Cloridrato De Verapamil Teuto Bula

Cloridrato de Verapamil Teuto

  • Isquemia silenciosa;
  • Angina crônica estável (clássica angina de esforço);
  • Angina de repouso: angina vasoespástica (variante de
    Prinzmetal) e angina instável.

Hipertensão arterial leve e moderada:

Para tratamento da hipertensão arterial leve e moderada, em
monoterapia.

O Cloridrato de Verapamil (substância ativa) tem a vantagem de
poder ser usado em pacientes nos quais outros medicamentos estão
contraindicados ou não são bem tolerados, tais como nos portadores
de asma, diabetes mellitus, depressão, transtornos da
função sexual, vasculopatia cerebral ou periférica, doença
coronariana, hiperlipidemias, hiperuricemia e senilidade. Atua na
redução dos níveis pressóricos na crise hipertensiva e na
hipertensão refratária.

Profilaxia das taquicardias supraventriculares
paroxísticas:

  • Conversão rápida para o ritmo sinusal das taquicardias
    supraventriculares paroxísticas, incluindo aquelas associadas a
    feixes de condução acessórios (Síndromes de
    Wolff-Parkinson-White e Lown-Ganong-Levine).
    Quando possível, manobras vagais devem ser tentadas antes da
    administração de medicações;
  • Controle temporário da resposta ventricular rápida no ‘flutter’
    ou fibrilação atrial, exceto quando associado com feixes de
    condução acessórios (Síndromes de
    Wolff-ParkinsonWhite ou
    Lown-Ganong
    Levine).

Contraindicação do Cloridrato de Verapamil –
Teuto

Este medicamento é contraindicado para o uso por pessoas
com hipersensibilidade ao cloridrato de verapamil ou a outros
componentes da fórmula do medicamento.

O cloridrato de verapamil também é contraindicado em
casos de:

  • Choque cardiogênico;
  • Bloqueio AV (atrioventricular) de segundo ou terceiro graus
    (exceto em pacientes com marca-passo artificial em
    funcionamento);
  • Síndrome do nódulo sinusal (exceto em pacientes com marca-passo
    artificial em funcionamento);
  • Insuficiência cardíaca com redução da fração de ejeção menor
    que 35% e/ou pressão pulmonar acima de 20mm Hg (a não ser que
    secundário para taquicardia supraventricular sensível ao tratamento
    com verapamil);
  • Flutter ou fibrilação atrial na presença de feixes de condução
    acessórios (ou seja; síndrome de
    Wolff-ParkinsonWhite e
    Lown-Ganong-Levine). Estes pacientes correm risco de
    desenvolver taquicardia, incluindo fibrilação ventricular se
    cloridrato de verapamil for administrado;
  • Combinação com medicamentos contendo ivabradina.

Como usar o Cloridrato de Verapamil – Teuto

Este medicamento não deve ser mastigado.

O cloridrato de verapamil deve ser administrado de preferência
com a alimentação ou logo após. Os comprimidos devem ser deglutidos
com um pouco de água, sem serem mastigados nem chupados.

A dose de cloridrato de verapamil deve ser ajustada
individualmente de acordo com a gravidade da doença.

A experiência clínica mostra que a dose média para todas as
indicações varia de 240 mg a 360 mg.

A dose máxima diária não deve exceder 480 mg para tratamentos
longos, apesar de que uma dose superior a esta pode ser usada para
tratamentos curtos. Não existe limitação de duração do
tratamento.

O cloridrato de verapamil não deve ser descontinuado
abruptamente em tratamentos longos, sendo recomendada uma redução
gradual de dose.

O cloridrato de verapamil 40mg deve ser administrado para
pacientes com resposta satisfatória à baixas doses (ex.: pacientes
com disfunção hepática ou idosos). Para pacientes que requerem
altas doses (ex.: 240mg a 480mg de cloridrato de verapamil por dia)
formulações com maior quantidade do princípio ativo disponível deve
ser administrada.

Posologia Adultos e adolescentes com peso maior que
50kg

Isquemia miocárdica, taquicardias supraventriculares
paroxísticas, “flutter” atrial e fibrilação atrial:

A dose administrada pode variar de 120 mg a 480 mg ao dia e
poder ser fracionada em 3 ou 4 tomadas.

