Fenatil Bula

Fenatil

  • Depressão endógena, reativa, neurótica, orgânica, mascarada e
    suas formas involucionais;
  • Depressão associada à esquizofrenia e transtornos da
    personalidade;
  • Síndromes depressivas causadas por pré-senilidade ou
    senilidade, por condições dolorosas crônicas, por doenças somáticas
    crônicas;
  • Distúrbios depressivos do humor de natureza psicopática,
    neurótica ou reativa; síndromes obsessivo-compulsivas;
  • Condições dolorosas crônicas;
  • Fobias;
  • Crises de pânico, cataplexia associada a narcolepsia,
    ejaculação precoce e enurese noturna (apenas em pacientes acima de
    5 anos de idade e desde que as causas orgânicas tenham sido
    excluídas).

Contraindicação do Fenatil

Fenatil é contraindicado para

  • Pacientes hipersensíveis ao cloridrato de clomipramina ou que
    apresentem sensibilidade cruzada a antidepressivos tricíclicos do
    grupo dos dibenzazepínicos;
  • Fenatil não pode ser administrado em associação ou dentro de 14
    dias antes ou após tratamento com um inibidor da monoaminooxidase
    (IMAO);
  • O tratamento concomitante a inibidores reversíveis seletivos da
    MAO-A, como a moclobemida, está também contraindicado;
  • Infarto do miocárdio recente;
  • Gravidez e lactação;
  • O médico deverá ser informado se o paciente for portador de
    doença cardíaca, do fígado, dos rins e/ou das vias urinárias, de
    hipertireoidismo, glaucoma, epilepsia ou de algum tipo de
    tumor.

Durante o tratamento a longo prazo, devem ser feitos exames
odontológicos para observação de cáries.

Devem ser feitos exames periódicos de sangue.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Como usar o Fenatil

Posologia

A posologia e o modo de administração devem ser determinados
individualmente e adaptados de acordo com a condição clínica de
cada paciente.

Em princípio, deverá ser utilizada a menor dose eficaz, devendo
a dose ser aumentada com cautela, particularmente quando o paciente
for idoso ou adolescente. Esses pacientes, em geral, apresentam uma
resposta mais acentuada ao Fenatil em relação aqueles de idade
intermediária.

Depressão, distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC) e
fobias

Iniciar o tratamento com 1 drágea de 25mg, 2 a 3 vezes ao
dia.

Aumentar a posologia diária gradualmente, por exemplo, 25mg nos
primeiros dias (dependendo de como o medicamento for tolerado) para
4-6 drágeas de 25mg durante a primeira semana de tratamento.

Em casos graves, a posologia poderá ser aumentada até um máximo
de 250mg por dia.

Uma vez constatada melhora nítida, ajustar a posologia diária
para um nível de manutenção de 2-4 drágeas de 25mg.

Ataques de pânico, com ou sem agorafobia

Iniciar com 1 drágea de 10mg ao dia, possivelmente em combinação
com um benzodiazepínico.

Dependendo de como o medicamento seja tolerado, a posologia
poderá ser aumentada até que se obtenha a resposta desejada,
enquanto se descontinua gradualmente o benzodiazepínico.

A posologia diária requerida tem grande variação de paciente
para paciente e situa-se entre 25 e 100mg (1 a 4 drágeas de
25mg).

Se necessário, a posologia poderá ser aumentada para 150mg (6
drágeas de 25mg).

Recomenda-se não descontinuar o tratamento antes de decorridos 6
meses.

Caso se deseje a descontinuação após esse período, a dose de
manutenção deverá ser lentamente reduzida.

Cataplexia acompanhando narcolepsia

Fenatil deverá ser administrado por via oral na dose diária de
25 a 75mg.

Condições dolorosas crônicas

A posologia deverá ser ajustada individualmente (10-150mg ao
dia), considerando-se que o paciente pode estar recebendo terapia
com analgésicos concomitantemente (tendo-se, assim, a possibilidade
de redução da utilização de analgésicos).

Pacientes idosos

Iniciar o tratamento com 1 drágea de 10mg ao dia.

Aumentar gradualmente a posologia até uma dose ideal entre
30-50mg diários, que deverá ser alcançada após cerca de 10 dias e,
então, mantida até o final do tratamento.

Enurese noturna

Adose diária inicial para crianças com idade entre 5-8 anos é de
2-3 drágeas de 10mg; para crianças entre 9-12 anos, a posologia é
de 1-2 drágeas de 25mg; para crianças de mais idade, 1-3 drágeas de
25mg.

As doses mais elevadas deverão ser aplicadas aos casos que não
respondam adequadamente ao medicamento dentro de uma semana de
tratamento.

As drágeas normalmente deverão ser administradas em dose única
após o jantar; entretanto, no caso de crianças que urinam na cama
no início da noite, parte da dose deverá ser antecipada para cerca
de 4 horas da tarde.

