Furosemida Pharlab Bula

Furosemida Pharlab

  • Inchaço devido a doenças do coração e doenças do fígado (ex:
    ascite);
  • Inchaço devido a doenças dos rins, insuficiência cardíaca aguda
    (redução grave da função do coração), especialmente no inchaço
    pulmonar (administração conjunta com outras medidas
    terapêuticas);
  • eliminação urinária reduzida devido a gestose – doença
    hipertensiva que pode ocorrer no último trimestre da gestação, mais
    comum em mulheres na primeira gravidez (após restauração do volume
    de líquidos ao normal);
  • Inchaços cerebrais como medida de suporte;
  • Inchaços devido a queimaduras;
  • Crises hipertensivas (em adição a outras medidas
    anti-hipertensivas);
  • Indução de diurese forçada (facilita a eliminação da urina) em
    envenenamentos.

Como o Furosemida Pharlab funciona?

Furosemida apresenta efeito diurético (promove a excreção da
urina) e anti-hipertensivo (auxilia no tratamento da pressão alta).
O início de ação ocorre em 15 minutos após a administração
intravenosa do produto.

Contraindicação do Furosemida – Pharlab

Furosemida injetável não deve ser usado em pacientes
com

  • Insuficiência dos rins com anúria (parada total da eliminação
    de urina);
  • Pré-coma e coma devido a problemas associado com encefalopatia
    do fígado (disfunção do sistema nervoso central em associação com
    falência do fígado);
  • Hipopotassemia severa (redução nos níveis de potássio no
    sangue);
  • Hiponatremia severa (redução nos níveis de sódio no
    sangue);
  • Desidratação ou hipovolemia (diminuição do volume líquido
    circulante nos vasos sanguíneos), com ou sem queda da pressão
    sanguínea;
  • Alergia à furosemida, às sulfonamidas ou a qualquer componente
    da fórmula.

Este medicamento é contraindicado para uso por
lactantes.

Não há contraindicação relativa a faixas
etárias.

Como usar o Furosemida – Pharlab

A administração intravenosa de furosemida é indicada em todos os
casos onde a administração oral (furosemida comprimidos) não é
possível ou é ineficaz (por exemplo: absorção intestinal
prejudicada) ou em casos onde um rápido efeito é necessário.

A administração intravenosa deve ser realizada lentamente, não
excedendo a velocidade de infusão de 4 mg/min. Em pacientes com
insuficiência renal severa (creatinina sérica gt; 5 mg/dL),
recomenda-se não exceder a velocidade de infusão de 2,5 mg/min.

A administração intramuscular deve ser restrita a casos
excepcionais nos quais a administração oral (furosemida
comprimidos) ou intravenosa (furosemida solução injetável) não são
possíveis. A administração intramuscular não é adequada ao
tratamento de condições agudas como edema pulmonar.

A substituição da administração parenteral (furosemida solução
injetável) para oral (furosemida comprimidos) deve ser realizada
assim que possível.

A solução injetável de furosemida tem pH aproximado a 9 sem
capacidade de tamponamento. Por esta razão, o ingrediente
ativo pode precipitar em valores de pH inferiores a 7. Portanto, no
caso de diluição de furosemida solução injetável, deve-se ter
cautela para que o pH da solução esteja dentro de uma variação de
levemente alcalino para neutro. Solução salina normal é adequada
como diluente.

Furosemida solução injetável não deve ser misturada com outros
medicamentos na mesma seringa de injeção ou durante infusão.

Posologia

A menos que seja prescrito de modo diferente, recomenda-se o
seguinte esquema:

Adultos e adolescentes acima de 15 anos

A dose inicial para adultos e adolescentes de 15 anos em diante
é de 20 a 40 mg (1 a 2 ampolas) de furosemida por via intravenosa
ou via intramuscular.

Se após uma dose única de 20 a 40 mg de furosemida (1 a 2
ampolas) o efeito diurético não for satisfatório, a dose pode ser
gradualmente aumentada, em intervalos de 2 horas, de 20 mg (1
ampola) a cada vez, até que seja obtida diurese satisfatória. A
dose individual assim estabelecida deve depois ser administrada uma
ou duas vezes por dia.

A duração do tratamento deve ser determinada pelo médico,
dependendo da natureza e gravidade da doença.

Lactentes e crianças abaixo de 15 anos

É indicada a administração parenteral (se necessário, infusão
gota a gota) somente em condições de risco de vida.

Para injeção intravenosa ou intramuscular, o esquema de
posologia é de 1 mg de furosemida por kg de peso corporal até um
máximo diário de 20 mg (1 ampola).

A terapia deve ser mudada para administração oral (furosemida
comprimidos) tão logo seja possível.

Edema pulmonar agudo

Administrar uma dose inicial de 40 mg de furosemida (2 ampolas)
por via intravenosa. Se a condição do paciente requerer, injetar
uma dose adicional de 20 a 40 mg de furosemida (1 a 2 ampolas) após
20 minutos. A posologia indicada para o tratamento é de 100 mg a
300 mg ao dia, por um período máximo de 48 horas.

Diurese forçada

Administrar 20 a 40 mg de furosemida (1 a 2 ampolas) em adição à
infusão de solução de eletrólitos.

O tratamento posterior depende da eliminação de urina e deve
incluir a substituição de perdas de líquido e de eletrólitos.

