Sinvastin Bula

Sinvastin

– Durante Gravidez e Lactação.

Como usar o Sinvastin

Uso Oral: à noite com ou sem alimentos.

Adultos

– Tomar 10 mg uma vez por dia.

– Dose máxima diária: 40 mg por dia.

– A dieta ajuda muito o tratamento.

Precauções do Sinvastin

Miopatia / Rabdomiólise

A Sinvastatina (substância ativa), a exemplo de outros
inibidores da HMG-CoA redutase, ocasionalmente causa miopatia que
se manifesta como dor, dolorimento ou fraqueza musculares e
creatinina quinase (CK) acima de 10 vezes o limite superior da
normalidade (LSN). Algumas vezes, a miopatia apresenta-se como
rabdomiólise, com ou sem insuficiência renal aguda secundária a
mioglobinúria e, raramente, pode ser fatal. O risco de miopatia é
aumentado por níveis elevados de atividade inibitória da HMG-CoA
redutase no plasma (isto é, níveis plasmáticos elevados de
Sinvastatina (substância ativa) ácida no plasma), que pode ser
devido, em parte á interações medicamentosas que interferem com o
metabolismo da Sinvastatina (substância ativa) e/ou com as vias
transportadoras. Os fatores predisponentes para miopatia
incluem idade avançada (≥ 65 anos), sexo feminino, hipotireoidismo
não controlado e insuficiência renal.

A exemplo de outros inibidores da HMG-CoA redutase, o risco de
miopatia/rabdomiólise está relacionado à dose. Em um banco de dados
de estudos clínicos no qual 41.413 pacientes foram tratados com a
Sinvastatina (substância ativa), 24.747 (aproximadamente 60%) dos
quais foram admitidos nos estudos com um acompanhamento mediano de
pelo menos 4 anos, a incidência de miopatia foi de aproximadamente
0,03%, 0,08% e 0,61% com 20, 40 e 80 mg/dia, respectivamente.
Nesses estudos, os pacientes foram cuidadosamente monitorados e
alguns medicamentos com interação foram excluídos.

Em um estudo clínico no qual os pacientes com histórico de
infarto do miocárdio foram tratados com Sinvastatina (substância
ativa) 80 mg/dia (acompanhamento médio de 6,7 anos), a incidência
de miopatia foi de aproximadamente 1,0% em comparação com 0,02%
para os pacientes tratados com 20 mg/dia. Aproximadamente metade
destes casos de miopatia ocorreu durante o primeiro ano de
tratamento. A incidência de miopatia durante cada ano subsequente
de tratamento foi de aproximadamente 0,1%.

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, é maior em
pacientes que estão sendo tratados com Sinvastatina (substância
ativa) 80 mg quando comparado com outras terapias à base de
estatina com eficácia semelhante ou maior na redução de colesterol
LDL e em comparação com doses menores de Sinvastatina (substância
ativa). Portanto, a dose de 80 mg de a Sinvastatina (substância
ativa) deve ser utilizada somente em pacientes que estão tomando
Sinvastatina (substância ativa) 80 mg cronicamente (por 12 meses ou
mais) sem evidências de toxicidade muscular.

O uso de a Sinvastatina (substância ativa) 80 mg não deve ser
iniciado em pacientes novos, incluindo os pacientes que já tomam
doses menores do medicamento.

Se um paciente que está atualmente tolerando a dose de 80 mg de
Sinvastatina (substância ativa) precisar iniciar um medicamento que
é contraindicado ou um medicamento com potencial de interação
medicamentosa e que limita a dose máxima permitida de Sinvastatina
(substância ativa), este paciente deve ser mudado para uma estatina
alternativa ou regime baseado em estatina com menor potencial para
a interação medicamentosa. Os pacientes devem ser alertados sobre o
risco aumentado de miopatia, incluindo rabdomiólise, e orientados a
relatar imediatamente qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza
muscular inexplicadas. Se os sintomas ocorrerem, o tratamento deve
ser interrompido imediatamente.

