Zostavax Bula

Zostavax

Se você tiver herpes-zóster, mesmo após ser vacinado,
Zostavax® poderá ajudar a prevenir a nevralgia
prolongada (dor relacionada aos nervos) que pode acompanhar o
herpes-zóster. Zostavax® também pode reduzir a
intensidade e a duração da dor causada pelo herpes-zóster.

Zostavax® é utilizada em adultos a partir de 50 anos
de idade.

Zostavax® pode ser administrada ao mesmo tempo que a
vacina influenza (inativada).

Como o Zostavax funciona?


Zostavax® ativa o sistema imunológico para ajudar a
protegê-lo do herpes-zóster.

A exemplo de qualquer vacina, Zostavax® pode não
proteger todas as pessoas que a recebem.

Zostavax® não pode ser utilizada para tratar o
herpes-zóster ou a dor associada a ele já existente.

O risco de desenvolver herpes-zóster parece estar relacionado à
diminuição da imunidade específica ao vírus varicela-zóster (VVZ)
vivo. Zostavax® demonstrou aumentar a imunidade
específica ao VVZ. Considera-se que essa imunidade seja o mecanismo
que proteja o organismo contra o herpes-zóster e suas
complicações.

Por que devo receber Zostavax®?

O herpes-zóster pode ser uma doença muito dolorosa e
potencialmente debilitante. O herpes-zóster pode causar nevralgia
prolongada e outras complicações graves. É uma doença imprevisível
que pode ocorrer a qualquer momento, sem aviso. Quase todo adulto
já teve catapora e, portanto, apresenta risco de ter
herpeszóster.

O risco aumenta com a idade, principalmente após os 50 anos de
idade. Zostavax® é o único produto aprovado para a
prevenção do herpes-zóster e da nevralgia relacionada ao mesmo. Se
você tiver herpeszóster, mesmo após ser vacinado,
Zostavax® poderá ajudar a reduzir a intensidade e a
duração da nevralgia.

O que é o herpes-zóster?

O herpes-zóster é uma erupção cutânea dolorosa popularmente
conhecida como ‘cobreiro’, que se caracteriza pela formação de
bolhas que podem resultar em pequenas feridas. As bolhas podem
durar várias semanas. Elas frequentemente aparecem em uma parte do
corpo. A nevralgia do herpes-zóster pode durar meses ou mesmo anos
após a cicatrização das erupções cutâneas.

O que causa o herpes-zóster?

O herpes-zóster é causado pelo mesmo vírus que causa a catapora
(varicela). Após a cura das bolhas da catapora, o vírus permanece
silencioso nas células nervosas do seu corpo. O vírus pode ficar lá
por muitos anos sem provocar problemas, mas, às vezes, ele se torna
ativo novamente. Se isso ocorre, ele pode causar uma erupção
cutânea bolhosa e dolorosa.

O herpes-zóster é grave?

O herpes-zóster pode ser grave. Às vezes, a nevralgia ocasionada
pelo herpes-zóster pode ser intensa e durar meses ou anos. Em
algumas pessoas, essa nevralgia pode interferir nas atividades
diárias normais, como caminhar e dormir, e nas atividades sociais.
A dor do herpes-zóster também pode causar distúrbios emocionais. As
pessoas que têm herpes-zóster relatam a dor de várias formas:
alguns como uma queimação ou pulsação, outros como perfurante,
penetrante e/ou cortante. Pode ocorrer dor intensa a partir de
situações tão corriqueiras como uma brisa ou um toque da roupa na
pele.

Além de dor intensa, as pessoas com herpes-zóster podem
apresentar outras complicações, como:

Cicatrizes, infecções bacterianas na pele, fraqueza,
paralisia muscular, perda da audição ou da visão.

O herpes-zóster pode levar à hospitalização. Em casos raros, o
herpes-zóster pode levar à morte.

Eu corro risco de contrair herpes-zóster?

Quase todo adulto que teve catapora, apresenta risco de ter
herpes-zóster. O risco aumenta com a idade, principalmente após os
50 anos de idade. Estima-se que, na população em geral, o risco de
desenvolver herpes-zóster seja de cerca de 30% durante toda a vida.
Nas pessoas com 85 anos de idade, calcula-se que uma em cada duas
terá essa doença.

Contraindicação do Zostavax

Você não deve receber Zostavax®
se:

  • For alérgico a algum dos ingredientes (isso inclui alergia à
    gelatina ou à neomicina);
  • Tiver o sistema imunológico comprometido;
  • Tiver tuberculose ativa não tratada;
  • Estiver grávida.

Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres
grávidas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Como usar o Zostavax

Zostavax® é administrada em dose única injetável por
via subcutânea (abaixo da pele).

Zostavax® pode ser administrada ao mesmo tempo que a
vacina influenza (inativada).

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Zostavax?


Zostavax® é administrada em dose única injetável.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Zostavax

Você deve dizer ao médico se:

  • Apresenta ou apresentou qualquer problema de saúde;
  • Está tomando medicamentos que podem enfraquecer seu sistema
    imunológico;
  • Apresenta alergias, incluindo alergia à gelatina ou à
    neomicina;
  • Apresenta febre;
  • Apresenta infecção por HIV.

