Dyspne Inhal Bula

Dyspne Inhal

A epinefrina deve ser usada com precaução e cuidado, em
quantidades limitadas, com anestésico local, quando usada para
anestesiar áreas com artérias terminais (como dedos das mãos e dos
pés ou pênis) ou em áreas com comprometimento de suprimento
sanguíneo causado por isquemia, podendo levar a gangrena. É também
indicada para hemorragia superficial em cirurgias oculares, na
congestão conjuntival durante a cirurgia e como midriátrico.

A epinefrina pode ser injetado intracameralmente ou
subconjuntivamente para controlar a hemorragia, produzindo
descongestão conjuntival e midríase, reduzindo a pressão
intraocular durante a cirurgia ocular.

Também pode ser aplicada topicamente para controle de
sangramentos superficiais de arteríolas e capilares da pele,
membranas mucosas ou outros tecidos. Entretanto, apenas pequenas
doses devem ser usadas, pois mesmo com a aplicação tópica, a
epinefrina pode ser sistemicamente absorvida.

A epinefrina é usada também topicamente como adjuvante no
tratamento da hemorragia gengival e no tratamento da hemorragia da
pupila.

Contraindicação do Dyspne Inhal

O produto é contraindicado em casos de hipersensibilidade à
epinefrina ou aos componentes da fórmula.

A epinefrina está contraindicada nos casos de pacientes com dano
cerebral orgânico, doença cardiovascular incluindo angina pectoris,
arritmias cardíacas, dilatação cardíaca, arteriosclerose cerebral,
insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial coronária,
insuficiência coronária, doença cardíaca degenerativa, hipertensão,
doença cardíaca isquêmica, doença cardíaca orgânica, colapso
circulatório ou hipotensão induzida por fenotiazina (o efeito
pressor da epinefrina pode ser revertido pela fenotiazina,
resultando em uma queda adicional da pressão sanguínea),
diabetes mellitus (uma potencial hiperglicemia induzida
por droga pode resultar em perda do controle da diabete, podendo
ser necessário aumentar a dose de insulina ou agentes
hipoglicêmicos, especialmente com a epinefrina), glaucoma de ângulo
fechado ou predisposição a, hipertireoidismo, doença de Parkinson
(rigidez e tremor podem aumentar temporariamente), feocromocitoma
diagnosticado ou suspeito, desordens psiconeuróticas (piora dos
sintomas), suscetibilidade a simpatomiméticos, choque
cardiogênico traumático ou hemorrágico (aumento da demanda de
oxigênio miocardial no choque cardiogênico).

Este medicamento é contraindicado para o uso em pacientes com
hipersensibilidade aos componentes da fórmula de Epifrin.

Como usar o Dyspne Inhal

A solução injetável de epinefrina (substância ativa deste
medicamento), deve ser diluída antes da administração
intravenosa.

Para administração intravenosa:

Na parada cardio-respiratória 1 mg por via intravenosa em bolus
a cada 3-5 minutos.

Adultos e Adolescentes:

Para reações anafiláticas:

Por via intramuscular ou subcutânea, inicialmente 0,3 – 0,5 mg
(1:1.000) a cada 15 – 20 minutos, se necessário.

  • Como adjuvante de anestesia local: Para uso com anestésicos
    locais: epinefrina 1:100.000 a 1:200.000 é a concentração usual
    geralmente empregada.
  • Para uso com anestésico intraespinhal: 0,2 a 0,4 mL da solução
    1:1.000.
  • No auxílio cirúrgico como anti-hemorrágico, descongestionamente
    e midriátrico: por via intracameral ou subconjuntiva, de 0,01% a
    0,1% (base) em solução de 1:10.000 a 1:1000.
  • Como anti-hemorrágico tópico: de 0,002% a 0,1% (base) em
    solução de 1:50.000 a 1:1000.

Crianças:

Para reações anafiláticas: por via subcutânea ou endovenosa
0,001 mg por Kg de peso corporal a cada 20 minutos.

Para adjuvante de anestésicos local, no auxílio da cirurgia como
anti-hemorrárico, descongestionante e midriátrico e como
anti-hemorrárgico tópico, seguir as doses recomendadas para adultos
e adolescentes.

Parada cardiorrespiratória:

  • Neonatos: 0,01 – 0,03 mg/Kg (0,1 – 0,3 mL/Kg da solução
    1:10.000) endovenoso, a cada 3 – 5 minutos se necessário.
  • Crianças: 0,01 mg/Kg (0,1 mL/Kg da solução 1:10.000)
    endovenoso, a cada 3 – 5 minutos se necessário.
  • Dose intratraqueal em crianças: 0,1 mg/Kg (0,1 mL/Kg da solução
    1:1.000) a cada 3 – 5 minutos (dose máxima 10 mg).

