Daraprim Bula

Daraprim


Como o Daraprim funciona?

A pirimetamina, princípio ativo deste medicamento, inibe a
enzima di-hidrofolato redutase (DHFR) do parasita, resultando na
inibição da síntese vital do ácido tetraidrofólico, um precursor
dos ácidos nucleicos (ADN e ARN). Sua afinidade pela DHFR do
parasita infectante (protozoário) é cerca de cem vezes maior do que
pela DHFR humana.

Embora a ação deste medicamento comece uma hora após a sua
administração, ele deve ser usado de acordo com o tempo estipulado
pelo médico, sempre associado a outros medicamentos.

Contraindicação do Daraprim

Daraprim não deve ser utilizado caso você
tenha:

  • Anemia megaloblástica secundária por deficiência de
    folato;
  • Hipersensibilidade (alergia) à pirimetamina ou à qualquer outro
    componente da formulação.

Como usar o Daraprim

Os comprimidos de Daraprim podem ser tomados com líquido
(aproximadamente meio a um copo), independentemente da hora da
refeição. Tome-os após a ingestão de um alimento se houver algum
desconforto no estômago.

Posologia

Profilaxia da malária:

Adultos e crianças com mais de 10 anos

Um comprimido de Daraprim a cada semana.

Crianças com menos de 10 anos

  • – 5 a 10 anos:

    meio comprimido a cada semana;

  • – Com menos de 5 anos:

    um quarto de comprimido a cada semana.

A profilaxia deve começar no dia ou pouco antes da chegada a uma
área endêmica e continuar uma vez por semana. No retorno a uma área
isenta de malária, a dose deve ser mantida por mais quatro
semanas.

Tratamento da malária:

Daraprim deve ser administrado juntamente com sulfadiazina ou
outra sulfonamida adequada.

Adultos, incluindo idosos, e jovens com mais de 14
anos

Dois ou três comprimidos de Daraprim juntamente com 1.000 a
1.500mg de sulfadiazina em dose única.

Crianças com menos de 14 anos – em dose
única

  • – 9 a 14 anos:

    dois comprimidos de Daraprim com 1000mg de sulfadiazina;

  • – 4 a 8 anos:

    um comprimido de Daraprim com 500mg de sulfadiazina;

  • – Menos de 4 anos:

    meio comprimido de Daraprim com 250mg de sulfadiazina.

Toxoplasmose:

Daraprim deve ser administrado concomitantemente com
sulfadiazina ou outra sulfonamida adequada.

Observação: O uso de uma sulfonamida alternativa pode requerer
um ajuste da dose.

O tratamento deve ser administrado entre três e seis
semanas.

Se for indicado um tratamento adicional, deve haver um intervalo
de duas semanas entre os tratamentos.

Adultos e crianças com mais de 6 anos

Daraprim – uma dose inicial de 100 mg (quatro comprimidos),
seguida de 25-50 mg (um ou dois comprimidos) diariamente.
sulfadiazina – 150mg/kg de peso corporal (máximo de 4g) diários,
divididos em quatro doses.

Crianças com menos de 6 anos

  • Entre 2 e 6 anos de idade devem receber uma dose inicial de 2mg
    de pirimetamina/kg de peso corporal (até um máximo de 50mg),
    seguidos de 1mg/kg/dia (até um máximo de 25mg);
  • Crianças menores devem receber 1mg/kg/dia.

Usando-se uma dosagem com base em peso corporal, as doses
recomendadas de Daraprim para crianças com menos de 6 anos de
idade, até o mais próximo de um quarto de comprimido, são como se
segue:

  • – Crianças entre 2 e 6 anos:

    Daraprim – uma dose inicial de um comprimido, seguida de meio
    comprimido diariamente. sulfadiazina – 150mg/kg de peso corporal
    (máximo de 2g) diariamente, divididos em quatro doses;

  • – Crianças entre 10 meses e 2 anos:

    Daraprim – meio comprimido diariamente. sulfadiazina – 150 mg/kg
    de peso corporal (máximo de 1,5g) diariamente, divididos em quatro
    doses;

  • – Crianças entre 3 e 9 meses:

    Daraprim – um quarto de comprimido diariamente. sulfadiazina –
    100mg/kg de peso corporal (máximo de 1g) diariamente, divididos em
    quatro doses;

  • – Recém-nascidos com menos de 3 meses:

    Daraprim – um quarto de comprimido em dias alternados.
    sulfadiazina – 100mg/kg de peso corporal (máximo de 750mg) em dias
    alternados, divididos em quatro doses.