Dirigir veículos ou operar máquinas

Não há informações que indiquem que Zostavax® afete a
capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Reações Adversas do Zostavax

A exemplo de qualquer vacina, Zostavax® pode causar
eventos adversos. Nos estudos, os eventos adversos mais comuns
(ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
ocorreram no local da injeção. Esses eventos adversos incluíram
vermelhidão, dor, inchaço, nódulo duro, coceira, calor e ferimento
no local da injeção. Também houve relato de dor de cabeça e dor no
braço ou na perna.

Os eventos adversos adicionais a seguir foram relatados
com Zostavax®

  • Reações alérgicas, que podem ser graves e podem incluir
    dificuldade para respirar ou engolir. Se você apresentar uma reação
    alérgica, ligue imediatamente para seu médico;
  • Catapora;
  • Febre;
  • Urticária no local da injeção;
  • Dor articular;
  • Dor muscular;
  • Nausea;
  • Erupção cutânea;
  • Erupção cutânea no local da injeção;
  • Herpes-zóster;
  • Gânglios inchados próximo ao local da injeção (o inchaço pode
    durar alguns dias a algumas semanas);
  • Síndrome de Guillain-Barré (fraqueza muscular, sensações
    anormais, formigamento nos braços, pernas e parte superior do
    corpo);
  • Perda de movimentos do músculo facial.

Consulte o profissional de saúde responsável para obter uma
lista completa de eventos adversos. Informe imediatamente seu
médico sobre sintomas incomuns ou graves que surgirem depois de
receber Zostavax®. Se a condição persistir ou piorar,
procure seu médico.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as
pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo
que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos
adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu
médico ou cirurgião-dentista.

População Especial do Zostavax

Gravidez e amamentação

Esta vacina não deve ser administrada a mulheres grávidas.
Mulheres em idade fértil devem tomar as precauções necessárias para
evitar a gravidez durante 3 meses após a vacinação.

Informe o médico ou o profissional de saúde se estiver
amamentando ou se pretende amamentar. O médico ou o profissional de
saúde decidirá se Zostavax® deve ser administrada a
você.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Crianças

O uso de Zostavax® não é recomendado para essa faixa
etária.

Composição do Zostavax

Cada dose de 0,65 mL contém:

Pelo menos 19.400 UFP (Unidades Formadoras de Placa) de vírus
varicela-zóster (VVZ) da cepa Oka/Merck.

Zostavax®, quando reconstituída conforme indicado, é
uma preparação estéril para administração subcutânea. Após
reconstituição, a vacina deve ser imediatamente utilizada para
minimizar a perda de potência.

Excipientes:

sacarose, gelatina (suína hidrolisada), ureia, cloreto de sódio,
levoglutamato de sódio monoidratado, fosfato de sódio dibásico,
fosfato de potássio monobásico, cloreto de potássio, componentes
residuais de células MRC-5 incluindo DNA e proteína, traços de
neomicina e soro de bezerro. O produto não contém conservantes.

Diluente:

água para injetáveis.

Apresentação do Zostavax


Zostavax® é apresentada em cartucho contendo 1
frasco-ampola de dose única com pó liófilo injetável acompanhado de
1 frasco-ampola com diluente.

Uso subcutâneo.

Uso adulto (a partir de 50 anos de idade).

Superdosagem do Zostavax

Não há dados disponíveis sobre superdosagem.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Zostavax

Zostavax® pode ser aplicada ao mesmo tempo que a
vacina influenza (inativada).

Zostavax® não deve ser misturada a nenhum outro
medicamento na mesma seringa. Outros medicamentos devem ser
administrados em injeções separadas e em locais diferentes do
corpo.

Zostavax® não deve ser aplicada ao mesmo tempo que a
Pneumovax™ 23 [vacina pneumocócica 23- valente (polissacarídica)].
Para mais informações sobre estas vacinas, converse com seu médico
ou profissional de saúde, pois pode ser melhor aplicar estas
vacinas com, pelo menos, 4 semanas de intervalo.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Zostavax

Resultados de Eficácia


Estudos clínicos

Avaliação da eficácia clínica conferida por Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa)

Estudo de Segurança e Eficácia de Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) (ESEZ) em indivíduos de 50 a 59 anos de idade No
estudo (ESEZ) com Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) , um
ensaio clínico controlado com placebo e duplo-cego, no qual 22.439
indivíduos de 50 a 59 anos de idade foram distribuídos de maneira
randômica para receber dose única de Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) (n=11.211) ou placebo (n=11.228) e foram
acompanhados quanto ao desenvolvimento do herpes-zóster por uma
média de 1,3 anos (intervalo de 0 a 2 anos). Todos os casos
suspeitos de herpes-zóster foram julgados por um comitê de
avaliação clínica. A confirmação final dos casos de herpes-zóster
foi realizada pela reação em cadeia da polimerase (PCR) (86%), ou
na ausência de detecção do vírus, conforme determinado pelo comitê
de avaliação clínica (14%). Vírus da Varicela-Zoster (substância
ativa) reduziu significantemente a incidência de herpes-zóster
quando comparada com o placebo (30 casos [2,0/1.000 pessoas-ano]
versus 99 casos [6,6/1000 pessoas-ano], respectivamente;
plt;0,001). A eficácia protetora de Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) contra o herpes-zóster foi de 69,8% (IC 95%:
54,1 a 80,6%).

