Clinfar Bula

Clinfar

Se você tem doença arterial coronariana (DAC), diabetes, já teve
derrame ou outra doença vascular (independentemente dos níveis
sanguíneos do seu colesterol), Clinfar:

  • Pode prolongar sua vida ao reduzir o risco de infarto do
    miocárdio (ataque cardíaco) ou de derrame;
  • Reduz a necessidade de cirurgia para melhorar o fluxo sanguíneo
    nas pernas e nos órgãos essenciais, tal como o coração;
  • Reduz a necessidade de hospitalização por dor no peito
    (conhecida como angina).

Clinfar reduz os níveis de colesterol no sangue.

O colesterol pode causar doença arterial coronariana (DAC) ao
estreitar os vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes
para o coração. Esse entupimento, ou endurecimento das artérias, é
denominado aterosclerose.

A aterosclerose pode causar dor no peito (conhecida como angina)
e infarto do miocárdio (ataque cardíaco).

Clinfar também retarda a progressão da aterosclerose e reduz o
desenvolvimento de mais aterosclerose. 

Como Clinfar funciona?

Clinfar reduz os níveis do mau colesterol (colesterol LDL) e de
substâncias gordurosas chamadas triglicérides e aumenta os níveis
do bom colesterol (colesterol HDL) no sangue.

Clinfar pertence à classe dos medicamentos denominados
inibidores da hidroximetilglutaril-coenzima A (HMG-CoA)
redutase.

Clinfar diminui a produção de colesterol pelo fígado (a maior
fonte de colesterol no organismo) e aumenta a remoção de colesterol
da corrente sanguínea pelo fígado.

Clinfar reduz de forma significativa os níveis do mau colesterol
(colesterol LDL) e dos triglicérides e aumenta os níveis do bom
colesterol (colesterol HDL).

Ao tomar Clinfar e fazer dieta, você estará controlando a
quantidade de colesterol que ingere e a quantidade que o seu
organismo produz.

Níveis altos de colesterol podem resultar de vários fatores,
inclusive de alimentação rica em gorduras saturadas (gorduras que
ficam sólidas quando expostas ao ar, tal como a manteiga), de
algumas doenças ou distúrbios genéticos e da falta de exercícios
físicos.

A redução dos níveis altos de colesterol pode ajudar a diminuir
o seu risco de ter doença arterial coronariana (DAC).

A DAC pode ser decorrente de muitas causas e o risco de você ter
DAC pode aumentar na presença de um ou mais dos seguintes
fatores:

  • Níveis altos de colesterol no sangue;
  • Hipertensão arterial (pressão alta);
  • Tabagismo;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Pessoas com DAC na família – principalmente parentes de
    primeiro grau;
  • Sexo masculino;
  • Após a menopausa.

Os cinco primeiros fatores de DAC podem ser controlados com sua
ajuda.

O que você pode fazer em benefício da sua saúde e para
reduzir o risco de doença coronariana

Pare de fumar

O tabagismo aumenta a probabilidade de você sofrer infarto do
miocárdio.

 Consulte seu médico regularmente

Seu médico irá verificar seus níveis de colesterol.

Faça exercícios

O exercício pode aumentar seus níveis de colesterol ‘bom’ e
diminuir a probabilidade de você ter doença coronariana.

Peça orientação ao seu médico antes de iniciar a prática de
exercícios físicos.

Tome seu medicamento

Não interrompa seu tratamento para que seus níveis de colesterol
se mantenham controlados.

Mantenha a dieta recomendada por seu
médico 

A dieta não irá apenas ajudá-lo(a) a reduzir os níveis de
colesterol, mas também ajudará a perder peso, se for o caso.

O colesterol LDL é chamado ‘mau colesterol’ porque é o
colesterol que entope suas artérias.

Por outro lado, acredita-se que o colesterol HDL remova o
colesterol dos vasos sanguíneos, sendo portanto, considerado o ‘bom
colesterol’.

A maioria das pessoas não apresenta sintomas decorrentes do
colesterol elevado imediatamente.

Você poderá saber se seus níveis de colesterol estão elevados
por meio de um exame de sangue simples.

