Singulair Bula

Singulair

  • Asma, incluindo a prevenção dos sintomas de asma durante o dia
    e noite. Singulair também previne o estreitamento das vias aéreas
    causado pelo exercício;
  • Rinite alérgica, incluindo sintomas diurnos e noturnos como
    congestão nasal, coriza, coceira nasal e espirros; congestão nasal
    ao despertar, dificuldade de dormir e despertares noturnos;
    lacrimejamento, coceira, vermelhidão e inchaço dos olhos.

Informações sobre as doenças

O que é asma?

A asma é uma doença crônica dos pulmões. Ela não pode ser curada
– somente controlada.

A asma apresenta as seguintes
características

  • Estreitamento das vias aéreas, o que dificulta a respiração.
    Esse estreitamento piora ou melhora em resposta a várias
    condições;
  • Inflamação das vias aéreas, isto é, as vias aéreas se tornam
    inchadas;
  • Sensibilidade das vias aéreas a vários estímulos, como fumaça
    de cigarro, pólen ou ar frio.

Os sintomas de asma são tosse, chiado e aperto no peito. Nem
todas as pessoas com asma apresentam chiado.

Para alguns, a tosse pode ser o único sintoma da asma. Os
sintomas frequentemente ocorrem durante a noite ou após exercício
físico.

O que é asma induzida por exercício?

A asma induzida por exercício, mais conhecida como
broncoconstrição induzida por exercício (BIE), ocorre quando os
sintomas de asma são desencadeados pelo exercício.

O que eu faço para saber se eu tenho asma?

Seu médico irá determinar se você tem asma, com base nos seus
sintomas e/ou sua capacidade de expulsar ar para fora de seus
pulmões. Seu médico pode usar um equipamento chamado medidor de
pico de fluxo ou espirômetro para testar sua função pulmonar.

O tratamento pode controlar a asma. É importante tratar a asma,
mesmo que os sintomas sejam leves, a fim de impedir que piorem.

Como posso tratar a asma?

Para ajudar a evitar os sintomas da asma e melhorar a
sua respiração você deve, em conjunto com seu médico

  • Planejar maneiras de evitar ou reduzir o contato com condições
    que podem desencadear os episódios de asma (por exemplo, fumo –
    inclusive fumo passivo -, ácaros da poeira domiciliar, baratas,
    fungos, pólen, pelos de animais, alteração de clima e temperatura e
    infecções das vias aéreas superiores, tais como resfriados);
  • Desenvolver um plano de tratamento para melhor controle da
    asma.

O que é rinite alérgica?

A rinite alérgica pode ser provocada por alérgenos externos,
como pólen em suspensão no ar proveniente de árvores, grama e
outras plantas, ou pode ser provocada por fatores alérgenos
domésticos, como ácaros de poeira, pelos de animais e/ou
fungos.

Os sintomas diurnos e noturnos da rinite alérgica
tipicamente incluem

  • Congestão, coriza, coceira nasal;
  • Espirros;
  • Lacrimejamento, inchaço, vermelhidão e coceira dos olhos.

Como o Singulair funciona?

Singulair é um antagonista do receptor de leucotrienos que
bloqueia as substâncias chamadas leucotrienos.

Os leucotrienos causam estreitamento e inchaço das vias aéreas
dos seus pulmões. Os leucotrienos também causam sintomas alérgicos.
O bloqueio da ação dos leucotrienos melhora os sintomas de asma e
rinite alérgica e ajuda a evitar as crises de asma.

Contraindicação do Singulair

Este medicamento é contraindicado em caso de alergia a qualquer
um de seus componentes.

Como usar o Singulair

Uso oral.

Tome Singulair uma vez ao dia com ou sem alimentos, como
prescrito por seu médico.

A dose para adultos e adolescentes com idade a partir de 15 anos
para tratamento de asma e/ou rinite alérgica é de um comprimido de
10 mg diariamente.

A dose para crianças com idade de 6 a 14 anos para tratamento de
asma e/ou rinite alérgica é de um comprimido mastigável de 5 mg
diariamente.

A dose para crianças com idade de 2 a 5 anos para tratamento de
asma e/ou rinite alérgica é de um comprimido mastigável de 4 mg ou
um sachê de 4 mg de grânulos orais diariamente.

Os pacientes com asma devem tomar Singulair diariamente, ao
anoitecer.

Os pacientes com rinite alérgica devem tomar Singulair uma vez
ao dia, conforme a prescrição médica.

Sempre tenha com você medicamentos inalatórios de resgate para o
caso de crises de asma. Não tome doses adicionais de Singulair com
intervalo de menos de 24 horas desde a dose anterior.

É importante continuar tomando Singulair durante o tempo
indicado por seu médico, a fim de manter o controle da asma.
Singulair pode tratar a asma apenas se você ou sua criança
continuar a tomá-lo.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Singulair?

Tente tomar Singulair como prescrito. Entretanto se você ou sua
criança esquecer de tomar uma dose, apenas retome o esquema
habitual de um comprimido uma vez ao dia.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Singulair

Informe ao seu médico sobre qualquer problema médico ou alergia
que você ou sua criança tenha ou teve.

É importante que você ou sua criança continue tomando Singulair
diariamente, como prescrito por seu médico, mesmo quando você ou
sua criança não apresentar sintomas ou ainda que você ou sua
criança tenha uma crise de asma.

Se os sintomas de asma piorarem, você deve entrar em contato com
seu médico imediatamente.

