Diflumid Bula

Diflumid

  • Hipertensão arterial leve a moderada;
  • Edema (inchaço) devido a distúrbios do coração, do fígado e dos
    rins;
  • Edema (inchaço) devido a queimaduras. 

Como Diflumid funciona?

Diflumid apresenta efeito diurético (promove a excreção da
urina) e anti-hipertensivo (auxilia no tratamento da pressão alta)
e o início da ação ocorre cerca de 60 minutos após a administração
do produto.

Contraindicação do Diflumid

Diflumid não deve ser usado nos seguintes casos:

  • Insuficiência dos rins com anúria (parada total da eliminação
    de urina);
  • Pré-coma e coma devido à encefalopatia do fígado (disfunção do
    sistema nervoso central em associação com falência do fígado);
  • Hipopotassemia severa (redução nos níveis de potássio no
    sangue);
  • Hiponatremia severa (redução nos níveis de sódio no
    sangue);
  • Desidratação ou hipovolemia (diminuição do volume líquido
    circulante nos vasos sanguíneos), com ou sem queda da pressão
    sanguínea;
  • Alergia à furosemida, às sulfonamidas ou a qualquer componente
    da fórmula.

Este medicamento é contraindicado para uso por
lactantes.

Não há contraindicação relativa a faixas
etárias.

Como usar o Diflumid

Você deve tomar os comprimidos com líquido, por via oral e com o
estômago vazio.

É vantajoso tomar a dose diária de uma só vez, escolhendo-se o
horário mais prático, de tal forma que não interfira no seu ritmo
normal de vida, pela rapidez da diurese (desejo de urinar).

Posologia

A dose deve ser a menor possível para atingir o efeito
desejado.

A menos que seja prescrito de modo diferente, recomenda-se o
seguinte esquema:

Adultos

O tratamento geralmente é iniciado com 20 a 80mg por dia. A dose
de manutenção é de 20 a 40mg por dia.

A dose máxima depende da resposta do paciente. A duração do
tratamento é determinada pelo médico.

Crianças

Se possível, a furosemida deve ser administrada por via oral
para lactentes e crianças abaixo de 15 anos de idade.

A posologia recomendada é de 2mg/kg de peso corporal, até um
máximo de 40mg por dia. A duração do tratamento é determinada pelo
médico.

Não há estudos dos efeitos de Diflumid administrado por vias não
recomendadas.

Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste
medicamento, a administração deve ser somente por via oral.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento de seu médico.


O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
Diflumid?

Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que
possível. No entanto, se estiver próximo do horário da dose
seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo
determinado pela posologia. Nunca devem ser administradas duas
doses ao mesmo tempo.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico.

Precauções do Diflumid

O fluxo urinário deve ser sempre assegurado.

Em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinário (ex: em
pacientes com alterações de esvaziamento da bexiga, hiperplasia
prostática ou estreitamento da uretra), a produção aumentada de
urina pode provocar ou agravar a doença. Deste modo, estes
pacientes necessitam de monitorização cuidadosa, especialmente
durante a fase inicial do tratamento.

O tratamento com Diflumid requer uma supervisão médica
regular. Uma cuidadosa vigilância se faz necessária principalmente
em pacientes com:

  • Hipotensão (pressão baixa) ou com risco particular de
    pronunciada queda da pressão arterial (ex: pacientes com estenoses
    significativas das artérias coronárias ou das artérias que suprem o
    cérebro);
  • – Diabetes mellitus latente ou manifesta:

    recomenda-se controle regular dos níveis de açúcar no
    sangue;

  • Gota (doença caracterizada pela deposição de cristais de ácido
    úrico junto a articulações e em outros órgãos) ou hiperuricemia
    (aumento do ácido úrico no sangue): recomenda-se controle regular
    do ácido úrico;
  • Insuficiência dos rins associada à doença severa do fígado
    (síndrome hepatorrenal);
  • Hipoproteinemia (baixos índices de proteínas do sangue), por
    exemplo, associada à síndrome nefrótica (o efeito da furosemida
    pode estar diminuído e sua ototoxicidade potencializada). É
    recomendada a titulação cuidadosa das doses de furosemida.

Durante tratamento com furosemida é geralmente recomendada a
monitorização regular dos níveis de sódio, potássio e creatinina no
sangue; é necessária monitorização particularmente cuidadosa em
casos de pacientes com alto risco de desenvolvimento de alterações
dessas substâncias ou em caso de perda adicional significativa de
fluidos (ex: devido a vômitos, diarreia ou suor intenso).
Hipovolemia ou desidratação, bem como qualquer alteração
significativa eletrolítica ou ácido-base, devem ser corrigidas.
Isto pode requerer a descontinuação temporária do medicamento.

Existe a possibilidade de agravar ou iniciar manifestações de
lúpus eritematoso sistêmico.

