Sevoness Bula

Sevoness

Como o Sevoness funciona?


O medicamento Sevoness é um anestésico geral inalatório, de uso
hospitalar, cuja administração tem sido associada à indução
anestésica com perda de consciência rápida e suave, bem como a
rápida recuperação após descontinuação da anestesia.

Para indução anestésica, o tempo estimado de início da ação do
medicamento geralmente é de menos de 2 minutos, tanto em adultos
quanto em crianças.

Contraindicação do Sevoness

Sevoness não deve ser utilizado em pacientes com suscetibilidade
genética conhecida ou suspeita de hipertermia maligna (um aumento
anormal da temperatura corporal).

Sevoness não deve ser utilizado em pacientes com sensibilidade
conhecida ou suspeita ao sevoflurano ou a outro agente anestésico
inalatório halogenado por exemplo, histórico de hepatotoxicidade
(dano ao fígado causado por toxinas), incluindo geralmente aumento
das enzimas hepáticas (enzimas do fígado), febre, leucocitose
(aumento transitório no número de glóbulos brancos no sangue) e/ou
eosinofilia temporária (aumento anormal no número de eosinófilos no
sangue) relacionada à anestesia com um desses agentes.

Este medicamento é contraindicação em casos de
sensibilidade conhecida ao sevoflurano.

Como usar o Sevoness

Instruções para o preenchimento de
vaporizadores:

O frasco de sevoflurano é fornecido com um colar chaveado de
frasco e deve ser preenchido somente em vaporizadores projetados
para uso com sevoflurano usando um adaptador chaveado.

O sevoflurano deve ser administrado com um vaporizador calibrado
especificamente para sevoflurano. Somente vaporizadores que
demonstraram ser compatíveis com este medicamento devem ser usados
para a administração. O sevoflurano pode sofrer degradação na
presença de ácidos fortes de Lewis que podem ser formados em
superfícies metálicas ou de vidro em condições difíceis, e o uso de
vaporizadores que contenham tais ácidos fortes de Lewis, ou que
podem formá-los em condições normais de utilização, devem ser
evitados.

Certifique-se com o fabricante que o seu vaporizador é calibrado
e validado para a utilização deste produto.

  1. Retirar o lacre e a tampa do frasco anestésico e verificar se o
    gargalo do frasco não está danificado.
  2. Colocar a extremidade maior do adaptador em cima do colar,
    alinhando os furos no adaptador com as argolas no colar, e apertar
    firmemente. A cor do adaptador deve combinar com a cor do colar
    para o adaptador indexar corretamente.
  3. Anexar a outra extremidade do adaptador na porta de
    preenchimento do vaporizador conforme as instruções do fabricante
    do vaporizador e encher o vaporizador.
  4. Desconectar o adaptador do vaporizador e permitir que qualquer
    excesso de Sevoflurano drene de volta para o frasco antes de
    desconectar o adaptador do frasco.
  5. Recolocar a tampa firmemente no frasco e descartar o
    frasco.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Siga corretamente o modo de usar. Em caso de dúvidas
sobre este medicamento, procure orientação do farmacêutico. Não
desaparecendo os sintomas, procure orientação de seu médico ou
cirurgião-dentista.

Posologia do Sevoness


A concentração de sevoflurano sendo administrada por um
vaporizador durante a anestesia deve ser conhecida. Isto pode ser
realizado usando um vaporizador calibrado especificamente para o
sevoflurano. A administração de anestesia geral deve ser
individualizada com base na resposta do paciente.

Substituição de Absorventes de CO2
Dessecados:

Quando um clínico suspeita que o absorvente de CO2
pode estar dessecado, este deve ser substituído. A reação
exotérmica que ocorre com o sevoflurano e os absorventes de
CO2 é aumentada quando o absorvente de CO2 se
torna seco, como depois de um extenso período de fluxo de gás seco
através dos recipientes de absorvente de CO2.

Medicação Pré-Anestésica:

Nenhuma pré-medicação específica está indicada ou contraindicada
com sevoflurano. A decisão de administrar ou não uma pré-medicação
e a escolha da pré-medicação fica a critério do
anestesiologista.

Indução:

Sevoflurano possui um odor não irritante e não causa
irritabilidade respiratória, é apropriado para indução com máscara
em pacientes pediátricos e adultos.

Manutenção:

Planos cirúrgicos de anestesia podem geralmente ser alcançados
com concentrações de 0,5 a 3% de sevoflurano com ou sem o uso
concomitante de óxido nitroso. O sevoflurano pode ser administrado
com qualquer tipo de circuito de anestesia.

Tabela 9 – Valores CAM para pacientes adultos e
pediátricos de acordo com a idade:

Idade do paciente (anos)

Sevoflurano em oxigênio

Sevoflurano em N2O a 65%/ O2 a
35%

0 a 1 mês #

3,3%

1 a lt; 6 meses

3,0%

6 meses a lt; 3 anos

2,8%

2,0% @

3 a 12

2,5%

25

2,6%

1,4%

40

2,1%

1,1%

60

1,7%

0,9%

80

1,4%

0,7%

# Os neonatos têm idade gestacional completa. A CAM em bebês
prematuros não foi determinada.

@ Em pacientes pediátricos com idade entre 1 e lt; 3 anos, foi
utilizado N2O a 60%/O2 a 40%.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Sevoness?


Sevoness é medicamento de uso restrito hospitalar, que deve ser
usado sob a orientação e supervisão de um médico. A administração
deste medicamento deve ser feita somente por anestesiologista
qualificado.

Em casos de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Sevoness

Sevoness pode causar depressão respiratória que pode ser
agravada por pré-medicação narcótica ou outros agentes que causam
depressão respiratória. A respiração deve ser supervisionada e, se
necessário, assistida.

Sevoness somente deve ser administrado por médicos treinados na
administração de anestesia geral. Hipotensão (pressão baixa) e
depressão respiratória (dificuldade de respirar espontaneamente)
aumentam na medida em que a anestesia é aprofundada.

Como anestésicos voláteis diferem em suas propriedades físicas,
apenas vaporizadores especificamente calibrados para sevoflurano
devem ser utilizados. A administração de anestésicos gerais deve
ser individualizada de acordo com a resposta do paciente.