Singulair não é indicado para o tratamento de crises agudas de
asma. Sempre tenha com você medicamentos inalatórios de resgate
para o caso de crises de asma. Se ocorrer uma crise, você ou sua
criança devem seguir as instruções de seu médico para essas
situações.

Foram relatadas alterações de comportamento e de humor em
pacientes que tomam Singulair. Informe o seu médico caso você ou
seu filho apresente essas alterações enquanto estiver tomando
Singulair.

Singulair não deve ser usado como terapia única antes do
exercício para prevenir a asma induzida por exercício. Se seu
médico prescreveu um medicamento para ser usado antes do exercício,
continue a usá-lo até que seu médico peça para parar.

Se sua asma piora com o uso de ácido acetilsalicílico, continue
a evitar o ácido acetilsalicílico ou outros medicamentos
denominados anti-inflamatórios não esteroides durante o tratamento
com Singulair.

Singulair não deve substituir abruptamente os corticosteroides
inalatórios ou orais.

Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina. Os
comprimidos mastigáveis de 5 mg e de 4 mg contêm aspartamo, uma
fonte de fenilalanina (0,842 mg de fenilalanina por comprimido
mastigável de 5 mg e 0,674 mg de fenilalanina por comprimido
mastigável de 4 mg).

Reações Adversas do Singulair

Qualquer medicamento pode apresentar efeitos inesperados ou
indesejáveis, denominados efeitos adversos.

Singulair em geral é bem tolerado. Nos estudos, os efeitos
adversos mais comuns (entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam
este medicamento) relatados foram dor abdominal, dor de cabeça,
sede, diarreia, hiperatividade, asma, descamação, coceira e
erupções da pele usualmente leves e que ocorreram com a mesma
frequência em pacientes que tomaram Singulair ou placebo
(comprimido que não contém medicamento).

Além disso, foram relatados

  • Infecção nas vias aéreas superiores;
  • Aumento de tendência a sangramento, número baixo de
    plaquetas;
  • Reações alérgicas (incluindo inchaço da face, lábios, língua
    e/ou garganta [que pode causar dificuldade para respirar ou
    engolir], urticária, coceira e erupção da pele);
  • Alterações de comportamento e humor (agitação, inclusive
    comportamento agressivo ou hostilidade, depressão, desorientação,
    distúrbio de atenção, anormalidades no sonho, ansiedade,
    alucinações, insônia, irritabilidade, perda de memória,
    inquietação, sonambulismo, pensamentos e atos suicidas, tremor,
    movimentos musculares involuntários);
  • Tontura, sonolência, formigamento/dormência e, muito raramente,
    convulsão;
  • Palpitações;
  • Sangramento nasal; inflamação dos pulmões;
  • Diarreia, dispepsia, náuseas, vômitos;
  • Hepatite;
  • Hematoma, reações cutâneas graves (eritema multiforme) que
    podem ocorrer inesperadamente;
  • Dor articular, dor muscular e cãibras musculares;
  • Incontinência urinária em crianças;
  • Fraqueza e cansaço;
  • Inchaço;
  • Febre.

Informe ao médico se você ou sua criança apresentar qualquer
sintoma incomum, ou se algum sintoma conhecido durar muito ou
piorar.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Singulair

Gravidez e amamentação

Mulheres grávidas ou que pretendem engravidar devem consultar o
médico antes de tomar Singulair.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Não se sabe se Singulair é excretado no leite materno. Caso você
esteja amamentando ou pretenda amamentar, você deve consultar seu
médico antes de tomar Singulair.

Crianças

Singulair 5 mg comprimidos mastigáveis estão disponíveis para
crianças de 6 a 14 anos de idade.

Singulair 4 mg comprimidos mastigáveis e Singulair Baby 4 mg
grânulos orais estão disponíveis para crianças de 2 a 5 anos de
idade. Singulair Baby 4 mg grânulos orais estão disponíveis para
crianças de 6 meses a 2 anos de idade. Não foi estabelecida
segurança e eficácia em crianças com idade menor que 6 meses de
idade. Estudos têm mostrado que Singulair não afeta a taxa de
crescimento das crianças. 

Idosos

Nos estudos clínicos, não houve diferença relacionada à idade na
eficácia ou no perfil de segurança de Singulair.

Dirigir e operar máquinas

Não se espera que o uso de Singulair possa afetar sua capacidade
de dirigir veículos ou operar máquinas.

Composição do Singulair

Comprimido revestido

Cada comprimido revestido de 10 mg contém:

10,4 mg de montelucaste de sódio, que equivale a 10,0 mg do
ácido livre.

Excipientes:

 celulose microcristalina, lactose monoidratada,
croscarmelose sódica, hiprolose, estearato de magnésio,
hipromelose, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho, óxido de
ferro amarelo e cera de carnaúba.

Comprimido mastigável

Cada comprimido mastigável de 5 mg contém:

5,2 mg de montelucaste de sódio, que equivale a 5,0 mg do ácido
livre.

Cada comprimido mastigável de 4 mg contém:

4,16 mg de montelucaste de sódio, que equivale a 4,0 mg do ácido
livre.

Excipientes:

 manitol, celulose microcristalina, hiprolose, óxido de
ferro vermelho, croscarmelose sódica, aroma artificial de cereja,
aspartamo e estearato de magnésio.

