Ginkomed Bula

Ginkomed

Como o Ginkomed funciona?


Este medicamento aumenta o fluxo sanguíneo, com consequente
melhora de oferta de oxigênio para as células, protegendo os
tecidos dos danos da falta de oxigênio (hipóxia), além de inibir a
agregação plaquetária (GARCIA, 1998; HOFFMAN, 2003).

Contraindicação do Ginkomed

Deve ser usado cuidadosamente em pacientes com distúrbios de
coagulação ou em uso de anticoagulantes e antiplaquetários.

Este medicamento deve ser suspenso pelo menos três dias antes de
procedimentos cirúrgicos (GARCIA, 1998; MILLS amp; BONES,
2005).

Pacientes com histórico de hipersensibilidade e alergia a
qualquer um dos componentes da fórmula não devem fazer uso do
produto.

Como usar o Ginkomed

Uso oral. Uso interno.

Ginkomed 80 mg

1 comprimido, 2 vezes ao dia (38,4 mg de ginkgoflavonoides e 9,6
mg de terpenolactonas), antes das principais refeições, ou a
critério médico.

Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros e sem mastigar, com
quantidade suficiente de água para que sejam deglutidos.

Utilizar apenas a via oral. O uso deste medicamento por
outra via, que não a oral, pode causar perda do efeito esperado ou
mesmo promover danos ao seu usuário.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Ginkomed?


Caso esqueça de tomar uma dose deste medicamento, retome a
posologia prescrita sem a necessidade de suplementação.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Ginkomed

De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às
mulheres grávidas, este medicamento apresenta categoria de risco
C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas e em amamentação sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Tanakan.

Reações Adversas do Ginkomed

Podem ocorrer distúrbios gastrintestinais, dor de cabeça e
reações alérgicas na pele (vermelhidão, inchaço e coceira) (GARCIA,
1998). Também foram relatados enjoos, palpitações, hemorragias e
queda de pressão arterial. (BLUMENTHAL, 2003).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Ginkomed

Gravidez

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas e em amamentação sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Informe ao seu médico se ocorrer gravidez ou se iniciar
amamentação durante o uso deste medicamento.

Composição do Ginkomed

Cada comprimido revestido de 80 mg contém:

80 mg de Extrato seco Ginkgo biloba L.

Padronizado em 19,2 mg de ginkgoflavonoides (22 a 27%) expressos
em quercetina, kaempferol e isorhamnentina e 4,8 mg (5 a 7%) de
terpenolactonas expressos em ginkgolídeos, A, B, C e
bilobalídeo.

Excipientes:

croscarmelose sódica, estearato de magnésio, celulose
microcristalina, dióxido de silício, povidona, dióxido de titânio,
óxido ferroso, etilcelulose + triacetina e hipromelose +
macrogol.

Apresentação do Ginkomed


Comprimido revestido de 80 mg. Embalagem contendo 30
comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto e pediátrico acima de 12 anos.

Superdosagem do Ginkomed

Em caso de superdosagem, suspender o uso e procurar orientação
médica de imediato.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.

Interação Medicamentosa do Ginkomed

A associação deste medicamento com anticoagulantes,
antiplaquetários, anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) e/ou
agentes trombolíticos pode aumentar o risco de hemorragias
(Micromedex® 2.0, 2014).

Este medicamento pode diminuir a efetividade dos
anticonvulsivantes e pode alterar os efeitos da insulina,
aumentando a sua depuração (Micromedex® 2.0, 2014).

Pode provocar mudanças no estado mental quando associado à
buspirona ou ao Hypericum perforatum
(Micromedex® 2.0, 2014).

Pode potencializar o efeito dos inibidores da monoaminaoxidase e
pode aumentar o risco dos efeitos colaterais da nifedipina
(Micromedex® 2.0, 2014).

Pode aumentar o risco de aparecimento da síndrome
serotoninérgica quando associado aos inibidores da recaptação de
serotonina e pode causar hipertensão em uso concomitante com os
diuréticos tiazídicos (Micromedex® 2.0, 2014).

