Deflaimmun Suspensao Oral Bula

Deflaimmun Suspensão Oral

Doenças reumáticas

Artrite reumatóide, artrite psoriásica, espondilite
anquilosante, artrite gotosa aguda, osteoartrite pós-traumática,
sinovite por osteoartrite, bursite aguda e sub-aguda, tenossinovite
aguda não específica, epicondilite.

Doenças do tecido conjuntivo

Lupus eritematoso sistêmico, dermatomiosite sistêmica
(polimiosite), cardite reumática aguda, polimialgia reumática,
poliarterite nodosa, arterite temporal, granulomatose de
Wegener.

Doenças dermatológicas

Pênfigo, dermatite herpetiforme bolhosa, eritema multiforme
grave (Síndrome de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa, micose
fungóide, psoríase grave, dermatite seborréica grave.

Estados alérgicos

Controle de reações alérgicas graves ou incapacitantes que não
respondem a drogas não-esteroidais, rinite alérgica sazonal ou
perene, asma brônquica, dermatite de contato, dermatite atópica,
doença do soro, reações de hipersensibilidade a drogas.

Doenças respiratórias

Sarcoidose sistêmica, síndrome de Loeffler, sarcoidose,
pneumonia alérgica ou por aspiração, fibrose pulmonar
idiopática.

Doenças oculares

Inflamação da córnea, uveíte posterior difusa e coroidite,
oftalmia simpática, conjuntivite alérgica, ceratite,
coriorretinite, neurite óptica, irite e iridociclite, herpes zoster
ocular.

Distúrbios hematológicos

Púrpura trombocitopênica idiopática, trombocitopenia secundária,
anemia hemolítica auto-imune, eritroblastopenia, anemia
hipoplástica congênita (eritróide).

Doenças gastrintestinais

Colite ulcerativa, enterite regional, hepatite crônica.

Doenças neoplásicas

Leucemia, linfomas, mieloma múltiplo.

Doenças neurológicas

Esclerose múltipla em exacerbação.

Doenças renais

Síndrome nefrótica.

Doenças endócrinas

Insuficiência suprarrenal primária ou secundária (hidrocortisona
ou cortisona são as drogas de escolha; deflazacorte, devido aos
seus poucos efeitos mineralocorticóides, deve ser usado em conjunto
com um mineralocorticóide), hiperplasia supra-renal congênita,
tiroidite não supurativa.

Devido à propriedade protetora dos ossos, deflazacorte pode ser
a droga de escolha para pessoas que necessitam de tratamento com
glicocorticóides, especialmente aqueles que apresentam maior risco
de osteoporose. Seus reduzidos efeitos diabetogênicos tornam
deflazacorte o glicocorticóide sistêmico de escolha em pacientes
diabéticos e pré-diabéticos.

Como o Deflaimmun Suspensão Oral
funciona?


Deflazacorte é um glicocorticóide com propriedades
antiinflamatórias e imunossupressoras, utilizado terapeuticamente
em uma grande variedade de doenças segundo orientação
médica.

Contraindicação do Deflaimmun Suspensão
Oral

O uso deste medicamento é contra-indicado em caso de
hipersensibilidade conhecida a deflazacorte e/ou demais componentes
da formulação. 

Como usar o Deflaimmun Suspensão Oral

A dose necessária é variável e deve ser individualizada de
acordo com a doença a ser tratada e a resposta do paciente.

Adultos

Dose inicial entre 6 e 90 mg/dia, dependendo da gravidade dos
sintomas.

Crianças

0,22 a 1,65 mg/kg/dia ou em dias alternados. Cada gota da
suspensão oral contém 1 mL de deflazacorte.

Assim como para outros glicocorticóides, a suspensão do
tratamento deve ser feita reduzindo-se gradualmente a dose de
deflazacorte.

Em doenças menos graves, doses mais baixas podem ser
suficientes, enquanto que as graves podem requerer doses maiores. A
dose inicial deve ser mantida ou ajustada até a obtenção de uma
resposta clínica satisfatória. Se esta não ocorrer, o tratamento
deve ser interrompido e substituído por outro. Depois de se
alcançar uma resposta inicial favorável, a dose de manutenção
adequada deve ser determinada pela diminuição da dose inicial em
pequenas frações até alcançar a menor dose capaz de manter uma
resposta clínica adequada.