Hipertensão:

A dose administrada pode variar de 120 mg a 480 mg, pode ser
dividida em 3 doses.

Posologia Crianças (somente para distúrbios do ritmo
cardíaco)

Até 6 anos:

80 mg a 120 mg ao dia, pode ser divididos em 2 a 3 doses.

De 6 a 14 anos:

80 mg a 360 mg ao dia, pode ser divididos em 2 a 4
doses. 

Posologia populações especiais

Pacientes com disfunção hepática

O metabolismo da droga pode ser retardado ou diminuído
dependendo da gravidade da lesão do fígado, podendo potencializar
ou prolongar os efeitos do cloridrato de verapamil. Portanto, um
ajuste de dose faz-se necessário em pacientes com disfunção
hepática, com doses reduzidas para início do tratamento. 

Pacientes com disfunção renal

O cloridrato de varapamil deve ser usado com cautela e com
acompanhamento cuidadoso de pacientes com comprometimento da função
renal.

Precauções do Cloridrato de Verapamil –
Teuto

Infarto Agudo do Miocárdio

Usar com cautela nos casos de infarto agudo do miocárdio
complicados por bradicardia, hipotensão acentuada ou disfunção
ventricular esquerda.

Bloqueio cardíaco/ Bloqueio AV de primeiro grau/
Bradicardia/ Assistolia

O cloridrato de verapamil age sobre os nódulos de AV e SA e
prolonga o tempo de condução atrioventricular. Utilizar com cautela
no desenvolvimento de bloqueio AV de segundo ou terceiro grau. Nos
casos de bloqueio do ramo unifascicular, bifascicular ou
trifascicular há a necessidade de descontinuação do tratamento com
cloridrato de verapamil e, se necessário, implementar um tratamento
adequado.

O cloridrato de verapamil age sobre os nódulos AV e SA e
raramente permite evoluir de bloqueio AV para segundo ou terceiro
grau, bradicardia e em casos extremos, assistolia. Isso é mais
provável de ocorrer em pacientes com doença do nó sinusal, que é
mais comum em pacientes idosos.

Em pacientes que não possuem essa doença, assistolia é
geralmente de curta duração (alguns segundos ou menos) com retorno
espontâneo do ritmo normal. Se o retorno não ocorrer rapidamente,
deve ser iniciado tratamento adequado imediatamente.

Antiarrítmicos, betabloqueadores

Potencialização mútua de efeitos cardiovasculares (grau superior
bloqueio A V, grau superior de frequência cardíaca indução de
insuficiência cardíaca e hipotensão potencializada).

Bradicardia assintomatica (36 batidas/minuto) com uso de
marca-passo atrial (wandering atrial pacemaker) foram observados em
um paciente recebendo concomitantemente colírio de timolol
(bloqueador beta adrenergico) e cloridrato de verapamil oral.

Digoxina

Se verapamil for administrado concomitantemente com digoxina,
reduzir a dose de digoxina.

Insuficiência cardíaca

Pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção maior
que 35 % devem ser compensados antes do início do tratamento com
cloridrato de verapamil.

Doença nas quais a transmissão neuromuscular é
afetada

O cloridrato de verapamil deve ser utilizado com cautela em
pacientes com doenças nas quais a transmissão neuromuscular é
afetada (miastenia grave, Síndrome de Eaton-Lambert, distrofia
muscular de Duchenne avançada).

Inibidores da HMG-CoA Redutase (estatinas)

Ver item Interações Medicamentosas.

Cuidados e advertências para populações
especiais

Uso em idoso

As doses de cloridrato de verapamil devem ser individualizadas,
pois pacientes idosos apresentam uma resposta acentuada ao
verapamil.

Uso pediátrico

Deve-se ter bastante cautela ao administrar cloridrato de
verapamil a este grupo de pacientes.

Uso em pacientes com insuficiência hepática

O verapamil deve ser usado com cautela em pacientes com função
hepática alterada.

Nestes casos, a dose deve ser cuidadosamente ajustada.

