Corus H Bula

Corus H

Como o Corus H funciona?


Corus H é uma combinação de um antagonista dos receptores de
angiotensina II (losartana) e um diurético (hidroclorotiazida). A
losartana e a hidroclorotiazida agem em conjunto para diminuir a
pressão alta. Se você tem pressão alta e apresenta espessamento das
paredes do ventrículo esquerdo, a principal câmara de bombeamento
do coração, seu médico prescreveu Corus H para ajudar a diminuir o
risco de eventos cardiovasculares, como derrame (acidente vascular
cerebral).

Informações ao paciente sobre a doença

O que é pressão arterial?

A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas
as partes do corpo é chamada de pressão arterial.

Sem a pressão arterial, o sangue não circularia pelo corpo. A
pressão arterial normal faz parte da boa saúde. Sua pressão
arterial sofre alterações durante o transcorrer do dia, dependendo
da atividade, do estresse e da excitação.

A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por
exemplo, 120/80 (cento e vinte por oitenta). O número mais alto
mede a força quando seu coração está bombeando sangue. O número
mais baixo mede a força em repouso, entre os batimentos
cardíacos.

O que é pressão alta (ou hipertensão)?

Você tem pressão alta ou hipertensão quando sua pressão arterial
permanece alta mesmo quando você está calmo(a) e relaxado(a). A
pressão alta desenvolve-se quando os vasos sanguíneos se estreitam
e dificultam o fluxo do sangue.

Como saber se tenho pressão alta?

Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira
de saber se você tem hipertensão é medindo sua pressão arterial.
Por isso você deve medir sua pressão arterial regularmente.

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser
tratada?

Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos
essenciais para a vida, como o coração e os rins. Você pode estar
se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a hipertensão pode
causar derrame (acidente vascular cerebral), ataque cardíaco
(infarto do miocárdio), insuficiência cardíaca, insuficiência renal
ou cegueira.

Como a pressão alta deve ser tratada?

Ao diagnosticar a hipertensão (pressão alta), seu médico pode
recomendar mudanças em seu estilo de vida e também pode lhe
receitar medicamentos para controlar a pressão arterial. A pressão
alta pode ser tratada e controlada com o uso de medicamentos, como
Corus H.

Seu médico pode lhe dizer qual é a pressão arterial ideal para
você. Memorize este valor e siga a recomendação médica para atingir
a pressão arterial ideal para a sua saúde.

Como Corus H trata a pressão alta?

O ingrediente losartana de Corus H reduz a pressão arterial
bloqueando especificamente uma substância denominada angiotensina
II. A angiotensina II normalmente estreita os vasos sanguíneos.

O ingrediente losartana de Corus H faz com que os vasos relaxem.
O ingrediente hidroclorotiazida de Corus H faz com que os rins
eliminem mais sal e água. Juntos, a losartana e a hidroclorotiazida
reduzem a pressão alta. Embora seu médico possa lhe dizer se o
medicamento está agindo por meio da medida da sua pressão arterial,
provavelmente você não notará diferenças ao tomar Corus H.

O que causa espessamento das paredes do ventrículo
esquerdo do coração (hipertrofia ventricular
esquerda)?

A pressão alta faz com que o coração trabalhe com mais esforço.
Com o tempo, isso pode fazer o coração ficar hipertrofiado.

Por que os pacientes com hipertrofia ventricular
esquerda devem ser tratados?

A hipertrofia ventricular esquerda está associada a uma maior
probabilidade de derrame (acidente vascular cerebral).

Corus H reduziu o risco de eventos cardiovasculares, como o
derrame, em pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo
esquerdo.

Contraindicação do Corus H

Você não deve tomar Corus H se:

  • For alérgico a qualquer um de seus ingredientes;
  • For alérgico a derivados das sulfonamidas (pergunte a seu
    médico o que são medicamentos derivados das sulfonamidas);
  • Não estiver urinando;
  • For diabético e está tomando um medicamento chamado alisquireno
    para reduzir a pressão arterial.

Se você não estiver certo se deve ou não iniciar o
tratamento com Corus H, entre em contato com seu
médico.

Como usar o Corus H

Corus H pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior
comodidade e para que você se lembre com mais facilidade, procure
tomar Corus H no mesmo horário todos os dias.

Posologia do Corus H


Pressão alta

A dose usual de Corus H para a maioria dos pacientes com
pressão alta é de 1 comprimido de 50/12,5 mg por dia para controlar
a pressão arterial durante um período de 24 horas.