Estudo de Prevenção do Zóster (EPZ) em indivíduos a
partir de 60 anos de idade

No Estudo de Prevenção do Zóster (EPZ), um ensaio clínico
controlado com placebo e duplo-cego de Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) , 38.546 indivíduos a partir dos 60 anos de
idade foram distribuídos de maneira randômica para receber dose
única de Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) (n=19.270) ou
de placebo (n=19.276) e foram acompanhados quanto ao
desenvolvimento de herpes-zóster em média por 3,1 anos (intervalo
de 1 dia a 4,9 anos). A randomização foi estratificada por idade,
60 a 69 e ≥70 anos de idade. Todos os casos suspeitos de
herpes-zóster foram julgados por um comitê de avaliação clínica.
Foi realizada a confirmação final dos casos de herpes-zóster por
PCR, cultura local ou decisão do comitê de avaliação clínica, nessa
ordem. Nos dois grupos vacinados (Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) e placebo), os indivíduos que desenvolveram
herpes-zóster receberam fanciclovir e, quando necessário,
medicamentos para dor. A gravidade da dor foi avaliada de acordo
com a pontuação de “pior dor” em uma escala de 0 a 10, utilizando o
inventário resumido de dor do zóster, um questionário validado. Uma
pontuação ≥3 foi considerada clinicamente significativa, pois se
correlaciona com interferência significativa nas atividades da vida
diária (AVD). Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) reduziu
significativamente o risco de desenvolvimento de herpes-zóster e
NPH, em comparação ao placebo. Além disso, Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) reduziu significativamente a dor aguda e crônica
associada ao herpes-zóster, medida pela escala de impacto da doença
(IDD) da dor do herpes-zóster (Tabela 1).

Tabela 1

Eficácia de Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa)
comparada ao placebo no Estudo de Prevenção do Zóster

Desfecho

Eficácia da vacina

IC de 95%

Incidência de herpes-zóster

51%

44% a 58%

Incidência de neuralgia
pós-herpética*

67%

48% a 79%

IDD de dor do herpes-zóster**

61%

51% a 69%

*Dor clinicamente significativa relacionada ao herpes-zóster que
surge ou persiste pelo menos 90 dias após o início da erupção
cutânea.
**A pontuação IDD de dor do herpes-zóster é uma pontuação composta
que incorpora incidência, gravidade e duração da dor aguda e
crônica associada ao herpes-zóster ao longo do acompanhamento de 6
meses.

Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) diminuiu
significativamente a incidência de herpes-zóster em comparação ao
placebo (315 casos [5,4/1.000 pessoas-ano] versus 642 casos
[11,1/1.000 pessoas-ano], respectivamente; plt;0,001). A eficácia
protetora de Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) foi de 51%
(IC de 95%: 44% a 58%). Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa)
reduziu a incidência de herpes-zóster em 64% (IC de 95%: 56% a 71%)
em indivíduos com 60 a 69 anos de idade e em 38% (IC de 95%: 25% a
48%) em indivíduos com ≥ 70 anos de idade. A incidência cumulativa
de herpes-zóster ao longo do tempo naqueles que receberam a vacina
também foi significativamente reduzida (plt;0,001; Figura 1).

Figura 1 – Curva de Kaplan-Meier da incidência
cumulativa de herpes-zóster ao longo do tempo* no Estudo de
Prevenção do Zóster

* Um número limitado de indivíduos foi acompanhado após o ano
4.

Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) diminuiu a
incidência de NPH em comparação ao placebo (27 casos [0,5/1.000
pessoas-ano] versus 80 casos [1,4/1.000 pessoas-ano],
respectivamente; plt;0,001). Nesse estudo, a definição de NPH foi
dor clinicamente significativa associada ao herpes-zóster que surge
ou persiste pelo menos 90 dias após o início da erupção cutânea. A
eficácia protetora de Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa)
contra NPH foi de 67% (IC de 95%: 48% a 79%) e a redução da
incidência da NPH foi semelhante nos dois grupos etários (60 a 69 e
≥ 70 anos de idade). Além disso, a eficácia de Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) não se alterou
significativamente quando se definiu a NPH com outros limites
alternativos de tempo (30, 60, 120 ou 182 dias) para duração da
dor. Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) reduziu
significativamente a incidência cumulativa de NPH ao longo do tempo
em comparação ao placebo (plt;0,001; Figura 2).

Figura 2.  Curva de Kaplan-Meier da incidência
cumulativa de neuralgia pós-herpética ao longo do tempo* no Estudo
de Prevenção do Zóster:

* Foi acompanhado um número limitado de indivíduos após o ano
4.

Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) reduziu a pontuação
da escala de IDD da dor do herpes-zóster em aproximadamente 61% (IC
de 95% : 51% a 69%), em comparação ao placebo. Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) reduziu a pontuação da escala de
IDD da dor do herpes-zóster em extensão similar para as duas faixas
etárias (60 a 69 e ≥ 70 anos de idade). A pontuação da escala de
IDD da dor do herpes-zóster é uma pontuação composta que incorpora
incidência, gravidade e duração da dor aguda e crônica associada ao
herpes-zóster ao longo do acompanhamento de 6 meses.

Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) reduziu a incidência
de dor grave e de longa duração associada ao herpes-zóster
(pontuação de gravidade por duração da dor gt; 600) em 73% (IC de
95% : 46% a 87%) em comparação ao placebo. Onze pacientes que
receberam Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) apresentaram
pontuações de gravidade por duração gt; 600, em comparação com 40
indivíduos que receberam placebo (Figura 3). Entre os indivíduos
que desenvolveram herpes-zóster, Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) reduziu significativamente a dor relacionada ao
herpes-zóster em comparação ao placebo. Ao longo do período de
acompanhamento de 6 meses, houve redução de 22% na pontuação de
gravidade por duração (pontuações médias de 141 para Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) e 181 para o placebo; p=
0,008).

Figura 3. Pontuação de gravidade por duração da dor
associada ao herpes-zóster ao longo do tempo no Estudo de Prevenção
do Zóster*:

* O suplemento apresenta o número de indivíduos com pontuação de
gravidade por duração gt; 600. Por exemplo, a pior dor diária
classificada com a pontuação máxima de 10 por gt; 60 dias
resultaria em pontuação de gravidade por duração gt; 600.

Entre os indivíduos vacinados que desenvolveram NPH, Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) reduziu significativamente a dor
associada à NPH em comparação ao placebo. No período de 90 dias
após o início da erupção cutânea até o final do acompanhamento,
houve redução de 57% na pontuação de gravidade por duração
[pontuações médias de 347 para Vírus da Varicela-Zoster (substância
ativa) e 805 para o placebo; p= 0,016].

Para avaliar o impacto de Vírus da Varicela-Zoster (substância
ativa) na interferência nas AVD associadas ao herpes-zóster, foi
calculada uma pontuação combinada para cada indivíduo, baseada na
interferência nas atividades gerais, humor, deambulação, trabalho
normal, relacionamentos sociais, sono e satisfação com a vida. Cada
item foi avaliado em uma escala de 0 a 10 (0 – nenhuma
interferência; 10 – interferência máxima). Em comparação com o
placebo, Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) proporcionou
redução favorável, mas não estatisticamente significativa (8%), do
risco de apresentar interferência significativa nas AVD (definida
como pontuação combinada de interferência nas AVD ≥ 2 por ≥ 7
dias), além da eficácia da vacina para herpes-zóster. Entre os
indivíduos vacinados que desenvolveram herpes-zóster, Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) reduziu significativamente a
interferência nas AVD em comparação ao placebo. Ao longo do período
de acompanhamento de 6 meses, houve redução de 31% na pontuação de
gravidade por duração para interferência nas AVD combinadas
(pontuações médias de 57 para Vírus da Varicela-Zoster (substância
ativa) e 83 para o placebo; p= 0,002).

O uso de medicamentos antivirais em até 72 horas do início da
erupção cutânea do herpes-zóster não alterou a eficácia de Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) na incidência de dor do
herpes-zóster ou de NPH. As proporções de indivíduos que utilizaram
medicamentos com efeitos analgésicos foram equilibradas entre os
grupos, portanto o uso desses medicamentos provavelmente não
contribuiu para a redução da incidência de dor do herpes-zóster ou
de NPH.

Foram relatadas menos complicações por indivíduos que receberam
Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) em comparação aos
indivíduos que receberam placebo. O número de indivíduos com
complicações específicas do herpes-zóster, relatado no EPZ com
frequência ≥ 1%, encontra-se na Tabela 2.

Tabela 2 – Número de indivíduos com complicações
específicas* do herpes-zóster relatadas no Estudo de Prevenção do
Zóster

 

Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa)

Placebo

Complicação

(N = 19.270)

(N = 19.276)

(n = 321)

(n = 659)

Alodinia

135 310

Superinfecção bacteriana

3 7

Disseminação

5 11

Comprometimento da visão**

2 9

Paralisia de nervos periféricos
(motora)

5 12

Ptose**

2 9

Cicatrizes

24 57

Perda sensorial

7 12

N= número de indivíduos randomizados.
n= número de casos de herpes-zóster, incluindo casos que ocorreram
até 30 dias pós-vacinação, com dados disponíveis.
*Complicações relatadas com frequência ≥ 1% em pelo menos um grupo
vacinado entre os indivíduos com herpes-zóster.
**Houve herpes-zóster oftálmico em 35 indivíduos que receberam
Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) versus 69 indivíduos
que receberam placebo.

Foram relatadas complicações viscerais como pneumonite, hepatite
e meningoencefalite por menos de 1% dos indivíduos com
herpes-zóster (3 casos de pneumonite e 1 caso de hepatite no grupo
placebo; 1 caso de meningoencefalite no grupo da vacina).

Estudo de eficácia em longo prazo em indivíduos a partir
de 50 anos de idade

Uma análise interina de um grande estudo de coorte observacional
prospectivo, em andamento nos Estados Unidos, sobre a eficácia a
longo prazo de Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) em
indivíduos com idade ≥ 50 anos no momento da vacinação, mostrou que
Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) é eficaz na redução da
incidência de herpes-zóster (HZ) e NPH em indivíduos vacinados
quando comparados a um grupo referência não vacinado.

Durante o período de 2007 a 2014, em um grupo de 1.355.720
participantes do estudo, 392.677 receberam Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa). Um total de 48.889 casos confirmados de HZ e
3.316 casos confirmados de NPH (gt; 90 dias de dor associada ao
zoster) foram observados.

A eficácia da vacina (EV) contra HZ foi avaliada por até oito
anos após a vacinação. A EV estimada por idade na vacinação e a
taxa estimada de EV durante os primeiros 3 e 5 anos pós-vacinação
são mostradas abaixo (ver Tabela 3).