Foram relatados casos isolados de prolongamento do intervalo QT
(alteração no exame de eletrocardiograma), associados à torsade
de pointes
(tipo de arritmia cardíaca) (em casos excepcionais,
fatal).

Deve-se exercer cautela quando sevoflurano for administrado em
pacientes suscetíveis (por exemplo pacientes com síndrome QT
congenital ou pacientes recebendo medicamentos que podem prolongar
o intervalo de QT). Também foram relatados casos isolados de
arritmia ventricular (tipo de arritmia cardíaca) em pacientes
pediátricos com Doença de

Pompe (doença enzimática que pode levar a lesões musculares).
Anestésicos gerais, incluindo o sevoflurano, devem ser
administrados com cautela em pacientes com desordem mitocondrial
(desordens que acometem uma estrutura celular específica, a
mitocôndria).

Gerais:

Durante a manutenção anestésica, o aumento de concentração de
sevoflurano produz diminuição na pressão sanguínea.

Como com todos os anestésicos, a manutenção da estabilidade
hemodinâmica é importante para evitar isquemia (insuficiência
absoluta ou relativa de aporte sanguíneo) miocárdica em pacientes
com doença arterial coronariana.

A recuperação da anestesia geral deve ser avaliada com cuidado,
antes que os pacientes estejam dispensados da unidade de cuidado
pós-anestésica.

Pequenas alterações no humor podem persistir por diversos dias
após a administração do anestésico.

Hepáticas (do fígado):

Casos muito raros de disfunção hepática leve, moderada e severa
no pós-operatório ou hepatite com ou sem icterícia (coloração
amarelada da pele e olhos) têm sido relatados a partir de
experiências pós-comercialização. Deve ser realizada uma avaliação
do médico quando sevoflurano for administrado em pacientes com uma
alteração hepática conhecida ou sob tratamento com medicamentos
conhecidos por causar disfunção hepática.

Há relatos de que a exposição prévia a anestésicos com
hidrocarbonetos halogenados pode aumentar o potencial de lesão
hepática, especialmente se esta ocorrer em um intervalo inferior a
3 meses.

Hipertermia maligna:

Assim como com outros agentes inalatórios, a anestesia com
sevoflurano pode levar a uma síndrome clínica conhecida como
hipertermia maligna (aumento anormal da temperatura corporal).

Esta síndrome é caracterizada por hipercapnia (elevação do gás
carbônico no sangue arterial) e pode incluir sinais como rigidez
muscular, taquicardia (batimento cardíaco acelerado), taquipneia
(respiração excessivamente acelerada), cianose (coloração azulada
da pele), arritmias (alterações no batimento cardíaco) e/ou
instabilidade da pressão sanguínea. O tratamento consiste na
descontinuação dos agentes causadores (como sevoflurano),
administração de dantrolene sódico intravenoso (as informações de
prescrição do dantrolene sódico intravenoso devem ser consultadas
pelo médico para informações adicionais sobre o manejo dos
pacientes) e aplicação de medidas de suporte. Tal terapia inclui
esforço vigoroso para restaurar a temperatura corpórea a valores
normais, suportes respiratório e circulatório como indicado e
manejo dos distúrbios ácido-básicos, de fluidos e eletrólitos.

Hipercalemia perioperatória (concentração elevada de
potássio):

O uso de agentes anestésicos inalatórios foi associado a raros
aumentos nos níveis de potássio sérico que resultaram em arritmias
cardíacas e morte de pacientes pediátricos durante o período
pós-operatório. Pacientes com doenças neuromusculares latentes ou
manifestas, particularmente com distrofia muscular de Duchenne
(tipo de doença neuromuscular hereditária), parecem ser mais
vulneráveis. O uso combinado de succinilcolina foi associado à
maioria destes casos, mas não a todos. Estes pacientes também
mostraram elevações significativas dos níveis de creatinoquinase
(uma enzima de degradação muscular) e, em alguns casos, alterações
na urina consistentes com mioglobinúria (presença da substância
mioglobina na urina). Apesar da similaridade deste quadro à
hipertermia maligna, nenhum destes pacientes exibiu sinais ou
sintomas de rigidez muscular ou estado hipermetabólico (estado de
aumento importante do metabolismo corporal). Intervenção precoce e
agressiva para o tratamento da hipercalemia (nível de potássio
sanguíneo elevado) e arritmias resistentes é recomendável, assim
como subsequente avaliação de doenças neuromusculares latentes.

Substituição dos absorventes de CO2
dessecados:

Casos raros de calor extremo, fumaça e/ou fogo espontâneo no
aparelho de anestesia foram relatados durante o uso de Sevoness em
conjunto com o uso de absorventes de CO2 dessecados,
especificamente aqueles que contêm hidróxido de potássio. Um
aumento tardio incomum ou um declínio inesperado da concentração
estabelecida no vaporizador pode estar associado ao excessivo
aquecimento dos absorventes de CO2.

Quando um médico suspeita que esses absorventes possam estar
dessecados, eles devem ser substituídos antes da administração do
Sevoness. O indicador de cor desses absorventes não necessariamente
muda como resultado da desidratação ou ressecamento.
Consequentemente, a falta da mudança significativa de cor não deve
ser entendida como adequado estado de hidratação. Os absorventes de
CO2 devem ser substituídos rotineiramente, independente
da coloração do indicador.

Anestesia neurocirúrgica:

Em pacientes com risco de aumento da pressão intracraniana,
sevoflurano deve ser administrado cautelosamente, em conjunto com
manobras para reduzir a pressão intracraniana, como a
hiperventilação.

Disfunção renal:

A segurança do uso de sevoflurano neste grupo de pacientes ainda
não pode ser completamente estabelecida. Portanto, o sevoflurano
deve ser utilizado com cautela em pacientes com insuficiência
renal.

Convulsões:

Raros casos de convulsão associados ao uso de sevoflurano foram
relatados.

Interações medicamentosas:

Agentes beta-simpatomiméticos (agentes que imitam os efeitos do
hormônio noradrenalina) como isoprenalina e agentes alfa- e
beta-simpatomiméticos (agentes que imitam os efeitos dos hormônios
adrenalina e noradrenalina) como adrenalina e noradrenalina devem
ser usados com precaução durante a narcose com Sevoness, devido ao
risco potencial de arritmia ventricular.

Inibidores não seletivos de monoaminoxidase
(MAO):

Risco de crises durante operação. Geralmente, é recomendado que
o tratamento seja suspenso 2 semanas anteriormente à cirurgia.