No envenenamento com substâncias ácidas ou básicas, a taxa de
eliminação pode ser aumentada ainda mais pela alcalinização ou
acidificação da urina, respectivamente. A posologia indicada para o
tratamento é de 100 mg a 300 mg ao dia, por um período máximo de 48
horas.

Não há estudos dos efeitos de furosemida administrado por vias
não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a
eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela
via intravenosa ou intramuscular, conforme recomendado pelo
médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento de seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Furosemida Pharlab?

Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que
possível. No entanto, se estiver próximo do horário da dose
seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo
determinado pela posologia.

Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico.

Precauções do Furosemida – Pharlab

O fluxo urinário deve ser sempre assegurado.

Em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinário (ex: em
pacientes com alterações de esvaziamento da bexiga, hiperplasia
prostática ou estreitamento da uretra), a produção aumentada de
urina pode provocar ou agravar a doença. Deste modo, estes
pacientes necessitam de monitorização cuidadosa, especialmente
durante a fase inicial do tratamento.

O tratamento com furosemida requer uma supervisão médica
regular. Uma cuidadosa vigilância se faz necessária principalmente
em pacientes com

  • Hipotensão (pressão baixa) ou com risco particular de
    pronunciada queda da pressão arterial (ex: pacientes com estenoses
    significativas das artérias coronárias ou das artérias que suprem o
    cérebro);
  • Diabetes mellitus latente ou manifesta: recomenda-se
    controle regular dos níveis de açúcar no sangue;
  • Gota (doença caracterizada pela deposição de cristais de ácido
    úrico junto a articulações e em outros órgãos) ou hiperuricemia
    (aumento do ácido úrico no sangue) recomenda-se controle
    regular do ácido úrico;
  • Insuficiência dos rins associada à doença severa do fígado
    (síndrome hepatorrenal);
  • Hipoproteinemia (baixos índices de proteínas do sangue), por
    exemplo, associada à síndrome nefrótica (o efeito da furosemida
    pode estar diminuído e sua ototoxicidade potencializada). É
    recomendada a titulação cuidadosa das doses de furosemida.

Durante tratamento com furosemida é geralmente recomendada a
monitorização regular dos níveis de sódio, potássio e creatinina no
sangue; é necessária monitorização particularmente cuidadosa em
casos de pacientes com alto risco de desenvolvimento de alterações
dessas substâncias ou em caso de perda adicional significativa de
fluidos (ex: devido a vômitos, diarreia ou suor intenso).

Hipovolemia (diminuição do volume líquido circulante nos vasos
sanguíneos) ou desidratação, bem como qualquer alteração
significativa eletrolítica ou ácido – base devem ser corrigidas.
Isto pode requerer a descontinuação temporária do medicamento.

Existe a possibilidade de agravar ou iniciar manifestação de
lúpus eritematoso sistêmico (doença que apresenta manifestações na
pele, coração, rins, articulações, entre outras).

Sensibilidade cruzada

Pacientes hipersensíveis (alérgicos) a antibióticos do tipo
sulfonamidas ou sulfonilureias podem apresentar sensibilidade
cruzada com o medicamento.

Este medicamento pode causar
doping.

Interações medicamentosas

Medicamento – Medicamento

Associações desaconselhadas

Hidrato de cloral

Sensação de calor, transpiração (suor), agitação, náusea,
aumento da pressão arterial (pressão do sangue) e taquicardia
(aceleração do ritmo cardíaco) podem ocorrer em casos isolados após
a administração intravenosa da furosemida dentro das 24 horas da
ingestão de hidrato de cloral. Portanto, não é recomendado o uso
concomitante de furosemida e hidrato de cloral.

Antibióticos aminoglicosídicos e outros medicamentos que
podem ser tóxicos ao ouvido

A furosemida pode potencializar a ototoxicidade (toxicidade ao
ouvido) causada por antibióticos aminoglicosídicos e outros
fármacos ototóxicos, visto que os efeitos resultantes sobre a
audição podem ser irreversíveis. Esta combinação de fármacos deve
ser restrita à indicação médica.

Precauções de uso

Cisplatina

Existe risco de toxicidade ao ouvido quando da administração
concomitante de cisplatina e furosemida. Além disto, a toxicidade
renal da cisplatina pode ser aumentada caso a furosemida não seja
administrada em baixas doses (ex: 40 mg em pacientes com função
renal normal) e com balanço de fluidos positivo quando utilizada
para obter-se diurese (aumento da produção e eliminação da urina)
forçada durante o tratamento com cisplatina.

Sais de lítio

A furosemida diminui a excreção de sais de lítio e pode causar
aumento dos níveis sanguíneos de lítio, resultando em aumento do
risco de toxicidade do lítio, incluindo aumento do risco de efeitos
tóxicos do lítio ao coração e ao sistema nervoso. Desta forma,
recomenda-se que os níveis sanguíneos de lítio sejam cuidadosamente
monitorizados em pacientes que recebem esta combinação.

Medicamentos que inibem a enzima conversora da
angiotensina (ECA)

Pacientes que estão recebendo diuréticos podem sofrer queda
acentuada da pressão arterial e prejuízo da função dos rins,
incluindo casos de insuficiência dos rins, especialmente quando um
inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA) ou antagonista
do receptor de angiotensina II, é administrado pela primeira vez ou
tem sua dose aumentada pela primeira vez.

