Furosetron Bula

Furosetron

  • Inchaço devido a doenças do coração e doenças do fígado (ex:
    ascite);
  • Inchaço devido a doenças dos rins, insuficiência cardíaca aguda
    (redução grave da função do coração), especialmente no inchaço
    pulmonar (administração conjunta com outras medidas
    terapêuticas);
  • Eliminação urinária reduzida devido à gestose – doença
    hipertensiva que pode ocorrer no último trimestre da gestação, mais
    comum em mulheres na primeira gravidez (após restauração do volume
    de líquidos ao normal);
  • Inchaços cerebrais como medida de suporte;
  • Inchaços devido a queimaduras;
  • Crises hipertensivas (em adição a outras medidas
    anti-hipertensivas);
  • Indução de diurese forçada (facilita a eliminação da urina) em
    envenenamentos.

Como o Furosetron funciona?


Furosetron® apresenta efeito diurético (promove a
excreção da urina) e anti hipertensivo (auxilia no tratamento da
pressão alta). O início da ação ocorre em 15 minutos após a
administração intravenosa do produto.

Contraindicação do Furosetron

Furosetron® solução injetável não deve ser
usado em pacientes com:

  • Insuficiência dos rins com anúria (parada total da eliminação
    de urina);
  • Pré-coma e coma devido a problemas associado com encefalopatia
    do fígado (disfunção do sistema nervoso central em associação com
    falência do fígado);
  • Hipopotassemia severa (redução nos níveis de potássio no
    sangue) (vide item Quais os males que este medicamento pode me
    causar?);
  • Hiponatremia severa (redução nos níveis de sódio no
    sangue);
  • Desidratação ou hipovolemia (diminuição do volume líquido
    circulante nos vasos sanguíneos), com ou sem queda da pressão
    sanguínea;
  • Alergia à furosemida, às sulfonamidas ou a qualquer componente
    da fórmula.

Este medicamento é contraindicado para uso por
lactantes.

Não há contraindicação relativa a faixas
etárias.

Como usar o Furosetron

A administração intravenosa de furosemida é indicada em todos os
casos onde a administração oral (furosemida comprimidos) não é
possível ou é ineficaz (por exemplo: absorção intestinal
prejudicada) ou em casos onde um rápido efeito é necessário.

A administração intravenosa deve ser realizada lentamente, não
excedendo a velocidade de infusão de 4 mg/min. Em pacientes com
insuficiência renal severa (creatinina sérica gt; 5 mg/dL),
recomenda-se não exceder a velocidade de infusão de 2,5 mg/min.

A administração intramuscular deve ser restrita a casos
excepcionais nos quais a administração oral (furosemida
comprimidos) ou intravenosa (furosemida solução injetável) não são
possíveis. A administração intramuscular não é adequada ao
tratamento de condições agudas como edema pulmonar.

A substituição da administração parenteral (furosemida solução
injetável) para oral (furosemida comprimidos) deve ser realizada
assim que possível.

A solução injetável de Furosetron® tem pH aproximado
a 9 sem capacidade de tamponamento. Por esta razão, o ingrediente
ativo pode precipitar em valores de pH inferiores a 7. Portanto, no
caso de diluição de Furosetron® solução injetável,
deve-se ter cautela para que o pH da solução esteja dentro de uma
variação de levemente alcalino para neutro. Solução salina normal é
adequada como diluente.

Furosetron® solução injetável não deve ser misturado
com outros medicamentos na mesma seringa de injeção ou durante
infusão.

Posologia do Furosetron


A menos que seja prescrito de modo diferente,
recomenda-se o seguinte esquema:

Adultos e adolescentes acima de 15 anos

A dose inicial para adultos e adolescentes de 15 anos em diante
é de 20 a 40 mg (1 a 2 ampolas) de furosemida por via intravenosa
ou via intramuscular.

Se após uma dose única de 20 a 40 mg de furosemida (1 a 2
ampolas) o efeito diurético não for satisfatório, a dose pode ser
gradualmente aumentada, em intervalos de 2 horas, de 20 mg (1
ampola) a cada vez, até que seja obtida diurese satisfatória. A
dose individual assim estabelecida deve depois ser administrada uma
ou duas vezes por dia.

A duração do tratamento deve ser determinada pelo médico,
dependendo da natureza e gravidade da doença.

Lactentes e crianças abaixo de 15 anos

É indicada a administração parenteral (se necessário, infusão
gota a gota) somente em condições de risco de vida.

