Concardio Bula

Concárdio

Como o Concárdio funciona?


concárdio tem como substância ativa o bisoprolol, que pertence a
um grupo de medicamentos chamados betabloqueadores. Estes
medicamentos alteram a resposta do organismo a alguns impulsos
nervosos, principalmente no coração. Como resultado, o bisoprolol
diminui o ritmo cardíaco, aumentando a eficiência do coração no
bombeamento de sangue para todo o corpo.

Ao mesmo tempo, diminui as necessidades de sangue e de consumo
de oxigênio do coração.

Contraindicação do Concárdio

Você não pode tomar concárdio nas seguintes
situações:

  • Hipersensibilidade (alergia) ao bisoprolol ou a qualquer outro
    componente da fórmula;
  • Asma grave;
  • Problemas graves da circulação sanguínea nos membros (tal como
    Síndrome de Raynaud), que pode fazer com que os dedos das mãos e
    dos pés fiquem dormentes, pálidos ou azuis;
  • Feocromocitoma não tratado, que é um tumor raro da glândula
    suprarrenal;
  • Acidose metabólica, que é uma condição na qual o sangue está
    muito ácido;

Não tome concárdio se tiver algum dos seguintes
problemas no coração:

  • Insuficiência cardíaca aguda;
  • Agravamento da insuficiência cardíaca que requeira tratamento
    intravenoso com medicamentos que aumentem a força de contração do
    coração;
  • Pressão baixa, que cause sintomas;
  • Ritmo cardíaco lento, que cause sintomas;
  • Determinadas doenças cardíacas que provocam ritmo cardíaco
    muito lento ou batimentos cardíacos irregulares;
  • Choque cardiogênico, que é uma condição cardíaca aguda grave
    que provoca queda da pressão e insuficiência circulatória.

Como usar o Concárdio

O tratamento com concárdio requer acompanhamento regular por
parte do seu médico, sendo particularmente necessário no início do
tratamento e durante aumentos da dose. Tome o comprimido com um
pouco de líquido de manhã, com ou sem alimentos. O tratamento com
concárdio é habitualmente de longa duração.

Tratamento de hipertensão (pressão alta) ou angina
pectoris

Em todos os casos, a posologia deve ser ajustada
individualmente, em especial em função da sua pulsação e do sucesso
do tratamento. Para ambas as indicações, a dose habitual é de 1
comprimido de concárdio 5 mg uma vez por dia. Se necessário, a dose
pode ser aumentada para 1 comprimido de concárdio 10 mg uma vez por
dia. A dose máxima recomendada é de 20 mg uma vez por dia (4
comprimidos de concárdio 5 mg ou 2 comprimidos de concárdio10
mg).

Tratamento de insuficiência cardíaca crônica
estável

É recomendável que o médico que lhe atenda tenha experiência no
tratamento de insuficiência cardíaca crônica.

O início do tratamento com concárdio necessita de uma fase de
aumento gradual da dose e requer acompanhamento regular pelo
médico. A dose inicial recomendada é 1 comprimido de concárdio 1,25
mg uma vez ao dia.

Dependendo da tolerância individual, a dose é aumentada
gradualmente, do modo que se segue:

  • 1ª semana: 1,25 mg uma vez ao dia (1 comprimido de concárdio
    1,25 mg); caso essa dose seja bem tolerada, aumentar para:
  • 2ª semana: 2,5 mg uma vez ao dia ( 1 comprimido de concárdio
    2,5 mg); caso essa dose seja bem tolerada, aumentar para:
  • 3ª semana: 3,75 mg uma vez ao dia (1 comprimido de concárdio
    1,25 mg e 1 comprimido de concárdio 2,5 mg) ; caso essa dose seja
    bem tolerada, aumentar para:
  • 4ª a 7ª semana: 5 mg uma vez ao dia (1 comprimido de concárdio
    5 mg); caso essa dose seja bem tolerada, aumentar para:
  • 8ª a 11ª semana: 7,5 mg uma vez ao dia (1 comprimido de
    concárdio 2,5 mg e 1 comprimido de concárdio 5 mg); caso essa dose
    seja bem tolerada, aumentar para:
  • 12ª semana em diante: 10 mg uma vez ao dia (1 comprimido de
    concárdio 10 mg) como manutenção do tratamento.

