Cloridrato De Clorpromazina Iquego Bula

Cloridrato de Clorpromazina Iquego

Neuropsiquiatria:

Quadros psiquiátricos agudos, ou então no controle de psicoses
de longa evolução.

Clínica geral:

Manifestação de ansiedade e agitação, soluços incoercíveis,
náuseas e vômitos e neurotoxicoses infantis; também pode ser
associado aos barbitúricos no tratamento do tétano.

Obstetrícia:

Em analgesia obstétrica e no tratamento da eclampsia.

Clorpromazina também é indicado nos casos em que haja
necessidade de uma ação neuroléptica, vagolítica, simpatolítica,
sedativa ou antiemética.

Contraindicação do Cloridrato de Clorpromazina –
Iquego

Absolutas

  •  Glaucoma de ângulo fechado.
  • Em pacientes com risco de retenção urinária, ligado a problemas
    uretroprostáticos.
  • Uso concomitante com levodopa.

Outras contraindicações de Clorpromazina são:

  • Comas barbitúricos e etílicos;
  • Sensibilidade às fenotiazinas;
  • Doença cardiovascular grave;
  • Depressão severa do sistema nervoso central.

Relativas

Além disso, constituem-se em contraindicações relativas do
Clorpromazina o uso concomitante com álcool, lítio e
sultoprida.

A relação risco-benefício deverá ser avaliada nos seguintes
casos:

  • Discrasias sanguíneas;
  • Câncer da mama;
  • Distúrbios hepáticos;
  • Doença de Parkinson;
  • Distúrbios convulsivos;
  • Úlcera péptica.

Clorpromazina deverá ser administrado com cautela em pacientes
idosos e/ou debilitados.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes
idosos que tenham retenção urinária por problemas de próstata ou
uretra.

Como usar o Cloridrato de Clorpromazina –
Iquego

O paciente deve tomar a solução (gotas), por via oral.

Uso em adultos:

Clorpromazina tem uma grande margem de segurança, podendo a dose
variar desde 25 a 1600 mg ao dia, dependendo da necessidade do
paciente. Deve-se iniciar o tratamento com doses baixas, 25 a 100
mg, repetindo de 3 a 4 vezes ao dia, se necessário, até atingir uma
dose útil para o controle da sintomatologia no final de alguns dias
(dose máxima de 2 g/dia). A maioria dos pacientes responde à dose
diária de 0,5 a 1 g. Em pacientes idosos ou debilitados, doses mais
baixas são geralmente suficientes para o controle dos sintomas.

Uso em crianças (acima de 2 anos):

Deve-se usar o mesmo esquema já citado de aumento gradativo de
dose, sendo preconizada uma dose inicial de 1 mg/kg/dia, dividida
em 2 ou 3 tomadas. O total da dose diária não deve exceder 40 mg,
em crianças abaixo de 5 anos, ou 75 mg, em crianças mais
velhas.

Modo de usar Clorpromazina gotas 4%:

  1. Coloque o frasco na posição vertical com a tampa para o lado de
    cima, gire-a até romper o lacre.
  2. Vire o frasco com o conta-gotas para o lado de baixo e bata
    levemente com o dedo no fundo do frasco, para iniciar o
    gotejamento.

Não há estudos dos efeitos de Clorpromazina administrado por
vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a
eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por
via oral.

Precauções do Cloridrato de Clorpromazina –
Iquego

Acidente vascular cerebral:

Em estudos clínicos randomizados versus placebo realizados em
uma população de pacientes idosos com demência e tratados com
certas drogas antipsicóticas atípicas, foi observado um aumento de
três vezes no risco de eventos cerebrovasculares. O mecanismo pelo
qual ocorre este aumento de risco, não é conhecido. O aumento do
risco com outras drogas antipsicóticas ou com outra população de
pacientes não pode ser excluído. Clorpromazina deve ser usado com
cautela em pacientes com fatores de risco de acidentes vasculares
cerebrais.

Em caso de hipertermia deve-se suspender o tratamento, pois este
sinal pode ser um dos elementos da Síndrome Maligna (palidez,
hipertermia e distúrbios vegetativos) que tem sido descrita com o
uso de neurolépticos. Assim como com outros neurolépticos, foram
relatados casos raros de prolongamento do intervalo QT com a
clorpromazina.