Deve-se considerar interrupção da administração da furosemida
temporariamente ou, ao menos, reduzir a dose de furosemida por 3
dias antes de iniciar o tratamento com, ou antes, de aumentar a
dose de um inibidor da ECA ou antagonista do receptor de
angiotensina II.

Risperidona

Cautela deve ser adotada e os riscos e benefícios desta
combinação ou tratamento concomitante com furosemida ou com outros
diuréticos potentes devem ser considerados antes da decisão de uso.
Foi observado aumento de mortalidade em pacientes idosos com
demência tratados com furosemida mais risperidona.

Portanto, deve ser ponderado o risco-benefício do tratamento
concomitante com estas duas medicações.

Não houve aumento de mortalidade em pacientes usando outros
diuréticos associados à risperidona. Independentemente do
tratamento, a desidratação foi um fator de risco para maior
mortalidade e, portanto, deve ser evitada em pacientes idosos com
demência.

Levotiroxina

Altas doses de furosemida podem inibir a ligação de hormônios
tireoidianos às proteínas transportadoras e, assim, levar a um
aumento transitório inicial de hormônio tireoidiano livre, seguido
de uma redução geral nos níveis de hormônio tireoidiano total. Os
níveis de hormônio tireoidiano devem ser monitorados.

Associações a considerar

Anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs)

Agentes anti-inflamatórios não esteroidais, (incluindo ácido
acetilsalicílico) podem diminuir a ação da furosemida.

Em pacientes com diminuição do líquido circulante nos vasos ou
desidratação, a administração de AINEs pode causar uma diminuição
aguda da função dos rins. A toxicidade do salicilato pode ser
aumentada pela furosemida.

Fenitoína

Pode ocorrer diminuição do efeito da furosemida após
administração concomitante de fenitoína.

Fármacos tóxicos aos rins

A furosemida pode potencializar os efeitos nocivos de fármacos
tóxicos aos rins.

Corticosteroides, carbenoxolona, alcaçuz e
laxantes

O uso concomitante de furosemida com corticosteroides,
carbenoxolona, alcaçuz em grandes quantidades e uso prolongado de
laxantes, pode aumentar o risco de desenvolvimento de
hipopotassemia.

Outros medicamentos, por exemplo, preparações de
digitálicos (para tratar doenças do coração) e medicamentos que
induzem a síndrome de prolongamento do intervalo QT

Algumas alterações eletrolíticas (ex: hipopotassemia,
hipomagnesemia, ou seja, redução dos níveis de potássio ou de
magnésio no sangue, respectivamente) podem aumentar a toxicidade
destes fármacos.

Medicamentos anti-hipertensivos, diuréticos ou outros que
potencialmente diminuem a pressão sanguínea quando forem
administrados concomitantemente com a furosemida, pode ser
observada uma queda mais pronunciada da pressão sanguínea.

Probenecida, metotrexato e outros fármacos, que assim como a
furosemida, são secretados significativamente pelos rins e podem
reduzir o efeito da furosemida. Por outro lado, a furosemida pode
diminuir a eliminação renal destes fármacos. Em caso de tratamento
com altas doses (particularmente, de ambos, furosemida e outros
medicamentos), pode haver aumento dos níveis no sangue e dos riscos
de efeitos adversos devido a furosemida ou ao tratamento
concomitante.

Antidiabéticos (medicamento para tratar diabetes) e medicamentos
hipertensores simpatomiméticos (aumentam a pressão arterial atuando
no sistema nervoso, como epinefrina, norepinefrina): os efeitos
destes fármacos podem ser reduzidos quando administrados com
furosemida.

Teofilina ou relaxantes musculares do tipo
curare

Os efeitos destes fármacos podem aumentar quando administrados
com furosemida.

Cefalosporina

Insuficiência dos rins pode se desenvolver em pacientes
recebendo simultaneamente tratamento com furosemida e altas doses
de certas cefalosporinas.

Ciclosporina A

O uso concomitante de ciclosporina A e furosemida está associado
com aumento do risco de artrite gotosa (doença reumática
caracterizada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico junto a
articulações e/ou em outros órgãos) subsequente à hiperuricemia
induzida por furosemida e à insuficiência da ciclosporina na
excreção de urato pelos rins.

Radiocontraste

Pacientes de alto risco para nefropatia por radiocontraste
(doença dos rins causada por radiocontraste, uma substância usada
para fazer diagnóstico por imagem) tratados com furosemida
demonstraram maior incidência de deteriorização na função dos rins
após receberem radiocontraste quando comparados a pacientes de alto
risco que receberam somente hidratação intravenosa antes de
receberem radiocontraste.

Medicamento – Alimento

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interação entre
alimentos e furosemida injetável.

Medicamento – Exame laboratorial e não
laboratorial

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de
furosemida em exames laboratoriais.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum
outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Furosemida – Pharlab

A seguinte taxa de frequência é utilizada, quando
aplicável

  • Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Reação comum (ocorre entre 1% a 10% dos pacientes que utilizam
    este medicamento).
  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% a 1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Reação rara (ocorre entre 0,01% a 0,1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Desconhecido: não pode ser estimado a partir dos dados
    disponíveis.

