Ecator H Bula

Ecator H

Como o Ecator H funciona?


Ecator H é um produto utilizado para promover a diminuição
dos níveis elevados da pressão.

Contraindicação do Ecator H

A associação ramipril + hidroclorotiazida não deve ser
utilizada em casos de:

  • Hipersensibilidade ao ramipril, a qualquer outro inibidor da
    ECA, à hidroclorotiazida, a outros diuréticos tiazídicos, a
    sulfonamidas, ou a qualquer um dos excipientes da fórmula;
  • Pacientes com história de edema angioneurótico;
  • Pacientes com comprometimento severo da função renal, com
    clearance de creatinina menor que 30
    mL/min/1,73m2 de área de superfície corpórea e em
    pacientes sob diálise;
  • Pacientes com estenose bilateral da artéria renal
    hemodinamicamente relevante ou unilateral em rim único;
  • Pacientes com distúrbio significante no balanço eletrolítico,
    podem apresentar piora após tratamento com ramipril +
    hidroclorotiazida (exemplo: hipopotassemia, hiponatremia ou
    hipercalcemia);
  • Pacientes com comprometimento severo da função hepática;
  • Durante a gravidez;
  • Em lactantes.

O uso concomitante de inibidores da ECA e tratamentos
extracorporais que façam o sangue entrar em contato com superfícies
negativamente carregadas devem ser evitados, pois podem acarretar
reações anafilactoides severas. Tais tratamentos extracorporais,
incluem diálise ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo
(por exemplo, poliacrilonitrila) e aférese de lipoproteínas de
baixa densidade com sulfato de dextrano.

Como usar o Ecator H

Ecator H deve ser deglutido inteiro com uma quantidade
suficiente de líquido (aproximadamente meio copo de água).

Ecator H pode ser ingerido antes, durante ou após as
refeições.

Geralmente se recomenda que Ecator H, de acordo com a
prescrição, seja administrado no café da manhã, em dose única
diária.

Cuidados na administração

Aconselha-se deglutir Ecator H com quantidade suficiente de
líquido (aproximadamente ½ copo), antes, durante ou após a
refeição. Os comprimidos não devem ser mastigados ou triturados.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as
doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

A posologia é baseada no efeito anti-hipertensivo desejado e na
tolerabilidade dos pacientes ao fármaco. O tratamento com Ecator H
é geralmente a longo prazo. A duração do tratamento é determinada
pelo médico.

Posologia do Ecator H


A posologia inicial usual é de 2,5mg + 12,5mg de Ecator H
diariamente. Se necessário, a dose poderá ser aumentada em
intervalos de 2 a 3 semanas, até um máximo permitido de 2
comprimidos ao dia. Na maioria dos casos a pressão arterial será
reduzida suficientemente após 2,5mg + 12,5mg a 5mg + 25mg de Ecator
H por dia.

Situações especiais

Posologia para pacientes previamente tratados com
diuréticos

Nos pacientes tratados previamente com diuréticos, deve-se tomar
o cuidado de descontinuá-lo no mínimo 2 a 3 dias ou mais
(dependendo da duração da ação do diurético) antes de começar o
tratamento com Ecator H, ou que seja, deve-se pelo menos reduzir
gradativamente a dose deste.

O médico decidirá, em cada caso individualmente, se a
interrupção ou redução da dose é possível e em quanto tempo deverá
ocorrer.

Se a interrupção não for possível, o tratamento deverá ser
iniciado com a dose mínima de ramipril (1,25 mg/dia de ramipril) em
monoterapia. Subsequentemente, deve-se proceder a mudança para uma
dose inicial não superior a 2,5mg+12,5mg de Ecator H.

Posologia para pacientes com insuficiência
renal

Clearance de creatinina entre 60 e 30
mL/min/1,73 m2 de área de superfície
corpórea:

O tratamento deve começar com ramipril isoladamente, em dose
diária de 1,25 mg. Após o gradual aumento da dose de ramipril, o
tratamento com Ecator H é iniciado com uma dose diária de 2,5mg +
12,5mg de Ecator H, administrada uma vez ao dia. A dose diária
máxima permitida nesses pacientes é de 1 comprimido de Ecator
H.

Quando não for possível medir o clearance de
creatinina, ele pode ser calculado baseado no nível de creatinina
sérica, aplicando-se a seguinte fórmula (equação de
Cockcroft)

Clearance de creatinina (ml/min):

Homem:

Mulher:

Multiplique o produto da equação acima por 0,85.

Precauções do Ecator H

O tratamento com a combinação ramipril +
hidroclorotiazida requer supervisão médica regular.

Em pacientes com o sistema renina angiotensina
hiperestimulado

São recomendados cuidados especiais no tratamento de pacientes
com o sistema renina-angiotensia hiperestimulado.

Tais pacientes estão sob risco de uma queda aguda pronunciada da
pressão arterial e deterioração da função renal devido à inibição
da ECA, especialmente quando um inibidor da ECA é administrado pela
primeira vez ou é administrado em uma dose maior pela primeira vez.
Doses iniciais ou aumento destas doses iniciais devem ser
acompanhados por meio de monitorização rigorosa da pressão arterial
até que se exclua a possibilidade de redução aguda da pressão
arterial.