Se você não responder adequadamente ao tratamento com Corus H
50/12,5 mg, o seu médico poderá aumentar a dose para 1 comprimido
de Corus H 100/25 mg (losartana 100 mg/hidroclorotiazida 25 mg) uma
vez ao dia ou 2 comprimidos de Corus H 50/12,5 mg uma vez ao dia. A
dose máxima é de 1 comprimido de Corus H 100/25 mg uma vez ao dia
ou 2 comprimidos de Corus H 50/12,5 mg uma vez ao dia.

Pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo
esquerdo

A dose inicial usual é de 50 mg de losartana uma vez por
dia. Se a meta para a pressão arterial não for atingida com 50 mg
de losartana, seu médico poderá prescrever uma combinação de
losartana e baixa dose de hidroclorotiazida 12,5 mg (Corus H50/12,5
mg).

Seu médico poderá aumentar as quantidades de losartana e
hidroclorotiazida gradualmente até atingir a dose correta para
você. Se necessário, a dose poderá ser aumentada para 100 mg de
losartana e 25 mg de hidroclorotiazida uma vez ao dia (Corus
H100/25 mg).

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Corus H?


Deve-se tomar Corus H conforme a prescrição. Se você deixou de
tomar uma dose, deverá tomar a dose seguinte como de costume, isto
é, na hora regular e sem duplicar a dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Corus H

Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que
esteja apresentando ou tenha apresentado e sobre quaisquer tipos de
alergia. Informe ao seu médico se tiver apresentado recentemente
episódios de vômito ou diarreia.

É muito importante que seu médico saiba se você tem doença do
fígado ou dos rins, gota, diabetes, lúpus eritematoso ou se está em
tratamento com outros diuréticos. Nesses casos, seu médico pode
achar necessário ajustar a dose dos seus medicamentos.

Informe ao seu médico se você está utilizando outros
medicamentos que possam aumentar o nível sérico de potássio.

Antes de uma cirurgia e anestesia, informe ao seu médico (ou
dentista) que está em tratamento com Corus H, pois pode ocorrer
queda repentina da pressão arterial associada à anestesia.

Uso em pacientes de raça negra com pressão alta e hipertrofia do
ventrículo esquerdo – em um estudo que envolveu pacientes com
pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo, a losartana
diminuiu o risco de derrame (acidente vascular cerebral) e infarto
do miocárdio e ajudou os pacientes a viverem mais. No entanto, esse
estudo também mostrou que esses benefícios, quando comparados aos
benefícios de outro medicamento para hipertensão, o atenolol, não
se aplicam aos pacientes de raça negra.

Dirigir ou operar máquinas

Quase todos os pacientes podem realizar essas atividades, porém,
até saber como você reage ao medicamento, você deve evitar
atividades que exijam muita atenção (por exemplo, dirigir um
automóvel ou operar máquinas perigosas).

Este medicamento pode causar
doping.

Reações Adversas do Corus H

Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou
indesejáveis, denominados efeitos adversos. Na maioria dos
pacientes, Corus H é bem tolerado. Os efeitos adversos podem
incluir náusea, vômitos, cólicas, diarreia, constipação, dor de
cabeça, fraqueza, tontura, fadiga, urticária, erupção cutânea,
alteração de paladar, visão turva momentânea ou aumento da
sensibilidade da pele ao sol. Outro efeito adverso pode ser a
sensação de tontura ou atordoamento devido a uma queda súbita na
pressão sanguínea quando se levanta rapidamente. Seu médico possui
uma lista mais completa dos efeitos adversos. Informe ao seu médico
imediatamente se você apresentar esses sintomas ou outros sintomas
incomuns.

Se apresentar uma reação alérgica com inchaço da face, dos
lábios, da garganta e/ou da língua que possa dificultar sua
respiração ou capacidade de engolir, pare de tomar Corus H e
procure seu médico imediatamente.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Corus H

Gravidez e amamentação

O uso de Corus H não é recomendado enquanto você estiver
grávida ou amamentando.

Corus H pode causar danos ou a morte do feto. Converse com seu
médico sobre outras maneiras para diminuir sua pressão sanguínea se
você pretende engravidar. Se você engravidar enquanto toma Corus H
informe seu médico imediatamente.

Este medicamento não deve ser utilizado no segundo
e terceiro trimestres da gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em
caso de suspeita de gravidez.

Uso pediátrico

Não existe experiência com o uso de Corus H em crianças,
portanto Corus H não deve ser administrado a pacientes
pediátricos.

Uso em idosos

Em geral, Corus H age igualmente bem e é igualmente bem tolerado
pela maioria dos pacientes adultos mais jovens e mais idosos. A
maioria dos pacientes mais idosos requer a mesma dose que os
pacientes mais jovens. Os pacientes mais idosos devem iniciar o
tratamento com Corus H 50/12,5 mg.