O sevoflurano pode levar a uma marcada hipotensão (queda da
pressão arterial) em pacientes tratados com antagonistas de cálcio,
em particular derivados da di-hidropiridina. Precaução deve ser
exercida quando antagonisas de cálcio são utilizados
concomitantemente com anestésicos inalantes devido ao risco de
efeito inotrópico negativo aditivo (redução da força de contração
do coração).

O uso concomitante de succinilcolina com agentes anestésicos
inalantes tem sido associado com raros aumentos dos níveis do
potássio sérico que resultaram em arritmias cardíacas (distúrbios
de pulsação do coração) e morte em pacientes pediátricos durante o
período pós-operatório.

Medicamentos com importante potencial de interação
observado:

Benzodiazepínicos e opioides:

Como ocorre com os demais anestésicos inalatórios, é esperado
que benzodiazepínicos e opióides diminuam a CAM (Concentração
Alveolar Mínima – medida de potência de um agente anestésico
inalatório) do sevoflurano. A administração de sevoflurano é
compatível com os benzodiazepínicos e opioides comumente utilizados
na prática cirúrgica.

Bloqueadores neuromusculares:

Em alguns casos há a necessidade de ajustes de dose para
miorrelaxantes, quando administrados com sevoflurano.

Indutores da CYP2E1 (enzima do fígado que transforma o
medicamento):

Produtos medicinais e compostos que aumentam a atividade da
CYP2E1 do citocromo P450 (grupo de enzimas do fígado), como a
isoniazida e o álcool, podem aumentar o metabolismo do sevoflurano
e levar a aumentos significativos nas concentrações de fluoreto no
sangue.

Óxido nitroso:

Do mesmo modo como ocorre com os demais anestésicos voláteis
halogenados, a concentração alveolar mínima do sevoflurano diminui
quando administrada em combinação com óxido nitroso.

Medicamentos sem potencial de interação clinicamente
importante ou sem interação observada:

Sevoness mostrou-se seguro e efetivo quando administrado
juntamente a uma grande variedade de medicamentos, geralmente
encontrados no ambiente cirúrgico, tais como:

Agentes do sistema nervoso central, fármacos autonômicos,
miorrelaxantes, anti-infecciosos (incluindo aminoglicosídeos),
hormônios e substitutos sintéticos, hemoderivados e fármacos
cardiovasculares (incluindo epinefrina).

Barbitúricos:

A administração de sevoflurano é compatível com os barbitúricos
comumente utilizados na prática cirúrgica.

Interações medicamento-exame laboratorial:

O uso de sevoflurano pode provocar alterações nos testes de
glicose sanguínea e de contagem de leucócitos (glóbulos brancos).
Casos ocasionais de alterações transitórias em teste de função
hepática (do fígado) foram relatados com o uso de sevoflurano e
agentes de referência. Aumentos transitórios nos níveis de fluoreto
inorgânico sérico podem ocorrer durante e após a anestesia com
sevoflurano.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Sevoness

Assim como todos os anestésicos inalatórios potentes,
sevoflurano pode causar depressão cardiorrespiratória (redução dos
batimentos cardíacos e dificuldade de respiração espontânea).
Muitos eventos adversos são leves ou moderados na intensidade e
transitórios na duração. Náuseas, vômitos e delírios têm sido
observados no período pós-operatório, consequências comuns da
cirurgia e da anestesia geral, que podem ser devidas ao anestésico
inalatório ou outro agente administrado no período intra ou
pós-operatório, ou devidas à resposta do paciente ao procedimento
cirúrgico.

Eventos adversos ocorridos durante os estudos
clínicos:

Pacientes adultos:

Hipotensão (pressão arterial baixa), náusea e vômito.

Pacientes idosos:

Bradicardia (batimento cardíaco lento), hipotensão (pressão
arterial baixa) e náusea.

Pacientes pediátricos:

Agitação, tosse, vômito e náusea.

As seguintes definições de frequências foram
adotadas:

  • Muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este
    medicamento);
  • Comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este
    medicamento);
  • Incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este
    medicamento);
  • Rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este
    medicamento);
  • Muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam
    este medicamento), incluindo relatos isolados.

O tipo, gravidade e frequência das reações adversas em pacientes
usando sevoflurano foram comparáveis àquelas observadas em
pacientes que usaram drogas de referência.

Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Agitação, bradicardia (batimento cardíaco lento), hipotensão
(pressão arterial baixa), tosse, náusea, vômito.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Sonolência, tontura, cefaleia (dor de cabeça), taquicardia
(batimento cardíaco acelerado), hipertensão (pressão arterial
alta), alterações respiratórias, laringoespasmos (contração da
musculatura da laringe), hipersecreção salivar, calafrios e pirexia
(febre), glicose sanguínea anormal, teste anormal de função
hepática (do fígado), contagem de leucócitos (células de defesa do
sangue) anormal, aumento nos níveis de fluoreto e hipotermia
(temperatura do corpo mais baixa que o normal).

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Bloqueio atrioventricular completo (bloqueio na condução do
impulso dos átrios para os ventrículos do coração).

Frequência desconhecida:

Prolongamento do intervalo QT associado com torsade
(forma maligna de ritmo ventricular anormalmente rápido).

Eventos adversos da experiência
pós-comercialização:

Eventos adversos foram espontaneamente relatados durante o
período de comercialização do sevoflurano. Estes eventos foram
relatados por uma população com taxa de exposição desconhecida.
Portanto, não é possível estimar a verdadeira incidência dos
eventos adversos ou estabelecer uma relação de exposição ao
sevoflurano.

Todos os eventos adversos relatados estão descritos a
seguir:

Reação anafilática (reação alérgica grave), reação anafilactoide
(sindrome de choque aparentemente semelhante à anafilaxia, mas que
não é imunologicamente mediada), hipersensibilidade, convulsão,
distonia (contrações musculares), parada cardíaca, com relatos
muito raros de casos de parada cardíaca no ajuste do uso de
sevoflurano, broncoespasmo (contração da musculatura dos
brônquios), dispneia (falta de ar), respiração com dificuldade,
hepatite (inflamação do fígado), falência hepática (perda da função
do fígado), necrose hepática (lesão irreversível do fígado ou parte
dele), rash (erupções na pele), urticária (alergia de
pele), prurido (coceira), dermatite de contato (reação alérgica na
pele caracterizada por vermelhidão, inchaço leve e descamação na
região afetada), edema (inchaço) na face, hipertermia maligna
(aumento anormal da temperatura corporal), desconforto torácico (no
tórax).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também a empresa do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Sevoness

Uso em idosos:

Ficou demonstrado que sevoflurano é um agente efetivo e seguro
para indução e manutenção anestésicas. A dosagem deve ser
individualizada para o efeito desejado de acordo com a idade e
quadro clínico do paciente.