Uso em pacientes com comprometimento da função
renal

Estudos robustos comparativos demonstraram que o comprometimento
da função renal não tem efeito sobre a farmacocinética do
cloridrato de verapamil em pacientes no estágio final da
insuficiência renal. Entretanto, alguns casos reportados sugerem
que o cloridrato de verapamil deve ser usado com cautela e com
acompanhamento cuidadoso de pacientes com comprometimento da função
renal. O cloridrato de verapamil não pode ser removido por
hemodiálise.

Flecainida

Um estudo com voluntários saudáveis mostrou que a administração
concomitante de flecainida e cloridrato de verapamil pode
apresentar efeitos aditivos na redução da contratilidade do
miocárdio, prolongamento na condução atrioventricular e
prolongamento da repolarização.

Disopiramida

Até o momento, as possíveis interações entre cloridrato de
verapamil e disopiramida obtidas demonstram que disopiramida não
deve ser administrada 48 horas antes ou 24 horas após a
administração de cloridrato de verapamil.

Uso na gravidez (efeitos teratogênicos)

Não há dados adequados do uso de cloridrato de verapamil em
mulheres durante a gravidez. Estudos em animais não indicaram
efeitos danosos direta ou indiretamente com respeito a toxicidade
reprodutiva. Como estudos de reprodução feitos com animais não
preveem sempre a resposta em humanos, só se deve administrar
cloridrato de verapamil na gravidez quando existir uma indicação
absolutamente necessária.

Lactante

O cloridrato de verapamil atravessa a barreira placentária e
pode ser medido no cordão umbilical. O cloridrato de
verapamil/metabólitos são excretado no leite humano.

Dados limitados para administração oral têm mostrado que a dose
relativa do verapamil no lactante é baixa (0,1 – 1% da dose oral da
mãe) e que o uso de verapamil pode ser compatível com a
amamentação. O risco para recém-nascido não pode ser excluído.
Devido ao potencial de sérias reações adversas em lactentes, o
verapamil deve ser usado durante a lactação somente se for
essencial para bem-estar da mãe.

Categoria de risco: C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Efeitos na habilidade de dirigir e usar
máquinas

Devido ao seu efeito anti-hipertensivo e dependendo da resposta
individual, o cloridrato do verapamil pode afetar a habilidade de
reação a ponto de prejudicar a habilidade de dirigir um veículo, de
operar máquinas ou de trabalhar sob circunstâncias perigosas. Isso
se aplica, principalmente, quando se inicia o tratamento, quando a
dose é aumentada, quando há migração de outra terapia medicamentosa
ou quando álcool é consumido concomitantemente. Verapamil pode
aumentar o nível de álcool no sangue e retardar sua eliminação, com
isso, os efeitos do álcool podem ser exacerbados.

Atenção: Este produto contém o corante amarelo de
Tartrazina que pode causar reações de natureza alérgica, entre
as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao
ácido acetilsalicílico.

Reações Adversas do Cloridrato de Verapamil –
Teuto

Reações adversas foram relatadas durante estudos clínicos fase
IV e durante o período de pós-comercialização do cloridrato de
verapamil.

As frequencias de reações adversas são definidas
como:

  • Muito comum (≥ 1/10);
  • Comum (≥ 1/100 a lt; 1/10);
  • Incomum (≥ 1/1000 a lt; 1/100);
  • Rara (≥ 1/10.000 a lt; 1/1.000);
  • Muito rara (lt; 1/10.000);
  • Reação desconhecida (não pode ser estimada pela informação
    disponível).

As reações adversas mais comuns relatadas foram: dor de cabeça,
tontura, distúrbios gastrintestinais (náusea, constipação e dor
abdominal), bradicardia, taquicardia, palpitações, hipotensão,
rubor, edema periférico e fadiga.

Seguem as reações adversas relatadas, listadas abaixo
por sistema do organismo:

1 Houve um único relato pós-comercialização de
paralisia (tetraparesia) associada ao uso concomitante de verapamil
e colchicina. Esta paralisia provavelmente foi causada pela
colchicina que cruzou a barreira hematoencefálica devido à inibição
da CYP3A4 e P-gp pelo verapamil.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a
Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Cloridrato de Verapamil –
Teuto

Estudos metabólicos in vitro indicam que o verapamil é
metabolizado pelo citocromo P450, CYP3A4, CYP1A2, CYP2C8, CYP2C9 e
CYP2C18.