Composição do Corus H

Cada comprimido revestido de 50 mg + 12,5 mg
contém:

Losartana potássica

50,00 mg

Hidroclorotiazida

12,5 mg

Excipientes:

amido, lactose monoidratada, dióxido de silício, celulose
microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol,
dióxido de titânio e corante vermelho FDC nº 40 laca de
alumínio.

Cada comprimido revestido de 100 mg + 25 mg
contém:

losartana potássica

100,00 mg

hidroclorotiazida

25,00 mg

Excipientes:

amido, lactose monoidratada, dióxido de silício, celulose
microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol,
dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.

Apresentação do Corus H


Comprimidos revestidos de 50 mg + 12,5 mg

Embalagens com 14 e 30 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 100 mg + 25 mg

Embalagens com 14 e 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar ao medicamento de
referência.

Superdosagem do Corus H

Em caso de superdose, avise o médico imediatamente. Os sintomas
mais prováveis de superdose podem incluir pressão arterial baixa e
batimentos cardíacos acelerados.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Corus H

Em geral, Corus H pode ser tomado com outros medicamentos. Você
deve, no entanto, informar ao seu médico sobre todos os
medicamentos que esteja tomando ou pretenda tomar, incluindo os
obtidos sem prescrição médica (venda livre). É importante informar
ao seu médico se está tomando suplementos de potássio, agentes
poupadores de potássio, substitutos de sal contendo potássio, ou
outros medicamentos que possam aumentar o nível sérico de potássio
(por exemplo, produtos que contenham trimetoprima), outros
medicamentos para reduzir a pressão alta, outros diuréticos,
resinas que reduzem os níveis altos de colesterol, medicamentos
para tratar diabetes incluindo insulina, relaxantes musculares,
aminas pressoras como a adrenalina, esteroides, alguns analgésicos
e medicamentos para artrite ou lítio (um medicamento utilizado para
tratar um certo tipo de depressão).

Sedativos, tranquilizantes, narcóticos, álcool e analgésicos
podem aumentar o efeito redutor da pressão arterial de Corus H,
portanto informe ao seu médico se estiver tomando qualquer um
desses medicamentos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Corus H

Resultados de eficácia

Estudos Clínicos

Losartana-hidroclorotiazida

Quando utilizadas em combinação, a losartana e a
hidroclorotiazida apresentam efeito aditivo quanto a sua eficácia
anti-hipertensiva. O efeito anti-hipertensivo de Losartana
Potássica + Hidroclorotiazida (substância ativa) é mantido por um
período de 24 horas.

Nos estudos clínicos com pelo menos um ano de duração, o efeito
anti-hipertensivo foi mantido com o tratamento continuado. Apesar
da redução significativa da pressão arterial, a administração de
Losartana Potássica + Hidroclorotiazida (substância ativa) não
exerceu efeito clinicamente significativo na frequência
cardíaca.

Nos estudos clínicos, após 12 semanas de terapia com losartana
50mg/hidroclorotiazida 12,5mg, a pressão diastólica em posição
sentada, no vale, foi reduzida em até 13,2mmHg, em média.

Em um estudo comparativo entre as combinações de losartana
50mg/hidroclorotiazida 12,5mg e captopril 50mg/hidroclorotiazida
25mg em pacientes hipertensos jovens (lt; 65 anos de idade) e
idosos (≥ 65 anos de idade), as respostas anti-hipertensivas foram
semelhantes entre os dois tratamentos e por faixa etária.

Em geral, do ponto de vista estatístico, ocorreram
significativamente menos efeitos adversos clínicos relacionados ao
medicamento e descontinuações por efeitos adversos clínicos com
losartana 50mg/hidroclorotiazida 12,5mg do que com captopril
50mg/hidroclorotiazida 25mg.

Um estudo conduzido com 131 pacientes com hipertensão grave
demonstrou a utilidade de Losartana Potássica + Hidroclorotiazida
(substância ativa) administrado como tratamento inicial e em um
esquema com outros agentes anti-hipertensivos após 12 semanas de
terapia.

A Losartana Potássica + Hidroclorotiazida (substância ativa) é
eficaz na redução da pressão arterial em pacientes do sexo
masculino e feminino, de qualquer etnia, em pacientes jovens (lt;
65 anos de idade) e idosos (≥ 65 anos de idade) e em todos os graus
de hipertensão.

Hipertensão Grave [Pressão Arterial Diastólica (PAD) na
Posição Sentada ≥ 110 mmHg]

A segurança e a eficácia de Losartana Potássica +
Hidroclorotiazida (substância ativa) como tratamento inicial para
hipertensão grave (PAD média na posição sentada no período basal ≥
110mmHg confirmada em 2 ocasiões distintas) foram demonstradas em
um estudo multicêntrico, duplo-cego, randômico, com 6 semanas de
duração, que envolveu 585 pacientes com hipertensão grave.