A ativação significante do sistema renina-angiotensina
pode ser prevista, por exemplo:

  • Em pacientes com hipertensão severa e, principalmente, com
    hipertensão maligna. A fase inicial do tratamento requer supervisão
    médica especial;
  • Em pacientes com insuficiência cardíaca concomitante e
    particularmente severa. Em caso de insuficiência cardíaca severa, a
    fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
  • Em pacientes com impedimento hemodinamicamente relevante do
    influxo ou do efluxo ventricular esquerdo (por exemplo: estenose da
    válvula aórtica ou da válvula mitral). A fase inicial do tratamento
    requer supervisão médica especial;
  • Em pacientes com estenose da artéria renal hemodinamicamente
    relevante.

A fase inicial do tratamento requer supervisão médica
especial:

  • Em pacientes pré-tratados com diurético, nos quais a
    interrupção do tratamento ou a redução da dose de diurético não é
    possível, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica
    especial;
  • Em pacientes que apresentam ou podem desenvolver deficiência
    hídrica ou salina (como resultado da ingestão insuficiente de sais
    ou líquidos, ou como resultado de diarreia, vômito ou sudorese
    excessiva, nos casos em que a reposição de sal e líquidos é
    inadequada).

Geralmente se recomenda que quadros de desidratação, hipovolemia
ou depleção salina sejam corrigidos antes do início do tratamento
(em pacientes com insuficiência cardíaca, entretanto, isto deve ser
cuidadosamente avaliado em relação ao risco de sobrecarga de
volume). Quando essas condições tornarem-se clinicamente
relevantes, o tratamento com a combinação ramipril +
hidroclorotiazida somente deverá ser iniciado ou continuado se
medidas apropriadas forem tomadas concomitantemente para prevenir
uma excessiva redução na pressão arterial e deterioração da função
renal.

Pacientes com risco especial de redução acentuada da
pressão arterial

A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial
em pacientes que apresentam risco de redução acentuada indesejável
da pressão arterial (exemplo: pacientes com estenoses das artérias
coronarianas ou artérias cerebrais hemodinamicamente
relevantes).

Monitorização da função renal

É recomendado que a função renal seja monitorizada,
especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Uma
monitorização cuidadosa é particularmente necessária em pacientes
com:

  • Insuficiência cardíaca;
  • Doença vascular renal, incluindo pacientes com estenose
    unilateral e artéria renal hemodinamicamente relevante. Neste
    último grupo de pacientes, mesmo um pequeno aumento da creatinina
    sérica pode ser indicativo de perda unilateral da função
    renal;
  • Alteração da função renal;
  • Transplante renal.

Monitorização eletrolítica

Recomenda-se monitorização regular de sódio, potássio, cálcio e
ácido úrico séricos e da glicemia. É necessária monitorização mais
frequente do potássio sérico em pacientes com alteração da função
renal.

Monitorização hematológica

A contagem de leucócitos deve ser monitorizada para detectar uma
possível leucopenia. Avaliações mais frequentes são recomendadas na
fase inicial do tratamento, e em pacientes com alteração da função
renal, naqueles com doença do colágeno (por exemplo: lúpus
eritematoso ou esclerodermia) concomitante ou naqueles tratados com
outros medicamentos que possam causar alterações no perfil
hematológico.

Advertências


Caso ocorra o desenvolvimento de edema angioneurótico durante o
tratamento com inibidor da ECA, este deve ser interrompido
imediatamente.

O edema angioneurótico pode envolver a língua, glote ou laringe.
O tratamento emergencial de edema angioneurótico com risco de vida
inclui administração imediata de epinefrina (administração
subcutânea ou intravenosa lenta), acompanhado de monitorização do
ECG e da pressão arterial. Recomenda-se hospitalização e
monitorização do paciente por no mínimo 12 a 24 horas e alta
hospitalar somente após o desaparecimento completo dos
sintomas.

Interações medicamentosas

Combinações contraindicadas

Tratamentos extracorporais que façam o sangue entrar em
contato com superfícies negativamente carregadas como o caso de
diálise ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo
(membranas de poliacrilonitilila) e aférese de lipoproteínas de
baixa densidade com sulfato de dextrano pode acarretar
em:

Risco de reações anafilactoides severas.

Associações não recomendadas

Sais de potássio, diuréticos poupadores de potássio e
heparina:

É possível que haja aumento na concentração sérica de potássio.
Monitorização cautelosa é requerida quando o tratamento for
concomitante com diuréticos poupadores de potássio (por exemplo:
espironolactona) ou sais de potássio.

Precauções no uso de

Agentes anti-hipertensivos e outras substâncias com
potencial anti-hipertensivo (por exemplo: nitratos, antidepressivos
cíclicos, anestésicos):

A potencialização do efeito anti-hipertensivo deve ser
prevista.

Vasopressores simpatomiméticos podem reduzir o efeito
anti-hipertensivo da combinação de ramipril + hidroclorotiazida.
Recomenda-se cuidadosa monitorização da pressão arterial. Além
disso, os efeitos dos vasopressores simpatomiméticos podem ser
atenuados pela hidroclorotiazida.

Alopurinol, imunossupressores, corticosteroides,
procainamida, citostáticos e outras substâncias que podem alterar o
quadro hematológico:

Possibilidade aumentada de reações hematológicas.

Sais de lítio:

Redução da excreção de lítio. Isto pode levar a níveis séricos
elevados de lítio e risco aumentado de sua toxicidade. Portanto, os
níveis de lítio devem ser monitorizados.

Agentes antidiabéticos (medicamentos como insulina e
derivados da sulfonilureia):

Os inibidores da ECA podem reduzir a resistência à insulina. Em
casos isolados, esta redução pode resultar em reações
hipoglicêmicas em pacientes tratados concomitantemente com
antidiabéticos. A hidroclorotiazida pode atenuar os efeitos dos
antidiabéticos. É necessária monitorização cautelosa da glicemia na
fase inicial da coadministração.