A dose máxima recomendada é de 10 mg de bisoprolol uma vez ao
dia.

Dependendo do modo como tolerar o medicamento, seu médico pode
decidir prolongar o intervalo de tempo entre os aumentos da dose.
Se a sua doença se agravar ou se deixar de tolerar o medicamento,
pode ser necessário reduzir a dose novamente ou interromper o
tratamento. Em alguns pacientes pode ser suficiente uma dose de
manutenção inferior a 10 mg ao dia.

Normalmente, se tiver de parar o tratamento por completo, o seu
médico irá recomendar reduzir a dose gradualmente, uma vez que, de
outro modo, a sua doença poderá se agravar.

Uso em crianças

Como não existe experiência com o uso do bisoprolol em uso
pediátrico, concárdio não pode ser recomendado para crianças.

Uso em idosos

Não é necessário fazer ajustes da dose em idosos.

Uso em pacientes com problemas no fígado ou
rins

No tratamento da pressão alta e da angina pectoris
normalmente não é necessário efetuar ajustes da dose em pacientes
com insuficiência renal ou hepática de gravidade ligeira a
moderada. Em pacientes com insuficiência renal grave
(clearance de creatina lt; 20 ml/min) ou insuficiência
hepática grave não se deve exceder uma dose diária de 10 mg de
bisoprolol.

Para o tratamento de insuficiência cardíaca crônica estável, não
há informações sobre o comportamento do concárdio na presença de
deficiência renal ou hepática. Assim, nestes pacientes, o aumento
da dose deve ser realizado com maior cautela.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

Este medicamento não deve ser partido ou
mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Concárdio?


Não tome uma dose dobrada para compensar uma dose que se
esqueceu de tomar. Tome a dose normal na manhã seguinte.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Concárdio

Se você apresentar alguma das seguintes condições,
informe o médico antes de iniciar tratamento com concárdio, pois
ele poderá querer tomar alguns cuidados especiais (por exemplo,
administrar um tratamento adicional ou realizar controles com maior
frequência):

  • Diabetes;
  • Jejum rigoroso;
  • Determinadas doenças cardíacas como perturbações do ritmo
    cardíaco ou dor grave do peito em repouso (angina de
    Prinzmetal);
  • Problemas do fígado ou rins;
  • Problemas menos graves de circulação sanguínea nos seus
    membros;
  • Doenças brônquicas (asma ou doenças aéreas obstrutivas crônicas
    menos graves). Embora betabloqueadores cardiosseletivos (beta1)
    possam apresentar menos efeitos sobre a função pulmonar do que os
    betabloqueadores não-seletivos, como acontece com todos os
    betabloqueadores, estes devem ser evitados em pacientes com doenças
    obstrutivas das vias aéreas, a menos que existam razões clínicas
    relevantes para seu uso. Nessas situações, concárdio pode ser usado
    com cautela;
  • Psoríase ou histórico pessoal de psoríase (doença da pele em
    que aparecem manchas vermelhas, frequentemente com escamas de cor
    prateada);
  • Tumor da glândula suprarrenal (feocromocitoma);
  • Doenças da tiroide.

Além disso, informe o médico se estiver em vias de ser
submetido a:

  • Terapia de dessensibilização (vacinas para alergias), uma vez
    que concárdio pode aumentar a probabilidade de ter uma reação
    alérgica ou que essa reação seja mais grave;
  • Anestesia (por exemplo, para cirurgia), uma vez que concárdio
    pode influenciar o modo como o seu organismo reage a esta
    situação.

Direção de veículos e operação de máquinas

A sua capacidade de dirigir ou de operar de máquinas pode ser
afetada, dependendo do modo como tolera o medicamento. Tenha um
cuidado especial no início do tratamento, quando a dose é aumentada
ou quando a medicação é trocada, assim como quando em combinação
com bebidas alcoólicas.

Este medicamento pode causar
doping.

Reações Adversas do Concárdio

Como todos os medicamentos, concárdio pode causar algumas
reações desagradáveis; no entanto, estas não ocorrem em todas as
pessoas. Caso você tenha uma reação alérgica, deve parar de tomar o
medicamento.