Manutenção

Os pacientes devem ser controlados cuidadosamente, identificando
os sinais e sintomas que possam indicar a necessidade de se ajustar
a dose, incluindo alterações no quadro clínico resultante da
remissão ou exacerbação da doença, resposta individual à droga e
efeitos do estresse (por ex: cirurgia, infecção, traumatismo).
Durante o estresse, pode ser necessário aumentar temporariamente a
dose.

Interrupção do tratamento

Após tratamento prolongado, a interrupção do tratamento deve ser
feita lenta e gradualmente, para evitar a síndrome de retirada, na
qual podem ocorrer febre, dor muscular, dor articular e mal estar
geral. Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu
médico. Somente o médico poderá avaliar a eficácia da terapia. A
interrupção do tratamento pode ocasionar a não-obtenção dos
resultados esperados.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Precauções do Deflaimmun Suspensão Oral

Pacientes em tratamento ou que se submeterão a tratamento com
glicocorticóides e que comprovadamente estão submetidos a um
estresse não habitual, podem necessitar de uma dose maior antes,
durante e depois da condição estressante.

Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais das infecções
ou podem aparecer novas infecções durante seu uso. Pacientes com
infecções ativas (virais, bacterianas ou micóticas) devem ser
cuidadosamente controlados. Em pacientes com tuberculose ativa ou
latente, a terapia deve limitar-se aos casos nos quais
deflazacorte é utilizado conjuntamente com o tratamento
antituberculoso adequado.

O uso prolongado de glicocorticóides pode produzir catarata
posterior subcapsular ou glaucoma.

Durante o tratamento com glicocorticóides, os pacientes não
devem receber imunizações, especialmente em altas doses, devido à
possibilidade de disseminação de vacinas vivas (ex:
anti-variólica), e/ou falha na resposta dos anticorpos.

A supressão da função hipotálamo-hipófise-adrenal induzida por
glicocorticóides é dependente da dose e duração do tratamento. O
restabelecimento ocorre gradualmente após redução da dose e
interrupção do tratamento. Entretanto, uma relativa insuficiência
pode persistir por alguns meses depois da suspensão do tratamento;
portanto, em qualquer situação estressante, o tratamento deve ser
reinstituído.

Considerando que a secreção mineralocorticóide pode estar
prejudicada, deve-se administrar concomitantemente sais e/ou
mineralocorticóides.

Após terapia prolongada, a retirada de glicocorticóides
deve ser lenta e gradual para evitar a síndrome de
retirada:

Febre, mialgia, artralgia e mal estar geral. Isso também pode
ocorrer em pacientes sem evidência de insuficiência adrenal.

O uso de deflazacorte requer cuidados especiais nas
seguintes condições clínicas:

  • Cardiomiopatias ou insuficiência cardíaca congestiva (devido ao
    aumento da retenção de água), hipertensão, manifestações
    tromboembólicas. Os glicocorticóides podem causar retenção de sal e
    água e aumento da excreção de potássio. Pode ser necessário adotar
    uma dieta com suplementação de potássio e restrição de sal.
  • Gastrite ou esofagite, diverticulite, colite ulcerativa,
    anastomose intestinal recente, úlcera péptica ativa ou
    latente.
  • Diabetes mellitus, osteoporose, miastenia grave,
    insuficiência renal.
  • Instabilidade emocional ou tendências psicóticas,
    epilepsia.
  • Hipotiroidismo e cirrose (condições que podem aumentar os
    efeitos dos glicocorticóides).
  • Herpes simplex ocular devido à possível perfuração da
    córnea.
  • O uso pediátrico prolongado pode suprimir o crescimento e o
    desenvolvimento.

Considerando que as complicações do tratamento com
glicocorticóides são dependentes da dose e duração do tratamento,
deve-se definir a dose, duração do tratamento, bem como do tipo de
terapia (diária ou intermitente) baseado na relação risco/benefício
para cada paciente.

Efeitos sobre a habilidade em dirigir veículos e / ou
operar máquinas

Não há ou evidências de que deflazacorte diminua a habilidade em
dirigir veículos e / ou operar máquinas.

Informe ao seu médico caso tenha problemas de coração, de rim ou
gastrintestinais, diabetes, infecções, herpes simplex ocular,
miastenia grave, pressão alta, osteoporose, problemas neurológicos,
hipotiroidismo e/ou cirrose; caso esteja estressado ou deva tomar
alguma vacina em breve. 

