Cloridrato De Fingolimode Teva Bula

Cloridrato De Fingolimode Teva

Contraindicação do Cloridrato De Fingolimode –
Teva

Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) é contraindicado em
pacientes com:

  • Conhecida hipersensibilidade ao fingolimode ou a qualquer um
    dos excipientes.
  • Ocorrência recente (últimos 06 meses) de infarto do miocárdio,
    derrame, angina instável, ataque isquêmico transitório,
    insuficiência cardíaca descompensada necessitando hospitalização,
    insuficiência cardíaca classe III/IV.
  • Histórico ou presença de bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º
    grau com Mobitz tipo II, doença do nó sinusal (exceto o paciente
    que faz uso de marca-passo), hipertensão arterial não controlada,
    apneia do sono grave não tratada.
  • Uso de drogas antiarrítmicas classe Ia ou classe III.
  • Intervalo de QT maior ou igual a 500 ms.
  • Insuficiência hepática grave (Child-Pugh classe
    C).

Como usar o Cloridrato De Fingolimode –
Teva

População-alvo geral

A dose recomendada de Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa) é de uma cápsula de 0,5 mg tomada por via oral uma vez ao
dia, que pode ser tomada juntamente com alimentos ou não.

Caso uma dose seja esquecida, o tratamento deve ser continuado
com a próxima dose conforme planejado.

No início do tratamento com Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa), após a primeira dose, recomenda-se que todos os
pacientes sejam observados, com aferição da pressão arterial e da
pulsação a cada hora, por um período de 6 horas para os sinais e
sintomas da bradicardia.

Todos os pacientes devem realizar um eletrocardiograma antes da
dose e após o término do período de 6 horas de monitorização.

Para recomendação relacionada com a troca de pacientes de outras
terapias modificadoras da doença para Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa).

Populações especiais

Comprometimento renal

Não é necessário qualquer ajuste de dose de Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) em pacientes com comprometimento
renal.

Comprometimento hepático

Não é necessário qualquer ajuste de dose de Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) em pacientes com comprometimento
hepático leve ou moderado. Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa) deve ser usado com cautela em pacientes com comprometimento
hepático grave (Child-Pugh classe C).

Pacientes pediátricos

Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) não é indicado para
o uso em pacientes pediátricos.

Pacientes geriátricos

Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) deve ser usado com
cautela em pacientes com 65 anos de idade ou mais.

Etnia

Não é necessário qualquer ajuste de dose de Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) com base em origem étnica.

Sexo

Não é necessário qualquer ajuste de dose de Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) com base no sexo.

Pacientes diabéticos

Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) deve ser usado com
cautela em pacientes com diabetes mellitus devido a um
possível risco elevado de edema macular.

A dose máxima recomendada de Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) é de uma cápsula de 0,5 mg ao dia.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado.

Precauções do Cloridrato De Fingolimode –
Teva

Infecções

Um efeito farmacodinâmico fundamental de Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) é a redução dose-dependente da
contagem de linfócitos periféricos para 20 – 30% dos valores
basais. Isso se deve ao sequestro reversível de linfócitos em
tecidos linfoides.

Os efeitos de Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) no
sistema imune podem aumentar o risco de infecções, incluindo
infecções oportunistas. Antes de iniciar o tratamento com
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa), uma contagem recente
de células brancas do sangue deve estar disponível (por exemplo,
dentro de 6 meses ou após a descontinuação da terapia prévia).

O início do tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa) deve ser postergado em pacientes com infecção severa ativa
até sua resolução.

Estratégias diagnósticas e terapêuticas eficazes devem ser
empregadas em pacientes com sintomas de infecção durante a
terapia.

Considerando que a eliminação de fingolimode após a
descontinuação pode levar até dois meses, a vigilância quanto à
infecção deve ser continuada ao longo desse período.

Terapias antineoplásicas, imunomoduladoras ou imunossupressoras
(incluindo corticosteroides) devem ser administradas
concomitantemente com cautela devido ao risco de efeitos adicionais
no sistema imune.

Decisões específicas quanto à dosagem e duração do tratamento
com corticosteroides devem ser baseadas na avaliação clínica.

A coadministração de um tratamento de curta duração com
corticosteroides (até 5 dias, conforme protocolos de estudo) não
aumentou a taxa global de infecção em pacientes tratados com
fingolimode em estudos clínicos de fase III, em comparação com
placebo.

Com base nestes dados, os tratamentos curtos de corticosteroides
(até 5 dias) podem ser utilizados em combinação com Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa).

Pacientes recebendo Cloridrato de Fingolimode (substância ativa)
devem ser instruídos a relatar sintomas de infecções aos seus
médicos.

