Carboplatina Glenmark Bula

Carboplatina Glenmark

Contraindicação do Carboplatina – Glenmark

  • Antecedentes alérgicos à carboplatina ou a outros produtos
    contendo platina ou manitol;
  • Durante gravidez e aleitamento;
  • Pacientes com supressão medular ou sangramento severos.

Como usar o Carboplatina – Glenmark

Reconstituição da carboplatina

Imediatamente antes do uso, o conteúdo do frasco-ampola deve ser
diluído em água para injeção, glicose 5% para injeção ou soro
fisiológico 0,9% para injeção, com concentração final de 10 mg/ml.
Carboplatina pode ser diluída até concetrações de 0,5 mg/ml.

Estabilidade das soluções reconstituídas

As soluções reconstituídas de carboplatina são estáveis durante
8 horas a 25ºC. Drogas de uso parenteral devem ser minuciosamente
inspecionadas visualmente quanto a particulas suspensas antes da
administração.

Incompatibilidades

O alumínio reage com a carboplatina formando precipitados e
levando à perda da potência; portanto, agulhas ou instrumentos de
uso intravenoso contendo partes em alumínio que possam entrar em
contato com a droganão devem ser usados para preparação ou
administração de carboplatina.

Cuidados de administração

Esta preparação é destinada somente para uso intravenoso,
geralmente por infusão, durante 15 minutos ou mais. Pode ser
administrada em pacientes de ambulatório desde que não se requeira
hidratação.

Como em toda preparação de solução citotóxica, certas precauções
especiais devem ser seguidas para a segurança no manuseio e
descarte.

A preparação da droga deverá ser feita em área restrita, o ideal
é manipulá-la em fluxo laminar vertical identificado (Cabine de
Segurança Biológica – Classe II). A superfície de trabalho deverá
estar coberta com plástico descartável revestida por papel
absorvente.

Devem ser utilizadas roupas protetoras adequadas, tais como
luvas descartáveis, óculos de segurança, vestimentas e máscaras
descartáveis. Em caso de contato com os olhos, lavar com grande
quantidade de água ou solução fisiológica.

Todos os instrumentos e seringas a serem usados devem possuir
acessórios Luer-Lock. Uma possível formação de aerossóis pode ser
reduzida pelo uso de agulhas de largo calibre e/ou agulhas
hipodérmicas com abertura de escape.

Posologia do Carboplatina
– Glenmark


Carcinoma ovariano avançado

Tratamento inicial

Em pacientes com carcinoma ovariano avançado, a carboplatina em
combinação com outras drogas é recomendada na dose de 300
mg/m2 I.V., no 11º dia de cada 4 semanas por 6
ciclos.

Tratamento secundário

A carboplatina, como monoterapia, tem sido eficaz em pacientes
com carcinoma ovariano. A dosagem recomendada é de 360
mg/m2 I.V., recorrência no 11º dia de cada 4
semanas.

Metástase de carcinoma de pequenas células do
pulmão

A dose recomendada é de 400 mg/m2, dose única I.V.,
administrada por infusão rápida, por curto período de tempo (15 –
60 min). A terapia não pode ser repetida antes de 4 semanas após o
tratamento prévio com carboplatina. O uso ideal em combinação com
outros agentes mielossupressores requer ajuste de dose de acordo
com a dieta e esquema posológico adotado.

Ajuste de dosagem

Recomenda-se uma redução inicial na dose de 20 a 25%, quando os
pacientes apresentam fatores de risco, como tratamento
mielossupressor prévio e capacidade física diminuída (ECOG-Zubrod
-4 ou Karnofsky abaixo de 80%).

Recomenda-se determinar o nadir hematológico semanalmente para
reajuste posológico futuro.

Pacientes com Disfunção Renal

Pacientes com clearance de creatinina abaixo de 60 ml/min
apresentam maior risco de supressão severa da medula óssea. E em
pacientes com lesão renal que receberam terapia única com
carboplatina, a incidência de leucopenia, neutropenia ou
trombocitopenia severas tem sido em torno de 25% quando foram
utilizadas modificações de dosagem, conforme tabela abaixo.

Clearance de creatinina basal

Dose inicial recomendada

41-59 ml/min

250 mg/m2

16-40 ml/min

200 mg/m2

Recomenda-se que estas doses sejam aplicadas para início de
tratamento. As doses subsequentes podem ser ajustadas de acordo com
a tolerância do paciente, baseadas no grau da supressão da medula
óssea.