Para injeção intravenosa ou intramuscular, o esquema de
posologia é de 1 mg de furosemida por kg de peso corporal até um
máximo diário de 20 mg (1 ampola).

A terapia deve ser mudada para administração oral (furosemida
comprimidos) tão logo seja possível.

Edema pulmonar agudo

Administrar uma dose inicial de 40 mg de furosemida (2 ampolas)
por via intravenosa. Se a condição do paciente requerer, injetar
uma dose adicional de 20 a 40 mg de furosemida (1 a 2 ampolas) após
20 minutos. A posologia indicada para o tratamento é de 100 mg a
300 mg ao dia, por um período máximo de 48 horas.

Diurese forçada

Administrar 20 a 40 mg de furosemida (1 a 2 ampolas) em adição à
infusão de solução de eletrólitos.

O tratamento posterior depende da eliminação de urina e deve
incluir a substituição de perdas de líquido e de eletrólitos.

No envenenamento com substâncias ácidas ou básicas, a taxa de
eliminação pode ser aumentada ainda mais pela alcalinização ou
acidificação da urina, respectivamente. A posologia indicada para o
tratamento é de 100 mg a 300 mg ao dia, por um período máximo de 48
horas.

Não há estudos dos efeitos de Furosetron®
administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e
para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve
ser somente pela via intravenosa ou intramuscular, conforme
recomendado pelo médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Furosetron?


Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que
possível. No entanto, se estiver próximo do horário da dose
seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo
determinado pela posologia.

Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Furosetron

O fluxo urinário deve ser sempre assegurado.

Em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinário (ex: em
pacientes com alterações de esvaziamento da bexiga, hiperplasia
prostática ou estreitamento da uretra), a produção aumentada de
urina pode provocar ou agravar a doença. Deste modo, estes
pacientes necessitam de monitorização cuidadosa, especialmente
durante a fase inicial do tratamento.

O tratamento com Furosetron® requer uma
supervisão médica regular. Uma cuidadosa vigilância se faz
necessária principalmente em pacientes com:

  • Hipotensão (pressão baixa);
  • Com risco particular de pronunciada queda da pressão arterial
    (ex: pacientes com estenoses significativas das artérias coronárias
    ou das artérias que suprem o cérebro);
  • Diabetes mellitus latente ou manifesta
    – recomenda-se controle regular dos níveis de açúcar no
    sangue;
  • Gota (doença caracterizada pela deposição de cristais de ácido
    úrico junto a articulações e em outros órgãos)
  • ou hiperuricemia (aumento do ácido úrico no sangue) –
    recomenda-se controle regular do ácido úrico;
  • Insuficiência dos rins associada à doença severa do fígado
    (síndrome hepatorrenal);
  • Hipoproteinemia (baixos índices de proteínas do sangue), por
    exemplo, associada à síndrome nefrótica (o efeito da furosemida
    pode estar diminuído e sua ototoxicidade potencializada). É
    recomendada a titulação cuidadosa das doses de furosemida.

Durante tratamento com furosemida é geralmente recomendada a
monitorização regular dos níveis de sódio, potássio e creatinina no
sangue; é necessária monitorização particularmente cuidadosa em
casos de pacientes com alto risco de desenvolvimento de alterações
dessas substâncias ou em caso de perda adicional significativa de
fluidos (ex: devido a vômitos, diarreia ou suor intenso).
Hipovolemia (diminuição do volume líquido circulante nos vasos
sanguíneos) ou desidratação, bem como qualquer alteração
significativa eletrolítica ou ácido – base devem ser corrigidas.
Isto pode requerer a descontinuação temporária do medicamento.

Existe a possibilidade de agravar ou iniciar manifestação de
lúpus eritematoso sistêmico (doença que apresenta manifestações na
pele, coração, rins, articulações, entre outras).

Alterações na capacidade de dirigir veículos ou operar
máquinas

Alguns efeitos adversos (ex: queda acentuada indesejável da
pressão sanguínea) podem prejudicar a capacidade em se concentrar e
reagir e, portanto, constitui um risco em situações em que suas
habilidades são especialmente importantes, como dirigir ou operar
máquinas.

Sensibilidade cruzada

Pacientes hipersensíveis (alérgicos) a antibióticos do tipo
sulfonamidas ou sulfonilureias podem apresentar sensibilidade
cruzada com o medicamento.

Este medicamento pode causar
doping.