Verapamil mostrou ser um inibidor das enzimas CYP3A4 e
P-glicoproteínas (P-gp). Interações clinicamente significantes
foram relatadas com os inibidores de CYP3A4, com elevação de níveis
plasmáticos do verapamil, enquanto os indutores de CYP3A4 causaram
redução dos níveis plasmáticos do verapamil. Portanto, os pacientes
devem ser monitorados quanto às interações medicamentosas.

A tabela a seguir fornece uma lista de possíveis interações
medicamentosas por motivos farmacocinéticos:

Potenciais interações medicamentosas

Fármaco concomitante

Efeito potencial

Comentário

Alfa Bloqueadores

Prazosina Aumenta a
Cmax da prazosina (~40%), sem efeito na meia-vida

Efeito aditivo hipotensivo

Terazosina Aumenta ASC (~24%) e
Cmax(~25%) da terazosina

Antiarrítmicos

Flecainida Efeito mínimo sobre a
depuração plasmática da flecainida (lt;~10%); nenhum efeito sobre a
depuração plasmática do verapamil
Ver item Advertências e
Precauções.
Quinidina Diminui depuração da
quinidina oral (~35%)
Hipotensão. Edema
pulmonar pode ocorrer em pacientes com cardiomiopatia hipertrófica
obstrutiva.

Antiasmáticos

Teofilina Diminui
clearence oral e sistêmico em cerca de 20%
A redução doclearencefoi
menor nos tabagistas (~11%)

Anticonvulsivantes/ Antiepiléticos

Carbamazepina Aumenta ASC da
carbamazepina (~46%) em pacientes com epilepsia parcial
refratária
Aumento nos níveis de
carbamazepina. Podem ocorrer efeitos colaterais relativos a
carbamazepina, como diplopia, cefaleia, ataxia ou tontura.
Fenitoína Diminui concentração de
verapamil no plasma

Antidepressivo

Imipramina Aumenta ASC da
imipramina (~15%)
Nenhum efeito no nível
do metabólito ativo, desipramina

Antidiabéticos

Glibenclamida Aumenta
Cmax (~28%), ASC (~26%) da glibenclamida

Antigotosos

Colchicina Aumenta ASC (~2 vezes) e
Cmax(~1,3 vezes)
Reduz a dose de
colchicina. Ver bula de colchicina.

Antibacterianos

Claritromicina Possível aumento nos
níveis de verapamil
Eritromicina Possível aumento dos
níveis de verapamil
Rifampicina Diminui ASC (~97%),
Cmax (~94%) e biodisponibilidade oral (~92%) do
verapamil.
O efeito hipotensor do
verapamil pode ser reduzido.
Telitromicina Possível aumento dos
níveis de verapamil

Antineoplásicos

Doxorrubicina Aumenta ASC (104%) e
Cmax(61%) da doxorrubicina com a administração oral de
verapamil.
Em pacientes com
carcinoma pulmonar de células pequenas.

Barbitúricos

Fenobarbital Aumenta a depuração do
verapamil oral (~5 vezes)

Benzodiazepínicos e outros ansiolíticos

Buspirona Aumenta ASC e
Cmax da buspirona em 3-4 vezes
Midazolam Aumenta ASC (~3 vezes) e
Cmax(~2 vezes) do midazolam

Betabloqueadores

Metoprolol Aumenta ASC (~32.5%) e
Cmax(~41%) do metoprolol em pacientes com angina.

Ver item Advertências e Precauções

Propranolol Aumenta ASC (65%) e
Cmax. (94%) de propranolol em pacientes com angina.

Glicosídeos Cardíacos

Digitoxina Diminui depuração total
(~27%) e depuração extra renal (~29%) da digitoxina
Digoxina Indivíduos saudáveis:
aumenta Cmax da digoxina em ~ 44%, aumenta
C12h da digoxina (~53%), Css da digoxina
em ~44%, e aumenta ASC da digoxina em ~50%
Reduzir a dose de
digoxina. Ver item Advertências e Precauções.