Assim que a resposta desejada tenha sido atingida, o tratamento
deverá continuar ainda por 1-3 meses, com uma subsequente redução
gradual da dose de manutenção.

Não existem dados clínicos disponíveis para crianças abaixo de 5
anos de idade.

Ejaculação precoce

A posologia deve ser ajustada individualmente, sendo recomendado
iniciar com 1 drágea de 25mg.

Se necessário, aumentar a dose para 50mg após 2 semanas.

A dose ideal de manutenção situa-se entre 25-50mg/dia, podendo
ser administrada à noite ou 2 vezes ao dia.

Precauções do Fenatil

Antes do início do tratamento é aconselhável verificar a pressão
arterial do paciente, uma vez que indivíduos com hipotensão
postural ou níveis tensionais instáveis poderão sofrer uma queda na
pressão arterial.

Cautela é também indicada em pacientes portadores de
hipertireoidismo ou em tratamento com agentes
tireoidianos.

Em pacientes com doenças hepáticas, recomenda-se monitorização
periódica dos níveis das enzimas hepáticas.

Embora alterações na contagem das células brancas sanguíneas
tenham sido relatadas apenas em casos isolados, a contagem
periódica de células sanguíneas e a monitorização de sintomas,
tais como:

Febre e garganta inflamada são requeridas, especialmente durante
os primeiros meses da terapia e durante tratamentos
prolongados.

Como ocorre com outros antidepressivos tricíclicos, fenatil
somente poderá ser administrado com terapia eletroconvulsiva
sob cuidadosa supervisão.

Em pacientes predispostos ou idosos, os antidepressivos
tricíclicos podem induzir psicose (delírios), particularmente à
noite. Esta desaparece dentro de poucos dias após a
descontinuação do tratamento.

Risco de suicídio é inerente à depressão grave e pode
persistir até que ocorra remissão significativa.

No início do tratamento pode ser indicada uma terapia
combinada com benzodiazepínicos ou neurolépticos.

Advertências

Sabe-se que os antidepressivos tricíclicos diminuem o limiar de
convulsão; portanto, Fenatil deve ser utilizado com extremo cuidado
em pacientes com epilepsia e outras predisposições, tais como danos
cerebrais de etiologia variada, uso concomitante de neurolépticos,
retirada de álcool ou drogas com propriedades anticonvulsivas (por
exemplo, benzodiazepínicos).

A ocorrência de convulsões parece ser dose dependente. Portanto,
a dose diária total recomendada não deve ser excedida.

Fenatil deve ser administrado com especial cuidado a pacientes
com distúrbios cardiovasculares, especialmente os portadores de
insuficiência cardíaca, distúrbios de condução (por exemplo,
bloqueio atrioventricular graus I a III) ou arritmias.

Monitoramento da função cardíaca e eletrocardiograma ECG estão
indicados em tais pacientes, assim como em pacientes idosos.

Por suas propriedades anticolinérgicas, Fenatil deve ser
utilizado com cuidado em pacientes com história de pressão
intraocular aumentada, glaucoma de ângulo agudo ou retenção
urinária (por exemplo, doenças da próstata).

Recomenda-se cautela ao administrar antidepressivos tricíclicos
a pacientes com doença hepática grave e tumores da medula adrenal
(por exemplo, feocromocitoma, neuroblastoma), nos quais o fármaco
poderá provocar crises hipertensivas.

Muitos dos pacientes portadores de transtorno do pânico
apresentam intensificação dos sintomas de ansiedade no início do
tratamento com Fenatil.

Esse aumento paradoxal do quadro de ansiedade é mais pronunciado
durante os primeiros dias de tratamento e, em geral, diminui dentro
de duas semanas.

Tem sido observado ocasionalmente indução de psicoses em
pacientes esquizofrênicos que utilizaram antidepressivos
tricíclicos.

Têm sido também relatados episódios hipomaníacos e maníacos
durante a fase depressiva em pacientes com transtornos cíclicos do
humor, que recebem tratamento com um antidepressivo tricíclico.

Em tais casos, pode ser necessário reduzir a dose de Fenatil ou
retirá-lo e administrar um agente antipsicótico.

Após diminuição de tais episódios, pode ser retomada, se
necessário, uma terapia com baixa dose de Fenatil.

Foram relatados casos isolados de choque anafilático.

Reações Adversas do Fenatil

Informe seu médico o aparecimento de reações
desagradáveis, tais como:

Secura da boca, transpiração, constipação, distúrbios visuais,
problemas urinários, sonolência, cansaço, aumento de apetite,
tonturas, tremores, dores de cabeça, dentre outras.

As reações adversas são geralmente leves e transitórias,
desaparecendo com a continuidade do tratamento ou com a redução da
dose. Elas não estão sempre correlacionadas com os níveis
plasmáticos do fármaco ou com a dose.