As seguintes interações com outras substâncias devem ser
consideradas quando da utilização concomitantemente da combinação
de ramipril + hidroclorotiazida com:

Medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (por
exemplo, indometacina) e ácido acetilsalicílico:

Possível atenuação do efeito da combinação de ramipril +
hidroclorotiazida), bem como desenvolvimento de insuficiência renal
aguda ou aumento do potássio sérico.

Heparina:

Possível aumento na concentração sérica de potássio.

Corticosteróides, carbenoxolonas, grandes quantidades de
alcaçuz, o uso prolongado de laxantes e outros agentes espoliadores
de potássio:

Podem levar ao desenvolvimento de hipopotassemia.

Preparações digitálicas:

Possível intensificação da toxicidade dos digitálicos como
resultante de alterações nas concentrações eletrolíticas (por
exemplo: hipopotassemia, hipomagnesemia).

Metildopa:

Possível hemodiálise.

Administração enteral de substâncias trocadoras de íons,
tais como colestiramina:

Absorção reduzida da hidroclorotiazida.

Relaxantes musculares do tipo
curare:

Possível intensificação ou prolongamento do efeito relaxante
muscular.

Álcool:

O ramipril pode aumentar a vasodilatação e consequentemente
potencializar o efeito do álcool.

Sal:

Possível atenuação do efeito anti-hipertensivo pela ingestão
aumentada de sal na dieta.

Terapia dessensibilizante:

A possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e
anafilactoides causadas por veneno de insetos estão aumentadas com
a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também pode ocorrer
com outros alérgenos.

Ausência de interação medicamentosa
farmacocinética:

Não há dados disponíveis até o momento.

Interferência em testes laboratoriais e
diagnósticos

Teste da função paratireoideana:

A hidroclorotiazida estimula a reabsorção renal de cálcio e pode
levar a hipercalcemia. Isto deve ser considerado quando da condução
de teste de função paratireoideana.

Ingestão concomitante com outras
substâncias

O médico deve ter conhecimento de outras medicações que o
paciente possa estar tomando. Não deve ingerir bebidas alcoólicas
durante o tratamento.

Este medicamento é contraindicado em pacientes com alergia a
qualquer componente da formulação. Informe seu médico sobre
qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante
o tratamento. 

Não tome remédio sem o conhecimento do seu médico, pode
ser perigoso para a saúde.

Reações Adversas do Ecator H

Informe seu médico o aparecimento de reações
desagradáveis, tais como

Náuseas, tontura, cefaleia ou outros sintomas que possam estar
associados aos efeitos do medicamento.

Como a combinação de ramipril + hidroclorotiazida é um agente
anti-hipertensivo, muitas das suas reações adversas são efeitos
secundários à sua ação de redução da pressão arterial que resulta
na contra regulação adrenérgica ou na hipoperfusão corpórea.
Numerosos outros efeitos (por exemplo, efeitos no balanço
eletrolítico, algumas reações anafilactoides ou reações
inflamatórias das membranas mucosas) ocorrem devido à inibição da
ECA ou a outras ações farmacológicas do ramipril ou da
hidroclorotiazida.

As seguintes reações adversas foram observadas durante o
tratamento com a combinação ramipril + hidroclorotiazida, seus
constituintes ramipril e hidroclorotiazida, outros inibidores da
ECA ou diuréticos semelhantes, podendo, portanto,
ocorrer

Sistema cardiovascular e sistema nervoso:

Excepcionalmente podem ocorrer sintomas e reações leves
como:

Cefaleia, alterações do equilíbrio, taquicardia, fraqueza,
sonolência, superficialização de consciência ou diminuição da
capacidade de reação.

Sintomas leves e reações como edema periférico, rubor, vertigem,
zumbidos, fadiga, nervosismo, depressão, tremor, agitação,
alterações visuais, alterações do sono, confusão, ansiedade,
impotência erétil transitória, palpitações, sudorese, alterações
auditivas, sonolência, regulação ortostática alterada, assim como
reações graves como angina pectoris, arritmias cardíacas e síncope
são raros.

Pode ocorrer raramente hipotensão grave ou precipitação ou
intensificação do fenômeno de Raynaud, assim como, em
casos isolados, isquemia cerebral ou miocárdica, infarto do
miocárdio, ataque isquêmica transitório, acidente vascular cerebral
isquêmico, exacerbação das alterações de perfusão devido à estenose
vascular ou parestesia.

Rins e balanço salino:

Excepcionalmente pode ocorrer aumento da ureia e creatinina
séricas e alteração da função renal em casos isolados pode
ocorrer progressão da insuficiência renal aguda.

Em casos isolados, nefrite intersticial pode desenvolver-se
durante tratamento com a hidroclorotiazida.

Em casos isolados, a existência prévia de proteinúria pode ser
deteriorada sob tratamento com a combinação de ramipril +
hidroclorotiazida, embora inibidores da ECA geralmente reduzam a
proteinúria.

A combinação ramipril + hidroclorotiazida pode causar ou
contribuir para um declínio na concentração sérica de sódio,
principalmente quando associado a um regime de restrição de sal. A
hidroclorotiazida pode contribuir ou levar ao desenvolvimento de
hipocloremia, hipomagnesemia, bem com hipercalcemia. Além disso, a
combinação ramipril + hidroclorotiazida pode contribuir para o
desenvolvimento ou agravamento de uma alcalose metabólica.