Reações Adversas do Furosetron

A seguinte taxa de frequência é utilizada, quando
aplicável:

  • Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Reação comum (ocorre entre 1% a 10% dos pacientes que utilizam
    este medicamento).
  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% a 1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Reação rara (ocorre entre 0,01% a 0,1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Desconhecido – não pode ser estimado a partir dos dados
    disponíveis.

Distúrbios metabólico e nutricional 

Muito comum

Distúrbios eletrolíticos, incluindo sintomáticos (variação de
eletrólitos causando efeitos no organismo); desidratação e
hipovolemia, especialmente em pacientes idosos; aumento nos níveis
de creatinina e triglicérides no sangue.

Comum

Hiponatremia, hipocloremia (redução nos níveis de cloreto no
sangue), hipopotassemia (redução nos níveis de potássio no sangue),
aumento nos níveis de colesterol e ácido úrico no sangue, crises de
gota e aumento no volume urinário.

Incomum

Tolerância à glicose diminuída; o diabetes mellitus
latente pode se manifesta.

Desconhecido

Hipocalcemia (redução nos níveis de cálcio no sangue),
hipomagnesemia, aumento nos níveis de ureia no sangue e alcalose
metabólica (desequilíbrio ácido-básico no sangue), Síndrome de
Bartter (grupo raro de doenças que afetam os rins) no contexto de
uso inadequado e/ou a longo prazo da furosemida.

Distúrbios vasculares

Muito comum (para infusão intravenosa)

Hipotensão incluindo hipotensão ortostática (queda significativa
da pressão arterial após assumir a posição de pé).

Raro

Vasculite (inflamação da parede de um vaso sanguíneo).

Desconhecido

Trombose.

Distúrbios nos rins e urinário

Comum

Aumento no volume urinário.

Raro

Nefrite tubulointersticial (um tipo de inflamação nos rins).

Desconhecido

Aumento nos níveis de sódio e cloreto na urina, retenção
urinária (em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinário);
nefrocalcinose / nefrolitíase em crianças prematuras e falência
renal.

Distúrbios gastrintestinais

Incomum

Náuseas.

Raro

Vômitos, diarreia.

Muito raro

Pancreatite aguda (inflamação no pâncreas).

Distúrbios hepatobiliares

Muito raro

Colestase (parada ou dificuldade da excreção da bile), aumento
nas transaminases (uma enzima presente nas células do fígado).

Distúrbios auditivos e do labirinto

Incomum

Alterações na audição, embora geralmente de caráter transitório,
particularmente em pacientes com insuficiência renal,
hipoproteinemia (ex: síndrome nefrótica) e/ou quando furosemida
intravenosa for administrada rapidamente. Casos de surdez, algumas
vezes irreversível, foram reportados após administração oral ou IV
de furosemida.

Muito raro

Tinido (zumbido no ouvido).

Distúrbios no tecido subcutâneo e pele

Incomum

Prurido, urticária, rash, dermatite bolhosas, eritema
multiforme, penfigoide, dermatite esfoliativa, púrpura (erupções
cutâneas diversas), reações de fotossensibilidade (sensibilidade
exagerada da pele à luz).

Desconhecido

Síndrome de Stevens-Johnson (forma grave de reação alérgica
caracterizada por bolhas em mucosas e grandes áreas do corpo),
necrólise epidérmica tóxica (quadro grave, caracterizado por
erupção generalizada, com bolhas rasas extensas e áreas de necrose
epidérmica), pustulose exantemática generalizada aguda – PEGA
(forma grave de reação alérgica caracterizada pelo desenvolvimento
abrupto de pústulas não foliculares sobre áreas de vermelhidão,
acompanhadas por febre alta e aumento do número de células brancas
no sangue), DRESS (rash ao fármaco com eosinofilia
(aumento do número de um tipo de célula branca do sangue chamado
eosinófilo) e sintomas sistêmicos) e reações liquenoides (reações
imunológicas que ocorrem em mucosas).

Distúrbios do sistema imune (de defesa do
organismo)

Raro

Reações anafiláticas (reação alérgica grave e imediata que pode
levar à morte) ou anafilactoides severas (ex: com choque – colapso
circulatório ou estado fisiológico em que existe um fluxo sanguíneo
inadequado para os tecidos e células do corpo).

Desconhecido

Agravamento ou início de manifestação de lúpus eritematoso
sistêmico.

Raro

Parestesia (sensação anormal como ardor, formigamento e coceira,
percebidos na pele e sem motivo aparente).