Em geral, ciclos intermitentes de carboplatina não devem ser
repetidos até que a contagem de neutrófilos seja no mínimo 2.000
células/mm3 e a de plaquetas, 100.000 células/
mm3.

Precauções do Carboplatina – Glenmark

A neurotoxicidade não é freqüente; contudo, em pacientes idosos
e/ou tratados previamente com cisplatina sua incidência
aumenta.

Têm sido relatadas reações alérgicas à carboplatina. Elas podem
ocorrer minutos após a administração e podem necessitar terapia de
suporte apropriada.

Altas doses de carboplatina (4 vezes maior que as recomendadas)
podem resultar em severas anormalidades nos testes de função
hepática. A mielossupressão tem relação direta com a função renal.
Os pacientes com disfunção renal ou em tratamento com outros
fármacos nefrotóxicos podem sofrer mielossupressão mais intensa e
prolongada.

Gravidez e lactação

A carboplatina pode causar anormalidades fetais quando
administrada em mulheres grávidas. A carboplatina também apresentou
embriotoxicidade e teratogenicidade em ratos. Se a droga for usada
durante a gravidez, ou se a paciente ficar grávida durante o
tratamento, deverá ser alertada sobre os riscos potenciais para o
feto.

Mulheres em idade fértil também devem ser avisadas sobre os
riscos e devem ser aconselhadas a não engravidar durante o
tratamento.

Não se sabe ao certo se a carboplatina é excretada no leite
materno.

Devido à possibilidade de causar toxicidade no lactente,
recomenda-se que o aleitamento seja descontinuado durante o
tratamento com carboplatina.

Pacientes idosos

Incidência de neurotoxidade está aumentada e mielotoxidade pode
ser mais severa em pacientes com idade acima de 65 anos. Em
pacientes idosos é mais comum a ocorrência de disfunção renal, o
que pode requerer dosagem reduzida e cuidados de monitorização
sanguínea quando em tratamento com carboplatina.

Advertência do Carboplatina
– Glenmark


Carboplatina pó liófilo para solução injetável deve ser
administrada sob a supervisão de um médico qualificado experiente
no uso de agentes quimioterápicos. Manuseio apropriado (da terapia
e complicações) é possível somente quando facilidades de um
tratamento adequado estão rapidamente disponíveis.

A supressão da medula óssea está relacionada com a dose e pode
ser severa, resultando em infecções e/ou sangramento. Anemia pode
ser cumulativa e pode requerer suporte de transfusão. Vômito é
outro efeito colateral freqüente relacionado com o medicamento.

Reações do tipo anafiláticas ao medicamento têm sido relatadas e
podem ocorrer minutos após administração de carboplatina.
Epinefrina, corticosteróides e anti-histamínicos têm sido
empregados para avaliar os sintomas.

Reações Adversas do Carboplatina – Glenmark

Toxicidade hematológica

A mielossupressão é a toxicidade doselimitante da carboplatina.
Nas doses máximas toleradas como agente único, ocorre
trombocitopenia com nível plaquetário abaixo de 50.000/mm; em 34%
dos pacientes. Este nível aparece entre os dias 14 e 21,
recuperando-se após 35 dias do início da terapia. Aparece, também,
leucopenia com menos de 2.000/mm, em 20% dos pacientes entre os
dias 14 e 28, recuperando-se após 42 dias da administração.
Observou-se, também, uma diminuição dos níveis de hemoglobina,
abaixo de 9,5 g/dL em 48% dos pacientes.

Todas essas reações são mais graves em pacientes com
insuficiência renal prévia, capacidade física abalada e indivíduos
acima de 65 anos. A mielossupressão é reversível quando se usa
carboplatina isoladamente.

Está descrita, também, a aparição de complicações infecciosas e
hemorrágicas em 4 a 6% dos pacientes tratados com carboplatina.

Nefrotoxicidade

Podem aparecer níveis elevados de uréia e creatinina em 15% dos
pacientes. A incidência e intensidade da nefrotoxicidade estão
relacionadas com insuficiência renal prévia ao tratamento com
carboplatina. Quando existem alterações graves da função renal, o
tratamento deve ser interrompido. Dano renal é verificado pela
diminuição do clearance de creatinina, abaixo de 60mL/min. Pode
também ocorrer diminuição do magnésio, cálcio e potássio
séricos.

Toxicidade gastrintestinal

25% dos pacientes apresentam náuseas e vômitos, que respondem à
terapêutica antiemética, geralmente desaparecendo em 24 horas. Esta
terapêutica pode, igualmente, prevenir o aparecimento dos
sintomas.