Todos os pacientes que iniciam tratamento com Sinvastatina
(substância ativa), ou cuja dose de Sinvastatina (substância ativa)
está sendo aumentada, devem ser alertados sobre o risco de miopatia
e orientados a relatar imediatamente qualquer dor, sensibilidade ou
fraqueza muscular inexplicada. A terapia com Sinvastatina
(substância ativa) deve ser descontinuada imediatamente se houver
diagnóstico ou suspeita de miopatia. A presença destes sintomas,
bem como nível de CK gt;10 vezes o limite normal superior, indica
miopatia. Na maioria dos casos, quando os pacientes descontinuaram
imediatamente o tratamento, os sintomas musculares e os aumentos de
CK desapareceram. Pode-se considerar determinações periódicas de CK
para pacientes que iniciam terapia com Sinvastatina (substância
ativa) ou cuja dose esteja sendo aumentada. Também se recomenda
determinações periódicas de CK para pacientes que usam a dose de 80
mg de Sinvastatina (substância ativa). Não há nenhuma garantia de
que esse monitoramento irá prevenir a miopatia.

Muitos dos pacientes que desenvolveram rabdomiólise durante o
tratamento com Sinvastatina (substância ativa) tinham históricos
médicos complicados, incluindo insuficiência renal, geralmente em
consequência de diabetes mellitus prolongado. Tais
pacientes devem ser cuidadosamente monitorados. A terapia com
Sinvastatina (substância ativa) deve ser temporariamente
interrompida alguns dias antes de cirurgia eletiva de grande porte
e quando qualquer condição cirúrgica ou médica importante
sobrevenha.

Em um estudo clínico no qual pacientes com alto risco de doença
cardiovascular foram tratados com Sinvastatina (substância ativa)
40 mg/dia (acompanhamento médio de 3,9 anos), a incidência de
miopatia foi de aproximadamente 0,05% em pacientes não chineses (n
= 7.367) em comparação com 0,24% em pacientes chineses (n = 5.468).
Embora a única população asiática avaliada neste estudo clínico
tenha sido a de chineses, deve-se ter cautela ao prescrever
Sinvastatina (substância ativa) a pacientes asiáticos e a menor
dose necessária deve ser utilizada.

Interações medicamentosas

O risco de miopatia / rabdomiólise é aumentado pelo uso
concomitante de Sinvastatina com:

Medicamentos contraindicados:

Inibidores potentes da CYP3A4

so concomitante de medicamentos conhecidos por apresentar um
potente efeito inibitório sobre CYP3A4 em doses terapêuticas (por
exemplo, itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol,
eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease
do HIV, boceprevir, teloprevir, nefazodona ou medicamentos contendo
cobicistate) é contraindicada. Se o tratamento de curto prazo com
inibidor potente de CYP3A4 estiver indisponível, a terapia com
Sinvastatina (substância ativa) deve ser interrompida durante o
tratamento.

Genfibrozila, ciclosporina ou danazol

O uso concomitante desses medicamentos com Sinvastatina
(substância ativa) é contraindicado.

Outros medicamentos:

Bloqueadores do canal de cálcio.

Ácido fusídico

Pacientes tratados com ácido fusídico concomitantemente com
Sinvastatina (substância ativa) podem apresentar risco aumentado de
miopatia/rabdomiólise. A coadministração com ácido fusídico não é
recomendada.

Em pacientes em que o uso de ácido fusídico sistêmico é
considerado essencial, a Sinvastatina (substância ativa) deve ser
descontinuada durante todo o tratamento com ácido fusídico. Em
circunstâncias excepcionais, onde o uso sistêmico prolongado do
ácido fusídico é necessário, por exemplo, para o tratamento de
infecções graves, a necessidade da coadministração de Sinvastatina
(substância ativa) e ácido fusídico deve ser considerada caso a
caso e sob rigorosa supervisão médica.