Raramente o componente ramipril pode causar ou contribuir para
um aumento na concentração de potássio sérico, enquanto o
componente hidroclorotiazida pode causar ou contribuir para um
declínio de tal concentração. Assim sendo, durante o tratamento com
a combinação ramipril + hidroclorotiazida é possível ocorrer tanto
aumento como diminuição nos níveis de potássio.

Sinais gerais de distúrbios no balanço eletrolítico
incluem:

Cansaço, cefaleia, tonturas, sonolência, confusão, apatia,
cãibra muscular, tetania, além de fraqueza muscular, distúrbios
gastrintestinais e sede intensificada.

Particularmente no começo do tratamento, pode ocorrer um aumento
transitório na excreção de fluídos. Isto pode ser a expressão do
efeito diurético da hidroclorotiazida como também uma compensação
cardíaca.

Se houver desenvolvimento de depleção de líquidos,
particularmente em pacientes idosos, pode ocorrer hemoconcentração
ou, em casos especialmente graves, trombose.

Trato respiratório, reações anafilática/anafilactoides e
cutâneas:

Comumente ocorre tosse seca irritativa (não produtiva). Esta
tosse geralmente piora à noite e durante períodos de descanso (isto
é, quando a pessoa está deitada), sendo mais frequente em mulheres
e não fumantes.

Raramente pode ocorrer congestão nasal, sinusite, bronquite,
broncoespasmo e dispneia.

A administração de hidroclorotiazida pode induzir a pneumonite e
edema pulmonar, possivelmente como resultado de reação
alérgica.

Excepcionalmente pode ocorrer edema angioneurótico leve,
farmacologicamente mediado (a incidência de angioedema relacionado
a inibidores da ECA parece ser maior em negros, isto é em
afrocaribenhos, comparativamente a pacientes não negros).

Reações graves deste tipo ou de outros, reações
anafiláticas/anafilactoides ao ramipril ou a qualquer um dos outros
componentes (não mediadas farmacologicamente) são raras.

Reações cutâneas e nas mucosas, tais como exantema, prurido ou
urticária são pouco comuns. Houve relato de casos raros de
desenvolvimento de exantema maculopapular, exantema e enantema
liquenoide, eritema multiforme, síndrome de
Stevens-Johnson, necrose epidérmica tóxica, alopecia ou
fotossensibilidade, bem como, casos isolados de pênfigo,
exacerbação ou desenvolvimento de psoríase, exantema e enantema
penfigoide ou onicólise.

Existe a possibilidade de ocorrência de reações anafiláticas à
hidroclorotiazida.

A possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e
anafilactoides causadas por veneno de insetos podem ser aumentadas
com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também possa
ocorrer com outros alérgenos.

Trato digestivo e sistema hepático:

Náuseas, elevação do nível sérico das enzimas hepáticas e/ou da
bilirrubina, assim como icterícia colestática. Raramente pode
ocorrer secura da boca, glossite, reações inflamatórias da cavidade
oral e do trato gastrintestinal, desconforto abdominal, dor
gástrica (incluindo dor semelhante à gástrica), alterações
digestivas, constipação, diarreia, vômito e aumento dos níveis das
enzimas pancreáticas. Em casos isolados podem ocorrer pancreatite e
danos hepáticos (incluindo insuficiência hepática aguda).

Reações hematológicas:

Raramente pode ocorrer redução leve (em casos isolados, graves)
da contagem de hemácias, conteúdo de hemoglobina, contagem de
leucócitos e plaquetas. Podem ocorrer agranulocitose, pancitopenia
e depressão da medula óssea.

Reações hematológicas relacionadas aos inibidores da ECA são
mais prováveis de ocorrerem em pacientes com alteração da função
renal e com doenças concomitantes do colágeno (por exemplo: lúpus
eritematoso ou esclerodermia), ou naqueles tratados com outros
medicamentos que podem causar alterações no perfil
hematológico.

Em casos isolados, pode ocorrer desenvolvimento de anemia
hemolítica.

Outras reações adversas:

Conjuntivite, assim como, raramente, cãibra muscular, redução da
libido, perda do apetite e alterações do paladar (por exemplo:
gosto metálico) e do olfato ou perda parcial ou, algumas vezes
completa, do paladar.

Vasculites, mialgia, artralgia, grave e eosinofilia, assim como
contagem elevada de anticorpos antinucleares. Numa relação temporal
com a administração de hidroclorotiazida, foi descrito o
desenvolvimento de lúpus eritematoso.

Durante o tratamento com hidroclorotiazida  e, por
consequência, com a combinação de ramipril +
hidroclorotiazida, pode ocorrer aumento na concentração
sanguínea de ácido úrico. Isto pode levar a crises de gota,
principalmente naqueles pacientes nos quais os níveis de ácido
úrico já são elevados. A hidroclorotiazida pode diminuir a
tolerância à glicose, podendo levar a uma deterioração das
condições metabólicas em pacientes com diabetes mellitus. Pode
ocorrer a primeira manifestação de diabetes mellitus latente.

A hidroclorotiazida pode causar aumento nos níveis de
colesterol e triglicérides.

População Especial do Ecator H

Gravidez e lactação

O medicamento não deve ser utilizado durante o aleitamento.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está
amamentando. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica.

Categoria D: Este medicamento não deve ser
utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de
gravidez.

A combinação ramipril + hidroclorotiazida não deve ser
administrada durante a gravidez. Portanto, a presença de gravidez
deve ser excluída antes de se iniciar o tratamento com este
produto. A gravidez deve ser evitada nos casos onde a mudança para
um outro tratamento sem inibidores da ECA e diuréticos não seja
possível. Caso contrário existirá um risco de dano ao feto.