Neurolépticos fenotiazínicos podem potencializar o prolongamento
do intervalo QT, o que aumenta o risco de ataque de arritmias
ventriculares graves do tipo “torsades de pointes”, que é
potencialmente fatal (morte súbita). O prolongamento QT é
exacerbado, em particular, na presença de bradicardia,
hipopotassemia e prolongamento QT congênito ou adquirido (exemplo:
fármacos indutores). Se a situação clínica permitir, avaliações
médicas e laboratoriais devem ser realizadas para descartar
possíveis fatores de risco antes do início do tratamento com um
agente neuroléptico e conforme necessidade durante o
tratamento.

Nos primeiros dias de tratamento, principalmente em hipertensos
e hipotensos, é necessário que os pacientes se deitem durante meia
hora em posição horizontal, sem travesseiro, logo após a tomada do
medicamento.

A vigilância clínica e, eventualmente eletroencefalográfica,
deve ser reforçada em pacientes epilépticos, devido à possibilidade
de diminuição do limiar epileptógeno.

Recomenda-se evitar o tratamento prolongado, quando se tratar de
mulheres que possam vir a engravidar.

É desaconselhável o consumo de bebidas alcoólicas durante o
tratamento.

Clorpromazina também deve ser utilizado com prudência em
pacientes parkinsonianos, que necessitem de um tratamento
neuroléptico, em geral devido à sua idade avançada (hipotensão e
sedação), nos casos de afecção cardiovascular (hipotensão) ou de
insuficiência renal e hepática (risco de superdosagem).

Casos de tromboembolismo venoso, incluindo casos de embolismo
pulmonar, algumas vezes fatal, foram reportados com medicamentos
antipsicóticos. Portanto, Clorpromazina deve ser utilizado com
cautela em pacientes com fatores de riscos para
tromboembolismo.

Hiperglicemia ou intolerância à glicose foram relatadas em
pacientes tratados com Clorpromazina. Os pacientes com diagnóstico
estabelecido de diabetes mellitus ou com fatores de risco para
desenvolvimento de diabetes que iniciaram o tratamento com
Clorpromazina devem realizar monitoramento glicêmico apropriado
durante o tratamento.

Em tratamentos prolongados, é recomendável controle
oftalmológico e hematológico regular.

Gravidez e lactação

Não utilizar Clorpromazina durante a gestação ou período de
aleitamento sem que seja avaliada a relação risco-benefício.

Estudos em animais por via oral tem mostrado toxicidade
reprodutiva (fetotoxicidade embrionária dose-relacionada: aumento
das reabsorções e mortes fetais). Aumento da incidência de más
formações foi observado em camundongos, mas somente em doses que
induziram a mortalidade materna. Não há dados suficientes sobre a
toxicidade reprodutiva com clorpromazina injetável. Em humanos, o
risco teratogênico da clorpromazina ainda não está bem avaliado.
Diferentes estudos epidemiológicos prospectivos conduzidos com
outras fenotiazinas produziram resultados contraditórios quanto ao
risco teratogênico.

Não existem dados sobre a retenção cerebral fetal dos
tratamentos neurolépticos prescritos durante a gestação.
Consequentemente, o risco teratogênico, se existente, parece
pequeno. Parece razoável tentar limitar a duração dos tratamentos
durante a gestação. Se possível, seria desejável diminuir as doses
no final da gestação.

Categoria de risco na gravidez: C. Este medicamento não
deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica.

Os seguintes efeitos adversos foram relatados (em experiência
pós-comercialização) em recém-nascidos que foram expostos a
fenotiazínicos durante o terceiro trimestre de gravidez:

  • Diversos graus de desordens respiratórias variando de
    taquipneia a angústia respiratória, bradicardia e hipotonia, sendo
    estes mais comuns quando outras drogas psicotrópicas ou
    antimuscarinicas forem coadministradas;
  • Sinais relacionados a propriedades atropínicas dos
    fenotiazínicos tais como íleo meconial, retardo da eliminação do
    mecônio, dificuldades iniciais de alimentação, distensão abdominal,
    taquicardia;
  • Desordens neurológicas tais como síndrome extrapiramidal
    incluindo tremor e hipertonia, sonolência, agitação. Recomenda-se
    que o médico realize o monitoramento e o tratamento adequado dos
    recém-nascidos de mães tratadas com Clorpromazina.