Outros fibratos

A dose de Sinvastatina (substância ativa) não deve ser maior que
10 mg/dia em pacientes tratados concomitante com outros fibratos
além da genfibrozila ou fenofibrato. Quando Sinvastatina
(substância ativa) e fenofibrato são administrados
concomitantemente, não há nenhuma evidência de que o risco de
miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada agente.
Deve-se ter cautela ao prescrever fenofibrato com Sinvastatina
(substância ativa), uma vez que qualquer um dos agentes pode causar
miopatia quando administrados isoladamente. A adição de fibratos à
Sinvastatina (substância ativa) normalmente proporciona pouca
redução adicional de LDL-C, porém podem ser obtidas reduções
adicionais de TG e aumentos adicionais de HDL-C. As combinações de
fibratos com Sinvastatina (substância ativa) têm sido utilizadas
sem ocorrência de miopatia em estudos clínicos de pequeno porte, de
curta duração e com monitoramento rigoroso.

Amiodarona

Em um estudo clínico, foi relatada miopatia em 6% dos pacientes
que receberam 80 mg de Sinvastatina (substância ativa) e
amiodarona. A dose de Sinvastatina (substância ativa) não deve ser
maior que 20 mg diários em pacientes recebendo tratamento
concomitantemente com amiodarona.

Verapamil ou diltiazem

Em um estudo clínico, os pacientes em tratamento concomitante
com Sinvastatina (substância ativa) 80 mg e diltiazem apresentaram
aumento no risco de miopatia. A dose de Sinvastatina (substância
ativa) não deve ser maior que 20 mg diários em pacientes recebendo
tratamento concomitantemente com veramapil ou diltiazem.

Anlodipino

Em um estudo clínico, os pacientes em tratamento concomitante
com Sinvastatina (substância ativa) 80 mg e anlodipino apresentaram
um risco discretamente aumentado de miopatia. A dose de
Sinvastatina (substância ativa) não deve exceder 40 mg diários em
pacientes recebendo concomitantemente anlodipino.

Lomitapida

A dose de Sinvastatina (substância ativa) não deve exceder 40 mg
diários em pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica
(HoFH) que recebam concomitantemente lomitapida.

Inibidores moderados do CYP3A4

Os pacientes que tomam outros medicamentos identificados em bula
como medicamentos com efeito inibitório moderado sobre o CYP3A4
concomitantemente com Sinvastatina (substância ativa),
particularmente com doses mais altas de Sinvastatina (substância
ativa), podem ter maior risco de miopatia.

Quando for coadministrado Sinvastatina (substância ativa) com um
inibidor moderado de CYP3A4, um ajuste da dose de Sinvastatina
(substância ativa) pode ser necessário.

Inibidores da proteína resistente ao câncer de mama
(BCPR)

A administração concomitante de medicamentos inibidores da BCPR
(por exemplo, elbasvir e grazoprevir) pode levar a um aumento das
concentrações plasmáticas da Sinvastatina (substância ativa) e um
risco aumentado de miopatia; portanto, um ajuste da dose de
Sinvastatina (substância ativa) pode ser necessário. A
coadministração de elbasvir e grazoprevir com Sinvastatina
(substância ativa) não foi estudada; no entanto, a dose de
Sinvastatina (substância ativa) não deve exceder 20 mg por dia em
pacientes que tomam, concomitantemente, medicamentos contendo
elbasvir ou grazoprevir.

Ácido nicotínico (Niacina) (≥ 1 g/dia)

