Hidroclorotiazida Furp Bula

Hidroclorotiazida FURP

Como o Hidroclorotiazida – FURP
funciona?


O princípio ativo hidroclorotiazida pertence à classe de
substâncias tiazídas. Esta substância tem uma ação diurética, isto
é, aumenta a eliminação de líquidos do organismo através da
urina.

O início de ação ocorre 2 horas após sua administração, sendo o
efeito máximo é alcançado após cerca de 4 horas. A ação da
hidroclorotiazida persiste por aproximadamente 6 a 12 horas.

Contraindicação do Hidroclorotiazida – FURP

A hidroclorotiazida é contraindicada para os pacientes
com:

  • Hipersensibilidade (alergia) à hidroclorotiazida ou a qualquer
    um dos excipientes;
  • Com comprometimento grave da função renal (depuração da
    creatinina abaixo de 30 mL/min);
  • Com distúrbio hepático (do fígado) grave;
  • Icterícia em crianças;
  • Com distúrbio grave do equilíbrio de eletrólitos (equilíbrio de
    líquidos no corpo);
  • Anúria (ausência de formação de urina).

Como usar o Hidroclorotiazida – FURP

O tratamento deve ser individualizado de acordo com a resposta
do paciente. A dose deve ser ajustada para se obter a resposta
terapêutica desejada, bem como para determinar a menor dose capaz
de manter esta resposta. Você deve tomar os comprimidos com
líquido, por via oral.

Posologia do Hidroclorotiazida – FURP


Uso adulto

Pressão alta

Dose inicial:

50 a 100 mg/dia, em uma só tomada pela manhã ou em doses
fracionadas. Após 1 semana a posologia deve ser ajustada pelo
médico até se conseguir a resposta terapêutica desejada sobre a
pressão sanguínea.

Quando a hidroclorotiazida é usada com outro agente
anti-hipertensivo, a dose deste último deve ser reduzida para
prevenir a queda excessiva da pressão arterial.

Inchaço

Dose inicial:

50 a 100 mg uma ou duas vezes ao dia, até se obter o peso
seco.

Dose de manutenção:

Adose de manutenção varia de 25 a 200 mg por dia ou em dias
alternados, de acordo com a sua resposta.

Com a terapia intermitente é menor a probabilidade de ocorrência
de distúrbios hidroeletrolíticos.

Uso em lactentes (crianças em fase de amamentação) e
crianças:

Até 2 anos de idade: dose diária total de 12,5 a 25 mg
administrada em duas tomadas.

De 2 a 12 anos de idade:

Dose de 25 a 100 mg, administrada em duas tomadas.

A dose pediátrica diária usual deve ser baseada em 2 a 3 mg/kg
de peso corporal, ou a critério médico, dividida em duas
tomadas.

Não há estudos dos efeitos de hidroclorotiazida administrado por
vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a
eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por
via oral, conforme recomendado pelo médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento de seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Hidroclorotiazida – FURP?


Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que
possível. No entanto, se estiver próximo do horário da dose
seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo
determinado pela posologia. Nunca devem ser administradas duas
doses ao mesmo tempo.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico.

Precauções do Hidroclorotiazida – FURP

Desequilíbrio eletrolítico

Como com todos os pacientes submetidos à terapia diurética, é
necessário verificar regularmente os eletrólitos séricos em
intervalos apropriados.

As tiazidas podem diminuir a excreção urinária de cálcio e podem
causar uma elevação ligeira e intermitente da concentração sérica
de cálcio, sem quaisquer distúrbios perceptíveis no metabolismo do
cálcio.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar
máquinas

A diminuição da pressão arterial no início do tratamento pode
afetar as atividades que exigem maior atenção, coordenação motora e
tomada de decisão rápida (por exemplo, dirigir, trabalhar em
alturas, etc.).

Este medicamento pode causar
doping.

Advertências do Hidroclorotiazida –
FURP


Câncer de pele não melanoma

Converse com seu médico antes de tomar hidroclorotiazida se você
teve câncer de pele ou labial.

Converse com seu médico imediatamente se você
apresentar:

Sensibilidade ao sol ou à luz UV, uma lesão de pele inesperada
durante o tratamento.

