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Adalat

Nos pacientes com hipertensão essencial ou angina do peito
crônica estável tratados com as formas de liberação rápida de
nifedipino (Adalat cápsulas 10 mg), podem ocorrer aumento
dependente da dose no risco de complicações cardiovasculares (por
exemplo, infarto do miocárdio) e de mortalidade. Por isso, o
nifedipino (Adalat cápsulas) somente deve ser utilizado para
tratamento de pacientes com hipertensão essencial ou angina do
peito crônica estável se nenhum outro tratamento for
apropriado.

Como o Adalat funciona?


Adalat cápsulas contém a substância ativa nifedipino, que
pertence a um grupo de substâncias conhecidas como antagonistas do
cálcio. Sua atividade mais importante é dilatar os vasos
sanguíneos, diminuindo a resistência ao fluxo do sangue. Assim, o
sangue corre livremente pelas artérias, e isso faz diminuir a
pressão arterial. O tratamento da pressão alta diminui o risco de
ocorrerem complicações no coração, no cérebro e nos vasos
sanguíneos. O nifedipino serve também para tratar a dor no peito,
conhecida como angina do peito, porque essa substância ativa faz
com que chegue mais sangue ao coração. Isto ocorre porque o
nifedipino dilata as artérias coronárias e, por suas propriedades,
evita a ocorrência de espasmos (fechamentos temporários) desses
vasos e, portanto, melhora o fluxo de sangue e a oxigenação do
tecido cardíaco.

Contraindicação do Adalat

Adalat cápsulas não deve ser usado nas situações a
seguir:

  • Alergia ao nifedipino ou a qualquer um dos outros ingredientes
    do medicamento. Caso haja dúvida com relação a ter tido ou não
    qualquer alergia ao nifedipino, consulte seu médico;
  • Em caso de choque de origem cardíaca;
  • Paciente fazendo uso do antibiótico rifampicina, que é um
    medicamento que combate infecções;
  • Se sofrer de angina do peito instável ou se sofreu infarto
    agudo do miocárdio, nas últimas quatro semanas;
  • Antes da 20ª semana de gravidez e durante a amamentação.

Informe ao seu médico caso ocorra gravidez ou início de
amamentação durante o uso deste medicamento.

Como usar o Adalat

A cápsula deve ser engolida inteira com um pouco de líquido,
podendo ser tomada com uma refeição ou não. Deve-se observar um
intervalo de pelo menos 2 horas entre as tomadas. Suco de toronja
deve ser evitado.

Adalat cápsulas destina-se a tratamentos prolongados. O seu
médico lhe dirá durante quanto tempo você deverá tomar Adalat
cápsulas.

Não tome mais cápsulas do que aquelas que o médico receitou.

Geralmente o médico receita 1 cápsula de Adalat cápsulas três
vezes por dia para o tratamento da pressão alta e da doença
coronária. Na crise aguda de pressão alta a dose recomendada é de 1
cápsula em dose única.

Caso necessário, a dose pode ser aumentada até o máximo de 60 mg
por dia.

A retirada de Adalat cápsulas deve ser feita gradualmente. Fale
com seu médico.

Na coadministração de medicamentos que estimulam ou inibam as
enzimas do metabolismo pode ser necessário adaptar a dose de
nifedipino ou não usá-lo. Fale com seu médico.

Crianças e adolescentes:

A segurança e eficácia de Adalat cápsulas não foram
estabelecidas em crianças com menos de 18 anos de idade.

Idosos:

A farmacocinética de Adalat cápsulas é alterada em pacientes
idosos. Assim, é necessária uma dose de manutenção mais baixa
quando comparado a pacientes mais jovens.

Pacientes com disfunção hepática:

Deve-se efetuar monitoramento cuidadoso em pacientes com
problema no fígado leve, moderado ou grave e pode ser necessário
reduzir a dose. A farmacocinética do nifedipino não foi estudada em
pacientes com problema no fígado grave.

Pacientes com disfunção renal:

Baseando-se em dados farmacocinéticos não há necessidade de
ajuste de dose em pacientes com problemas nos rins.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Adalat?


Tome sua dose normal imediatamente e continue tomando as
cápsulas no horário habitual do dia. Não tome uma dose dobrada para
compensar uma dose esquecida.