Se o tratamento com a combinação de ramipril + hidroclorotiazida
for necessário durante a lactação, a paciente não deverá amamentar
para prevenir a ingestão pelo recém-nascido de pequenas quantidades
de ramipril e hidroclorotiazida com o leite materno.

O medicamento não deve ser usado durante o aleitamento e
o médico deve ser informado em caso de suspeita de
gravidez.

Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de
gravidez.

Idosos

Alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao
tratamento com inibidores da ECA. Recomenda-se avaliação da função
renal no início do tratamento.

Dirigindo veículos ou realizando outras tarefas que
requeiram atenção

Algumas reações adversas (por exemplo: alguns sintomas de
redução da pressão arterial, tais como superficialização de
consciência e vertigem) podem prejudicar a habilidade de
concentração e reação do paciente e, portanto, constituem um risco
em situações em que estas habilidades são importantes (por exemplo:
dirigir veículos ou operar máquinas).

Pediatria

Ainda não foram estabelecidas a segurança e a eficácia desta
combinação em crianças.

Não se dispõe de experiência suficiente com relação ao uso da
combinação de ramipril + hidroclorotiazida em crianças.

Composição do Ecator H

Apresentação

Embalagem contendo 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Composição

Cada comprimido de Ecator H contém:

Ramipril

5 mg

Hidroclorotiazida

25 mg

Excipientes:

celulose microcristalina, manitol, amidoglicolato de sódio,
talco, estearato de magnésio, dióxido de silício (coloidal) e
hipromelose.

Superdosagem do Ecator H

Sintomas:

A superdosagem pode causar diurese persistente, vasodilatação
periférica excessiva (com hipotensão acentuada e choque),
bradicardia, alterações eletrolíticas, insuficiência renal,
arritmias cardíacas, alterações de consciência incluindo coma,
convulsões cerebrais, paresia e íleo paralítico.

Em pacientes com obstrução do fluxo urinário (por exemplo,
devido a hiperplasia prostática), uma diurese repentina pode
induzir a uma retenção urinária aguda com distensão exagerada da
bexiga.

Tratamento:

Desintoxicação primária, por exemplo, por meio de lavagem
gástrica, administração de adsorventes e sulfato de sódio (se
possível durante os primeiros 30 min). Em caso de hipotensão,
deve-se considerar a administração de agonistas α1-adrenérgicos
(por exemplo: norepinefrina e dopamina) e de angiotensina II
(angiotensinamida), adicionalmente à reposição hídrica e
salina.

Não existem dados disponíveis sobre a eficácia de diurese
forçada, alteração do pH urinário, hemofiltração ou diálise no
aumento da velocidade de eliminação do ramipril ou do ramiprilato.
Caso a diálise ou a hemofiltração sejam consideradas.

A hidroclorotiazida é dialisável.

Interação Medicamentosa do Ecator H

Associações contraindicadas

Tratamentos extracorpóreos como hemodiálise ou hemofiltração com
certas membranas de alto fluxo (membranas de poliacrilonitrila) e
aférese de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) com sulfato de
dextrano podem acarretar risco de reações anafilactoides
severas.

Associações não recomendadas

Uso concomitante com sais de potássio pelo possível aumento da
concentração sérica dessa substância. Diuréticos poupadores de
potássio, como espironolactona, amilorida e triantereno, devem ser
evitados ou utilizados com cautela e o potássio sérico deve
ser monitorado.

Associações que exigem precauções

Agentes anti-hipertensivos e outras substâncias com
potencial efeito sobre a pressão arterial como nitratos,
antidepressivos tricíclicos e anestésicos

Podem provocar potencialização do efeito anti-hipertensivo de
Hidroclorotiazida + Ramipril (substância ativa).

Vasoconstritores simpatomiméticos

Pode ocorrer redução do efeito anti-hipertensivo de
Hidroclorotiazida + Ramipril (substância ativa). Alopurinol,
imunossupressores, corticosteroides, procainamida, citostáticos e
outras substâncias que podem alterar o perfil
hematológico, possível aumento da ocorrência de reações
hematológicas.

Sais de lítio 

Pode ocorrer aumento dos níveis séricos de lítio e redução de
sua excreção, com aumento de sua toxicidade.

Agentes antidiabéticos, como insulina e derivados de
sulfonilureia

Redução da resistência à insulina pelos inibidores da ECA e
aumento pela hicroclorotiazida.

Associações a serem consideradas

Anti-inflamatórios não esteroidais (como indometacina) e
ácido acetilsalicílico

Provável redução do efeito antihipertensivo, bem como
desenvolvimento de insuficiência renal aguda ou aumento do potássio
sérico.

Heparina

Possível aumento da concentração sérica de
potássio.Corticosteroides, carbenoxolona, grande quantidade de
alcaçuz, uso prolongado de laxantes e outros agentes espoliadores
de potássio risco de desenvolvimento de hipopotassemia.

Digitálicos

Possível intensificação da toxicidade dos digitálicos como
resultado de alterações nas concentrações eletrolíticas (por
exemplo: hipopotassemia, hipomagnesemia).

Metildopa

Possível hemodiálise.

Administração enteral de substâncias trocadoras de íons
como a colestiramina

Redução da absorção da hidroclorotiazida.

Relaxantes musculares do tipo curare

Possível intensificação ou prolongamento do efeito relaxante
muscular.