As reações secundárias mais graves estão relacionadas
com a função do coração e ao tratamento da insuficiência
cardíaca

  • Diminuição do ritmo cardíaco (reação muito comum, ocorrendo em
    10% ou mais em pacientes com insuficiência crônica cardíaca
    estável; reação incomum, ocorrendo entre 0,1% e 1% em pacientes com
    hipertensão ou angina pectoris);
  • Agravamento da insuficiência cardíaca (reação comum, ocorrendo
    entre 1% e 10% em pacientes com insuficiência crônica cardíaca
    estável; reação incomum, ocorrendo entre 0,1% e 1% em pacientes com
    hipertensão ou angina pectoris);
  • Batimentos cardíacos lentos ou irregulares (reação incomum,
    ocorrendo entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este
    medicamento).

Caso sinta tonturas ou fraqueza, ou se tiver dificuldade
respiratória, consulte o seu médico o mais rapidamente
possível.

Outras reações secundárias são listadas a seguir de
acordo com a frequência com que podem ocorrer:

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

Cansaço, sensação de fraqueza, (em pacientes com insuficiência
cardíaca crônica estável) tonturas, dores de cabeça; sensação de
frio ou dormência nas mãos ou nos pés; pressão baixa; problemas de
estômago ou de intestinos como náuseas, vômitos, diarreia ou prisão
de ventre.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes
que utilizam este medicamento)

Perturbações do sono; depressão; sensação de fraqueza (em
pacientes com hipertensão ou angina pectoris); tontura ao
levantar; problemas respiratórios em pacientes com asma ou doença
pulmonar crônica; fraqueza muscular, cãibras musculares.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes
que utilizam este medicamento)

Problemas de audição; corrimento nasal alérgico; redução do
fluxo lacrimal; inflamação do fígado que pode provocar
amarelecimento da pele ou do branco dos olhos; alterações dos
resultados de exames da função do fígado
ou dos níveis de gordura no sangue, com valores diferentes dos
normais; reações do tipo alérgico como coceira, rubor, erupção
cutânea; dificuldade de ereção; pesadelos, alucinações.

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos
pacientes que utilizam este medicamento)

Irritação e vermelhidão dos olhos (conjuntivite); queda de
cabelo; aparecimento ou agravamento de erupção cutânea com
descamação (psoríase), erupção do tipo psoríase.

Frequência não conhecida

Síncope.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Concárdio

Gravidez e amamentação

Existe o risco da utilização de concárdio durante a gravidez
poder ser prejudicial para o bebê.

Se estiver grávida ou planejando engravidar, informe o médico.
Ele decidirá se pode tomar concárdio durante a gravidez.

Não se sabe se bisoprolol é excretado no leite materno. Assim,
não se recomenda o uso de concárdio durante a amamentação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Composição do Concárdio

Cada comprimido revestido de 1,25 mg
contém:

Hemifumarato de bisoprolol

1,25 mg

Excipiente*

1 comprimido revestido

*Fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício coloidal,
celulose microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose +
macrogol e dióxido de titânio.

Cada comprimido revestido de 2,5 mg contém:

Hemifumarato de bisoprolol

2,5 mg

Excipiente*

1 com rev

*Fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício coloidal,
celulose microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose +
macrogol e dióxido de titânio.

Cada comprimido revestido de 5,0 mg contém:

Hemifumarato de bisoprolol

5 mg

Excipiente*

1 comprimido revestido

*Fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício coloidal,
celulose microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose +
macrogol, dióxido de titânio e corante alumínio laca vermelho
40.

Cada comprimido revestido de 10,0 mg
contém:

Hemifumarato de bisoprolol

10 mg

Excipiente*

1 comprimido revestido

*Fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício coloidal,
celulose microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose +
macrogol, dióxido de titânio e óxido ferro amarelo.

Apresentação do Concárdio


Comprimido revestido de 1,25 mg, 2,5 mg, 5 mg e 10 mg.

Embalagem contendo 10, 14, 20, 28, 30, 100 (Emb Hosp) ou 140
(Embalagem Hospitalar)

Uso adulto.

Uso oral.