Classe de sistema de órgãos

Categoria de frequência

Reações adversas

Distúrbios metabólico e nutricional Muito comum Distúrbios
eletrolíticos, incluindo sintomáticos (variação de eletrólitos
causando efeitos no organismo), desidratação e hipovolemia,
especialmente em pacientes idosos, aumento nos níveis de creatinina
e triglicérides no sangue
Comum Hiponatremia,
hipocloremia (redução nos níveis de cloreto no sangue),
hipopotassemia (redução nos níveis de potássio no sangue), aumento
nos níveis de colesterol e ácido úrico no sangue, crises de gota e
aumento no volume urinário
Incomum Tolerância à glicose
diminuída; o diabetes mellitus latente pode se manifestar
Desconhecido Hipocalcemia (redução
nos níveis de cálcio no sangue), hipomagnesemia, aumento nos níveis
de ureia no sangue e alcalose metabólica (desequilíbrio
ácido-básico no sangue), Síndrome de Bartter (grupo raro de doenças
que afetam os rins) no contexto de uso inadequado e/ou a longo
prazo da furosemida
Distúrbios vasculares Muito comum (para
infusão intravenosa)
Hipotensão incluindo
hipotensão ortostática (queda significativa da pressão arterial
após assumir a posição de pé)
Raro Vasculite (inflamação da
parede de um vaso sanguíneo)
Desconhecido Trombose
Distúrbios nos rins e urinário Comum Aumento no volume
urinário
Raro Nefrite
tubulointersticial (um tipo de inflamação nos rins)
Desconhecido Aumento nos níveis de
sódio e cloreto na urina, retenção urinária (em pacientes com
obstrução parcial do fluxo urinário); nefrocalcinose/nefrolitíase
em crianças prematuras e falência renal
Distúrbios gastrointestinais Incomum Náuseas
Raro Vômitos, diarreia
Muito raro Pancreatite aguda
(inflamação no pâncreas)
Distúrbios
hepatobiliares
Muito raro Colestase (parada ou
dificuldade da excreção da bile), aumento nas transaminases (uma
enzima presente nas células do fígado)
Distúrbios auditivos e do labirinto Incomum Alterações na audição,
embora geralmente de caráter transitório, particularmente em
pacientes com insuficiência renal, hipoproteinemia (ex: síndrome
nefrótica) e/ou quando furosemida intravenosa for administrada
rapidamente. Casos de surdez, algumas vezes irreversível, foram
reportados após administração oral ou IV de furosemida
Muito raro Tinido (zumbido no
ouvido)
Distúrbios no tecido subcutâneo e pele Incomum Prurido, urticária,
rash, dermatite bolhosas, eritema multiforme, penfigoide,
dermatite esfoliativa, púrpura (erupções cutâneas diversas),
reações de fotossensibilidade (sensibilidade exagerada da pele à
luz)
Desconhecido Síndrome de
Stevens-Johnson (forma grave de reação alérgica caracterizada por
bolhas em mucosas e grandes áreas do corpo), necrólise epidérmica
tóxica (quadro grave, caracterizado por erupção generalizada, com
bolhas rasas extensas e áreas de necrose epidérmica), pustulose
exantemática generalizada aguda – PEGA (forma grave de reação
alérgica caracterizada pelo desenvolvimento abrupto de pústulas não
foliculares sobre áreas de vermelhidão, acompanhadas por febre alta
e aumento do número de células brancas no sangue) e DRESS (rash ao
fármaco com eosinofilia (aumento do número de um tipo de célula
branca do sangue chamado eosinófilo) e sintomas sistêmicos)
Distúrbios do sistema imune (de defesa do organismo) Raro Reações anafiláticas
(reação alérgica grave e imediata que pode levar à morte) ou
anafilactoides severas (ex: com choque – colapso circulatório ou
estado fisiológico em que existe um fluxo sanguíneo inadequado para
os tecidos e células do corpo)
Desconhecido Agravamento ou início de
manifestação de lúpus eritematoso sistêmico
Distúrbios do sistema nervoso Raro Parestesia (sensação
anormal como ardor, formigamento e coceira, percebidos na pele e
sem motivo aparente)
Comum Encefalopatia hepática
(disfunção do sistema nervoso central em associação com falência do
fígado) em pacientes com insuficiência na função do fígado
Desconhecido Vertigem (tontura),
desmaio ou perda e consciência, cefaleia (dor de cabeça)
Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo Comum Hemoconcentração
Incomum Trombocitopenia
(diminuição no número de plaquetas sanguíneas)
Raro Leucopenia (redução de
células brancas no sangue), eosinofilia
Muito raro Agranulocitose
(diminuição acentuada na contagem de células brancas do sangue),
anemia aplástica (doença em que a medula óssea produz quantidade
insuficiente de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas),
anemia hemolítica (diminuição do número de glóbulos vermelhos do
sangue)
Distúrbios
musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
Desconhecido Casos de rabdomiólise
(lesão muscular que pode levar a insuficiência renal aguda) foram
relatados, muitas vezes na situação de hipopotassemia severa
Distúrbios congênito e
genético/familiar
Desconhecido Risco aumentado de
persistência do ducto arterioso quando furosemida for administrada
a crianças prematuras durante as primeiras semanas de vida
Distúrbios gerais e condições no local da administração Raro Febre
Desconhecido Dor local após injeção
intramuscular

Informe ao seu médico ou farmacêutico o aparecimento de
reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a
empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial do Furosemida – Pharlab

Gravidez e amamentação

A furosemida atravessa a barreira placentária. Portanto, não
deve ser administrada durante a gravidez a menos que estritamente
indicada e por curtos períodos de tempo. O tratamento durante a
gravidez requer controle periódico do crescimento fetal.