Outras associações

O ramipril pode aumentar a vasodilatação e, consequentemente, a
potencialização do efeito do álcool; o uso de inibidores da ECA
pode aumentar a possibilidade de ocorrência ou agravamento de
reações
anafiláticas e anafilactoides causadas pelo veneno de insetos
(terapia dessenbilizante); a absorção do ramipril não é
significativamente afetada por alimentos.

Interação Alimentícia do Ecator H

Sal:

Possível atenuação do efeito anti-hipertensivo pela ingestão
aumentada de sal na dieta.

Ação da Substância Ecator H

Resultados de Eficácia

Vários estudos clínicos foram realizados para comprovação da
eficácia e segurança do uso desta associação no tratamento da
hipertensão arterial.

Heidbreder et al. (1992) conduziram estudo multicêntrico de
grupos paralelos, duplo-cego, no qual foram avaliadas a eficácia e
a segurança da terapia combinada Hidroclorotiazida + Ramipril
(substância ativa) (5 mg + 25 mg) comparadas às monoterapias de
ramipril 5 mg e 10 mg em pacientes com hipertensão leve e moderada
que não tinham respondido adequadamente ao ramipril 5 mg
isolado.

Os pacientes foram inicialmente tratados com doses únicas
durante uma semana com ramipril 2,5 mg e três semanas com ramipril
5 mg. Dos 240 pacientes avaliados, 165 foram  subsequentemente
classificados como não responsivos (pressão arterial diastólica lt;
90 mmHg) e foram randomizados para um dos três tratamentos
duplocegos nas próximas quatro semanas. Na fase duplo-cega, a
média das reduções das pressões em posição supina sistólica e
diastólica e no final do estudo foi significantemente maior no
grupo da associação 5 mg + 25 mg (11,6/10,6 mmHg) em relação aos
grupos do ramipril 5 mg (6,2/5,9 mmHg, ambos p lt; 0,01) e ramipril
10 mg (7,4/7,1 mmHg, ambos p lt; 0,05). A proporção de
respondedores foi também maior para a terapia combinada (72%) do
que para a monoterapia (48% para ramipril 5 mg e 62% para ramipril
10 mg). As três modalidades de tratamento foram bem toleradas.
Análises de valores laboratoriais não revelaram alterações
clinicamente importantes.

Scholze et al. (1993) realizaram estudo em 21 centros
ambulatoriais, envolvendo pacientes com hipertensão leve e moderada
(estágios I a II da Organização Mundial da Saúde – OMS, pressão
sanguínea diastólica de 100 mmHg a 115 mmHg nas duas últimas
semanas); de 581 pacientes selecionados, 534 foram randomizados
para terapia duplo-cega, dos quais 517 completaram o estudo.

O desenho do estudo era de uma fase inicial de placebo de duas a
quatro semanas seguida de uma fase de seis semanas de duplo-cego em
grupos paralelos: 4 x 3 fatorial (2,5 mg, 5 mg e 10 mg de ramipril;
12,5 mg e 25 mg de hidroclorotiazida; todas as seis combinações;
placebo).

Dos resultados obtidos aos pares, as combinações de 5 mg de
ramipril com 12,5 mg e 25 mg de hidroclorotiazida e de 10 mg de
ramipril com 12,5 mg de hidroclorotiazida produziram redução
significantemente maior da pressão arterial que os respectivos
componentes isolados. As combinações envolvendo 5 mg e 10 mg de
ramipril com 12,5 mg e 25 mg de hidroclorotiazida também se
mostraram mais eficientes do que seus componentes isolados.
Abandono ou perda, além de reações adversas, foram mínimos em todas
as modalidades de tratamento. Foi observada grande queda de
potássio sérico com 25 mg de hidroclorotiazida, mas não na terapia
combinada. A adição de ramipril parece ter reduzido o efeito
hiperuricêmico da hidroclorotiazida. Várias combinações de dose de
ramipril e hidroclorotiazida produziram maior redução de pressão
arterial que a monoterapia nas mesmas doses. Globalmente, a
combinação de 5 mg de ramipril com 25 mg de hidroclorotiazida
produziu a melhor redução média da pressão arterial.

Genthon et al. (1994) realizaram estudo multicêntrico,
duplo-cego, de grupos paralelos para comparar a eficácia e a
segurança de combinação de baixa dose de ramipril 2,5 mg + 12,5 mg
de hidroclorotiazida em relação à monoterapia.

Após a quarta semana corrida de placebo, os pacientes foram
randomizados para receber ramipril 2,5 mg (n = 218) ou
hidroclorotiazida 12,5 mg (n = 220), ou combinação fixa de
Hidroclorotiazida + Ramipril (substância ativa) 2,5 mg + 12,5 mg (n
= 222) pelo período de oito semanas. No final do estudo, em que 624
pacientes completaram o tratamento, a redução da pressão diastólica
foi maior no grupo de combinação Hidroclorotiazida + Ramipril
(substância ativa) em relação às monoterapias. A incidência de
eventos adversos foi mais baixa no grupo de combinação
Hidroclorotiazida + Ramipril (substância ativa) em relação às
monoterapias, e não houve alterações laboratoriais clinicamente
significantes no grupo da associação.

Características Farmacológicas

Hidroclorotiazida + Ramipril (substância ativa) apresenta
propriedades anti-hipertensivas e diuréticas. O ramipril e a
hidroclorotiazida são utilizados isoladamente ou em combinação no
tratamento da hipertensão arterial. Seus efeitos anti-hipertensivos
são complementares. Os efeitos de diminuição da pressão
arterial dos dois componentes são aproximadamente aditivos,
enquanto a perda de potássio que acompanha a ação da
hidroclorotiazida é atenuada pelo uso do ramipril.