Frequentemente, é difícil distinguir certos efeitos adversos de
sintomas da depressão, tais como fadiga, distúrbios do sono,
agitação, ansiedade, constipação e boca seca.

Se ocorrerem reações adversas neurológicas ou psiquiátricas
graves, a administração de Fenatil deverá ser suspensa.

Pacientes idosos são particularmente sensíveis aos efeitos
anticolinérgicos, neurológicos, psiquiátricos ou
cardiovasculares.

A habilidade desses pacientes em metabolizar e eliminar fármacos
pode estar diminuída, levando a risco de concentração plasmática
elevada nas doses terapêuticas.

Sistema Nervoso Central (SNC)

Efeitos psíquicos

Frequentes

Sonolência, fadiga, sensação de inquietação e aumento do
apetite.

Ocasionais

Confusão, desorientação, alucinações (particularmente em
pacientes idosos e em portadores da doença de Parkinson), estados
de ansiedade, agitação, distúrbios do sono, mania, hipomania,
agressividade, déficit de memória, despersonalização, agravamento
da depressão, dificuldade de concentração, insônia, pesadelos,
bocejos.

Raros

Ativação de sintomas psicóticos.

Efeitos neurológicos

Frequentes

Vertigens, tremores, cefaleia e mioclonia.

Ocasionais

Delírio, distúrbios da fala, parestesia, fraqueza muscular e
hipertonia muscular.

Raros

Convulsões e ataxia.

Casos isolados

Alterações do EEG e hipertermia.

Efeitos anticolinérgicos

Frequentes

Secura da boca, sudorese, constipação, alterações da acomodação
visual ou visão borrada e distúrbios da micção.

Ocasionais

Ondas de calor, midríase.

Casos isolados

Glaucoma.

Sistema cardiovascular

Ocasionais

Taquicardia sinusal, palpitações, hipotensão postural,
alterações clinicamente irrelevantes do ECG em pacientes sem doença
cardíaca (por exemplo, alterações da onda T e do segmento ST).

Raros

Arritmias, aumento da pressão arterial.

Casos isolados

Distúrbios da condução (ampliação do complexo QRS, alterações
PQ, bloqueio do feixe atrioventricular).

Trato gastrintestinal

Frequentes

Náuseas.

Ocasionais

Vômito, distúrbios abdominais, diarreia, anorexia.

Fígado

Ocasionais

Elevação do nível das transaminases.

Casos isolados

Hepatite com ou sem icterícia.

Pele

Ocasionais

Reações alérgicas na pele (erupção cutânea, urticária),
fotossensibilidade, prurido.

Casos isolados

Edema (local ou generalizado); perda de cabelo.

Sistema endócrino e metabolismo

Frequentes

Ganho de peso, distúrbios da libido e da potência.

Ocasionais

Galactorréia, aumento do volume das mamas.

Casos isolados

Síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético
(SIHAD).

Hipersensibilidade

Casos isolados

Alveolite alérgica (pneumonite) com ou sem eosinofilia, reações
anafiláticas/anafilactoides sistêmicas, incluindo hipotensão.

Sangue

Casos isolados

Leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia, eosinofilia,
púrpura.

Órgãos dos sentidos

Ocasionais

Distúrbios do paladar, zumbido.

Outras

Os sintomas a seguir ocorrem ocasionalmente após a
interrupção abrupta do tratamento ou após redução de
dose:

Náuseas, vômito, dor abdominal, diarreia, insônia, cefaleia,
nervosismo e ansiedade.

População Especial do Fenatil

Gravidez e lactação

A experiência com Fenatil durante a gravidez é limitada.

Uma vez que existem relatos isolados sobre uma possível
correlação entre o uso de antidepressivos tricíclicos e a
ocorrência de efeitos adversos no feto (em especial de distúrbios
no desenvolvimento), o tratamento com Fenatil durante a gravidez
deve ser evitado e apenas considerado se os benefícios para a mãe
justificarem o potencial de risco para o feto.

Recém-nascidos cujas mães receberam antidepressivos tricíclicos
até o parto apresentaram, durante as primeiras horas ou os
primeiros dias, sintomas de retirada do fármaco, tais como
dispneia, letargia, cólica, irritabilidade, hipotensão ou
hipertensão, tremor ou espasmos.

Para se evitar a ocorrência desses sintomas, o tratamento com
Fenatil deverá, se possível, ser gradualmente descontinuado pelo
menos 7 semanas antes da data prevista para o parto.

Como a substância ativa é excretada no leite materno, os
recém-nascidos não deverão ser amamentados ou o tratamento deverá
ser gradualmente descontinuado durante a fase de amamentação.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência
do tratamento ou após o seu término.

Informe seu médico se está amamentando.

O tratamento com Fenatil durante a gravidez deve ser evitado e
apenas considerado se os benefícios para a mãe justificarem o
potencial de risco para o feto.