Casos de miopatia/rabdomiólise foram observados com a
Sinvastatina (substância ativa) coadministrada com doses
modificadoras de lípides (≥ 1 g/dia) de ácido nicotínico. Em um
estudo clínico (acompanhamento médio de 3,9 anos) envolvendo
pacientes com alto risco de doença cardiovascular e com níveis de
LDL-C bem controlados com Sinvastatina (substância ativa) 40 mg/dia
com ou sem ezetimiba 10 mg, não houve benefício incremental sobre
os desfechos cardiovasculares com a adição de doses modificadoras
de lípides (≥ 1 g/dia) de ácido nicotínico. Portanto, o benefício
do uso combinado de Sinvastatina (substância ativa) com ácido
nicotínico deve ser cuidadosamente ponderado contra os riscos
potenciais da combinação. Além disso, neste estudo, a incidência de
miopatia foi de aproximadamente 0,24% para pacientes chineses que
receberam Sinvastatina (substância ativa) 40 mg ou
ezetimiba/Sinvastatina (substância ativa) 10/40 mg em comparação
com 1,24% para pacientes chineses que receberam Sinvastatina
(substância ativa) 40 mg ou ezetimiba/Sinvastatina (substância
ativa) 10/40 mg coadministradas com ácido nicotínico de liberação
prolongada/laropipranto 2g/40mg. Embora a única população asiática
avaliada neste estudo clínico tenha sido a de chineses, como a
incidência de miopatia é maior em pacientes chineses do que em
pacientes não chineses, a coadministração de Sinvastatina
(substância ativa) com doses modificadoras de lípides (≥ 1 g/dia)
de ácido nicotínico não é recomendada para pacientes asiáticos.

Efeitos hepáticos

Em estudos clínicos, ocorreram aumentos persistentes (acima de
três vezes o limite superior da normalidade) das transaminases
séricas em poucos pacientes adultos que receberam Sinvastatina
(substância ativa). Quando o medicamento foi interrompido ou
descontinuado, os níveis de transaminases caíram lentamente para os
níveis anteriores ao tratamento. Os aumentos não foram associados à
icterícia ou a outros sintomas ou sinais clínicos. Não houve
evidência de hipersensibilidade. Alguns desses pacientes
apresentavam testes de função hepática alterados antes do
tratamento com a Sinvastatina (substância ativa) e/ou consumiam
quantidades consideráveis de álcool.

No Estudo Escandinavo de Sobrevida com Sinvastatina (substância
ativa) (4S), o número de pacientes com transaminases elevadas
(acima de três vezes o limite superior da normalidade) mais de uma
vez durante o estudo, não foi significativamente diferente entre os
grupos Sinvastatina (substância ativa) e placebo (14 [0,7%] vs. 12
[0,6%]). A frequência dos aumentos isolados de TGP (ALT) para três
vezes o limite superior da normalidade foi significativamente mais
alta no grupo da Sinvastatina (substância ativa) no primeiro ano do
estudo (20 vs. 8, p = 0,023), mas não posteriormente. O aumento de
transaminases resultou em descontinuação do tratamento para oito
pacientes do grupo da Sinvastatina (substância ativa) (n = 2.221) e
para cinco do grupo placebo (n = 2.223). Dos 1.986 pacientes no 4S
tratados com a Sinvastatina (substância ativa) cujos testes de
função hepática eram normais no período basal, somente oito (0,4%)
apresentaram aumentos consecutivos gt; 3 vezes o limite superior da
normalidade de enzimas hepáticas e/ou foram descontinuados por
aumento de transaminases durante os 5,4 anos (acompanhamento médio)
do estudo. A dose inicial de Sinvastatina (substância ativa) para
todos os pacientes do estudo foi de 20 mg; 37% foram titulados para
40 mg.

Em dois estudos clínicos controlados, que envolveram 1.105
pacientes, a incidência – aos 6 meses – de aumentos persistentes de
transaminases considerados relacionados ao medicamento foi de 0,7%
e 1,8%, com as doses de 40 mg e 80 mg, respectivamente.

No estudo HPS, no qual 20.536 pacientes foram distribuídos de
modo randômico para receber 40 mg/dia de sinvastina ou placebo, a
incidência de transaminases elevadas (gt; 3 vezes o limite superior
da normalidade, confirmada em exames repetidos) foi de 0,21% (n =
21) para os pacientes que receberam Sinvastatina (substância ativa)
e de 0,09% (n = 9) no grupo placebo.