Reações Adversas do Deflaimmun Suspensão
Oral

Os glicocorticóides causam reações adversas, as quais
são relacionadas com a dose e duração do tratamento:

Aumento da suscetibilidade a infecções, efeitos gastrintestinais
(dispepsia, ulceração péptica, perfuração da úlcera péptica,
hemorragia e pancreatite aguda, especialmente em crianças),
alterações do equilíbrio hidro-eletrolítico, balanço negativo do
nitrogênio, fraqueza músculo-esquelética (miopatia e fraturas),
fragilidade e afinamento da pele, atraso no processo de
cicatrização, acne, alterações neuropsiquiátricas (cefaléia,
vertigem, euforia, insônia, agitação, depressão, hipertensão
endocraniana, convulsões, pseudotumor cerebral em crianças),
reações oftálmicas (catarata posterior subcapsular, aumento da
pressão intraocular), supressão da função
hipotalâmica-hipófise-adrenal, alterações corporais (distribuição
cushingóide, aumento de peso e ‘cara de lua cheia’), hirsutismo,
amenorréia, diabetes mellitus, diminuição do crescimento
em crianças e raros casos de reações alérgicas.

Têm-se evidenciado uma menor incidência de reações adversas a
nível ósseo e do metabolismo dos carboidratos com deflazacorte
quando comparado a outros glicocorticóides.

Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.
Durante o tratamento podem ocorrer problemas gastrintestinais e
visuais, agitação, inchaço, alterações menstruais.

População Especial do Deflaimmun Suspensão
Oral

Gravidez e lactação

Deflazacorte somente deve ser utilizado durante a gravidez e/u
lactação se os benefícios do tratamento esperados superarem os
riscos potenciais de seu uso. Crianças cujas mães receberam
glicocorticóides durante a gravidez devem ser cuidadosamente
observadas em relação a possíveissinais de hipoadrenalismo. Informe
ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou
após o seu término.

Os glicocorticóides são excretados através do leite materno e
podem causar supressão do crescimento e hipoadrenalismo nos
lactentes, portanto, mães tratadas com glicocorticóides não devem
amamentar.

Informe ao seu médico se está amamentando.

Não existem estudos adequados de reprodução humana com
glicocorticóides. Foram relatados efeitos teratogênicos em animais
por uso de glicocorticóides.

Deflazacorte somente deve ser utilizado durante a gravidez e/u
lactação se os benefícios esperados superarem os riscos potenciais
de seu uso.

Crianças cujas mães receberam glicocorticóides durante a
gravidez devem ser cuidadosamente observadas em relação a possíveis
sinais de hipoadrenalismo. Os glicocorticóides são excretados
através do leite materno e podem causar supressão do crescimento e
hipoadrenalismo nos lactentes, portanto, mães tratadas com
glicocorticóides devem ser advertidas para que não amamentem.

Composição do Deflaimmun Suspensão Oral

Cada mL da suspensão oral contém:

Deflazacorte

22,75 mg

Veículo

1 mL

Excipientes:

carmelose + celulose microcristalina, sorbitol , ácido acético,
álcool benzílico, polissorbato 80, água purificada,
propilenoglicol, simeticona, goma xantana, glicirricinato de
amônio.

Apresentação do Deflaimmun Suspensão
Oral 


Suspensão oral 22,75 mg/mL. Embalagem com frasco contendo 13
mL.

* Embalagem fracionável.

Uso adulto e pediátrico.

Uso oral.

Superdosagem do Deflaimmun Suspensão Oral

Na superdosagem aguda, recomenda-se tratamento de suporte
sintomático. A DL 50 oral é maior que 4000 mg/kg em animais de
laboratório.

Interação Medicamentosa do Deflaimmun Suspensão
Oral

Embora não tenham sido detectadas interações medicamentosas
durante as investigações clínicas, deve-se tomar os mesmos cuidados
que para out ros glicocorticóides (ex: pode ocorrer diminuiçãodos
níveis de salicilato, aumento do risco de hipocalemia com o uso
concomitante com digitálicos ou diuréticos, anticolinesterásicos,
substâncias que alteram o metabolismo dos glicocorticóides tais
como rifampicina, barbituratos e difenilhidantoína). Eritromicina e
estrógenos podem aumentar os efeitos dos corticosteróides.