A suspensão do tratamento com Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) deve ser considerada caso um paciente desenvolva
uma infecção séria e o risco-benefício deve ser levado em
consideração antes de reiniciar a terapia.

Casos de leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) foram
relatados na experiência pós-comercialização. A LMP é uma infecção
oportunista causada pelo vírus JC, que pode ser fatal ou resultar
em incapacidade grave.

Casos de LMP ocorreram após cerca de 2-3 anos de tratamento,
embora uma relação exata com a duração de tratamento seja
desconhecida.

As taxas de incidência de LMP aparentam ser maiores para
pacientes no Japão: as razões são atualmente desconhecidas.

Casos adicionais de LMP foram relatados em pacientes que haviam
sido tratados previamente com natalizumabe, os quais tem uma
relação conhecida com LMP.

Os médicos devem estar atentos aos sintomas clínicos ou
resultados de imagem de ressonância magnética que podem ser
sugestivos de LMP.

Se houver suspeita de LMP, o tratamento Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) deve ser suspenso até que LMP tenha
sido excluída.

Foram reportados na experiência pós-comercialização casos
isolados de meningite criptococócica após cerca de 2-3 anos de
tratamento, embora uma relação exata com a duração de tratamento
seja desconhecida.

Meningite criptococócica pode ser fatal. Por esta razão,
pacientes com sinais e sintomas evidentes de meningite
criptococócica devem submeter-se a uma rápida avaliação do
diagnóstico. Se diagnosticado, o tratamento apropriado deve ser
iniciado.

Os pacientes devem ser avaliados quanto a sua imunidade à
varicela (catapora) antes do tratamento com Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa).

Recomenda-se que pacientes sem a confirmação por profissional de
saúde de histórico de catapora ou comprovação de um curso completo
de vacinação com a vacina contra varicela realizem testes de
anticorpos para o vírus varicela zoster (VVZ), antes de iniciar o
tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância ativa).

Um curso completo de vacinação para pacientes anticorpos
negativos com a vacina contra varicela é recomendado antes de
iniciar o tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa).

O início do tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa) deverá ser adiado por um mês após a vacinação, para permitir
que a plena eficácia da mesma possa ocorrer.

Vacinação

A vacinação pode ser menos eficaz durante e até dois meses após
interromper o tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa).

O uso de vacinas com vírus vivos atenuados deve ser evitado.

Edema Macular

O edema macular (vide item “Reações Adversas”) com ou sem
sintomas visuais foi relatado em 0,5% dos pacientes tratados com
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) 0,5 mg, ocorrendo
predominantemente nos primeiros 3-4 meses de terapia. Uma avaliação
oftálmica é, portanto, recomendada 3-4 meses após o início do
tratamento.

Caso pacientes relatem distúrbios visuais a qualquer momento
durante a terapia com Cloridrato de Fingolimode (substância ativa),
uma avaliação de fundo do olho, incluindo a mácula, deve ser
realizada.

Pacientes com histórico de uveíte e pacientes com diabetes
mellitus estão em risco elevado de edema macular.

Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) não foi estudado em
pacientes com esclerose múltipla concomitante com diabetes
mellitus.

Recomenda-se que pacientes com esclerose múltipla e diabetes
mellitus ou com histórico de uveíte sejam submetidos a uma
avaliação oftálmica antes do início da terapia com Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) e tenham avaliações de
acompanhamento enquanto recebem a terapia com Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa).

A continuação de Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) em
pacientes com edema macular não foi avaliada. Na decisão sobre se a
terapia com Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) deve ou
não ser descontinuada, se faz necessário levar em consideração os
possíveis riscos e benefícios para cada paciente.

Bradiarritmia

O início do tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa) resulta em uma redução temporária na frequência cardíaca.
Após a primeira dose, a redução da frequência cardíaca começa
dentro de uma hora e a redução máxima é atingida em até 6
horas.

Com a continuação da dosagem, a frequência cardíaca retorna ao
valor basal dentro de um mês de tratamento crônico.

Em pacientes recebendo Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa) 0,5 mg, a redução na frequência cardíaca medida pelo pulso,
é em média 8 batimentos por minuto (bpm) aproximadamente.

Frequências cardíacas abaixo de 40 bpm foram raramente
observadas.

Pacientes que apresentaram bradicardia mostraram-se geralmente
assintomáticos, mas alguns pacientes apresentaram sintomas leves a
moderados, incluindo hipotensão, tontura, fadiga e/ou palpitações,
que se resolveram dentro das primeiras 24 horas de tratamento.