Antagonista de Receptor H2

Cimetidina Aumenta ASC de R-(25%) e
S-(40%) verapamil, com correspondente diminuição da depuração de R-
e S- verapamil

Imunológicos

Ciclosporina Aumenta ASC,
Css, Cmax de ciclosporina em ~45%
Everolimus Everolimus: Aumento ASC
(~3,5 vezes) e Cmax(~2,3 vezes)
Verapamil: Aumento Cresidual(~2,3 vezes)
Determinação da
concentração e ajuste da dose de everolimus pode ser
necessária
Sirolimus Aumenta ASC (~2,2 vezes;
S – verapamil aumenta ASC (~1,5 vezes)
Determinação da
concentração e ajuste da dose de everolimus pode ser
necessária
Tacrolimus Possível aumento do
nível de tacrolimus

Agentes redutores de lípides

Atorvastatina Possível aumento dos
níveis de atorvastatina
Aumenta ASC -(~43%) de verapamil

Segue adiante informação adicional

Lovastatina Possível aumento dos
níveis de lovastatina
Aumenta ASC (~ 63%) e Cmax (~32%) de verapamil
Sinvastatina Aumenta ASC (~2,6
vezes), Cmax(~4,6 vezes) de sinvastatina

Agonistas do receptor de serotonina

Almotriptana Aumenta ASC (~20%) e
Cmax(~24%) de almotriptana

Uricosúricos

Sulfinpirazona Aumenta a depuração do
verapamil oral (~3 vezes) e diminui biodisponibilidade (~60%)
O efeito hipotensor do
verapamil pode ser reduzido

Anticoagulantes

Dabigatrana Aumento de dabigratana
(Cmax até 180%) e ASC (até 150%)
O risco de sangramento
pode aumentar. Pode ser necessário reduzir a dose de dabigatana
quando administrada concomitantemente com cloridrato de verapamil
de uso oral. V er a bula de dabigratana.

Outros terapias cardíacas

Ivabradina O uso concomitante de
ivabradina e verapamil é contraindicado pelo risco de acentuação da
bradicardia
Ver o campo
‘Contraindicações’
Outros
Suco de
grapefruit (toranja e pomelo)
Aumenta ASC de R-(~49%)
e S- (~37%) verapamil
Aumenta Cmax de R-(~75%) e S- (~51%) verapamil
Meia vida de eliminação
e depuração renal não afetadas. Suco degrapefruitnão deve ser
ingerido junto com verapamil.
Erva de São João
(Hypericum perforatum)
Diminui ASC de R-(~78%)
e S- (~80%) verapamil, com correspondente redução da
Cmax

Outras interações medicamentosas e informações
adicionais

Agentes antivirais anti-HIV

Devido ao potencial inibitório metabólico de alguns dos agentes
antivirais anti-HIV, tais como o ritonavir, as concentrações
plasmáticas do verapamil podem aumentar.

Deve-se ter cuidado ou a dose do verapamil deve ser
diminuída.

Lítio

Foi relatado aumento da neurotoxicidade durante uso concomitante
de cloridrato de verapamil e lítio, com e sem aumentos nas
concentrações séricas de lítio. Entretanto, o uso de cloridrato de
verapamil em pacientes em tratamento crônico com lítio estável,
resultou na redução dos níveis séricos de lítio. Pacientes
recebendo as duas drogas devem ser acompanhados com cuidado.

Bloqueadores neuromusculares

Dados clínicos e estudos em animais são sugestivos que
cloridrato de verapamil pode potencializar a atividade de
bloqueadores neuromusculares. Pode ser necessário reduzir a dose de
cloridrato de verapamil e/ou do agente bloqueador quando utilizados
concomitantemente.

Ácido acetilsalicílico

Tendência de sangramento aumentada.

Etanol (álcool)

Elevação dos níveis plasmáticos do etanol.

