Ciprozer Bula

Ciprozer

Infecções complicadas e não complicadas causadas por
microrganismos sensíveis ao Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa).

  • Trato respiratório –

     

    O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) pode ser
    considerado como tratamento recomendável em casos de pneumonias
    causadas por Klebsiella spp., Enterobacter spp., Proteus spp.,
    Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Haemophillus spp.,
    Moraxella catarrhalis, Legionella spp. e Staphylococci.
    O
    Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) não deve ser usado
    como medicamento de primeira escolha no tratamento de pacientes
    ambulatoriais com pneumonia causada por Pneumococcus;

  • Ouvido médio (otite média) e seios paranasais (sinusite),
    especialmente se a infecção for causada por organismos
    gram-negativos, inclusive Pseudomonas aeruginosa ou
    Staphylococci;
  • Olhos;
  • Rins e/ou trato urinário eferente;
  • Órgãos genitais, inclusive anexite, gonorreia e
    prostatite;
  • Cavidade abdominal (por exemplo, infecções bacterianas do trato
    gastrintestinal ou do trato biliar e peritonite);
  • Pele e tecidos moles;
  • Ossos e articulações;
  • Sepse.

Infecção ou risco iminente de infecção (profilaxia), em
pacientes com sistema imunológico comprometido (por exemplo,
pacientes em uso de imunossupressores ou pacientes
neutropênicos).

Descontaminação intestinal seletiva em pacientes sob tratamento
com imunossupressores.

Crianças

No tratamento da exacerbação pulmonar aguda de fibrose cística,
associada à infecção por Pseudomonas aeruginosa, em
pacientes pediátricos de 5 a 17 anos de idade. Os estudos clínicos
em crianças foram realizados na indicação acima.

Para outras indicações clínicas a experiência é limitada. Não se
recomenda, portanto, o uso do ciprofloxacino para outras indicações
diferentes da mencionada acima. O tratamento deve ser iniciado
somente após cuidadosa avaliação dos riscos e benefícios, pela
possibilidade de reações adversas nas articulações e nos tecidos
adjacentes.

Antraz por inalação (após exposição) em adultos e
crianças

Para reduzir a incidência ou progressão da doença após exposição
ao Bacillus anthracis aerossolizado.

Contraindicação do Ciprozer

Não use Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) caso
tenha hipersensibilidade ao Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa), a outro derivado quinolônico ou a qualquer
componente da fórmula.

A administração concomitante de Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) e tizanidina.

Como usar o Ciprozer

Para uso oral.

Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros, com um pouco de
líquido, independentemente das refeições. Quando ingeridos com o
estômago vazio, a substância ativa é absorvida mais rapidamente. Os
comprimidos não devem ser administrados com produtos lácteos ou
bebidas enriquecidas com minerais (por exemplo, leite, iogurte,
suco de laranja enriquecido com cálcio). No entanto, o cálcio
contido na dieta alimentar não afeta significativamente a absorção
do Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa).

Se pela gravidade de sua doença ou por qualquer outro motivo o
paciente não estiver apto a ingerir comprimidos (por exemplo,
pacientes sob nutrição enteral), recomenda-se iniciar a terapia com
Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) injetável. Após a
administração intravenosa, pode-se dar continuidade ao tratamento
por via oral (terapia sequencial).

Duração do tratamento

A duração do tratamento depende da gravidade da doença e do
curso clínico e bacteriológico. É essencial manter-se o tratamento
durante pelo menos 3 dias após o desaparecimento da febre e dos
sintomas clínicos.

Duração média do tratamento

Adultos:

  • 1 dia nos casos de gonorreia aguda não complicada e
    cistite;
  • Até 7 dias nos casos de infecção renal, do trato urinário e
    cavidade abdominal;
  • Durante todo o período neutropênico em pacientes com defesas
    orgânicas debilitadas;
  • Máximo de 2 meses nos casos de osteomielite;

7 a 14 dias em todas as outras infecções. Nas infecções
estreptocócicas, o tratamento deve durar pelo menos 10 dias, pelo
risco de complicações posteriores.

As infecções causadas por Chlamydia spp. também devem
ser tratadas durante um período mínimo de 10 dias.