O início do tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa) foi associado com atrasos na condução atrioventricular,
geralmente bloqueios atrioventriculares de primeiro grau (intervalo
PR prolongado no eletrocardiograma).

Bloqueios atrioventriculares de segundo grau, geralmente Mobitz
tipo I (Wenckebach), foram observados em menos de 0,2% de
pacientes recebendo Cloridrato de Fingolimode (substância ativa)
0,5 mg em estudos clínicos.

As anormalidades de condução foram caracteristicamente
transitórias, assintomáticas, geralmente não exigiram tratamento e
se resolveram dentro das primeiras 24 horas de tratamento.

Durante a utilização pós-comercialização de Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa), foram relatados casos isolados de
bloqueio atrioventricular completo transitório e espontaneamente
resolvido.

Portanto, no início do tratamento com Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa), recomenda-se que todos os pacientes sejam
observados, com aferição da pressão arterial e pulsação a cada
hora, por um período de 6 horas, para os sinais e sintomas de
bradicardia.

Todos os pacientes devem realizar um eletrocardiograma antes da
primeira dose e após o término do período de 6 horas de
monitorização.

Caso sintomas pós-dose relacionados à bradiarritmia ocorram,
ações apropriadas devem ser iniciadas conforme necessário e o
paciente deve ser observado até que os sintomas tenham sido
resolvidos.

Se o paciente necessitar de intervenção farmacológica durante o
período de observação da primeira dose, monitoramento durante a
noite, em um centro médico, deve ser instituído e a estratégia de
vigilância da primeira dose deve ser repetida após a segunda dose
de Cloridrato de Fingolimode (substância ativa).

Observação adicional até a resolução dos achados também é
requerida:

  • Se o ritmo cardíaco em 6 horas após a dose for lt; 45 bpm ou o
    for o menor valor pós-dose (sugerindo que o efeito farmacodinâmico
    máximo sobre o coração ainda não foi manifestado);
  • Se o ECG de 6 horas após a primeira dose mostrar novo início de
    bloqueio atrioventricular de segundo grau ou maior;
  • Se o ECG mostrar um intervalo QT ≥ 500 msec na sexta hora após
    a primeira dose, os pacientes devem ser monitorados por toda a
    noite.

Devido ao risco de distúrbios graves no ritmo cardíaco,
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) não deve ser utilizado
em pacientes com bloqueio atrioventricular de segundo grau Mobitz
tipo II ou maior, doença do nó sinusal ou bloqueio cardíaco
sinoatrial.

Uma vez que, bradicardia significante pode ser fracamente
tolerada em pacientes com doença cardíaca isquêmica conhecida,
histórico de infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca
congestiva, histórico de parada cardíaca, doença cerebrovascular,
hipertensão não controlada ou apneia do sono grave e não tratada,
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) não deve ser utilizado
nesses pacientes.

Se o tratamento for considerado, as recomendações de um
cardiologista devem ser procuradas antes do início do tratamento, a
fim de determinar a estratégia de monitoramento mais apropriada,
que deve durar pelo menos toda noite.

Uma vez que, o inicio do tratamento com Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) resulta em diminuição da frequência
cardíaca e, portanto, um prolongamento do intervalo QT, Cloridrato
de Fingolimode (substância ativa) não deve ser utilizado em
pacientes com prolongamento significante do intervalo QT (QTc gt;
470 msec (mulheres) ou gt; 450 msec (homens)). 

Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) deve ser evitado em
pacientes com fatores de risco relevantes para prolongamento QT,
por exemplo, hipocalemia, hipomagnesemia ou prolongamento QT
congênito. Se o tratamento for considerado, as recomendações de um
cardiologista devem ser procuradas antes do início da terapia a fim
de determinar a estratégia de monitoramento mais apropriada, que
deve durar pelo menos toda a noite.

O uso de Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) em
pacientes com histórico de síncope recorrentes ou bradicardia
sintomática deve ser baseado na avaliação do risco-benefício
global. Se o tratamento for considerado, deve-se procurar o
aconselhamento de um cardiologista, a fim de determinar o
monitoramento mais apropriado, que deve durar pelo menos toda a
noite.

Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) não foi estudado em
pacientes com arritmias que necessitam de tratamento com
medicamentos de Classe Ia (por ex.: quinidina, procainamida) ou
Classe III (por ex.: amiodarona, sotalol).

Medicamentos antiarrítmicos de Classe Ia e Classe III foram
associados com casos de Torsades de Pointes em pacientes
com bradicardia. Uma vez que o início do tratamento com Cloridrato
de Fingolimode (substância ativa) resulta em frequência cardíaca
reduzida, Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) não deve ser
administrado concomitantemente com esses medicamentos.