O tratamento com hidroclorotiazida, particularmente em uso
prolongado com altas doses, pode aumentar o risco de câncer labial
e de pele não melanoma. Proteja sua pele de exposição ao sol e aos
raios ultravioletas, incluindo bronzeamento dentro de locais
fechados, enquanto usa hidroclorotiazida.

Foi observado um aumento do risco de câncer de pele e labial não
melanoma (carcinoma de células basais (CBC) e carcinoma de células
escamosas (CCE)) com aumento acumulativo da dose de exposição à
hidroclorotiazida em dois estudos epidemiológicos baseados nos
registros de câncer Nacional Dinamarquês. Ações
fotossensibilizantes (que aumentam a sensibilidade à luz) da
hidroclorotiazida poderiam agir como um possível mecanismo para o
câncer de pele e labial não melanoma.

Os pacientes em uso de hidroclorotiazida devem ser informados do
risco de câncer de pele e labial não melanoma e aconselhados a
verificar sua pele regularmente quanto a quaisquer novas lesões e
reportar imediatamente quaisquer lesões de pele suspeitas.

É recomendado atenção especial para paciente com fatores
de risco conhecidos para câncer de pele, como:

Fototipos de pele I e II (pele branca pálida e clara), histórico
familiar de câncer de pele, histórico de dano na pele pela
exposição ao sol/ irradiação UV e radioterapia, fumantes e em
tratamento fotossensibilizante.

Devem ser recomendadas aos pacientes possíveis medidas
preventivas, como exposição limitada à luz do sol e raios
ultravioletas e adequada proteção quando exposto aos raios solares,
com o intuito de minimizar o risco de câncer de pele. Lesões
suspeitas na pele devem ser prontamente examinadas, potencialmente
incluindo exames histológicos de biópsia. O uso de
hidroclorotiazida também pode precisar ser reconsiderado em
pacientes que tiveram câncer de pele e labial não melanoma
previamente.

Desequilíbrio eletrolítico

As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, podem causar
desequilíbrio do volume de fluidos ou eletrólitos (incluindo
hipocalemia (redução dos níveis de potássio no sangue),
hiponatremia (nível baixo de sódio no sangue) e alcalose
hipoclorêmica). Sinais clínicos de alerta de desequilíbrio de
fluidos e eletrólitos são boca seca, sede, fraqueza, letargia,
sonolência, inquietação, dores ou cãibras musculares, hipotensão,
oligúria, taquicardia e distúrbios gastrintestinais, como náuseas
ou vômitos.

A hipocalemia pode ocorrer quando a hidroclorotiazida for
administrada, especialmente em diurese rápida, após terapia
prolongada ou em cirrose grave.

A hipocalemia pode sensibilizar ou agravar ainda mais a resposta
do coração aos efeitos tóxicos da digoxina (por exemplo, aumento da
irritabilidade ventricular). Hipercalcemia (aumento nos níveis de
cálcio no sangue) significativa pode ser evidência de
hiperparatireoidismo latente. As tiazidas devem ser descontinuadas
antes da realização de testes da função da paratireoide. A tiazidas
podem diminuir os níveis séricos de iodo ligado à proteína sem
sinais de comprometimento da função tireoidiana.

As tiazidas podem aumentar a excreção urinária de magnésio, o
que pode levar à hipomagnesemia (redução dos níveis de magnésio no
sangue).

Metabolismo

A terapia com tiazida pode precipitar hiperuricemia (aumento da
concentração do ácido úrico no sangue) ou gota (doença reumática
caracterizada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico junto a
articulações e/ou em outros órgãos) em certos pacientes.

A terapia tiazídica pode prejudicar a tolerância à glicose. Pode
ser necessário ajuste posológico dos agentes antidiabéticos,
incluindo insulina.

Aumentos nos níveis de colesterol e triglicérides podem estar
associados à terapia com diuréticos tiazídicos.