Crianças e adolescentes:

Nos casos de exacerbação pulmonar aguda de fibrose cística,
associada à infecção por Pseudomonas aeruginosa, em pacientes
pediátricos com idade entre 5 e 17 anos, a duração do tratamento
deve ser de 10 a 14 dias.

Posologia do Cloridrato de
Ciprofloxacino


Adultos 

Dose diária recomendada de ciprofloxacino oral em
adultos:

Indicações

Dose diária para adultos de cloridrato de ciprofloxacino
(mg) via oral

Infecções do trato respiratório (dependendo da gravidade
e do microrganismo)

2 x 250 mg a 500 mg

Infecções do trato urinário

Aguda, não complicada 1 a 2 x 250 mg
Cistite em mulheres (antes da
menopausa)
dose única 250mg
Complicada 2 x 250mg a 500mg

Gonorreia

Extragenital Dose única 250mg
Aguda, não complicada Dose única 250mg

Diarreia

1 a 2 x 500mg

Outras infecções

2 x 500mg

Infecções graves, com risco para a vida:
Principalmente quando causadas por Pseudomonas,
Staphylococcus
ou Streptococcus

Pneumonia
estreptocócica

2 x 750mg

Infecções recorrentes em fibrose
cística
Infecções ósseas e das
articulações
Septicemia
Peritonite

Crianças e adolescentes – fibrose cística

Dados clínicos e farmacocinéticos dão suporte ao uso do
cloridrato de ciprofloxacino em pacientes pediátricos com fibrose
cística (idade entre 5 e 17 anos) e com exacerbação pulmonar aguda
associada à infecção por Pseudomonas aeruginosa, na dose
oral de 20 mg de cloridrato de ciprofloxacino/kg de peso corporal,
duas vezes por dia (dose máxima diária de 1.500 mg de cloridrato de
ciprofloxacino).

Antraz por inalação (após exposição)

Adultos

500 mg de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) duas
vezes por dia.

Crianças

15 mg de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa)/kg de
peso corpóreo duas vezes por dia. A dose máxima para crianças não
deve exceder 500 mg (dose máxima diária: 1000 mg).

A administração do medicamento deve começar o mais rapidamente
possível após suspeita ou confirmação de exposição.

Informações adicionais para populações
especiais

Pacientes idosos

Os pacientes idosos devem receber doses tão reduzidas quanto
possíveis, dependendo da gravidade da doença e da depuração de
creatinina.

Posologia na insuficiência renal ou
hepática

Adultos

Pacientes com insuficiência renal:

Para pacientes com depuração de creatinina entre 30 e
50mL/min/1,73m2 (insuficiência renal moderada) ou
concentração de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100mL a dose
máxima diária de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa)
por via oral deverá ser de 1000mg/dia. 

Para pacientes com depuração de creatinina inferior a 30
mL/min/1,73m2 (insuficiência renal grave) ou
concentração de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 mL
a dose máxima diária de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa) por via oral deverá ser de 500 mg/dia.

Pacientes com insuficiência renal em
hemodiálise:

Para pacientes com depuração de creatinina entre 30 e 50
mL/min/1,73 m2 (insuficiência renal moderada) ou
concentração de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 ml a dose
máxima diária de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa)por
via oral deverá ser de 1.000 mg.

Para pacientes com depuração de creatinina inferior a 30
mL/min/1,73 m² (insuficiência renal grave) ou concentração de
creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 mL a dose máxima
diária de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) por via
oral deverá ser de 500 mg, nos dias de diálise, após o
procedimento.

Pacientes com insuficiência renal em diálise peritonial
ambulatorial contínua (DPAC):

A dose diária máxima de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa) deve ser de 500 mg (1 comprimido revestido de 500 mg ou 2
comprimidos revestidos de 250 mg).

Pacientes com insuficiência hepática:

Não há necessidade de ajuste de dose em pacientes com
insuficiência hepática.

Pacientes com insuficiência renal e
hepática:

Para pacientes com depuração de creatinina entre 30 e 50
mL/min/1,73 m2 (insuficiência renal moderada) ou
concentração de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 mL a dose
máxima diária de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa)
por via oral deverá ser de 1000 mg.