A experiência com Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) é
limitada em pacientes recebendo terapia concomitante com
betabloqueadores, bloqueadores do canal de cálcio redutores da
frequência cardíaca (como verapamil ou diltiazem), ou outras
substâncias que podem diminuir a frequência cardíaca (por exemplo,
ivabradina ou digoxina).

Uma vez que, o início do tratamento Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) também está associado à diminuição da frequência
cardíaca, o uso concomitante destas substâncias durante o início do
tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) pode
ser associada com bradicardia grave e bloqueio cardíaco.

Devido ao potencial efeito aditivo sobre a frequência cardíaca,
o tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância ativa)
geralmente não deve ser iniciado em pacientes que são tratados
concomitantemente com estas substâncias. Se o tratamento com
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) for considerado,
deve-se procurar aconselhamento com um cardiologista a respeito da
substituição por medicamentos que não reduzam a frequência cardíaca
ou o monitoramento adequado durante o inicio do tratamento (deve
durar pelo menos toda a noite).

Caso a terapia com Cloridrato de Fingolimode (substância ativa)
seja descontinuada por mais de 2 semanas, os efeitos sobre a
frequência cardíaca e condução atrioventricular podem ocorrer
novamente após a reintrodução do tratamento com Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) e as mesmas precauções da primeira
dose devem ser aplicadas.

Dentro das primeiras duas semanas de tratamento, se houver a
interrupção de um dia ou mais, a repetição dos procedimentos de
primeira dose é recomendada.

Durante as semanas 3 e 4 de tratamento, se houver a interrupção
do tratamento por mais de 7 dias, os procedimentos de primeira dose
são recomendados.

Função hepática

Aumento de enzimas hepáticas, principalmente elevação de alanina
aminotransaminase (ALT), foram relatados em pacientes com esclerose
múltipla tratados com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa).

Durante os ensaios clínicos, elevação de três vezes ou mais das
transaminases hepáticas ocorreram em 8,0% dos pacientes tratados
com 0,5 mg de Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) e o
medicamento foi interrompido nos casos em que a elevação foi maior
que 5 vezes. Com a confirmação repetida de aumento das
transaminases hepáticas acima de 5 vezes o limite superior da
normalidade, o tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa) deve ser interrompido e apenas reiniciado quando os valores
das transaminases hepáticas forem normalizados.

A recorrência das elevações das transaminases hepáticas ocorreu
após o reinício do tratamento em alguns pacientes, suportando uma
relação com a droga.

Antes do início do tratamento com Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) contagens recentes (por exemplo, dentro de 6
meses) dos níveis das transaminases e bilirrubina devem estar
disponíveis.

Pacientes que desenvolverem sintomas sugestivos de disfunção
hepática, tais como náusea, vômito, dor abdominal, fadiga, anorexia
ou icterícia e/ou urina escura inexplicados, durante o tratamento,
devem ter as enzimas hepáticas checadas e Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) deve ser descontinuado caso uma lesão hepática
significativa for confirmada.

Embora não existam dados para estabelecer que os pacientes com
doença hepática pré-existente tenham um risco aumentado para
desenvolver elevação nos valores no teste de função hepática ao
tomar Cloridrato de Fingolimode (substância ativa), deve-se ter
cautela ao administrar Cloridrato de Fingolimode (substância ativa)
em pacientes com histórico de doença hepática significativa.

Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) não foi estudado em
pacientes com dano hepático grave pré-existente
(Child-Pugh, classe C) e não deve ser usado nestes
pacientes.

Síndrome de encefalopatia posterior
reversível

Casos raros de síndrome de encefalopatia posterior reversível
foram relatados na dose de 0,5 mg em estudos clínicos e na
pós-comercialização.

Os sintomas relatados incluíram início repentino de cefaleia
grave, náuseas, vômitos, alteração do estado mental, distúrbios
visuais e convulsões. Os sintomas da síndrome de encefalopatia
posterior reversível são geralmente reversíveis, mas podem evoluir
para derrame isquêmico ou hemorragia cerebral.

Atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a sequelas
neurológicas permanentes. Se houver suspeita de síndrome de
encefalopatia posterior reversível Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) deve ser descontinuado.

Tratamento prévio com terapias imunossupressivas ou
imunomoduladoras

Quando se muda de outra terapia modificadora da doença, a
meia-vida e mecanismo de ação da outra terapia devem ser
considerados a fim de evitar um efeito imune aditivo enquanto que
ao mesmo tempo minimizar o risco de reativação da doença. Antes de
iniciar o tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa), uma recente contagem de células brancas deve estar
disponível (por exemplo, após a descontinuação da terapia prévia)
para assegurar que qualquer efeito imune de tais terapias (por
exemplo, citopenia) tenha se resolvido.