Os riscos de se administrar sulfadiazina ou outras
sulfonamidas a recém-nascidos devem ser pesados contra seu
benefício terapêutico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.​


O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Daraprim?

Se você se esquecer de tomar uma dose deste medicamento, deve
tomá-la assim que se lembrar. Porém se já passou muito tempo e
estiver perto da próxima ingestão, pule a dose esquecida e tome a
próxima dose regularmente programada.

Não tome duas doses ao mesmo tempo ou doses extras para
compensar a dose esquecida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião dentista.

Precauções do Daraprim

Muito raramente, algumas pessoas podem apresentar efeitos
colaterais muito graves, com risco de vida, quando estão tomando
este medicamento.

Os seguintes sinais e sintomas podem estar relacionados a um
efeito colateral muito grave:

  • Sinais de uma reação alérgica, como, erupção na pele,
    urticária, coceira, vermelhidão, inchaço, aparecimento de bolhas,
    descamação da pele, com ou sem febre;
  • Respiração sibilante (chiado no peito);
  • Aperto no peito ou na garganta, dificuldade de respirar ou
    falar, tosse e/ou rouquidão incomum;
  • Inchaço da boca, face, lábios, língua ou garganta.

Caso ocorram tais sinais ou sintomas, o tratamento deve ser
interrompido e não retomado. Informe imediatamente seu médico.

Se você já apresentou alguma reação alérgica relacionada a um ou
mais medicamentos, alimentos ou outras substâncias, fale com seu
médico sobre essa alergia e sobre os sinais e sintomas a ela
relacionados.

Orientações sobre medidas adicionais recomendadas no
caso do tratamento da malária

Como medidas gerais, junto a este tratamento, recomenda-se o uso
de telas protetoras contra insetos, mosquiteiros em camas,
repelentes contra mosquitos [dietiltoluamida (DEET) a 10% a 35%] e
permetrina em spray sobre as roupas e mosquiteiros (não
aplicar spray de repelentes em crianças) e evitar se expor
ao ar livre durante o entardecer e à noite.

Cuidados e advertências em populações
especiais

Este medicamento deverá ser usado com cuidado em pacientes com
comprometimento da função dos rins ou do fígado ou com deficiência
de glicose 6-fosfato desidrogenase (G6PD). Seu uso com precaução
também é recomendado em caso de pacientes com histórico de
convulsões ou possível deficiência de folato (síndrome de má
absorção, gravidez, alcoolismo).

Quando usado por mais de três a quatro dias, há possibilidade de
desenvolvimento de complicações hematológicas, como leucopenia
(diminuição da contagem de glóbulos brancos no sangue), anemia
(deficiência de glóbulos vermelhos) ou trombocitopenia (diminuição
do número de plaquetas), mas esta ocorrência pode ser reduzida com
a administração concomitante de ácido folínico.

Estas complicações são monitoradas através da realização de
hemograma (contagem de células sanguíneas e plaquetas),
semanalmente durante o tratamento e por mais duas semanas após a
suspensão do tratamento.

Reações Adversas do Daraprim

Foram descritas as seguintes reações indesejáveis com a
pirimetamina consideradas significativas, porém a determinação da
sua frequência não foi possível:

  • Arritmias cardíacas, observadas com altas doses (doses iguais
    ou maiores do que 75mg/dia);
  • – Reações dermatológicas (pele e tecido
    subcutâneo):

    eritema multiforme (uma inflamação grave da pele, caracterizada
    por lesões avermelhadas, vesículas e bolhas, que se espalham de
    forma repentina em todo o corpo, acompanhadas de febre, mal-estar
    geral etc), erupções cutâneas de curta duração (desapareceram
    quando a administração da pirimetamina foi suspensa), síndrome de
    Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (reações cutâneas
    graves, acometendo a pele e a membrana mucosa, necessitando de
    cuidados de medicina intensiva);