Nos casos de amamentação, o uso de Fenatil deverá ser suspenso,
uma vez que o medicamento é excretado no leite materno.

Alterações na capacidade de dirigir veículos ou operar
máquinas

Durante o tratamento com Fenatil, o paciente não deve
dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção
podem estar prejudicadas.

Idosos

O uso em pacientes idosos (acima de 60 anos) requer prescrição e
rigoroso acompanhamento médico.

Composição do Fenatil

Cada drágea contém:

25 mg de cloridrato de clomipramina.

Excipientes:

celulose microcristalina, lactose, amido, ácido esteárico,
estearato de magnésio, sacarose, goma arábica, gelatina, dióxido de
titânio, povidona, talco, polietilenoglicol, óxido de ferro
amarelo, carbonato de cálcio, goma laca, cera de abelha e cera de
carnaúba, hipromelose, corante amarelo sicovit nº 10.

Superdosagem do Fenatil

Os sinais e sintomas de superdose com o Fenatil são similares
aos relatados com outros antidepressivos tricíclicos.

Anormalidades cardíacas e distúrbios neurológicos são as
principais complicações.

A ingestão acidental de qualquer quantidade por crianças deve
ser tratada como séria e potencialmente fatal.

Sinais e sintomas

Os sintomas geralmente aparecem dentro de 4 horas após a
ingestão e atingem a severidade máxima em 24 horas.

Em virtude da absorção retardada (efeito anticolinérgico), pela
meia-vida longa e ciclo ênterohepático do fármaco, o paciente
estará em risco por até 4-6 dias. Os seguintes sinais e sintomas
poderão ser observados:

Sistema Nervoso Central

Sonolência, estupor, coma, ataxia, inquietação, agitação,
reflexos alterados, rigidez muscular, movimentos coreoatetoides,
convulsões.

Sistema Cardiovascular

Hipotensão, taquicardia, arritmia, distúrbios da condução,
choque, insuficiência cardíaca e, em casos muito raros, parada
cardíaca.

Além disso, podem ocorrer depressão respiratória, cianose,
vômitos, febre, midríase, sudorese e oligúria ou anúria.

Tratamento

Não existe antídoto específico e o tratamento é essencialmente
sintomático e de suporte.

Qualquer suspeito de superdose com Fenatil, especialmente
crianças, deve ser hospitalizado e mantido sob rigorosa supervisão
por pelo menos 72 horas.

Se o paciente estiver consciente, executar lavagem gástrica ou
induzir o vômito o mais rápido possível.

Se o paciente não estiver consciente, proteger as vias aéreas
com a colocação de um tubo endotraqueal, antes de iniciar a
lavagem, e não induzir vômito. Estas medidas são recomendadas para
até 12 horas, ou mais, após a superdose, já que os efeitos
anticolinérgicos do fármaco podem retardar o esvaziamento
gástrico.

A administração de carvão ativado pode ajudar a reduzir a
absorção do fármaco.

O tratamento dos sintomas é baseado em métodos modernos de
terapia intensiva com contínuo monitoramento da função cardíaca,
gasimetria, eletrólitos e, se necessário, medidas emergenciais,
tais como terapia anticonvulsiva, respiração artificial e
ressurreição.

Como tem sido relatado que a fisostigmina pode causar
bradicardia grave, assistolia e convulsões, seu uso não é
recomendado em casos de superdose com Fenatil.

Hemodiálise ou diálise peritoneal não são efetivas, em função da
baixa concentração plasmática da clomipramina.

Interação Medicamentosa do Fenatil

Interações resultando em contraindicações

Inibidores da MAO

Não administrar Cloridrato de Clomipramina (substância ativa)
por pelo menos 2 semanas após a interrupção de tratamento com
inibidores da MAO (há risco de sintomas graves, tais como crise
hipertensiva, hiperpirexia, e os sintomas consistentes com a
síndrome da serotonina como mioclonia, crise de agitação, delírio e
coma). Inibidores da MAO, que também são potentes inibidores de
CYP2D6 in vivo, como a moclobemida, são contraindicados na
administração concomitante com Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa).

O mesmo se aplica na administração de um inibidor da MAO após
tratamento prévio com Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa). Nesses casos, o tratamento com Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa) ou com um inibidor da MAO deverá ser
inicialmente administrado em pequenas doses e gradualmente
aumentado e seus efeitos monitorados.

Há evidências que sugerem que Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa) pode ser administrado 24 horas após um inibidor
reversível da MAO-A, tal como a moclobemida, mas o período de
washout (intervalo) de duas semanas deve ser observado se um
inibidor da MAO-A for administrado após a utilização de Cloridrato
de Clomipramina (substância ativa).

Interações resultando em uso concomitante não
recomendado

Antiarrítmicos (como quinidina e
propafenona)

São potentes inibidores de CYP2D6, não devem ser usados em
associação com antidepressivos tricíclicos.

