Syletyv Bula

Syletyv

Como o Syletyv funciona?


O hiperparatireoidismo secundário é caracterizado por um aumento
do hormônio produzido pelas paratireóides – o paratormônio –
associada a níveis inadequados de vitamina D. O nosso organismo
obtém vitamina D através da síntese pela pele e da dieta. O
paricalcitol é uma substância semelhante à vitamina D e demonstra
reduzir os níveis do hormônio paratireoidiano através da inibição
da formação e secreção deste hormônio.

O tempo estimado para início da ação terapêutica deste
medicamento é dependente dos níveis de hormônio paratireoidiano e
da resposta individual de cada paciente. Consulte seu médico para
orientação.

Contraindicação do Syletyv

Syletyv não deve ser administrado a pacientes com evidência
de toxicidade por vitamina D, hipercalcemia (aumento acima do
normal dos níveis de cálcio no sangue) ou hipersensibilidade
(alergia) a algum componente do produto.

Como usar o Syletyv

Observação: produtos injetáveis devem ser inspecionados
visualmente antes da administração, quanto a material particulado e
descoloração, sempre que a solução e o recipiente permitirem.
Soluções que não estejam límpidas e incolores não devem ser usadas.
Descartar as porções não utilizadas.

A via de administração usual de Syletyv é pelo mesmo acesso
utilizado para hemodiálise. Para pacientes sem acesso para
hemodiálise, Syletyv deve ser administrado por via
intravenosa, através de injeção lenta, com pelo menos 30 segundos
de duração, para minimizar a dor.

Posologia do Syletyv


A dose máxima administrada com segurança é de 40
microgramas.

Dose inicial baseada na massa corpórea

A dose inicial recomendada de Syletyv é de 0,04 mcg/kg a
0,1 mcg/kg (2,8 – 7 mcg), administrada como dose in bolus,
com pelo menos um dia de intervalo entre as doses, a qualquer
momento durante a diálise.

Dose inicial baseada nos níveis hormonais

A dose inicial também pode ser calculada pela fórmula abaixo e
administrada por via intravenosa como dose in bolus, com
pelo menos um dia de intervalo entre as doses, a qualquer momento
durante a diálise:

Dose inicial (microgramas)

Ajuste da dose

Durante qualquer período de ajuste de dose, o cálcio e fósforo
devem ser monitorados mais freqüentemente e, se níveis elevados de
cálcio e/ ou de fósforo forem observados, a dosagem deve ser
ajustada até que estes parâmetros sejam normalizados. Se
hipercalcemia for observada, a dosagem de Syletyv deverá ser
imediatamente, reduzida ou interrompida até que este parâmetro seja
normalizado. A seguir, Syletyv deve ser reiniciado com uma
dose menor. Se o paciente estiver utilizando quelante de fosfato a
base de cálcio, a dose deve ser diminuída ou interrompida pelo
médico, ou o paciente deve trocar para um quelante de fosfato não
cálcico.

As doses poderão ser reduzidas quando os níveis do hormônio da
paratireóide começarem a diminuir em resposta à terapia.

Assim, a dosagem deve ser individualizada.

Se uma resposta satisfatória não for observada, a dose poderá
ser elevada em 2 a 4 mcg, em intervalos de duas a quatro
semanas.

É importante aderir a um regime dietético de suplementação de
cálcio e restrição de fósforo. Os pacientes devem ser informados
sobre os sintomas da elevação de cálcio.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Syletyv?


A interrupção repentina do tratamento com esse medicamento não
causa efeitos desagradáveis, apenas cessará o efeito
terapêutico.

Syletyv deve ser usado sob a orientação e supervisão de um
médico. A administração deste medicamento deve ser feita somente
por pessoa experiente na aplicação de forma injetável de
medicamentos.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Syletyv

A superdosagem aguda de Syletyv pode produzir hipercalcemia
(aumento acima do normal dos níveis de cálcio no sangue) e
necessitar de cuidados de emergência. Durante o ajuste de dose, os
níveis de cálcio e fósforo devem ser cuidadosamente monitorados
pelo seu médico. Se hipercalcemia clinicamente significante se
desenvolver, a dose deverá ser reduzida ou o tratamento deve ser
interrompido. A administração contínua de paricalcitol pode expor
os pacientes ao risco de hipercalcemia podendo levar a calcificação
vascular generalizada e outras calcificações em tecidos moles.