Consulte seu médico regularmente, dose seu colesterol quando ele
solicitar e pergunte para ele quais os níveis ideais de colesterol
no seu caso.

Contraindicação do Clinfar

Você não deve tomar Clinfar se:

  • For alérgico(a) a qualquer um de seus componentes;
  • Tiver doença ativa do fígado;
  • Estiver grávida ou amamentando.

Você não deve tomar Clinfar se Estiver tomando qualquer um dos
seguintes medicamentos:

  • Alguns medicamentos antifúngicos (como itraconazol,
    cetoconazol, posaconazol ou voriconazol);
  • Inibidores da protease do HIV (como indinavir, nelfinavir,
    ritonavir e saquinavir);
  • Certos inibidores da protease do vírus da hepatite C (tais como
    boceprevir ou telaprevir);
  • Certos antibióticos (como eritromicina, claritromicina ou
    telitromicina);
  • O antidepressivo nefazodona;
  • Medicamentos contendo cobicistate;
  • Genfibrozila (um derivado do ácido fíbrico para redução do
    colesterol);
  • Ciclosporina;
  • Danazol.

Pergunte a seu médico se não tiver certeza se o seu medicamento
está listado acima.

Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres
grávidas ou amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas ou que possam ficar grávidas durante o
tratamento. 

Como usar o Clinfar

Geralmente em dose única à noite.

Você deve tomar Clinfar com água ou outra bebida.

Clinfar pode ser tomado com ou sem alimentos.

Posologia

A dose inicial de Clinfar geralmente é de 20 ou 40 mg por
dia.

Clinfar começa a agir em cerca de 2 semanas.

Ele também poderá prescrever doses mais baixas, principalmente
se você estiver tomando certos medicamentos acima listados ou tiver
certos tipos de doença renal.

Continue tomando Clinfar, a menos que o seu médico lhe diga para
parar.

Se você parar de tomar Clinfar, seus níveis de colesterol podem
aumentar novamente.

Devido ao aumento de risco de desenvolver lesões musculares, a
dose de 80 mg não deve ser administrada para pacientes que estão
iniciando o tratamento ou para pacientes que já fazem uso de doses
menores de Clinfar.

A dose de 80 mg só deve ser utilizada por pessoas que: estão
tomando Clinfar 80 mg cronicamente (há 12 meses ou mais) sem
apresentar lesão muscular ou que não precisem tomar outros
medicamentos com Clinfar que aumentariam sua chance de ter lesão
muscular.

Se você não conseguir atingir a sua meta de colesterol LDL
utilizando Clinfar 40 mg, seu médico deve mudar para outro
medicamento para reduzir o colesterol.

Os pacientes que tiverem dúvidas ou preocupações sobre o seu
tratamento devem consultar o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento não pode ser partido ou
mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
Clinfar?

Tente tomar Clinfar conforme a prescrição médica. Entretanto, se
você deixou de tomar uma dose, deverá tomar a dose seguinte como de
costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Clinfar

Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que
estiver apresentando ou tenha apresentado, inclusive alergias.

Informe ao seu médico se você consome quantidades consideráveis
de bebidas alcoólicas ou já teve doença(s) do fígado.

Informe ao seu médico se você é asiático.

Reações Adversas do Clinfar

Como qualquer outro medicamento, Clinfar pode causar
efeitos adversos, embora não seja todo mundo que os
apresente.

Você deve procurar seu médico imediatamente se sentir
dor, sensibilidade ou fraqueza musculares.

Em raras ocasiões, problemas musculares podem ser
graves, incluindo rompimento muscular, resultando em dano renal que
pode ser fatal.

O risco de ruptura muscular é maior para pacientes que
tomam doses mais altas de Clinfar, particularmente a dose de 80 mg.
Esse risco é ainda maior para pacientes idosos (65 anos ou
mais), pacientes do sexo feminino, pacientes com função renal
anormal e pacientes com problemas de tireoide.

Visite regularmente seu médico para checar o nível do seu
colesterol e efeitos adversos.

Seu médico pode solicitar exames de sangue de rotina para
verificar o funcionamento do seu fígado antes e depois do início do
tratamento e se você tiver quaisquer sintomas de problemas no
fígado enquanto estiver tomando Clinfar.