Para pacientes com depuração de creatinina inferior a 30
mL/min/1,73 m2 (insuficiência renal grave) ou
concentração de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 mL
a dose máxima diária de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa) por via oral deverá ser de 500 mg.

Crianças

Doses em crianças e adolescentes com funções renal e/ou hepática
alteradas não foram estudadas.

Precauções do Ciprozer

Infecções graves e/ou infecções por bactérias anaeróbias
ou Gram-positivas

Para o tratamento de infecções graves, infecções por
Staphylococcus e infecções envolvendo bactérias
anaeróbias, o Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) deve
ser utilizado em associação a um antibiótico apropriado.

Infecções por Streptococcus pneumoniae

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) não é
recomendado para o tratamento de infecções pneumocócicas devido à
eficácia limitada contra Streptococcus pneumoniae.

Infecções do trato genital

As infecções do trato genital podem ser causadas por isolados de
Neisseria gonorrhoeae resistentes à fluoroquinolona. Em
infecções do trato genital que tem ou podem ter causa ligada à
Neisseria gonorrhoeae, é muito importante obter
informações locais sobre a prevalência de resistência ao Cloridrato
de Ciprofloxacino (substância ativa) e confirmar a sensibilidade
por meio de exames laboratoriais.

Distúrbios cardíacos

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) está associado
a casos de prolongamento de QT. As mulheres podem ser mais
sensíveis aos medicamentos que prolonguem o QTc, uma vez que tendem
a ter intervalo QTc basal mais longo em comparação aos homens.
Pacientes idosos também podem ser mais sensíveis aos efeitos
associados ao medicamento sobre o intervalo QT.

Deve-se ter cautela ao utilizar o Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) concomitantemente com medicamentos que podem
resultar em prolongamento do intervalo QT (por exemplo,
antiarrítmicos de classe III ou IA, antidepressivos tricíclicos,
macrolídeos, antipsicóticos) ou em pacientes com fatores de risco
para prolongamento QT ou “torsades de pointes” (por exemplo,
síndrome congênita de QT longo, desequilíbrio eletrolítico não
corrigido assim como hipocalemia ou hipomagnesemia e doenças
cardíacas como insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio ou
bradicardia).

Hipersensibilidade

Em alguns casos podem ocorrer reações alérgicas e de
hipersensibilidade após uma única dose, devendo o paciente informar
ao médico imediatamente.

Em casos muito raros reações anafiláticas/anafilactoides podem
progredir para um estado de choque, com risco para a vida, em
alguns casos após a primeira administração. Em tais circunstâncias,
a administração do Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa)
deve ser interrompida e instituir-se tratamento médico adequado
(por exemplo, tratamento para choque).

Sistema gastrintestinal

Se ocorrer diarreia grave e persistente durante ou após o
tratamento, deve-se consultar um médico, já que esse sintoma pode
ocultar uma doença intestinal grave (colite pseudomembranosa com
risco para a vida com possível evolução fatal), que exige
tratamento adequado imediato. Nesses casos, o Cloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa) deve ser descontinuado e deve ser
iniciado tratamento terapêutico apropriado (por exemplo,
vancomicina por via oral, na dose de 250 mg, quatro vezes por
dia).

Medicamentos que inibem o peristaltismo são contraindicados
nesta situação.

Sistema hepatobiliar

Casos de necrose hepática e insuficiência hepática com risco
para a vida têm sido relatados com o Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa). No caso de qualquer sinal ou sintoma de doença
hepática (como anorexia, icterícia, urina escura, prurido ou
abdômen tenso) o tratamento deverá ser descontinuado.

Pode ocorrer um aumento temporário das transaminases, de
fosfatase alcalina ou icterícia colestática, especialmente em
pacientes com doença hepática precedente que forem tratados com o
Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa).

Sistema músculoesquelético

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) deve ser
utilizado com cuidado em pacientes com miastenia grave, uma vez que
os sintomas podem ser exarcebados. Podem ocorrer tendinite e
ruptura do tendão (predominantemente do tendão de Aquiles), algumas
vezes bilateral, com o Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa), mesmo dentro das primeiras 48 horas de tratamento.