Comum

Encefalopatia hepática (disfunção do sistema nervoso central em
associação com falência do fígado) em pacientes com insuficiência
na função do fígado.

Desconhecido

Vertigem (tontura), desmaio ou perda e consciência, cefaleia
(dor de cabeça).

Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo

Comum

Hemoconcentração.

Incomum

Trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas
sanguíneas).

Raro

Leucopenia (redução de células brancas no sangue),
eosinofilia.

Muito raro

Agranulocitose (diminuição acentuada na contagem de células
brancas do sangue), anemia aplástica (doença em que a medula óssea
produz quantidade insuficiente de glóbulos vermelhos, glóbulos
brancos e plaquetas) ou anemia hemolítica (diminuição do número de
glóbulos vermelhos do sangue).

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido
conjuntivo

Desconhecido

Casos de rabdomiólise (lesão muscular que pode levar a
insuficiência renal aguda) foram relatados, muitas vezes na
situação de hipopotassemia severa (vide item Quando não devo usar
este medicamento?).

Distúrbios congênito e genético/familiar

Desconhecido

Risco aumentado de persistência do ducto arterioso quando
furosemida for administrada a crianças prematuras durante as
primeiras semanas de vida.

Distúrbios gerais e condições no local da
administração

Raro

Febre.

Desconhecido

Dor local após injeção intramuscular.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Furosetron

Gravidez e amamentação

A furosemida atravessa a barreira placentária. Portanto, não
deve ser administrada durante a gravidez a menos que estritamente
indicada e por curtos períodos de tempo. O tratamento durante a
gravidez requer controle periódico do crescimento fetal.

No período da amamentação, quando o uso de furosemida for
considerado necessário, deve ser lembrado que a furosemida passa
para o leite e inibe a lactação. É aconselhável interromper a
amamentação durante o uso de furosemida.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista

.

Pacientes idosos

Em pacientes idosos, a eliminação de furosemida é diminuída
devido à redução na função dos rins. A ação diurética da furosemida
pode levar ou contribuir para hipovolemia e desidratação,
especialmente em pacientes idosos. A diminuição grave de fluidos
pode levar a hemoconcentração (concentração do sangue com aumento
da sua densidade e viscosidade) com tendência ao desenvolvimento de
tromboses (formação, desenvolvimento ou presença de um trombo ou
coágulo no interior de um vaso sanguíneo).

Crianças

Controle cuidadoso é necessário em crianças prematuras pela
possibilidade de desenvolvimento de nefrolitíase (formação de pedra
nos rins) e nefrocalcinose (deposição sais de cálcio nos tecidos
dos rins). Nestes casos, a função dos rins deverá ser controlada e
uma ultrassonografia deverá ser realizada.

Caso a furosemida seja administrada a crianças prematuras
durante as primeiras semanas de vida pode aumentar o risco de
persistência de ducto de Botallo (persistência do canal arterial,
um tipo de malformação cardíaca congênita).

Composição do Furosetron

Cada mL da solução injetável contém:

Furosemida

10 mg

Excipientes* q.s.p.

1 mL

*Cloreto de sódio, hidróxido de sódio e água para
injetáveis.

Apresentação do Furosetron


Solução injetável 10 mg/mL. Embalagem contendo 50 ampolas com 2
mL.

Via de administração: intravenosa ou
intramuscular.

Uso adulto e pediátrico.

Superdosagem do Furosetron

Sintomas

O quadro clínico da superdose aguda e crônica com furosemida
depende fundamentalmente da extensão e consequências da perda de
eletrólitos e fluidos como, por exemplo, hipovolemia, desidratação,
hemoconcentração, arritmias cardíacas (descompasso dos batimentos
do coração). Os sintomas destas alterações incluem queda severa da
pressão sanguínea (progredindo para choque), insuficiência aguda
dos rins, trombose, estado de delírio, paralisia flácida (paralisia
na qual os músculos afetados perdem o tônus e pode ocorrer
diminuição dos reflexos), apatia (sem emoção, insensível) e
confusão.

Tratamento

Não se conhece antídoto específico para a furosemida.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Furosetron

Medicamento-Medicamento

Associações desaconselhadas

Hidrato de cloral

Sensação de calor, transpiração (suor), agitação, náusea,
aumento da pressão arterial (pressão do sangue) e taquicardia
(aceleração do ritmo cardíaco) podem ocorrer em casos isolados após
a administração intravenosa da furosemida dentro das 24 horas da
ingestão de hidrato de cloral. Portanto, não é recomendado o uso
concomitante de furosemida e hidrato de cloral.