Não pare de tomar Adalat cápsulas antes de falar com seu
médico.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Adalat

Adalat cápsulas deve ser usado com precaução nos
seguintes casos:

  • Em pacientes que tem pressão muito baixa (pressão máxima abaixo
    de 90 mmHg) ou mau funcionamento do coração, o que é chamado
    insuficiência cardíaca, ou em pessoas que tenham um estreitamento
    importante da valva aórtica, conhecido como estenose aórtica
    grave;
  • O tratamento com nifedipino em cápsulas de ação rápida pode
    causar uma queda excessiva da pressão arterial, com taquicardia
    reflexa, o que pode resultar em complicações cardiovasculares.
  • Em pacientes que observarem um agravamento da angina do peito
    preexistente, em especial no início do tratamento, devendo o seu
    médico ser informado imediatamente. Em casos muito raros, o uso de
    nifedipino de liberação rápida pode causar angina do peito,
    especialmente no início do tratamento. Têm-se documentado casos
    isolados de infarto do miocárdio, ainda que não seja possível
    diferenciá-lo da história natural da doença subjacente;
  • Em pacientes com doença do fígado leve, moderada ou grave,
    pois, poderá ser necessário reduzir a dose do medicamento. A
    farmacocinética do nifedipino não foi estudada em pacientes com
    doença do fígado grave. Portanto, o nifedipino deve ser utilizado
    com cautela em pacientes com doença do fígado grave;
  • Uso após a 20ª semana de gestação – exige uma avaliação
    individual cuidadosa do risco-benefício e somente será considerado
    se outras opções de tratamento não forem indicadas ou forem
    ineficazes.

No caso de mulheres grávidas, monitorar cuidadosamente a pressão
arterial, inclusive ao se administrar o nifedipino com sulfato de
magnésio por via intravenosa, devido à possibilidade de uma queda
acentuada da pressão arterial, o que pode ser prejudicial à mãe e
ao feto. Converse com seu médico.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas:

Reações ao medicamento, que variam em intensidade de indivíduo
para indivíduo, podem prejudicar a capacidade de dirigir veículos
ou de operar máquinas. Isso pode ocorrer, sobretudo, no início do
tratamento, na mudança de medicação ou sob ingestão alcoólica
concomitante.

Gravidez e Amamentação:

O nifedipino é contraindicado antes da 20ª semana de
gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

O nifedipino pode ser a causa de insucesso na fertilização
artificial em homens que estejam tomando o medicamento e não
apresentem outras causas que justifiquem esse insucesso.

O nifedipino é eliminado no leite materno. Suspenda a
amamentação se precisar usar nifedipino.

Reações Adversas do Adalat

Como qualquer medicamento, nifedipino pode provocar efeitos
indesejáveis, apesar de nem todos os pacientes os apresentarem.

Se qualquer efeito adverso se tornar grave, ou se você notar
qualquer efeito adverso não listado nessa bula, informe seu
médico.

Segue abaixo a lista de possíveis reações adversas pela
frequência.

Reação comum (≥ 1/100 a lt; 1/10):

Dor de cabeça, inchaço, dilatação dos vasos sanguíneos, prisão
de ventre e mal-estar geral.

Reação incomuns (≥1/1.000 a lt; 1/100):

Reação alérgica, reação alérgica com inchaço na língua e na
garganta, podendo dificultar a respiração (angioedema) e resultar
em complicação potencialmente fatal, ansiedade, alterações do sono,
vertigem, enxaqueca, tontura, tremor, alterações da visão,
aceleração ou palpitações das batidas do coração, pressão muito
baixa, desmaio, sangramento no nariz, congestão nasal, dor
abdominal e gastrintestinal, náusea, indisposição do estômago,
gases intestinais, secura na boca, alterações nos exames de sangue
que avaliam a função do fígado, vermelhidão inflamatória da pele,
cãibras, inchaço das articulações, urina excessiva, dificuldade ou
dor ao urinar, dificuldade de ereção, dores inespecíficas e
calafrios.

Reação rara (≥ 1/10.000 a lt; 1/1.000):

Coceira, urticária, aparecimento de lesões avermelhadas na pele,
sensações anormais na pele como queimação, agulhadas, cócegas ou
formigamento, comprometimento da sensibilidade chegando quase à
anestesia, crescimento e inflamações das gengivas.