Entre em contato com o seu médico imediatamente se você tiver os
seguintes sintomas de problemas no fígado:

  • Sentir-se cansado ou fraco;
  • Perda de apetite;
  • Dor no abdome superior;
  • Urina escura;
  • Amarelamento da pele ou da parte branca dos olhos.

Os seguintes termos são usados para descrever a frequência com
que as reações adversas foram relatadas:

  • Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que
    utilizam este medicamento);
  • Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam
    este medicamento);
  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento);
  • Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento);
  • Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que
    utilizam este medicamento);
  • Frequência desconhecida.

 As seguintes reações adversas graves e raras foram
relatadas

Se alguma dessas reações adversas graves acontecer, pare de
tomar o medicamento e informe seu médico imediatamente ou vá ao
pronto socorro do hospital mais próximo.

  • Dor;
  • Sensibilidade;
  • Fraqueza;
  • Cãibra muscular.

Em raras ocasiões, esses problemas musculares podem ser graves,
incluindo ruptura muscular resultando em dano renal; e muito
raramente ocorreram mortes.

  • Inflamação do pâncreas frequentemente com dor abdominal
    grave.

Reações de hipersensibilidade (alérgicas)
incluindo

  • Inchaço da face, língua e garganta, que podem causar
    dificuldade para respirar;
  • Dor muscular grave geralmente nos ombros e quadris;
  • Erupção cutânea com fraqueza muscular nos membros e
    pescoço;
  • Dor ou inflamação das articulações (polimialgia
    reumática);
  • Inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite);
  • Hematomas incomuns, erupções cutâneas e inchaço
    (dermatomiosite), urticária, sensibilidade cutânea ao sol, febre,
    rubor;
  • Falta de ar (dispneia) e mal-estar;
  • Quadro de doença semelhante a lúpus (incluindo erupção cutânea,
    distúrbios articulares e efeitos nas células do sangue).

Inflamação do fígado com os seguintes
sintomas

  • Pele e olhos amarelados;
  • Coceira;
  • Urina escura ou fezes de cor clara;
  • Sensação de cansaço e fraqueza;
  • Perda de apetite;
  • Iinsuficiência hepática (muito rara).

As seguintes reações adversas também foram relatadas
raramente

  • Baixa contagem de glóbulos vermelhos no sangue (anemia);
  • Dormência ou fraqueza dos braços e pernas;
  • Dor de cabeça, sensação de formigamento, tontura; 
  • Distúrbios digestivos (dor abdominal, constipação, flatulência,
    indigestão, diarreia, náusea, vômitos);
  • Erupção cutânea, coceira, queda de cabelo;
  • Fraqueza;
  • Problemas para dormir (muito raro);
  • Memória fraca (muito raro), perda de memória, confusão.

As seguintes reações adversas também foram relatadas,
mas a frequência não pode ser estimada a partir das informações
disponíveis (frequência desconhecida)

  • Disfunção erétil;
  • Depressão;
  • Inflamação dos pulmões, causando problemas respiratórios,
    incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre;
  • Problemas de tendão, algumas vezes complicado pela ruptura do
    tendão;
  • Dor, sensibilidade ou fraqueza muscular que em casos muito
    raros podem não passar depois de parar com Clinfar. 

Possíveis reações adversas adicionais relatadas com
algumas estatinas

  • Distúrbios do sono, incluindo pesadelos;
  • Problemas sexuais;
  • Dor muscular, sensibilidade ou fraqueza constantes que podem
    não passar depois que você parar de tomar Clinfar (frequência
    desconhecida);
  • Diabetes*.

*Isto é mais provável se você tiver altos níveis de açúcares e
gorduras no sangue, estiver com sobrepeso e tiver pressão arterial
elevada.

O seu médico irá monitorar você enquanto estiver tomando este
medicamento.

Valores laboratoriais

Foram observadas elevações da função do fígado e de enzimas
musculares (creatina quinase) no sangue em alguns testes
laboratoriais.

Informe ao seu médico se apresentar qualquer sintoma incomum ou
se qualquer sintoma que você já conhece persistir ou piorar.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também a empresa através do sistema de
atendimento. 