Inibidores da HMG Co-A Redutase
(“estatinas”)

O tratamento com inibidores da HMG Co-A redutase (por exemplo,
sinvastatina, atorvastatina ou lovastatina) em pacientes que estão
fazendo uso de verapamil deve ser iniciado na menor dose possível e
ser aumentada gradualmente. Se o verapamil for administrado a
pacientes que já fazem uso de um inibidor de HMG Co-A redutase (por
exemplo, sinvastatina, atorvastatina ou lovastatina), deve-se
considerar uma redução na dose da estatina e reajustar a dose de
acordo com as concentrações de colesterol no sangue.

Fluvastatina, pravastatina e rosuvastatina

Esses medicamentos não são metabolizados pelo CYP3A4; portanto,
a probabilidade de interagirem com o verapamil é menor.

Anti-hipertensivos, diuréticos,
vasodilatadores

Potencialização do efeito hipotensor.

Ação da Substância Cloridrato de Verapamil – Teuto

Resultados da eficácia

Um estudo clínico fase IV que envolveu 4247 pacientes com
hipertensão leve, moderada ou grave, teve como objetivo estudar a
eficácia anti-hipertensiva e a tolerabilidade do cloridrato de
verapamil.

De acordo com o estudo, a monoterapia com cloridrato de
verapamil normalizou a pressão arterial diastólica (≤ 90mm Hg) em
90% dos pacientes com hipertensão leve, 70% com hipertensão
moderada e 61% com hipertensão grave. A tolerabilidade cardíaca e
extracardíaca com o cloridrato de verapamil foi boa e a média da
frequência cardíaca foi levemente reduzida e nenhum dos
pacientes desenvolveu bloqueio atrioventricular de 2° ou
3° grau.

Estudo duplo-cego de 6 semanas, 28 pacientes hipertensos
estágios I-II foram randomizados para verapamil 160mg 3x/dia ou
nifedipina 20mg 2x/dia.

O verapamil reduziu PAD media significativamente mais que
nifedipina, com efeitos colaterais mais incidentes no grupo
nifedipina que no grupo verapamil. Em conclusão, verapamil tem
uma eficácia anti-hipertensiva superior à nifedipina.

Evidências de vários estudos suportam que verapamil é um
anti-hipertensivo eficaz e bem tolerado para o tratamento de
hipertensão leve a moderada e equivalente a outros agentes como
betabloqueadores, diuréticos e inibidores da enzima de conversão
(iECA), sem apresentar os efeitos colaterais mais incidentes
destas medicações.

O efeito antianginoso de verapamil 120mg 3x/dia ao longo de 1
ano de tratamento foi avaliado em 11 pacientes com angina de
esforço induzida.

A tolerância do teste de esforço em bicicleta foi de 531,8 +/-
123.0kg/min no grupo placebo e 763,6 +/- 124,7kg/min no grupo
verapamil (plt; 0,001), demonstrando a eficácia antianginosa do
medicamento. Os benefícios no tratamento a curto prazo são
sustentados mesmo após 1 ano de tratamento.

Outro estudo duplo-cego, randomizado, placebo controlado avaliou
a redução da frequência de episódios anginosos, o consumo de
nitroglicerina e a tolerância ao esforço em 26 pacientes com angina
estável em uso de verapamil 480mg/dia. Houve redução de 5,6 +/− 7,3
para 2,2 +/− 3,9 episódios de angina por semana (p lt; 0,001) e
redução no consumo de nitroglicerina de 3,4 +/− 4,9 para 1,2 +/−
2,5 comprimidos por semana (p lt; 0,05) no grupo verapamil
comparado com placebo.

O tempo de esforço aumentou de 6,4 +/− 2,1 minutos e foram
observados menos episódios de infradesnivelamento de segmento ST no
pico do esforço (p lt; 0,05), sugerindo uma favorável
redistribuição do fluxo sanguíneo coronário para zona
isquêmica.

Um estudo randomizado, duplo-cego, placebo controlado avaliou
durante 4 meses a efetividade e segurança de verapamil em 11
pacientes com episódios frequentes de taquicardia paroxística
supraventricular (TPSV). Os episódios de TPSV diminuíram
significativamente no grupo verapamil em relação ao placebo (p lt;
0,05), demonstrando que verapamil oral é seguro e efetivo no
tratamento à longo prazo de pacientes com
taquicardia paroxística supraventricular.