Beta-interferona, acetato de glatirâmer ou dimetil
fumarato

Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) pode geralmente ser
iniciado após a descontinuação de beta-interferona, acetado de
glatirâmer ou dimetil fumarato.

Natalizumabe ou teriflunomida

Devido à longa meia-vida do natalizumabe ou teriflunomida,
cautela em relação o potencial efeito imune aditivo é necessária
quando os pacientes trocam destas terapias para Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa). Uma avaliação cuidadosa de caso
para caso em relação ao momento do início do tratamento com
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) é recomendada.

A eliminação da natalizumabe geralmente leva até 2-3 meses após
a sua descontinuação.

Teriflunomida também é eliminada lentamente do plasma. Sem o
procedimento de aceleração da eliminação, a eliminação da
teriflunomida do plasma pode levar alguns meses até 2 anos. O
procedimento de aceleração da eliminação está descrito na bula da
teriflunomida.

Alemtuzumabe

Devido às características e da duração da resposta do efeito
imunossupressor do alemtuzumabe descrito na bula do produto, não é
recomendado iniciar o tratamento com Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) após alemtuzumabe, a menos que os benefícios do
tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) superem
claramente os riscos individuais ao paciente.

Carcinoma basocelular e outras neoplasias
cutâneas

O carcinoma basocelular (CBC) e outras neoplasias cutâneas têm
sido relatados em pacientes utilizando Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa).

O monitoramento para CBC e outras neoplasias cutâneas é
necessário.

Interrompendo a terapia

Caso uma decisão for tomada para interromper o tratamento com
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa), o médico precisa
estar ciente de que o fingolimode permanece no sangue e possui
efeitos farmacodinâmicos, tais como contagens de linfócitos
reduzidas, por até dois meses após a última dose.

As contagens de linfócitos geralmente retornam à faixa normal
dentro de 1-2 meses após a interrupção da terapia.

O início de outras terapias durante esse intervalo resultará em
uma exposição concomitante ao fingolimode.

O uso de imunossupressores logo após a descontinuação de
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) pode levar a um efeito
aditivo sobre o sistema imune e, portanto, deve-se ter cautela.

Gravidez

Registro de exposição na gravidez

Existe um registro que monitora os resultados da gravidez em
mulheres expostas ao Cloridrato de Fingolimode (substância ativa)
durante a gravidez.

Mulheres que engravidam enquanto utilizam Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) devem ser incentivadas a
inscrever-se no registo de gravidez, ligando para 0800-888-3003 ou
visitando ww.gilenyapregnancyregistry.com.

Sumário do risco

Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres
grávidas. Os estudos de reprodução em ratos demonstraram que o
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) induz teratogenicidade
a partir de uma dose correspondente a 2 vezes a exposição em seres
humanos com uma dose recomendada de 0,5 mg.

Estudos em animais demonstraram toxicidade reprodutiva,
incluindo perda do feto e defeitos de órgãos, tronco arterial
notadamente persistente e defeito do septo ventricular. Além disso,
o receptor afetado pelo fingolimode (receptor da
esfingosina-1-fosfato) é conhecido por estar envolvido na formação
vascular durante a embriogênese.

O uso de Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) em
mulheres que estão grávidas ou que podem engravidar deve apenas ser
considerado caso o possível benefício justifique o possível risco
ao feto.

Estudos dos EUA, Canadá, da maioria dos países da UE e dos
países da América do Sul têm demonstrado que o risco de defeitos de
nascença na população de esclerose múltipla (EM) é semelhante ao da
população em geral.

Para abortos espontâneos e natimortos, o risco na população de
EM nos Estados Unidos parece ser semelhante ao da população em
geral nos Estados Unidos.

Considerações clínicas

Trabalho de parto e parto

Não existe qualquer dado sobre os efeitos de fingolimode no
trabalho de parto e no parto.

Dados em humanos

Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres
grávidas.

Dentre mais de 300 casos potenciais de nascidos vivos com
exposição materna ao fingolimode durante a gravidez que foram
relatados, a proporção de malformações congênitas é semelhante a
prevalência na população em geral.

Dados em animais

O fingolimode foi teratogênico em ratos quando administrado em
doses de 0,1 mg/kg ou superior. Uma dose de 0,1 mg/kg em ratos
corresponde a 2 vezes a exposição em seres humanos na dose
recomendada de 0,5 mg.

As malformações fetais viscerais mais comuns incluíram tronco
arterial persistente e defeito do septo ventricular.