O desfecho primário foi a comparação em 4 semanas de pacientes
que atingiram a meta de pressão arterial diastólica (PAD, na
posição sentada, no vale lt;90 mmHg) com
losartana/hidroclorotiazida 50/12,5mg versus pacientes
tratados com losartana 50mg titulados para 100mg conforme
necessário para atingir a meta de pressão arterial diastólica.

O desfecho secundário foi uma comparação em 6 semanas de
pacientes que atingiram a meta de pressão arterial diastólica com
losartana/hidroclorotiazida 50/12,5mg titulado conforme necessário
para losartana/hidroclorotiazida 100/25mg versus pacientes
que receberam losartana 50mg titulados para 100mg e depois para
150mg.

Em uma análise post-hoc, os pacientes que atingiram a meta de
pressão arterial sistólica (na posição sentada, no vale, lt; 140
mmHg) foram comparados entre os 2 grupos de tratamento na
4a e na 6a semanas.

Após 4 semanas de tratamento, mais pacientes que receberam o
regime de combinação de losartana/hidroclorotiazida 50/12,5mg
atingiram a meta de pressão arterial diastólica do que os que
receberam a monoterapia com losartana 50 ou 100mg (17,6%
versus 9,4%, respectivamente; p= 0,007). Da mesma forma,
após 6 semanas de terapia, mais pacientes que receberam o regime de
combinação atingiram a meta de pressão arterial diastólica do que
os que receberam a monoterapia (29,8% versus 12,5%,
respectivamente; plt; 0,001).

Além disso, mais pacientes atingiram a meta de pressão arterial
sistólica com o esquema de combinação versus a monoterapia
em cada ponto de tempo (4a semana: 24,5% versus
11,9%, respectivamente; plt; 0,001; 6a semana: 36,9%
versus 14,1%, respectivamente; plt; 0,001).

A segurança e a tolerabilidade de losartana/hidroclorotiazida
para pacientes com hipertensão grave foram comparáveis às da
monoterapia com losartana por ocasião da primeira dose, na
4a e na 6a semanas de tratamento.

Losartana

A eficácia anti-hipertensiva da losartana foi demonstrada em 11
estudos controlados que envolveram 1.679 pacientes que receberam
losartana, 471 pacientes que receberam placebo e 488 pacientes que
receberam uma variedade de agentes comparativos. A administração
única diária de losartana a pacientes com hipertensão essencial
leve a moderada produziu reduções estatisticamente significativas
nas pressões arteriais sistólica e diastólica; nos estudos clínicos
de até um ano de duração, o efeito anti-hipertensivo foi
mantido.

A medição da pressão arterial no vale (24 horas pós-dose) em
relação ao pico (5-6 horas pós-dose) demonstrou redução da pressão
arterial relativamente suave durante as 24 horas. O efeito
anti-hipertensivo acompanhou os ritmos diurnos naturais. A redução
da pressão arterial ao final do intervalo posológico foi de
aproximadamente 70% – 80% do efeito observado 5-6 horas
pós-dose.

O efeito anti-hipertensivo máximo foi atingido 3-6 semanas após
o início do tratamento. Apesar da redução significativa da pressão
arterial, a administração de losartana não exerceu efeito
clinicamente significativo na frequência cardíaca. A descontinuação
da losartana em pacientes hipertensos não resultou em rebote
abrupto da pressão arterial.

A administração única diária de 50-100mg de losartana produziu
efeito anti-hipertensivo significativamente maior do que 50-100mg
de captopril administrado uma vez ao dia. O efeito
anti-hipertensivo da administração única diária de 50mg de
losartana foi semelhante ao obtido com a administração única diária
de 20mg de enalapril.

O efeito anti-hipertensivo da administração única diária de
50-100mg de losartana foi comparável ao obtido com a administração
única diária de 50-100mg de atenolol. O efeito da administração
única diária de 50-100mg de losartana também foi equivalente ao
efeito de 5-10mg de felodipina de liberação prolongada em
hipertensos idosos (≥ 65 anos de idade) após 12 semanas de
tratamento.

A losartana é igualmente eficaz em hipertensos do sexo masculino
e feminino e jovens (lt; 65 anos de idade) e idosos (≥ 65 anos de
idade). Embora a losartana tenha apresentado efeito
anti-hipertensivo em todas as etnias estudadas, a exemplo de outros
medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina, a resposta
média à monoterapia com losartana foi menor em pacientes
hipertensos negros.

Quando administrada com diuréticos tiazídicos, os efeitos
redutores da pressão arterial da losartana são aproximadamente
aditivos.

Uma vez que a losartana bloqueia seletivamente o local do
receptor AII, espera-se que pacientes que recebem a losartana não
desenvolvam tosse.