Recomenda-se solicitar testes de função hepática antes de
iniciar o tratamento e posteriormente, quando clinicamente
indicado. Pacientes titulados para doses de 80 mg devem realizar
mais um teste antes da titulação, 3 meses depois da titulação para
a dose de 80 mg e, a seguir, periodicamente (por exemplo, de 6 em 6
meses) durante o primeiro ano de tratamento. Deve-se dar especial
atenção aos pacientes que apresentarem aumento de transaminases
séricas e, nesses pacientes, as avaliações laboratoriais devem ser
imediatamente repetidas e, a seguir, realizadas com maior
frequência. Deve-se descontinuar o medicamento se os níveis de
transaminases mostrarem evidência de progressão, particularmente se
aumentarem acima de três vezes o limite superior da normalidade e
persistirem nesse patamar. Note que a ALT pode emanar do músculo,
portanto, a elevação da ALT com CK pode indicar miopatia.

Existem raros relatos pós-comercialização de insuficiência
hepática fatal e não-fatal em pacientes que tomam estatinas,
incluindo Sinvastatina (substância ativa). Se ocorrer lesão
hepática grave com sintomas clínicos e/ou hiperbilirrubinemia ou
icterícia durante o tratamento com Sinvastatina (substância ativa),
deve-se interromper imediatamente o tratamento. Se uma etiologia
alternativa não for encontrada, não reinicie o tratamento com
Sinvastatina (substância ativa).

Deve-se utilizar o medicamento com cuidado em pacientes que
consomem quantidades substanciais de álcool e/ou apresentem
histórico de doença hepática. Hepatopatias ativas ou aumentos
inexplicados de transaminases constituem contraindicações para o
uso da Sinvastatina (substância ativa).

A exemplo do que ocorre com outros agentes hipolipemiantes,
foram relatados aumentos moderados (abaixo de três vezes o limite
superior da normalidade) das transaminases séricas após o
tratamento com a Sinvastatina (substância ativa). Essas alterações
ocorreram logo após o início do tratamento, foram geralmente
transitórias, assintomáticas e não exigiram interrupção do
tratamento.

Avaliações oftalmológicas

É esperado que, com o passar do tempo, ocorra aumento da
prevalência de opacidade do cristalino como resultado do
envelhecimento, mesmo na ausência de qualquer tratamento
medicamentoso. Dados atuais de estudos clínicos a longo prazo não
indicam efeito adverso da Sinvastatina (substância ativa) no
cristalino humano.

Gravidez e Lactação

Categoria de Risco X. Sinvastatina (substância ativa)
causa malformação ao bebê durante a gravidez.

A segurança em mulheres grávidas não foi estabelecida. Não foram
conduzidos estudos clínicos controlados em mulheres grávidas. Há
raros relatos de anomalias congênitas em recém-nascidos de mães que
receberam inibidores de HMG-CoA redutase durante a gravidez.
Entretanto, em uma análise de aproximadamente 200 gestações
acompanhadas prospectivamente de mulheres expostas a Sinvastatina
(substância ativa) ou a outro inibidor da HMG-CoA redutase
estruturalmente relacionado no primeiro trimestre de gravidez, a
incidência de anomalias congênitas foi comparável à observada na
população geral. Esse número de gestações foi estatisticamente
suficiente para excluir um aumento de anomalias congênitas 2,5
vezes ou maior do que a incidência conhecida.

Embora não haja evidência de que a incidência de anomalias
congênitas nos descendentes de pacientes expostos a Sinvastatina
(substância ativa) ou a outro inibidor da HMG-CoA redutase
estruturalmente relacionado seja diferente da observada na
população geral, o tratamento da mãe com Sinvastatina (substância
ativa) pode reduzir os níveis fetais de mevalonato, um precursor da
biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um processo crônico e
a descontinuação dos agentes hipolipemiantes durante a gravidez
deve ter pequeno impacto sobre o risco a longo prazo associado à
hipercolesterolemia primária. Por essas razões, Sinvastatina
(substância ativa) não deve ser usado por mulheres grávidas, que
estejam tentando engravidar ou que possam estar grávidas. O
tratamento com Sinvastatina (substância ativa) deve ser
interrompido durante toda a gestação ou até que se comprove que a
paciente não está grávida.