Superdosagem do Singulair

Procure um médico imediatamente. Na maioria dos casos de
superdose, não foram relatados efeitos adversos. Os sintomas mais
frequentemente relatados nos casos de superdose em adultos e
crianças incluíram dor abdominal, sonolência, sede, dor de cabeça,
vômitos e hiperatividade.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Singulair

Montelucaste de Sódio (substância ativa) pode ser administrado
com outros medicamentos usados rotineiramente para a profilaxia e o
tratamento crônico da asma e para o tratamento da rinite alérgica.
Em estudos de interações medicamentosas, a dose terapêutica
recomendada de Montelucaste de Sódio (substância ativa) não teve
efeitos clinicamente importantes na farmacocinética dos seguintes
medicamentos: teofilina, prednisona, prednisolona, contraceptivos
orais (etinilestradiol/noretindrona 35 µg/1 mg), terfenadina,
digoxina e varfarina.

Embora não tenham sido realizados outros estudos específicos de
interação, Montelucaste de Sódio (substância ativa) foi usado em
estudos clínicos concomitantemente a uma ampla variedade de
medicamentos comumente prescritos, sem evidência de interações
clínicas adversas. Essas medicações incluíram hormônios
tireoidianos, sedativos hipnóticos, agentes anti-inflamatórios não
esteroides, benzodiazepínicos e descongestionantes.

A área sob a curva de concentração plasmática-tempo (AUC) do
Montelucaste de Sódio (substância ativa) diminuiu aproximadamente
40% em indivíduos para os quais foi administrado fenobarbital
concomitantemente. Não é recomendado ajuste posológico para
Montelucaste de Sódio (substância ativa).

Estudos in vitro demonstraram que o Montelucaste de
Sódio (substância ativa) é um inibidor do CYP 2C8. No entanto, os
dados do estudo clínico de interação medicamentosa com Montelucaste
de Sódio (substância ativa) e rosiglitazona (representante do grupo
de medicamentos metabolizados principalmente pelo CYP2C8)
demonstraram que o Montelucaste de Sódio (substância ativa) não
inibe o CYP2C8 in vivo. Portanto, não se espera que o
Montelucaste de Sódio (substância ativa) altere o metabolismo de
medicamentos metabolizados por essa enzima (por exemplo,
paclitaxel, rosiglitazona e repaglinida).

Estudos in vitro demonstraram que Montelucaste de Sódio
(substância ativa) é um substrato do CYP 2C8, 2C9 e 3A4. Dados de
estudo clínico de interação medicamentosa com Montelucaste de Sódio
(substância ativa) e genfibrozila (um inibidor de CYP 2C8 e 2C9)
demonstraram que a genfibrozila aumenta a exposição sistêmica do
Montelucaste de Sódio (substância ativa) em 4,4 vezes. A
coadministração de itraconazol, um potente inibidor do CYP 3A4, com
genfibrozila e Montelucaste de Sódio (substância ativa) não
aumentou mais a exposição sistêmica do Montelucaste de Sódio
(substância ativa). O efeito de genfibrozila na exposição sistêmica
do Montelucaste de Sódio (substância ativa) não é considerado
clinicamente significativo com base nos dados clínicos de segurança
com doses maiores que a dose de 10 mg aprovada para adultos (por
exemplo, 200 mg/dia em pacientes adultos por 22 semanas e até 900
mg/dia em pacientes por aproximadamente uma semana) onde eventos
adversos clinicamente importantes não foram observados. Portanto,
nenhum ajuste de dosagem de Montelucaste de Sódio (substância
ativa) é requerido no momento da coadministração com genfibrozila.
Baseado em dados in vitro, as interações medicamentosas
clinicamente importantes com outros inibidores conhecidos do CYP
2C8 (por exemplo, trimetoprima) não são esperadas. Além disso, a
coadministração de Montelucaste de Sódio (substância ativa) com
itraconazol isolado resultou em aumento não significativo na
exposição sistêmica do Montelucaste de Sódio (substância
ativa).

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Singulair®.

Ação da Substância Singulair

Estudos clínicos – Asma

Adultos (idade a partir de 15 anos)

A eficácia de Montelucaste de Sódio (substância ativa) no
tratamento crônico da asma em adultos, com idade superior a 15
anos, foi demonstrada em dois estudos duplos-cegos, controlados com
placebo, com desenhos semelhantes, duração de 12 semanas e que
incluíram 1.325 pacientes (795 foram tratados com Montelucaste de
Sódio (substância ativa) e 530 receberam
placebo)1,2.

Os pacientes eram sintomáticos e utilizavam aproximadamente 5
puffs de β-agonistas por dia, conforme necessário. No período
basal, a média preestabelecida para o volume expiratório forçado em
1 segundo (VEF1) foi de 66% (variação aproximada, 40 a 90%). Nesses
estudos, os sintomas relacionados à asma, a função respiratória e o
uso de β-agonistas conforme necessário foram mensurados. Os
desfechos foram avaliados em cada estudo e em uma análise combinada
de acordo com um plano pré-especificado de análise dos dados. A
seguir serão mostrados os resultados clínicos observados:

Sintomas de asma e parâmetros relativos à
asma

A dose diária de 10 mg de Montelucaste de Sódio (substância
ativa) administrada uma vez à noite melhorou significativamente a
avaliação de sintomas diurnos e despertares noturnos relatados pelo
paciente em cada estudo, em uma análise combinada, quando comparada
ao placebo. Em pacientes com despertares noturnos em pelo menos
duas noites por semana, Montelucaste de Sódio (substância ativa)
reduziu os despertares noturnos em 34% a partir do período basal,
significativamente mais que a redução de 14% ocorrida no grupo do
placebo (análise combinada).