Em um estudo controlado com 8 semanas de duração, a incidência
de tosse em pacientes hipertensos com histórico de tosse durante o
tratamento com inibidor da ECA, a incidência de tosse relatada por
pacientes recebendo losartana ou um agente não associado à tosse
induzida por um inibidor da ECA (hidroclorotiazida) foi semelhante
e significativamente mais baixa do que em pacientes expostos
novamente a um inibidor da ECA.

Além disso, em uma análise global de 16 estudos clínicos
duplo-cegos que envolveram 4.131 pacientes, a incidência de tosse
relatada espontaneamente em pacientes que receberam losartana foi
semelhante (3,1%) à de pacientes que receberam placebo (2,6%) ou
hidroclorotiazida (4,1%), enquanto a incidência com os inibidores
da ECA foi de 8,8%.

Estudo LIFE

O estudo LIFE (Losartan Intervention For Endpoint reduction
in hypertension)
foi um estudo randômico, triplo-cego,
controlado com medicação ativa, que envolveu 9.193 pacientes
hipertensos com idade entre 55 e 80 anos (média de 67 anos de
idade) e hipertrofia ventricular esquerda documentada por ECG. Dos
pacientes admitidos no período basal, 1.195 (13%) apresentavam
diabetes; 1.326 (14%), hipertensão sistólica isolada; 1.468 (17%),
doença coronariana e 728 (8%), doença vascular cerebral.

O objetivo do estudo foi demonstrar os efeitos cardiovasculares
protetores da losartana versus o atenolol, acima e além
dos benefícios do controle da pressão arterial (a pressão arterial
foi medida no vale). Visando atingir esse objetivo, o estudo foi
desenhado para se obter a mesma pressão arterial em ambos os grupos
de tratamento. Os pacientes foram distribuídos de modo randômico
para receber 50mg de losartana ou 50mg de atenolol em doses únicas
diárias.

Se a meta de pressão arterial (lt;140/90mmHg) não fosse
atingida, primeiramente eram adicionados 12,5mg de
hidroclorotiazida e, se necessário, a dose de losartana ou de
atenolol era então aumentada para 100mg uma vez ao dia.

Se necessários, outros tratamentos anti-hipertensivos (por
exemplo, aumento da dose de hidroclorotiazida para 25mg ou adição
de outra terapia diurética, bloqueadores de canais de cálcio,
alfabloqueadores ou agentes de ação central, mas não inibidores da
ECA, antagonistas da angiotensina II ou betabloqueadores) eram
adicionados ao esquema terapêutico para se atingir a meta de
pressão arterial.

No esforço para controlar a pressão arterial, os pacientes nos
dois braços do estudo LIFE receberam concomitantemente
hidroclorotiazida na maior parte do tempo em que receberam o
medicamento de estudo (73,9% e 72,4% dos dias nos braços de
losartana e atenolol, respectivamente).

Em ambos os grupos de tratamento, a pressão arterial foi
significativamente reduzida a níveis semelhantes e uma proporção
semelhante de pacientes atingiu a meta da pressão arterial. A
duração média do seguimento foi de 4,8 anos.

O desfecho primário foi o composto de morbidade e mortalidade
cardiovasculares conforme avaliado por redução da incidência de
morte cardiovascular, acidente vascular cerebral e infarto do
miocárdio combinados. Os resultados demonstraram que o tratamento
com losartana resultou em 13% de redução do risco (p= 0,021) em
comparação com atenolol para pacientes que atingiram o desfecho
primário composto.

O tratamento com losartana reduziu o risco de acidente vascular
cerebral em 25% em relação a atenolol (p= 0,001). As taxas de morte
cardiovascular e de infarto do miocárdio não foram
significativamente diferentes entre os grupos de tratamento. O
efeito da losartana sobre o desfecho primário composto pareceu
estar acima e além dos seus efeitos benéficos sobre o controle da
pressão arterial apenas.

Para o desfecho primário composto, nos subgrupos de pacientes
com histórico de diabetes mellitus (n= 1.195) ou
hipertensão sistólica isolada (HSI) (n= 1.326) no período basal, os
resultados do tratamento com losartana foram compatíveis com o
benefício da terapia com losartana observado na população global do
estudo: em pacientes com diabetes, foi observado 24% de redução do
risco (p= 0,03) e em pacientes com HSI, 25% de redução do risco (p=
0,06).

Consistente com os resultados observados na população global, a
redução do risco de acidente vascular cerebral foi um importante
fator de contribuição para o benefício observado em pacientes com
diabetes ou HSI.

Para pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda,
Losartana Potássica + Hidroclorotiazida (substância ativa) é uma
formulação alternativa adequada para pacientes que receberiam a
administração concomitante de losartana e hidroclorotiazida uma vez
ao dia para redução da morbidade e mortalidade
cardiovasculares.