Estudos pré-clínicos

Estudos de reprodução foram conduzidos em coelhos e ratos
através de administração oral de doses até 1,5 (15mg/Kg/dia) e 6
(60mg/Kg/dia) vezes a dose oral diária em humanos, respectivamente,
e não foi evidenciada teratogenicidade. Nos ratos, entretanto, o
múltiplo da dose humana foi embriocida, e retardou o
desenvolvimento e crescimento fetal.

Provavelmente por causa dos efeitos adversos maternos refletidos
em perda de ganho de peso pelas ratas prenhas. Entretanto não foram
realizados estudos em mulheres grávidas.


Características Farmacológicas

Este medicamento contém como princípio ativo o cloridrato de
verapamil, que é um inibidor do influxo de íons cálcio (bloqueador
de canais lentos ou antagonista do íon cálcio).

Farmacodinâmica

Mecanismo de ação e efeitos
farmacodinâmicos:

O cloridrato de verapamil bloqueia o influxo de íons de cálcio
(e possivelmente de sódio) através do canal lento no interior das
células cardíacas de contração e condução e células musculares
vasculares. O efeito antiarrítmico de cloridrato de verapamil
deve-se ao seu efeito no canal lento das células do sistema
cardíaco de condução.

Reduz a exigência de oxigênio do miocárdio diretamente através
da intervenção em processos metabólicos consumidores de energia no
músculo cardíaco, e indiretamente por redução da pós-carga.

O bloqueio dos canais de cálcio do músculo liso das artérias
coronarianas aumenta a perfusão miocárdica, mesmo em tecidos
pós-estenose, e relaxa espasmos coronarianos.

A ação anti-hipertensiva do cloridrato de verapamil está baseada
na redução da resistência periférica, sem efeito rebote na
frequência cardíaca. A pressão arterial normal não é afetada de
modo considerável.

A atividade elétrica através dos nodos sinoatrial e
atrioventricular depende em grande parte do influxo de cálcio do
canal lento.

Através da inibição deste influxo, o verapamil reduz a condução
atrioventricular prolongando assim o período refratário. Esse
efeito resulta na redução da transmissão elétrica ventricular nos
pacientes com flutter atrial e/ou fibrilação atrial com rápida
resposta ventricular. Interrompendo a reentrada no nó
atrioventricular, verapamil pode reestabelecer o ritmo sinusal
normal em pacientes com taquicardia supraventricular paroxistica,
incluindo síndrome de Wolf-Parkinson-White.

Verapamil não produz efeito na condução do estímulo elétrico
através dos feixes de condução acessórios.

Segurança e eficácia clínica:

O cloridrato de verapamil não altera a possível ação atrial
normal nem o tempo de condução intraventricular, mas a amplitude
depressiva, velocidade da despolarização e condução em fibras
atriais deprimidas. Em casos isolados em corações de coelhos,
concentrações de verapamil que afetam significativamente as fibras
do nodo sinoatrial e as fibras nas regiões medianas e altas do nodo
atrioventricular tem efeito muito pequeno nas fibras baixas do nodo
atrioventricular (região NH) e não tem efeito nos potenciais de
ação atrial ou nas fibras do feixe de His. O cloridrato de
verapamil não induz espasmos arteriais periféricos ou altera o
nível sérico de cálcio total.

O cloridrato de verapamil reduz a contratilidade do miocárdio e
pós-carga. Em muitos pacientes, incluindo pacientes com doença
cardíaca orgânica, a ação inotrópica negativa se contrapõe pela
redução do débito cardíaco e pós-carga que geralmente não é
reduzido.

Porém em pacientes com disfunção cardíaca moderada a severa e
severa (pressão pulmonar arterial acima de 20 mm Hg, fração de
ejeção menor que 30%), um agravamento agudo da falência cardíaca
pode ser observado.