Antibióticos aminoglicosídicos e outros medicamentos que
podem ser tóxicos ao ouvido

A furosemida pode potencializar a ototoxicidade (toxicidade ao
ouvido) causada por antibióticos aminoglicosídicos e outros
fármacos ototóxicos, visto que os efeitos resultantes sobre a
audição podem ser irreversíveis. Esta combinação de fármacos deve
ser restrita à indicação médica.

Precauções de uso

Cisplatina

Existe risco de toxicidade ao ouvido quando da administração
concomitante de cisplatina e furosemida. Além disto, a toxicidade
aos rins da cisplatina pode ser aumentada caso a furosemida não
seja administrada em baixas doses (ex: 40 mg em pacientes com
função renal normal) e com balanço de fluidos positivo quando
utilizada para obter-se diurese (aumento da produção e eliminação
da urina) forçada durante o tratamento com cisplatina.

Sais de lítio

A furosemida diminui a excreção de sais de lítio e pode causar
aumento dos níveis sanguíneos de lítio, resultando em aumento do
risco de toxicidade do lítio, incluindo aumento do risco de efeitos
tóxicos do lítio ao coração e ao sistema nervoso. Desta forma,
recomenda-se que os níveis sanguíneos de lítio sejam cuidadosamente
monitorizados em pacientes que recebem esta combinação.

Medicamentos que inibem a enzima conversora da
angiotensina (ECA)

Pacientes que estão recebendo diuréticos podem sofrer queda
acentuada da pressão arterial e prejuízo da função dos rins,
incluindo casos de insuficiência dos rins, especialmente quando um
inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA) ou antagonista
do receptor de angiotensina II, é administrado pela primeira vez ou
tem sua dose aumentada pela primeira vez. Deve-se considerar
interrupção da administração da furosemida temporariamente ou, ao
menos, reduzir a dose de furosemida por 3 dias antes de iniciar o
tratamento com ou antes de aumentar a dose de um inibidor da ECA ou
antagonista do receptor de angiotensina II.

Risperidona

Cautela deve ser adotada e os riscos e benefícios desta
combinação ou tratamento concomitante com furosemida ou com outros
diuréticos potentes devem ser considerados antes da decisão de uso.
Foi observado aumento de mortalidade em pacientes idosos com
demência tratados com furosemida mais risperidona.

Portanto, deve ser ponderado o risco-benefício do tratamento
concomitante com estas duas medicações. Não houve aumento de
mortalidade em pacientes usando outros diuréticos associados à
risperidona. Independentemente do tratamento, a desidratação foi um
fator de risco para maior mortalidade e, portanto, deve ser evitada
em pacientes idosos com demência.

Levotiroxina

Altas doses de furosemida podem inibir a ligação de hormônios
tireoidiano às proteínas transportadoras e, assim, levar a um
aumento transitório inicial de hormônio tireoidiano livre, seguido
de uma redução geral nos níveis de hormônio tireoidiano total. Os
níveis de hormônio tireoidiano devem ser monitorados.

Associações a considerar

Anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs)

Agentes anti-inflamatórios não esteroidais (incluindo ácido
acetilsalicílico) podem diminuir a ação da furosemida. Em pacientes
com diminuição do líquido circulante nos vasos ou desidratação, a
administração de AINEs pode causar uma diminuição aguda da função
dos rins. A toxicidade do salicilato pode ser aumentada pela
furosemida.

Fenitoína

Pode ocorrer diminuição do efeito da furosemida após
administração concomitante de fenitoína.

Fármacos tóxicos aos rins

A furosemida pode potencializar os efeitos nocivos de fármacos
tóxicos aos rins.

Corticosteroides, carbenoxolona, alcaçuz e
laxantes

O uso concomitante de furosemida com corticosteroides,
carbenoxolona, alcaçuz em grandes quantidades e o uso prolongado de
laxantes, pode aumentar o risco de desenvolvimento de
hipopotassemia.

Outros medicamentos, por exemplo, preparações de
digitálicos (para tratar doenças do coração) e medicamentos que
induzem a síndrome de prolongamento do intervalo QT

Algumas alterações eletrolíticas. (ex: hipopotassemia,
hipomagnesemia, ou seja, redução dos níveis de potássio ou de
magnésio no sangue, respectivamente) podem aumentar a toxicidade
destes fármacos.