Glaucoma secundário agudo de ângulo fechado e/ou miopia
aguda

A hidroclorotiazida é uma sulfonamida. A sulfonamida ou os
fármacos derivados da sulfonamida podem causar uma reação
idiossincrática, que pode resultar em glaucoma secundário agudo de
ângulo fechado (aumento da pressão intraocular) e/ou miopia aguda
(visão curta). Os sintomas incluem início agudo de diminuição da
acuidade visual ou dor ocular e tipicamente ocorrem dentro de horas
a semanas após o início do medicamento. O glaucoma agudo de ângulo
fechado não tratado pode levar à perda permanente da visão. O
tratamento primário é interromper o uso do medicamento o mais
rapidamente possível. Podem ser necessários cuidados médicos ou
cirúrgicos imediatos se a pressão intraocular permanecer
descontrolada. Os fatores de risco para o desenvolvimento do
glaucoma agudo de ângulo fechado podem incluir histórico de alergia
à sulfonamida ou à penicilina.

Outros

A exacerbação ou ativação do lúpus eritematoso sistêmico (doença
que apresenta manifestações na pele, coração, rins, articulações,
entre outras) foi relatada com o uso de tiazidas. Reações de
fotossensibilidade (sensibilidade exagerada da pele à luz) foram
relatadas com o uso de diuréticos tiazídicos. Se reações de
fotossensibilidade (sensibilidade exagerada da pele à luz)
ocorrerem durante o tratamento com hidroclorotiazida, o tratamento
deve ser interrompido. Não é recomendado bebidas alcoólicas durante
o tratamento.

Reações Adversas do Hidroclorotiazida –
FURP

  • Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam
    este medicamento).
  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que
    utilizam este medicamento).
  • Reação com frequência não conhecida (não pode ser estimada a
    partir dos dados disponíveis).

Classe de sistema de órgãos:

Neoplasmas (tumores) benignos, malignos e não
especificados (incluindo cistos e pólipos):

Não conhecida:

Câncer de pele e labial (câncer de pele não melanoma).

Distúrbios do sangue e do sistema linfático

Não conhecida:

Discrasia sanguínea (distúrbios do sangue e sistema linfático)
(por exemplo, leucopenia, trombocitopenia, anemia hemolítica,
anemia aplástica, agranulocitose, etc.).

Metabolismo e distúrbios nutricionais

Não conhecida:

Diminuição do apetite, hipocalemia (redução dos níveis de
potássio no sangue), hiponatremia (nível baixo de sódio no sangue),
hipomagnesemia (nível baixo de magnésio no sangue), alcalose
hipoclorêmica, hipercalcemia (aumento nos níveis de cálcio no
sangue), hiperglicemia (aumento na taxa de açúcar no sangue) em
pacientes diabéticos, hiperuricemia (taxa alta de ácido úrico no
sangue), manifestação de diabetes latente.

Distúrbios do sistema nervoso

Não conhecida:

Síncope (desmaio) (aparece em doses elevadas devido à diurese
excessiva), dor de cabeça, tontura, estado confusional.

Distúrbios oculares

Não conhecida:

Glaucoma agudo de ângulo fechado e/ou miopia aguda.

Distúrbios cardíacos

Não conhecida:

Bradicardia (diminuição da frequência cardíaca).

Distúrbios vasculares

Não conhecida:

Hipotensão postural (queda súbita de pressão arterial quando um
indivíduo assume a posição ereta).

Distúrbios respiratórios, torácicos e
mediastinal

Não conhecida:

Pneumonia intersticial (reação alérgica à hidroclorotiazida
confirmada), edema pulmonar (reação alérgica à hidroclorotiazida
confirmada).

Distúrbios gastrointestinais

Não conhecida:

Náusea, vômito, constipação, diarreia pancreatite (inflamação no
pâncreas).

Comum:

Dor abdominal superior.

Distúrbios hepatobiliares

Não conhecida:

Icterícia (cor amarelada da pele e olhos), colecistite
(inflamação da vesícula biliar).

Pele e tecido subcutâneo

Não conhecida:

Reação de fotossensibilidade (sensibilidade exagerada da pele à
luz), erupção cutânea.

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido
conjuntivo

Não conhecida:

Fraqueza muscular (principalmente redução da ingestão de
potássio e/ou aumento da perda de potássio extrarrenal [por
exemplo, vômito ou diarreia crônica] pode causar hipocalemia que
pode se manifestar, entre outros, por fraqueza muscular,
fadiga).