População Especial do Clinfar

Gravidez e amamentação

Clinfar não deve ser utilizado por mulheres grávidas, que
estejam tentando engravidar ou sob suspeita de estarem
grávidas.

Se engravidar durante o tratamento com Clinfar, pare de tomar o
medicamento e procure seu médico imediatamente.

Mulheres que estejam tomando Clinfar não devem amamentar.

Este medicamento causa malformação ao bebê durante a
gravidez.

Crianças

Clinfar não é recomendado para uso pediátrico.

Idosos

Não há precauções especiais.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Composição do Clinfar

Cada comprimido revestido contém:

Clinfar 10 mg

10 mg de sinvastatina.

Excipientes:

ácido ascórbico, ácido cítrico, amido, butil-hidroxianisol,
celulose microcristalina, dióxido de titânio, estearato de
magnésio, hipromelose, lactose monoidratada, óxido de ferro
vermelho, talco, triacetina.

Clinfar 20 mg

20 mg de sinvastatina.

Excipientes:

ácido ascórbico, ácido cítrico, amido, butil-hidroxianisol,
celulose microcristalina, dióxido de titânio, estearato de
magnésio, hipromelose, lactose monoidratada, óxido de ferro
vermelho, óxido de ferro amarelo, talco, triacetina.

Clinfar 40 mg

40 mg de sinvastatina.

Excipientes:

ácido ascórbico, ácido cítrico, amido, butil-hidroxianisol,
celulose microcristalina, dióxido de titânio, estearato de
magnésio, hipromelose, lactose monoidratada, macrogol, óxido de
ferro amarelo, óxido de ferro vermelho, polidextrose, talco,
triacetina.

Clinfar 80 mg

80 mg de sinvastatina.

Excipientes: 

ácido ascórbico, ácido cítrico, amido, butil-hidroxianisol,
celulose microcristalina, dióxido de titânio, estearato de
magnésio, hipromelose, lactose monoidratada, óxido de ferro
vermelho, talco, triacetina.

Superdosagem do Clinfar

Procure seu médico imediatamente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Clinfar

Múltiplos mecanismos podem contribuir para potenciais interações
com os inibidores da HMG-CoA redutase. Fármacos ou fitoterápicos
que inibem certas vias enzimáticas (por exemplo CYP3A4) e/ou
transportadoras (por exemplo OATP1B) que podem aumentar as
concentrações plasmáticas de Sinvastatina (substância ativa) e
Sinvastatina (substância ativa) acida e podem induzir a um risco
aumentado de miopatia/rabdomiolise.

Consulte as informações prescritas para todos os fármacos
utilizados concomitantemente para obter mais informações sobre suas
potenciais alterações enzimáticas ou de transportadores e possíveis
ajustes da dose e dos regimes.

O uso concomitante dos seguintes medicamentos é
contraindicado:

Genfibrozila, ciclosporina ou danazol.

Inibidores potentes de CYP3A4

A Sinvastatina (substância ativa) é metabolizada pela isoenzima
do citocromo 3A4, mas não apresenta atividade inibitória do CYP3A4,
portanto não se espera que afete as concentrações plasmáticas de
outros fármacos metabolizados pela CYP3A4. Os inibidores potentes
da CYP3A4 aumentam o risco de miopatia por reduzirem a eliminação
da Sinvastatina (substância ativa). O uso concomitante de
medicamentos conhecidos por apresentarem um potente efeito
inibitório sobre a CYP3A4 (por exemplo, itraconazol, cetoconazol,
posaconazol, voriconazol, eritromicina, claritromicina,
telitromicina, inibidores da protease do HIV, boceprevir,
telaprevir, nefazodona e medicamentos contendo cobicistate) é
contraindicado.

Outras interações medicamentosas

Outros fibratos

O risco de miopatia é aumentado pela genfibrozila e outros
fibratos (com exceção do fenofibrato); estes medicamentos
hipolipemiantes podem causar miopatia quando administrados
isoladamente. Quando a Sinvastatina (substância ativa) e o
fenofibrato são administrados concomitantemente, não há nenhuma
evidência de que o risco de miopatia supere a soma dos riscos
individuais de cada agente.