Raça

No estudo LIFE, o risco de apresentar o desfecho primário
composto entre os pacientes negros que receberam atenolol (n= 263)
era mais baixo em comparação com o risco entre os pacientes negros
que receberam losartana (n= 270). Com base no estudo LIFE, os
benefícios da losartana na morbidade e mortalidade cardiovasculares
em comparação com o atenolol não se aplicam a pacientes negros
hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda.

Nesse estudo, a losartana foi em geral bem tolerada. O perfil de
tolerabilidade de losartana foi superior ao do atenolol conforme
evidenciado pela incidência significativamente mais baixa de
descontinuações por efeitos adversos.

Características farmacológicas

Mecanismo de Ação

Losartana-hidroclorotiazida:

Os componentes de Losartana Potássica + Hidroclorotiazida
(substância ativa) apresentam efeito aditivo sobre a redução da
pressão arterial, diminuindo a pressão arterial a um grau maior do
que qualquer um dos componentes isoladamente. Acredita-se que esse
efeito seja resultado de ações complementares de ambos os
componentes. Além disso, como resultado de seu efeito diurético, a
hidroclorotiazida aumenta a atividade plasmática de renina, a
secreção de aldosterona e os níveis de angiotensina II e diminui o
potássio sérico.

A administração de losartana bloqueia todas as ações
fisiologicamente relevantes da angiotensina II e, por meio da
inibição da aldosterona, poderia tender a atenuar a perda de
potássio associada ao diurético.

A losartana apresenta efeito uricosúrico leve e transitório. A
hidroclorotiazida causa aumentos modestos do ácido úrico; a
combinação de losartana e hidroclorotiazida tende a atenuar a
hiperuricemia induzida pelo diurético.

Losartana:

A angiotensina II, um vasoconstritor potente, é o principal
hormônio ativo do sistema renina-angiotensina e um importante
determinante da fisiopatologia da hipertensão. A angiotensina II
liga-se ao receptor AT1 encontrado em muitos tecidos (por exemplo,
músculo liso vascular, glândula adrenal, rins e coração) e
desencadeia várias ações biológicas importantes, incluindo
vasoconstrição e liberação de aldosterona.

A angiotensina II também estimula a proliferação de células
musculares lisas. Um segundo receptor de angiotensina II foi
identificado como receptor de subtipo AT2, porém não tem função
conhecida na homeostase cardiovascular.

A losartana é um composto potente, sintético, ativo por via
oral. Com base nos bioensaios de ligação e farmacológicos, a
angiotensina II liga-se seletivamente ao receptor AT1. In
vitro
e in vivo, tanto a losartana como seu
metabólito de ácido carboxílico farmacologicamente ativo (E-3174)
bloqueiam todas as ações fisiologicamente relevantes da
angiotensina II, independentemente da sua origem ou via de
síntese.

Ao contrário de alguns antagonistas peptídicos da angiotensina
II, a losartana não apresenta efeitos agonistas.

A losartana liga-se seletivamente ao receptor AT1 e não se liga
ou bloqueia outros receptores hormonais ou canais iônicos
importantes na regulação cardiovascular. Além disso, a losartana
não inibe a ECA (cininase II), a enzima que degrada a
bradicinina.

Consequentemente, os efeitos não relacionados diretamente ao
bloqueio do receptor AT1, tais como a potencialização dos efeitos
mediados pela bradicinina ou a geração de edema (losartana, 1,7%;
placebo, 1,9%), não estão associados à losartana.

Hidroclorotiazida:

O mecanismo do efeito anti-hipertensivo das tiazidas é
desconhecido. As tiazidas não afetam usualmente a pressão arterial
normal.

A hidroclorotiazida é um diurético e anti-hipertensivo. A
hidroclorotiazida afeta o mecanismo tubular renal distal de
reabsorção de eletrólitos. A hidroclorotiazida aumenta a excreção
de sódio e cloreto em quantidades aproximadamente equivalentes. A
natriurese pode ser acompanhada de alguma perda de potássio e
bicarbonato.

O efeito diurético inicia-se 2 horas após a administração oral,
atinge o nível máximo em cerca de 4 horas e dura aproximadamente 6
a 12 horas.

Farmacocinética

Absorção

Losartana:

Após a administração oral, a losartana é bem absorvida e sofre
metabolismo de primeira passagem, formando um metabólito ativo do
ácido carboxílico e outros metabólitos inativos. A
biodisponibilidade sistêmica dos comprimidos de losartana é de
aproximadamente 33%.