Montelucaste de Sódio (substância ativa), comparado com placebo,
melhorou significativamente os parâmetros avaliados relativos à
asma. Em uma análise combinada, Montelucaste de Sódio (substância
ativa), comparado com placebo, diminuiu as crises de asma em 37%, o
uso de corticosteroides de resgate em 39%, a descontinuação causada
por agravamento da asma em 65%, as exacerbações da asma em 38% e
aumentou a quantidade de dias sem asma em 42%.

A avaliação global da asma e a avaliação da asma especificamente
relacionada à qualidade de vida, feitas por médicos e pacientes (em
todos os critérios, incluindo atividades diárias e sintomas de
asma), foi significativamente melhor com Montelucaste de Sódio
(substância ativa) em comparação ao placebo em cada estudo e na
análise combinada.

Função respiratória

Comparado ao placebo, Montelucaste de Sódio (substância ativa)
demonstrou significativa melhora nos parâmetros da função
respiratória (VEF1 e TPFE, taxa do pico do fluxo expiratório) em
cada estudo e na análise combinada.

Efeito de Montelucaste de Sódio (substância ativa), 10
mg ao dia, parâmetros da função respiratória em adultos a partir de
15 anos de idade (análise combinada)

Montelucaste de Sódio (substância ativa)
n= 795

Placebo
n= 530

VEF1 matinal (% alteração a partir do
período basal)

10,4*

2,7

TPFE no período da manhã (L/min –
alteração a partir do período basal)

24,5*

3,3

TPFE no período da tarde (L/min –
alteração a partir do período basal)

17,9*

2,0

*Significativamente melhor que o placebo (p≤ 0,001).

Uso de β-agonista

Comparado com o placebo, Montelucaste de Sódio (substância
ativa) diminuiu significativamente a necessidade do uso de
β-agonista em 26,1% a partir do período basal em comparação com
4,6% no grupo do placebo, na análise combinada. A diminuição também
foi significativa em cada um dos estudos (p ≤ 0,001).

Início de ação e manutenção de benefícios

Em cada estudo e na análise combinada, o efeito do tratamento
com Montelucaste de Sódio (substância ativa), avaliado por meio de
parâmetros estabelecidos em um cartão-diário que incluía o escore
de sintomas, o uso de β-agonistas conforme necessário e a medição
da TPFE, foi atingido após a primeira dose e mantido durante o
intervalo entre as doses (24 horas). O efeito do tratamento também
se manteve durante a administração contínua uma vez ao dia em
estudos de extensão de até um ano3. A descontinuação de
Montelucaste de Sódio (substância ativa) em pacientes com asma após
12 semanas de uso contínuo não causou efeito rebote em relação ao
agravamento da asma1,2.

Efeitos relativos aos corticosteroides
inalatórios

Em um dos dois estudos duplos-cegos com 12 semanas de duração
que incluíram adultos (multinacional), Montelucaste de Sódio
(substância ativa) foi comparado com beclometasona inalatória (200
µg duas vezes ao dia, com uso de espaçador). Montelucaste de Sódio
(substância ativa) demonstrou resposta inicial mais rápida, embora
na duração total do estudo a beclometasona tenha proporcionado
efeito de tratamento em média melhor. Entretanto, uma alta
porcentagem de pacientes tratados com Montelucaste de Sódio
(substância ativa) atingiu respostas clínicas similares em
comparação à beclometasona inalatória2.

Pacientes pediátricos de 6 a 14 anos de
idade

A eficácia de Montelucaste de Sódio (substância ativa) em
pacientes pediátricos com idade entre 6 e 14 anos foi demonstrada
em um estudo duplo-cego, controlado com placebo, com 8 semanas de
duração e que incluiu 336 pacientes (201 foram tratados com
Montelucaste de Sódio (substância ativa) e 135 receberam placebo)
que usavam β-agonistas conforme necessário. A porcentagem média
prevista para VEF1 foi 72% no período basal (variação aproximada,
45 a 90%) e aproximadamente 36% dos pacientes usavam
corticosteroides inalatórios4.

Em comparação ao placebo, a dose diária de Montelucaste de Sódio
(substância ativa) em comprimidos mastigáveis de 5 mg administrada
à noite diminuiu significativamente a porcentagem de dias com
exacerbação de asma. A avaliação global da asma feita pelos pais e
a avaliação da qualidade de vida feita pelos pacientes
pediátricos relacionada especificamente à asma (em todos os
critérios, incluindo atividades normais diárias e sintomas de asma)
foram significativamente melhores com Montelucaste de Sódio
(substância ativa) em comparação ao placebo.

Em comparação ao placebo, houve melhora significativa do VEF1
matutino (alteração de 8,7% versus 4,2% a partir do
período basal no grupo que recebeu placebo, plt; 0,001) e
diminuição significativa da necessidade do uso de β-agonista
(diminuição de 11,7% a partir do período basal versus
aumento de 8,2% a partir do período basal no grupo do placebo, p≤
0,050).

Da mesma forma que ocorreu em estudos que incluíram adultos, o
efeito do tratamento foi obtido após a primeira dose e permaneceu
constante durante a administração contínua diária em estudos
clínicos com duração de até 6 meses5.