Uso pediátrico:

Ficou demonstrado que sevoflurano é um agente efetivo e seguro
para indução e manutenção anestésicas. A dosagem deve ser
individualizada e titulada para o efeito desejado de acordo com a
idade e quadro clínico do paciente.

A utilização de sevoflurano foi associada com convulsões. Muitas
dessas ocorreram em crianças e adultos jovens a partir de 2 meses
de idade, a maioria dos quais não possuíam fatores de risco
predisponentes. O julgamento médico deve ser exercido na decisão de
utilizar Sevoness em pacientes sob risco de convulsões.

Gravidez:

Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres
grávidas e, portanto, sevoflurano deve ser usado durante a gravidez
apenas se absolutamente necessário.

A segurança do sevoflurano foi demonstrada em estudo clínico,
tanto para as mães quanto para os conceptos, quando utilizado para
anestesia de parto tipo cesárea, a segurança para uso durante o
trabalho de parto e parto normal não foi demonstrada.

Sevoflurano, assim como outros agentes inalatórios, possui
efeito relaxante no útero com risco potencial para sangramento
uterino. O julgamento médico deve ser exercido na decisão de
utilizar Sevoness durante a anestesia obstétrica.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Lactação:

Não se sabe se o sevoflurano ou seus metabólitos são excretados
no leite humano. Devido à falta de experiência documentada,
mulheres lactantes devem ser orientadas a não amamentarem por 48
horas após a administração de sevoflurano e descartar o leite
produzido neste período.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar
máquinas:

Os pacientes devem ser advertidos de que o desempenho em
atividades que requeiram atenção constante, tais como conduzir
veículos motorizados ou operar maquinário pesado, pode ser
prejudicado por algum tempo após a anestesia geral.

Composição do Sevoness

Apresentação:

Anestésico Inalatório.

Sevoness é apresentado em embalagens
contendo:

6 frascos com 250 mL cada.

Via inalatória.

Uso adulto e pediátrico.

Composição:

Sevoflurano 100%.

Não contém excipientes.

Superdosagem do Sevoness

Em caso de superdosagem, ou o que possa parecer estar
relacionado com uma superdosagem, a seguinte conduta deve ser
tomada pelo seu médico: descontinuar a administração de
sevoflurano, estabelecer a patência das vias aéreas, iniciar
ventilação controlada ou assistida com oxigênio e manter a função
cardiovascular em níveis adequados.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações. Em caso de intoxicação ligue para
0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Sevoness

Agentes beta-simpatomiméticos como isoprenalina e agentes alfa-
e beta-simpatomiméticos como adrenalina e noradrenalina devem ser
usados com precaução durante a narcose com Sevoflurano (substância
ativa), devido ao risco potencial de arritmia ventricular.

Inibidores não seletivos de monoaminoxidase
(MAO)

Risco de crises durante operação. Geralmente, é recomendado que
o tratamento seja suspenso 2 semanas anteriormente à cirurgia.

O Sevoflurano (substância ativa) pode levar a uma marcada
hipotensão em pacientes tratados com antagonistas de cálcio, em
particular derivados da di-hidropiridina. Precaução deve ser
exercida quando antagonistas de cálcio, precaução deve ser exercida
quando antagonistas de cálcio são utilizados concomitantemente com
anestésicos inalatórios devido ao risco de efeito inotrópico
negativo aditivo. O uso concomitante de succinilcolina com agentes
anestésicos inalantes tem sido associado com raros aumentos dos
níveis do potássio sérico que resultaram em arritmias cardíacas e
morte em pacientes pediátricos durante o período
pós-operatório.

Medicamentos com importante potencial de interação
observado

Benzodiazepínicos e opioides

Do mesmo modo como ocorre com os demais anestésicos inalatórios,
espera-se que os benzodiazepínicos e opioides diminuam a CAM do
Sevoflurano (substância ativa). A administração de Sevoflurano
(substância ativa) é compatível com os benzodiazepínicos e opioides
comumente utilizados na prática cirúrgica.

Bloqueadores neuromusculares

Assim como outros agentes anestésicos inalatórios, Sevoflurano
(substância ativa) afeta tanto a intensidade quanto a duração do
bloqueio neuromuscular produzido por relaxantes musculares não
despolarizantes. Quando utilizado como suplemento para anestesia
feita com alfentanila/N2O, o Sevoflurano (substância ativa)
potencializa o bloqueio neuromuscular induzido com pancurônio,
vecurônio e atracúrio.

Os ajustes de dose para estes miorrelaxantes, quando
administrados com Sevoflurano (substância ativa), são similares
àqueles requeridos com isoflurano. O efeito do Sevoflurano
(substância ativa) na succinilcolina e a duração da despolarização
do bloqueio neuromuscular não foram avaliados. A redução de dose
dos bloqueadores neuromusculares durante a indução anestésica pode
resultar em retardo para se atingir condições adequadas para a
intubação endotraqueal ou relaxamento muscular inadequado, porque a
potencialização dos bloqueadores neuromusculares é observada poucos
minutos após o início da administração de Sevoflurano (substância
ativa). Dentre os agentes não despolarizantes, as interações com
vecurônio, pancurônio e atracúrio foram estudadas.

Na ausência de orientações específicas

  • Para intubação endotraqueal, não reduza a dose dos relaxantes
    musculares não despolarizantes;
  • Durante a manutenção da anestesia, é desejável reduzir a dose
    dos relaxantes musculares não despolarizantes, de modo análogo ao
    feito durante anestesia com N2O/opioides.

A administração de doses suplementares de relaxantes musculares
deve ser orientada pela resposta à estimulação nervosa.