O aleitamento é desaconselhável, uma vez que a clorpromazina
passa para o leite materno.

Fertilidade

Nos seres humanos, devido à interação com os receptores de
dopamina, a clorpromazina pode causar hiperprolactinemia, que pode
ser associada a um comprometimento da fertilidade nas mulheres.

Populações especiais

Pacientes idosos com demência:

Pacientes idosos com psicose relacionada à demência tratados com
medicamentos antipsicóticos estão sob risco de morte aumentado. A
análise de 17 ensaios placebo-controlados (duração modal de 10
semanas), majoritariamente em pacientes utilizando medicamentos
antipsicóticos atípicos, revelou um risco de morte entre 1,6 a 1,7
vezes maior em pacientes tratados com o medicamento do que em
pacientes tratados com placebo.

Durante o curso de um típico ensaio controlado por 10 semanas, a
taxa de morte em pacientes tratados com o medicamento foi de
aproximadamente 4,5%, comparado com a taxa de aproximadamente 2,6%
no grupo placebo. Embora os casos de morte em ensaios clínicos com
antipsicóticos atípicos sejam variados, a maioria das mortes parece
ter ocorrido naturalmente por problemas cardiovasculares (exemplo:
insuficiência cardíaca, morte súbita) ou infecciosa (exemplo:
pneumonia). Estudos observacionais sugerem que, similarmente aos
medicamentos antipsicóticos atípicos, o tratamento com medicamentos
antipsicóticos convencionais pode aumentar a mortalidade.

Não está clara a dimensão dos achados de mortalidade aumentada
em estudos observacionais quando o medicamento antipsicótico é
comparado a algumas características dos pacientes.

Hepatotoxicidade severa, resultando em algumas mortes, foram
relatadas com a utilização da clorpromazina. Os pacientes devem ser
orientados a relatar imediatamente, sinais como astenia, anorexia,
náusea, vômitos, dor abdominal ou icterícia a um médico.
Investigações incluindo avaliação clínica e biológica da função
hepática devem ser realizadas imediatamente.

Não se recomenda o uso de Clorpromazina em crianças com menos de
2 anos de idade.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou
operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar
prejudicadas.

Atenção diabéticos: Clorpromazina gotas contém açúcar
(409,5 mg de sacarose líquida e 3,5 mg de caramelo por
mL).

Reações Adversas do Cloridrato de Clorpromazina –
Iquego

Observadas as recomendações acima citadas, Clorpromazina
apresenta boa tolerabilidade. Como reações adversas, o paciente
pode apresentar:

Reação muito comum (gt; 1/10):

  • Distúrbios do metabolismo e nutrição:

    ganho de peso, às vezes, importante.

  • Distúrbios do sistema nervoso:

    sedação, sonolência, síndrome extrapiramidal, que melhora com a
    administração de antiparkinsonianos anticolinérgicos, efeitos
    atropínicos.

  • Distúrbios vasculares:

    hipotensão ortostática.

  • Distúrbios musculares:

    discinesias tardias que podem ser observadas, assim como para
    todos os neurolépticos, durante tratamentos prolongados (nestes
    casos os antiparkinsonianos não agem ou podem piorar o quadro).

Reação comum (gt;1/100 e ≤ 1/10):

  • Distúrbios do coração:

    prolongamento do intervalo QT.

  • Distúrbios do sistema nervoso:

    convulsões.

  • Distúrbios endócrinos:

    hiperprolactinemia e amenorreia

  • Distúrbios do metabolismo e nutrição:

    intolerância à glicose.

Reações cujas frequências são
desconhecidas:

  • Distúrbios do coração:

    Houve relatos isolados de morte súbita, com possíveis causas de
    origem cardíaca, assim como casos inexplicáveis de morte súbita, em
    pacientes recebendo neurolépticos fenotiazínicos.

  • Distúrbios endócrinos:

    galactorreia e ginecomastia.

  • Distúrbios do metabolismo e nutrição:

    Hiperglicemia, hipertrigliceridemia, hiponatremia e secreção
    inapropriada do hormônio antidiurético.