Distúrbios renais e urinários

Não conhecida:

Glicosúria (presença de glicose na urina).

Distúrbios gerais e condições no local de
administração

Não conhecida:

Sede (aparece em doses elevadas devido à diurese excessiva),
fadiga (principalmente redução da ingestão de potássio e/ou aumento
da perda de potássio extrarrenal [por exemplo, vômito ou diarreia
crônica] pode causar hipocalemia que pode se manifestar, entre
outros, por fraqueza muscular, fadiga).

Informe ao seu médico ou farmacêutico o aparecimento de
reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a
empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial do Hidroclorotiazida –
FURP

Insuficiência hepática (do fígado)

O risco de hipocalemia é maior em pacientes com cirrose
hepática, em pacientes com diurese aumentada e em pacientes que
receberam medicação concomitante com corticosteroides ou ACTH. Os
tiazídicos devem ser usados com cuidado caso você apresente
insuficiência hepática ou doença hepática progressiva, pois
pequenas alterações no balanço hidroeletrolítico podem precipitar o
coma hepático.

Insuficiência hepática

Quando pacientes com insuficiência renal tomam
hidroclorotiazida, recomenda-se verificar regularmente a
concentração sérica de potássio e creatinina.

Gravidez

Existe apenas experiência limitada com a hidroclorotiazida
durante a gravidez, especialmente durante o primeiro trimestre. Não
há um número suficiente de estudos em animais para garantir a
segurança durante a gravidez.

A hidroclorotiazida passa através da barreira placentária. Em
relação ao mecanismo farmacológico de ação da hidroclorotiazida, a
sua utilização durante o segundo e terceiro trimestre pode
comprometer a perfusão entre a placenta e o feto e pode causar, por
exemplo, icterícia, desequilíbrio eletrolítico e trombocitopenia no
feto ou recém-nascido.

A hidroclorotiazida não deve ser utilizada no tratamento de
edema gestacional, hipertensão gestacional ou préeclâmpsia devido
ao risco de diminuição do volume plasmático e hipoperfusão
placentária, sem efeito benéfico no curso da doença.

A hidroclorotiazida não deve ser usada durante a gravidez para
tratar a hipertensão essencial exceto em raras situações em que
você não possa prescrever um tratamento diferente. Este medicamento
não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica.

Amamentação

A hidroclorotiazida é excretada no leite materno em pequena
quantidade. Altas doses de tiazidas causando diurese intensa podem
interromper a produção de leite. O uso de hidroclorotiazida durante
a amamentação não é recomendado. Se a hidroclorotiazida for usada
durante a amamentação, a dose deve ser reduzida à menor
possível.

Composição do Hidroclorotiazida – FURP

Cada comprimido contém:

25 mg de hidroclorotiazida.

Excipientes:

lactose monoidratada, amido pré-gelatinizado, celulose
microcristalina e estearato de magnésio

Apresentação do Hidroclorotiazida –
FURP


Comprimido

Cartucho com 500* comprimidos de 25 mg.

*Embalagem Hospitalar.

Uso oral.

Uso adulto e pediátrico.

Superdosagem do Hidroclorotiazida – FURP

A superdose pode causar o aumento dos efeitos colaterais. O
tratamento da superdose inclui lavagem gástrica, tratamento de
suporte e sintomático com monitorização da função renal e níveis
séricos de eletrólitos.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Hidroclorotiazida –
FURP

Medicamento-medicamento

Álcool, barbitúricos, narcóticos ou
antidepressivos

Pode ocorrer potenciação da hipotensão ortostática.

Medicamentos antidiabéticas (agentes orais e
insulina)

O tratamento com tiazidas pode influenciar a tolerância à
glicose. Pode ser necessário ajuste posológico do medicamento
antidiabético. A metformina deve ser utilizada com precaução devido
ao risco de acidose láctica induzida por uma possível insuficiência
renal funcional associada à hidroclorotiazida.

Outros medicamentos anti-hipertensivos

Efeito aditivo ou potencialização.