Ácido fusídico

O risco de miopatia/rabdomiólise pode aumentar com a
administração concomitante de ácido fusídico.

Amiodarona

O risco de miopatia/rabdomiólise é aumentado pela administração
concomitante de amiodarona com Sinvastatina (substância ativa).

Bloqueadores do canal de cálcio

O risco de miopatia/rabdomiólise é aumentado pela administração
concomitante de verapamil, diltiazem ou anlodipino.

Lomitapida

O risco de miopatia/rabdomiólise pode ser aumentado pela
administração concomitante com lomitapida.

Inibidores moderados da CYP3A4

Os pacientes que tomam outros medicamentos conhecidos por
apresentarem efeito inibitório moderado sobre a CYP3A4
concomitantemente com a Sinvastatina (substância ativa),
particularmente com doses mais altas de Sinvastatina (substância
ativa), podem ter um maior risco de miopatia.

Inibidores da proteína transportadora
OATP1B1

A Sinvastatina (substância ativa) ácida é um substrato da
proteína transportadora OATP1B1. A administração concomitante de
medicamentos inibidores da proteína transportadora OATP1B1 pode
levar ao aumento da concentração plasmática de Sinvastatina
(substância ativa) ácida e ao aumento do risco de miopatia.

Inibidores da proteína resistente ao câncer de mama
(BCPR)

A Sinvastatina (substância ativa) é um substrato do
transportador de efluxo da BCPR. A administração concomitante de
medicamentos inibidores da BCPR (por exemplo, elbasvir e
grazoprevir) pode levar a um aumento das concentrações plasmáticas
da Sinvastatina (substância ativa) e a um risco aumentado de
miopatia. Quando a Sinvastatina (substância ativa) e um inibidor da
BCPR forem coadministrados, um ajuste da dose de Sinvastatina
(substância ativa) poderá ser necessário.

Acido nicotínico (Niacina) (≥ 1 g/dia)

Casos de miopatia/rabdomiólise foram observados com a
Sinvastatina (substância ativa) coadministrada com doses
hipolipemiantes (≥1 g/dia) de ácido nicotínico.

Colchicina

Houve relatos de miopatia e rabdomiólise com a administração
concomitante de colchicina e Sinvastatina (substância ativa) em
pacientes com insuficiência renal. Aconselha-se o monitoramento de
pacientes que tomam esta combinação.

Outras interações

Derivados cumarínicos: em dois estudos clínicos, um que envolveu
voluntários normais e outro, pacientes hipercolesterolêmicos, a
Sinvastatina (substância ativa), na dose 20-40 mg/dia,
potencializou discretamente o efeito de anticoagulantes cumarínicos
– o tempo de protrombina, expresso como INR (Razão
Internacional Normalizada), aumentou em relação aos valores do
período basal de 1,7 para 1,8 e de 2,6 para 3,4 nos estudos com
voluntários e pacientes, respectivamente. O tempo de protrombina
dos pacientes que estejam tomando anticoagulantes cumarínicos deve
ser determinado antes de se iniciar o tratamento com a Sinvastatina
(substância ativa) e sempre que necessário durante a fase inicial
do tratamento, para assegurar que não ocorra nenhuma alteração
significativa. Uma vez estabilizado, o tempo de protrombina poderá
ser monitorizado com a periodicidade usualmente recomendada para
pacientes em tratamento com anticoagulantes cumarínicos. O mesmo
procedimento deve ser repetido em caso de modificação da dose ou de
descontinuação da Sinvastatina (substância ativa). O tratamento com
a Sinvastatina (substância ativa) não foi associado a sangramento
ou alterações do tempo de protrombina em pacientes que não estavam
utilizando anticoagulantes.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Sinvastacor.

Interação Alimentícia do Clinfar

O suco de grapefruit contém um ou mais componentes que
inibem o CYP3A4 e podem aumentar os níveis plasmáticos de
medicamentos metabolizados por este sistema enzimático. O efeito do
consumo típico (um copo de 250 mL diariamente) é mínimo (aumento de
13% nos níveis plasmáticos da atividade inibitória da HMG-CoA
redutase, conforme medido pela área sob a curva de
concentração-tempo) e sem importância clínica. Entretanto, uma vez
que quantidades muito grandes aumentam significativamente os níveis
plasmáticos da atividade inibitória da HMG-CoA redutase o suco de
grapefruit deve ser evitado.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Sinvastacor.