Taxa de crescimento de pacientes
pediátricos

Dois estudos clínicos controlados mostraram que o Montelucaste
de Sódio (substância ativa) não afeta a taxa de crescimento em
pacientes pediátricos pré-puberdade com asma. No estudo que incluiu
crianças com idade entre 6 e 11 anos, a taxa de crescimento,
avaliada pelo aumento do comprimento da parte inferior da perna,
foi similar em pacientes tratados com Montelucaste de Sódio
(substância ativa) 5 mg uma vez ao dia por 3 semanas quando
comparada ao placebo e significativamente menor em pacientes
tratados com budesonida inalatória (200 mcg duas vezes ao dia) por
3 semanas quando comparada ao placebo6. Em um estudo de
56 semanas que incluiu crianças com idade entre 6 e 8 anos, a taxa
de crescimento linear foi similar em pacientes que receberam
diariamente Montelucaste de Sódio (substância ativa) 5 mg e placebo
(média de quadrados mínimos [QM] para o Montelucaste de Sódio
(substância ativa) e o placebo 5,67 e 5,64 cm/ano,
respectivamente) e significativamente menor (média de QM, 4,86
cm/ano) em pacientes tratados com beclometasona inalatória (200 mcg
duas vezes ao dia), em comparação ao placebo (diferença na média de
QM [IC 95%]: -0,78 [-1,06; -0,49] cm/ano). Tanto o Montelucaste de
Sódio (substância ativa) quanto a beclometasona versus
placebo demonstraram benefício significativo em relação ao uso de
medicamentos de resgate para pacientes com asma
leve7.

Pacientes pediátricos de 6 meses a 5 anos de
idade

A eficácia de Montelucaste de Sódio (substância ativa) em
comprimidos mastigáveis de 4 mg uma vez ao dia, administrados à
noite, em pacientes pediátricos com 2 a 5 anos de idade foi
demonstrada em um estudo duplo-cego, controlado com placebo, com 12
semanas e que incluiu 689 pacientes (461 foram tratados com
Montelucaste de Sódio (substância ativa) e 228 receberam placebo).
Montelucaste de Sódio (substância ativa) melhorou
significativamente vários desfechos de eficácia e melhorou os
parâmetros de controle da asma8.

Montelucaste de Sódio (substância ativa) foi significativamente
melhor em comparação ao placebo nos seguintes desfechos de eficácia
para os responsáveis por cuidar do paciente com asma diariamente:
dias com sintomas diurnos de asma, escore de sintomas diurnos de
asma (incluindo tosse, chiado, dificuldade para respirar e
atividade das crianças), uso de beta-agonista, resgate com
corticosteroides, dias sem asma e sintomas de asma durante a noite
(p lt;0,05). Além disso, houve tendência favorável do efeito do
tratamento para o desfecho de eficácia crises de asma (p=
0,107).

A avaliação global feita pelos médicos e a média da avaliação
global da asma feita por médicos e pelos responsáveis por cuidar
das crianças com asma foram significativamente melhores com
Montelucaste de Sódio (substância ativa) em comparação ao placebo
(p= 0,007 e 0,015, respectivamente). O efeito do tratamento foi
obtido após a primeira dose. Além disso, a contagem total de
eosinófilos no sangue diminuiu significativamente (p= 0,034).

A eficácia de Montelucaste de Sódio (substância ativa) em
pacientes com 6 meses a 2 anos de idade é embasada pela
extrapolação da eficácia demonstrada em pacientes com idade ≥2 anos
com asma e baseada em dados farmacocinéticos semelhantes, bem como
na suposição de que o curso da doença, a fisiopatologia e o efeito
da medicação são substancialmente semelhantes nessas
populações9.

Efeitos em pacientes que utilizam concomitantemente
corticosteroides inalatórios

Diferentes estudos com adultos demonstraram a propriedade
aditiva de Montelucaste de Sódio (substância ativa) no efeito
clínico de corticosteroides inalatórios, permitindo a diminuição
gradual dos esteroides quando usados concomitantemente.

Três grandes estudos com Montelucaste de Sódio (substância
ativa) demonstraram benefícios adicionais a pacientes que tomavam
corticosteroides. Um estudo randômico, controlado com placebo, de
grupos paralelos (n= 226), em pacientes com asma controlada que
recebiam dose inicial de corticosteroides inalatórios de
aproximadamente 1.600 mcg por dia reduziu o uso desses
corticosteroides em aproximadamente 37% durante o período de run in
com placebo. Montelucaste de Sódio (substância ativa) propiciou
também redução adicional de 47% na dose de corticosteroides
inalatórios em comparação com 30% para o placebo ao longo do
período de 12 semanas com tratamento ativo (p≤
0,050)10.

Em outro estudo randômico, controlado com placebo e de grupos
paralelos (n= 642) que incluiu uma população similar de pacientes
que recebiam corticosteroides inalatórios (400 mcg/dia de
beclometasona) – mas cuja asma não estava controlada, Montelucaste
de Sódio (substância ativa) proporcionou benefícios clínicos
adicionais, quando comparado com placebo. A interrupção abrupta e
completa da beclometasona em pacientes que receberam ambos os
tratamentos causou deterioração clínica em alguns pacientes,
indicando que a retirada gradual de corticosteroides inalatórios é
mais bem tolerada do que a interrupção abrupta destes, sendo,
portanto, preferida11.

Em pacientes com asma sensíveis ao ácido acetilsalicílico, sendo
que quase todos recebiam corticosteroides inalatórios e/ou orais
concomitantemente, incluídos em um estudo randômico, de grupos
paralelos e com duração de 4 semanas (n= 80), foi demonstrado que
Montelucaste de Sódio (substância ativa), comparado com placebo,
melhorou significativamente os parâmetros de controle da
asma12.

