rotina e análises
bioquímicas (hemograma completo e diferencial, contagem de
plaquetas, eletrólitos, enzimas hepáticas, proteínas séricas,
bilirrubina sérica e creatinina sérica) em todos os pacientes antes
e periodicamente durante o tratamento sistêmico com a
alfainterferona 2b.

Condução de veículos e operação de máquinas

Você não deve dirigir veículos nem operar máquinas se sentir
sonolência, cansaço ou confusão mental com este medicamento.

Reações Adversas do Alfainterferona 2B

Como os demais medicamentos, a alfainterferona 2b pode causar
eventos adversos. No entanto, estes eventos não se manifestam em
todas as pessoas. Embora seja possível que nem todos estes eventos
adversos ocorram, alguns destes eventos podem requerer cuidados
médicos. Algumas pessoas ficam deprimidas quando recebem um
tratamento com alfainterferona 2b sozinha ou associada à ribavirina
e em alguns casos pessoas tiveram idéias suicidas ou comportamento
agressivo. Alguns pacientes cometeram suicídio. Assegure-se que
você irá procurar atendimento médico se notar que está deprimido ou
que tem idéias suicidas ou alterações no comportamento.

Se ocorrer algum dos seguintes eventos adversos, pare de
utilizar a alfainterferona 2b e informe seu médico imediatamente ou
dirija-se ao hospital mais próximo:

Inchaço das mãos, pés, tornozelos, face, lábios, boca ou
garganta que podem causar dificuldade para engolir ou respirar;
rash (erupção vermelha na pele); sensação de desmaio.

Eventos adversos que podem ocorrer com a alfainterferona
2b incluem:

Eventos adversos notificados muito comum(pelo menos 1 em
cada 10 pacientes)

Dor, inchaço e vermelhidão ou feridas no local da aplicação,
perda de cabelo, tontura, alterações no apetite, dores no estômago
ou dores abdominais, diarréia, náuseas (enjôo), infecção causada
por vírus, depressão, instabilidade emocional, insônia, ansiedade,
dor de garganta e dor para engolir, fadiga, arrepios/calafrios,
febre, sintomas semelhantes à gripe, sensação de desconforto, dores
de cabeça, perda de peso, vômito, irritabilidade, fraqueza,
alterações do humor, tosse (algumas vezes intensa), dificuldade
para respirar, rash, secura da pele, erupção, dor muscular súbita e
grave, dor nas articulações, dor musculoesquelética, alterações dos
valores laboratoriais no exame de sangue incluindo contagem de
glóbulos brancos diminuída.

Eventos adversos notificados comum (pelo menos 1 em cada
100 pacientes, mas menos de 1 em cada 10 pacientes)

Sede, desidratação, pressão alta , enxaqueca, aumento de volume
das glândulas, rubor, alterações no ciclo menstrual, diminuição do
apetite sexual, disfunções vaginais, dor nas mamas, dor
nos testículos, disfunções na tireóide, vermelhidão da gengiva
, boca seca, dor ou vermelhidão boca ou na língua, dor ou
disfunções dentárias, infecção por herpes simplex, alteração do
paladar, disfunções gástricas, dispepsia (azia), obstipação (prisão
de ventre), aumento no volume do fígado (doenças no fígado, algumas
vezes graves), fezes moles, sinusite, bronquite, dor nos olhos,
problemas nos canais lacrimais, conjuntivite, agitação, sonolência,
sonambulismo, alterações no comportamento, nervosismo, nariz
entupido ou escorrendo, espirros, respiração rápida, palidez ou
vermelhidão da pele, manchas negras , aumento da sensibilidade ao
frio nos dedos dos pés e das mãos, problemas na pele ou nas unhas,
psoríase (início ou agravamento), aumento da sudorese, aumento da
necessidade de urinar, pequenos tremores, sensibilidade diminuída
ao toque, artrite (inflamação nas articulações).

Eventos adversos notificados raramente (pelo menos 1 em
cada 10.000 pacientes, mas menos de 1 em cada 1.000
pacientes)

Pneumonia.

Eventos adversos notificados muito raramente (menos de 1
em cada 10.000 pacientes)

Pressão baixa , face inchada, diabetes, cãibras nas pernas, dor
nas costas, problemas nos rins, lesões nos nervos, hemorragia nas
gengivas, anemia aplástica. Foi notificada aplasia pura da série
vermelha, uma situação em que o organismo parou ou reduziu a
produção de células vermelhas do sangue. Esta situação causa anemia
grave, cujos sintomas podem incluir cansaço e falta de energia.