Ramipril

O ramiprilato (metabólito ativo) inibe a enzima
dipeptilcarboxipeptidase I, que catalisa a conversão da
angiotensina I em angiotensina II, e o esgotamento da bradicinina,
resultando em vasodilatação.

Como a angiotensina II estimula também a liberação de
aldosterona, o ramiprilato promove a redução da secreção de
aldosterona. O aumento da atividade da bradicinina contribui,
provavelmente para os efeitos cardíacos e endotélioprotetor
observados em estudos com animais. Não está ainda estabelecida a
relação desses efeitos com certas reações adversas, como a tosse
irritativa. Os inibidores da enzima conversora da angiotensina
(ECA) são eficazes mesmo em pacientes com hipertensão de renina
baixa. Foi observado que a resposta média aos inibidores da ECA foi
menor em pacientes negros hipertensos (afro-caribenhos, geralmente
com hipertensão com renina baixa) do que nos não negros.

Após administração do ramipril, é observada redução acentuada da
resistência arterial periférica, no geral sem alterações
significativas do fluxo plasmático renal e da taxa de filtração
glomerular. A administração de ramipril ao hipertenso reduz a
pressão sanguínea tanto na posição supina quanto na ortostática,
sem aumento compensatório da frequência cardíaca. O início do
efeito anti-hipertensivo após dose única oral, no geral, pode ser
observado após uma a duas horas, alcançando o máximo em três a seis
horas com duração de efeito de cerca de 24 horas. Já o efeito
máximo observado pela administração contínua se dá após três a
quatro semanas e se mantém estável com a continuidade do
tratamento, conforme foi demonstrado em estudos clínicos. A
interrupção abrupta do ramipril não produz aumento rebote rápido e
excessivo da pressão arterial.

O pró-fármaco ramipril passa por extenso metabolismo hepático de
primeira passagem, essencial à formação de seu único metabólito
ativo, o ramiprilato.

Adicionalmente, nessa ativação a ramiprilato, o ramipril é
glicuronizado e transformado em ramipril-dicetopiperazina (éster).
O ramiprilato também é glicuronizado a ramiprilato-dicetopiperazina
(ácido). O resultado dessa ativação/metabolização do pró-fármaco é
a biodisponibilização de aproximadamente 20% da dose administrada
oralmente de ramipril. Após a administração oral de 10 mg de
ramipril marcado radioativamente, aproximadamente 40% da
radioatividade total foi excretada nas fezes e cerca de 60%, na
urina. Após  administração intravenosa de ramipril,
aproximadamente 50% a 60% da dose foi detectada na urina (como
ramipril e seus metabólitos), sendo 50% aparentemente eliminada por
vias não renais. Após administração intravenosa do ramiprilato,
cerca de 70% da substância e de seus metabólitos foram encontrados
na urina, indicando eliminação de ramiprilato de aproximadamente
30% por via não renal. Após a administração oral de 5 mg de
ramipril em pacientes com drenagem dos ductos biliares,
aproximadamente a mesma quantidade de ramipril e metabólitos foi
excretada pela urina e pela bile durante as primeiras 24 horas.

Aproximadamente 80% a 90% dos metabólitos encontrados na urina e
na bile foram identificados como ramiprilato ou metabólitos do
ramiprilato. Ramipril-glicuronídeo e ramipril-dicetopiperazina
representaram cerca de 10% a 20% da quantidade total, enquanto a
quantidade de ramipril não metabolizado foi de aproximadamente
2%.

Estudos realizados em animais durante a fase de amamentação
demonstraram que o ramipril passa para o leite materno.

O ramipril é rapidamente absorvido após administração oral.
Conforme foi demonstrado pela recuperação da radioatividade na
urina, a absorção de ramipril é de pelo menos 56%. Com alimentos, a
absorção do ramipril não sofre efeito relevante. As concentrações
plasmáticas máximas são atingidas dentro de uma hora após
administração oral. A meia-vida de eliminação é de aproximadamente
uma hora. As concentrações plasmáticas máximas de ramiprilato são
atingidas em duas a quatro horas após a administração oral de
ramipril. O declínio das concentrações plasmáticas do ramiprilato é
polifásica. A meia-vida de distribuição inicial e da fase de
eliminação é de aproximadamente três horas, seguida por uma fase
intermediária (meia-vida de aproximadamente 15 horas) e por uma
fase terminal com concentrações plasmáticas de ramiprilato muito
baixas e com meia-vida de aproximadamente quatro a cinco dias.

A fase terminal está relacionada à dissociação lenta do
ramiprilato da sua ligação estrita, mas saturável, à ECA. Apesar da
longa fase terminal, a dose única diária maior ou igual a 2,5 mg de
ramipril promove concentrações plasmáticas de ramiprilato no estado
de equilíbrio após aproximadamente quatro dias.

A meia-vida ‘efetiva’, que é relevante para a determinação da
dose, é de 13 a 17 horas, na administração de doses múltiplas. Após
administração intravenosa, o volume de distribuição sistêmica de
ramipril é de aproximadamente 90 litros e o volume de distribuição
sistêmica relativa do ramiprilato é de aproximadamente 500 litros.
Em estudos in vitro, o ramiprilato demonstrou constantes
inibitórias gerais de 7 pmol/L e meia-vida de dissociação da ECA de
10,7 horas, que indicam alta potência. As taxas de ligação do
ramipril e do ramiprilato às proteínas são de aproximadamente 73% e
56%, respectivamente. Em voluntários sadios com idade entre 65 e 76
anos, os parâmetros farmacocinéticos do ramipril e do ramiprilato
são semelhantes aos de voluntários sadios jovens.