Se ocorrer, seu médico determinará o tratamento para a
diminuição do cálcio no sangue.

Fosfatos ou compostos relacionados à vitamina D não devem ser
ingeridos juntamente com o paricalcitol.

A toxicidade por digitálicos é potencializada por hipercalcemia
de qualquer causa; desse modo, deve-se ter cautela quando compostos
digitálicos são prescritos juntamente com paricalcitol. Lesões
ósseas adinâmicas podem se desenvolver se os níveis do paratormônio
forem suprimidos em níveis anormais.

Insuficiência do fígado

O ajuste de dose não é necessário em pacientes com insuficiência
do fígado leve a moderada. A influência da insuficiência hepática
(do fígado) grave na ação de paricalcitol não foi avaliada.

Insuficiência dos rins

O procedimento de hemodiálise não interfere na eliminação de
paricalcitol do organismo. No entanto, em comparação a voluntários
sadios, pacientes com insuficiência dos rins crônica apresentam
eliminação mais lenta do medicamento.

Interações medicamentosas, alimentares e com testes
laboratoriais

Estudos específicos de interação medicamentosa e seu potencial
de significância não foram conduzidos com paricalcitol
injetável.

Deve-se ter cuidado ao administrar cetoconazol juntamente a
paricalcitol.

Fosfatos ou produtos contendo vitamina D não devem ser
utilizados concomitantemente a paricalcitol devido ao aumento do
risco de hipercalcemia (aumento acima do normal dos níveis de
cálcio no sangue). A coadministração de altas doses de preparações
contendo cálcio ou diuréticos de tiazida e paricalcitol podem
aumentar o risco de hipercalcemia.

Preparações contendo magnésio (ex. antiácidos) não devem ser
utilizadas em combinação com preparações de vitamina D, pois pode
ocorrer hipermagnesemia (aumento acima do normal dos níveis de
magnésio no sangue).

Preparações contendo alumínio (ex. antiácidos, aglutinantes de
fosfato) não devem ser administradas cronicamente com produtos
medicinais contendo vitamina D, pois pode ocorrer aumento dos
níveis de alumínio no sangue e toxicidade de alumínio nos
ossos.

Durante o ajuste de dose e antes que a dose de Syletyv seja
estabelecida, testes laboratoriais devem ser realizados com mais
freqüência. Uma vez que a dosagem tenha sido estabelecida, cálcio e
fósforo devem ser medidos no mínimo mensalmente pelo seu
médico.

Recomenda-se que a medição do paratormônio seja realizada a cada
três meses.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Syletyv

As seguintes reações adversas foram relatadas durante
estudos clínicos

O evento adverso mais comum associado com a terapia de
Syletyv foi a hipercalcemia (aumento acima do normal dos
níveis de cálcio no sangue) que pode ser minimizado pelo ajuste de
dose adequado.