Muito raramente, tem sido relatada sarcoidose (doença
caracterizada por febre persistente, perda de peso, dor e inchaço
nas articulações, lesões na pele e inchaço das glândulas). Muito
raramente ocorreu perda de consciência, principalmente em pacientes
idosos tratados com doses elevadas. Foram relatados casos de AVC
(acidente vascular cerebral). Informe imediatamente seu médico se
tiver algum destes sintomas. Foram relatadas afecções peridentárias
(afetando as gengivas) e dentárias, alteração do estado mental,
perda de consciência, reações de hipersensibilidade aguda incluindo
urticária, angioedema (inchaço das mãos, pés, tornozelos, face,
lábios, boca ou garganta que pode causar dificuldade para engolir
ou respirar), broncoconstrição e anafilaxia (uma reação alérgica
grave em todo o corpo), mas a sua frequência é desconhecida.

Adicionalmente, foi relatada síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada
(uma doença inflamatória auto-imune que afeta olhos, pele e
membranas dos ouvidos, cérebro e medula espinhal) com o uso de
alfainterferona 2b.

Em alguns pacientes também podem ocorrer outros eventos adversos
não descritos acima. Se algum dos eventos adversos se agravar ou se
detectar quaisquer eventos adversos não mencionados nesta bula,
informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Alfainterferona 2B

Gravidez

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Composição do Alfainterferona 2B

Cada frasco-ampola de pó liófilo injetável com 3 milhões
UI contém:

3 milhões UI de alfainterferona 2b recombinante.

Excipientes:

glicina, albumina humana, fosfato de sódio monobásico e fosfato
de sódio dibásico dodecaidratado.

Diluente:

água para injetáveis.

Cada frasco-ampola de pó liófilo injetável com 5 milhões
UI contém:

5 milhões UI de alfainterferona 2b recombinante.

Excipientes:

glicina, albumina humana, fosfato de sódio monobásico e fosfato
de sódio dibásico dodecaidratado.

Diluente:

água para injetáveis.

Cada frasco-ampola de pó liófilo injetável com 10
milhões UI contém:

10 milhões UI alfainterferona 2b recombinante.

Excipientes:

glicina, albumina humana, fosfato de sódio monobásico e fosfato
de sódio dibásico dodecaidratado.

Diluente:

água para injetáveis.

Apresentação do Alfainterferona 2B –
Biosintética


Pó liófilo injetável

Embalagem contendo 5 frascos-ampola com 3 milhões UI de
alfainterferona 2b recombinante + 5 ampolas de diluente de 1 ml, 5
frascos-ampola com 5 milhões UI de alfainterferona 2b recombinante
+ 5 ampolas de diluente de 1 ml e 5 frascos-ampola com 10 milhões
UI de alfainterferona 2b recombinante + 5 ampolas de diluente de 1
ml.

Uso subcutâneo.

Uso adulto.

Superdosagem do Alfainterferona 2B

Informe seu médico imediatamente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Em caso de intoxicação ligue para 0800
722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como
proceder.

Interação Medicamentosa do Alfainterferona
2B

Interações medicamento-medicamento

A alfainterferona 2b pode aumentar os efeitos de substâncias que
deprimem o seu sistema nervoso, causando, possivelmente,
sonolência. Assim, informe-se com seu médico sobre a possibilidade
de ingerir bebidas alcoólicas, tomar medicamentos para dormir,
sedativos ou medicamentos para dores intensas. Informe seu médico
se está tomando teofilina ou aminofilina para asma ou sobre todos
os outros medicamentos que está tomando ou que tenha tomado
recentemente, mesmo sem receita médica, visto que a dose de alguns
medicamentos deve ser ajustada enquanto está utilizando a
alfainterferona 2b.

Pacientes que também têm infecção por HIV: a acidose lática e a
deterioração da função do fígado são eventos adversos relacionados
com a terapia anti-retroviral de alta atividade (HAART), um
tratamento para o HIV. Se você está recebendo HAART, a adição da
alfainterferona 2b e ribavirina pode aumentar o risco de ter
acidose lática ou falência do fígado. Seu médico vigiará os sinais
e sintomas destas situações.

Adicionalmente, os pacientes tratados com a terapia combinada de
alfainterferona 2b e ribavirina e zidovudina poderão ter maior
risco de desenvolver anemia (número reduzido de células vermelhas
do sangue).

O medicamento aldesleucina associada a alfainterferona 2b pode
aumentar o risco de reações de hipersensibilidade como reações tipo
de vermelhidão na pele, coceira e pressão baixa , sintomas que
podem ser graves.