Diuréticos

Os diuréticos podem levar a hipocalemia, que aumenta
alternadamente o risco de prolongamento do intervalo QTc e
“torsades de pointes”. A hipocalemia deve, portanto ser
tratada antes da administração de Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa).

Inibidores seletivos da recaptação de serotonina
(ISRS)

São inibidores de CYP2D6, como fluoxetina, paroxetina ou
sertralina e de outros incluindo CYP1A2 e CYP2C19 (ex.:
fluvoxamina), também podem aumentar as concentrações plasmáticas de
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa), com os efeitos
adversos correspondentes. Os níveis séricos de Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) no estado de equilíbrio
(steady-state) aumentaram aproximadamente 4 (quatro) vezes com a
administração concomitante de fluvoxamina, N-desmetilCloridrato de
Clomipramina (substância ativa) diminuiu em aproximadamente 2
(duas) vezes. Em adição, a comedicação com ISRSs pode levar a
efeitos aditivos no sistema serotonérgico.

Agentes serotonérgicos

A síndrome da serotonina pode possivelmente ocorrer quando o
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) é administrada com
comedicações serotonérgicas como os inibidores seletivos da
recaptação da serotonina (ISRSs), inibidores da recaptação
noradrenérgica e da serotonina (ISRSNas), antidepressivos
tricíclicos ou lítio. Antes e após o tratamento com fluoxetina um
período de washout (intervalo) de duas a três semanas é
aconselhável.

Interações a serem consideradas

Interações resultando em aumento do efeito de Cloridrato
de Clomipramina (substância ativa)

A administração concomitante de inibidores de CYP2D6 pode levar
a um aumento na concentração dos dois componentes ativos, em até
aproximadamente 3 (três) vezes em pacientes com um fenótipo
metabolizador extensivo de debrisoquina/esparteína, convertendo-os
a um fenótipo metabolizador pobre. Espera-se que a administração
concomitante de inibidores de CYP1A2, CYP2C19 e CYP3A4 aumente as
concentrações de Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) e
diminua as concentrações de N-desmetilCloridrato de Clomipramina
(substância ativa), não afetando necessariamente a farmacologia
geral.

Terbinafina

A coadministração de Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa) com terbinafina oral antifúngica, um potente inibidor da
CYP2D6, pode resultar na exposição aumentada e acúmulo do
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) e de seu metabólito
N-demetilado. Portanto, ajustes de dose de Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) podem ser necessários quando
coadministrado com terbinafina.

Cimetidina

A administração concomitante com o antagonista de receptor de
histamina2 (H2), cimetidina (inibidor de várias enzimas do
citocromo P450, incluindo CYP2D6, CYP3A4) pode aumentar as
concentrações plasmáticas de antidepressivos tricíclicos, dos quais
a dose deve, portanto, ser reduzida.

Contraceptivos orais

Não foi documentada nenhuma interação entre o uso crônico de
contraceptivos orais (15 ou 30 microgramas de etinilestradiol
diariamente) e Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) (25 mg
diariamente). Estrógenos não são conhecidos como inibidores de
CYP2D6, a principal enzima envolvida no clearance
(depuração) do Cloridrato de Clomipramina (substância ativa),
e, portanto nenhuma interação é esperada. Entretanto, em alguns
casos foram observados efeitos colaterais e resposta terapêutica
aumentados com altas doses de estrógenos (50 microgramas diários) e
o antidepressivo tricíclico imipramina, não sendo clara a
relevância desses casos para o Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa) e regimes de baixas doses de estrógenos. É
recomendado o monitoramento da resposta terapêutica dos
antidepressivos tricíclicos com regimes de altas doses de estrógeno
(50 microgramas diários), e o ajuste de dose pode ser
necessário.

Antipsicóticos

A administração concomitante de antipsicóticos (ex.:
fenotiazinas) pode resultar em níveis plasmáticos aumentados de
antidepressivos tricíclicos, limiar de convulsão mais baixo e
convulsões. A combinação com tioridazina pode produzir arritmias
cardíacas graves.

Metilfenidato

Também pode aumentar as concentrações de antidepressivos
tricíclicos por inibir potencialmente seu metabolismo e uma redução
da dose do antidepressivo tricíclico pode ser necessária.

Valproato

A administração concomitante de valproato com Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) pode causar a inibição da CYP2C
e/ou enzimas UGT, resultando em aumento dos níveis séricos do
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) e desmetilCloridrato
de Clomipramina (substância ativa).

Interações, resultando em diminuição do efeito do
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa)

Rifampicina

Indutor de CYP3A e CYP2C, pode diminuir as concentrações de
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) se administrada
concomitante com medicamentos conhecidos por induzir as enzimas do
citocromo P450, principalmente CYP3A4, CYP2C19, podem acelerar o
metabolismo e diminuir a eficácia de Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa).