Podem ocorrer inflamação e ruptura de tendão mesmo até vários
meses após a descontinuação da terapia com o Cloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa). O risco de tendinopatia pode
estar aumentado em pacientes idosos ou pacientes tratados
concomitantemente com corticosteroides.

Ao primeiro sinal de tendinite (por exemplo, distensão dolorosa,
inflamação), deve-se consultar um médico e suspender o tratamento
com o antibiótico. Deve-se manter em repouso a extremidade afetada
e evitar exercícios físicos inadequados (pois do contrário,
aumentará o risco de ruptura de tendão).

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) deve ser usado
com cuidado em pacientes com antecedentes de distúrbios de tendão
relacionados com tratamento quinolônico.

Sistema nervoso

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa), como outras
fluoroquinolonas, é conhecido por desencadear convulsões ou
diminuir o limiar convulsivo.

Em pacientes portadores de epilepsia ou com distúrbios do
sistema nervoso central (SNC) (por exemplo, limiar convulsivo
reduzido, antecedentes de convulsão, redução do fluxo sanguíneo
cerebral, lesão cerebral ou acidente vascular cerebral), o
Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) deve ser
administrado somente se os benefícios do tratamento forem
superiores aos possíveis riscos, por eventuais efeitos indesejáveis
sobre o SNC.

Casos de estados epiléticos foram relatados. Se ocorrerem
convulsões, o Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) deve
ser descontinuado. Podem ocorrer reações psiquiátricas após a
primeira administração de fluoroquinolonas, incluindo o Cloridrato
de Ciprofloxacino (substância ativa). Em casos raros, depressão ou
reações psicóticas podem evoluir para ideias/pensamentos suicidas e
comportamento autodestrutivo, como tentativa de suicídio ou
suicídio.

Caso o paciente desenvolva qualquer uma destas reações, o
Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) deve ser
descontinuado e medidas apropriadas devem ser instituídas. Têm sido
relatados casos de polineuropatia sensorial ou sensoriomotora,
resultando em parestesias, hipoestesias, disestesias ou fraqueza em
pacientes recebendo fluorquinolonas, incluindo o Cloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa).

Pacientes em tratamento com o Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) devem ser orientados a informar o seu médico
antes de continuar o tratamento se desenvolverem sintomas de
neuropatia tais como dor, queimação, formigamento, dormência ou
fraqueza.

Pele e anexos

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) pode induzir
reações de fotossensibilidade na pele. Portanto, pacientes que
utilizam o Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) devem
evitar a exposição direta e excessiva ao sol ou à luz ultravioleta.
O tratamento deve ser descontinuado se ocorrer fotossensibilização
(por exemplo, reações tipo queimadura solar).

Citocromo P450

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) é conhecido
como inibidor moderado das enzimas do CYP450 1A2. Deve-se ter
cuidado quando outros medicamentos metabolizados pela mesma via
enzimática são administrados concomitantemente (por exemplo,
tizanidina, teofilina, metilxantinas, cafeína, duloxetina,
ropinirol, clozapina, olanzapina). Pode-se observar um aumento das
concentrações plasmáticas associado a efeitos indesejáveis
específicos da droga devido à inibição de sua depuração metabólica
pelo Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa).

Os pacientes devem ser orientados a procurar um oftalmologista
imediatamente em caso de alterações na visão ou algum sintoma
ocular.

Efeitos sobre a habilidade para dirigir veículos e
operar máquinas

As fluoroquinolonas, incluindo o Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa), podem afetar a habilidade do paciente para
dirigir veículos ou operar máquinas devido a reações do SNC. Tal
fato ocorre principalmente com a ingestão concomitante de
álcool.

Gravidez

Os dados disponíveis do uso de Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) em mulheres grávidas não indicam malformação nem
toxicidade fetal/neonatal. Estudos em animais não indicaram
toxicidade reprodutiva. Baseado em estudos em animais não se pode
excluir que o medicamento possa causar danos à cartilagem articular
no organismo fetal imaturo, portanto, o uso do Cloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa) não é recomendado durante a
gravidez.