Ação da Substância Clinfar

Resultados de Eficácia


No Estudo Escandinavo de Sobrevida com Sinvastatina (substância
ativa) (4S), o efeito do tratamento com Sinvastatina (substância
ativa) na mortalidade por todas as causas foi avaliado em 4.444
pacientes com doença coronariana (DAC) e colesterol total no
período basal entre 212-309 mg/dL (5,5-8,0 mmol/L) durante um
período mediano de 5,4 anos. Nesse estudo multicêntrico, randômico,
duplo-cego e controlado com placebo, Sinvastatina (substância
ativa) reduziu em 30% o risco de morte; em 42% o risco de morte por
DAC; e em 37% o risco de infarto do miocárdio não-fatal comprovado
no hospital. Além disso, Sinvastatina (substância ativa) reduziu em
37% o risco de procedimentos para revascularização do miocárdio
(bypass da artéria coronariana ou angioplastia coronariana
transluminal percutânea). Em pacientes com diabetes
mellitus, o risco de um evento coronariano importante foi
reduzido em 55%. Além disso, Sinvastatina (substância ativa)
reduziu significativamente o risco de eventos vasculares cerebrais
fatais e não fatais (AVC e ataques isquêmicos transitórios) em
28%.

No Estudo de Proteção do Coração (HPS – Heart Protection
Study
), os efeitos do tratamento com Sinvastatina (substância
ativa) durante um período de acompanhamento de 5 anos, em média,
foram avaliados em 20.536 pacientes com ou sem hiperlipidemia e
alto risco de eventos coronarianos, em decorrência de diabetes,
antecedentes de acidente vascular cerebral (AVC) ou outra doença
vascular cerebral, doença vascular periférica ou doença
coronariana. No período basal, 33% apresentavam níveis de LDL
inferiores a 116 mg/dL; 25%, entre 116 mg/dL e 135 mg/dL e 42%,
superiores a 135 mg/dL. Nesse estudo multicêntrico, randômico,
duplo-cego e controlado com placebo, Sinvastatina (substância
ativa) 40 mg/dia comparado ao placebo reduziu o risco de
mortalidade por todas as causas em 13%, em consequência da redução
de mortes por doença coronariana (18%). A Sinvastatina (substância
ativa) também diminuiu o risco de eventos coronarianos maiores (um
desfecho composto de IM não fatal ou mortes de origem coronariana)
em 27%.

Sinvastatina (substância ativa) reduziu a necessidade de
procedimentos de revascularização coronariana (incluindo bypass ou
angioplastia coronariana transluminal percutânea) e procedimentos
de revascularização periférica e outros procedimentos de
revascularização não coronarianos, em 30% e 16%, respectivamente. A
Sinvastatina (substância ativa) reduziu o risco de AVC em 25%. Além
disso, Sinvastatina (substância ativa) reduziu o risco de
hospitalização por angina em 17%. Os riscos de eventos coronarianos
e vasculares maiores (um desfecho composto que incluiu os eventos
coronarianos relevantes, AVC ou procedimentos de revascularização)
foram reduzidos em cerca de 25% em pacientes com ou sem doença
coronariana, incluindo pacientes com diabetes e pacientes com
doença periférica ou vascular cerebral. Além disso, no subgrupo de
pacientes com diabetes, Sinvastatina (substância ativa) reduziu o
risco do desenvolvimento de complicações macrovasculares, incluindo
procedimentos de revascularização periférica (cirurgia ou
angioplastia), amputação de membros inferiores ou úlceras nas
pernas em 21%. As reduções de risco produzidas por Sinvastatina
(substância ativa) nos eventos maiores, vasculares e coronarianos,
foram evidentes e consistentes independentemente da idade e do sexo
do paciente, dos níveis de LDL-C, HDL-C, TG, apolipoproteína A-I ou
apolipoproteína B no período basal, da presença ou ausência de
hipertensão, dos níveis de creatinina até o limite para inclusão de
2,3 mg/dL, da presença ou ausência de medicações cardiovasculares
(aspirina, betabloqueadores, inibidores da enzima conversora de
angiotensina [ECA] ou bloqueadores dos canais de cálcio) no período
basal, de tabagismo, de ingestão de álcool ou de obesidade. Ao
final de 5 anos, 32% dos pacientes no grupo placebo estavam tomando
uma estatina (fora do protocolo do estudo); portanto, as reduções
de risco observadas subestimam o real efeito da Sinvastatina
(substância ativa).