Superdosagem do Concárdio

Se você tomar mais comprimidos de concárdio do que deveria fale
imediatamente com o seu médico; ele decidirá quais são as medidas
necessárias. Os sintomas de uma dose excessiva podem incluir
batimento cardíaco lento, dificuldade respiratória grave, sensação
de tonturas ou tremores (devido à diminuição de açúcar no
sangue).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure
rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Concárdio

A ingestão com alimentos não prejudica a ação do concárdio.

Não tome os seguintes medicamentos com concárdio sem a
recomendação do seu médico:

Na indicação de insuficiência cardíaca crônica
estável

Medicamentos utilizados para tratar batimentos cardíacos
irregulares ou anormais (medicamentos antiarrítmicos Classe I como
quinidina, disopiramida, lidocaína, fenitoína, flecainida,
propafenona).

Em todas as indicações

  • Medicamentos utilizados para tratar pressão alta, angina
    pectoris ou batimentos cardíacos irregulares (antagonistas
    do cálcio como o verapamil e o diltiazem);
  • Medicamentos utilizados no tratamento da pressão alta, tais
    como clonidina, metildopa, moxonodina, rilmenidina (no entanto, não
    pare de tomar estes medicam ntos sem primeiro consultar o seu
    médico).

Fale com o médico antes de tomar os seguintes medicamentos com
Concárdio, pois ele necessitará acompanhar o seu estado com mais
frequência:

Na indicação de hipertensão ou anginas
pectoris

Medicamentos utilizados para tratar batimentos cardíacos
irregulares ou anormais (medicamentos antiarrítmicos Classe I como
quinidina, disopiramida, lidocaína, fenitoína, flecainida,
propafenona);

Em todas as indicações

  • Medicamentos utilizados para tratar pressão alta ou angina
    pectoris (antagonistas do cálcio do tipo di-hidropiridina,
    tais como nifedipino, felodipino ou anlodipino);
  • Medicamentos utilizados para tratar os batimentos cardíacos
    irregulares ou anormais (medicamentos antiarrítmicos de Classe III,
    tal como amiodarona);
  • Betabloqueadores de aplicação local (tais como colírios à base
    de timolol para o tratamento do glaucoma);
  • Medicamentos utilizados para tratar, por exemplo, a doença de
    Alzheimer ou glaucoma (parassimpaticomiméticos como tacrina ou
    carbacol) ou medicamentos que são utilizados para tratar problemas
    cardíacos agudos (simpaticomiméticos como isoprenalina e
    dobutamina);
  • Medicamentos antidiabéticos, incluindo insulina;
  • Agentes anestésicos (por exemplo, durante cirurgia);
  • Glicosídeos cardíacos, utilizados no tratamento da
    insuficiência cardíaca;
  • Medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs),
    utilizados para tratar artrite, dor ou inflamação (tais como
    ibuprofeno ou diclofenaco);
  • Epinefrina, medicamento usado para tratar reações alérgicas
    graves com risco de vida e paradas cardíacas;
  • Qualquer medicamento que possa diminuir a pressão sanguínea
    como efeito desejado ou não desejado, como os anti-hipertensivos,
    determinados medicamentos para a depressão (antidepressivos
    tricíclicos como imipramina ou amitriptilina), determinados
    medicamentos utilizados no tratamento da epilepsia ou usados
    durante a anestesia (barbitúricos como o fenobarbital), ou
    determinados medicamentos para tratar doenças mentais
    caracterizadas pela perda de contato com a realidade (fenotiazinas
    como a levomepromazina);
  • Mefloquina, utilizada na prevenção ou tratamento da
    malária;
  • Medicamentos para o tratamento da depressão denominados
    inibidores da monoaminoxidase (exceto os inibidores da MAO-B), tal
    como a moclobemida.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Concárdio

Resultados da eficácia

Na hipertensão ou angina pectoris

Os achados em estudos clínicos hemodinâmicos de curto prazo são
consistentes com aqueles observados com outros betabloqueadores. Os
efeitos hemodinâmicos do bisoprolol são, principalmente, mais
devidos a seus efeitos cronotópicos negativos do que a seus efeitos
inotrópicos negativos, com poucas mudanças observadas no volume
sistólico, na pressão da aurícula direita ou na pressão capilar. Em
dose única diária ele possui um efeito seguro, por 24 horas, em
pacientes com hipertensão e angina. Em ambas as indicações o
bisoprolol é eficiente em até 90% dos casos.