Medicamentos anti-hipertensivos, diuréticos ou outros que
potencialmente diminuem a pressão sanguínea quando administrados
concomitantemente com a furosemida podem provocar uma queda mais
pronunciada da pressão sanguínea.

Probenecida, metotrexato e outros fármacos, que assim como a
furosemida, são secretados significativamente por via tubular
renal, podem reduzir o efeito da furosemida. Por outro lado, a
furosemida pode diminuir a eliminação renal destes fármacos. Em
caso de tratamento com altas doses (particularmente, tanto a
furosemida como outros medicamentos), pode haver aumento dos níveis
no sangue e dos riscos de efeitos adversos resultantes da
furosemida ou do tratamento concomitante.

Antidiabéticos (medicamento para tratar diabetes) e
medicamentos hipertensores simpatomiméticos (aumentam a pressão
arterial atuando no sistema nervoso simpático, como epinefrina,
norepinefrina)

Os efeitos destes fármacos podem ser reduzidos quando
administrados com furosemida.

Teofilina ou relaxantes musculares do tipo
curare

Os efeitos destes fármacos podem aumentar quando administrados
com furosemida.

Cefalosporinas

Insuficiência dos rins pode se desenvolver em pacientes
recebendo simultaneamente tratamento com furosemida e altas doses
de certas cefalosporinas.

Ciclosporina A

O uso concomitante de ciclosporina A e furosemida está associado
com aumento do risco de artrite gotosa (doença reumática
caracterizada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico junto a
articulações e/ou outros órgãos) subsequente à hiperuricemia
induzida por furosemida e à insuficiência da ciclosporina na
excreção de urato pelos rins.

Pacientes de alto risco para nefropatia por radiocontraste
(doença dos rins causada por radiocontraste, uma substância usada
para fazer diagnóstico por imagem) tratados com furosemida
demonstraram maior incidência de deteriorização na função dos rins
após receberem radiocontraste quando comparados a pacientes de alto
risco que receberam somente hidratação intravenosa antes de
receberem radiocontraste.

Medicamento-Alimento

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interação entre
alimentos e Furosetron® solução injetável.

Medicamento-Exame laboratorial e não
laboratorial

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de
furosemida em exames laboratoriais.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Interação Alimentícia do Furosetron

Pode ocorrer alteração da absorção de Furosemida (substância
ativa) quando administrada com alimentos, portanto, recomenda-se
que os comprimidos sejam tomados com o estômago vazio.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Ação da Substância Furosetron

Resultado de Eficácia


O uso da Furosemida (substância ativa) tem indicação desde o
período neonatal (Benitz et al, 1995) até a idade adulta
(Avery,1981) nos casos de edema das mais variadas formas,
insuficiência cardíaca, indução de diurese e crises
hipertensivas.

O estudo de Magrini F et al. (1987) confirma a eficácia de
Furosemida (substância ativa) nos casos de insuficiência cardíaca e
aumento da resistência vascular coronariana. O estudo de Paterna S.
et al (1999) também mostrou, com muita propriedade, a eficácia e a
boa tolerabilidade de Furosemida (substância ativa) no tratamento
de 30 pacientes adultos, com idades entre 65 e 85 anos portadores
de insuficiência cardíaca congestiva. Este efeito também foi
demonstrado no estudo de Gottlieb SS et al. (1998).

O benefício e a segurança do uso de Furosemida (substância
ativa) em 46 crianças que foram submetidas a cirurgias cardíacas e
usaram de forma contínua o medicamento Furosemida (substância
ativa) foram confirmadas no estudo randomizado de Klinge JM et al.
(1997).

O estudo randomizado de Van der Vorst MM et al (2006),
envolvendo 44 pacientes portadores de insuficiência cardíaca nos
graus III e IV, demonstrou que Furosemida (substância ativa) via
oral também é eficaz, mesmo em quadros graves, como os envolvidos
no estudo. Assim como no estudo de Paterna S et al (1999), Eterno
FT et al. (1998) confirmaram que o uso de diuréticos como a
Furosemida (substância ativa) melhora a compensação cardíaca, reduz
edemas e melhora, em curto prazo, a capacidade física e a qualidade
de vida dos pacientes.