Efeitos na broncoconstrição induzida por exercícios
físicos

Em um estudo de grupos paralelos e com 12 semanas de
duração que incluiu 110 pacientes adultos com ≥15 anos de idade,
Montelucaste de Sódio (substância ativa) 10 mg evitou a
broncoconstrição induzida por exercício físico (BIE) como
demonstrado pela redução significativa dos seguintes parâmetros, em
comparação com o placebo:

  • A extensão e duração da queda no VEF1 ao longo de 60 minutos
    após o exercício físico (conforme avaliado pela área sob a curva da
    queda percentual no VEF1 versus tempo após o exercício
    físico, AUC);
  • Aporcentagem de queda máxima no VEF1 após o exercício
    físico;
  • O tempo até recuperação de 5% do VEF1 pré-exercício.

Esse efeito persistiu durante todo o período de tratamento de 12
semanas, indicando que não ocorreu tolerância13. Em um
estudo cruzado separado, a proteção foi observada após duas doses
administradas uma vez ao dia14.

Em pacientes pediátricos de 6 a 14 anos de idade, que receberam
comprimido mastigável de 5 mg, um estudo cruzado com o mesmo
desenho demonstrou proteção semelhante que foi mantida durante o
intervalo entre as doses (24 horas)15.

Efeitos na inflamação causada pela asma

Vários estudos têm mostrado que Montelucaste de Sódio
(substância ativa) inibe os parâmetros da inflamação causada pela
asma. Em um estudo cruzado controlado com placebo (n= 12),
Montelucaste de Sódio (substância ativa) inibiu a broncoconstrição
de fase imediata e tardia estimulada por antígeno em 75 e 57%,
respectivamente16.

Considerando que a infiltração de células inflamatórias
(eosinófilos) é uma importante característica da asma, o efeito de
Montelucaste de Sódio (substância ativa) nos eosinófilos da
circulação periférica e vias áreas foi estudado. Na fase IIb/III
dos estudos clínicos em adultos, Montelucaste de Sódio (substância
ativa) diminuiu significativamente os eosinófilos na circulação
periférica em aproximadamente 15% desde o período basal, em
comparação com o placebo1, 2, 13, 17, 18, 19. Em
pacientes pediátricos de 6 a 14 anos de idade, Montelucaste de
Sódio (substância ativa) também diminuiu significativamente os
eosinófilos na circulação periférica em 13% ao longo de 8 semanas
de tratamento, em comparação com o placebo4.

Em um estudo clínico randômico, de grupos paralelos, com 4
semanas de duração e que incluiu adultos (n= 40), Montelucaste de
Sódio (substância ativa) diminuiu significativamente os eosinófilos
nas vias aéreas (como avaliado na expectoração) em 48% a partir do
período basal, em comparação com aumento de 23% a partir do período
basal para o placebo. Nesse estudo, os eosinófilos da circulação
periférica diminuíram significativamente e os desfechos clínicos da
asma melhoraram com o tratamento com Montelucaste de Sódio
(substância ativa)19.

Estudos clínicos – rinite alérgica

A eficácia de Montelucaste de Sódio (substância ativa) para o
tratamento da rinite alérgica sazonal foi avaliada em estudos com
desenho semelhante, randômicos, duplos-cegos, controlados com
placebo e com duração de 2 semanas que incluíram 4.924 pacientes
(1.751 pacientes tratados com Montelucaste de Sódio (substância
ativa)). Os pacientes tinham idade ≥15 anos e histórico de rinite
alérgica sazonal, teste cutâneo positivo a pelo menos um alérgeno
sazonal relevante e sintomas ativos de rinite alérgica sazonal no
início do estudo20, 21, 22, 23, 24, 25.

Em uma análise combinada de três estudos pivotais, a
administração à noite de Montelucaste de Sódio (substância ativa)
em comprimidos de 10 mg uma vez ao dia a 1.189 pacientes resultou
em melhora estatisticamente significativa do desfecho primário,
escore de sintomas nasais diurnos e componentes individuais
(congestão nasal, rinorreia, prurido nasal e espirros); escore de
sintomas noturnos e componentes individuais (congestão nasal ao
despertar, dificuldade para dormir e despertares noturnos); escore
de sintomas oculares diurnos e componentes individuais
(lacrimejamento, prurido, vermelhidão e edema ocular); avaliação
global da rinite alérgica por pacientes e médicos; e escore de
sintomas composto (composto dos escores de sintomas nasais diurnos
e sintomas noturnos), em comparação com o placebo23, 24,
25
.

Em um estudo separado de 4 semanas, no qual Montelucaste de
Sódio (substância ativa) foi administrado uma vez ao dia pela
manhã, a eficácia durante as duas semanas iniciais foi
significativamente diferente do placebo e consistente com os
efeitos observados em estudos que utilizaram doses noturnas. Além
disso, o efeito ao longo do período de 4 semanas foi consistente
com o resultado das duas semanas26.

Em pacientes com rinite alérgica sazonal e idade ≥15 anos que
receberam Montelucaste de Sódio (substância ativa), notou-se
diminuição mediana de 13% na contagem de eosinófilos na circulação
periférica, em comparação com o placebo, durante os períodos de
tratamento duplo-cego.