A associação deste medicamento com omeprazol acarreta diminuição
do nível sérico do omeprazol (YIN et al., 2004).

A associação com trazodona pode trazer risco de sedação
excessiva (GALLUZZI et al., 2000).

O uso concomitante de ginkgo pode aumentar os riscos de eventos
adversos causados pela risperidona, como, por exemplo, priapismo
(LIN et al., 2007).

A associação com papaverina pode acarretar potencialização de
efeitos terapêuticos e adversos (SIKORA et al., 1989).

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Informe ao profissional de saúde todas as plantas
medicinais, fitoterápicos e outros medicamentos que estiver
tomando.

Interações podem ocorrer entre medicamentos e plantas
medicinais e mesmo entre duas plantas medicinais administradas ao
mesmo tempo.

Ação da Substância Ginkomed

Resultados de Eficácia


De 35 estudos realizados com o Ginkgo Biloba, incluindo
3541 participantes, 33 encontraram efeitos positivos para o uso nas
indicações

Doença de Alzheimer, demência, zumbido, doença vascular
periférica (claudicação intermitente), asma e depressão
(BLUMENTHAL, 20033). Outros dois encontraram resultados
negativos, um em demência (VAN DONGEN, 20004) e outro em
zumbidos (DREW amp; DAVIES, 20015).

Dezoito estudos envolvendo um total de 1672 participantes
embasaram a utilização de Ginkgo Biloba (substância ativa) no
tratamento de demência decorrente de insuficiência cardiovascular
ou Alzheimer. Desses dezoito estudos, cinco eram randomizados (R),
duplo-cegos (DC), controlados por placebo (CP) e multicêntricos
(MC), envolvendo 663 participantes; 11 eram R, DC e CP com um total
de 898 participantes; e dois eram estudos R, DC, CP, cruzados,
envolvendo um total de 111 participantes, focando o tratamento de
Ginkgo Biloba (substância ativa) para claudicação intermitente com
resultados positivos (BLUMENTHAL, 20033).

Uma recente meta-análise avaliou 33 trabalhos sobre a eficácia e
a tolerabilidade de Ginkgo Biloba (substância ativa) no
comprometimento cognitivo e na demência. Foram incluídos ensaios
duplo-cegos, controlados e randomizados realizados até junho de
2002.

Em geral, não foram observadas diferenças estatisticamente
significativas entre o Ginkgo Biloba (substância ativa) e o placebo
no que diz respeito aos efeitos adversos. Quanto à eficácia,
conclui-se que existem benefícios associados ao uso de Ginkgo
Biloba (substância ativa) em doses inferiores a 200 mg/dia por 12
semanas (plt;0,0001), ou em doses superiores a 200 mg/dia por 24
semanas (p=0,02). Parâmetros cognitivos, de atividades da vida
diária e humor também apontam superioridade do Ginkgo Biloba
(substância ativa) em relação ao placebo nas duas faixas de dosagem
(BIRKS, 20026).

Referências bibliográficas

3. BLUMENTHAL, M. The ABC clinical
guide to herbs. 2003.
4. VAN DONGEN, M. The efficacy of ginkgo for elderly people with
dementia and age-associated memory impairment: new results of
randomized clinical trial. J Am Geriatr Soc 2000; 48
(10):1183-94.
5. DREW, S; DAVIES, E. Effectiveness of Ginkgo Biloba (substância
ativa) in treating tinnitus: double-blind, placebo controlled
trial. BMJ. 2001 Jan 13; 322 (7278):73. EBADI, M. Pharmacodynamic
basis of Herbal Medicine. 2a ed. CRC Press. 2006. 699p. 46.
6. BIRKS, J; GRIMLEY, EJ; VAN DONGEN, M. Ginkgo Biloba (substância
ativa) for cognitive impairment and dementia [Cochrane Review].
Oxford. In: The Cochrane Library, Issue 4, 2002.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Tanakan.