A associação da interferona 2b com outros agentes
quimioterápicos (ex: citarabina, ciclofosfamida, doxorubicina,
teniposideo) pode provocar aumento do risco de toxicidade causando
maior gravidade e duração dos sintomas.

Interações medicamento-exame laboratorial e não
laboratorial

Devem ser realizados exames laboratoriais de rotina e análises
bioquímicas (hemograma completo e diferencial, contagem de
plaquetas, eletrólitos, enzimas hepáticas, proteínas séricas,
bilirrubina sérica e creatinina sérica) em todos os pacientes antes
e periodicamente durante o tratamento sistêmico com a
alfainterferona 2b.

Interações medicamento-alimento

Durante o tratamento com a alfainterferona 2b, seu médico poderá
solicitar que você ingira uma quantidade de líquidos maior do que a
habitual para prevenir a ocorrência de redução da pressão
arterial.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Alfainterferona 2B

Resultados de Eficácia

Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR)

O uso da Alfainterferona (substância ativa) 2b pode induzir
remissão parcial ou completa dos papilomas e também prevenir
recaídas após remoção cirúrgica dos tumores. O primeiro relato
revelou que a enfermidade pôde ser controlada em 90% de 125
pacientes. Desde 1994 o estudo continuou com pacientes com lesões
papilomatosas em todo o trato respiratório e tratamento com
Alfainterferona (substância ativa) 2b. Foram incluídos pacientes
com diagnóstico clínico e histológico de PRR. A Alfainterferona
(substância ativa) 2b foi administrada por via intramuscular,
depois da remoção cirúrgica dos papilomas, na dose de 100.000 UI/Kg
3 vezes por semana diminuindo-se gradativamente até 50.000
UI/Kg de peso, 1 vez por semana em crianças.

Em adultos a dose inicial foi de 6 x 106 UI/Kg, 3 vezes por
semana, diminuindo-se gradativamente até 1 vez por mês. Doses mais
altas foram utilizadas em alguns casos. Na ocorrência de recaída
durante o tratamento retomava-se o nível imediatamente superior do
esquema. Em pacientes com recaídas graves a dose poderia ser
incrementada para até 150 000 UI/Kg ou 200 000 UI/Kg, 3 vezes por
semana durante um mês em crianças. Em adultos este incremento
poderia chegar até a 12 x 106 UI.

A avaliação da eficácia considerou: resposta satisfatória (RS) –
sem recaídas durante todo o período de observação; resposta
parcialmente satisfatória (RP) – menor freqüência de recaídas do
que antes do tratamento e não resposta (NR) – recaídas com
freqüência igual ou maior do que antes do tratamento.

Informe de dezembro de 1999 incluiu 83 crianças e 77 adultos. Os
adultos responderam melhor. A enfermidade foi particularmente
agressiva em crianças menores de 3 anos. A freqüência total de
recaídas reduziu-se significativamente tanto em crianças como
em adultos (tabela1).

Tabela 1. Número (%) de pacientes com Papilomatose
Respiratória Recorrente em cada categoria de avaliação depois do
tratamento com Alfainterferona (substância ativa) 2b.

Tabela 2. Média anual de recaídas ± DP em pacientes com
Papilomatose Respiratória Recorrente tratada com Alfainterferona
(substância ativa) 2b.

Fonte:

Condiloma acuminado.

Demonstrou-se a eficácia da Alfainterferona (substância ativa)
2b em condilomas acuminados em um ensaio controlado, duplo cego.
Quarenta pacientes (ambos os sexos) com diagnóstico clínico e
histológico foram incluídos e randomizados em dois grupos:
Alfainterferona (substância ativa) 2b ou placebo. O tratamento
consistiu em 6 x 106 UI de Alfainterferona (substância ativa) 2b
por via intramuscular, três vezes por semana, combinado com a
aplicação tópica de creme hidrófilo contendo 20 000 UI/g de
Alfainterferona (substância ativa) 2b três vezes ao dia durante 6
semanas. O grupo controle recebeu 2 mL dos excipientes de
Alfainterferona (substância ativa) 2b por via intramuscular e creme
hidrófilo inerte topicamente, segundo o mesmo esquema.

A taxa de resposta foi de 80% entre os pacientes tratados com
Alfainterferona (substância ativa) 2b, incluindo melhora
histológica, enquanto que somente 20% dos controles respondeu
favoravelmente (p = 0,0018). Não houve reações adversas
locais. Houve febre e calafrios em 70% dos pacientes que receberam
Alfainterferona (substância ativa) 2b.

Estes resultados mostraram que pacientes com condiloma acuminado
respondem favoravelmente ao tratamento com Alfainterferona
(substância ativa) 2b, combinando as vias de administração tópica e
parenteral.