Referências bibliogáficas

Benitz WE amp; Tatro DS: The
Pediatric Drug Handbook, 3rd. Mosby-Year Book, Inc, St Louis, MO,
1995.
Avery GB: Neonatology: Pathophysiology and Management of the
Newborn, 2nd. JB Lippincott Company, Philadelphia, PA, 1981.
Magrini F, et al. Converting-enzyme inhibition and coronary blood
flow. Circulation 1987 Jan;75(1 Pt 2):I168- 74.
Paterna S, et al. Tolerability and efficacy of high-dose furosemide
and small-volume hypertonic saline solution in refractory
congestive heart failure. Adv Ther 1999 Sep-Oct;16(5):219-28.
Klinge JM, et al. Intermittent administration of furosemide versus
continuous infusion in the postoperative management of children
following open heart surgery. Intensive Care Med 1997
Jun;23(6):693-7.
Van der Vorst MM, et al. Evaluation of furosemide regimens in
neonates treated with extracorporeal membrane oxygenation. Crit
Care 2006;10(6):R168.
Gottlieb SS, et al. The effects of diuresis on the pharmacokinetics
of the loop diuretics furosemide and torsemide in patients with
heart failure. Am J Med 1998 Jun;104(6):533-8.
Eterno FT, et al. Diuréticos melhoram a capacidade funcional em
pacientes com insuficiência cardíaca congestiva. Arq Bras Cardiol
1998;70(5):315-20.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Características Farmacológicas


Mecanismo de ação

A Furosemida (substância ativa) é um diurético de alça que
produz um efeito diurético potente com início de ação rápido e de
curta duração. A Furosemida (substância ativa) bloqueia o sistema
cotransportador de Na+K+2Cl- localizado na membrana celular luminal
do ramo ascendente da alça de Henle; portanto, a eficácia da ação
salurética da Furosemida (substância ativa) depende do fármaco
alcançar o lúmen tubular via um mecanismo de transporte aniônico. A
ação diurética resulta da inibição da reabsorção de cloreto de
sódio neste segmento da alça de Henle. Como resultado, a excreção
fracionada de sódio pode alcançar 35% da filtração glomerular de
sódio. Os efeitos secundários do aumento da excreção de sódio são
excreção urinária aumentada (devido ao gradiente osmótico) e
aumento da secreção tubular distal de potássio. A excreção de íons
cálcio e magnésio também é aumentada.

A Furosemida (substância ativa) interrompe o mecanismo de
retorno (feedback) do túbulo glomerular da mácula densa, com o
resultado de não atenuação da atividade salurética. A Furosemida
(substância ativa) causa estimulação dose-dependente do sistema
renina-angiotensina-aldosterona.

Na insuficiência cardíaca, a Furosemida (substância ativa)
produz uma redução aguda da pré-carga cardíaca (pela dilatação da
capacidade venosa). Este efeito vascular precoce parece ser mediado
por prostaglandina e pressupõe uma função renal adequada com
ativação do sistema renina-angiotensina e síntese de prostaglandina
intacta. Além disso, devido ao seu efeito natriurético, a
Furosemida (substância ativa) reduz a reatividade vascular das
catecolaminas, que é elevada em pacientes hipertensos.

A eficácia anti-hipertensiva da Furosemida (substância ativa) é
atribuída ao aumento da excreção de sódio, redução do volume
sanguíneo e redução da resposta do músculo liso vascular ao
estímulo vasoconstritor.

Propriedades farmacodinâmicas

O efeito diurético da Furosemida (substância ativa) ocorre
dentro de 15 minutos após a administração da dose intravenosa e
dentro de 1 hora após a administração da dose oral.

O aumento dose-dependente da diurese e natriurese foi
demonstrado em indivíduos sadios recebendo doses de Furosemida
(substância ativa) de 10 mg até 100 mg. A duração da ação é de
aproximadamente 3 horas após uma dose intravenosa de 20 mg e de 3 a
6 horas após uma dose oral de 40 mg em indivíduos sadios.

O efeito da Furosemida (substância ativa) é reduzido, caso
ocorra diminuição da secreção tubular ou da ligação da albumina
intratubular ao fármaco.

Propriedades farmacocinéticas

A influência da administração concomitante de alimentos na
absorção da Furosemida (substância ativa) depende da forma
farmacêutica.

O volume de distribuição de Furosemida (substância ativa) é de
0,1 a 0,2 litros por kg de peso corpóreo. O volume de distribuição
pode ser maior dependendo da doença de base.

A Furosemida (substância ativa) liga-se fortemente às proteínas
plasmáticas (mais de 98%), principalmente à albumina.