Tabela 3 – EV* de Vírus da Varicela-Zoster (substância
ativa) contra HZ ao longo do Período do Estudo e Taxa acima de 3 e
5 anos, por Idade de Vacinação. 2007 a 2014

*EV foi estimada para o primeiro episódio de herpes-zoster
durante o acompanhamento e foi calculado como (1-relação de
risco)*100.
† Modelo Cox ajustado por tempo no calendário, idade, sexo, raça/
grupo étnico, utilização de recurso de cuidado da saúde
(administração de vacina influenza (inativada), número de visitas
ao ambulatório por ano), condições de comorbidade (taxa DxCG,
pontuação de risco HCUP), estado imunocomprometido durante
acompanhamento.
‡ EV ao longo do Período de Estudo é a EV calculada sob a duração
total do estudo (2007-2014) no momento dessa análise interina.
§ Média EV foi calculada como a taxa medida da EV anual estimada
através de 3 e 5 anos, respectivamente, nas quais as medidas são
proporções do período total coberto.
¶ Dados não disponíveis no momento dessa análise interina.
Abreviações: EV eficácia da vacina; IC intervalo de confiança; DxCG
grupo de custo do diagnóstico; HCUP projeto de utilização e custo
dos cuidados de saúde.

Da mesma forma, EV contra NPH foi avaliada por até oito anos
após a vacinação. EV estimada por idade na vacinação e a taxa de EV
estimada sob os primeiros 3 e 5 anos após a vacinação são mostradas
abaixo (ver Tabela 4).

Tabela 4 – EV* de Vírus da Varicela-Zoster (substância
ativa) contra NPH ao longo do Período do Estudo e Taxa acima de 3 e
5 anos, por Idade de Vacinação. 2007 a 2014

*EV foi estimada para o primeiro episódio de herpes-zoster
durante o acompanhamento e foi calculado como (1-relação de risco
)*100.
† Modelo Cox ajustado por tempo no calendário, idade, sexo, raça/
grupo étnico, utilização de recurso de cuidado da saúde
(administração de vacina influenza (inativada), número de visitas
ao ambulatório por ano), condições de comorbidade (taxa DxCG,
pontuação de risco HCUP), estado imunocomprometido durante
acompanhamento.
‡ EV ao longo do Período de Estudo é a EV calculada sob a duração
total do estudo (2007-2014) no momento dessa análise interina.
§ Média EV foi calculada como a taxa medida da EV anual estimada
através de 3 e 5 anos, respectivamente, nas quais as medidas são
proporções do período total coberto.
¶ Dados não disponíveis no momento dessa análise interina.

Abreviações:

EV eficácia da vacina; IC intervalo de confiança; DxCG grupo de
custo do diagnóstico; HCUP projeto de utilização e custo dos
cuidados de saúde.

Imunogenicidade de Vírus da Varicela-Zoster (substância
ativa)

No Estudo de Segurança e Eficácia de Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) (ESEZ), as respostas imunes à vacinação foram
avaliadas em um subgrupo aleatório de 10% [n= 1.136 para Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) e n= 1.133 para o placebo] dos
indivíduos recrutados no ESEZ. Vírus da Varicela-Zoster (substância
ativa) induziu respostas imunes específicas para o VVZ mais
acentuadas 6 semanas pós-vacinação em comparação ao placebo.
Elevações dos níveis de anticorpos contra o VVZ, avaliados pelo
ensaio de imunoadsorção enzimática da glicoproteína (gpELISA),
foram demonstradas [diferença de 2,3 vezes (IC 95%: 2,2 a 2,4)],
média geométrica dos títulos [MGT] de 664 versus 288 unidades/mL de
gpELISA, plt; 0,001).

No Estudo de Prevenção do Zóster (EPZ), foram avaliadas as
respostas imunes à vacinação em um subgrupo dos indivíduos
recrutados (N=1.395). Seis semanas pós-vacinação, Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) gerou maiores respostas imunes
específicas para o VVZ em comparação ao placebo. Foi demonstrado
aumento do título de anticorpos contra o VVZ, medido pelo ensaio de
imunoadsorção enzimática da glicoproteína (gpELISA) (diferença de
1,7 vez, MGT de 479 versus 288 unidades/mL de gpELISA, plt; 0,001)
e da atividade de células T, medida pelo ensaio imunospot ligado a
enzimas de gamainterferona para VVZ (IFN-y ELISPOT) (diferença de
2,2 vezes, MGT de 70 versus 32 células formadoras de mácula por
milhão de células mononucleares do sangue periférico [SFC/106
PBMC], plt; 0,001).

Numa análise integrada de dois ensaios clínicos que avaliou a
resposta imune de Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) 4
semanas pós-vacinação, as respostas foram geralmente semelhantes em
indivíduos de 50 a 59 anos de idade (N= 389) quando comparado à
indivíduos ≥ 60 anos de idade (N= 731) (MGT de 668 versus 614
unidades/mL de gpELISA, respectivamente). A elevação da média
geométrica da resposta imune pós-vacinação medida pelo gpELISA foi
de 2,6 vezes (IC de 95%: 2,4 a 2,9) em indivíduos entre 50 a 59
anos de idade e 2,3 vezes (IC de 95%: 2,1 a 2,4) em indivíduos a
partir de 60 anos de idade.