No período da amamentação, quando o uso de furosemida for
considerado necessário, deve ser lembrado que a furosemida passa
para o leite e inibe a lactação. É aconselhável interromper a
amamentação durante o uso de furosemida.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica.

Pacientes idosos

Em pacientes idosos, a eliminação de furosemida é diminuída
devido à redução na função dos rins.

A ação diurética da furosemida pode levar ou contribuir para
hipovolemia e desidratação, especialmente em pacientes idosos.

A diminuição grave de fluidos pode levar a hemoconcentração
(concentração do sangue com aumento da sua densidade e viscosidade)
com tendência ao desenvolvimento de tromboses (formação,
desenvolvimento ou presença de um trombo ou coágulo no interior de
um vaso sanguíneo).

Crianças

Controle cuidadoso é necessário em crianças prematuras pela
possibilidade de desenvolvimento de nefrolitíase (formação de pedra
nos rins) e nefrocalcinose (deposição de sais de cálcio nos tecidos
dos rins).

Nestes casos, a função dos rins deverá ser controlada e uma
ultrassonografia deverá ser realizada.

Alteração na capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas

Alguns efeitos adversos (ex: queda acentuada indesejável da
pressão sanguínea) podem prejudicar a capacidade em se concentrar e
reagir e, portanto, constitui um risco em situações em que suas
habilidades são especialmente importantes, como dirigir ou operar
máquinas.

Composição do Furosemida – Pharlab

Apresentações

Solução injetável apresentada em caixas com 5 ampolas de 2
mL.

Uso intravenoso ou intramuscular.

Uso adulto e pediátrico.

Composição

Cada 1 mL furosemida solução injetável
contém:

10 mg de furosemida.

Excipientes:

hidróxido de sódio e água para injetáveis.

Superdosagem do Furosemida – Pharlab

Sintomas

O quadro clínico da superdose aguda e crônica com furosemida
depende fundamentalmente da extensão e consequências da perda de
eletrólitos e fluidos como, por exemplo, hipovolemia, desidratação,
hemoconcentração, arritmias cardíacas (descompasso dos batimentos
do coração).

Os sintomas destas alterações incluem queda severa da pressão
sanguínea (progredindo para choque), insuficiência aguda dos rins,
trombose, estado de delírio, paralisia flácida (paralisia na qual
os músculos afetados perdem o tônus e pode ocorrer diminuição dos
reflexos), apatia (sem emoção, insensível) e confusão.

Tratamento

Não se conhece antídoto específico para a furosemida.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Furosemida –
Pharlab

Associações desaconselhadas

Hidrato de cloral

Sensação de calor, perspiração, agitação, náusea, aumento da
pressão arterial e taquicardia podem ocorrer em casos isolados após
a administração intravenosa da Furosemida (substância ativa) dentro
de 24 horas da ingestão de hidrato de cloral. Portanto, não é
recomendado o uso concomitante de Furosemida (substância ativa) e
hidrato de cloral.

Antibióticos aminoglicosídicos e outros medicamentos que
podem causar ototoxicidade

A Furosemida (substância ativa) pode potencializar a
ototoxicidade de antibióticos aminoglicosídicos e de outros
fármacos ototóxicos, visto que os efeitos resultantes sobre a
audição podem ser irreversíveis.

Esta combinação de fármacos deve ser restrita à indicação
médica.

Precauções de uso

Cisplatina

Existe risco de ototoxicidade quando da administração
concomitante de cisplatina e Furosemida (substância ativa). Além
disto, a nefrotoxicidade da cisplatina pode ser aumentada caso a
Furosemida (substância ativa) não seja administrada em baixas doses
(por exemplo, 40 mg em pacientes com função renal normal) e com
balanço de fluidos positivo quando utilizada para obter-se diurese
forçada durante o tratamento com cisplatina.

Sucralfato

A administração concomitante de Furosemida (substância ativa)
por via oral e sucralfato deve ser evitada, pois o sucralfato reduz
a absorção intestinal da Furosemida (substância ativa) e,
consequentemente, seu efeito. Aguardar pelo menos um período de 2
horas entre uma administração e outra.

Sais de lítio

A Furosemida (substância ativa) diminui a excreção de sais de
lítio e pode causar aumento dos níveis séricos de lítio, resultando
em aumento do risco de toxicidade do lítio, incluindo aumento do
risco de efeitos cardiotóxicos e neurotóxicos do lítio. Desta
forma, recomenda-se que os níveis séricos de lítio sejam
cuidadosamente monitorizados em pacientes que recebem esta
combinação.

Medicamentos inibidores da ECA

Pacientes que estão recebendo diuréticos podem sofrer hipotensão
severa e deterioração da função renal, incluindo casos de
insuficiência renal, especialmente quando um inibidor da ECA ou
antagonista do receptor de angiotensina II é administrado pela
primeira vez ou tem sua dose aumentada pela primeira vez. Deve-se
considerar a interrupção da administração da Furosemida (substância
ativa) temporariamente ou ao menos reduzir a dose de Furosemida
(substância ativa) por 3 dias antes de iniciar o tratamento com ou
antes de aumentar a dose de um inibidor da ECA ou antagonista do
receptor de angiotensina II.