Classe de sistema de órgãos

Categoria de frequência

Reações adversas

Alterações do
metabolismo e nutrição
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este
medicamento)
Hipercalcemia (aumento
acima do normal dos níveis de cálcio no sangue)
Alterações do sistema
nervoso
Disgeusia (alteração do
paladar), cefaléia (dor de cabeça)
Alterações
gastrintestinais
Hemorragia
gastrintestinal (perda de sangue pelo estômago ou intestino),
diarréia, constipação (prisão de ventre)
Alterações gerais e
condições do local da administração
Febre, calafrios, dor no
local da injeção
Infecções e
infestações
Reação incomum (ocorre entre 0,1%
e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Pneumonia (infecção dos
pulmões), gripe, infecção do trato respiratório superior,
nasofaringite
Neoplasias benignas e
malignas (incluindo cistos e pólipos)
Câncer de mama
Alterações do sistema
linfático e hematológico
Anemia
Alterações
endócrinas
Hipoparatireoidismo
(diminuição da produção do hormônio da paratireóide)
Alterações do
metabolismo e nutrição
Hipocalcemia (diminuição
abaixo do normal dos níveis de cálcio no sangue), hiperfosfatemia
(aumento acima do normal dos níveis de fosfato no sangue),
diminuição do apetite
Alterações
psiquiátricas
Delírio, estado
confusional, agitação, insônia, nervosismo, inquietação
Alterações do sistema
nervoso
Acidente vascular
cerebral, síncope, mioclonia (contrações repentinas, incontroláveis
e involuntárias do músculo), vertigem (tonteira), hipoestesia
(perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região),
parestesia (sensações cutâneas subjetivas)
Alterações visuais Conjuntivite (inflamação
dos olhos)
Alterações
cardíacas
Parada cardíaca, flutter
atrial (arritmias cardíacas originadas nos átrios do coração),
palpitação (percepção de alteração das batidas do coração)
Alterações
vasculares
Hipotensão (pressão
baixa), hipertensão (pressão alta)
Alterações
respiratórias, torácicas e do mediastino
Edema (inchaço)
pulmonar, dispnéia (falta de ar), ortopnéia (dificuldade
respiratória quando a pessoa está deitada), tosse
Alterações
gastrintestinais
Isquemia intestinal
(falta de sangue no intestino), hemorragia retal, vômito,
desconforto abdominal, boca seca
Alterações de pele e
tecido subcutâneo
Alopécia (perda de
cabelo), rash (vermelhidão) com prurido, prurido
(coceira), sensação de queimação da pele, bolhas
Alterações
musculoesqueléticas, tecido conectivo e ósseo
Artralgia (dor nas
articulações), rigidez articular, mialgia (dor nos músculos),
contrações musculares
Alterações no sistema
reprodutivo
Disfunção erétil
(impotência), dor nas mamas
Alterações gerais e
condições do local da administração
Alterações na marcha,
inchaço, astenia (fraqueza), mal estar, fadiga, condições
agravadas
Investigações Aumento da aspartato
aminotransferase, teste laboratorial anormal, perda de peso

Palpitação, hemorragia gastrointestinal, e calafrios são eventos
adversos que foram observados em uma freqüência maior que o
placebo.

As seguintes reações adversas foram relatadas durante
estudos clínicos e no período de pós-comercialização e não foi
possível determinar a sua frequência:

Classe de sistema de órgãos

Categoria de frequência

Infecções e
infestações
Sépsis (infecção
generalizada), infecção vaginal
Alterações do sistema
linfático e hematológico
Linfadenopatia
(crescimento de um ou mais linfonodos (gânglios)
Alterações do sistema
imunológico
Hipersensibilidade
(alergia), angioedema (inchaço localizado e auto-limitado das
camadas mais profundas da pele), edema (inchaço) de laringe
Alterações
endócrinas
Hiperparatireoidismo
(aumento da produção do hormônio da paratireóide)
Alterações do
metabolismo e nutrição
Hipercalemia (aumento
acima do normal dos níveis de potássio no sangue)
Alterações do sistema
nervoso
Indiferença (sem
resposta) ao estímulo
Alterações visuais Glaucoma, hiperemia
ocular (aumento da quantidade de sangue nos olhos)
Alterações do ouvido e
labirinto
Desconforto no
ouvido
Alterações
cardíacas
Arritmia (alteração na
velocidade ou ritmo do batimento cardíaco alterado)
Alterações
respiratórias, torácicas e do mediastino
Chiado
Alterações
gastrointestinais
Disfagia (dificuldade de
deglutição), gastrite (inflamação do estômago), náusea (enjôo)
Alterações de pele e
tecido subcutâneo
Hirsutismo (crescimento
excessivo de pêlos), suores noturnos, rash (vermelhidão),
urticária (alergia de pele)
Alterações gerais e
condições do local da administração
Desconforto no peito,
dor no peito, edema (inchaço), sensação anormal, extravasamento no
local da injeção, edema (inchaço) periférico, dor, sede
Investigações Tempo de sangramento
prolongado, freqüência cardíaca irregular

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as
pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo
que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos
adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu
médico ou cirurgião-dentista.

População Especial do Syletyv

Uso na Gravidez

Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas.
Syletyv deve ser administrado durante a gravidez apenas se os
benefícios justificarem o risco potencial ao feto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Uso na lactação

Não se sabe se o paricalcitol é excretado no leite humano. O
médico lhe dará a melhor orientação quanto a decisão de
descontinuar a amamentação ou descontinuar o medicamento levando-se
em consideração a importância do medicamento para a mãe.

Uso Pediátrico

A segurança e a eficácia de paricalcitol em pacientes
pediátricos não foram estabelecidas.

Uso em idosos

Estudos demonstraram que não houve grandes diferenças de
eficácia e segurança entre pacientes com idade superior a 65 anos e
pacientes mais jovens.