Estudos feitos com animais não evidenciaram efeitos
teratogênicos (malformações). Este medicamento não deve ser
utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Categoria C: Este medicamento não deve ser utilizado por
mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Lactação

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) é excretado no
leite materno. Devido ao potencial risco de dano articular, o uso
do Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) não é
recomendado durante a amamentação.

Uso em crianças e adolescentes

Como outras drogas de sua classe, o Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) demonstrou ser causa de artropatia em
articulações que suportam peso em animais imaturos. A análise dos
dados de segurança disponíveis a respeito do uso do Cloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa) em pacientes com menos de 18 anos
de idade, em sua maioria portadores de fibrose cística, não revelou
qualquer evidência de danos a cartilagens ou articulações
relacionados ao uso do produto.

Não foi estudado o uso de Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) em outras indicações que não o tratamento da
exacerbação pulmonar aguda da fibrose cística associada à infecção
por Pseudomonas aeruginosa (5 – 17 anos) e o tratamento de
inalação de antraz (após exposição). A experiência clínica em
outras indicações é limitada.

Reações Adversas do Ciprozer

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas relatadas com base em todos os estudos
clínicos com Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) (oral
e parenteral) classificadas por categoria de frequência segundo
CIOMS III estão listadas abaixo (Total n = 51.621).

Lista de reações adversas

As frequências das reações adversas relatadas com cloridrato de
Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) estão resumidas na
tabela abaixo. Dentro dos grupos de frequência, as reações adversas
estão apresentadas em ordem decrescente de gravidade.

Frequências são definidas como:

  • Muito comum (≥ 1/10);
  • Comum (≥ 1/100 a lt; 1/10);
  • Incomum (≥ 1/1.000 a ≤ 1/100);
  • Rara (≥ 1/10.000 a ≤ 1/1.000);
  • Muito rara (≤ 1/10.000).

As reações adversas identificadas apenas durante a observação
pós-comercialização, e para as quais a frequência não pode ser
estimada, estão listadas como “Frequência desconhecida”.

Infecções e infestações

Reações incomuns

Superinfecções micóticas.

Reações raras

Colite associada a antibiótico (muito raramente com possível
evolução fatal).

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático

Reações incomuns

Eosinofilia.

Reações raras

Leucopenia, anemia, neutropenia, leucocitose, trombocitopenia e
plaquetose.

Reações muito raras

Anemia hemolítica, agranulocitose, pancitopenia (com risco para
a vida) e depressão da medula óssea (com risco para a vida).

Distúrbios do sistema imunológico

Reações raras

Reação alérgica e edema alérgico/angioedema.

Reações muito raras

Reação anafilática, choque anafilático (com risco para a vida) e
reações similares à doença do soro.

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Reações incomuns

Apetite e ingestão de alimentos diminuídos.

Reações Raras

Hiperglicemia, hipoglicemia.

Distúrbios psiquiátricos

Reações incomuns

Hiperatividade psicomotora/agitação.

Reações raras

Confusão e desorientação, reação de ansiedade, sonhos anormais,
depressão (potencialmente culminando em comportamento
autodestrutivo como ideias/pensamentos suicidas, tentativa de
suicídio ou suicídio) e alucinações.

Reações muito raras

Reações psicóticas (potencialmente culminando em comportamento
autodestrutivo como ideias/pensamentos suicidas, tentativa de
suicídio ou suicídio).

Distúrbios do sistema nervoso

Reações incomuns

Cefaleia, tontura, distúrbios do sono e alterações do
paladar.

Reações raras

Parestesia e disestesia, hipoestesia, tremores, convulsões
(incluindo estado epilético) e vertigem.

Reações muito raras

Enxaqueca, transtornos da coordenação, alterações do olfato,
hiperestesia e hipertensão intracraniana (pseudotumor
cerebral).

Frequência desconhecida

Neuropatia periférica e polineuropatia.

Distúrbios visuais

Reações raras

Distúrbios visuais.

Reações muito raras

Distorção visual das cores.

Distúrbios da audição e labirinto

Reações raras

Zumbido e perda da audição.

Reações muito raras

Alteração da audição.

Distúrbios cardíacos

Reações raras

Taquicardia.

Frequência desconhecida

Prolongamento do intervalo QT, arritmia ventricular, torsades de
pointes*.