Um aumento na perda pós-implantação foi observado em ratos nas
doses de 1 mg/kg e superior e uma diminuição nos fetos viáveis a 3
mg/kg.

O fingolimode não foi teratogênico em coelhos, entretanto, um
aumento da mortalidade embriofetal foi observada em doses de 1,5
mg/kg e superior, e uma redução de fetos viáveis, bem como retardo
do crescimento fetal a 5 mg/kg.

Uma dose de 1,5 mg/kg em coelhos corresponde à exposição
semelhante em seres humanos com a dose recomendada de 0,5 mg.

Os dados disponíveis não sugerem que Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) estaria associado a um risco aumentado de
toxicidade fetal mediada pelo homem.

Em ratos, a sobrevivência da geração filhote F1 diminuiu no
período pós-parto em doses que não causam toxicidade materna. No
entanto, os pesos corporais de F1, desenvolvimento, comportamento e
fertilidade não foram afetados pelo tratamento com fingolimode.

Lactação

Sumário do risco

O fingolimode é excretado no leite de animais tratados durante a
lactação. Não existem dados sobre os efeitos de Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) sobre a criança amamentada ou os
efeitos de Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) na produção
de leite.

Uma vez que muitos fármacos são excretados no leite humano e por
causa do potencial para reações adversas graves ao fingolimode em
bebês lactentes, mulheres recebendo Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) não devem amamentar.

Mulheres e homens com potencial reprodutivo

Contracepção

Antes do início do tratamento com Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa), mulheres com potencial para engravidar devem
ser aconselhadas sobre o possível risco grave ao feto e a
necessidade de contracepção eficaz durante o tratamento com
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa).

Uma vez que leva aproximadamente 2 meses para eliminar o
composto do corpo após a interrupção do tratamento, o
potencial risco ao feto pode persistir e deve-se usar da
contracepção durante tal período.

Infertilidade

Dados dos estudos pré-clínicos não sugerem que o fingolimode
estaria associado a um risco elevado de fertilidade reduzida.

Este medicamento pertence à categoria de risco na gravidez C,
portanto,

este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Reações Adversas do Cloridrato De Fingolimode –
Teva

Resumo do perfil de segurança

A população de segurança de Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) é derivada de dois estudos clínicos de fase III
placebo-controlados e um estudo de fase III ativo-controlado em
pacientes com esclerose múltipla remitente recorrente. Isso inclui
um total de 2431 pacientes recebendo Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) (dose de 0,5 ou 1,25 mg).

O estudo D2301 (FREEDOMS) foi um estudo clínico de 2 anos
placebo-controlado em 854 pacientes com esclerose múltipla tratados
com fingolimode (placebo: 418).

O estudo D2309 (FREEDOMS II) foi um estudo clínico de dois anos,
placebo-controlado em 728 pacientes com esclerose múltipla tratados
com fingolimode (placebo 355).

Nos dados combinados desses dois estudos as reações adversas
(RAs) mais sérias para a dose terapêutica recomendada de 0,5 mg
foram infecções, edema macular e bloqueios atrioventriculares
transitórios no início do tratamento.

As reações adversas mais frequentes (incidência ≥ 10%) na dose
de 0,5 mg foram cefaleia, aumento das enzimas hepáticas, diarreia,
tosse, gripe e dor nas costas.

O evento adverso mais frequente relatado para Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) 0,5 mg em uma incidência maior que
1% levando à interrupção do tratamento incluiu elevações na ALT
sérica (2,2%).

As reações adversas para o fingolimode no Estudo D2302
(TRANSFORMS), um estudo controlado de 1 ano usando betainterferona
1a como comparador em 849 pacientes com esclerose múltipla tratados
com fingolimode, foram geralmente semelhantes ao estudo
placebo-controlado, levando em consideração as diferenças na
duração do estudo.

Resumo tabulado das reações adversas a partir de estudos
clínicos

A Tabela 4 apresenta a frequência das reações adversas
reportadas na análise combinada dos estudos controlados FREEDOMS e
FREEDOMS II.

As reações adversas estão listadas de acordo com a classe de
sistema orgânico MedDRA. As frequências foram definidas como
segue:

  • Muito comuns (≥ 1/10);
  • Comuns (≥ 1/100 a lt; 1/10);
  • Incomuns (≥ 1/1.000 a lt; 1/100);
  • Raras (≥ 1/10.000 a lt; 1/1.000);
  • Muito raras (lt; 1/10.000).