O cloridrato de verapamil possui efeito antiarrítmico bem
definido, particularmente na presença de arritmias
supraventriculares. O cloridrato de verapamil atrasa a condução no
nó atrioventricular. O resultado, dependendo do tipo de arritmia, é
a restauração do ritmo sinusal e/ou normalização da frequência
ventricular. Frequências cardíacas normais não são afetadas ou
sofrem pequena redução.

Farmacocinética

O cloridrato de verapamil é uma mistura racêmica que contém
porções iguais de R-enantiômeros e S-enantiômeros. O cloridrato de
verapamil é extensivamente metabolizado.

O norverapamil é um dos 12 metabólitos identificados na urina
que possui 10% a 20% da ação farmacológica e faz parte de 6% da
droga excretada na urina.

As concentrações de norverapamil e verapamil no estado
estacionário após múltiplas doses diárias alcançadas após 3 a 4
dias no plasma são similares.

Absorção:

Mais de 90% da dose de cloridrato de verapamil é rapidamente
absorvida pelo intestino delgado após a administração oral. A
disponibilidade sistêmica média do composto inalterado depois de
uma única dose oral é de aproximadamente 23%, devido a uma extensa
metabolização hepática de primeira passagem. A biodisponibilidade é
aproximadamente duas vezes mais alta com administrações repetidas.
Os níveis plasmáticos de pico do cloridrato do verapamil são
alcançados uma a duas horas após a administração do comprimido
revestido. O pico plasmático de norverapamil é alcançado
aproximadamente 1 hora após administração da dose. A presença de
alimentos não afeta a biodisponibilidade de verapamil.

Distribuição:

O verapamil é altamente distribuído através dos tecidos do
corpo, o volume de distribuição varia de 1,8 – 6,8L/Kg em pacientes
saudáveis. A ligação de verapamil com proteínas plasmáticas é de
aproximadamente 90 %.

Metabolização:

Verapamil é altamente metabolizado. Estudos in vitro
indicaram que o fármaco é metabolizado pelo citocromo P 450 CYP3A4,
CYP1A2, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C18.

Em homens saudáveis, o cloridrato de verapamil administrado por
via oral, sofre extenso metabolismo no fígado, sendo identificados
12 metabólicos, a maior parte deles só vestígios.

Os principais metabólitos foram identificados como diferentes
produtos N e O-dealquilados do verapamil.

Desses metabólitos, apenas norverapamil possui algum efeito
farmacológico, aproximadamente 20 % do componente principal foi
observado em estudos com cachorros.

Eliminação:

A meia-vida de eliminação é de 3 a 7 horas. O cloridrato de
verapamil e seus metabólitos são eliminados principalmente por via
renal. Somente 3 a 4% são eliminados sob a forma inalterada. Cerca
de 50% da dose é eliminada via renal em 24 horas e 70% em cinco
dias.

Até 16% da dose é eliminada nas fezes. O clearence total de
verapamil é tão alto quanto o fluxo sanguíneo hepático,
aproximadamente 1L/h/Kg (variação: 0,7 – 1,3L/h/Kg).

Populações Especiais

Pediátrico:

Informação limitada de pacientes pediátricos está disponível, a
concentração plasmática estacionária parece ser menor na população
pediátrica após ingestão oral da dose, quando comparado com a
população adulta.

Idosos:

A idade pode afetar a farmacocinética do verapamil dados a
pacientes hipertensivos. A meia-vida de eliminação pode ser
prolongada em pacientes idosos. O efeito anti-hipertensivo do
verapamil não tem relação com a idade.

Insuficiência Renal:

A função renal não tem efeito sobre a farmacocinética de
verapamil conforme demonstrado em estudos comparativos em pacientes
com insuficiência renal avançada e pacientes saudáveis. Apesar
disso, recomenda-se administração cautelosa de verapamil em
pacientes com insuficiência renal. O verapamil e norverapamil não
são significativamente removidos por hemodiálise.

Insuficiência hepática:

A meia-vida de verapamil é prolongada em pacientes com alteração
da função hepatica com menor clearance e maior volume de
distribuição. O verapamil nessa população deve ser usada com
cuidado.

Cloridrato-De-Verapamil-Teuto, Bula extraída manualmente da Anvisa.

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