Anticonvulsivantes

Indutores de CYP3A e CYP2C, por exemplo barbitúricos,
carbamazepina, fenobarbital e fenitoína, podem diminuir as
concentrações de Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) se
administrados concomitante com medicamentos conhecidos por induzir
as enzimas do citocromo P450, principalmente CYP3A4, CYP2C19, podem
acelerar o metabolismo e diminuir a eficácia de Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa).

Cigarro

Indutores conhecidos de CYP1A2 (ex.: nicotina/componentes do
cigarro) diminuem as concentrações plasmáticas de fármacos
tricíclicos. Em fumantes, as concentrações plasmáticas de
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) no estado de
equilíbrio (steady-state) estavam 2 (duas) vezes
diminuídas comparadas com não fumantes (não houve alterações na
Ndesmetilclomipramina).

Colestipol e colestiramina

A administração concomitante de resinas de troca iônica como a
colestiramina ou colestipol podem reduzir os níveis plasmáticos de
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa). O escalonamento da
dose de Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) e resinas, de
modo que o medicamento seja administrado pelo menos 2 horas antes
ou 4-6 horas após a administração de resinas, é recomendado.

Erva de São João

A administração concomitante de Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa) com a erva de São João durante o tratamento pode
diminuir as concentrações plasmáticas de Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa).

Interações que afetam outros medicamentos

Agentes anticolinérgicos: antidepressivos tricíclicos podem
potencializar os efeitos desses fármacos (ex.: fenotiazina, agentes
antiparkinsonianos, anti-histamínicos, atropina, biperideno) nos
olhos, sistema nervoso central, intestino e bexiga.

Agentes antiadrenérgicos

Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) pode diminuir ou
anular o efeito anti-hipertensivo de bloqueadores de neurônios
adrenérgicos, tais como guanetidina, betanidina, reserpina,
clonidina e alfametildopa. Pacientes que necessitam de comedicação
para hipertensão deverão, portanto, ser tratados com
anti-hipertensivos de mecanismo de ação diferente (ex.:
vasodilatadores ou betabloqueadores).

Depressores do SNC

Os antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito do
álcool e de outras substâncias depressoras centrais (ex.:
barbitúricos, benzodiazepínicos ou anestésicos gerais).

Medicamentos simpatomiméticos

Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) pode potencializar
os efeitos cardiovasculares de simpatomiméticos, tais como
adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e fenilefrina
(ex.: anestésicos locais).

Anticoagulantes

Alguns antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito
anticoagulante de medicamentos cumarínicos como varfarina, e isto
pode se dar através da inibição de seu metabolismo (CYP2C9). Não há
evidência da capacidade do Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa) em inibir o metabolismo dos anticoagulantes, como a
varfarina, entretanto, o monitoramento cuidadoso da protrombina
plasmática é aconselhável para essa classe de fármaco.

O Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) é também um
inibidor in vitro (Ki = 2,2 microM) e in vivo da
atividade de CYP2D6 (oxidação da esparteína) e portanto, pode
causar concentrações aumentadas de compostos administrados
concomitantemente que são primariamente depurados pelo CYP2D6 em
metabolizadores extensivos.

Fonte: Bula do Profissional dos Medicamentos Anafranil e
Anafranil SR.

Interação Alimentícia do Fenatil

Toranja, suco de toranja (grapefruit), ou suco
de cranberry

A administração concomitante de Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa) com toranja, suco de toranja, ou suco de
cranberry pode aumentar as concentrações plasmáticas de Cloridrato
de Clomipramina (substância ativa).

Fonte: Bula do Profissional dos Medicamentos Anafranil e
Anafranil SR.

Ação da Substância Fenatil

Resultados de Eficácia


Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) atua na síndrome
depressiva como um todo, incluindo especialmente aspectos típicos,
tais como retardamento psicomotor, humor deprimido e ansiedade.

A resposta clínica inicia-se normalmente após 2-3 semanas de
tratamento. Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) também
exerce um efeito específico na síndrome obsessivo-compulsiva,
distinto de seu efeito antidepressivo.

Em dor crônica, com ou sem causas somáticas, Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) atua presumivelmente pela
facilitação da neurotransmissão de serotonina e noradrenalina.

Na ejaculação precoce, Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa) atua presumivelmente diminuindo os estímulos adrenérgicos
que causam a ejaculação e aumentando os fatores que provocam o
controle inibitório da ejaculação, principalmente a serotonina.

Desta forma, Cloridrato de Clomipramina (substância ativa)
aumenta o tempo de latência para ejaculação devido à sua ação nos
receptores alfaadrenérgicos e colinérgicos e à inibição da
recaptação da serotonina, envolvida na inibição da ejaculação.