  • – Gastrintestinais:

    náusea, anorexia (perda do apetite), cólica e diarreia são
    reações comuns durante o início do tratamento, mas raramente
    requerem a sua suspensão.Foi relatada também glossite atrófica
    (inflamação na língua, com perda das rugosidades normais);

  • – Hematológicas:

    leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos ou leucócitos no
    sangue), anemia megaloblástica (um tipo de anemia
    caracterizada pelo tamanho anormal e imaturidade dos glóbulos
    vermelhos), pancitopenia (diminuição do número de glóbulos
    vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas no sangue), eosinofia
    pulmonar (infiltração anormal do tecido pulmonar por eosinófilos,
    um pequeno glóbulo branco normalmente presente no sangue e tecido)
    e trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas no
    sangue);

  • – Geniturinária:

    hematúria (eliminação de sangue na urina);

  • – Outras:

    anafilaxia (reação alérgica aguda, grave, com repercussão em
    todo o corpo).

Ficou demonstrado no tratamento da toxoplasmose que Daraprim, em
doses terapêuticas, é capaz de deprimir a hematopoiese em mais ou
menos 25% dos pacientes. A possibilidade de desenvolvimento de
leucopenia, anemia ou trombocitopenia é reduzida pela administração
concomitante de ácido folínico.

Efeitos adversos menos comuns são:

Cefaleia, vertigem, boca ou garganta seca, febre, mal-estar,
pigmentação anormal da pele e depressão. Foram relatados três casos
de hiperfenilalaninemia (aumento anormal dos níveis sanguíneos de
um aminoácido chamado fenilalanina) em recém-nascidos sob
tratamento para toxoplasmose congênita. Colapso circulatório e
ulceração bucal foram relacionados ao Daraprim, mas somente em
pacientes tratados com doses mais altas do que as recomendadas. Foi
relatada precipitação de crise convulsiva em um paciente com
predisposição à epilepsia, mas a relação causal não foi
definida.

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Daraprim

Idosos

Se você tem 65 anos ou mais, o uso deste medicamento requer
cuidado adicional, pois você pode estar mais sujeito a efeitos
colaterais.

Uso durante a gravidez 

Uso durante a gravidez: embora haja teoricamente risco de
anormalidades fetais pelo uso de inibidores de folato administrados
durante a gravidez, não se documentaram tais efeitos causados por
Daraprim em seres humanos. O uso de Daraprim durante a gravidez só
deve ocorrer após cuidadosa avaliação médica do potencial risco e
benefício do tratamento. Se administrado durante a gravidez, é
recomendado que se faça uma adequada suplementação de folato. No
tratamento da toxoplasmose, os riscos resultantes da administração
de altas doses de Daraprim devem ser considerados contra os perigos
de aborto ou deformação fetal devido à infecção.

Uso durante o período de amamentação

Uso durante o período de amamentação: a quantidade de
pirimetamina secretada no leite materno é insuficiente para
contraindicar seu uso em mulheres que estão amamentando.
Entretanto, a administração concomitante de agentes inibidores de
folatos na criança que está sendo amamentada deve ser evitada, se
possível.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Dirigir veículos ou operar máquinas

Não existem informações que sugiram que Daraprim afete sua
capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

Composição do Daraprim

Cada comprimido contém:

Pirimetamina: 25mg.

Excipientes:

álcool etílico, estearato de magnésio, amido, docusato de sódio,
lactose monoidratada e água.

Superdosagem do Daraprim

Sinais e sintomas gastrintestinais e neurológicos (sobre o
sistema nervoso central), incluindo convulsões, podem estar
presentes após a ingestão de 300 mg ou mais de pirimetamina. Os
sintomas iniciais são geralmente gastrintestinais e podem incluir
dor abdominal, náusea e vômitos graves e repetidos, podendo ocorrer
hematêmese (vômito com sangue).