Indutores da CYP2E1

Produtos medicinais e compostos que aumentam a atividade da
isoenzima CYP2E1 do citocromo P450, como a isoniazida e o álcool,
podem aumentar o metabolismo do Sevoflurano (substância ativa) e
levar a aumentos significantes nas concentrações de fluoreto no
plasma.

Óxido nitroso

Do mesmo modo como ocorre com os demais anestésicos voláteis
halogenados, a CAM do Sevoflurano (substância ativa) diminui quando
administrado em combinação com óxido nitroso. A CAM equivalente
está reduzida em aproximadamente 50 % nos adultos e 25% nos
pacientes pediátricos.

Medicamentos sem potencial de interação clinicamente
importante ou sem interação observada

O Sevoflurano (substância ativa) mostrou-se seguro e
efetivo quando administrado concomitantemente a uma grande
variedade de fármacos, geralmente encontrados no ambiente
cirúrgico, tais como

Agentes do sistema nervoso central, fármacos autônomos,
miorrelaxantes, anti-infecciosos (incluindo aminoglicosídeos),
hormônios e substitutos sintéticos, hemoderivados e fármacos
cardiovasculares (incluindo epinefrina).

Barbitúricos

A administração de Sevoflurano (substância ativa) é
compatível com os barbitúricos comumente utilizados na prática
cirúrgica.

Interações medicamento-exame laboratorial

O uso de Sevoflurano (substância ativa) pode provocar alterações
nos testes de glicose sanguínea e de contagem de leucócitos. Casos
ocasionais de alterações transitórias em teste de função hepática
foram relatados com o uso de Sevoflurano (substância ativa) e
agentes de referência. Aumentos transitórios nos níveis de fluoreto
inorgânico sérico podem ocorrer durante e após a anestesia com
Sevoflurano (substância ativa). O pico das concentrações de
fluoreto inorgânico geralmente ocorre dentro de 2 horas do término
da anestesia com Sevoflurano (substância ativa) e retornam ao nível
pré-operatório em 48 horas. Em ensaios clínicos, concentrações
elevadas de fluoreto não foram associadas à disfunção renal.

Ação da Substância Sevoness

Resultados de eficácia

Numerosos estudos clínicos foram conduzidos com Sevoflurano
(substância ativa) usado como anestésico para pacientes adultos e
pediátricos. Os resultados demonstraram que o Sevoflurano
(substância ativa) proporciona uma indução rápida e suave, bem como
uma recuperação rápida da anestesia. Quando comparado com os
anestésicos padrões, o Sevoflurano (substância ativa) foi associado
a tempos mais rápidos para indução e também para eventos do
despertar anestésico, como resposta à ordens e orientação.

Estudos de eficácia

Manutenção da anestesia em procedimentos de média
duração

Neste estudo clínico, a eficácia de Sevoflurano (substância
ativa) foi comprovada durante a manutenção da anestesia em
pacientes adultos ASA classes I, II, e III. Este estudo de
fase III, aberto, randomizado, multicêntrico foi realizado em 12
unidades cirúrgicas. A população estudada incluiu 555 pacientes
adultos, submetidos a procedimentos cirúrgicos de duração
intermediária (pelo menos 1 hora), dividido em dois grupos. No
grupo 1 (n=272), os pacientes foram submetidos a manutenção da
anestesia com Sevoflurano (substância ativa) e no grupo 2 (n=283),
de controle, o anestésico isoflurano foi usado para manutenção do
procedimento anestésico. Despertar, a resposta aos comandos,
orientação e a primeira solicitação de analgesia pós-operatória
foram todos maisrápidos após descontinuação do anestésico no grupo
que utilizou Sevoflurano (substância ativa). (Tabela 1)

Tabela 1

Concluiu-se pelo estudo que a eficácia dos agentes anestésicos
avaliados foi comparável, sendo que Sevoflurano (substância ativa)
associou-se a uma recuperação anestésica mais rápida.

Manutenção da anestesia em procedimentos
ambulatoriais

Neste segundo estudo, comparou-se a eficácia de Sevoflurano
(substância ativa) versus isoflurano em procedimentos
cirúrgicos ambulatoriais. Este foi um estudo de fase III,
multicêntrico, randomizado, onde 500 pacientes submetidos à
procedimentos cirúrgicos ambulatoriais receberam os agentes
anestésicos Sevoflurano (substância ativa) (grupo 1, n=247) ou
isoflurano (grupo 2, n=253). Foram comparados os seguintes
parâmetros entre os grupos: tempo médio de despertar, resposta a
comandos e orientação têmporo-espacial. Para todos os parâmetros
avaliados, Sevoflurano (substância ativa) demonstrou respostas
significativamente mais rápidas comparando-se ao isoflurano.
(Tabela 2)

Tabela 2

 

Sevoflurano (substância ativa)

Isoflurano

Despertar (minutos) 8.2 9.3
Resposta aos comandos (minutos) 8.5 9.8
Orientação (minutos) 10.6 13.0

Na avaliação dos resultados de eletreoencefalografia,
demonstrou-se que o grupo Sevoflurano (substância ativa) apresentou
uma redução mais rápida das ondas delta e rápido aumento da
atividade alfa em relação ao grupo isoflurano, indicando um
despertar mais rápido no grupo do Sevoflurano (substância
ativa).

Indução e manutenção da anestesia geral

Neste estudo, foram comparados procedimentos de anestesia geral
realizados com Sevoflurano (substância ativa) versus
propofol, tanto para indução quanto a manutenção da anestesia.
Pacientes (n=50) com ASA classes I e II e com idades variando de 17
a 70 anos foram incluídos neste estudo randomizado, controlado, que
comparou a facilidade de indução e o tempo necessário para o
despertar da anestesia. Concluiu-se que os parâmetros avaliados
foram semelhantes em ambos os grupos estudados. (Tabela 3)

Tabela 3

O Sevoflurano (substância ativa) permitiu uma rápida indução
inalatória e despertar da anestesia geral.

Indução e manutenção da anestesia geral na população
pediátrica

Neste estudo, foram comparados os dados de eficácia no
despertar e recuperação anestésica com o uso de diferentes
anestésicos inalatórios

Sevoflurano (substância ativa), desflurano e halotano.
Foram incluídas 80 crianças submetidas à adenoidectomia e
miringotomia bilateral com inserção de tubos de ventilação,
randomizados para um dos 4 grupos:

  • Grupo 1 (n= 20) – indução e manutenção com Sevoflurano
    (substância ativa);
  • Grupo 2 (n= 20) indução com halotano e manutenção com
    Sevoflurano (substância ativa);
  • Grupo 3 (n= 20) indução e manutenção com halotano;
  • Grupo 4 (n= 20) – indução com halotano e manutenção com
    desflurano.