Descartar a porção da solução não utilizada.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários,
as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem
o conhecimento do seu médico.

Precauções do Dyspne Inhal

Carcinogenicidade e Mutagenicidade:

Ainda não foram realizados longos estudos em animais para
avaliação de uma potencial carcinogenicidade ou mutagenicidade. Não
há evidências de que a epinefrina seja carcinogênica ou mutagênica
em humanos.

Gravidez: Categoria C

A epinefrina atravessa a placenta. Estudos adequados e bem
controlados em humanos não foram realizados. O uso de epinefrina
durante a gravidez pode causar anoxia no feto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas
sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Trabalho de Parto:

A epinefrina não é recomendada para uso durante o trabalho de
parto, pois a ação relaxante dos músculos do útero pode atrasar o
segundo estágio.

Quando administrado em altas doses, suficiente para reduzir a
contração uterina, a epinefrina pode causar atonia uterina
prolongada com hemorragia.

Parto:

A administração parenteral de epinefrina para manutenção da
pressão sanguínea durante a anestesia regional para o parto, pode
causar aceleração dos batimentos cardíacos do feto e não deve ser
usada quando a pressão sanguínea materna exceder 130/80.

Amamentação:

A epinefrina é distribuída no leite materno. O uso em lactantes
pode causar sérias reações adversas no recém-nascido.

Uso Pediátrico:

A epinefrina deve ser usada com cuidado em recém-nascidos e
crianças, pois tem ocorrido síncope após administração de
epinefrina em crianças asmáticas.

Uso Geriátrico:

Não existem informação disponíveis que relacionem a idade com os
efeitos da epinefrina em pacientes geriátricos.

Uso Odontológico:

A epinefrina é usada na refração da mucosa gengival. Pode
ocorrer a absorção sistêmica da epinefrina após a aplicação para
retração da mucosa, especialmente em superfícies esfoladas.

Reações Adversas do Dyspne Inhal

Se o aumento da pressão arterial foi induzido inadvertidamente
por epinefrina injetável, pode ocorrer angina pectoris, ruptura da
aorta ou hemorragia cerebral.

Reações Adversas que necessitam de atenção
médica:

Desconforto ou dores no peito, contínua ou grave; calafrio ou
febre; convulsões; vertigem ou tontura contínua ou grave;
taquicardia, alucinação, cefaleia contínua ou grave; hipertensão e
hipotensão; arritmias; náusea ou vômito contínuo ou grave; falta de
ar ou distúrbios respiratórios; tremor; ansiedade; nervosismo ou
inquietação; aumento da pupilas ou visão turva; pele fria ou
pálida; fraqueza grave (sinal de superdosagem). Podem ocorrer
alucinações com a administração de altas doses.

Reações Adversas não conhecidas:

Alterações de humor ou mentais, entorpecimento das mãos e dos
pés, manchas roxas.

Reações Alérgicas aos sulfitos:

Coloração azulada na pele; vertigem grave ou sensação de
desmaio; rubor ou vermelhidão da pele; rash cutâneo, coceira ou
urticária; inchaço da face, lábios ou pálpebras; chiado ou
dificuldade respiratória.

Alteração em Exames Laboratoriais

As concentrações de glicose sanguínea e as concentrações de
ácido láctico sérico podem ser aumentadas.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o
aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.
Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Interação Medicamentosa do Dyspne Inhal

Vasodilatadores de ação rápida, tais como os
nitritos:

O uso concomitante pode bloquear os efeitos alfa-adrenérgicos da
epinefrina, resultando possivelmente em grave hipotensão e
taquicardia e também pode reduzir o efeito antianginoso do amil
nitrito.

Clorofórmio, ciclopropano, halotano ou
tricloroetileno:

O uso concomitante com epinefrina pode aumentar o risco de
graves arritmias ventriculares, pois os anestésicos inalatórios
aumentam a sensibilidade do miocárdio aos simpatomiméticos. A
epinefrina deve ser usada com cuidado e em doses substancialmente
reduzidas em pacientes que receberam anestésicos inalatórios
hidrocarbonados.

Enflurano, isoflurano e metoxiflurano:

Podem também causar alguma sensitização dos efeitos
simpatomiméticos no miocárdio. É recomendado precaução durante o
uso concomitante com simpatomiméticos.