A toxicidade ao nível do sistema nervoso central pode se
manifestar por excitabilidade inicial, convulsões generalizadas e
prolongadas, que podem ser seguidas por depressão respiratória,
colapso circulatório e morte dentro de umas poucas horas. Os
sintomas neurológicos decorrentes de uma superdose muito alta
aparecem rapidamente (trinta minutos a duas horas após a ingestão
do medicamento).

Não há antídoto específico, devendo ser empregadas medidas de
suporte Nessas situações, a pessoa deve ser encaminhada
imediatamente para um serviço de assistência médica de
emergência.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Daraprim

Interação medicamento-medicamento

Medicamento

Interação

Comentários

Dapsona  Efeitos aditivos indesejáveis sobre
os elementos do sangue (glóbulos vermelhos e brancos). Não há
efeitos clinicamente importantes sobre a absorção, distribuição,
metabolismo e excreção da Pirimetamina (substância ativa).
Monitorar com frequência maior que a
usual os efeitos indesejáveis do tratamento sobre o sangue.
Antagonistas do ácido fólico (p.ex.,
sulfonamida, cotrimoxazol e trimetoprima)
A Pirimetamina (substância ativa) e
as sulfonamidas interferem com a síntese de ácido fólico em
organismos sensíveis. Há um possível sinergismo entre estes
medicamentos usados com sucesso no tratamento da toxoplasmose.
Também têm sido usados com vantagens terapêuticas na prevenção e
tratamento da malária. Há um aumento no risco de supressão da
medula óssea (redução importante na produção de células e plaquetas
do sangue) se usados com outros antagonistas do ácido fólico.
A Pirimetamina (substância ativa) é
usada em associação com a sulfadiazina para tratamento da
toxoplasmose. A Pirimetamina (substância ativa) tem sido usada
também junto à sulfadoxina para prevenção e tratamento da malária.
Caso se desenvolvam sinais de deficiência de folato, a
administração de Pirimetamina (substância ativa) deverá ser
suspensa e o tratamento com ácido folínico instituído até que a
produção normal de sangue seja restaurada.
Metotrexato, proguanil,
zidovudina
Pode aumentar o risco de supressão da
medula óssea.
O tratamento deve ser feito com
precaução. Suspender a Pirimetamina (substância ativa) se surgirem
sinais de deficiência de folato e iniciar tratamento com ácido
folínico até que se restabeleça a produção normal de sangue
(hematopoiese)
Fenitoína  Pode aumentar o risco de diminuição
dos níveis sanguíneos de ácido fólico e suas consequências.
Uso com precaução
Lorazepam  Pode haver efeito tóxico sobre o
fígado (hepatotoxicidade) quando a Pirimetamina (substância ativa)
e o lorazepam são usados concomitantemente.
Exames de função do fígado deverão
ser realizados regularmente para detectar possível
hepatotoxicidade.

Ocorreram convulsões após a administração concomitante de
metotrexato e Pirimetamina (substância ativa) a crianças com
leucemia do sistema nervoso central, e casos de aplasia fatal da
medula óssea (produção insuficiente de células do sangue) foram
associados à administração de daunorubicina, arabinosídeo, citosina
e Pirimetamina (substância ativa) a indivíduos com leucemia
mieloide aguda.

A alta ligação às proteínas do plasma demonstrada pela
Pirimetamina (substância ativa) pode impedir essa ligação por
outros compostos. Isto poderá ser relevante quando o nível de
fármaco não ligado (por exemplo, quinina ou varfarina),
administrado concomitantemente, afetar a sua eficácia ou
toxicidade.

Interação Alimentícia do Daraprim

Não se dispõe até o momento de informação sobre possível
interferência negativa de alimentos na absorção da Pirimetamina
(substância ativa).

Ação da Substância Daraprim

Resultados de eficácia

A Pirimetamina (substância ativa) é eficaz no tratamento da
malária causada por cepas sensíveis de Plasmodium falciparum quando
usada em combinação com uma sulfonamida, sendo útil também em
certas regiões para quimioprofilaxia da malária, quando
administrada em combinação com outros antimaláricos. Contudo, tem-
se observado um crescente desenvolvimento de resistência do
Plasmodium falciparum à droga, o que tem limitado o seu uso no
tratamento da malária por este Plasmodium. Todavia, ela permanece
útil para terapia preventiva intermitente para malária na gravidez
(IPTp) e terapia preventiva intermitente na infância (IPTi). Mais
recentemente, foi usada em regiões onde a resistência da DHFR não é
ainda um grande problema, em combinação com compostos da
artemesinina. No tratamento da toxoplasmose, a Pirimetamina
(substância ativa) permanece sendo o medicamento chave, sempre em
combinação com a sulfonamida.