Em estudo clínico multicêntrico, controlado com placebo, que
utilizou angiografia coronariana quantitativa e envolveu 404
pacientes, Sinvastatina (substância ativa) retardou a progressão da
aterosclerose coronariana e reduziu o desenvolvimento de novas
lesões e de novas oclusões totais, ao passo que as lesões
ateroscleróticas coronarianas pioraram de forma constante ao longo
de um período de 4 anos em pacientes que receberam
tratamento-padrão.

As análises de subgrupo de dois estudos que incluíram 147
pacientes com hipertrigliceridemia (hiperlipidemia tipo IV de
Fredrickson) demonstraram que 20 a 80 mg/dia de Sinvastatina
(substância ativa) reduziu os níveis de triglicérides em 21% a 39%
(placebo: 11% a 13%), de LDL-colesterol em 23% a 35% (placebo: +1%
a +3%) e do colesterol não HDL, em 26% a 43% (placebo: +1% a +3%) e
aumentou o HDL-C em 9% a 14% (placebo: 3%).

Em outra análise de subgrupo de sete pacientes com
disbetalipoproteinemia (hiperlipidemia tipo III de Fredrickson), a
dose de 80 mg/dia de Sinvastatina (substância ativa) reduziu os
níveis de LDL-C, inclusive das lipoproteínas de densidade
intermediária (IDL) em 51% (placebo: 8%) e de VLDL-colesterol + IDL
em 60% (placebo: 4%).

Referências bibliográficas:

Scandinavian Simvastatin Survival
Study (4S). The Scandinavian Simvastatin Survival Study Group.
Randomized trial of cholesterol lowering in 4444 patients with
coronary heart disease: the Scandinavian Simvastatin Survival Study
(4S). Lancet. 1994;344:1383-1389.
Heart Protection Study (HPS) Heart Protection Study Collaborative
Group (2002). MRC/BHF Heart Protection Study of cholesterol
lowering with simvastatin in 20 536 high-risk individuals: a
randomised placebo controlled trial. Lancet. 2002;360(9326):7-22.
doi:10.1016/S0140-6736(02)09327-3.
Multicenter Anti-Atheroma Study Effect of simvastatin on coronary
atheroma: the Multicentre AntiAtheroma Study (MAAS). Lancet.
1994;344(8923):633-8.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Sinvastacor.

Características Farmacológicas


A Sinvastatina (substância ativa) é um agente redutor do
colesterol derivado sinteticamente de um produto de fermentação do
Aspergillus terreus.

Após a ingestão, a Sinvastatina (substância ativa), uma lactona
inativa, é hidrolisado ao β hidroxiácido correspondente. Esse é o
principal metabólito e é um inibidor da
3-hidróxi-3-metilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase, uma enzima
que catalisa um passo precoce e limitante da taxa de biossíntese do
colesterol. Estudos clínicos mostram que a Sinvastatina (substância
ativa) é altamente eficaz para reduzir as concentrações plasmáticas
do colesterol total, do LDL-colesterol, dos triglicérides e do
VLDL-colesterol e para aumentar o HDL-colesterol nas formas
familiar heterozigótica e não familiar de hipercolesterolemia e na
hiperlipidemia mista, quando o colesterol elevado for preocupante e
a dieta apenas for insuficiente. Observam-se respostas acentuadas
em duas semanas e respostas terapêuticas máximas ocorrem em 4 a 6
semanas. A resposta mantém-se com a continuidade do tratamento.
Quando o tratamento com a Sinvastatina (substância ativa) é
interrompido, os níveis de colesterol e lípides voltam aos níveis
anteriores ao tratamento.