 Tabela 4.1. Porcentagem de pacientes com reações
adversas ao medicamento nos estudos clínicos

*Não relatado nos estudos FREEDOMS, FREEDOMS II e TRANSFORMS. A
categoria de frequência está baseada na exposição estimada de
aproximadamente 10000 pacientes ao fingolimode em todos os estudos
clínicos.
**A categoria de frequência e avaliação de risco foram baseadas em
uma exposição estimada de mais de 24.000 pacientes a fingolimode
0,5 mg em todos os ensaios clínicos.

Reações adversas de relatos espontâneos e casos de
literatura (frequência desconhecida)

As reações adversas a seguir foram derivadas de experiências
pós-comercialização de Cloridrato de Fingolimode (substância ativa)
através de relatos espontâneos e casos de literatura.

Devido a essas reações terem sido reportadas voluntariamente por
uma população de tamanho incerto, não é possível estimar sua
frequência de forma confiável, sendo então categorizada como
desconhecida.

Reações adversas estão listadas de acordo com as classes de
sistemas de órgãos MedDRA.

Distúrbios do sistema imunológico

Reações de hipersensibilidade, incluindo erupção cutânea,
urticária e angioedema após o início do tratamento.

Distúrbios gastrointestinais

Náusea

Infecções

Em estudos clínicos de esclerose múltipla, a taxa geral de
infecções (65,1%) na dose de 0,5 mg foi semelhante à do placebo.
Entretanto bronquite, herpes zoster e pneumonia, foram mais comuns
em pacientes tratados com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa). Infecções sérias ocorreram na taxa de 1,6% no grupo de
fingolimode 0,5 mg versus 1,4% no grupo de placebo.

Houve casos fatais muito raros de infecções de VVZ no contexto
do uso concomitante prolongado de corticosteroides (mais de 5 dias)
para o tratamento de recidivas da esclerose múltipla, no entanto,
não foi estabelecida uma relação causal entre o tratamento
concomitante e desfecho fatal.

A coadministração de um tratamento de curta duração com
corticosteroides (até 5 dias, conforme protocolos de estudo) não
aumentou a taxa global de infecção em pacientes tratados com
fingolimode nos estudos clínicos de fase III, em comparação com
placebo.

Houve casos muito raros de outras infecções pelo vírus de herpes
fatais. Entretanto, uma relação causal com não foi
estabelecida.

Foram reportados na experiência pós-comercialização casos de
infecções com patógenos oportunistas, como viral (e.x. VVZ, VJC
causando LMP, HSV), fúngica (e.x. criptococose incluindo meningite
criptococócica) ou bacteriana (e.x. micobactéria atípica), dos
quais algumas foram fatais.

Edema Macular

Em estudos clínicos, o edema macular ocorreu em 0,5% dos
pacientes tratados com a dose recomendada de Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) 0,5 mg e em 1,1% dos pacientes
tratados com a dose maior de 1,25 mg.

A maioria dos casos em estudos clínicos de esclerose múltipla
ocorreu dentro dos primeiros 3-4 meses de terapia.

Alguns pacientes apresentaram visão turva ou acuidade visual
reduzida, mas outros estavam assintomáticos e foram diagnosticados
em exame oftalmológico de rotina.

O edema macular geralmente melhorou ou resolveu espontaneamente
após a descontinuação do medicamento.

O risco de recorrência após a reintrodução não foi avaliado. A
incidência de edema macular é aumentada em pacientes com esclerose
múltipla com um histórico de uveíte (aproximadamente 20% com um
histórico de uveíte versus 0,6% sem um histórico de
uveíte).

Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) não foi testado em
pacientes com esclerose múltipla com diabetes mellitus. Em
estudos clínicos de transplante renal em que pacientes com diabetes
mellitus foram incluídos, a terapia com 2,5 mg e 5 mg de
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) resultou em um aumento
de 2 vezes na incidência de edema macular.

Espera-se, portanto, que pacientes com esclerose múltipla com
diabetes mellitus estejam em um risco maior de edema
macular.

Bradiarritmia

O início do tratamento com Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa) resulta em uma redução transitória na frequência cardíaca e
pode também ser associado a atrasos na condução
atrioventricular.

Em estudos clínicos com esclerose múltipla, a redução máxima
média na frequência cardíaca após a ingestão da primeira dose foi
observada 4-5 horas pós-dose, com um declínio na frequência
cardíaca média, medida pelo pulso, de 8 batimentos por minuto para
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) 0,5 mg.

m um declínio na frequência cardíaca média, medida pelo pulso,
de 8 batimentos por minuto para Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) 0,5 mg. Frequências cardíacas abaixo de 40
batimentos por minuto foram raramente observadas em pacientes
recebendo Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) 0,5 mg. A
frequência cardíaca retornou ao valor basal dentro de 1 mês da
dosagem crônica.