Risperidona

Em estudos placebo controlados com risperidona em pacientes
idosos com demência, uma maior incidência de mortalidade foi
observada em pacientes tratados com Furosemida (substância ativa)
mais risperidona (7,3%: idade média de 89 anos, entre 75 – 97 anos)
quando comparados com pacientes tratados somente com risperidona
(3,1%: idade média de 84 anos, entre 70 – 96 anos) ou somente
Furosemida (substância ativa) (4,1%, idade média de 80 anos, entre
67-90 anos). O uso concomitante de risperidona com outros
diuréticos (principalmente diuréticos tiazídicos usados em baixa
dose) não foi associado com achados semelhantes.

Não foi identificado um mecanismo patofisiológico para explicar
este achado, e não foi observado um padrão consistente para a causa
das mortes. Todavia, cautela deve ser adotada e os riscos e
benefícios desta combinação ou com tratamento concomitante com
outros diuréticos potentes devem ser considerados antes da decisão
de uso.

Não houve aumento na incidência de mortalidade entre pacientes
usando outros diuréticos, assim como em tratamento concomitante com
risperidona. Independentemente do tratamento, a desidratação foi um
fator de risco geral de mortalidade e, portanto, deve ser evitada
em pacientes idosos com demência.

Levotiroxina

Altas doses de Furosemida (substância ativa) podem inibir a
ligação de hormônios tiroidianos às proteínas carreadoras/
transportadoras e, assim, levar a um aumento transitório inicial de
hormônio tiroidiano livre, seguido de uma redução geral nos níveis
de hormônio tiroidiano total. Os níveis de hormônio tiroidiano
devem ser monitorados.

Associações a considerar

Anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs)

Agentes anti-inflamatórios não esteroidais (incluindo ácido
acetilsalicílico) podem atenuar a ação da Furosemida (substância
ativa) e sua administração concomitante pode causar insuficiência
renal aguda no caso de hipovolemia ou desidratação pré-existente.
Em pacientes com hipovolemia ou desidratação, a administração de
AINEs pode causar uma diminuição aguda da função renal.

A toxicidade do salicilato pode ser aumentada pela Furosemida
(substância ativa).

Fenitoína

Pode ocorrer diminuição do efeito da Furosemida (substância
ativa) após administração concomitante de fenitoína.

Fármacos nefrotóxicos

A Furosemida (substância ativa) pode potencializar os efeitos
nocivos de fármacos nefrotóxicos nos rins.

Corticosteroides, carbenoxolona, alcaçuz e laxantes: o uso
concomitante de Furosemida (substância ativa) com corticosteroides,
carbenoxolona e alcaçuz em grandes quantidades e o uso prolongado
de laxantes, pode aumentar o risco de desenvolvimento de
hipopotassemia.

Outros medicamentos, por exemplo, preparações de digitálicos e
medicamentos que induzem a síndrome de prolongamento do intervalo
QT: algumas alterações eletrolíticas (por exemplo, hipopotassemia,
hipomagnesemia) podem aumentar a toxicidade destes fármacos.

Se agentes anti-hipertensivos, diuréticos ou outros fármacos que
potencialmente diminuem a pressão sanguínea são administrados
concomitantemente com a Furosemida (substância ativa), uma queda
mais pronunciada da pressão sanguínea pode ser esperada.

Probenecida, metotrexato e outros fármacos que, assim como a
Furosemida (substância ativa), são secretados significativamente
por via tubular renal, podem reduzir o efeito da Furosemida
(substância ativa). Por outro lado, a Furosemida (substância ativa)
pode diminuir a eliminação renal desses fármacos. Em caso de
tratamento com altas doses (em particular, de ambos Furosemida
(substância ativa) e outros fármacos), pode haver aumento dos
níveis séricos e dos riscos de efeitos adversos devido à Furosemida
(substância ativa) ou à medicação concomitante.

Antidiabéticos e medicamentos hipertensores
simpatomiméticos (ex: epinefrina, norepinefrina)

Os efeitos destes fármacos podem ser reduzidos quando
administrados com Furosemida (substância ativa).

Teofilina ou relaxantes musculares do tipo
curare

Os efeitos destes fármacos podem aumentar quando administrados
com Furosemida (substância ativa).

Cefalosporinas

Insuficiência renal pode se desenvolver em pacientes recebendo
simultaneamente tratamento com Furosemida (substância ativa) e
altas doses de certas cefalosporinas.

Ciclosporina A

O uso concomitante de ciclosporina A e Furosemida (substância
ativa) está associado com aumento do risco de artrite gotosa
subsequente à hiperuricemia induzida por Furosemida (substância
ativa) e à insuficiência da ciclosporina na excreção renal de
urato.

Radiocontraste

Pacientes de alto risco para nefropatia por radiocontraste
tratados com Furosemida (substância ativa) demonstraram maior
incidência de deteriorização na função renal após receberem
radiocontraste quando comparados o pacientes de alto risco que
receberam somente hidratação intravenosa antes de receberem
radiocontraste.

Medicamento – Exame laboratoriais

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de
Furosemida (substância ativa) em exames laboratoriais.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Interação Alimentícia do Furosemida – Pharlab

Pode ocorrer alteração da absorção de Furosemida (substância
ativa) quando administrada com alimentos, portanto, recomenda-se
que os comprimidos sejam tomados com o estômago vazio.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Ação da Substância Furosemida – Pharlab

Resultado de Eficácia


O uso da Furosemida (substância ativa) tem indicação desde o
período neonatal (Benitz et al, 1995) até a idade adulta
(Avery,1981) nos casos de edema das mais variadas formas,
insuficiência cardíaca, indução de diurese e crises
hipertensivas.