Um observador independente, cego para esquema anestésico avaliou
cada paciente nas fases de emergência e recuperação. Os resultados
dos parâmetros avaliados estão na (Tabela 4)

Tabela 4

O despertar e a recuperação da anestesia foram
significativamente mais rápidos com o uso do desflurano (grupo 4)
comparado com os outros grupos, porém houve maior incidência de
agitação e excitação neste grupo (55%) em relação aos grupos que
receberam Sevoflurano (substância ativa) (10%) e halotano (25%), e
não houve diferenças entre os grupos para critério de alta
hospitalar.

Outros estudos

Anestesia em adultos

Indução

Em estudos com adultos nos quais foi realizada indução por
máscara, foi demonstrado que Sevoflurano (substância ativa) promove
indução anestésica rápida e suave.

Manutenção

Em 28 estudos que envolveram 3591 pacientes adultos (2022 com
Sevoflurano (substância ativa), 1196 com isoflurano, 111 com
enflurano, 262 com propofol), ficou demonstrado que Sevoflurano
(substância ativa) é um agente efetivo para manutenção anestésica.
Do mesmo modo, evidenciou-se que Sevoflurano (substância ativa)é um
agente anestésico apropriado para uso em neurocirurgia, cirurgia
tipo cesariana, para pacientes submetidos a revascularização
cardíaca e para os pacientes não cardiopatas com risco de isquemia
do miocárdio.

Anestesia pediátrica

Em 5 estudos que envolveram 1498 pacientes (837 com Sevoflurano
(substância ativa), 661 com halotano), ficou demonstrado que
Sevoflurano (substância ativa) é um agente efetivo para indução e
manutenção anestésicas.

Indução

A indução anestésica por máscara teve um tempo de indução
mais curto e incidência de tosse menor do que halotano, de modo
estatisticamente significativo.

Segurança

Estudos clínicos foram conduzidos em uma grande variedade de
pacientes (adultos, crianças, idosos, nefropatas, hepatopatas,
obesos, pacientes submetidos à revascularização cardíaca, pacientes
tratados com aminoglicosídeos ou indutores metabólicos, pacientes
expostos a repetidas cirurgias, pacientes submetidos a cirurgias
com mais de 6 horas de duração). Os resultados dos parâmetros
laboratoriais (por exemplo, AST, ALT, fosfatase alcalina,
bilirrubina total, creatinina sérica e ureia), bem como a
incidência de eventos adversos relatados pelos investigadores em
relação às funções renais e hepáticas, demonstraram que Sevoflurano
(substância ativa) não teve efeito clínico significativo sobre as
funções renais e hepáticas, nem exacerbou disfunções hepática ou
renal previamente existentes nas populações avaliadas.

Não houve diferença estatisticamente significante entre
Sevoflurano (substância ativa) e as drogas de referência
(isoflurano, halotano, enflurano e propofol) na proporção de
pacientes que tiveram alterações nos parâmetros bioquímicos. O
impacto na função renal foi comparável entre Sevoflurano
(substância ativa) e as drogas de referência, entre tipos de
circuitos de anestesia, entre taxas de fluxo, e entre pacientes com
ou sem as concentrações de fluoreto inorgânico maiores ou iguais a
50µm. A incidência de disfunção renal foi menor do que 1% tanto
para Sevoflurano (substância ativa) (0,17%) quanto para drogas de
referência (isoflurano, halotano, enflurano, propofol) (0,22%). Em
todos os casos existiu uma causa alternativa ou explicação razoável
para o aparecimento da disfunção renal.

Disfunção hepática

Durante a fase de desenvolvimento clínico, o Sevoflurano
(substância ativa) foi efetivo e bem tolerado como agente
anestésico primário para a manutenção anestésica em pacientes com
insuficiência hepática classe Child-Pugh A e B, e não
exacerbou doença hepática pré- existente. Para reações adversas
hepáticas verificadas na fase pós-comercialização, verificar
seções.

Disfunção renal

Em indivíduos portadores de nefropatia, com creatinina sérica
basal maior ou igual a 1,5 mg/dL (130 micromole/L), o Sevoflurano
(substância ativa) demonstrou não causar piora na função renal.
Baseado na incidência e magnitude das alterações na concentração
sérica de creatinina, Sevoflurano (substância ativa) não piora a
função renal.

Características farmacológicas

Descrição

Sevoflurano (substância ativa) é um agente anestésico líquido
fluorado, não inflamável, para uso em anestesia geral inalatória,
por meio de vaporização. É um derivado do éter metil isopropílico.
Sevoflurano (substância ativa) é quimicamente identificado como
éter fluorometil 1- (trifluorometil) 2,2,2-triofluoro etílico,
possui um peso molecular de 200,05 e apresenta as seguintes
propriedades físico-químicas.

Propriedades físico-químicas

Ponto de ebulição a 760 mmHg 58,6°C
Gravidade específica a 20°C 1,520 – 1,525

Pressão de vapor (calculada), em
mmHg**

A 20°C 157
A 25°C 197
A 36°C 317

Coeficientes de partição a 37°C

Água: gás 0,36
Cérebro: gás 1,15
Óleo de oliva: gás 47,2 -53,9

Coeficientes médios de partição componentes/gás a 25°C,
para polímeros geralmente usados em equipamentos
médicos

Borracha condutiva 14,0
Borracha butil 7,7
Cloreto Polivinílico 17,4
Polietileno 1,3

**Equação para cálculo da pressão de vapor (mmHg):
Log10Pvap = A + B/T.
Onde: A = 8,086; B = -1726,68; T = °C + 273,16°K (Kelvin).