Malária

Dados reunidos por Aponte JJ e colaboradores do Centro de
Investigação em Saúde Internacional de Barcelona (CRESIB),
Espanha, de seis estudos duplo-cegos, randomizados e controlados
por placebo, realizados na Tanzânia, Moçambique, Gabão e Gana, que
avaliaram a eficácia da IPTi com Pirimetamina (substância
ativa)/sulfadoxina, em sete mil novecentas e trinta crianças que se
submetiam, na época, a um programa de vacinação de rotina da OMS
(IPTi, n=3958; placebo, n=3972), mostraram que a IPTi com
Pirimetamina (substância ativa)/sulfadoxina foi segura e eficaz em
vários contextos de transmissão de malária, sugerindo que esta
intervenção seja uma contribuição útil no controle da malária.

Em um estudo realizado em Uganda para comparar a eficácia a
curto e a longo prazo de três regimes antimaláricos, crianças
saudáveis, com idades de 6 meses a 5 anos, foram randomicamente
alocadas para receber 1,25 mg/kg de Pirimetamina (substância ativa)
e 25 mg/kg de sulfadoxina, mais placebo ou 25 mg/kg de amodiaquina
ou 12 mg/kg de artesunato. Os participantes foram acompanhados por
até um ano e receberam o mesmo tratamento previamente atribuído
para cada episódio de malária não complicada, diagnosticado durante
o acompanhamento. Infecções recrudescentes e novas foram
distinguidas por comparação do polimorfismo na proteína 2 de
superfície do merozoíta (MSP2).

O desfecho primário foi o número total de tratamento para
malária por tempo em risco. As análises foram feitas por protocolo.
Cento e oitenta e três (61%) dos trezentos e dezesseis
participantes foram diagnosticados com pelo menos um episódio de
malária não complicada. Quinhentos e setenta e sete episódios de
malária não complicada por P. falciparum foram tratados com as
drogas do estudo. Todos os regimes foram seguros e bem
tolerados.

A falha no tratamento clínico após quatorze dias foi
significativamente mais frequente no grupo Pirimetamina (substância
ativa)+sufadoxina (trinta e oito de duzentos e quinze, 18%),
comparada à do grupo Pirimetamina (substância ativa)+sulfadoxina
mais amodiaquina (dois de cento e sessenta e quatro, 1%) ou à do
grupo Pirimetamina (substância ativa)+sulfadoxina mais artesunato
(um de cento e noventa e oito, 1%; p lt; 0,0001). Após vinte e oito
e quarenta e oito dias, os pacientes no grupo Pirimetamina
(substância ativa)+sulfadoxina mais amodiaquina apresentavam,
significativamente, menor probabilidade de desenvolver malária do
que aqueles dos outros dois grupos.

Globalmente, o tratamento com Pirimetamina (substância
ativa)+sulfadoxina mais amodiaquina reduziu a taxa de tratamentos
subsequentes para malária em 54% (IC de 95% 36-66, p lt; 0,0001),
comparado com tratamento com Pirimetamina (substância
ativa)+sufadoxina e em 37% (12-54, p=0,007) comparado com
Pirimetamina (substância ativa)+sulfadoxina mais artesunato. A
análise mostrou que a Pirimetamina (substância ativa)+sulfadoxina
mais amodiaquina pode ser usada como um regime barato para diminuir
os episódios subsequentes de malária.

Toxoplasmose na gravidez

Uma revisão baseada em evidência de artigos pesquisados na The
Cochrane Library e Medline sobre toxoplasmose na gravidez gerou uma
série de recomendações, dentre elas: que uma combinação de
Pirimetamina (substância ativa), sulfadiazina e ácido folínico deve
ser oferecida como tratamento a mulheres nas quais a infecção fetal
tenha sido confirmada ou altamente suspeita (geralmente por uma PCR
positiva no líquido amniótico) para reduzir o risco de grave doença
neurológica e ocular, bem como anormalidades cardíacas e
cerebrais.