Referências Bibliográficas

1. Dodson LA, Bender FH, Barteaux
JW. Review of cloipramine: an effective antiobsessional agent. Hosp
Formul 1991;26:489-99. [126]
2. Eriksson E. Psychotropic and antinociceptive effects of
antidepressants. Hypotheses regarding mode of action. In:
Antidepressants in Chronic Pain Syndromes. Eberhard G, von Knorring
L, Nilsson HL, editors. Proceedings from a symposium held at Hotel
d’Angleterre, Copenhagen, 1988:73-80. [143]

Fonte: Bula do Profissional dos Medicamentos Anafranil e
Anafranil SR.

Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico

Antidepressivo tricíclico. Inibidor da recaptação de
noradrenalina e preferencialmente de serotonina (inibidores não
seletivos da recaptação de monoamina).

Código ATC: N06A A04.

Mecanismo de ação

Acredita-se que a atividade terapêutica de Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) esteja baseada em sua capacidade de
inibir a recaptação neuronal de noradrenalina (NA) e serotonina
(5-HT) liberadas na fenda sináptica, sendo a inibição da recaptação
de 5-HT o componente mais importante dessas atividades. Cloridrato
de Clomipramina (substância ativa) tem também um amplo espectro de
ação farmacológica que inclui propriedades α1-adrenolítica,
anticolinérgica, anti-histamínica e antisserotoninérgica
(bloqueador do receptor para 5-HT).

Efeitos farmacodinâmicos

Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) atua na síndrome
depressiva como um todo, inclusive em características típicas
particulares, tais como retardo psicomotor, humor deprimido e
ansiedade. A resposta clínica geralmente se instala após 2-3
semanas de tratamento.

Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) também exerce um
efeito específico sobre o transtorno obsessivo-compulsivo, distinto
de seus efeitos antidepressivos.

Na dor crônica, com ou sem causas somáticas, Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) atua presumivelmente facilitando a
neurotransmissão de serotonina e noradrenalina.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após administração oral, o Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa) é completamente absorvida do trato
gastrintestinal. A biodisponibilidade sistêmica do Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) inalterada é reduzida a cerca de
50% pelo metabolismo hepático de primeira passagem para o
metabólito ativo N-desmetilCloridrato de Clomipramina (substância
ativa).

Após a administração de uma dose única da drágea de 25 mg e do
comprimido revestido de liberação lenta de 75 mg, a média da
concentração máxima no plasma (Cmáx) do Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) foi de 63,37 ± 12,71 ng/mL
(Tmáx 4,83 ± 0,39 hr) e 32,55 ± 8,10 (Tmáx
9,00 ± 1,81 hr), respectivamente.

A dose diária de 75 mg, administrada tanto como 1 drágea de
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) 25 mg três vezes ao
dia, ou como 1 comprimido de Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa) 75 mg uma vez ao dia, produz concentrações plasmáticas do
estado de equilíbrio (steadystate) entre 20 a 175 ng/mL.

As concentrações plasmáticas do estado de equilíbrio
(steady-state) do metabólito ativo N-desmetilCloridrato de
Clomipramina (substância ativa) acompanham um padrão similar.
Contudo, a uma dose de 75 mg de Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa) por dia, essas concentrações são 40 a 85% mais
elevadas do que as de Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa).

Distribuição

97,6% do Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) liga-se
às proteínas plasmáticas. O Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa) é extensamente distribuída pelo corpo, com volume de
distribuição aparente de cerca de 12 a 17 litros/kg de peso
corpóreo. No fluido cerebroespinhal, a concentração é
equivalente a cerca de 2% da concentração plasmática. O Cloridrato
de Clomipramina (substância ativa) passa para o leite materno em
concentrações semelhantes às do plasma e atravessa a placenta.

Metabolismo

A via principal do metabolismo do Cloridrato de Clomipramina
(substância ativa) é a desmetilação para formar o metabólito ativo
NdesmetilCloridrato de Clomipramina (substância ativa). A
N-desmetilCloridrato de Clomipramina (substância ativa) pode ser
formada por várias enzimas P450, principalmente CYP3A4, CYP2C19 e
CYP1A2. O Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) e a
N-desmetilCloridrato de Clomipramina (substância ativa) são
hidroxiladas para formar 8- hidroxiCloridrato de Clomipramina
(substância ativa) ou 8-hidroxi-N-desmetilCloridrato de
Clomipramina (substância ativa). A atividade dos metabólitos
8-hidroxi não é definida in vivo. O Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) também é hidroxilada na posição 2 e
a N-desmetilCloridrato de Clomipramina (substância ativa) pode ser
posteriormente desmetilada para formar didesmetilCloridrato de
Clomipramina (substância ativa). Os 2- e 8-hidroxi metabólitos são
excretados principalmente como glicuronídeos na urina. A eliminação
dos componentes ativos, Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa) e N-desmetilCloridrato de Clomipramina (substância ativa),
pela formação de 2- e 8-hidroxiCloridrato de Clomipramina
(substância ativa) é catalisada pela CYP2D6.

Eliminação

O Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) é eliminada do
sangue com uma meia-vida média de 21 h (de 12 a 36 h), e a
N-desmetilCloridrato de Clomipramina (substância ativa) com uma
meia-vida média de 36 h.