Na insuficiência cardíaca crônica estável

No total, 2.647 pacientes foram incluídos no estudo CIBIS II.
Destes, 83% (n = 2.202) pertenciam à classe III da NYHA, e 17% (n =
445), à classe IV da NYHA. Apresentavam insuficiência cardíaca
sistólica sintomática estável (fração de ejeção ≤ 35%, baseada em
ecocardiografia). A mortalidade total foi reduzida de 17,3% para
11,8% (redução relativa de 34%). Foi observada uma diminuição na
taxa de morte súbita (3,6% versus 6,3%, redução relativa de 44%) e
uma redução do número de episódios de insuficiência cardíaca
necessitando de hospitalização (12% versus 17,6%, redução relativa
de 36%). Além disso, foi observada melhora significativa do status
funcional dos pacientes de acordo com a classificação de NYHA.
Durante o início e a fase de titulação do bisoprolol foram
observadas hospitalizações devidas à bradicardia (0,53%),
hipotensão (0,23%) e descompensação aguda (4,97%), mas estas não
foram mais frequentes do que no grupo placebo (0%, 0,3% e 6,74%). O
número de acidentes vasculares cerebrais fatais ou incapacitantes
durante o período total do estudo foi de 20 no grupo bisoprolol e
15 no grupo lacebo.

O estudo CIBIS III investigou 1.010 pacientes com idade ≥ 65
anos com insuficiência cardíaca crônica de leve a moderada (ICC,
NYHA classe II ou III), e fração de ejeção ventricular esquerda ≤
35%, que não houvessem recebido tratamento anterior com inibidores
da ECA, betabloqueadores ou bloqueadores de receptores de
angiotensina. Os pacientes foram tratados com uma associação de
bisoprolol e enalapril durante 6 a 24 meses após um tratamento
inicial de 6 meses com bisoprolol ou com enalapril.

Verificou-se uma tendência para uma maior frequência de piora da
insuficiência cardíaca crônica quando o bisoprolol foi utilizado
como tratamento inicial de 6 meses. Na análise per-protocolo não
foi comprovada a não inferioridade do tratamento no grupo que
iniciou com bisoprolol versus o que iniciou com enalapril, embora
as duas estratégias para início do tratamento da insuficiência
cardíaca congestiva terem mostrado uma taxa idêntica no objetivo
primário combinado morte e hospitalização ao final do estudo (32,4%
no grupo que iniciou com bisoprolol versus 33,1% no que iniciou com
enalapril, numa avaliação da população perprotocolo) O estudo
demonstrou que o bisoprolol pode também ser utilizado em idosos com
insuficiência cardíaca crônica leve a moderada.


Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

O bisoprolol é um agente bloqueador seletivo para os receptores
beta-1, sendo desprovido de ação estimulante intrínseca e de efeito
de estabilização de membrana relevante. Apresenta afinidade muito
baixa aos receptores beta-2 dos músculos lisos dos brônquios e
vasos, assim como aos receptores beta-2 relacionados com a
regulação metabólica. Desta forma, geralmente não se espera que o
bisoprolol influencie a resistência das vias aéreas e os efeitos
metabólicos mediados por beta-2. Sua seletividade beta-1 estende-se
além da faixa de dosagem terapêutica.

O bisoprolol não possui efeito inotrópico negativo
pronunciado.

O bisoprolol alcança seu efeito máximo 3-4 horas após
administração oral. A meia-vida plasmática de eliminação de 10-12
horas proporciona 24 horas de eficácia após uma única dose
diária.

O efeito anti-hipertensivo máximo do bisoprolol é geralmente
alcançado após 2 semanas de tratamento.

Na administração aguda em pacientes com doença coronária sem
insuficiência cardíaca crônica, o bisoprolol reduz a frequência
cardíaca e o volume de ejeção, reduzindo assim o débito cardíaco e
o consumo de oxigênio. Na administração crônica, a resistência
periférica, inicialmente elevada, diminuiu. Entre outras ações, a
redução da atividade renina no plasma é discutida como sendo um
mecanismo de ação subjacente ao efeito anti-hipertensivo dos
betabloqueadores.