Subestudo de Persistência em Curto Prazo (SPCP) do
Estudo de Prevenção do Zóster (EPZ)

O SPCP foi iniciado para ter informações adicionais sobre a
persistência da eficácia da vacina e manter um subgrupo de
indivíduos para o subestudo de persistência em longo prazo (SPLP).
O SPCP incluiu 7.320 indivíduos previamente vacinados com Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) e 6.950 indivíduos previamente
vacinados com placebo no EPZ. A média etária no recrutamento no
SPCP foi de 73,3 anos. Durante o SPCP, foi oferecido aos indivíduos
que tinham recebido placebo a vacina Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) , no momento em que foram considerados como
tendo concluído o STPS.

As análises do SPCP para a eficácia da vacina se baseiam em
dados coletados, previamente 4 a 7 anos pós-vacinação no EPZ. A
mediana de acompanhamento no SPCP foi aproximadamente 1,2 anos
(intervalo de 1 dia a 2,2 anos). No SPCP, houve 84 casos
notificados de herpeszóster no grupo de Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) e 95 casos notificados no grupo do placebo. A
eficácia estimada da vacina para a incidência de herpeszóster
durante o período de acompanhamento do SPCP foi de 39,6% (18,2% a
55,5%). A eficácia estimada da vacina para a incidência de NPH foi
de 60,1% (-9,8% a 86,7%). A eficácia estimada da vacina para a IDD
de dor do herpes-zóster foi de 50,1% (14,1% a 71,0%).

Não foram relatados eventos adversos graves relacionados à
vacina no SPCP.

Subestudo de Persistência em Longo Prazo (SPLP) do
Estudo de Prevenção do Zóster (EPZ):

Após a conclusão do SPCP, o estudo aberto SPLP avaliou a duração
da proteção contra o herpes-zóster, NPH e IDD de dor associada ao
herpes-zóster de Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) em
indivíduos vacinados no EPZ. Um total de 6.867 indivíduos
previamente vacinados com Vírus da Varicela-Zoster (substância
ativa) no EPZ participou do SPLP. A média etária no momento do
recrutamento no SPLP foi de 74,5 anos.

Devido ao fato de ter sido oferecida a vacina aos indivíduos que
haviam recebido previamente placebo durante o SPCP, não estava
disponível grupo controle concorrente de placebo para o cálculo da
eficácia da vacina no SPLP. Assim, os dados dos indivíduos que
haviam recebido previamente placebo foram utilizados como grupo de
referência para calcular a eficácia da vacina no SPLP.

As análises do SPLP para a eficácia da vacina se baseiam em
dados obtidos previamente a partir do ano 7 até o ano 10
pós-vacinação do EPZ. A mediana de acompanhamento durante o SPLP
foi de aproximadamente 3,9 anos (intervalo de uma semana a 4,75
anos). Houve 263 casos notificados de HZ durante o SPLP. A eficácia
estimada da vacina para a incidência de herpes-zóster durante o
período de acompanhamento do SPLP foi de 21,1% (10,9% a 30,4%). A
eficácia estimada da vacina para a incidência de NPH foi de 35,4%
(8,8% a 55,8%). A eficácia estimada da vacina para a IDD de dor
associada a herpes-zóster foi de 37,3% (26,7% a 46,4%). A eficácia
observada da vacina no SPLP é geralmente consistente com a eficácia
de Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) observado durante o
grupo de 70 anos de idade no EPZ, e é consistente com a idade atual
do grupo do estudo.

Não foram relatados eventos adversos graves relacionados à
vacina no SPLP.

Imunogenicidade após a administração
concomitante:

Em ensaio clínico controlado e, duplo-cego, 762 adultos a partir
de 50 anos de idade foram randomizados para receberem dose única de
Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) administrada
concomitantemente (N=382) ou não (N=380) com a vacina influenza
(inativada). Indivíduos incluídos no grupo concomitante receberam
Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) e vacina influenza no
dia 1 e o placebo na semana 4.

Indivíduos incluídos no grupo não concomitante receberam a
vacina influenza e placebo no dia 1 e Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) na semana 4. As respostas de anticorpos para as
duas vacinas, 4 semanas pós-vacinação, foi semelhante, quando
administradas concomitantemente ou não. Em outro estudo duplo-cego,
controlado, 882 adultos nos EUA, acima de 50 anos (idade média = 60
anos), foram randomizados para receber a vacina influenza
quadrivalente (inativada) e Vírus da Varicela-Zoster (substância
ativa) simultaneamente (N=440), ou a vacina influenza quadrivalente
(inativada) isoladamente após 4 semanas com Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) isoladamente (N=442). As
respostas de anticorpos para ambas as vacinas 4 semanas após
vacinação foram semelhantes em ambos os grupos.