As médias das concentrações máximas de losartana e de seu
metabólito ativo são atingidas em 1 hora e em 3-4 horas,
respectivamente. Não houve efeito clinicamente significativo sobre
o perfil de concentração plasmática da losartana quando o fármaco
foi administrado com uma refeição padrão.

Distribuição

Losartana:

Tanto a losartana como seu metabólito ativo apresentam taxas de
ligação a proteínas plasmáticas ≥ 99%, principalmente à albumina. O
volume de distribuição da losartana é de 34 litros. Estudos em
ratos indicam que a losartana atravessa fracamente, quando
atravessa, a barreira hematoencefálica.

Hidroclorotiazida:

A hidroclorotiazida atravessa a barreira placentária, porém não
a barreira hematoencefálica, e é excretada no leite humano.

Metabolismo

Losartana:

Cerca de 14% de uma dose de losartana administrada por via
intravenosa ou oral é convertida ao seu metabólito ativo. Após
administração oral e intravenosa de losartana potássica marcada com
14C, a radioatividade plasmática circulante é atribuída
principalmente à losartana e ao seu metabólito ativo. Observou-se
conversão mínima da losartana a seu metabólito ativo em cerca de 1%
dos indivíduos estudados.

Além do metabólito ativo, são formados metabólitos inativos,
incluindo dois importantes metabólitos formados por hidroxilação da
cadeia lateral butílica e um metabólito menos importante, um
glicuronídeo tetrazol N-2.

Eliminação

Losartana:

Os clearances plasmáticos de losartana e seu metabólito
ativo são de cerca de 600mL/min e 50mL/min, respectivamente. Os
clearances renais de losartana e seu metabólito ativo são
de cerca de 74mL/min e 26mL/min, respectivamente. Quando a
losartana é administrada por via oral, aproximadamente 4% da dose é
excretada de forma inalterada na urina e cerca de 6% da dose é
excretada na urina como metabólito ativo. A farmacocinética de
losartana e seu metabólito ativo é linear, com doses orais de
losartana potássica de até 200mg.

Após a administração oral, as concentrações plasmáticas de
losartana e seu metabólito ativo declinam poliexponencialmente, com
meia-vida terminal de cerca de 2 horas e de 6-9 horas,
respectivamente. Durante a administração única diária de 100mg, a
losartana e seu metabólito ativo não se acumulam de forma
significativa no plasma.

Tanto a excreção biliar como a urinária contribuem para a
eliminação de losartana e seus metabólitos. Após a administração de
uma dose oral de losartana marcada com 14C a humanos, cerca de 35%
da radioatividade é recuperada na urina e 58%, nas fezes. Após uma
dose intravenosa de losartana marcada com 14C a humanos, cerca de
43% da radioatividade é recuperada na urina e 50%, nas fezes.

Hidroclorotiazida:

A hidroclorotiazida não é metabolizada, porém é eliminada
rapidamente pelos rins. Quando os níveis plasmáticos foram
acompanhados durante pelo menos 24 horas, observou-se que a
meia-vida plasmática variou de 5,6 e 14,8 horas. Pelo menos 61% da
dose oral é eliminada de forma inalterada em 24 horas.

Farmacodinâmica

Losartana:

A losartana inibe as respostas pressoras sistólica e diastólica
a infusões de angiotensina II. No pico, 100mg de losartana
potássica inibem essas respostas em aproximadamente 85%; 24 horas
após a administração de doses únicas e múltiplas, a inibição é de
cerca de 26%-39%.

Durante a administração de losartana, a remoção do feedback
negativo da angiotensina II sobre a secreção de renina aumenta a
atividade de renina plasmática, o que resulta em aumento da
angiotensina II no plasma. Durante o tratamento crônico (6 semanas)
de pacientes hipertensos com 100mg/dia de losartana, foram
observados aumentos nos níveis plasmáticos de angiotensina II de
aproximadamente 2-3 vezes quando ocorreram concentrações
plasmáticas máximas do fármaco.

Em alguns pacientes, foram observados aumentos maiores,
particularmente durante o tratamento de curto prazo (2 semanas). No
entanto, a atividade anti-hipertensiva e a supressão da
concentração plasmática da aldosterona foram aparentes em 2 e 6
semanas, indicando bloqueio efetivo do receptor de angiotensina
II.

Após a descontinuação da losartana, os níveis de atividade de
renina plasmática (ARP) e de angiotensina II declinaram aos níveis
anteriores ao tratamento em 3 dias. Os efeitos de Losartana
Potássica + Hidroclorotiazida (substância ativa) sobre os níveis de
ARP e de angiotensina II foram semelhantes aos observados com 50mg
de losartana.

Uma vez que a losartana é um antagonista específico do receptor
de angiotensina II tipo AT1, esse composto não inibe a ECA
(cininase II), a enzima que degrada a bradicinina.