Hepatite B crônica

Na hepatite B crônica com antígeno “e” positivo, pôde-se obter
50% de soroconversão (de HBe Ag positivo para anti-HBe positivo)
depois de um esquema de 4 meses com Alfainterferona (substância
ativa) 2b. O tratamento foi particularmente benéfico em
pacientes imunossuprimidos. Relatou-se o resultado em 22 pacientes,
em um estudo não controlado.

Realizou-se um estudo prospectivo, aberto, não controlado,
unicêntrico. Incluiu-se um total de 30 pacientes (75% homens; 17 a
60 anos de idade, média: 35,5 anos) com hepatite crônica
documentada histologicamente, alanina aminotransferase (ALT) sérica
maior que 1,5 vezes em relação ao valor normal e HBsAg positivo no
soro. O tratamento consistiu em Alfainterferona (substância ativa)
2b 5 x 106 UI, subcutâneo, em dias alternados, durante um período
de 4 meses. Depois do esquema de tratamento, a ALT sérica
normalizou em 18 pacientes (60%), diminuiu em 7 (23,3%) e não mudou
em 5 (16,7%). Uma segunda biópsia hepática mostrou diminuição da
inflamação hepática em 53,5% dos pacientes, não mudou em 36,7% e
aumentou em 10% dos pacientes.

Houve uma forte correlação entre a normalização da ALT sérica e
a melhoria histológica. HBsAg negativou em 5 pacientes (16,6%). Dez
pacientes tinham HBeAg positivo antes do tratamento, que negativou
em 4 (40%). A maioria dos pacientes experimentou reações
adversas, mas em nenhum caso estas foram motivo de suspensão do
tratamento. Não houve eventos adversos graves ou inesperados.
Observou-se trombocitopenia em 2 pacientes.

A Alfainterferona (substância ativa) 2b também tem sido
utilizada em crianças. Realizou-se um estudo com um seguimento em
longo prazo de um grupo de 22 crianças (17 meninos e 5 meninas; 3 a
15 anos de idade) com hepatite crônica ativa (HCA) por vírus B. Os
critérios diagnósticos incluíram aumento de ALT durante 6 meses,
marcadores virais positivos (HBeAg, HBsAg), laparoscopia e biópsia
hepática. As crianças menores de 12 anos de idade receberam 3 x 106
UI de IFN alfa-2b recombinante (CIGB) enquanto os de 12 anos ou
mais receberam 6 x 106 UI por via intramuscular, três vezes por
semana durante 4 meses. Realizou-se uma análise de variância para
avaliar a resposta da ALT após a administração de Alfainterferona
(substância ativa) 2b e usou-se o teste de McNemar para analisar o
comportamento do sistema HbeAg / anti-HBe. Dezessete dos 22
pacientes (77%) responderam ao tratamento (negativação de HBeAg e
normalização do nível de ALT). A soroconversão de HBeAg positivo
para anti–Hbe positivo ocorreu em 36% dos pacientes durante o
primeiro ano (p = 0,01) e aumentou para 50% no terceiro ano de
seguimento. Os níveis de ALT também diminuíram e a diferença foi
estatisticamente significativa (p lt; 0,01). Os eventos adversos
foram poucos, transitórios e toleráveis e somente apareceram
durante a fase inicial do tratamento; os sintomas foram
principalmente de tipo gripal.

Em outro estudo de fase IV, mais recente, trataram-se 34
crianças com hepatite B crônica demonstrada histologicamente (25
meninos, idade média 7,4 anos, 12 com antecedentes de transfusões
de sangue) com Alfainterferona (substância ativa) 2b, 3 – 5 x 106
UI/m2, por via intramuscular, 3 vezes por semana,
durante 4 meses, e que foram seguidas durante 1 ano após o
tratamento. A ALT sérica foi medida ao final do tratamento e a cada
4 meses durante o seguimento.

Ao final do seguimento realizou-se uma segunda biópsia hepática.
As biópsias foram comparadas de maneira “cega” segundo o índice de
Knodell [6]. Ao final do tratamento 13 pacientes (38,2%) tiveram
resposta enzimática completa (normalização de ALT). Ao final
do seguimento a taxa de resposta alcançou 50%.

Encontrou-se melhoria histológica em 20/29 pacientes nos quais
se realizou a segunda biópsia (69%). Os eventos adversos foram
febre (96%), calafrios e anorexia (37%), cefaléia (36%), vômitos
(29%), mialgias (27%), artralgias (13%). Nenhum paciente teve
leucopenia ou trombocitopenia. Três pacientes tiveram anemia
leve.