  • Distúrbios do sistema nervoso:

    efeitos atropínicos (retenção urinária).

  • Distúrbios gastrointestinais:

    colite isquêmica, obstrução intestinal, necrose
    gastrointestinal, colite necrosante (algumas vezes fatal),
    perfuração intestinal (algumas vezes fatal).

  • Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos:

    fotodermias e pigmentação da pele, angioedema e urticária.

  • Distúrbios oculares:

    crises oculógiras e depósito pigmentar no segmento anterior do
    olho.

  • Distúrbios hepato-biliares:

    foi observada icterícia por ocasião de tratamentos com
    clorpromazina, porém, a relação com o produto é questionável. Casos
    de lesões hepatocelulares, lesão hepática mista e colestática, às
    vezes resultando em morte foram relatadas em pacientes tratados com
    clorpromazina.

  • Distúrbios do sistema imunológico:

    lúpus eritematoso sistêmico foi relatado muito raramente em
    pacientes tratados com clorpromazina. Em alguns casos, anticorpos
    antinucleares positivos podem ser encontrados sem evidência de
    doença clínica.

  • Distúrbios do sangue e do sistema
    linfático:

    excepcionalmente leucopenia ou agranulocitose, e por isso é
    recomendado o controle hematológico nos 3 ou 4 primeiros meses de
    tratamento.

  • Distúrbios do sistema reprodutivo:

    impotência, frigidez. Em pacientes tratados com clorpromazina
    foi relatado raramente priapismo.

  • Distúrbios vasculares:

    Casos de tromboembolismo venoso, incluindo casos de embolismo
    pulmonar venoso, algumas vezes fatal, e casos de trombose venosa
    profunda, foram reportados com medicamentos antipsicóticos.

  • Distúrbios musculares:

    discinesias precoces (torcicolo espasmódico, trismo e etc., que
    melhoram com a administração de antiparkinsoniano
    anticolinérgico).

Interação Medicamentosa do Cloridrato de Clorpromazina –
Iquego

Associações Contraindicadas:

Medicamento-medicamento:

  • Levodopa:

    antagonismo recíproco da levodopa e dos neurolépticos. Em caso
    de síndrome extrapiramidal induzida pelos neurolépticos, não tratar
    o paciente com levodopa (os receptores dopaminérgicos são
    bloqueados pelos neurolépticos), mas utilizar um
    anticolinérgico. Nos parkinsonianos tratados pela levodopa, em
    caso de necessidade de tratamento por neurolépticos, não é lógico
    continuar a terapia com levodopa, pois isso pode agravar as
    alterações psicóticas e a droga não pode agir sobre os receptores
    bloqueados pelos neurolépticos.

Associações Desaconselhadas:

Medicamento-medicamento:

  • Lítio:

    síndrome confusional, hipertonia, hiper-reflexia provavelmente
    por causa do aumento rápido da litemia.

  • Sultoprida:

    risco aumentado de alterações do ritmo ventricular por adição
    dos efeitos eletrofisiológicos.

Medicamento-substância química:

  • Álcool:

    os efeitos sedativos dos neurolépticos são acentuados pelo
    álcool. A alteração da vigilância pode se tornar perigosa na
    condução de veículos e operação de máquinas. Evitar o uso de
    bebidas alcoólicas e de medicamentos contendo álcool em sua
    composição.

Associações que necessitam de Cuidados:

Medicamento-medicamento:

  • Antidiabéticos:

    em doses elevadas (100 mg/dia de clorpromazina) pode ocorrer
    elevação da glicemia (diminuição da liberação de insulina). Alertar
    o paciente e reforçar a autovigilância sanguínea e urinária.
    Eventualmente, adaptar a posologia do antidiabético durante o
    tratamento com neurolépticos e depois da sua interrupção.

  • Gastrintestinais de ação tópica (óxidos e
    hidróxidos de magnésio, de alumínio e de cálcio):

    diminuição da absorção gastrintestinal dos neurolépticos
    fenotiazínicos. Administrar os medicamentos gastrintestinais e
    neurolépticos com intervalo de mais de 2 horas entre eles.