Composição do Syletyv

Apresentações

Solução injetável de 5,0 mcg/mL:

Embalagens com 1, 5, 10, 20 e 100 (embalagem hospitalar) ampolas
de 1mL.

Solução injetável de 5,0 mcg/mL:

Embalagens com 1, 5, 10, 20 e 100 (embalagem hospitalar) ampolas
de 2 mL.

Via intravenosa.

Uso adulto.

Composição

Cada mL de solução injetável contém:

Paricalcitol 5mcg.

Excipientes: álcool etílico, propilenoglicol e
água para injeção.

Superdosagem do Syletyv

A superdosagem aguda de paricalcitol pode produzir hipercalcemia
(aumento acima do normal dos níveis de cálcio no sangue),
hipercalciúria (aumento acima do normal dos níveis de cálcio na
urina), hiperfosfatemia (aumento acima do normal dos níveis de
fosfato no sangue) e supressão elevada do hormônio da paratireóide
e levar à necessidade de cuidados de emergência. Syletyv não é
significamente removido por diálise.

Durante o ajuste de dose, os níveis de cálcio e fósforo devem
ser cuidadosamente monitorados pelo médico.

Quando os níveis plasmáticos de cálcio retornam ao limite da
normalidade, a terapia com Syletyv pode ser reiniciada com
baixas doses. Se os níveis séricos de cálcio continuarem
persistentes e acentuados, uma variedade de alternativas
terapêuticas deve ser considerada pelo médico. Isto inclui o uso de
drogas tais como fosfatos e corticosteróides bem como medidas para
induzir a diurese (excreção de urina).

A solução de Syletyv contém 30% v/v de propilenoglicol como
excipiente. Casos isolados de depressão do Sistema Nervoso Central,
hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos) e acidose lática
(acúmulo de ácido láctico no corpo) foram reportados como efeitos
tóxicos associados à administração de propilenoglicol em altas
doses. Embora não sejam esperados com a administração de Syletyv,
já que ocorre eliminação do propilenoglicol durante o processo de
diálise, deve-se considerar estes efeitos em situações de
superdose.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Syletyv

Estudos específicos de interação medicamentosa e seu potencial
de significância não foram conduzidos com Paricalcitol (substância
ativa) injetável.

Um estudo de interação fármaco-fármaco de múltiplas doses com
cetoconazol e Paricalcitol (substância ativa) cápsulas demonstraram
que cetoconazol praticamente dobrou a AUC(0-∞) de Paricalcitol
(substância ativa). Como o Paricalcitol (substância ativa) é
parcialmente metabolizado por CYP3A e sabe-se que o cetoconazol é
um forte inibidor do citocromo P450 3A, deve-se ter cautela ao
administrar Paricalcitol (substância ativa) com cetoconazol ou
outro forte inibidor de P450 3A.

Prescrições baseadas em fosfatos ou produtos contendo vitamina D
não devem ser utilizados concomitantemente a Paricalcitol
(substância ativa) devido ao aumento do risco de hipercalcemia e
elevação do produto Ca X P.

A coadministração de altas doses de preparações contendo cálcio
ou diuréticos de tiazida e Paricalcitol (substância ativa) podem
aumentar o risco de hipercalcemia.

Preparações contendo magnésio (ex. antiácidos) não devem ser
utilizadas em combinação com preparações de vitamina D pois pode
ocorrer hipermagnesemia.

Preparações contendo alumínio (ex. antiácidos, aglutinantes de
fosfato) não devem ser administrados cronicamente com produtos
medicinais contendo vitamina D, pois pode ocorrer aumento dos
níveis alumínio no sangue e toxicidade de alumínio nos ossos.

Não se espera que o Paricalcitol (substância ativa) iniba a
depuração de fármacos metabolizados pelo citocromo P450, enzimas
CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1 ou
CYP3A; e tão pouco induza a depuração de fármacos metabolizados por
CYP2B6, CYP2C9 ou CYP3A.

Ação da Substância Syletyv

Resultados de eficácia

Estudos em pacientes com insuficiência renal crônica (IRC)
estágio 5 mostraram que Paricalcitol (substância ativa) suprime sem
diferenças significantes na incidência de hipercalcemia ou
hiperfosfatemia quando comparado com o placebo. No entanto, os
níveis séricos de fósforo, cálcio e o produto CaXP podem aumentar
quando Paricalcitol (substância ativa) é administrado.