Hepatite C crônica

Em estudo controlado, randomizado, foram incluídos 16 pacientes
no grupo controle (sem tratamento) e 19 no grupo Alfainterferona
(substância ativa) 2b, com as mesmas doses e esquemas anteriores.
Aqueles pacientes que mantiveram ALT anormal ao final das 13
semanas de tratamento receberam dose dobrada de Alfainterferona
(substância ativa) 2b até a semana 39. Houve 74% de resposta no
grupo tratado com Alfainterferona (substância ativa) 2b e 33% nos
controles (p = 0,06).

57% dos respondedores no grupo Alfainterferona (substância
ativa) 2b e nenhum dos controles tiveram resposta sustentada ao
final do seguimento. Realizou-se uma segunda biópsia em 10
pacientes do grupo Alfainterferona (substância ativa) 2b: 9 tiveram
melhoria no índice de Knodell e houve piora em um caso. Os eventos
adversos principais foram febre e cefaléia (33%) e mialgias (29%).
Um paciente teve trombocitopenia, da qual se recuperou depois
da suspensão da administração de Alfainterferona (substância
ativa) 2b. Nenhum paciente desenvolveu anticorpos
antiAlfainterferona (substância ativa) 2b.

Ao final, alcançou-se 80% de resposta enzimática (normalização
de ALT) com monoterapia com Alfainterferona (substância ativa) 2b
em hepatite crônica C vs. 22% no grupo controle. Em 41% dos casos
estas respostas foram sustentadas depois de 9 meses de
seguimento. Estes primeiros estudos, realizados nos primeiros anos
da década de 1990, têm a limitação de que não tiveram avaliação
virológica mediante a determinação do RNA viral no sangue. Não
se contava com essa prova nesta época. É de se esperar que a taxa
de resposta virológica seja inferior à resposta bioquímica
encontrada. A boa resposta histológica em 68% (13/19) dos pacientes
tratados com Alfainterferona (substância ativa) 2b demonstra efeito
antifibrose e sugere eficácia antiviral.

A Alfainterferona (substância ativa) 2b deve ser usada em
combinação com ribavirina para o tratamento da hepatite C
crônica.

Realizou-se um estudo randomizado, duplo cego, em 47 pacientes
com diagnóstico histológico e sorológico.

Os pacientes tinham pelo menos 1,5 vezes o valor normal de
atividade de ALT, eram positivos para RNAVHC e negativos para as
infecções por hepatite B e HIV no soro. A avaliação foi feita logo
depois do final do tratamento e 6 meses após o término. Ao
final do tratamento 80% dos pacientes no grupo ribavirina +
Alfainterferona (substância ativa) 2b tiveram ALT normal vs. 55% no
grupo Alfainterferona (substância ativa) 2b + placebo (p = 0,05).
Esta diferença persistiu depois dos 6 meses de seguimento. Neste
momento 65% (17/26) dos pacientes no grupo ribavirina +
Alfainterferona (substância ativa) 2b tiveram o RNA-HCV negativo. A
resposta virológica foi de 33% (7/21) no grupo Alfainterferona
(substância ativa) 2b + placebo (p = 0,028). A melhora histológica,
medida pelo índice de Knodell (excluindo a fibrose) foi 73% no
grupo Alfainterferona (substância ativa) 2b + ribavirina vs. 52% no
grupo de monoterapia com Alfainterferona (substância ativa) 2b (p =
0,046). A proporção de pacientes com resposta completa (bioquímica,
histológica e virológica) foi o dobro com o tratamento combinado
(46,1% vs. 23,8%). Este estudo demonstrou a eficácia da combinação
da Alfainterferona (substância ativa) 2b com ribavirina. Ademais,
os resultados obtidos com o grupo controle de monoterapia com
Alfainterferona (substância ativa) 2b também apontam para a
eficácia deste produto, já que as taxas de resposta são comparáveis
às de outros estudos.

Há dois estudos em curso nos quais se utiliza Alfainterferona
(substância ativa) 2b em combinação com ribavirina em pacientes com
hepatite C crônica, dos quais há resultados parciais. Em um deles,
desenvolvido no Instituto de  Pósgraduação “Shaikh Zaid”,
Lahore, Paquistão, de 26 pacientes avaliados, todos positivos ao
RNA-HCV antes do tratamento, obteve-se resposta ao final do
tratamento em 18 (69%), esta chega a 84% nos 19 pacientes
portadores do genótipo 3.