Podem ocorrer diarréia e constipação.

Reações alérgicas

Não são freqüentes estas reações com a carboplatina (menos de
2%). São semelhantes às observadas com outros compostos à base de
platina, ou seja, erupção eritematosa, febre sem causa aparente,
prurido, broncoespasmo e hipotensão.

Ototoxicidade

Pode aparecer diminuição da acuidade auditiva para freqüências
altas (4.000 a 8.000 Hz) em 15% dos pacientes. Somente 1% dos
pacientes referem sintomas clínicos, como tinitus.

Neurotoxicidade

O aparecimento de neuropatia periférica após administração de
carboplatina situa-se em torno de 6%. Na maioria dos pacientes, a
neurotoxicidade se limita a parestesias e hiporreflexia
tendinosa.

As neuropatias prévias ao tratamento poderão agravar-se com a
terapia com carboplatina.

Outros efeitos indesejáveis

Cerca de um terço dos pacientes manifestam anomalias nas provas
de função hepática (fosfatase alcalina, SGOT e SGPT e bilirrubina)
que desaparecem espontaneamente ou ao longo do tratamento.
Raramente perda transitória da visão, fraqueza, alopécia, efeitos
genitourinários, dor, astenia, etc.

Composição do Carboplatina – Glenmark

Apresentação

Pó liófilo para solução injetável:

Embalagens com 1 frasco-ampola (com capacidade de 20 ml).

Uso intravenoso.

Uso adulto.

Composição

Cada frasco-ampola contém:

Carboplatina

150 mg

Excipiente

300 mg

Excipiente:

manitol.

Superdosagem do Carboplatina – Glenmark

Não existe antídoto para carboplatina.

Utilizar um quelante intravenoso, promover a diurese e hidratar
o paciente. No caso de anúria, hemodialisar o paciente. Usar
corticosteróides ou anthistamínicos nas reações alérgicas
intensas.

As complicações de superdosagem são decorrentes de supressão
medular ou toxicidade hepática.

Interação Medicamentosa do Carboplatina –
Glenmark

Não administrar carboplatina com antibióticos aminoglicosídeos
ou outros fármacos nefrotóxicos, pois poderá haver potencialização
dos efeitos adversos.

Não deve entrar em contato com alumínio, pois este pode reagir
com a carboplatina causando formação de precipitado e perda de
potência.

Carboplatina/mielossupressores

O uso simultâneo de carboplatina com outras terapias
mielossupressoras pode necessitar mudanças na dosagem ou frequência
da administração da carboplatina de forma a minimizar efeitos
mielosupressores aditivos.

Carboplatina/Cisplatina

Incidência de neurotoxicidade ou ototoxicidade induzidas por
carboplatina estão aumentadas em pacientes previamente tratados com
cisplatina; o uso de carboplatina piora a neurotoxicidade ou
ototoxidade pré-existentes induzidas pela cisplatina.

Carboplatina/Drogas Nefrotóxicas

Carboplatina possui limitado potencial nefrotóxico, porém, o
tratamento concomitante com compostos nefrotóxicos pode aumentar ou
exacerbar a toxicidade da carboplatina provocando alterações no
clearance renal.

Carboplatina/Vacinas com Vírus Mortos

Como a terapia com carboplatina suprime os mecanismos de defesa
normais do organismo, a resposta dos anticorpos à vacina pode estar
diminuída. O intervalo entre a descontinuação da medicação
imunossupressora e a restauração da capacidade do paciente em
responder à vacina depende da intensidade e do tipo de
imunosupressão causada pela medicação, doenças de base, e outros
fatores; estimativas variam de 3 meses a 1 ano.

Carboplatina/Vacinas com Vírus Vivo

Como os mecanismos de defesa normais do organismo estão
suprimidos em virtude da terapia com carboplatina, o uso
concomitante de vacina com vírus vivo pode potencializar a
replicação do vírus vacinal, podendo aumentar os efeitos adversos
da vacina, e/ou podem diminuir a resposta por anticorpos à vacina.
A imunização destes pacientes somente poderá ser feita sob extrema
cautela, após análise cuidadosa dos parâmetros hematológicos do
paciente e somente com conhecimento e consentimento do médico
responsável pela terapia com carboplatina. O intervalo entre a
descontinuação da medicação que causa imunossupressão e a
restauração da capacidade do paciente em responder à vacina depende
da intensidade e tipo de imunossupresão causadas pelo medicamento,
da doença de base e outros fatores; estimativas variam de 3 meses a
1 ano.