O estudo de Magrini F et al. (1987) confirma a eficácia de
Furosemida (substância ativa) nos casos de insuficiência cardíaca e
aumento da resistência vascular coronariana. O estudo de Paterna S.
et al (1999) também mostrou, com muita propriedade, a eficácia e a
boa tolerabilidade de Furosemida (substância ativa) no tratamento
de 30 pacientes adultos, com idades entre 65 e 85 anos portadores
de insuficiência cardíaca congestiva. Este efeito também foi
demonstrado no estudo de Gottlieb SS et al. (1998).

O benefício e a segurança do uso de Furosemida (substância
ativa) em 46 crianças que foram submetidas a cirurgias cardíacas e
usaram de forma contínua o medicamento Furosemida (substância
ativa) foram confirmadas no estudo randomizado de Klinge JM et al.
(1997).

O estudo randomizado de Van der Vorst MM et al (2006),
envolvendo 44 pacientes portadores de insuficiência cardíaca nos
graus III e IV, demonstrou que Furosemida (substância ativa) via
oral também é eficaz, mesmo em quadros graves, como os envolvidos
no estudo. Assim como no estudo de Paterna S et al (1999), Eterno
FT et al. (1998) confirmaram que o uso de diuréticos como a
Furosemida (substância ativa) melhora a compensação cardíaca, reduz
edemas e melhora, em curto prazo, a capacidade física e a qualidade
de vida dos pacientes.

Referências bibliogáficas

Benitz WE amp; Tatro DS: The
Pediatric Drug Handbook, 3rd. Mosby-Year Book, Inc, St Louis, MO,
1995.
Avery GB: Neonatology: Pathophysiology and Management of the
Newborn, 2nd. JB Lippincott Company, Philadelphia, PA, 1981.
Magrini F, et al. Converting-enzyme inhibition and coronary blood
flow. Circulation 1987 Jan;75(1 Pt 2):I168- 74.
Paterna S, et al. Tolerability and efficacy of high-dose furosemide
and small-volume hypertonic saline solution in refractory
congestive heart failure. Adv Ther 1999 Sep-Oct;16(5):219-28.
Klinge JM, et al. Intermittent administration of furosemide versus
continuous infusion in the postoperative management of children
following open heart surgery. Intensive Care Med 1997
Jun;23(6):693-7.
Van der Vorst MM, et al. Evaluation of furosemide regimens in
neonates treated with extracorporeal membrane oxygenation. Crit
Care 2006;10(6):R168.
Gottlieb SS, et al. The effects of diuresis on the pharmacokinetics
of the loop diuretics furosemide and torsemide in patients with
heart failure. Am J Med 1998 Jun;104(6):533-8.
Eterno FT, et al. Diuréticos melhoram a capacidade funcional em
pacientes com insuficiência cardíaca congestiva. Arq Bras Cardiol
1998;70(5):315-20.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Características Farmacológicas


Mecanismo de ação

A Furosemida (substância ativa) é um diurético de alça que
produz um efeito diurético potente com início de ação rápido e de
curta duração. A Furosemida (substância ativa) bloqueia o sistema
cotransportador de Na+K+2Cl- localizado na membrana celular luminal
do ramo ascendente da alça de Henle; portanto, a eficácia da ação
salurética da Furosemida (substância ativa) depende do fármaco
alcançar o lúmen tubular via um mecanismo de transporte aniônico. A
ação diurética resulta da inibição da reabsorção de cloreto de
sódio neste segmento da alça de Henle. Como resultado, a excreção
fracionada de sódio pode alcançar 35% da filtração glomerular de
sódio. Os efeitos secundários do aumento da excreção de sódio são
excreção urinária aumentada (devido ao gradiente osmótico) e
aumento da secreção tubular distal de potássio. A excreção de íons
cálcio e magnésio também é aumentada.

A Furosemida (substância ativa) interrompe o mecanismo de
retorno (feedback) do túbulo glomerular da mácula densa, com o
resultado de não atenuação da atividade salurética. A Furosemida
(substância ativa) causa estimulação dose-dependente do sistema
renina-angiotensina-aldosterona.

Na insuficiência cardíaca, a Furosemida (substância ativa)
produz uma redução aguda da pré-carga cardíaca (pela dilatação da
capacidade venosa). Este efeito vascular precoce parece ser mediado
por prostaglandina e pressupõe uma função renal adequada com
ativação do sistema renina-angiotensina e síntese de prostaglandina
intacta. Além disso, devido ao seu efeito natriurético, a
Furosemida (substância ativa) reduz a reatividade vascular das
catecolaminas, que é elevada em pacientes hipertensos.

A eficácia anti-hipertensiva da Furosemida (substância ativa) é
atribuída ao aumento da excreção de sódio, redução do volume
sanguíneo e redução da resposta do músculo liso vascular ao
estímulo vasoconstritor.

Propriedades farmacodinâmicas

O efeito diurético da Furosemida (substância ativa) ocorre
dentro de 15 minutos após a administração da dose intravenosa e
dentro de 1 hora após a administração da dose oral.