Não se sabe se a Sinvastatina (substância ativa) ou os seus
metabólitos são excretados no leite materno. Uma vez que muitos
fármacos são excretados no leite materno e podem causar reações
adversas graves, mulheres que estejam recebendo Sinvastatina
(substância ativa) não devem amamentar.

Idosos

A eficácia da Sinvastatina (substância ativa) avaliada pela
redução do colesterol total e do LDL-colesterol, em pacientes com
mais de 65 anos de idade em estudos clínicos controlados, foi
semelhante à observada na população geral e não houve aumento
evidente na frequência global de achados adversos clínicos ou
laboratoriais.

No entanto, em um estudo clínico de pacientes tratados com
Sinvastatina (substância ativa) 80 mg/dia, pacientes ≥ 65 anos de
idade tiveram um risco aumentado de miopatia em comparação com
pacientes lt; 65 anos de idade.

Crianças

A segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.
Até o momento, Sinvastatina (substância ativa) não é recomendado
para uso pediátrico.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Sinvastacor.

Reações Adversas do Sinvastin

A Sinvastatina (substância ativa) é geralmente bem tolerado; a
maioria das experiências adversas foi de natureza leve e
transitória. Menos de 2% dos pacientes foram descontinuados dos
estudos clínicos controlados por causa de reações adversas
atribuíveis a Sinvastatina (substância ativa).

As frequências dos seguintes eventos adversos, que foram
relatados durante os estudos clínicos e/ou uso pós-comercialização,
são categorizadas com base em uma avaliação de suas taxas de
incidência nos amplos estudos clínicos, prolongados, controlados
com placebo incluindo os estudos HPS e 4S com 20.536 e 4.444
pacientes, respectivamente. Para o HPS, foram registrados apenas os
eventos adversos graves bem como mialgia, aumento de transaminases
séricas e CK.

Para o 4S, foram registrados todos os eventos adversos listados
abaixo. Se as taxas de incidência para Sinvastatina (substância
ativa) fossem menores ou similares às do placebo nestes estudos, e
houvesse eventos de relato espontâneo razoavelmente com relação
causal similar, esses eventos adversos seriam categorizados como
“raros”.

No estudo HPS envolvendo 20.536 pacientes tratados com 40 mg/dia
de Sinvastatina (substância ativa) (n = 10.269) ou placebo (n =
10.267), os perfis de segurança foram comparáveis entre os
pacientes tratados com Sinvastatina (substância ativa) e os
pacientes que receberam placebo durante uma média de 5 anos de
estudo. As frequências de descontinuação por eventos adversos foram
comparáveis (4,8% em pacientes tratados com Sinvastatina
(substância ativa) em comparação com 5,1% em pacientes que
receberam placebo). A incidência de miopatia foi lt; 0,1% em
pacientes tratados com Sinvastatina (substância ativa) 40 mg.
Níveis elevados de transaminases (gt; 3X LSN confirmados por um
novo teste) ocorreram em 0,21% (n = 21) dos pacientes tratados com
Sinvastatina (substância ativa) em comparação com 0,09% (n = 9) dos
pacientes que receberam placebo.

No estudo 4S envolvendo 4.444 pacientes que receberam 20-40
mg/dia de Sinvastatina (substância ativa) (n = 2.221) ou placebo (n
= 2.223), os perfis de segurança e tolerabilidade foram comparáveis
entre os grupos de tratamento durante a mediana de 5,4 anos do
estudo.

As frequências de eventos adversos são classificadas de
acordo com as seguintes categorias:

Muito comum (gt; 1/10), Comum (gt; 1/100, lt; 1/10), Incomum
(gt; 1/1000, lt; 1/100), Raro (gt; 1/10.000, lt; 1/1000), Muito
Raro (lt; 1/10.000), Desconhecido (não puderam ser estimados a
partir dos dados disponíveis).

Distúrbios do sangue e do sistema linfático

Raro

Anemia.