Pacientes com leucemia em remissão não devem receber vacinas com
vírus vivos até aproximadamente 3 meses após sua última
quimioterapia.

Além disso, a imunização com vacina oral para poliomielite deve
ser adiada às pessoas de contato mais próximo com o paciente,
especialmente membros da família.

Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde. 

Ação da Substância Carboplatina – Glenmark

Resultados de eficácia

Oitenta e oito pacientes com câncer epitelial de ovário fase IIB
-III foram randomizados para receber em primeira linha cisplatina
como único agente (100 mg/m2) mensal ou carboplatina
(substância ativa) (400 mg/m2) mensal de até 5 ciclos.
Crossover para o análogo inverso ocorreu com a progressão
ou a falta de resposta. O número mediano de episódios de vômitos
por ciclo com cisplatina foi 16 e com carboplatina (substância
ativa) 2 (p lt; 0,001). No braço cisplatina 27/40 (67,5 %)
desenvolveram toxicidade renal leve, 9/ 40 (22,5%) neurotoxicidade
OMS grau 1 e 18/ 40 (45%) evidência de ototoxicidade em
audiometria. No braço carboplatina (substância ativa) não foi
observada neuro ou ototoxicidade e 1/40 (2,5%) desenvolveram
toxicidade renal OMS grau 1.

Mielossupressão e anemia foram mais comuns com carboplatina
(substância ativa), mas apenas um episódio de trombocitopenia grau
IV foi visto com a primeira linha de carboplatina (substância
ativa). A taxa de resposta clínica (CR + PR) para a cisplatina foi
de 19 /40 e para carboplatina (substância ativa) 27/40. A sobrevida
atuarial para o grupo cisplatina em 24 meses foi de 50% e para o
grupo de carboplatina (substância ativa) 58%, sem diferença
significativa. Carboplatina (substância ativa) parece ser menos
tóxica do que a cisplatina, com taxas de sobrevida e resposta
semelhantes.

Meta-análise de 17 ensaios clínicos randomizados, compreendendo
4.920 pacientes, que comparam regimes à base de platina como
tratamento de primeira linha para carcinoma de pequenas células de
pulmão mostrou que regimes a base de platina foram associados com
uma sobrevivência ligeiramente superior em um ano (RR = 1,08, IC de
95% 1,01-1,16, p = 0,03), melhor resposta parcial (RR = 1,11, 95%
CI 1,02-1,21, p = 0,02) e com um maior risco de anemia, náuseas e
neurotoxicidade. Regimes baseados em cisplatina melhoraram a
sobrevida em 1 ano (RR = 1,16, 95% CI 1,06-1,27, p = 0,001),
resposta completa (RR = 2,29, 95% CI 1,08-4,88, p = 0,03) e
resposta parcial (RR = 1,19, IC de 95% 1,07-1,32, p = 0,002), com
um aumento do risco de anemia, neutropenia, neurotoxicidade e
náuseas.

Por outro lado, os regimes baseados em carboplatina (substância
ativa) não aumentaram a taxa de sobrevivência em 1 ano (RR = 0,95,
95% CI 0,85-1,07, p = 0,43). Houve diferença estatisticamente
significativa entre o efeito da cisplatina em comparação com
carboplatina (substância ativa) (p = 0,05).

Quinze pacientes com carcinoma de cabeça e pescoço recorrente,
previamente tratados com quimioterapia de indução (Cisplatina e
5-FU), seguido por quimio e radioterapia foram tratados com
carboplatina (substância ativa) AUC 5 e paclitaxel 175
mg/m2 por via intravenosa a cada 3 semanas. Todos os
pacientes foram avaliados quanto à resposta e toxicidade. Após três
ciclos de quimioterapia, observou-se uma resposta completa (6,6%) e
7 respostas parciais (46,6%), com uma taxa de resposta geral de
53,2% (IC 95 % 26,6-78,7 %). Doença estável foi observada em 2
pacientes (13,3%) e doença progressiva foi observada em cinco
pacientes (33,3 %). A toxicidade foi leve: foi registrado um caso
de toxicidade G3 (neutropenia) e nenhum efeito colateral G4. Os
autores concluem que a combinação de carboplatina (substância
ativa) e paclitaxel foi bem tolerada e pode ser administrada com
segurança a pacientes com carcinoma de cabeça e pescoço recorrente
como tratamento de segunda linha.

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas

Grupo farmacodinâmico:

A carboplatina (substância ativa) é um agente antineoplásico
composto de platina.