Em três estudos placebo-controlado1, Fase III, de 12 semanas, em
pacientes com insuficiência renal crônica em diálise, Paricalcitol
(substância ativa) foi introduzido a 0,04 mcg/kg, três vezes por
semana. A dose foi aumentada em 0,04 mcg/kg, a cada duas semanas
até que os níveis de hormônio paratireóide intacto (PTHi)
diminuíssem pelo menos 30% sobre o valor basal, ou até que o quinto
aumento levasse a uma dose de 0,24 mcg/kg, ou que o PTHi caísse
para menos que 100 pg/mL, ou ainda, o produto Ca x P fosse maior
que 75, num período de duas semanas, ou o cálcio sérico ultrapasse
11,5 mg/dL, em qualquer momento.

Os pacientes tratados com Paricalcitol (substância ativa)
alcançaram uma redução média de PTHi de 30% em seis semanas. Nesses
estudos, não houve diferença significativa na incidência de
hipercalcemia ou de hiperfosfatemia entre pacientes tratados com
Paricalcitol (substância ativa) e placebo. Os resultados destes
estudos estão resumidos abaixo (Tabela 1):

Tabela 1: Resultados dos estudos:

Em um estudo de 12 semanas, fase IV, duplo cego, randomizado,
multicêntrico, Paricalcitol (substância ativa), foi administrado em
uma dose inicial de 0,04 mcg/kg ou de PTHi basal/80, três vezes por
semana, para pacientes com insuficiência renal crônica (IRC estágio
5) em diálise. A dose foi aumentada em 2 mcg a cada 2 semanas até
que os níveis de PTHi fossem reduzidos em 30% a 60% em relação aos
níveis basais ou que o PTHi reduzisse para valores inferiores a
100pg/dL, ou o produto Ca x P aumentasse para acima de 75 por duas
mensurações consecutivas, ou o cálcio sérico se elevasse para
níveis superiores a 11,5 mg/dL em qualquer momento.

Os pacientes completariam o estudo se atingissem redução do PTH
≥ 30% em relação aos níveis basais em quatro mensurações
consecutivas, ou se apresentassem um único episódio de
hipercalcemia, ou completassem 12 semanas de tratamento. Não foram
observados episódios de hipercalcemia em ambos os grupos de
tratamento. Ambos os métodos de determinação da dose se mostraram
seguros e efetivos. Os resultados estão apresentados abaixo (Tabela
2):

Tabela 2: Resultados do estudo:

Parâmetro

PTH/80 (n=64)

0,04 mcg/kg (n=61)

Incidência de hipercalcemia

0 0

Mediana de Dias para a Primeira de 4 Reduções do PTHi ≥
30
%

31a 45

Mediana do Número de Ajustes de
Doseb

2 3

Incidências de Ca x P gt; 75

5 (7,8%) 2 (3,3%)

a Estatísticamente significativo (p= 0,0306).
b Para a primeira redução de 4 ≥ 30% do PTHi.

Um estudo de segurança aberto de longo prazo em 164 pacientes
com insuficiência renal crônica estágio 5 (dose média de 7,5 mcg
três vezes por semana) demonstrou que os níveis séricos médios de
Ca, P e do produto CaXP ficaram com faixas clinicamente apropriadas
com a redução do PTH (redução média de 319pg/mL no 13o
mês).

Características farmacológicas

Descrição

O Paricalcitol (substância ativa), princípio ativo de
Paricalcitol (substância ativa), é um análogo sintético do
calcitriol, a forma metabolicamente ativa da vitamina D com
modificações na cadeia lateral (D2) e A (19-nor) do anel. O
Paricalcitol (substância ativa) é um pó branco e cristalino
quimicamente denominado como 19-nor-1α,3β,25- triidróxi-9,10
secoergosta-5(Z),7(E),22(E)-trieno
(C27H44O3).

Propriedades Farmacodinâmicas

O hiperparatireoidismo secundário é caracterizado por uma
elevação do hormônio paratireoidiano (PTH) associada a níveis
inadequados de vitamina D ativa. A fonte de vitamina D no organismo
é a síntese pela pele como Vitamina D3 e a dieta com Vitamina D2 e
D3. Ambas as vitaminas D2 e D3 necessitam de duas hidroxilações
sequenciais no fígado e nos rins para se ligar e ativar o receptor
de vitamina D (VDR).