Características Farmacológicas


O extrato de Ginkgo Biloba (substância ativa) é constituído
principalmente por ginkgoflavonoides (derivados da quercetina,
kaempferol, e isorhamnetina) e terpenolactonas (ginkgolídeos e
bilobalídeos). Após a administração oral, os ginkgolídeos A, B e
bilobalídeos possuem uma alta biodisponibilidade (98 100%; 79-93%;
70%, respectivamente) (BLUMENTHAL, 20037). As suas
meias-vidas de eliminação duram respectivamente 4,5h; 10,6h e 3,2h.
Esses compostos são excretados inalterados na urina em 70% de
ginkgolídeo A, 50% ginkgolídeo B e 30% bilobalídeos (MILLS amp;
BONES, 20008).

O Ginkgo Biloba (substância ativa) promove o incremento do
suprimento sanguíneo cerebral por meio da vasodilatação e redução
da viscosidade sanguínea, além de reduzir a densidade dos radicais
livres de oxigênio nos tecidos nervosos. Os ginkgolídeos,
especialmente o ginkgolídeo B, inibem o Fator de Ativação
Plaquetária (PAF), potencializando os parâmetros hemodinâmicos como
o aumento do fluxo sanguíneo, por meio da diminuição da viscosidade
sanguínea e da agregação eritrocitária(GARCIA, 19989;
MICROMEDEX, 200710).

Ginkgo Biloba (substância ativa) reduz a progressão da demência,
provavelmente por reduzir a infiltração de neutrófilos e a
peroxidação lipídica (OTAMIRI amp; TAGESSON, 19897),
aumentando o fluxo sanguíneo (KOLTRINGER et al.,
198911), antagonizando o PAF (WADA et al.,
198812) e modificando o metabolismo neuronal (DE
FEUDIS, 199113).

A fração de flavonóides é responsável pelo aumento da inibição
da recaptação de serotonina (AHLEMEYER amp; KRIEGELSTEIN,
199814), facilita a transmissão colinérgica e
alfa-adrenérgica e estimula a recaptação de colina no hipocampo
(BLUMENTHAL, 198715). A ação neuroprotetora está
relacionada com a inibição da síntese do óxido nítrico (CALAPAI,
200016).

Referências bibliográficas

7. BLUMENTHAL, M. The ABC clinical
guide to herbs. 2003.
8. MILLS, S; BONES, K. Principles and practice of phytotherapy –
modern herbal medicine, 2000.
9. GARCIA, AA. et al. Fitoterapia. Vademecum de Prescripción.
Plantas Medicinales. 3ª ed. Barcelona; 1998.
10. MICROMEDEX® versão 2.0. Disponível em:
” www.micromedexsolutions.com”
Acesso em 20/09/2007.
MILLS, S; BONES, K. Principles and practice of phytotherapy –
modern herbal medicine, 2000. MILLS, S; BONES, K. The essencial
guide to herbal safety, 2005.
OTAMIRI, T; TAGESSON, C. Ginkgo biloba extract prevents mucosa
damage associated with small intestinal ischaemia. Scand J
Gastroenterol. 1989; 24(06):666-70.
ROWIN, J; LEWIS, SL. Spontaneous bilateral subdural hematomas
associated with chronic Ginkgo biloba ingestion (letter).
Neurology. 1996; 46(6):1775-6.
SIKORA R, SOHN M, DEUTZ F-J, et al: Ginkgo biloba extract in the
therapy of erectile dysfunction. J Urol 1989; 141:188.
VALE, S. Subarachnoid haemorrhage associated with Ginkgo biloba.
Lancet. 1998; 352(9121):36.
VAN DONGEN, M. The efficacy of ginkgo for elderly people with
dementia and age-associated memory impairment: new results of
randomized clinical trial. J Am Geriatr Soc 2000; 48
(10):1183-94.
WADA, K; ISHIGAKI, K; UEDA, K. Studies on the constitution of
edible and medicinal plants. Chem Pharm Bull 1988; 36 (5):
1779-82.
YIN OQP, TOMLINSON B, WAYE MMY, et al. Pharmacogenetics and
herb-drug interactions: experience with Ginkgo biloba and
omeprazole. Pharmacogenetics 2004; 14(12):841-850.

Ginkomed, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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