  • Inibidores do CYP1A2:

    a administração de clorpromazina com inibidores CYP1A2,
    classificados como fortes (tal como ciprofloxacina, enoxacina,
    fluvoxamina, clinafloxacina, idrocilamida, oltipraz, ácido
    pipemídico, rofecoxibe, etintidina, zafirlucaste…) ou moderados
    (como metoxalen, mexiletina, contraceptivos orais,
    fenilpropanolamina, tiabendazol, vemurafenibe, zileutona…) conduz a
    um aumento das concentrações plasmáticas de clorpromazina. Com isto
    os pacientes podem estar sujeitos a qualquer uma das reações
    adversas dose-dependentes relacionadas à clorpromazina.

Fenotiazínicos como a clorpromazina são potentes inibidores da
CYP2D6. A co-administração com amitriptilina, um substrato da
CYP2D6, pode levar a um aumento nos níveis plasmáticos da
amitriptilina. Os pacientes devem ser monitorados com relação a
reações adversas dose-dependente associadas com amitriptilina.

Associações a serem Consideradas:

Medicamento-medicamento:

  • Anti-hipertensivos:

    efeito hipotensor e aumento do risco de hipotensão ortostática
    (efeito aditivo).

  • Atropina e outras substâncias atropínicas:

    antidepressivos imipramínicos, anti-histamínicos H1 sedativos,
    antiparkinsonianos anticolinérgicos, antiespasmódicos atropínicos,
    disopiramida: adição dos efeitos indesejáveis atropínicos, como
    retenção urinária, obstipação intestinal, secura da boca.

  • Outros depressores do sistema nervoso
    central:

    antidepressivos sedativos, derivados morfínicos (analgésicos e
    antitussígenos), anti-histamínicos H1 sedativos, barbitúricos,
    ansiolíticos, clonidina e compostos semelhantes, hipnóticos,
    metadona e talidomida: aumento da depressão central. A alteração da
    vigilância pode se tornar perigosa na condução de veículos e
    operação de máquinas.

  • Guanetidina:

    inibição do efeito anti-hipertensivo da guanetidina (inibição da
    penetração da droga no seu local de ação, a fibra simpática).

Ação da Substância Cloridrato de Clorpromazina – Iquego

Resultados de eficácia

Os usuários atuais de antipsicóticos atípicos e típicos
(inclusive clorpromazina) apresentam um risco dose-depende
semelhante de morte súbita cardíaca, de acordo com uma coorte
retrospectiva de 93.300 adultos usuários de drogas antipsicóticas e
186.600 controles. O estudo incluiu pacientes com idade de 30 a 74
anos (média de 45,7 + / – 11,8 anos) com risco cardiovascular
semelhante, na linha de base, e que tiveram pelo menos uma
prescrição completa e 1 visita ambulatorial em cada um dos 2 anos
anteriores. A morte súbita cardíaca foi definida como ocorrendo na
comunidade, sendo excluídas as mortes de pacientes internados no
hospital, as mortes não súbitas, as mortes por causas extrínsecas,
ou causas não relacionadas as taquiarritmias ventriculares.

Uso atual foi definido como o intervalo entre o momento em que a
receita estava prescrita e o fim da dose oferecida no dia. Baixas e
altas doses foram definidas como comparáveis a menos de 100
miligramas (mg) de clorpromazina, e as doses comparáveis a
clorpromazina 300 mg ou mais, respectivamente. A taxa ajustada de
morte cardíaca súbita (taxa da razão de incidência) em usuários
atuais de antipsicóticos atípicos em 79.589 pessoas/ano foi 2,26
(95% CI, 1,88-2,72, p lt;0,001) que foi similar ao risco em
usuários atuais de antipsicóticos típicos em 86.735 pessoas / ano,
que foi 1,99 (95% CI, 1,68-2,34, p lt;0,001). O risco de morte
cardíaca súbita aumentou significativamente com o aumento da dose
dos grupos de medicamentos antipsicóticos típicos e atípicos. No
grupo em uso dos antipsicóticos típicos, o aumento na taxa de
incidência passou de 1,31 (95% CI, 0,97 a 1,77) no uso de baixas
doses para 2,42 (95% CI, 1,91 a 3,06) no grupo em uso de altas
doses. Para limitar os efeitos confundidores dos resultados dos
estudos, uma análise secundária foi realizada em uma coorte de
pacientes com um score de maior propensão, os quais resultaram em
um risco similar de morte súbita como análise primária desta
coorte.