A excreção renal do ramiprilato é reduzida em pacientes com
alterações da função renal, e o clearance renal do ramiprilato é
proporcionalmente relacionado ao clearance da creatinina. Isso
resulta na elevação das concentrações plasmáticas de ramiprilato,
que diminuem de maneira mais lenta do que em pessoas com função
renal normal. A alteração da função hepática retarda a ativação de
ramipril em ramiprilato quando da administração de doses elevadas
(10 mg) de ramipril, resultando na elevação dos níveis plasmáticos
de ramipril e na diminuição da eliminação de ramiprilato. Tanto em
pessoas saudáveis como em hipertensos, não foi observado acúmulo
relevante de ramipril e ramiprilato após administração oral de 5 mg
de ramipril uma vez ao dia, durante duas semanas, em pacientes com
insuficiência cardíaca congestiva.

Hidroclorotiazida

É um diurético tiazídico que inibe a reabsorção de sódio e
cloreto no túbulo distal. A excreção renal aumentada desses íons
leva ao aumento do débito urinário, com aumento da excreção de
potássio e magnésio e diminuição da excreção de ácido úrico. Altas
doses resultam no aumento da excreção de bicarbonato; no tratamento
prolongado, ocorre diminuição da excreção de cálcio. Possivelmente,
os mecanismos de ação anti-hipertensiva da hidroclorotiazida são
pela alteração do balanço sódico, diminuição do volume aquoso
extracelular e plasmático, alteração na resistência vascular renal
e diminuição da resposta à norepinefrina e angiotensina II.

Após administração de hidroclorotiazida, a excreção de água e
eletrólitos se dá em cerca de duas horas, atinge seu pico após três
a seis horas e tem duração de seis a 12 horas. O início da ação
anti-hipertensiva ocorre em três a quatro dias, com duração de até
uma semana após a interrupção do tratamento. Nos tratamentos
prolongados, foi observada redução da pressão arterial com doses
menores que as necessárias para obter efeito diurético. A
diminuição da pressão arterial foi acompanhada de discreto aumento
da fração filtrada, da resistência vascular renal e da atividade da
renina plasmática. Altas doses únicas de hidroclorotiazida reduzem
o volume plasmático, a taxa de filtração glomerular, o fluxo
plasmático renal e a pressão arterial média. Já no tratamento em
longo prazo com doses menores, o volume plasmático permanece
diminuído, e o débito cardíaco e a taxa de filtração glomerular
retornam aos níveis prétratamento.

Ocorre redução da resistência vascular, e a pressão arterial
média mantém-se baixa. Os diuréticos tiazídicos podem inibir a
lactação.

Aproximadamente 70% da hidroclorotiazida é absorvida após
administração oral, apresentando biodisponibilidade de
aproximadamente 70%. A concentração máxima de 70 ng/mL é atingida
em uma hora e meia a quatro horas após administração oral de 12,5
mg de hidroclorotiazida, a concentração máxima de 142 ng/mL é
alcançada de duas a cinco horas após a administração oral de 25 mg
de hidroclorotiazida, e a concentração máxima de 260 ng/mL é
atingida de duas a quatro horas após a administração oral de 50 mg
de hidroclorotiazida. Aproximadamente 40% da hidroclorotiazida se
liga às proteínas plasmáticas. A hidroclorotiazida é quase
totalmente excretada (mais de 95%) pelos rins na forma inalterada.
Após administração oral em dose única, 50% a 70% da dose é
excretada dentro de 24 horas. É possível detectar na urina
quantidades da substância em menos de 60 minutos de sua
administração. A meia-vida de eliminação é de cinco a seis horas.
No caso de insuficiência renal, a excreção é reduzida e a
meia-vida, prolongada.

O clearance renal da hidroclorotiazida está intimamente
correlacionado ao clearance de creatinina. Em pacientes com taxa de
filtração glomerular menor do que 10 mL/min, apenas 10% da dose
administrada foi encontrada na urina.

Estudos mais recentes indicam que parte do fármaco é excretada
por via não renal (bile). A hidroclorotiazida passa em pequenas
quantidades para o leite materno. Não foram observadas alterações
relevantes na farmacocinética da hidroclorotiazida na cirrose
hepática.

Hidroclorotiazida + Ramipril (substância
ativa)

De acordo com estudos realizados, não ocorre influência na
biodisponibilidade dos componentes isolados quando da administração
conjunta de ramipril e hidroclorotiazida. Pode-se considerar como
bioequivalentes a combinação de doses fixas de comprimidos de 5 mg
de ramipril e 25 mg de hidroclorotiazida e a combinação livre de
cápsulas de 5 mg de ramipril e 25 mg de hidroclorotiazida.

Cuidados de Armazenamento do Ecator H

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 a 30°C).

Prazo de Validade

24 meses a partir da data de fabricação indicado na embalagem
externa, desde que observados os cuidados de conservação.

Não utilize este ou qualquer outro medicamento com o prazo de
validade vencido.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Ecator H

Registro MS – 1.0525.0028.

Farmacêutica Responsável:

Dra. Cintia M. Ito Sakaguti
CRF-SP nº 31.875.

Importado por:

Torrent do Brasil Ltda.
Avenida Tamboré, 1180 – Módulo A5.
Barueri – SP.
CNPJ 33.078.528/0001-32.

Fabricado por:

Torrent Pharmaceuticals Ltd.
Indrad – Índia.

SAC: 0800.7708818.

Venda sob prescrição médica.

Ecator-H, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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