O outro estudo em curso é de fase IV, multicêntrico, em vários
hospitais cubanos. Até o mês de abril de 2004, iniciaram o
tratamento com Alfainterferona (substância ativa) 2b e ribavirina
245 pacientes positivos ao RNA-HCV por PCR no soro, níveis de ALT
pelo menos o dobro do valor normal e com dano histológico avaliado
segundo o índice de Knodell. Ao terminar 12 meses de tratamento com
Alfainterferona (substância ativa) 2b, 3 x 106 UI 3 vezes por
semana, 42 pacientes de 77 (55%) tiveram negativação do RNA viral.
De 45 que concluíram, 20 persistem negativos, 6 meses após o
tratamento, com 44% de resposta virológica sustentada. A resposta
bioquímica (normalização de ALT) foi de 82% depois do tratamento e
61% de resposta sustentada. Na avaliação histológica ao final do
seguimento, incluíram-se 11 de 23 avaliados. Houve 48% de melhora,
26% não alteraram e outros 26% pioraram.

Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência
Humana

A Alfainterferona (substância ativa) 2b tem efeito
anti-retroviral e tem sido considerado como um fator limitante da
infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Realizou-se
um ensaio randomizado com o propósito de prevenir ou retardar
a progressão para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS)
em indivíduos nas fases iniciais da infecção por HIV, anti-HIV
soropositivas, confirmados por Western blot, assintomáticos
ou com linfadenopatias generalizadas. A administração de
Alfainterferona (substância ativa) 2b, 3 x 106 UI, por via
intramuscular, 3 vezes por semana (n=71) comparou-se com
não-tratamento (N= 79). O ensaio durou de outubro de 1987 a
fevereiro de 1992. Nesta época ainda não estavam disponíveis em
Cuba os fármacos anti-retrovirais. O tratamento prolongado com
Alfainterferona (substância ativa) 2b reduziu significativamente a
proporção de indivíduos que desenvolveram qualquer sintoma
(controle 58%; Alfainterferona (substância ativa) 2b 19%; p lt;
0,001) ou desenvolveram AIDS (controle 34 %; Alfainterferona
(substância ativa) 2b 16 %; p lt; 0,05). O IFN alfa-2b recombinante
(CIGB) também retardou a progressão a AIDS, de 67 – 83 meses desde
a infecção no grupo controle a 116 – 180 meses nos tratados (IC –
95% do tempo até a progressão). Os indivíduos do grupo
Alfainterferona (substância ativa) 2b tiveram significativamente
menos infecções oportunistas assim como complicações não
infecciosas relacionadas com a AIDS [10]. O seguimento posterior de
até 10 anos dos mesmos pacientes permitiu a análise de sobrevida
que foi mais prolongada no grupo que recebeu Alfainterferona
(substância ativa) 2b (127 – 152 meses desde a infecção no grupo
tratado vs. 101 – 120 no grupo controle. O grupo tratado com
Alfainterferona (substância ativa) 2b teve uma taxa de sobrevida
maior (61 – 77% vs. 24 – 54%, 10 anos desde a infecção e 53 – 69%
vs. 34 – 52% aos 7 anos de seguimento). No entanto, as curvas de
sobrevida não foram diferentes ao compará-las a partir do momento
em que os pacientes desenvolveram AIDS e começaram a receber
fármacos antivirais. Em conclusão, a administração de IFN alfa- 2b
recombinante (CIGB) é útil e prolonga a sobrevida durante os
estágios iniciais da infecção por HIV, porém não após o
desenvolvimento da AIDS.

Leucemia mielóide crônica (LMC)

Foi realizado um primeiro estudo com 8 pacientes. Depois de
alcançar a remissão hematológica com bussulfan os pacientes
receberam Alfainterferona (substância ativa) 2b em dias alternados
na dose de 10 x 106 UI durante 10 semanas, depois 8 x 106 UI
durante 10 semanas, 6 x 106 UI durante 10 semanas e esta mesma dose
de 6 x 106 UI durante 30 semanas. Em cada ciclo a Alfainterferona
(substância ativa) 2b foi administrada diariamente nas semanas 5 e
10.

Em todos os casos se manteve a remissão hematológica durante o
tratamento com Alfainterferona (substância ativa) 2b. Os períodos
de seguimento variaram de 18 a 42 semanas. Em 8 pacientes
conseguiu-se redução da proporção de células Ph + em até 30 – 88%,
que nunca se observou com quimioterapia. Da mesma forma
obtiveram-se reduções significativas de transcobalamina, LDH e
muramidase, marcadores de massa celular.