Em um estudo que comparou os efeitos de 20mg e de 100mg de
losartana potássica e de um inibidor da ECA nas respostas à
angiotensina I, à angiotensina II e à bradicinina, a losartana
demonstrou bloquear as respostas à angiotensina I e à angiotensina
II sem afetar as respostas à bradicinina. Esse achado é compatível
com o mecanismo de ação específico de losartana.

Em contrapartida, o inibidor da ECA demonstrou bloquear as
respostas à angiotensina I e aumentar as respostas à bradicinina
sem alterar a resposta à angiotensina II, proporcionando assim uma
diferenciação farmacodinâmica entre a losartana e os inibidores da
ECA.

As concentrações plasmáticas de losartana e seu metabólito ativo
e o efeito anti-hipertensivo da losartana crescem com o aumento da
dose.

Como a losartana e seu metabólito ativo são ambos antagonistas
do receptor de angiotensina II, eles contribuem para o efeito
anti-hipertensivo.

Em um estudo de dose única, conduzido em indivíduos do sexo
masculino sadios, a administração de 100mg de losartana potássica,
sob condições nutricionais com altos e baixos teores de sal, não
alterou a taxa de filtração glomerular, o fluxo plasmático renal
efetivo ou a fração de filtração.

A losartana apresentou efeito natriurético que foi mais
acentuado com uma dieta pobre em sal e que pareceu não estar
relacionado à inibição da reabsorção inicial proximal de sódio.

A losartana também aumentou de modo transitório a excreção
urinária de ácido úrico.

Em pacientes hipertensos sem diabetes com proteinúria (≥ 2g/24
horas) tratados durante 8 semanas, a administração de 50mg de
losartana potássica titulada para 100mg reduziu significativamente
a proteinúria em 42%. A excreção fracionária de albumina e de IgG
também foi significativamente reduzida.

Nesses pacientes, a losartana manteve a taxa de filtração
glomerular e reduziu a fração de filtração.

Em hipertensas pós-menopáusicas tratadas durante 4 semanas, a
losartana potássica na dose de 50mg não apresentou efeito sobre os
níveis renais ou sistêmicos de prostaglandina.
A losartana não teve efeito sobre os reflexos autonômicos e não
teve efeitos sustentados sobre a norepinefrina plasmática.

A losartana potássica, administrada em doses únicas diárias de
até 150mg, não causou alterações clinicamente importantes nos
níveis de triglicérides, colesterol total ou colesterol HDL de
pacientes hipertensos em jejum. As mesmas doses de losartana não
apresentaram efeito sobre os níveis de glicemia de jejum.

Em geral, a losartana reduziu os níveis séricos de ácido úrico
(geralmente lt; 0,4mg/dL), efeito que persistiu com a terapia
crônica. Nos estudos clínicos controlados em pacientes hipertensos,
nenhum paciente foi descontinuado em razão de elevações dos níveis
séricos de creatinina ou de potássio.

Em um estudo de 12 semanas, de desenho paralelo, conduzido em
pacientes com insuficiência ventricular esquerda (Classe Funcional
II-IV da New York Heart Association), cuja maioria estava recebendo
diuréticos e/ou digitálicos, a losartana potássica administrada em
doses únicas diárias de 2,5mg, 10mg, 25mg e 50mg foi comparada a
placebo. As doses de 25mg e 50mg produziram efeitos hemodinâmicos e
neuro-hormonais positivos, que foram mantidos durante todo o
estudo.

As respostas hemodinâmicas foram caracterizadas por aumento do
índice cardíaco e reduções de pressão capilar pulmonar, resistência
vascular sistêmica, pressão arterial sistêmica média e frequência
cardíaca. A ocorrência de hipotensão foi relacionada à dose nesses
pacientes com insuficiência cardíaca.

Os resultados neuro-hormonais foram caracterizados por redução
dos níveis circulantes de aldosterona e norepinefrina.

Cuidados de Armazenamento do Corus H

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da
luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade
vencido.

Guarde-o em sua embalagem original.

Característica do medicamento

Corus H 50 mg + 12,5 mg

Comprimido revestido na cor rosa, circular, biconvexo, com linha
em uma das faces e liso na outra.

Corus H 100 mg + 25 mg

Comprimido revestido cor amarelo, circular, biconvexo, com linha
e gravação “H” em uma das faces e liso na outra.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantidos fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Corus H

MS – 1.1213.0309

Farmacêutico Responsável:

Alberto Jorge Garcia Guimarães
CRF-SP n° 12.449

Biosintética Farmacêutica Ltda.

Av. das Nações Unidas, 22.428
São Paulo – SP
CNPJ 53.162.095/0001-06
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Corus-H, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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