O bisoprolol diminui a resposta à atividade simpaticoadrenérgica
por meio de bloqueio dos beta-receptores cardíacos. Isto causa uma
diminuição na frequência cardíaca e na contratilidade, com
consequente redução do consumo de oxigênio por parte do miocárdio,
o qual consiste no efeito desejado na angina pectoris com doença
coronária subjacente.

Propriedades farmacocinéticas

O bisoprolol possui cinética linear, independente da idade.

Absorção

O bisoprolol é quase completamente absorvido (gt; 90%) a partir
do trato gastrointestinal e, devido ao reduzido efeito de primeira
passagem (aproximadamente 10%), possui biodisponibilidade absoluta
de cerca de 90% após a administração oral.

Distribuição

O volume de distribuição é de 3,5 l/kg. A taxa de ligação às
proteínas plasmáticas é de cerca de 30%.

Metabolismo e eliminação

O bisoprolol é eliminado do organismo mediante duas vias de
depuração igualmente eficazes: 50% da substância são transformadas
 pelo fígado em metabolitos inativos, que são excretados pelos
rins. Os 50% restantes são excretados pelos rins sob forma de
substância inalterada. Assim, o bisoprolol normalmente não exige
ajuste de dose em pacientes com distúrbios leves ou moderados das
funções hepática ou renal. O clearance total do fármaco é de
aproximadamente 15 l/h. A meia-vida de eliminação plasmática é de
10-12 horas.

Farmacocinéticas em populações especiais

Em pacientes com insuficiência cardíaca crônica (NYHA estágio
III) os níveis plasmáticos do bisoprolol são mais altos e a
meiavida é prolongada quando em comparação com voluntários sadios.
A concentração plasmática máxima no estado estável é 64+21 ng/ml
com uma dose diária de 10 mg, sendo a meia-vida de 17+5 horas. Não
foi estudada a farmacocinética em pacientes com insuficiência
cardíaca crônica estável e com prejuízo concomitante das funções
renais ou hepáticas.

Dados não-clínicos de segurança

Dados não clínicos não revelaram riscos especiais para o ser
humano, segundo estudos convencionais de toxicidade de dose única e
repetida, genotoxicidade ou carcinogenecidade.

Toxicidade na reprodução

Em estudos toxicológicos de reprodução, o bisoprolol não
influenciou a fertilidade e a performance geral de reprodução. Da
mesma forma que outros betabloqueadores, o bisoprolol causou
toxicidade materna (diminuição da quantidade de alimentos ingeridos
e diminuição do peso corporal) e toxicidade embrio/fetal (aumento
da incidência de reabsorções, peso reduzido ao nascimento e
retardamento do desenvolvimento físico) em doses elevadas, porém
não se mostrou teratogênico.

Cuidados de Armazenamento do Concárdio

Você deve conservar concárdio em temperatura ambiente (entre
15°C e 30°C), protegido da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade
vencido.

Guarde-o em sua embalagem original.

Característica do medicamento

Os comprimidos de concárdio 1,25mg

São revestidos, brancos, biconvexo e liso.

Os comprimidos de concárdio 2,5mg

São circular, revestido, branco, biconvexo, monossectado.

Os comprimidos de concárdio 5mg

São circular revestido, rosa claro, biconvexo e
monossectado.

Os comprimidos de concárdio 10mg

São circular revestido, amarelo, biconvexo e monossectado

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Caso você observe alguma mudança no aspecto do medicamento que
ainda esteja no prazo de validade, consulte o médico ou o
farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Concárdio

M.S. 1.0235.1033

Farm. Resp.:

Dra. Telma Elaine Spina
CRF-SP nº 22.234

Registrado, Fabricado, Embalado e Comercializado
por:

EMS S/A.
Rod. Jornalista F. A. Proenca, km 08
Bairro Chacara Assay
CEP 13186-901
Hortolandia/SP
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira

Ou

Registrado, Embalado e Comercializado por:

EMS S/A.
Rod. Jornalista F. A. Proenca, km 08
Bairro Chacara Assay
CEP 13186-901
Hortolandia/SP
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira

Fabricado por:

Novamed Fabricação de Produtos Farmacêuticos Ltda
Manaus/AM

Venda sob prescrição médica.

Concardio, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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