Os corticóides podem alterar os efeitos dos anticoagulantes do
tipo cumarínico.

Ingestão concomitante com outras
substâncias

Não são conhecidas interações deste medicamento com alimentos e
álcool. Entretanto, recomenda-se não ingerir bebidas alcoólicas
durante o tratamento.

Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que
esteja usando, antes do início ou durante o
tratamento.

Não tome medicamento sem o conhecimento do seu médico,
pode ser perigoso para a saúde.

Ação da Substância Deflaimmun Suspensão Oral

Resultados da eficácia

Quarenta (40) pacientes de faixa etária pediátrica apresentando
síndrome nefrótica esteroide dependente foram acompanhados por um
período médio de 5,5 anos. Receberam o tratamento por 1 ano, com
deflazacorte (substância ativa) (n=20) ou prednisona (n=20).

O número de recidivas foi significativamente menor no grupo
recebendo deflazacorte (substância ativa). Após 1 ano, 12 pacientes
com deflazacorte (substância ativa) permaneceram em remissão, ao
passo que 2 pacientes com prednisona mantiveram a remissão. A
velocidade de crescimento não foi diferente entre os 2 grupos. O
conteúdo mineral ósseo, avaliado por tomografia computadorizada de
vértebras L1L2 reduziu-se após 1 ano em 6% no grupo deflazacorte
(substância ativa) versus 12% no grupo prednisona. O aumento médio
do peso corporal de +3,9 +/- 4,1kg foi maior no grupo prednisona
que no grupo deflazacorte (substância ativa) +1,7 +/- 2,8kg (P =
0.06). Sintomas cushingóides tenderam a ser menores após 12 meses
no grupo deflazacorte (substância ativa). Em conclusão, o estudo
mostra que deflazacorte (substância ativa) foi mais efetivo que a
prednisona em limitar as recidivas em síndrome nefrótica esteroide
dependente, e que os sintomas cushingóides, ganho de peso,
decréscimo do conteúdo mineral ósseo tendiam a ser menos intensos
com deflazacorte (substância ativa) que com prednisona.

deflazacorte (substância ativa) é um medicamento com ação
anti-inflamatória e imunossupressora.

Estudos de curto (4 a 6 semanas) e longo prazo (13 a 52 semanas)
têm mostrado deflazacorte (substância ativa) como tão efetivo
quanto a prednisona ou metilprednisolona em pacientes com artrite
reumatoide. A droga foi pelo menos tão efetiva quanto a prednisona
em crianças com artrite crônica juvenil, e também tem mostrado
alguma eficácia no tratamento para a síndrome nefrótica e outras
complicações como Distrofia de Duchenne, lúpus eritematoso, uveíte
e transplante. A incidência geral de eventos adversos em pacientes
recebendo deflazacorte (substância ativa) (16.5%) é menor que a
registrada nos pacientes recebendo prednisona (20.5%) ou
metilprednisolona (32.7%) e similar àquela dos pacientes com
betametasona (15.3%). Sintomas gastrintestinais são os mais
frequentemente reportados em pacientes com deflazacorte (substância
ativa); outros eventos adversos associados às drogas incluem
alterações nutricionais e metabólicas, distúrbios do sistema
nervoso central e periférico, e alterações psiquiátricas. Em geral
o deflazacorte (substância ativa) parece ter menos efeito que a
prednisona sobre parâmetros que possam ser associados com o
desenvolvimento da osteoporose induzida por corticoides. Também
parece ter menos efeito negativo na taxa de crescimento das
crianças com doenças que requerem corticoterapia.

Desde que os corticoides começaram a representar uma importante
ferramenta no tratamento das uveítes, foi avaliada sua eficácia
clínica e o possível aparecimento de efeitos colaterais de
deflazacorte (substância ativa) versus prednisona em dosagens
equivalentes.

Em estudo aberto com seis pacientes com uveíte anterior aguda
recorrente e/ou uveíte anterior crônica utilizou-se deflazacorte
(substância ativa) ou prednisona como alternativa.