O aumento dose-dependente da diurese e natriurese foi
demonstrado em indivíduos sadios recebendo doses de Furosemida
(substância ativa) de 10 mg até 100 mg. A duração da ação é de
aproximadamente 3 horas após uma dose intravenosa de 20 mg e de 3 a
6 horas após uma dose oral de 40 mg em indivíduos sadios.

O efeito da Furosemida (substância ativa) é reduzido, caso
ocorra diminuição da secreção tubular ou da ligação da albumina
intratubular ao fármaco.

Propriedades farmacocinéticas

A influência da administração concomitante de alimentos na
absorção da Furosemida (substância ativa) depende da forma
farmacêutica.

O volume de distribuição de Furosemida (substância ativa) é de
0,1 a 0,2 litros por kg de peso corpóreo. O volume de distribuição
pode ser maior dependendo da doença de base.

A Furosemida (substância ativa) liga-se fortemente às proteínas
plasmáticas (mais de 98%), principalmente à albumina.

A Furosemida (substância ativa) é eliminada principalmente na
forma de fármaco inalterado, primariamente pela secreção no túbulo
proximal. Após administração intravenosa, 60 a 70% da dose de
Furosemida (substância ativa) é excretada desta forma. O metabólito
glicuronideo da Furosemida (substância ativa) equivale a 10 a 20%
das substâncias recuperadas na urina. O restante da dose é
excretado nas fezes, provavelmente após secreção biliar.

A Furosemida (substância ativa) é excretada no leite materno. A
Furosemida (substância ativa) atravessa a barreira placentária e é
transferida ao feto lentamente. Por esta razão, observa-se no feto
e no recém-nascido as mesmas concentrações de Furosemida
(substância ativa) que na mãe.

Exclusivo Furosemida (substância ativa) Comprimido
40 mg

A Furosemida (substância ativa) é rapidamente absorvida pelo
trato gastrointestinal. O Tmáx é de 1 a 1,5 horas para os
comprimidos de 40 mg. A absorção do fármaco demonstra grande
variabilidade intra e interindividual.

A biodisponibilidade da Furosemida (substância ativa) em
voluntários sadios é de aproximadamente 50% a 70% para os
comprimidos. Em pacientes, a biodisponibilidade do fármaco é
influenciada por vários fatores incluindo doenças de base, e pode
ser reduzida a 30% (por exemplo, na síndrome nefrótica).

Exclusivo Furosemida (substância ativa) Solução
Injetável 10 mg/mL

A meia-vida terminal da Furosemida (substância ativa) após a
administração intravenosa é de aproximadamente 1 a 1,5 horas.

Insuficiência renal

A biodisponibilidade da Furosemida (substância ativa) não é
alterada em pacientes com insuficiência renal terminal. Em
insuficiência renal, a eliminação de Furosemida (substância ativa)
é diminuída e a meia-vida prolongada; a meia-vida terminal pode ser
de até 24 horas em pacientes com insuficiência renal severa.

Na síndrome nefrótica, a redução na concentração das proteínas
plasmáticas leva à concentrações mais altas de Furosemida
(substância ativa) livre. Por outro lado, a eficácia de Furosemida
(substância ativa) é reduzida nestes pacientes devido à ligação
intratubular da albumina e diminuição da secreção tubular.

A Furosemida (substância ativa) é pouco dialisável em pacientes
sob hemodiálise, diálise peritoneal e CAPD (Diálise Peritonial
Ambulatorial Contínua).

Insuficiência Hepática

Em insuficiência hepática, a meia-vida de Furosemida (substância
ativa) é aumentada em 30% a 90%, principalmente devido ao maior
volume de distribuição. Além disso, neste grupo de pacientes existe
uma ampla variação em todos os parâmetros farmacocinéticos.

Idosos, insuficiência cardíaca congestiva e hipertensão
severa

Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão
severa ou em pacientes idosos, a eliminação de Furosemida
(substância ativa) é diminuída devido à redução na função
renal.

Pacientes pediátricos

Em crianças prematuras ou nascidas à termo, dependendo da
maturidade dos rins, a eliminação de Furosemida (substância ativa)
pode estar diminuída. O metabolismo do fármaco também é reduzido
caso a capacidade de glucuronização da criança esteja prejudicada.
A meia-vida terminal é menor do que 12 horas em crianças com mais
de 33 semanas de idade pós-concepção. Em crianças com 2 meses ou
mais, o “clearance” terminal é o mesmo dos adultos.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Cuidados de Armazenamento do Furosemida –
Pharlab

Furosemida injetável deve ser mantida em temperatura ambiente
(entre 15 e 30ºC), protegida da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Estabilidade de furosemida injetável após
diluição

Furosemida injetável mantém-se estável por aproximadamente 24
horas, após diluição com solução de cloreto de sódio a 0,9 % ou
Solução de Ringer, quando armazenada sob refrigeração ou em
temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegida da luz.

Características físicas e organolépticas

Solução límpida, incolor a quase incolor.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Furosemida – Pharlab

M.S. 1.4107.0081

Farm. Resp.:

Fabiana Costa Firmino
CRF/MG-19.764

Pharlab Indústria Farmacêutica S.A.

Rua São Francisco, 1300 – Américo Silva
CEP 35590-000 – Lagoa da Prata – MG
CNPJ 02.501.297/0001-02
Indústria Brasileira

SAC: 0800 0373322

Furosemida-Pharlab, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Furosemida Pharlab Bula

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