O ativador endógeno do VDR, calcitriol, é um hormônio que se
liga aos VDRs presentes na glândula paratireóide, intestino, rins e
ossos para manter o funcionamento da paratireóide e homeostase de
cálcio e fósforo e aos VDRs que se encontram em muitos outros
tecidos, incluindo próstata, endotélio e células imunes. A ativação
do VDR é essencial para a formação e manutenção óssea
adequadas.

Em rins deficientes, a ativação da vitamina D é diminuída,
resultando no aumento de PTH e, consequentemente, levando ao
hiperparatireoidismo secundário e a distúrbios na homeostase do
cálcio e fósforo.

A diminuição nos níveis de calcitriol e o aumento nos níveis de
PTH precedem anormalidades de cálcio e fósforo séricos e afetam a
taxa de turnover ósseo, o que pode resultar em osteodistrofia
renal. Em pacientes com insuficiência renal crônica, reduções no
PTH estão associadas a um impacto favorável na fosfatase alcalina
ósseo-específica, turnover ósseo e fibrose óssea. Além de
reduzir os níveis de PTH e corrigir o turnover ósseo, a terapia com
vitamina D ativa pode prevenir outras consequências da deficiência
de vitamina D.

Mecanismo de ação

Estudos pré-clínicos e in vitro demonstraram que as
ações biológicas do Paricalcitol (substância ativa) são medidas
pela ligação com o VDR, que resulta na ativação seletiva da via de
resposta da Vitamina D. Vitamina D e Paricalcitol (substância
ativa) demonstraram reduzir os níveis do hormônio paratireoidiano
através da inibição da síntese e secreção de PTH. Níveis reduzidos
de 1,25 (OH)2D3 foram observados nos estágios iniciais da
insuficiência renal crônica.

O tempo estimado para início da ação terapêutica do Paricalcitol
(substância ativa) é dependente dos níveis de PTH basal e resposta
individual de cada paciente.

No entanto, 3 estudos clínicos Fase III, duplo-cego,
placebo-controlado, pacientes tratados com Paricalcitol (substância
ativa), com dose baseada no peso corporal, atingiram uma redução
média de PTHi de 30% em 6 semanas. Adicionalmente, em um estudo
Fase 4, duplo-cego, duração de 12 semanas, com dose baseada tanto
nos níveis de PTHi basal quanto no peso corporal, o tempo médio
para a primeira entre quatro reduções ≥ 30% de PTHi foi de 31 dias
para a dose baseada no PTHi e 45 dias para a dose baseada no peso
corporal.

Farmacocinética

Duas horas após a administração de doses que variam de 0,04 a
0,24 mcg/kg, as concentrações de Paricalcitol (substância ativa)
diminuíram rapidamente; depois disso, as concentrações de
Paricalcitol (substância ativa) declinaram log-linearmente, com
meia-vida média de cerca de 15 horas. Nenhum acúmulo de
Paricalcitol (substância ativa) foi observado após doses
múltiplas.

Distribuição

Paricalcitol (substância ativa) é extensamente ligado a
proteínas do plasma (gt;99%). Em voluntários sadios, o volume de
distribuição no estado de equilíbrio (steady state) é de
aproximadamente 23,8 L. Após uma dose de 0,24 mcg/kg de
Paricalcitol (substância ativa) em pacientes com insuficiência
renal crônica estágio 5 com necessidade de hemodiálise e diálise
peritoneal, a média do volume aparente de distribuição é de
aproximadamente 31 a 35 L. A farmacocinética de Paricalcitol
(substância ativa) foi investigada em pacientes com insuficiência
renal crônica (IRC), com necessidade de hemodiálise. O Paricalcitol
(substância ativa) é administrado como injeção in bolus
intravenosa.

Metabolismo

Muitos metabólitos foram detectados na urina e fezes. O
Paricalcitol (substância ativa) não foi detectado na urina. Dados
in vitro sugerem que Paricalcitol (substância ativa) é
metabolizado por várias enzimas hepáticas e não hepáticas,
incluindo CYP24 mitocondrial, assim como CYP3A4 e UGT1A4.