Medicamentos afetados por distúrbios do potássio
sérico

Recomenda-se a monitorização periódica do potássio
sérico e um ECG quando a hidroclorotiazida é administrada
concomitantemente com medicamentos afetados pelo nível sérico de
potássio (por exemplo, glicosídeos digitálicos e antiarrítmicos) e
com os seguintes medicamentos indutores de torsades de
pointes
(incluindo alguns antiarrítmicos):

  • Antiarrítmicos classe Ia (por exemplo, quinidina,
    hidroquinidina, disopiramida).
  • Antiarrítmicos classe III (por exemplo, amiodarona, sotalol,
    dofetilide, ibutilida).
  • Alguns antipsicóticos (por exemplo, tioridazina, clorpromazina,
    levomepromazina, trifluoperazina, cimiomazina, sulpirida,
    sultoprida, amissulprida, tiaprida, pimozida, haloperidol,
    droperidol).
  • Outros (por exemplo, bepridila, cisaprida, difemanil,
    eritromicina IV, halofantrina, mizolastina, pentamidina,
    terfenadina, vincamina IV).

A hipocalemia é fator predisponente à torsade de
pointes
(tipo de taquicardia ventricular).

Resinas de colestiramina e colestipol

A absorção de hidroclorotiazida é prejudicada pela presença de
resinas de troca aniônica. Doses únicas de colestiramina ou de
resinas de colestipol ligam-se à hidroclorotiazida e reduzem a sua
absorção no trato gastrointestinal em até 85% e 43%,
respectivamente.

Anfotericina B (parenteral), corticosteroides, ACTH ou
laxantes estimulantes

A hidroclorotiazida pode intensificar o desequilíbrio
eletrolítico, particularmente hipocalemia.

Aminas pressoras (por exemplo, adrenalina)

Possível diminuição da resposta às aminas pressoras, mas não
suficiente para impedir seu uso.

Relaxantes musculares esqueléticos, não despolarizantes
(por exemplo, tubocurarina)

Possível aumento da capacidade de resposta ao relaxante
muscular.

Lítio

Os agentes diuréticos reduzem a depuração renal do lítio e
aumentam o risco de toxicidade pelo lítio. O uso concomitante não é
recomendado.

Amantadina

As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, podem aumentar o
risco de efeitos indesejáveis da amantadina.

Medicamentos utilizados no tratamento da gota
(probenecida, sulfinpirazona e alopurinol)

Pode ser necessário ajuste posológico de medicamentos
uricosúricos, uma vez que a hidroclorotiazida pode elevar o nível
de ácido úrico sérico. Aumento na dosagem de probenecida ou
sulfinpirazona pode ser necessário. A coadministração de tiazidas
pode aumentar a incidência de reações de hipersensibilidade ao
alopurinol.

Agentes anticolinérgicos

Aumento da biodisponibilidade de diuréticos do tipo tiazídico,
diminuindo a motilidade gastrointestinal e a taxa de esvaziamento
gástrico. Agentes citotóxicos (por exemplo, ciclofosfamida,
metotrexato) As tiazidas podem reduzir a excreção renal de
medicamentos citotóxicos e potenciar os seus efeitos
mielossupressores.

Salicilatos, AINEs

Em caso de doses elevadas de salicilatos, a hidroclorotiazida
pode aumentar o efeito tóxico dos salicilatos no sistema nervoso
central. Os AINEs podem diminuir o efeito anti-hipertensivo da
hidroclorotiazida.

Metildopa

Houve relatos isolados de anemia hemolítica ocorrendo com o uso
concomitante de hidroclorotiazida e metildopa.

Ciclosporina

O tratamento concomitante com ciclosporina pode aumentar o risco
de hiperuricemia e complicações do tipo gota.

Glicosídeos digitálicos

A hipocalemia induzida pelas tiazidas pode aumentar a toxicidade
dos glicosídeos digitálicos.

Sais de cálcio

Os diuréticos tiazídicos podem aumentar os níveis séricos de
cálcio devido à diminuição da excreção. Se os suplementos de cálcio
devem ser prescritos, os níveis séricos de cálcio devem ser
monitorados e a dosagem de cálcio deve ser ajustada de acordo.