A Furosemida (substância ativa) é eliminada principalmente na
forma de fármaco inalterado, primariamente pela secreção no túbulo
proximal. Após administração intravenosa, 60 a 70% da dose de
Furosemida (substância ativa) é excretada desta forma. O metabólito
glicuronideo da Furosemida (substância ativa) equivale a 10 a 20%
das substâncias recuperadas na urina. O restante da dose é
excretado nas fezes, provavelmente após secreção biliar.

A Furosemida (substância ativa) é excretada no leite materno. A
Furosemida (substância ativa) atravessa a barreira placentária e é
transferida ao feto lentamente. Por esta razão, observa-se no feto
e no recém-nascido as mesmas concentrações de Furosemida
(substância ativa) que na mãe.

Exclusivo Furosemida (substância ativa) Comprimido
40 mg

A Furosemida (substância ativa) é rapidamente absorvida pelo
trato gastrointestinal. O Tmáx é de 1 a 1,5 horas para os
comprimidos de 40 mg. A absorção do fármaco demonstra grande
variabilidade intra e interindividual.

A biodisponibilidade da Furosemida (substância ativa) em
voluntários sadios é de aproximadamente 50% a 70% para os
comprimidos. Em pacientes, a biodisponibilidade do fármaco é
influenciada por vários fatores incluindo doenças de base, e pode
ser reduzida a 30% (por exemplo, na síndrome nefrótica).

Exclusivo Furosemida (substância ativa) Solução
Injetável 10 mg/mL

A meia-vida terminal da Furosemida (substância ativa) após a
administração intravenosa é de aproximadamente 1 a 1,5 horas.

Insuficiência renal

A biodisponibilidade da Furosemida (substância ativa) não é
alterada em pacientes com insuficiência renal terminal. Em
insuficiência renal, a eliminação de Furosemida (substância ativa)
é diminuída e a meia-vida prolongada; a meia-vida terminal pode ser
de até 24 horas em pacientes com insuficiência renal severa.

Na síndrome nefrótica, a redução na concentração das proteínas
plasmáticas leva à concentrações mais altas de Furosemida
(substância ativa) livre. Por outro lado, a eficácia de Furosemida
(substância ativa) é reduzida nestes pacientes devido à ligação
intratubular da albumina e diminuição da secreção tubular.

A Furosemida (substância ativa) é pouco dialisável em pacientes
sob hemodiálise, diálise peritoneal e CAPD (Diálise Peritonial
Ambulatorial Contínua).

Insuficiência Hepática

Em insuficiência hepática, a meia-vida de Furosemida (substância
ativa) é aumentada em 30% a 90%, principalmente devido ao maior
volume de distribuição. Além disso, neste grupo de pacientes existe
uma ampla variação em todos os parâmetros farmacocinéticos.

Idosos, insuficiência cardíaca congestiva e hipertensão
severa

Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão
severa ou em pacientes idosos, a eliminação de Furosemida
(substância ativa) é diminuída devido à redução na função
renal.

Pacientes pediátricos

Em crianças prematuras ou nascidas à termo, dependendo da
maturidade dos rins, a eliminação de Furosemida (substância ativa)
pode estar diminuída. O metabolismo do fármaco também é reduzido
caso a capacidade de glucuronização da criança esteja prejudicada.
A meia-vida terminal é menor do que 12 horas em crianças com mais
de 33 semanas de idade pós-concepção. Em crianças com 2 meses ou
mais, o “clearance” terminal é o mesmo dos adultos.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Cuidados de Armazenamento do Furosetron

Furosetron® solução injetável deve ser mantido em
temperatura ambiente entre 15°C e 30ºC, proteger da luz.

Prazo de validade:

36 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade
vencido.

Guarde-o em sua embalagem original.

Característica do medicamento

Estabilidade de Furosetron® solução injetável após
diluição

Furosetron® solução injetável mantém-se estável por
aproximadamente 24 horas, após diluição com solução de cloreto de
sódio a 0,9 % ou Solução de Ringer, em temperatura ambiente entre
15°C e 30ºC, protegida da luz.

Características do medicamento

Solução inodora límpida, incolor à levemente amarelada, isenta
de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Furosetron

Reg. MS nº 1.1637.0124

Farm. Resp.:

Eliza Yukie Saito
CRF-SP n° 10.878

Registrado por:

Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares km 30,5 – n° 2833 – Prédio 100
CEP 06705-030
Cotia – SP
Indústria Brasileira

Fabricado por:

Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0013-01
Rua Adherbal Stresser, 84
CEP 05566-000
São Paulo – SP
Indústria Brasileira

Furosetron, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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