Cerca de dois terços de uma dose única de Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) são excretados na urina, sob a
forma de conjugados solúveis em água, e aproximadamente um terço
nas fezes. A quantidade de Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa) inalterada e de desmetilCloridrato de Clomipramina
(substância ativa) excretada na urina é de cerca de 2% e 0,5% da
dose administrada, respectivamente.

Efeito dos alimentos

Comida não tem impacto significativo sobre a farmacocinética do
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa). Um ligeiro atraso no
início da absorção pode ser observado com a administração de
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) com alimentos.

Proporcionalidade de dose

O fármaco segue a farmacocinética dose-proporcional ao longo de
um intervalo de dose de 25 a 150 mg.

Efeito da idade

Em pacientes idosos, o Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa) tem depuração relativa baixa em comparação com pacientes
adultos mais jovens. Há relatos de atingir um estado estacionário
terapêutico com doses mais baixas do que a relatada em pacientes de
meiaidade. O Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) deve ser
usada com precaução em pacientes idosos.

Insuficiência renal

Não há relatos específicos descrevendo a farmacocinética do
fármaco em pacientes com insuficiência renal. Embora o fármaco seja
excretado como metabólitos inativos na urina e fezes, o acúmulo de
metabólitos inativos pode posteriormente resultar no acúmulo do
fármaco e seu metabólito ativo. Em insuficiência renal moderada e
grave, recomenda-se monitorar o paciente durante o tratamento.

Insuficiência hepática

O Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) é extensivamente
metabolizada no fígado pelo CYP2D6, CYP3A4, CYP2C19 e CYP1A2, e o
comprometimento hepático pode ter impacto na sua farmacocinética.
Em pacientes com insuficiência hepática, o Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) deve ser administrada com
cautela.

Sensibilidade étnica

Embora o impacto da sensibilidade étnica e racial na
farmacocinética do Cloridrato de Clomipramina (substância ativa)
não tenha sido estudado extensivamente, o metabolismo do Cloridrato
de Clomipramina (substância ativa) e do seu metabólito ativo é
governado por fatores genéticos que levam ao metabolismo pobre e
extenso do fármaco e de seu metabólito. O metabolismo do Cloridrato
de Clomipramina (substância ativa) na população caucasiana não pode
ser extrapolado para os asiáticos, em especial, japoneses e
chineses, devido às diferenças acentuadas no metabolismo do
Cloridrato de Clomipramina (substância ativa) entre estes dois
grupos étnicos.

Formulação de liberação sustentada

A liberação sustentada de Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa) da formulação de liberação lenta de Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) proporciona um perfil
farmacocinético mais suave, mantendo as concentrações plasmáticas
terapêuticas por mais de 24 horas. As concentrações plasmáticas
máximas são atingidas em média cerca de 9 horas após a dose. Após a
administração de 75 mg de Cloridrato de Clomipramina (substância
ativa) de formulação de liberação lenta, a Cmáx
observada é a metade dos níveis de concentração máxima atingida
após a administração de comprimidos de 25 mg, três vezes ao dia. No
entanto, a exposição total permanece inalterada. Após a
administração múltipla de formulação de liberação sustentada, os
níveis de Cmin e Cmáx atingidos no estado
estacionário estão dentro do intervalo terapêutico. Os comprimidos
de liberação lenta são bioequivalentes com drágeas e cápsulas.

Dados de segurança pré-clínicos

Toxicidade de dose repetida

Fosfolipidose e alterações testiculares, comumente associadas
aos compostos tricíclicos, foram observadas com o Cloridrato de
Clomipramina (substância ativa) em doses ≥ 10 vezes maiores do
que a dose diária humana máxima recomendada (DMHR).

Toxicidade reprodutiva

Nenhum efeito adverso sobre o desempenho reprodutivo, incluindo
fertilidade masculina e feminina, foi observado em ratos com doses
orais de até 24 mg/kg.

Nenhum efeito teratogênico foi detectado em camundongos, ratos e
coelhos, em doses de até 100, 50, e 60 mg/kg, respectivamente.

Fonte: Bula do Profissional dos Medicamentos Anafranil e
Anafranil SR.

Cuidados de Armazenamento do Fenatil

Conservar o medicamento em temperatura ambiente (15º a 30º C).
Proteger da luz e umidade.

Prazo de validade: Vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido,
pode ser perigoso para sua saúde.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Fenatil

Registro M.S. nº 1.0465.0267.

Farm. Responsável:

Dr. Marco Aurélio Limirio G. Filho
CRF-GO nº 3.524.

Laboratório Neo Química Com. e Ind. Ltda.

VPR 1 – Quadra 2-A – Módulo 4 – DAIA
Anápolis – GO
CEP 75132-020.
C.N.P.J.: 29.785.870/0001-03

Indústria Brasileira.

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com a retenção da
receita.

Fenatil, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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