Em um editorial da revista The New England Journal of Medicine
foi sugerido que as drogas antipsicóticas continuaram a ser
utilizadas em pacientes sem clara evidência de benefício, mas em
populações vulneráveis com perfil de risco cardíaco (por exemplo,
pacientes idosos), este risco foi uma justificativa
idade-dependente para a necessidade de administração. Tem sido
também sugerido (embora não testado formalmente) que ECGs sejam
realizados logo antes e após o início da terapia antipsicótica para
rastrear a existência ou surgimento de prolongamentos do intervalo
QT.

A clorpromazina é um antipsicótico de baixa potência com uma
incidência moderada de efeitos anticolinérgicos e extrapiramidais e
com uma alta incidência de sedação e efeitos cardiovasculares.

Esta droga é também utilizada para tratar náuseas e vômitos
secundários a quimioterapia antineoplásica.

Evidências clínicas demonstram que todos os agentes
neurolépticos usualmente comercializados têm equivalência
terapêutica ao serem utilizadas doses adequadas. Quando um regime
flexível de dosagem é utilizado para titulação com o objetivo de
escolher o agente com máximo efeito, todos os neurolépticos irão
demonstrar equivalência, estatística, na população em estudo.
Entretanto, em um indivíduo em particular, um agente (medicamento)
pode ser efetivo enquanto que outra medicação pode não ser efetiva
para este mesmo paciente. As diferenças farmacocinéticas e
farmacodinâmicas, como também as possíveis múltiplas etiologias de
esquizofrenia nos pacientes, podem ser a explicação para a variação
de resposta individual. O uso prévio de medicação neuroléptica,
pode ser um importante fator influenciador da decisão na escolha da
droga a ser empregada. A resposta subjetiva aos neurolépticos pode
também ser utilizada na decisão de um agente específico. Uma
redução nos sintomas ou resposta positiva logo em seguida da
primeira dose do neuroléptico irá aumentar a adesão do paciente ao
tratamento de modo melhor que se o paciente tivesse uma experiência
ruim logo após a primeira dose. O último fator na decisão sobre
qual neuroléptico utilizar, está relacionado ao seu perfil de
efeito adverso. Quase todos os agentes neurolépticos possuem
efeitos adversos semelhantes; entretanto, a incidência geral de uma
categoria particular de efeitos adversos varia entre as diferentes
medicações desta mesma classe terapêutica.

A clorpromazina é efetiva no tratamento dos casos agudos e
crônicos de esquizofrenia. A clorpromazina não parece ter
desvantagens além das apresentadas pelos outros agentes
neurolépticos, mas pode ser efetiva em alguns pacientes que são
não-responsivos a alguns destes medicamentos.

Características farmacológicas

Farmacodinâmica

Clorpromazina tem como princípio ativo o cloridrato de
clorpromazina, que possui uma ação estabilizadora no sistema
nervoso central e periférico e uma ação depressora seletiva sobre o
SNC, permitindo assim, o controle dos mais variados tipos de
excitação. É, portanto, de grande valor no tratamento das
perturbações mentais e emocionais. Clorpromazina tem propriedades
neurolépticas, vagolíticas, simpatolíticas, sedativas e
antieméticas.

Farmacocinética

Absorção

Clorpromazina é rapidamente absorvido por via oral e a sua
biodisponibilidade relativa em relação à via intramuscular é em
média de 50%.

Distribuição

A clorpromazina apresenta boa difusão em todos os tecidos,
ligando-se fortemente às proteínas plasmáticas (90%). Tem meia-vida
plasmática curta (algumas horas), mas a eliminação é lenta e
prolongada (4 semanas ou mais). Observa-se variações individuais
importantes nas concentrações plasmáticas.

Metabolismo

A clorpromazina sofre o efeito de primeira passagem no trato
gastrintestinal e intensa metabolização hepática, com formação de
metabólitos tanto ativos quanto inativos, com reciclagem
êntero-hepática.

Excreção

A excreção é feita através da urina e pelas fezes, onde aparece
principalmente sob a forma de metabólitos.

Cloridrato-De-Clorpromazina-Iquego, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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