A eficácia de Montelucaste de Sódio (substância ativa) para o
tratamento da rinite alérgica perene foi avaliada ainda em dois
estudos semelhantes, randômicos, duploscegos, controlados com
placebo, com duração de 6 semanas e que incluíram 3.235 pacientes
(1.632 pacientes tratados com Montelucaste de Sódio (substância
ativa)). Os pacientes com 15 a 82 anos de idade apresentavam
histórico de rinite alérgica perene, teste cutâneo positivo para
alérgenos presentes independentemente da estação do ano (incluindo
ácaros, pelos de animais e esporos de fungos) e sintomas ativos de
rinite alérgica perene no início do estudo27, 28.

Em um estudo, Montelucaste de Sódio (substância ativa) em
comprimidos de 10 mg foi administrado uma vez ao dia a 1.000
pacientes, o que resultou em melhora estatisticamente significativa
do desfecho primário, escore de sintomas nasais diurnos e seus
componentes individuais (congestão nasal, rinorreia e espirros), em
comparação com o placebo. Montelucaste de Sódio (substância ativa)
também demonstrou melhora da rinite alérgica perceptível ao
paciente, conforme avaliado pelos desfechos secundários: avaliação
global da rinite alérgica pelo paciente e escore geral da qualidade
de vida em pacientes com rinoconjuntivite (média de pontos para os
sete critérios: atividade, sono, sintomas não relacionados aos
olhos e nariz, problemas de aspecto prático, sintomas nasais,
sintomas oculares e emocionais), em comparação com o
placebo28.

A eficácia de Montelucaste de Sódio (substância ativa) para o
tratamento de rinite alérgica em pacientes pediátricos de 2 a 14
anos de idade é embasada pela extrapolação da eficácia demonstrada
em pacientes com rinite alérgica e idade a partir de 15 anos, assim
como na suposição de que o curso da doença, sua fisiopatologia e o
efeito da medicação são substancialmente semelhantes nessas
populações.

Referências bibliográficas:

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RJ, Shingo S, Seidenberg B, Edwards TB. Montelukast, a once-daily
leukotriene receptor antagonist, in the treatment of chronic
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20 Meltzer EO, Malmstrom K, Lu S, Prenner BM, Wei LX, Weinstein SF,
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21 Lu S, Malice MP, Dass SB, Reiss TF. Clinical studies of
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22 Nayak A S, Philip G, Lu S, Malice M P, Reiss T F and Montelukast
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montelukast alone or in combination with loratadine in seasonal
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placebocontrolled trial performed in the fall. Ann Allergy Asthma
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23 Philip G, Malmstrom K, Hampel F C Jr, Weinstein S F, LaForce C
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24 Chervinsky P, Philip G, Malice M-P, Bardelas J, Nayak A, Marchal
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25 van Adelsberg J, Philip G, LaForce CF, Weinstein SF, Menten J,
Malice MP, Reiss TF; Montelukast Spring Rhinitis Investigator
Group. Randomized controlled trial evaluating the clinical benefit
of montelukast for treating spring seasonal allergic rhinitis. Ann
Allergy Asthma Immunol 2003;90:214-222.
26 van Adelsberg J, Philip G, Pedinoff A J, Meltzer E O, Ratner P
H, Menten J and Reiss T F for the Montelukast Fall Rhinitis Study
Group. Montelukast improves symptoms of seasonal allergic rhinitis
over a 4-week treatment period. Allergy 2003;58(12):1268-1276.
27 Philip G, Williams-Herman D, Patel P, Weinstein SF, Alon A,
Gilles L, Tozzi CA, Dass SB, Reiss TF. Efficacy of montelukast for
treating perennial allergic rhinitis. Allergy Asthma Proc. 2007
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28 Patel P, Philip G, Yang W, Call R, Horak F, LaForce C, Gilles L,
Garrett G C, Dass S B, Knorr B A and Reiss T F. Randomized,
doubleblind, placebo-controlled study of montelukast for treating
perennial allergic rhinitis. Ann Allergy Asthma Immunol 2005;95(6):
551-557.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Singulair®.

Características Farmacológicas


Mecanismo de ação

Os leucotrienos cisteínicos (LTC4, LTD4,
LTE4) são potentes eicosanoides inflamatórios, produtos
do metabolismo do ácido araquidônico e liberados de várias células,
incluindo mastócitos e eosinófilos. Esses importantes mediadores
pró-asmáticos ligam-se aos receptores dos leucotrienos cisteínicos
(CysLT). O receptor CysLT tipo 1 (CysLT1) encontra-se
nas vias aéreas de humanos (inclusive células musculares lisas e
macrófagos da via aérea) e em outras células pró-inflamatórias
(inclusive eosinófilos e determinadas células-tronco mieloides). Os
CysLT foram correlacionados com a fisiopatologia da asma e da
rinite alérgica. Na asma, os efeitos mediados pelos leucotrienos,
inclusive um número de ações nas vias aéreas, incluem
broncoconstrição, secreção de muco, aumento da permeabilidade
vascular e recrutamento de eosinófilos. Na rinite alérgica, os
CysLT são associados aos sintomas e liberados da mucosa nasal
depois da exposição ao alérgeno durante as fases de reação precoce
e tardia. A estimulação intranasal com os CysLTs tem mostrado
aumento na resistência da via nasal e dos sintomas de obstrução
nasal.

O Montelucaste de Sódio (substância ativa) é um potente composto
ativo por via oral que melhora significativamente os parâmetros da
inflamação asmática. Com base nos bioensaios bioquímicos e
farmacológicos, ele se liga com alta afinidade e seletividade ao
receptor CysLT1 (preferindo-o a outros receptores
farmacologicamente importantes das vias aéreas, tais como os
receptores prostanoides, colinérgicos ou β-adrenérgicos). O
Montelucaste de Sódio (substância ativa) inibe as ações
fisiológicas do LTC4, LTD4 e LTE4
no receptor CysLT1 sem atividade agonista.