Distúrbios vasculares

Reações raras

Vasodilatação, hipotensão e síncope.

Reações muito raras

Vasculite.

Distúrbios respiratórios, torácicos e
mediastínicos

Reações raras

Dispneia (incluindo condições asmáticas).

Distúrbios gastrintestinais

Reações comuns

Náusea e diarreia.

Reações incomuns

Vômito, dores gastrintestinais e abdominais, dispepsia e
flatulência.

Reações muito raras

Pancreatite.

Distúrbios hepatobiliares

Reações incomuns

Aumento das transaminases e aumento da bilirrubina.

Reações raras

Disfunção hepática, icterícia e hepatite (não infecciosa).

Reações muito raras

Necrose hepática (muito raramente progredindo para insuficiência
hepática com risco para a vida).

Distúrbios da pele e dos tecidos
subcutâneos

Reações incomuns

Rash cutâneo, prurido e urticária.

Reações raras

Reações de fotossensibilidade e vesículas.

Reações muito raras

Petéquias, eritema multiforme, eritema nodoso, síndrome de
Stevens-Johnson (potencialmente com risco para a vida) e necrólise
epidérmica tóxica (potencialmente com risco para a vida).

Frequência desconhecida

Pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA).

Distúrbios ósseos, do tecido conjuntivo e
musculoesqueléticos

Reações incomuns

Artralgia.

Reações raras

Mialgia, artrite, aumento do tônus muscular e cãibras.

Reações muito raras

Fraqueza muscular, tendinite, ruptura de tendão
(predominantemente do tendão de Aquiles) e exacerbação dos sintomas
de miastenia grave.

Distúrbios renais e urinários

Reações incomuns

Disfunção renal.

Reações raras

Insuficiência renal, hematúria, cristalúria e nefrite
túbulo-intersticial.

Distúrbios gerais

Reações incomuns

Dor inespecífica, mal-estar geral e febre.

Reações raras

Edema e sudorese (hiperidrose).

Reações muito raras

Alteração da marcha.

Investigações

Reações incomuns

Aumento da enzima hepática fosfatase alcalina no sangue.

Reações raras

Nível anormal de protrombina e aumento da amilase.

Reações de frequência desconhecida

Aumento da razão normalizada internacional (RNI) que avalia a
coagulação sanguínea (em pacientes tratados com antagonistas de
vitamina K).

As seguintes reações adversas tiveram categoria de
frequência mais elevada nos subgrupos de pacientes recebendo
tratamento intravenoso ou sequencial (intravenoso para
oral): 

Comum

Vômito, aumento
transitório das transaminases, rash cutâneo

Incomum

Trombocitopenia,
plaquetose, confusão e desorientação, alucinações, parestesia,
disestesia, convulsão, vertigem, distúrbios visuais, perda de
audição, taquicardia, vasodilatação, hipotensão, alteração hepática
transitória, icterícia, insuficiência renal, edema

Rara

Pancitopenia, depressão
da medula óssea, choque anafilático, reações psicóticas, enxaqueca,
distúrbios do olfato, alteração da audição, vasculite, pancreatite,
necrose hepática, petéquias, ruptura de tendão

O termo MedDRA mais apropriado foi usado para descrever certas
reações e seus sintomas e condições relatadas.

A representação dos termos de reações adversas está baseada na
versão MedDRA 14.0 (exceto para superinfecçõesmicóticas e dor
inespecífica).

Crianças

A incidência de artropatia (inflamação das articulações),
mencionada acima, refere-se a dados coletados em estudos com
adultos. Em crianças, artropatia é relatada frequentemente.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em

Ciprozer, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

Compartilhe esta página!

Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Ciprozer Bula

Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Autor
    Posts
  • #3081
    Anônimo
    Convidado

    Ciprozer Bula

    Compartilhe suas experiências sobre este medicamento com outros usuários.
      • Utilizou este Remédio para?
      • Efeitos colaterais.
      • Resultados.
      • Indicações, sugestões e dicas!
    Acessar a Bula do medicamento.
    Ciprozer Bula Completa extraída da Anvisa
Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Você deve fazer login para responder a este tópico.
Scroll to top