Degradação do Sevoflurano (substância
ativa)

O Sevoflurano (substância ativa) é estável quando armazenado sob
condições normais de luminosidade ambiente. Não ocorre degradação
identificável na presença de ácidos fortes ou calor. O Sevoflurano
(substância ativa) não possui efeito corrosivo sobre aço
inoxidável, bronze, alumínio, bronze níquel-chapeado, bronze
cromo-chapeado ou à liga de cobre e berílio. Os anestésicos
inalatórios podem sofrer degradação sob exposição a absorvente de
CO2, dentro da máquina de anestesia. Quando usado como
orientado com absorventes frescos, a degradação do Sevoflurano
(substância ativa) é mínina e dos degradantes indetectáveis ou não
tóxicos. A degradação do Sevoflurano (substância ativa) e a
formação do produto subsequente é realçada por aumento da
temperatura do absorvente, absorvente de CO2 dessecado
(especialmente que contém hidróxido de potássio), concentração
aumentada de Sevoflurano (substância ativa) e baixo fluxo de gás
fresco. O Sevoflurano (substância ativa) pode sofrer degradação
alcalina por duas vias. A primeira resulta da perda de fluoreto de
hidrogênio com a formação de fluorometil pentafluoroisopropenil
éter (PIFE, também conhecido como composto A). A segunda via para a
degradação do Sevoflurano (substância ativa) ocorre somente na
presença de absorventes dessecados de CO2 e conduz à
dissociação do Sevoflurano (substância ativa) em
hexafluoroisopropanol (HFIP) e formaldeído. O HFIP é inativo, não é
genotóxico, é rapidamente glucuronidado e depurado, e tem
toxicidade comparável ao Sevoflurano (substância ativa).

O formaldeído está presente durante o processo metabólico
normal. Uma vez exposto a um absorvente de
COaltamente dessecado, o formaldeído pode ainda
ser degradado em metanol e formato. Na presença de altas
temperaturas, o metabólito formato pode contribuir para a formação
do monóxido de carbono. O metanol pode reagir com o Composto A,
formando o Composto B por metóxi-adição. O Composto B pode sofrer
posteriormente eliminação HF, formando os Compostos C, D e E. Com
absorventes altamente dessecados, especialmente aqueles que contêm
hidróxido de potássio, pode ocorrer a formação de formaldeído,
metanol, monóxido de carbono, Composto A e talvez de alguns de seus
produtos de degradação, os Compostos B, C e D.

Farmacodinâmica

Estudos com Sevoflurano (substância ativa) no homem e em
diversas espécies animais demonstraram que este agente não é
irritativo e tem rápido início de ação. A administração tem sido
associada à indução anestésica com perda de consciência rápida e
suave, bem como à rápida recuperação após descontinuação da
anestesia. A indução é acompanhada por um mínimo de excitação ou
sinais de irritação no trato respiratório superior; não há
evidências de secreções excessivas na árvore traqueobrônquica, bem
como ausência de estimulação do SNC. Em estudos com pacientes
pediátricos que receberam indução anestésica por máscara, a
incidência de tosse foi mais baixa com Sevoflurano (substância
ativa) do que com halotano, de modo estatisticamente significativo.
Assim como outros anestésicos inalatórios potentes, Sevoflurano
(substância ativa) deprime a função respiratória e a pressão
arterial de forma dose-potente.

Estudos em humanos e animais (cães) demonstraram que o limiar
arritmogênico para Sevoflurano (substância ativa), induzido por
epinefrina, foi comparável ao do isoflurano e maior do que
halotano. Estudos em cães demonstraram que Sevoflurano (substância
ativa) não reduz a perfusão colateral do miocárdio. Em estudos
clínicos, a incidência de isquemia miocárdica e infarto do
miocárdio, em pacientes com risco de isquemia miocárdica, foram
comparáveis entre Sevoflurano (substância ativa) e isoflurano.

Estudos em animais evidenciam que a circulação sanguínea
regional (por exemplo, circulação hepática, cerebral ou renal)
mantém-se adequada com Sevoflurano (substância ativa). Em estudos
com animais (cães e coelhos) e estudos clínicos, as mudanças da
hemodinâmica cerebral (pressão intracraniana, fluxo sanguíneo
cerebral/ velocidade do fluxo sanguíneo, taxa de metabolização
cerebral do oxigênio e pressão de perfusão cerebral) foram
comparáveis entre Sevoflurano (substância ativa) e isoflurano.
Sevoflurano (substância ativa) tem efeito mínimo na pressão
intracraniana e preserva a responsividade ao CO2. Mesmo
em exposição anestésica prolongada, até aproximadamente 9 horas,
Sevoflurano (substância ativa) não afeta a capacidade de
concentração renal.

Concentração alveolar mínima

A concentração alveolar mínima (CAM) é a concentração
alveolar na qual 50% dos indivíduos não manifestam repostas motoras
a um estímulo de incisão/doloroso. De acordo com diferentes grupos
etários, há diferentes equivalentes de CAM para Sevoflurano
(substância ativa). A CAM de Sevoflurano (substância ativa) em
oxigênio foi determinada em 2,05%, para um indivíduo adulto de 40
anos. Como observado com outros agentes anestésicos halogenados, os
valores da CAM diminuem com a idade e na presença de óxido
nitroso.

Farmacocinética

Solubilidade

A baixa solubilidade do Sevoflurano (substância ativa) no
sangue poderia sugerir que as concentrações alveolares devessem
aumentar rapidamente durante a indução, diminuindo também de forma
rápida quando da descontinuação do agente inalado. Isto foi
confirmado através de um estudo clínico, no qual as concentrações
da inspiração e do final da expiração (F1 e
FA) foram medidas. A taxa de aumento nas
concentrações alveolares durante a indução
(FA/F1) foi 0,85 e a taxa de diminuição
seguindo a descontinuação de inalação
(FA/FAO) foi de 0,15.

Distribuição

Os efeitos do Sevoflurano (substância ativa) no deslocamento de
drogas ligadas às proteínas séricas e aos tecidos não foram
investigados. Outros anestésicos voláteis fluorados têm
demonstrado, in vitro, deslocar drogas ligadas às
proteínas séricas e teciduais. O significado clínico desse fato é
desconhecido. Sobre este aspecto, estudos clínicos têm demonstrado
que não há efeitos indesejáveis quando Sevoflurano (substância
ativa) é administrado a pacientes que fazem uso de outros fármacos
que tenham forte ligação proteica e com pequeno volume de
distribuição (por exemplo, fenitoína).