No programa clínico de esclerose múltipla, um bloqueio
atrioventricular de primeiro grau (intervalo PR prolongado no
eletrocardiograma) foi detectado após a iniciação do medicamento em
4,7% dos pacientes recebendo Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa) 0,5 mg, em 2,8% dos pacientes recebendo betainterferona
1a intramuscular e em 1,6% dos pacientes recebendo
placebo.

Bloqueio atrioventricular de segundo grau foi detectado em menos
de 0,2% dos pacientes recebendo Cloridrato de Fingolimode
(substância ativa) 0,5 mg. No cenário de pós-comercialização, foram
observados relatos isolados de bloqueio atrioventricular completo
transitório e espontaneamente resolvido, durante o período de 6
horas de observação após a primeira dose de Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa). Os pacientes se recuperaram
espontaneamente.

As anormalidades de condução observadas nos estudos clínicos e
na pós-comercialização foram caracteristicamente transitórias,
assintomáticas e se resolveram dentro de 24 horas de tratamento.
Embora a maioria dos pacientes não tenham necessitado de
intervenção médica, nos estudo clínicos, um paciente na dose de 0,5
mg recebeu isoprenalina para um bloqueio atrioventricular
assintomático de segundo grau Mobitz I.

No cenário de pós-comercialização, eventos isolados de início
tardio, incluindo assistolia transitória e morte inexplicável,
ocorreram dentro de 24 horas após a primeira dose. Estes casos
foram afetados por medicações concomitantes e/ou doença
pré-existente. A relação de tais eventos com Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) é incerta.

Pressão arterial

Em estudos clínicos de esclerose múltipla, Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) 0,5 mg foi associado a um leve
aumento de aproximadamente 1 mmHg em média na pressão arterial
média, manifestando-se após aproximadamente 2 meses do início do
tratamento. Esse aumento persistiu com a continuação do
tratamento.

Hipertensão foi relatada em 6,5% dos pacientes recebendo
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) 0,5 mg e em 3,3% dos
pacientes recebendo placebo.

Função hepática

O aumento das enzimas hepáticas (principalmente elevação de ALT)
tem sido relatado em pacientes com esclerose múltipla tratados com
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa).

Em estudos clínicos, 8,0% e 1,8% dos pacientes tratados com
Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) 0,5 mg apresentaram
uma elevação assintomática nos níveis séricos de ALT de ≥ 3x LSN e
≥ 5x LSN, respectivamente, comparados com os valores
correspondentes no grupo placebo de 1,9% e 0,9%,
respectivamente.

A maioria das elevações ocorreu dentro de 6-9 meses. Os níveis
séricos de ALT voltaram ao normal dentro de aproximadamente 2 meses
após a descontinuação de Cloridrato de Fingolimode (substância
ativa).

Os poucos pacientes que apresentaram elevações da ALT de ≥ 5x
LSN e que continuaram recebendo terapia com Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa), os níveis de ALT voltaram ao normal
dentro de aproximadamente 5 meses.

Sistema respiratório

Reduções menores dose-dependentes no volume expiratório forçado
em 1 segundo (VEF1) e na capacidade de difusão pulmonar
de monóxido de carbono (DPMC) foram observadas no tratamento com
fingolimode a partir de 1 mês e mantendo-se estável em seguida.

No mês 24, a redução dos valores basais em porcentagem do VEF1
previsto foi de 2,7% para 0,5 mg de fingolimode e 1,2% para o
placebo, uma diferença que se resolveu após a descontinuação do
tratamento. Para DPMC as reduções em 24 meses foram de 3,3% para
0,5 mg de fingolimode e 2,7% para o placebo.

Descrição dos aspectos de segurança de interesse
especial

Eventos vasculares

Casos raros de doença oclusiva arterial periférica ocorreram em
estudos clínicos fase III, com pacientes tratados com Cloridrato de
Fingolimode (substância ativa) em doses maiores (1,25 ou 5,0 mg).
Foram reportados em estudos clínicos e em pós-vendas, casos raros
de derrames isquêmicos e hemorrágicos com doses de 0,5 mg, embora
uma relação causal não tenha sido estabelecida.

Linfomas

Houve casos de linfoma em estudos clínicos e na
pós-comercialização. Os casos relatados tiveram natureza
heterogênea, incluindo linfomas de células B e células T. A relação
com Cloridrato de Fingolimode (substância ativa) permanece
incerta.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as
pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo
que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos
adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os
eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância
Sanitária – NOTIVISA, disponível em

Cloridrato-De-Fingolimode-Teva, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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