Em um ensaio clínico randomizado e aberto compararam-se os
tratamentos de manutenção, depois da remissão hematológica com
bussulfan, usando Alfainterferona (substância ativa) 2b
leucocitário (20 pacientes), Alfainterferona (substância
ativa) 2b (10 pacientes), um grupo sem tratamento de
manutenção (11 pacientes) e um grupo onde se combinou a
Alfainterferona (substância ativa) 2b com quimioterapia (8
pacientes). Os esquemas de tratamento com Alfainterferona
(substância ativa) 2b foram de 3 – 6 x 106 UI/m2/dia, 5 vezes
por semana durante 6 meses e depois 3 x 106 UI/m2, 3 vezes por
semana até nova recaída. Em pacientes em que se obteve a remissão
clínico–hematológica com bussulfan, o tratamento com
Alfainterferona (substância ativa) 2b durante a fase de manutenção
prolongou o intervalo livre de recaídas a 72,5 ± 5,5 semanas,
enquanto que no grupo não tratado foi de 24,6 ± 4,2 semanas. Não
houve diferenças com o grupo que recebeu Alfainterferona
(substância ativa) 2b leucocitário nem com o que recebeu a
quimioterapia junto com a Alfainterferona (substância ativa) 2b. No
total, os 18 pacientes que receberam Alfainterferona (substância
ativa) 2b tiveram um intervalo livre de recaídas de 69,8 semanas,
em média.

Sarcoma de Kaposi relacionado com AIDS

A Alfainterferona (substância ativa) 2b tem sido usada em séries
de casos para o tratamento deste tumor. É possível obter remissões
depois de 12 – 24 meses de tratamento. Também tem-se usado em
aplicações intralesionais.

Relatou-se um caso tratado, com bons resultados.

Carcinoma renal

O carcinoma renal metastático é uma das indicações aceitas
internacionalmente para o IFN alfa-2b [13]. Há três séries de casos
com carcinoma metastático ou operados de carcinoma renal tratados
com Alfainterferona (substância ativa) 2b nos quais utilizou-se a
Alfainterferona (substância ativa) 2b como tratamento adjuvante ou
neoadjuvante de manutenção. No primeiro estudo obteve-se 5
respostas objetivas, 3 estabilizações da enfermidade e uma
progressão em 9 casos. Em quatro deles a resposta ou estabilização
foi de mais de 18 meses. No segundo estudo utilizou-se a
Alfainterferona (substância ativa) 2b combinada com quimioterapia
em 6 casos com tumor metastático ou avançado, não operáveis,
obtendo-se sobrevida prolongada (42 meses) em um deles. Já em
pós-nefrectomia (23 pacientes) ou cirurgia conservadora do tumor (3
pacientes) relatou-se uma sobrevida média de mais de 40 meses, com
15 pacientes vivos por mais de 5 anos.

A terceira série são 15 pacientes nefrectomizados (nefrectomia
total sem linfadenectomia), desde 1992 até 2002, que receberam
atendimento no Hospital Clínico-Cirúrgico “Manuel Fajardo” da
Cidade de Havana, cujos diagnósticos clínicos e
anatomopatológicos (biópsia tumoral) foram de câncer de células
renais, e que receberam como tratamento adjuvante Alfainterferona
(substância ativa) 2b. Houve predomínio do sexo masculino, raça
branca, e a idade média foi de 57 anos. Os sintomas referidos na
consulta inicial foram predominantemente hematúria e dor. Em 53%
dos pacientes a enfermidade estava no estágio I de acordo com a
classificação de Robson, 33.3% no estágio II e 6,7 % no estágio
III. A mediana da dose total de Alfainterferona (substância ativa)
2b recebida por esse grupo de pacientes foi de 216 x 106 UI em
ciclos de tratamento de 10 x 106 UI semanais divididos em duas ou
três doses durante 6 meses. Em 64,3 % dos pacientes houve resposta
total e em 35,7% houve progressões, que corresponderam aos óbitos.
O tempo médio de sobrevida foi de 104 meses (8,7 anos). Aos dois
anos a sobrevida foi de 92,9 % e aos 5 anos 78,6%. Em 93,3% dos
pacientes vivos o estado geral 0 da escala da OMS foi mantido
(assintomático). A maior resposta ao tratamento relacionou-se de
maneira significativa com o hábito de não fumar, estágios I-II da
enfermidade e ao tamanho tumoral lt; 80 mm.

Tricoleucemia

Esta foi a primeira indicação aprovada para a Alfainterferona
(substância ativa) 2b no mundo [14]. Ainda que não se tenham feito
estudos nem relatado casos tratados com Alfainterferona (substância
ativa) 2b, incluiu-se a indicação, dada a equivalência entre estas
preparações, demonstrada em suas propriedades fisico-químicas,
biológicas e a eficácia em outras indicações, assim como os dados
de segurança acumulados. Produz-se regressão da enfermidade ou
estabilização clínica significativa mesmo que o paciente tenha sido
esplenectomizado previamente.