Em ensaio clínico controlado e, duplo-cego, 473 adultos a partir
dos 60 anos de idade foram randomizados para receber Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) e PNEUMOVAXTM 23 (vacina
pneumocócica 23-valente (polissacarídica)) concomitantemente (N=
237), ou PNEUMOVAXTM 23 isoladamente seguida 4 semanas depois de
Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) isoladamente (N= 236).
Em quatro semanas pós-vacinação, os níveis de anticorpos VVZ após o
uso concomitante foram significativamente menores que os níveis de
anticorpos VVZ pós-administração não concomitante [MGT de 338
versus 484 unidades gpELISA/mL, respectivamente; razão de MGT =
0,70 (IC 95% : 0,61 a 0,80)]. Os níveis de anticorpos VVZ 4 semanas
pós-vacinação aumentaram 1,9 vezes (IC 95% : 1,7 a 2,1); atingindo
o critério de aceitação pré-especificado) no grupo concomitante
versus 3,1 vezes (IC 95%: 2,8 a 3,5) no grupo não concomitante. Os
MGT para os antígenos da PNEUMOVAXTM 23 foram comparáveis entre os
dois grupos. O uso concomitante de Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) e PNEUMOVAXTM 23 demonstrou perfil de segurança
que foi geralmente similar ao das duas vacinas não administradas
concomitantemente.

Imunogenicidade em indivíduos com histórico de
herpes-zóster (HZ) antes da vacinação:

Em ensaio clínico randomizado, controlado com placebo e
duplo-cego, Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) foi
administrada a 100 indivíduos ≥50 anos de idade com histórico de
herpes-zóster (HZ) antes da vacinação para avaliar a
imunogenicidade de Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa).
Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) induziu resposta imune
específica para o VVZ significativamente maior conforme medido por
gpELISA 4 semanas pós-vacinação, em comparação ao placebo
(diferença de 2,1 vezes (IC 95% : 1,5 a 2,9, plt;0,001, MGT de 812
versus 393 unidades gpELISA/ml). As respostas de anticorpos VVZ
foram geralmente similares em indivíduos com 50 a 59 em comparação
com indivíduos ≥60 anos de idade.

Imunogenicidade em indivíduos em uso de corticoterapia
sistêmica ou uso crônico/de manutenção:

Em ensaio clínico randomizado, controlado com placebo e duplo
cego, Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) foi administrada
a 206 indivíduos a partir de 60 anos de idade que estavam em uso de
corticoterapia sistêmica de manutenção/crônica com dose diária
equivalente a 5 a 20 mg de prednisona por pelo menos 2 semanas
antes da recrutamento no estudo e 6 semanas ou mais pós-vacinação
para avaliar o perfil de imunogenicidade e segurança de Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa). Comparado com o placebo, Vírus
da Varicela-Zoster (substância ativa) induziu maior resposta imune
específica de anticorpos VVZ, medidos por gpELISA 6 semanas
pós-vacinação (MGT de 531,1 versus 224,3 unidades gpELISA/mL,
respectivamente). A elevação da média geométrica da resposta de
anticorpos VVZ, medida por gpELISA, da pré-vacinação a
pós-vacinação foi de 2,3 (IC 95% : 2,0 a 2,7) no grupo Vírus da
Varicela-Zoster (substância ativa) comparado com 1,1 (IC 95% : 1,0
a 1,2) no grupo placebo

Imunogenicidade em indivíduos com infecção
HIV:

Em ensaio clínico randomizado, controlado com placebo e duplo
cego, Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) foi administrada
em esquema de 2 doses em adultos infectados com HIV (a partir de 18
anos de idade) sob terapia antirretroviral combinada potente com
função imune conservada (contagem células T CD4+ ≥200 células/L).
Apesar do esquema de 2 doses ter sido utilizado neste estudo, Vírus
da Varicela-Zoster (substância ativa) é administrada em esquema de
dose única. Neste estudo, um total de 295 indivíduos recebeu 1 dose
e 286 indivíduos receberam 2 doses. Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) induziu maior MGT de anticorpos específicos para
o VVZ , medido por gpELISA em 6 semanas (6 semanas pós-vacinação de
1 dose) e em 12 semanas (6 semanas pós-vacinação de 2 doses) (MGT
de 534,4 e 530,3 versus 263,7 e 250,3 unidades gpELISA/mL,
respectivamente). A elevação da média geométrica da resposta dos
anticorpos ao VVZ, medida por gpELISA, da pré-vacinação para 6
semanas e para 12 semanas pós-vacinação foram 1,78 (IC 95% : 1,64 a
1,92) e 1,80 (IC 95% : 1,66 a 1,95), respectivamente, em indivíduos
que receberam a vacina e 1,05 (IC 95% : 0,98 a 1,12) e 1,04 (IC 95%
: 0,96 a 1,13), respectivamente, em indivíduos que receberam o
placebo.

Características Farmacológicas


Vírus da Varicela-Zoster (substância ativa) é uma preparação
liofilizada da cepa viva atenuada do VVZ da cepa Oka/Merck. O vírus
foi inicialmente obtido de uma criança com varicela de ocorrência
natural, depois introduzido em culturas de células pulmonares
embrionárias, adaptado e replicado em culturas de células
embrionárias de cobaias e finalmente replicado em culturas de
células humanas diploides (WI-38). Realizou-se nos Laboratórios de
Pesquisa da Merck (MRL, Merck Research Laboratories) uma passagem
adicional do vírus em culturas de células humanas diploides (MRC-5)
isentas de agentes adventícios.

Herpes-zóster

O herpes-zóster, comumente conhecido como “cobreiro” ou
simplesmente “zóster”, é uma manifestação da reativação do VVZ que,
na infecção primária, causa a catapora (varicela). Após infecção
inicial, o vírus permanece latente na raiz dorsal ou nos gânglios
sensoriais cranianos até reativação, causando o herpes-zóster. O
herpes-zóster é geralmente caracterizado por erupção cutânea
unilateral, dolorosa e vesicular, com distribuição que acompanha os
dermátomos.