Carbamazepina

Risco de hiponatremia sintomática. Monitoramento clínico e
biológico é necessário.

Anticoagulantes orais

As tiazidas podem antagonizar o efeito dos anticoagulantes
orais. Betabloqueadores, diazóxido O uso concomitante de diuréticos
tiazídicos, incluindo hidroclorotiazida, com betabloqueadores ou
diazóxido, pode aumentar o risco de hiperglicemia.

Meios de contraste iodo

Em caso de desidratação induzida por diuréticos, existe um risco
aumentado de insuficiência renal aguda, especialmente com altas
doses do produto iodo.

Medicamento-exame laboratorial

As tiazidas podem diminuir os níveis séricos de iodo conjugado à
proteína, sem sinais de distúrbios da tireoide. Deve-se suspender a
administração de hidroclorotiazida antes de se realizarem testes de
função da paratireoide, o médico irá lhe orientar como proceder
nessa situação. Devido aos seus efeitos sobre o metabolismo do
cálcio, as tiazidas podem interferir nos testes da função da
paratireoide.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum
outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Hidroclorotiazida – FURP

Resultados de Eficácia


A eficácia e a segurança de Hidroclorotiazida (substância ativa)
foi comprovada com propriedade por Frishman W.H. et al. em
seu estudo comparativo placebo controlado, envolvendo 207 pacientes
portadores de hipertensão arterial leve para moderada, que foram
acompanhados por 26 semanas, comprovou-se uma grande diminuição da
pressão com Hidroclorotiazida (substância ativa).

Kumar E.B. et al. comprovou em seu estudo com 24
pacientes usando Hidroclorotiazida (substância ativa) por 30 dias,
que uma única dose de Hidroclorotiazida (substância ativa) é eficaz
na diminuição da pressão arterial. Vardan S. et al. também
comprovou a eficácia e segurança de Hidroclorotiazida (substância
ativa), envolvendo 24 pacientes com hipertensão arterial usando a
Hidroclorotiazida (substância ativa) por 1 mês, diminuindo os
elevados níveis de hipertensão arterial dos pacientes envolvidos no
estudo. Bope et al. em seu estudo randomizado envolvendo
157 pacientes acompanhados por 12 semanas, utilizando
Hidroclorotiazida (substância ativa) diariamente, pode comprovar
que Hidroclorotiazida (substância ativa) diminuiu a pressão
arterial sistólica e diastólica.

Reyes AJ. em sua publicação, uma meta-análise sobre monoterapias
diuréticas em pacientes hipertensos, comprovou a eficácia
monoterápica de diuréticos na diminuição de hipertensão
arterial.

Referências Bibliográficas

1. Frishman WH, et al. Comparison
of hydrochlorothiazide and sustained release diltiazem for mild-to-
moderate systemic hypertension. Am J Cardiol. 1987
Mar;59(6):615-23.
2. Kumar EB, et al. Circulatory dose-response effects of
hydrochlorothiazide at rest and during dynamic exercise in
essential hypertension. J R Coll Physicians Lond. 1982
Oct;16(4):232-5.
3. Vardan S, et al. Systemic systolic hypertension in the elderly:
correlation of hemodynamics, plasma volume, renin, aldosterone,
urinary metanephrines and response to thiazide therapy. Am J
Cardiol. 1986 Nov 1;58(10):1030-4.
4. Bope ET, et al. Multicenter private practice comparison of
tripamide and hydrochlorothiazide in the treatment of hypertension.
Fam Pract Res J. 1988 Summer;7(4):197-204.
5. Reyes AJ. Diuretics in the therapy of hypertension. J Hum
Hypertens. 2002 Mar;16 Suppl 1:S78-83.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Clorana.

Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

A Hidroclorotiazida (substância ativa) é um diurético tiazídico.
O mecanismo do efeito anti-hipertensivo dos diuréticos tiazídicos
não é totalmente conhecido. As tiazidas afetam os mecanismos
tubulares renais da reabsorção eletrolítica, aumentando diretamente
a excreção de íons sódio e cloreto e privando o corpo do excesso de
água.

As perdas de potássio ocorrem secundariamente (substituição por
sódio) e por secreção ativa no túbulo distal.