Reação de frequência desconhecida:

Agranulocitose (falta ou acentuada redução de leucócitos
granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que são
subtipos específicos dos glóbulos brancos), leucopenia (diminuição
de glóbulos brancos do sangue), reação anafilática/anaflactoide (do
tipo reação alérgica), hiperglicemia (excesso de açúcar – glicose
no sangue), hipoestesia (perda ou diminuição de sensibilidade em
determinada região do organismo), sonolência, dor nos olhos, dor no
peito (angina do peito), falta de ar, vômito, mau funcionamento do
esfíncter do esôfago, pele amarelada devido à presença de bile no
sangue, inflamação grave da pele (necrólise epidérmica tóxica),
reação alérgica pela luz, manchas roxas na pele, dores articulares
e musculares.

Nos pacientes em diálise, com hipertensão maligna e hipovolemia,
pode ocorrer queda significativa da pressão devido à
vasodilatação.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

Composição do Adalat

Apresentações:

Adalat cápsulas é apresentado em embalagens
com:

60 cápsulas gelatinosas de 10 mg de nifedipino cada uma.

Uso oral.

Uso adulto.

Composição:

Cada cápsula gelatinosa contém:

10 mg de nifedipino.

Excipientes:

glicerol, sacarina sódica, óleo de menta, macrogol, gelatina,
dióxido de titânio, água e amarelo alaranjado.

Superdosagem do Adalat

Se alguém se intoxicar com uma dose excessiva de
nifedipino, poderá apresentar os seguintes sintomas:

Alterações da consciência, podendo entrar em coma, redução da
pressão arterial, alteração dos batimentos do coração, aumento do
açúcar no sangue, desequilíbrio metabólico, falta de oxigênio no
organismo, choque causado pelo mau funcionamento do coração e
acúmulo de líquido nos pulmões. O tratamento deverá ser feito no
hospital. No caso de superdose, contate seu médico ou o hospital
mais próximo.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Adalat

Medicamentos que podem ter seu efeito alterado se
tomados com nifedipino:

  • Medicamentos para o tratamento da pressão alta, como
    diuréticos, betabloqueadores, inibidores da ECA, antagonistas do
    receptor de angiotensina II (AT-1), outros antagonistas de cálcio,
    agentes bloqueadores alfa-adrenérgicos, inibidores da PDE5 e
    alfa-metildopa, podem ter o seu efeito aumentado;
  • Beta-bloqueadores, usados para tratar a pressão alta e algumas
    doenças do coração, podem provocar queda muito forte da pressão e
    piorar o funcionamento do coração. Esses pacientes devem ser
    monitorados com muito cuidado;
  • Digoxina, usada para tratar doenças do coração, principalmente
    insuficiência cardíaca, pode ter seu efeito aumentado, podendo ser
    necessário ajuste de dose;
  • Quinidina, usada para o tratamento das alterações dos
    batimentos do coração – pode ser necessário ajuste de dose ao se
    iniciar ou terminar o tratamento com nifedipino, é preciso
    consultar o médico a respeito;
  • Tacrolimo, usado em doentes transplantados – quando for
    administrado junto com nifedipino poderá ser necessário reduzir a
    dose de tacrolimo.

Alguns medicamentos como antibióticos macrolídeos (p.ex.
eritromicina), antivirais usados para o tratamento de AIDS (p.ex.
ritonavir), antimicóticos azólicos (p.ex. cetoconazol),
antidepressivos nefazodona e fluoxetina,
quinupristina/dalfopristina, ácido valproico e cimetidina podem
aumentar as concentrações de nifedipino no sangue. Portanto, o
médico deve monitorar sua pressão arterial se você estiver tomando
um desses medicamentos juntamente com o nifedipino e, se
necessário, reduzir a dose de nifedipino.

Medicamentos que alteram o efeito do nifedipino se
tomados juntos:

Os seguintes medicamentos reduzem o efeito de
nifedipino:

Rifampicina (antibiótico):

Não pode ser administrada junto com nifedipino, fenitoína,
carbamazepina, fenobarbital (antiepilépticos).

Os seguintes medicamentos podem aumentar o efeito de
nifedipino:

Antibióticos macrolídeos (exceto azitromicina), p. ex.
eritromicina, antivirais usados para o tratamento de AIDS, p. ex.
ritonavir, antifúngicos azólicos, p. ex. cetoconazol,
antidepressivos como fluoxetina e nefazodona,
quinupristina/dalfopristina (antibióticos), ácido valproico
(antiepiléptico), cimetidina (para o tratamento de úlceras do
estômago ou do duodeno), cisaprida (para o tratamento de certas
doenças do estômago e do intestino).