A forma ativa da Sinvastatina (substância ativa) é um inibidor
específico da HMG-CoA redutase, enzima que catalisa a conversão da
HMG-CoA a mevalonato. Em virtude de essa conversão ser um passo
inicial da biossíntese do colesterol, não se espera que o
tratamento com a Sinvastatina (substância ativa) provoque acúmulo
de esteróis potencialmente tóxicos. Além disso, a HMG-CoA é também
rapidamente metabolizada de volta a acetilCoA, a qual participa de
muitos processos de biossíntese no organismo.

Farmacocinética

Absorção

Demonstrou-se que a biodisponibilidade do beta-hidroxiácido para
a circulação sistêmica após uma dose oral de Sinvastatina
(substância ativa) foi menor do que 5% da dose, o que é compatível
com a ampla extração hepática de primeira passagem. Os principais
metabólitos da Sinvastatina (substância ativa) presentes no plasma
humano são o β-hidroxiácido e quatro metabólitos ativos
adicionais.

Em jejum, o perfil plasmático dos inibidores total e ativo não
foi afetado quando a Sinvastatina (substância ativa) foi
administrada imediatamente antes de uma refeição teste.

Distribuição

A Sinvastatina (substância ativa) e o beta-hidroxiácido ligam-se
às proteínas plasmáticas humanas (95%). A farmacocinética de doses
única e múltipla de Sinvastatina (substância ativa) não mostrou
acúmulo do medicamento após a administração múltipla. Em todos os
estudos de farmacocinética acima, a concentração plasmática máxima
dos inibidores ocorreu 1,3 a 2,4 horas após a dose.

Metabolismo

A Sinvastatina (substância ativa) é uma lactona inativa que é
rapidamente hidrolisada in vivo para o β-hidroxiácido
correspondente, um potente inibidor da HMG-CoA redutase. A
hidrólise ocorre principalmente no fígado; a velocidade de
hidrólise no plasma humano é muito lenta.

A Sinvastatina (substância ativa) é bem absorvida em humanos e
passa por ampla extração hepática de primeira passagem. A extração
no fígado depende do fluxo sanguíneo hepático. O fígado é o
principal local de ação, com excreção posterior dos equivalentes do
fármaco na bile. Consequentemente, a disponibilidade do fármaco
ativo na circulação sistêmica é baixa. Após uma injeção intravenosa
do metabólito beta-hidroxiácido, sua meia-vida média é de 1,9
hora.

Eliminação

Após uma dose oral de Sinvastatina (substância ativa) radioativa
em humanos, 13% da radioatividade foi excretada na urina e 60% nas
fezes em 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa os
equivalentes do fármaco absorvido excretados na bile, assim como o
fármaco não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabólito
β-hidroxiácido, apenas 0,3% da dose IV, em média, foi excretada na
urina como inibidores.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Sinvastacor.

Cuidados de Armazenamento do Clinfar

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da
luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Características organolépticas

Clinfar 10 mg

Comprimidos revestidos de cor pêssego escuro a rosa, redondos,
biconvexos, com sulco em uma das faces e com a inscrição “M” na
outra.

Clinfar 20 mg

Comprimidos revestidos de cor laranja escuro, redondos,
biconvexos, com sulco em uma das faces e com a inscrição “Merk” na
outra.

Clinfar 40 mg

Comprimidos revestidos rosa a pêssego claro, redondos,
biconvexos, com sulco em uma das faces e com a inscrição “Merk” na
outra.

Clinfar 80 mg

Comprimidos revestidos pêssego escuro a rosa, redondos,
biconvexos, com sulco em uma das faces e com a inscrição “Merk” na
outra.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Dizeres Legais do Clinfar

M S 1 0089 0254.

Farmacêutica Responsável:

Alexandre Canellas de Souza
CRF-RJ nº 23277.

Merck S.A.

CNPJ 33.069.212/0001-84
Estrada dos Bandeirantes, 1099
Rio de Janeiro – RJ
CEP 22710-571
Indústria Brasileira.

Venda sob prescrição médica.

Clinfar, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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