Considerando-se os parâmetros avaliados à admissão destes
pacientes e durante o tratamento (eficácia clínica, parâmetros
oftalmológicos e ensaios hematológicos), houve completa remissão
dos sinais clínicos e dos sintomas com ambos os tratamentos, sem
diferença estatisticamente significante entre os dois grupos
estudados, encorajando posteriormente estudos controlados com o uso
de deflazacorte (substância ativa) para o tratamento de uveíte.

Em estudo aberto prospectivo para avaliar a eficácia e
tolerabilidade de deflazacorte (substância ativa) em longo prazo em
pacientes com polimialgia reumática, a medicação foi utilizada na
dose média inicial de 21.8mg/dia por um período médio de 19 meses
em 40 pacientes. Esta conduta mostrou melhora clínica e
laboratorial significativas em um mês após o início da terapia.
Esta melhora persistiu por todo o período estudado, e os parâmetros
laboratoriais de tolerabilidade estudados não se alteraram durante
o estudo. Efeitos colaterais leves a moderados relacionados aos
corticoides ocorreram em 57.9% dos pacientes. Demonstrou-se que o
deflazacorte (substância ativa) é efetivo no tratamento da
polimialgia reumática e seu perfil de segurança em longo prazo pode
ser superior ao de outros corticoides.

Um estudo avaliou um caso de pênfigo vulgar (PV) em uma menina
de 13 anos de idade, com padrões clínicos de estomatite crônica. Os
achados histológicos e imunológicos foram típicos do diagnóstico de
PV, e bons resultados terapêuticos foram obtidos com doses
moderadas de deflazacorte (substância ativa) 1 mg/kg/dia, pouco a
pouco reduzidas para 0.1 mg/kg em dias alternados. A paciente não
apresentou efeitos colaterais significativos.

O uso prolongado de esteroides, particularmente a prednisona, é
conhecido por induzir osteoporose, bem como inibição do crescimento
ósseo e atraso na consolidação de fraturas. O deflazacorte
(substância ativa) foi desenvolvido para reduzir tais efeitos
deletérios. Portanto, o estudo randomizado duplo cego envolveu 16
mulheres em pré-menopausa com Artrite Reumatoide (AR), com idade
média de 36.5 anos e duração média da doença de 29 meses. As
pacientes receberam cápsulas de deflazacorte (substância ativa) ou
prednisona, sendo instruídas a manterem adequada ingestão de
cálcio. Os testes laboratoriais enfatizaram a densidade
mineral óssea na coluna lombar, colo femoral e triângulo de Ward,
além de todo o conteúdo mineral corpóreo. Sinovite persistente foi
similar para as duas drogas, e os padrões sugestivos de Síndrome de
Cushing foram encontrados apenas no grupo de prednisona. A
diferença quanto ao conteúdo mineral corpóreo entre deflazacorte
(substância ativa) e prednisona falhou em encontrar significância
estatística. No grupo deflazacorte (substância ativa), a diferença
entre o aumento não significante da densidade mineral óssea no colo
femoral e o significante decréscimo no grupo prednisona provou ser
estatisticamente significante. A área do triângulo de Ward foi a
mais sensível às alterações da densidade óssea mineral em pacientes
recebendo prednisona, com uma diferença intergrupos altamente
significativa (p 0.01). Acredita-se ser este o primeiro estudo
sobre a osteoporose induzida por corticoides, avaliado através das
medidas do conteúdo mineral corpóreo em mulheres na pré- menopausa
com AR de curto prazo, mostrando que deflazacorte (substância
ativa) é uma alternativa promissora em casos severos o bastante
para exigirem terapia com esteroides

Este estudo duplo-cego avaliou o efeito protetor de deflazacorte
(substância ativa) na reação inflamatória que se segue ao teste de
provocação conjuntival alérgeno específico, em 24 pacientes
sofrendo rinoconjuntivite por Parietaria judaica. Após avaliação
inicial os pacientes foram randomizados em 4 grupos de tratamento
para receber deflazacorte (substância ativa) 6, 30 ou 60 mg, uma
vez ao dia ou placebo, por 3 dias, durante a estação com menos
pólen. A avaliação clínica (prurido, hiperemia, lacrimejamento e
edema palpebral), citológica (número de células inflamatórias,
i.e., neutrófilos, eosinófilos e linfócitos obtidos em raspado
conjuntival) e avaliação imunocitoquímica de CD54 (expressão da
molécula de adesão intercelular-1 [ICAM-1]) em células epiteliais
foram realizadas no momento basal, após 30 minutos (reação precoce)
e após 6 e 24 horas (fase tardia), antes e após o tratamento. Nem a
natureza ou severidade dos eventos clínicos ou o número total de
células inflamatórias mudou durante o tratamento com deflazacorte
(substância ativa). A severidade dos eventos clínicos, o número
total de células inflamatórias e a expressão de CD54 foram
significativamente reduzidas pelo deflazacorte (substância ativa),
30 e 60 mg/dia comparados ao grupo placebo.