Toxoplasmose congênita

Um amplo estudo colaborativo para avaliar a eficácia da
Pirimetamina (substância ativa) com sulfadiazina mais ácido
folínico durante o primeiro ano de vida em crianças com
toxoplasmose congênita, Mc Auley et al. (1994),
claramente demonstrou o valor deste tratamento. Regressão das
lesões retinianas, melhora da função intelectual, redução do uso de
anticonvulsivantes e redução dos efeitos auditivos foram associadas
à farmacoterapia agressiva.

Toxoplasmose adquirida

A combinação Pirimetamina (substância ativa)/sulfadiazina tem se
mostrado altamente eficaz no tratamento de complicações da infecção
adquirida, inclusive neurotoxoplasmose, sendo o tratamento a longo
prazo necessário para prevenir recidivas em pacientes
imunodeficientes, como demonstrado por vários artigos publicados e
outras publicações específicas.

Características farmacológicas

A Pirimetamina (substância ativa), ou
5-(4-clorofenil)-6-etilpirimidina-2,4-diamina, é um antagonista do
ácido fólico com atividade contra protozoários, usado como
antimalárico e como medicamento chave para tratamento da
toxoplasmose, associado a uma sulfonamida.

Farmacodinâmica

Seu mecanismo de ação implica na redução da síntese de ácidos
nucleicos (ARN e ADN) pela competição com o di-hidrofolato e
inibição da enzima di-hidrofolato redutase (DHFR), que participa da
transformação de di-hidrofolato em tetraidrofolato, precursor de
ARN e ADN. Sua afinidade pela DHFR do parasita é cerca de cem vezes
maior do que pela DHFR humana. A inibição da DHFR no plasmódio
manifesta-se pela falha na divisão celular no momento da formação
do esquizonte nos eritrócitos e no fígado do hospedeiro (Ferone,
1984). Similarmente, a Pirimetamina (substância ativa) inibe a DHFR
no Toxoplasma gondii e Pneumocystis jirovecii, embora essa enzima,
nestes dois organismos, tenha características moleculares
diferentes. 

Farmacocinética

Após administração oral, a Pirimetamina (substância ativa) é
totalmente absorvida (biodisponibilidade de 100%), com início de
ação em aproximadamente uma hora e com níveis plasmáticos máximos
alcançados em torno de quatro a seis horas (1,5-8 horas). Apresenta
taxas de ligação às proteínas plasmáticas de 80-87%. Distribui-se
amplamente no corpo, principalmente nas hemácias, rins, pulmões e
baço. Atravessa a barreira hematoencefálica e a placenta e aparece
também no leite materno.

Apresenta uma relação de concentração sangue/plasma de 0,98 +/-
0,16 e um volume de distribuição de 2,3 ± 0,6 L/kg. É metabolizada
no fígado e eliminada lentamente do corpo, com meia-vida de
eliminação de cerca de 80-95 h. Sua excreção é renal e estimada em
65% (20%- 30% como droga não alterada), com uma depuração de 0,41
+/- 0,06 (ml/(kg*min)).

Cuidados de Armazenamento do Daraprim

Daraprim deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15°C
e 30°C), em sua embalagem original. Proteger da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Comprimidos praticamente brancos, circulares, convexos, sulcados
em uma das faces e livres de partículas estranhas, com odor
característico.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Daraprim

Venda sob prescrição médica.

MS: 1.0390.0148
Farm. Resp:
Dra. Marcia Weiss I. Campos
CRF-RJ nº 4499

Registrado por:

Farmoquímica S/A
Av. José Silva de Azevedo Neto, 200, Bloco 1
1º andar, salas 101 a 104 e 106 a 108.
Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.349.473/0001-58

Fabricado por:

Farmoquímica S/A
Rua Viúva Cláudio, 300
Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.349.473/0003-10
Indústria brasileira

Daraprim, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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