Melanoma maligno

Esta é também uma indicação aprovada para a Alfainterferona
(substância ativa) 2b pela literatura internacional, como terapia
adjuvante à cirurgia. Semelhantemente à sua indicação na
tricoleucemia, ainda que não se tenham feito estudos nem
relatado casos tratados com Alfainterferona (substância ativa) 2b,
incluiu-se a indicação, dada a equivalência entre estas
preparações, demonstrada em suas propriedades fisico-químicas,
biológicas e a eficácia em outras indicações, assim como os dados
de segurança acumulados.

Características Farmacológicas

Farmacodinâmica

Alfainterferona (substância ativa) 2b é um modificador da
resposta imunobiológica, com efeitos antiviral, antiproliferativo e
imunomodulador. Todas estas propriedades biológicas descritas foram
encontradas na Alfainterferona (substância ativa) 2b.

O efeito antiviral do produto, através da inibição da replicação
do DNA e RNA, foi demonstrado em testes realizados em vários
sistemas de cultura de células infectadas por vírus. No caso de
retrovírus, a reunião de partículas virais é inibida. Em
células infectadas por Papilomavírus Humano (HPV), o produto tem
demonstrado inibir a expressão dos genes virais.

Quanto à atividade antiproliferativa, os Interferons são as
primeiras proteínas naturais observadas com ação reguladora
negativa sobre células em crescimento, tendo ação antagônica a
todos os fatores de crescimento conhecidos. O efeito é citostático
(mais do que citotóxico) e reversível.

O efeito imunomodulador do produto inclui ações sobre
vários elementos do sistema imune, tais como:

Estimulação das atividades líticas das células natural killer,
linfócitos T citotóxicos e macrófagos sobre as células tumorais
infectadas, modificação da produção de anticorpos pelas células B,
regulação da expressão de antígenos MHC na membrana celular, e a
estimulação da produção do Interferon Alfa.

Farmacocinética

O metabolismo da Alfainterferona (substância ativa) 2b não é
diferente do encontrado para os Interferons Alfa em geral. Os
Interferons alfa são filtrados totalmente nos glomérulos e
degradados por proteases durante a reabsorção tubular, de
maneira que não reaparecem na circulação sistêmica nem na urina. O
metabolismo hepático não parece ser importante neste caso.

A concentração sérica de Alfainterferona (substância ativa) 2b
tem uma grande variação individual. Os níveis máximos de atividade
antiviral no soro são alcançados 3-8 horas depois de uma injeção
intramuscular ou subcutânea. Este nível é dose dependente
(entre 50 e 200 UI/mL quando se administram 6 milhões UI por essa
via). A vida média de eliminação no soro é de cerca de 4 horas.

Contudo, os efeitos biológicos persistem depois que o interferon
extracelular foi eliminado. In vitro, o efeito protetor induzido
por Alfainterferona (substância ativa) 2b contra a infecção por
vírus Mengo ou Herpes em células Hep-2 persiste por pelo menos 30
horas depois de lavar o produto do meio de cultivo. Em voluntários
sadios e em indivíduos infectados com hepatite B detecta-se a
ativação da 2’5’- oligoadenilato sintetase em linfócitos
periféricos até 4 dias após uma administração intramuscular de
Alfainterferona (substância ativa) 2b.

Cuidados de Armazenamento do Alfainterferona
2B

Conservar sob refrigeração (temperatura entre 2 e 8°C). Não
congelar o medicamento, já que a ampola de água para injetáveis
pode estourar.

Após a reconstituição, usar imediatamente.

Não reutilizar o frasco-ampola após retirar a dose a ser
administrada. Desprezar o resto do produto.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Alfainterferona 2B

MS – 1.1213.0088

Farmacêutico Responsável:

Alberto Jorge Garcia Guimarães
CRF-SP n° 12.449

Fabricado por:

Bio Sidus S.A.
Buenos Aires
Argentina

Importado e embalado por:

Biosintética Farmacêutica Ltda.
Av. das Nações Unidas, 22.428
São Paulo – SP
CNPJ 53.162.095/0001-06 
Indústria Brasileira

Diluente

Fabricador por:

Biosintética Farmacêutica Ltda.
Av. das Nações Unidas, 22.428
São Paulo – SP
CNPJ 53.162.095/0001-06
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Alfainterferona-2b, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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