Distúrbios do sistema nervoso

Raro

Cefaleia, parestesia, tontura, neuropatia periférica.

Muito raro

Perda de memória.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do
mediastino

Desconhecido

Doença pulmonar intersticial.

Distúrbios gastrintestinais

Raro

Constipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia,
náusea, vômito, pancreatite.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo

Raro

Erupção cutânea, prurido, alopecia.

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido
conjuntivo

Raro

Miopatia*, ( incluindo miosite) rabdomiólise, com ou sem
insuficiência renal, mialgia, cãibras musculares.

*Em um estudo clínico, a miopatia ocorreu comumente em pacientes
tratados com a Sinvastatina (substância ativa) 80 mg/dia em
comparação com pacientes tratados com 20 mg/dia (1,0 %
versus 0,02 %, respectivamente).

Desconhecido

Tendinopatia, algumas vezes complicada pela ruptura; miopatia
necrotizante imunomediada (MNIM).**

**Houve relatos muito raros de miopatia necrotizante
imunomediada (MNIM), uma miopatia autoimune, durante ou após
tratamento com algumas estatinas. A MNIM é clinicamente
caracterizada por: fraqueza muscular proximal persistente e
creatina quinase sérica elevada, que persistem mesmo com a
descontinuação do tratamento com estatina; biópsia muscular
mostrando miopatia necrotizante sem inflamação significativa;
melhoria com agentes imunossupressores.

Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama

Desconhecido

Disfunção erétil.

Distúrbios gerais e condições no local de
administração

Raro

Astenia.

Distúrbios hepatobiliares

Raro

Hepatite/icterícia.

Muito raro

Insuficiência hepática fatal e não fatal.

Distúrbios psiquiátricos

Muito raro

Insônia.

Desconhecido

Depressão.

Uma síndrome aparente de hipersensibilidade tem sido
relatada raramente, a qual incluiu algumas das características a
seguir:

Anafilaxia, angioedema, síndrome semelhante a lúpus, polimialgia
reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia,
velocidade de sedimentação eritrocitária (VHS) aumentada, artrite,
artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor, dispneia e
mal-estar.

Investigações

Raro

Aumentos de transaminases séricas (alanina aminotransferase,
aspartato aminotransferase, γ-glutamil transpeptidase), níveis
elevados de fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos de
CK.

Desconhecido

Foi reportado aumento dos níveis de HbA1c e glicose sérica de
jejum com estatinas, incluindo Sinvastatina (substância ativa).

Houve raros relatos pós-comercialização de disfunção cognitiva
(por exemplo, perda de memória, esquecimento, amnésia, deterioração
da memória, confusão) associados com o uso de estatinas, incluindo
Sinvastatina (substância ativa). Os relatos geralmente não são
graves e são reversíveis com a descontinuação da estatina, com
tempos variáveis para o início dos sintomas (de 1 dia a anos) e
resolução dos sintomas (mediana de 3 semanas).

Os seguintes eventos adversos adicionais foram relatados
com algumas estatinas:

  • Distúrbios do sono, incluindo pesadelos;
  • Dsfunção sexual;
  • Diabetes mellitus – frequência depende da
    presença ou ausência de fatores de risco (glicose no sangue em
    jejum ≥ 5,6 mmol/L, IMCgt; 30 kg/m2, altos níveis de
    triglicerídeos, histórico de hipertensão).

População pediátrica

Em um estudo de 48 semanas envolvendo crianças e adolescentes
(meninos Tanner Stage II e acima e meninas com pelo menos um ano de
pós menarca) entre 10-17 anos de idade com hipercolesterolemia
familiar heterozigótica (n = 175), no geral, o perfil de segurança
e tolerabilidade do grupo tratado com Sinvastatina (substância
ativa) foi semelhante ao do grupo de tratados com placebo. Os
efeitos a longo prazo no desenvolvimento físico, intelectual e
sexual são desconhecidos. Não há dados suficientes disponíveis
atualmente após um ano de tratamento.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em

Sinvastin, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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