A excreção de magnésio é aumentada, enquanto a excreção de ácido
úrico é reduzida.

A ação diurética da Hidroclorotiazida (substância ativa) reduz o
volume plasmático, aumenta a atividade da renina plasmática e
aumenta a secreção de aldosterona, seguida por aumentos na
concentração de potássio na urina e perda de bicarbonato, e uma
diminuição no teor de potássio sérico.

Câncer de pele não melanoma

Baseado em dados disponíveis de dois estudos epidemiológicos
baseados em registros de câncer Nacional Dinamarquês, foi observada
uma associação dose-dependente cumulativa entre Hidroclorotiazida
(substância ativa) e câncer de pele não melanoma. Um estudo incluiu
uma população constituída por 71.533 casos de carcinoma basocelular
(CBC) e de 8.629 casos de carcinoma de células escamosas (CCE)
equiparados a populações controle de 1.430.833 e 172.462,
respectivamente. O uso elevado de Hidroclorotiazida (substância
ativa)| (gt;50,0 mg cumulativos) foi associado com um OR ajustado
de 1,29 (IC de 95%: 1,23-1,35) para CBC e 3,98 (IC de 95%:
3,68-4,31) para CCE. Foi observada uma clara relação dose
cumulativa-resposta para ambos, BCC e SCC. Um outro estudo mostrou
uma possível associação entre o risco de câncer de lábio (CCE) e
exposição a Hidroclorotiazida (substância ativa): 633 casos de
câncer de lábio foram equiparados com população controle de 63.067.
Foi demonstrada uma clara relação dose cumulativa-resposta com um
OR ajustado de 2,1(IC de 95%:1,7-2,6) para uso contínuo, OR 3,9
(3,0 -4,9) para uso elevado (no mínimo 25,000 mg) e OR
7,7(5,7-10,5) para a maior dose cumulativa (no mínimo 100,000
mg).

Propriedades farmacocinéticas

A Hidroclorotiazida (substância ativa) é rapidamente absorvida
pelo trato gastrointestinal. O efeito diurético começa dentro de
cerca de 2 horas, o efeito máximo é alcançado após cerca de 4 horas
e dura cerca de 6 – 12 horas. É excretada inalterada na urina. A
meia-vida é de 6 a 15 horas. Os níveis plasmáticos persistem por
pelo menos 24 horas. A Hidroclorotiazida (substância ativa) não é
metabolizada, mas é rapidamente excretada pelos rins. Pelo menos
61% de uma dose oral é excretada inalterada na urina em 24 horas. A
Hidroclorotiazida (substância ativa) atravessa a barreira
placentária e é excretada no leite materno.

Dados de segurança pré-clínica

A segurança do produto foi verificada pelo uso clínico a longo
prazo.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Clorana.

Cuidados de Armazenamento do Hidroclorotiazida –
FURP

Conservar em temperatura ambiente (Temperatura entre 15 e 30°C).
Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Comprimido na cor branca, circular, biconvexo e
monossectado.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Hidroclorotiazida – FURP

MS 1.1039.0200

Farm. Responsável:

Dr. Gidel Soares
CRF-SP nº 14.652

Fabricado por:

CPM Concessionária Paulista de Medicamentos S/A.
Américo Brasiliense – SP
Indústria Brasileira

Registrado por:

Fundação para o Remédio Popular – FURP
Governo do Estado de São Paulo Rua Endres, 35
Guarulhos – SP
CNPJ 43.640.754/0001-19

Uso sob prescrição médica. Venda proibida ao
comércio.

Hidroclorotiazida-Furp, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

Compartilhe esta página!

Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Hidroclorotiazida Furp Bula

Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Autor
    Posts
  • #7397
    Anônimo
    Convidado

    Hidroclorotiazida Furp Bula

    Compartilhe suas experiências sobre este medicamento com outros usuários.
      • Utilizou este Remédio para?
      • Efeitos colaterais.
      • Resultados.
      • Indicações, sugestões e dicas!
    Acessar a Bula do medicamento.
    Hidroclorotiazida Furp Bula Completa extraída da Anvisa
Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Você deve fazer login para responder a este tópico.
Scroll to top