Mecanismo de ação:

A carboplatina (substância ativa) se liga ao DNA através de
ligações cruzadas nas duas cadeias, alterando a configuração da
hélice e inibindo sua síntese. O efeito é provavelmente
independente do ciclo.

Propriedades farmacodinâmicas:

A carboplatina (substância ativa) é um composto de platina,
cis-diamina (1,1-ciclobutanodicarboxil) platina, com efeito
antineoplásico. As propriedades bioquímicas são similares às da
cisplatina.

Propriedades Farmacocinéticas

Absorção:

Após dose única por via intravenosa, sob infusão por 60 minutos,
a concentração plasmática de platina total e platina livre (ultra
filtrada) apresenta redução bifásica conforme cinética de primeira
ordem. A meia-vida inicial da platina livre é da ordem de magnitude
de 1 a 2 horas e a meia-vida final é de 3 a 6 horas. A platina
total tem a mesma meia-vida inicial, enquanto que a meia-vida final
é mais baixa (aproximadamente 24 horas). Uma relação
aproximadamente linear entre a dose (na área de 300 – 500
mg/m2) e a AUC plasmática de platina total e livre é
atingida. Repetidas doses de carboplatina (substância ativa)
durante 4 dias consecutivos não causam acúmulos de platina no
plasma. Após 24 horas da administração da dose, 85% da platina
plasmática está ligada a proteínas.

Distribuição:

O volume de distribuição para carboplatina (substância ativa) é
de 16 litros.

Eliminação:

A carboplatina (substância ativa) é excretada principalmente
através da urina, na qual 30% da dose é secretada inalterada. Em
pacientes com clearance de creatinina de 60 mL/min ou
mais, 65% e 70% da dose é recuperada após 12 e 24 horas
respectivamente. O clearance total da carboplatina
(substância ativa) é de 4,4 litros/hora.

Dados de segurança pré-clínicos

A DL50 da carboplatina (substância ativa) intravenosa é de 150 e
61 mg/kg para camundongos e ratos respectivamente e acima de 31,1
mg/kg para cães. Os principais órgãos atingidos após administração
única foram sistema hematolinfopoiético, rins e trato
gastrintestinal. Efeitos tóxicos após repetidas doses foram
investigados em camundongos, ratos e cães. Os principais órgãos
atingidos foram sistema hematolinfopoiético, trato gastrintestinal,
rins, fígado e órgãos reprodutivos de ambos machos e fêmeas.

O tratamento de ratos, machos e fêmeas, com carboplatina
(substância ativa) intravenosa antes do acasalamento e até a
implantação, causou aumento da letalidade fetal e diminuição de
fetos vivos. O tratamento de ratas grávidas com carboplatina
(substância ativa) intravenosa durante a organogenese (dias 7 – 17)
causou retardo no desenvolvimento e crescimento fetal e crescimento
pós-natal lento. O tratamento sem interrupção de ratas a partir do
17o dia de gravidez, passando pelo período de amamentação, até o
desmame, não causou qualquer efeito no nascimento, na viabilidade
ou no desenvolvimento da prole.

Carboplatina (substância ativa) apresentou-se genotóxica na
maioria dos testes in vitro e in vivo que foram
conduzidos.

Estudos de toxicidade demonstraram que o extravasamento da
injeção causa necrose tissular.

Cuidados de Armazenamento do Carboplatina –
Glenmark

Mantenha o produto em sua embalagem original, em temperatura
ambiente (entre 15ºC – 30ºC), protegido da luz. As soluções
reconstituídas de carboplatina são estáveis durante 8 horas a
25°C.

Prazo de validade

O prazo de validade é de 24 meses, contados a partir da data de
fabricação, que se encontra impressa na embalagem externa do
produto, juntamente com o número do lote. Não use medicamentos que
estejam fora do prazo de validade, pois o efeito desejado pode não
ser obtido.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Carboplatina – Glenmark

MS 1.1013.0239.001-4

Farmacêutica Reponsável:

Luciana Righetto CRF/SP 32.968

Fabricado por:

Laboratórios IMA S.A.I.C.
Ciudad de Buenos Aires – Pcia. De Buenos Aires – Argentina.

Importado por:

Glenmark Farmacêutica Ltda.
RuaAlexandre Dumas, 1711 – São Paulo – SP
C.N.P.J. 44.363.661/0001-57
Indústria Brasileira

SAC

0800 7730130

Nº. do lote, data de fabricação e prazo de validade:
Vide Cartucho.

Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

Carboplatina-Glenmark, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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