Metabolismo

A eliminação pulmonar rápida do Sevoflurano (substância
ativa) minimiza o montante do anestésico disponível para
metabolização. Em humanos, menos de 5% do Sevoflurano (substância
ativa) absorvido é metabolizado via citocromo P450 2E1 em
hexafluorisopropil (HFIP), com liberação de fluoretos inorgânicos e
dióxido de carbono (ou um fragmento do carbono). Uma vez formado o
HFIP, este é rapidamente conjugado com ácido glucurônico e
eliminado como metabólito urinário. Não foram identificadas outras
vias metabólicas para o Sevoflurano (substância ativa). Sevoflurano
(substância ativa) é o único anestésico fluorado volátil que não é
metabolizado em ácido trifluoroacético.

Íon fluoreto

As concentrações de íon fluoreto são influenciadas pela duração
da anestesia, pela concentração do Sevoflurano (substância ativa)
administrado, e pela composição da mistura de gases anestésicos. A
desfluoração de Sevoflurano (substância ativa) não é induzível por
barbitúricos.

Dados de segurança Pré-Clínica

Estudos de toxicidade foram conduzidos em várias espécies
animais, sendo que a indução da anestesia foi rápida e suave, sem
resistência, sinais de respiração ofegante (“gasping”) ou
outras reações indesejáveis. Mortes por exposição a concentrações
letais foram devidas a parada respiratória. Nos animais estudados,
a exposição não foi associada a nenhuma toxicidade orgânica
específica, nem de desenvolvimento. Uma amostra de 344 ratos
Fischer foi anestesiada dentro de 2 a 3 minutos após exposição a
1,4% de Sevoflurano (substância ativa) por até 10 horas. Nenhum
prejuízo funcional ou morfológico decorreu da administração de
Sevoflurano (substância ativa). Em um estudo sobre reprodução, o
Sevoflurano (substância ativa) não causou efeitos significativos na
capacidade reprodutiva de machos ou fêmeas expostos a concentrações
de até 1,0 CAM (2,2%). Estudos posteriores indicam que o
Sevoflurano (substância ativa) não é um elemento tóxico seletivo
para a fase de desenvolvimento.

Composto A

Um estudo de toxicidade aguda em ratos Wistar indicou que a LC50
(concentração letal de 50%) do Composto A foi de 1.050 – 1.090 ppm
em animais expostos por 1 hora e 400-420 ppm em animais expostos
por 3 horas (as concentrações letais médias foram aproximadamente
1070 e 330 para 490 ppm, respectivamente). Os ratos foram expostos
a 30, 60 ou 120 ppm do Composto A em um estudo de toxicidade
crônica por 8 semanas, envolvendo 24 exposições, com duração de
exposição de 3 horas cada. Nenhuma evidência de toxicidade aparente
foi observada com esses animais, além de perda de peso corporal, em
fêmeas no último dia de estudo. Em outro estudo, o Composto A foi
administrado a ratos Sprague-Dawley por exposição
inalatória nasal em um sistema aberto (25, 50, 100 ou 200 ppm)
[0,0025 a 0,02%]; o grupo controle foi exposto ao ar ambiente. O
limiar no qual alterações reversíveis nos parâmetros clínicos e
urinários indicaram alterações renais (aumentos de ureia, glicose,
creatinina, proporção creatinina/proteína, proporção
creatinina/N-acetil-glicosamidas e dose-dependentes) foi de 114 ppm
de Composto A. As lesões histológicas foram todas reversíveis. São
esperados níveis mais elevados de Composto A (degradado do
Sevoflurano (substância ativa)), ou de
2-bromo-2-cloro-1,1-difluoroetileno (BCDFE) (degradado/metabólito
do halotano), em pequenos roedores do que em humanos, pois a
captação inalatória é substancialmente maior em ratos do que em
humanos. Além disso, a atividade de uma enzima importante
(beta-liase), envolvida na nefrotoxicidade haloalcalina, é dez
vezes maior em ratos do que em humanos.

Há relatos de aumento das concentrações do Composto A com
aumento da temperatura do absorvente de CO2, com o
aumento da concentração de Sevoflurano (substância ativa) e com a
diminuição das taxas de fluxo de gás corrente. Tem sido relatado
que a concentração do Composto A aumenta significativamente com a
desidratação prolongada da cal baritada. Sob situação clínica, as
mais altas concentrações de Composto A no circuito anestésico, com
cal sodada como absorvente de CO2, foram de 15 ppm para
pacientes pediátricos e de 32 ppm para adultos. Entretanto, as
concentrações de 61 ppm foram encontradas em pacientes sob sistemas
de cal baricada como absorvente de CO2. O nível de
Composto A no qual ocorre toxicidade para humanos não é conhecido.
Embora a exposição à Sevoflurano (substância ativa) em sistemas de
baixo fluxo seja limitada, não há evidência de disfunção renal
atribuída ao Composto A.

Composto B

Em situações clínicas, a concentração de Composto B detectada no
circuito anestésico não excedeu 1,5 ppm. Exposição inalatória ao
Composto B, sob concentração até 2.400 ppm (0,24%), por três horas,
resultou em ausência de eventos adversos nos parâmetros renais ou
na histologia tecidual em ratos Wistar.

Carcinogênese

Estudos com carcinogenicidade não foram realizados. Nenhum
efeito mutagênico foi observado, conforme estudo realizado pelo
teste de Ames. Não houve indução de aberrações cromossômicas em
culturas de células de mamíferos.

Cuidados de Armazenamento do Sevoness

Sevoness deve ser conservado em temperatura ambiente (15°a 30°C)
ao abrigo da luz e umidade. Sevoness deve ser mantido na embalagem
original até imediatamente antes do uso e o frasco deve ser mantido
na posição vertical.

O prazo de validade de Sevoness é de 24 meses e está impresso em
sua embalagem externa. Não utilize medicamentos com prazo de
validade vencido.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utiliza-lo

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Sevoness

Reg. MS n° 1.0683.0177.

Farm. Resp.:

Cintia Priscilla Guedes.
CRF-SP n° 62.366.

Fabricado por:

Baxter Healthcare of Puerto Rico.
Km 142,5 Route # 3.
Guayama, Porto Rico 00784 USA.

Importado por:

Baxter Hospitalar Ltda.
Av. Dr. Chucri Zaidan, 1.240, Torre B, 12º andar, conj. 1201 e
1204.
São Paulo – SP – Brasil.
CNPJ nº 49.351.786/0001-80.

Uso restrito a hospitais.

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção da
receita.

Sevoness, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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