Absorção

O Montelucaste de Sódio (substância ativa) é rápida e quase
completamente absorvido após a administração oral. A concentração
plasmática máxima média (Cmáx) dos comprimidos
revestidos de 10 mg é atingida 3 horas (Tmáx) após a administração
a adultos em jejum. A biodisponibilidade oral média é de 64%. A
biodisponibilidade oral e a Cmáx não são influenciadas
por uma refeição-padrão.

A Cmáx dos comprimidos mastigáveis de 5 mg é atingida
2 horas após a administração a adultos em jejum. A
biodisponibilidade oral média é de 73%. A alimentação não tem
influência clinicamente importante na administração regular.

A Cmáx dos comprimidos mastigáveis de 4 mg é atingida
2 horas após a administração a pacientes pediátricos de dois a
cinco anos de idade em jejum.

A formulação dos grânulos de 4 mg é bioequivalente à dos
comprimidos mastigáveis de 4 mg quando administrados a adultos em
jejum. A coadministração de papinha de maçã ou de uma
refeição-padrão com os grânulos orais não teve efeito significante
na farmacocinética de Montelucaste de Sódio (substância ativa),
conforme determinado pela AUC (1225,7 versus 1223,1
ng•h/mL, com ou sem papinha de maçã, respectivamente, e 1191,8
versus 1148,5 ng•h/mL, com ou sem uma refeição-padrão,
respectivamente).

A segurança e eficácia de Montelucaste de Sódio (substância
ativa) foram demonstradas em estudos clínicos com a administração
dos comprimidos de 4 mg, 5 mg e 10 mg, independentemente do horário
de ingestão de alimentos. Estudos clínicos também demonstraram o
perfil de segurança de Montelucaste de Sódio (substância ativa) com
a administração de grânulos orais de 4 mg, independentemente do
horário de ingestão de alimentos.

Distribuição

A ligação do Montelucaste de Sódio (substância ativa) às
proteínas plasmáticas é superior a 99%. O volume de distribuição em
estado de equilíbrio do Montelucaste de Sódio (substância ativa) é
de aproximadamente 8 a 11 litros. Estudos em ratos, que utilizaram
Montelucaste de Sódio (substância ativa) marcado radioativamente,
demonstraram mínima distribuição pela barreira hematoencefálica.
Além disso, as concentrações do material radiomarcado, 24 horas
após a dose, foram mínimas em todos os outros tecidos.

Metabolismo

O Montelucaste de Sódio (substância ativa) é amplamente
metabolizado. Em estudos nos quais se utilizou doses terapêuticas,
as concentrações plasmáticas dos metabólitos do Montelucaste de
Sódio (substância ativa), em estado de equilíbrio, foram
indetectáveis em adultos e em pacientes pediátricos. Estudos in
vitro
em microssomos de fígado humano indicam que as
isoenzimas do citocromo P450 3A4, 2C8 e 2C9 estão envolvidas no
metabolismo do Montelucaste de Sódio (substância ativa). Resultados
de estudos posteriores in vitro em microssomos de fígado
humano demonstraram que as concentrações plasmáticas terapêuticas
do Montelucaste de Sódio (substância ativa) não inibem as
isoenzimas 3A4, 2C9, 1A2, 2A6, 2C19 ou 2D6 do citocromo P450.

Eliminação

A depuração plasmática do Montelucaste de Sódio (substância
ativa) é de aproximadamente 45 mL/min em adultos saudáveis. Após
uma dose oral de Montelucaste de Sódio (substância ativa) marcado
radioativamente, 86% da radioatividade foi recuperada em coletas
fecais durante 5 dias e lt;0,2% foi recuperada na urina.
Considerando-se as estimativas da biodisponibilidade oral do
Montelucaste de Sódio (substância ativa), isso indica que o
Montelucaste de Sódio (substância ativa) e seus metabólitos são
excretados quase que exclusivamente pela bile. Em diversos estudos,
a meia-vida plasmática média do Montelucaste de Sódio (substância
ativa) foi de 2,7 a 5,5 horas em jovens saudáveis. A
farmacocinética do Montelucaste de Sódio (substância ativa) é quase
linear para doses de até 50 mg administradas por via oral. Nenhuma
diferença na farmacocinética foi notada entre as doses
administradas pela manhã ou à noite. Com a administração de 10 mg
de Montelucaste de Sódio (substância ativa) uma vez ao dia, houve
pequeno acúmulo do medicamento inalterado no plasma
(aproximadamente 14%).

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Singulair®.

Cuidados de Armazenamento do Singulair

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da
luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Singulair 4 mg

Comprimido rosa, oval, biconvexo, com SINGULAIR gravado em uma
face e MSD 711 na outra.

Singulair 5 mg

Comprimido rosa, redondo, biconvexo, com SINGULAIR gravado em
uma face e MSD 275 na outra.

Singulair 10 mg

Comprimido revestido quadrado arredondado, bege, com SINGULAIR
gravado em uma face e MSD 117 na outra.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Singulair

MS 1.0029.0005

Farm. Resp.:

Fernando C. Lemos
CRF-SP no 16.243

Registrado e importado por:

Merck Sharp amp; Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815 – Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0001-34 – Indústria Brasileira

MSD On Line 0800-0122232
e-mail: online@merck.com

Singulair, Bula extraída manualmente da Anvisa.

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