Apesar de a erupção bolhosa ser a manifestação mais
característica do herpes-zóster, o sintoma debilitante mais
frequente é a dor, que pode ocorrer durante o pródromo, a fase
eruptiva aguda e a fase pós-herpética da infecção. Durante a fase
eruptiva aguda, relata-se dor local em até 90% dos indivíduos
imunocompetentes.

Qualquer indivíduo infectado com o VVZ, mesmo que não apresente
histórico clínico de varicela, corre risco de desenvolver
herpes-zóster, por causa da diminuição da imunidade ao VVZ. Quase
todos os adultos (cerca de 98%) dos EUA estão suscetíveis ao
herpes-zóster e estimase que ocorram 1 milhão de casos anuais. A
expectativa é que esse número aumente conforme aumenta a média
etária da população. A incidência e a gravidade do herpes-zóster,
bem como a frequência e a gravidade de suas complicações, aumentam
drasticamente com a idade, dois terços dos casos ocorrem em
indivíduos a partir de 50 anos de idade. Em estudos recentes,
estimou-se que o risco do herpes-zóster seja de 30% na população
geral, durante toda a vida. Prevê-se que, aos 85 anos de idade, 50%
dos indivíduos tenham apresentado um episódio de herpes-zóster.

Setenta a 80% das hospitalizações decorrentes do herpes-zóster
ocorrem em indivíduos imunocompetentes. Nos EUA, ocorrem a cada ano
aproximadamente 50.000 a 60.000 hospitalizações relacionadas ao
herpes-zóster, incluindo 12.000 a 19.000 cujo diagnóstico primário
é zóster.

O herpes-zóster pode estar associado a complicações sérias, como
NPH, cicatrizes, superinfecção bacteriana, paralisia neuronal
motora, pneumonia, encefalite, síndrome de Ramsay Hunt,
comprometimento visual, perda de audição e óbito.

A dor e o desconforto relacionados ao herpes-zóster podem ser
prolongados e incapacitantes e diminuir a qualidade de vida e a
capacidade funcional em grau comparável a doenças debilitantes,
como insuficiência cardíaca congestiva, infarto do miocárdio,
diabetes mellitus tipo 2 e depressão maior.

Neuralgia pós-herpética

A NPH é a complicação grave mais comum e a causa de morbidade
relacionada ao herpes-zóster no hospedeiro imunocompetente. A
literatura publicada estima que a prevalência da NPH na população
dos EUA em 500.000 a 1.000.000 casos. A frequência e a gravidade da
NPH aumenta com a idade, e a NPH pode complicar 25% a 50% dos casos
de herpes-zóster em pacientes a partir de 50 anos de idade. A NPH
foi descrita como dor somática, em queimação, pulsátil, perfurante,
penetrante e/ou aguda que pode persistir por meses ou mesmo por
anos, e pode também causar distúrbio emocional. A alodinia (dor
causada por estímulo inócuo) ocorre em pelo menos 90% dos pacientes
com NPH, tipicamente descrita como um dos piores e mais
debilitantes tipos de dor. São amplamente utilizadas várias
definições de NPH na comunidade médica, incluindo dor que persiste
por mais de 90 dias após o início da erupção cutânea.

Mecanismo de ação

O risco de desenvolver herpes-zóster parece estar relacionado à
diminuição da imunidade específica ao VVZ. Vírus da Varicela-Zoster
(substância ativa) mostrou aumentar a imunidade específica ao VVZ;
na qual acredita-se que essa imunidade seja o mecanismo que proteja
o organismo contra o herpes-zóster e suas complicações.

Fonte: Bula do profissional do
medicamento Zostavax.

Cuidados de Armazenamento do Zostavax

Durante o transporte, para garantir que não haja perda de
potência, a vacina deve ser mantida em temperatura igual ou
inferior a 8°C, mas sem exceder temperaturas inferiores a
-50°C.

O uso de gelo seco pode sujeitar Zostavax® a
temperaturas mais frias do que -50°C.

Zostavax® deve ser mantida refrigerada a temperatura
de 2ºC a 8ºC ou menos, até que seja reconstituída para injeção.

O diluente deve ser armazenado em geladeira (2°C a 8°C).

Antes de ser reconstituída, a vacina deve ser protegida da
exposição à luz.

Após a reconstituição, recomenda-se que a vacina seja
administrada imediatamente para minimizar a perda de potência.
Descarte a vacina reconstituída caso não seja utilizada dentro de
30 minutos.

Não congele a vacina reconstituída.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Aparência

O pó liófilo injetável é uma massa cristalina compacta branca a
esbranquiçada e, quando reconstituída, é um líquido semiopaco a
translúcido, esbranquiçado a amarelo-claro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Zostavax

MS 1.0029.0174

Farm. Resp.:

Fernando C. Lemos
CRF-SP nº 16.243

Registrado e importado por:

Merck Sharp amp; Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815 – Sousas,
Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0001-34
Brasil

MSD On Line 0:

800-0122232

Fabricado por:

Merck Sharp amp; Dohme Corp.
West Point, EUA

Embalado por:

Merck Sharp amp; Dohme B.V.
Haarlem, Holanda

Venda sob prescrição médica.

Zostavax, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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