Interação com Alimentos:

Não se deve tomar suco de toronja, conhecida também como
grapefruit, enquanto estiver em tratamento com nifedipino,
pois poderá ocorrer uma queda maior da pressão. Após o consumo
regular de suco de toronja, o efeito pode perdurar por, pelo menos,
três dias após a última ingestão do suco.

Outras Formas de Interação:

O nifedipino pode causar um falso aumento dos valores de ácido
vanililmandélico urinário determinados por alguns métodos
laboratoriais.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Interação Alimentícia do Adalat

O suco de toronja (grapefruit) inibe o sistema citocromo P450
3A4. A ingestão concomitante de suco de toronja e nifedipino
resulta em concentrações plasmáticas elevadas e prolonga a ação do
nifedipino devido à redução no metabolismo de primeira passagem ou
redução da depuração.

Como consequência, o efeito hipotensor pode aumentar. Após a
ingestão regular de suco de toronja, esse efeito
pode permanecer por pelo menos três dias após a última
ingestão. Portanto, deve-se evitar a ingestão de toronja/suco de
toronja durante o tratamento com nifedipino.

Ação da Substância Adalat

Resultados da eficácia

Coronariopatia

Observações em 3.668 pacientes de 23 estudos clínicos com
duração de tratamento de 14 dias até mais de 3 anos e doses diárias
de 10 – 60 mg mostraram eficácia do medicamento em 77% dos casos,
em média. Outros estudos em 7.400 pacientes com angina de peito
estável apresentaram sucesso terapêutico em 80% dos casos.

De forma correspondente, demonstrou-se eficácia bastante
satisfatória do nifedipino nos casos de espasmo coronário em 439
pacientes com angina de Prinzmetal (angina variante), com 87%
de êxito. O tratamento durou de 30 dias até mais de 5 anos; a dose
diária preferida foi de 30 – 40 mg; em casos isolados chegou-se a
80 e até um máximo de 120 mg. No caso da angina de peito instável,
o êxito terapêutico foi de 76% e na angina de peito com infarto
agudo do miocárdio, de 70%.

Hipertensão

Em vários estudos clínicos com duração entre uma semana e 14
meses adotaram-se na maioria dos casos doses diárias de 30 até 60
mg. A ação terapêutica manifestou-se claramente após
aproximadamente uma semana de tratamento e permaneceu inalterada
durante todo o período de observação. Globalmente comprovou-se uma
queda de pressão sistólica entre 25 e 48 mmHg e de pressão
diastólica entre 12 e 33 mmHg – dependendo da pressão arterial
inicial e da dose administrada.

Num estudo randomizado duplo-cego avaliou-se a ação
anti-hipertensiva do nifedipino em comparação com placebo em 16
pacientes. O tratamento durou 4 semanas em cada grupo e os
resultados constam da tabela abaixo.


Características Farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

O nifedipino é um antagonista do cálcio do tipo
1,4-diidropiridina. Os antagonistas do cálcio reduzem o influxo
transmembrana de íons de cálcio para o interior da célula através
do canal lento de cálcio. O nifedipino age particularmente nas
células do miocárdio e nas células da musculatura lisa das artérias
coronárias e dos vasos de resistência periférica.

No coração, o nifedipino dilata as artérias coronárias,
especialmente os vasos de grande calibre, mesmo no segmento da
parede livre de áreas parcialmente estenosadas. Além disso, o
nifedipino reduz o tônus da musculatura lisa vascular nas artérias
coronárias e evita vasoespasmos. O resultado final é o aumento do
fluxo sanguíneo pós-estenótico e aumento da oferta de oxigênio.
Paralelamente a isso, o nifedipino reduz a necessidade de oxigênio
com a redução da pós-carga.

Com o uso prolongado, o nifedipino também pode prevenir o
desenvolvimento de novas lesões ateroscleróticas nas artérias
coronárias.

O nifedipino reduz o tônus da musculatura lisa das arteríolas,
diminuindo desta forma a resistência periférica aumentada e,
consequentemente, a pressão arterial.

No início do tratamento com nifedipino pode haver aumento
reflexo transitório da frequência cardíaca e, portanto, no débito
cardíaco. No entanto, este aumento não é suficiente para compensar
a vasodilatação. O nifedipino aumenta também a excreção de sódio e
água, tanto no tratamento de curto prazo como no prolongado.