O deflazacorte (substância ativa) 6 mg/dia não demonstrou
alteração clínica, celular ou imunocitoquímica significativas
comparadas ao grupo placebo. Este estudo demonstra que deflazacorte
(substância ativa) tem um alto efeito protetor sobre os eventos
clínicos e celulares, além de marcadamente reduzir a expressão
conjuntival de CD54 no epitélio conjuntivo.

Uma paciente com 11 anos de idade, sexo feminino com hepatite
autoimmune interrompeu o uso de prednisolona devido à toxicidade, e
permaneceu em remissão clínica e bioquímica sob reposição com
deflazacorte (substância ativa) associado ao ácido ursodeoxicólico.
Uma biópsia realizada após 19 meses do tratamento com deflazacorte
(substância ativa) e ácido ursodeoxicólico mostrou remissão
histológica.

O deflazacorte (substância ativa) foi detectado, in vitro, como
sendo duas vezes mais potente que prednisolona na inibição da
sobrevivência de eosinófilos.

Este autor sugeriu eficácia similar entre deflazacorte
(substância ativa) e prednisolona na melhora da função pulmonar e
na melhora clínica em asma moderada aguda em crianças.

O deflazacorte (substância ativa) parece ser tão efetivo quanto
a prednisolona em suas propriedades imunomodulatórias para o
tratamento da PTI nas suas formas aguda e crônica.


Características Farmacológicas

Farmacodinâmica

Os glicocorticoides possuem ação anti-inflamatória e
imunossupressora.
Comparado à prednisona, em doses anti-inflamatórias equivalentes,
deflazacorte (substância ativa) proporciona:

  • Menor inibição da absorção intestinal de cálcio e um menor
    aumento na sua excreção urinária.
  • Redução significativamente menor no volume ósseo trabecular e
    conteúdo mineral ósseo.
  • Reduzidos efeitos diabetogênicos em pessoas normais, indivíduos
    com histórico familiar de diabetes e pacientes diabéticos.

Farmacocinética

Após a administração oral, deflazacorte (substância ativa) é bem
absorvido e imediatamente convertido pelas esterases plasmáticas ao
metabólito farmacologicamente ativo (D21 OH). Este metabólito (D21
OH) alcança o pico de concentração plasmática em 1,5 a 2 horas. O
metabólito que possui ligação proteica de 40% não possui afinidade
com a globulina ligadora de corticosteroide (transcortina). A
meia-vida plasmática de D21 OH é de 1,1 a 1,9 horas. A eliminação
ocorre principalmente pelos rins; nas 8 primeiras horas 70% da dose
administrada é excretada pela urina. Os 30% restantes são
eliminados pelas fezes. O metabolismo do D21OH é extenso; apenas
18% da excreção urinária representa D21OH, enquanto que o
metabólito deflazacorte (substância ativa) 6 beta OH representa um
terço da eliminação urinária.

Cuidados de Armazenamento do Deflaimmun Suspensão
Oral

Manter em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Proteger da luz e
manter em lugar seco.

Prazo de validade

O número de lote e as datas de fabricação e validade estão
impressos no cartucho do medicamento.

Não use o medicamento com o prazo de validade
vencido.

Antes de usar observe o aspecto do
medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Deflaimmun Suspensão Oral

Reg. M.S. Nº 1.0583.0268.

Farm. Resp.:

Dra. Maria Geisa P. de Lima e Silva
CRF – SP Nº 8.082

Fabricado e comercializado por:

EMS S/A
Rodovia SP 101, Km 08
Hortolândia/SP – CEP: 13186-901
C.N.P.J.: 57.507.378/0001-01

SAC:

0800-191222

Lote, Fabricação e Validade: vide cartucho.

Venda sob prescrição médica.

Deflaimmun-Suspensao-Oral, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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