Anestésico parenteral local:

A epinefrina deve ser usada com precaução e cuidado, em
quantidades limitadas, com anestésico local, quando usada para
anestesiar áreas com artérias terminais (como dedos das mãos e dos
pés ou pênis) ou em áreas com comprometimento de suprimento
sanguíneo causado por isquemia, podendo levar a gangrena.

Antidepressivos tricíclicos ou maprotilina:

O uso concomitante pode potencializar os efeitos
cardiovasculares da epinefrina, possivelmente resultando em
arritmias, taquicardia ou grave hipertensão ou hiperpirexia.

Agentes hipoglicemiantes orais ou insulina:

Os efeitos podem ser diminuídos quando esses medicamentos são
usados concomitantemente com epinefrina, pois a epinefrina aumenta
a glicose sanguínea, por inibir a glicose dos tecidos periféricos e
por promover a glicogenólise. Pode ser necessário o ajuste da dose
dos agentes hipoglicemiantes orais.

Diatrizoatos, lotalamatos ou loxaglatos:

Os efeitos neurológicos destes medicamentos, incluindo
paraplegia, podem ser aumentados durante a aortografia, quando são
administrados após agentes hipertensivos como a epinefrina
parenteral, usada para aumentar o contraste. O aumento dos efeitos
neurológicos é devido a captação dos vasos da circulação esplênica,
forçando o material do contraste para dentro dos vasos, levando à
espinha dorsal e cordão espinhal.

Diidroergotamina, mesilatos de ergoloides, ergonovina,
ergotamina, metil-ergonovina, metilsergida ou
ocitocina:

O uso concomitante com diidroergotamina, ergonovina,
metil-ergonovina ou metilsergida com epinefrina, pode resultar em
intensificação da vasoconstrição. Pode ser necessário ajustar a
dose.

O uso concomitante de mesilatos de ergoloide ou ergotamina com
epinefrina pode produzir isquemia vascular periféricas e gangrena,
portanto não recomendado.

O uso concomitante de ergonovina, ergotamina, metilergonina ou
ocitocina, pode potencializar o efeito pressor da epinefrina e
resultar em grave hipertensão. Raramente no pós-parto, pode ocorrer
a ruptura de vasos sanguíneos cerebrais.

Doxapram:

Na adição para possibilitar o aumento da estimulação do SNC, o
uso concomitante pode aumentar o efeito pressor do doxapram ou da
epinefrina.

Guanadrel ou guanetidina:

Na adição para possibilitar a diminuição do efeito hipotensivo
do guanadrel ou guanetidina, o uso concomitante pode potencializar
o efeito pressor da epinefrina, assim como resultar na inibição
simpatomimética fornecida pelos neurônios adrenérgicos,
possivelmente resultando em hipertensão e arritmias cardíacas.

Mazindol:

Na adição para possibilitar o aumento da estimulação do SNC, o
uso concomitante pode potencializar o efeito pressor da epinefrina.
Se necessário, administrar um agente aminopressor para paciente que
recebeu recentemente o mazindol, iniciando a terapia pressora com
doses reduzidas e monitorando a pressão sanguínea em intervalos
frequentes.

Mecamilamina, metildopa ou trimetofam:

Na adição para possibilitar a diminuição dos efeitos
hipotensivos destes medicamentos, o uso concomitante pode
intensificar a resposta pressora da epinefrina.

Metilfenidato:

Na adição para possibilitar o aumento da estimulação do SNC, o
uso concomitante pode potencializar o efeito pressor da
epinefrina.

Alcaloides de Rauwolfia:

Na adição para possibilitar a diminuição dos efeitos
hipotensivos de alcaloides de Rauwolfia, o uso concomitante pode
teoricamente prolongar a ação, prevenindo a captação para dentro
dos grânulos de armazenamento dos simpatomiméticos de ação
direta; a supersensitividade da desnervação é também uma possível
resposta. Embora não se saiba se o uso concomitante com epinefrina
produza graves efeitos adversos, um significante aumento da pressão
sanguínea tem sido registrado quando gotas oftálmicas de
fenilefrina são administradas em pacientes que receberam reserpina.
Precauções e acompanhamento são recomendados.

Ritodrina:

O uso concomitante pode também aumentar o efeito da epinefrina
ou ritodrina, potencializando outros efeitos.

Outros simpatomiméticos:

Na adição para possibilitar o aumento da estimulação do SNC, o
uso concomitante pode aumentar os efeitos cardiovasculares de
outros simpatomiméticos ou broncodilatadores adrenérgicos,
potencializando outros efeitos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de
reações indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo
uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser
perigoso para a sua saúde.

Dyspne-Inhal, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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