O efeito de redução da pressão arterial do nifedipino é
particularmente pronunciado em pacientes hipertensos.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O nifedipino é quase completamente absorvido após administração
oral. A disponibilidade sistêmica de nifedipino de liberação
imediata (nifedipino cápsulas) administrado oralmente é de 45 –
56%, devido ao efeito de primeira passagem. Atingem-se as
concentrações séricas e plasmáticas máximas em 30 a 60 min. A
administração com alimentos retarda, mas não reduz a absorção.

Distribuição

O nifedipino liga-se a 95% das proteínas plasmáticas (albumina).
A meia-vida de distribuição após administração intravenosa tem sido
determinada como 5 a 6 minutos.

Metabolismo/Biotransformação

Após administração oral, o nifedipino é metabolizado na parede
intestinal e no fígado, sobretudo por meio de processos oxidativos.
Esses metabólitos não apresentam atividade farmacodinâmica.

O nifedipino é excretado na forma de metabólitos,
predominantemente por via renal, e cerca de 5 – 15% são excretados
por via biliar, nas fezes.

Na urina recuperam-se somente traços da substância intacta
(menos de 0,1%).

Eliminação/Excreção

A meia-vida terminal de eliminação da formulação convencional de
cápsula de nifedipino é de 1,7 a 3,4 horas. Não há relatos de
acúmulo da substância após tratamento prolongado com as doses
habituais. Não se detectaram alterações substanciais nos pacientes
com disfunção renal em comparação com voluntários sadios.

Em um estudo comparando a farmacocinética do nifedipino de
pacientes com disfunção hepática leve (Child-Pugh A) ou moderada
(Child-Pugh B) com pacientes com função hepática normal, a
depuração de nifedipino oral foi reduzida, 48% (Child-Pugh A) e 72%
(Child-Pugh B), em média.

Como resultado a ASC e Cmáx de nifedipino aumentaram
em média 93% e 64% (Child-Pugh A) e 253% e 171% (Child-Pugh B),
respectivamente, em comparação com pacientes com função hepática
normal.

A farmacocinética do nifedipino não foi investigada em
pacientes com insuficiência hepática grave.

Dados pré-clínicos de segurança

Os dados pré-clínicos baseados nos estudos convencionais de
toxicidade de doses únicas e múltiplas, de genotoxicidade e de
potencial carcinogênico não revelam nenhum dano especial a
humanos.

Toxicidade reprodutiva

Foi demonstrado que o nifedipino é teratogênico em ratos,
camundongos e coelhos por induzir deformidades digitais,
malformações das extremidades, fendas palatinas, fendas esternais e
malformações das costelas.

As deformidades digitais e as malformações das extremidades são
provavelmente resultado do comprometimento do fluxo sanguíneo
uterino, mas também se observou entre os animais que somente haviam
recebido nifedipino após o término do período organogenético.

A administração de nifedipino foi associada a diversos efeitos
embriotóxicos, placentotóxicos e fetotóxicos, como atrofia fetal
(ratos, camundongos e coelhos), placentas pequenas e vilosidades
coriônicas pouco desenvolvidas (macacos), mortes embrionárias e
fetais (ratos, camundongos e coelhos) e prolongação da
gestação/diminuição da sobrevivência neonatal (ratos; não se
avaliou outra espécie).

Todas as doses associadas a efeitos teratogênicos, embriotóxicos
ou fetotóxicos em animais produziram toxicidade materna e eram
muitas vezes superiores à dose máxima recomendada para humanos.

Cuidados de Armazenamento do Adalat

A substância ativa de Adalat é altamente sensível à luz. As
cápsulas devem ser mantidas dentro da embalagem, protegidas da
umidade e da luz, e só deverão ser retiradas do blister
imediatamente antes de sua administração. Conservar em temperatura
ambiente, entre 15°C e 30°C.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características Organolépticas:

Adalat cápsulas é uma cápsula gelatinosa mole, oblonga, de cor
laranja, e que não tem cheiro característico.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Adalat

MS – 1.7056.0052.

Farm. Resp.:

Dra. Dirce Eiko Mimura.
CRF-SP n° 16532.

Fabricado por:

Catalent Germany Eberbach GmbH.
Eberbach – Alemanha.

Embalado por:

Bayer Pharma AG.
Leverkusen – Alemanha.

Importado por:

Bayer S.A.
Rua Domingos Jorge, 1.100 – Socorro.
04779-900 – São Paulo – SP.
C.N.P.J. n° 18.459.628/0001-15.

SAC – 0800 702 1241.

Venda sob prescrição médica.

Adalat, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.