Os metabólitos identificados incluem o produto da
24(R)-hidroxilação (presente em baixos níveis no plasma), assim
como 24,26- e 24,28-diidroxilação e glicuronidação direta.
Paricalcitol (substância ativa) não é um inibidor de CYP1A2,
CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1 ou CYP3A em
concentrações de até 50nM (21ng/mL). Notou-se menos de duas
induções com CYP2B6, CYP2C9 e CYP3A4 em concentrações semelhantes
de Paricalcitol (substância ativa).

Eliminação

Paricalcitol (substância ativa) é eliminado principalmente por
excreção hepato-biliar. Aproximadamente 63% da radioatividade foi
eliminada nas fezes e 19% foi recuperada na urina em voluntários
sadios. Nesses voluntários, a média de eliminação da meia-vida de
Paricalcitol (substância ativa) é cerca de 5 a 7 horas na faixa da
dose estudada de 0,04 a 0,16 mcg/kg.

Tabela 3: Parâmetros Farmacocinéticos em pacientes com
insuficiência renal crônica (IRC) estágio 5 (dose única de
0,24mcg/kg in bolus intravenosa):

 

IRC estágio 5-HD (n=14)

IRC estágio 5-PD (n=8)​

Cmáx
(ng/mL)
1,680 ± 0,511 1,832 ± 0,315
AUC(0-∞) (ng.h/mL) 14,51 ± 4,12 16,01 ± 5,98
β (1/h) 0,050 ± 0,023 0,045 ± 0,026
t1/2
(h)a
13,9 ± 7,3 15,4 ± 10,5
CL (L/h) 1,49 ± 0,60 1,54 ± 0,95
Vdβ (L) 30,8 ± 7,5 34,9 ± 9,5

HD: hemodiálise. 

PD: diálise peritoneal. 

a: média harmônica.

±: pseudo desvio padrão.

Populações especiais

Idosos

A farmacocinética de Paricalcitol (substância ativa) não foi
estudada em pacientes idosos com idade superior a 65 anos.

Crianças

A farmacocinética de Paricalcitol (substância ativa) não foi
estudada em pacientes com idade inferior a 18 anos.

Sexo

A farmacocinética de Paricalcitol (substância ativa) é
independente do sexo.

Interações Medicamentosas

Um estudo in vitro indicou que Paricalcitol (substância
ativa) não é um inibidor da CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP 2C8,
CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1 OU CYP3A em concentrações acima de
50nM (21 ng/mL) (aproximadamente 20 vezes maior do que o obtido
após a maior dose testada). Em culturas primárias frescas de
hepatócitos, a indução observada em concentrações de Paricalcitol
(substância ativa) maiores que 50nM foi menor quer duas induções
para CYP2B6, CYP2C9 OU CYP3A, onde os controles positivos
resultaram em indução de seis a nove vezes. Portanto, não é
esperado que Paricalcitol (substância ativa) iniba ou induza a
eliminação de drogas metabolizadas por estas enzimas.

Interações de injeção de Paricalcitol (substância ativa) não
foram estudados.

O efeito de múltiplas doses de cetoconazol administradas como
200 mg duas vezes ao dia por cinco dias na farmacocinética de
Paricalcitol (substância ativa) cápsulas foi estudada em indivíduos
sadios. A Cmax de Paricalcitol (substância ativa)
foi minimamente afetada, porém a AUC0-∞ aproximadamente dobrou na
presença de cetoconazol. A meia-vida média do Paricalcitol
(substância ativa) foi de 17,0 horas na presença de cetoconazol
comparado com 9,8 horas quando Paricalcitol (substância ativa) é
administrado isoladamente.

Cuidados de Armazenamento do Syletyv

Syletyv deve ser conservado em temperatura ambiente
(temperatura entre 15 e 30°C).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Depois de aberto, este medicamento deve ser utilizado
imediatamente.

Características físicas e organolépticas

Syletyv apresenta-se como solução aquosa estéril, límpida e
incolor.

Antes de usar, observe o aspecto do
medicamento. 

Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se
poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Syletyv

MS n° 1.5537.0035

Farm. Resp.:
Dr. Thiago Giovannetti M. Ricardo
CRF-SP nº 67.256

Fabricado por:
Intas Pharmaceuticals Ltd.
Matoda 382 210 – Distr. Ahmedabad – Índia

Importado por:
Accord Farmacêutica Ltda.
Av. Guido Caloi, 1985 – G.01
Santo Amaro – São Paulo/SP
CNPJ: 64.171.697/0001-46

Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

Syletyv, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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