Este medicamento pode causar
doping.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum
outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Diflumid

A seguinte taxa de frequência é utilizada, quando
aplicável:

  • Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que
    utilizam este medicamento);
  • Reação comum (ocorre entre 1% a 10% dos pacientes que utilizam
    este medicamento);
  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% a 1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento); 
  • Reação rara (ocorre entre 0,01% a 0,1% dos pacientes que
    utilizam este medicamento); 
  • Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que
    utilizam este medicamento);
  • Desconhecido: não pode ser estimado a partir dos dados
    disponíveis.

Distúrbios metabólico e nutricional 

  • – Muito comum:

    distúrbios eletrolíticos, incluindo sintomáticos (variação de
    eletrólitos causando efeitos no organismo), desidratação e
    hipovolemia, especialmente em pacientes idosos, aumento nos níveis
    de creatinina e triglicérides no sangue.

  • – Comum:

    hiponatremia, hipocloremia (redução nos níveis de cloreto no
    sangue), hipopotassemia (redução nos níveis de potássio no sangue),
    aumento nos níveis de colesterol e ácido úrico no sangue, crises de
    gota e aumento no volume urinário.

  • – Incomum:

    tolerância à glicose diminuída; o diabetes mellitus latente pode
    se manifestar.

  • – Desconhecido:

    hipocalcemia (redução nos níveis de cálcio no sangue),
    hipomagnesemia, aumento nos níveis de ureia no sangue e alcalose
    metabólica (desequilíbrio ácido-básico no sangue), Síndrome de
    Bartter (grupo raro de doenças que afetam os rins) no contexto de
    uso inadequado e/ou a longo prazo da furosemida.

Distúrbios vasculares 

  • – Muito comum (para infusão intravenosa):

    hipotensão incluindo hipotensão ortostática (queda significativa
    da pressão arterial após assumir a posição de pé).

  • – Raro:

    vasculite (inflamação da parede de um vaso sanguíneo).

  • – Desconhecido:

    trombose.

Distúrbios nos rins e urinário 

  • – Comum:

    aumento no volume urinário.

  • – Raro:

    nefrite tubulointersticial (um tipo de inflamação nos rins).

  • – Desconhecido:

    aumento nos níveis de sódio e cloreto na urina, retenção
    urinária (em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinário);
    nefrocalcinose / nefrolitíase em crianças prematuras e falência
    renal.

Distúrbios gastrintestinais

  • – Incomum:

    náuseas.

  • – Raro:

    vômitos, diarreia.

  • – Muito raro:

    pancreatite aguda (inflamação no pâncreas).

Distúrbios hepatobiliares

  • – Muito raro:

    colestase (parada ou dificuldade da excreção da bile), aumento
    nas transaminases (uma enzima presente nas células do fígado).

Distúrbios auditivos e do labirinto

  • – Incomum:

    alterações na audição, embora geralmente de caráter transitório,
    particularmente em pacientes com insuficiência renal,
    hipoproteinemia (ex: síndrome nefrótica) e/ou quando furosemida
    intravenosa for administrada rapidamente. Casos de surdez, algumas
    vezes irreversível, foram reportados após administração oral ou IV
    de furosemida.

  • – Muito raro:

    tinido (zumbido no ouvido).

Distúrbios no tecido subcutâneo e pele

  • – Incomum:

    prurido, urticária, rash, dermatite bolhosas, eritema
    multiforme, penfigoide, dermatite esfoliativa, púrpura (erupções
    cutâneas diversas), reações de fotossensibilidade (sensibilidade
    exagerada da pele à luz).

  • – Desconhecido:

    síndrome de Stevens-Johnson (forma grave de reação alérgica
    caracterizada por bolhas em mucosas e grandes áreas do corpo),
    necrólise epidérmica tóxica (quadro grave, caracterizado por
    erupção generalizada, com bolhas rasas extensas e áreas de necrose
    epidérmica), pustulose exantemática generalizada aguda – PEGA
    (forma grave de reação alérgica caracterizada pelo desenvolvimento
    abrupto de pústulas não foliculares sobre áreas de vermelhidão,
    acompanhadas por febre alta e aumento do número de células brancas
    no sangue) e DRESS (rash ao fármaco com eosinofilia (aumento do
    número de um tipo de célula branca do sangue chamado eosinófilo) e
    sintomas sistêmicos).

Distúrbios do sistema imune (de defesa do
organismo)

  • – Raro:

    reações anafiláticas (reação alérgica grave e imediata que pode
    levar à morte) ou anafilactoides severas (ex: com choque – colapso
    circulatório ou estado fisiológico em que existe um fluxo sanguíneo
    inadequado para os tecidos e células do corpo).

  • – Desconhecido:

    agravamento ou início de manifestações de lúpus eritematoso
    sistêmico.

Distúrbios do sistema nervoso

  • – Raro:

    parestesia (sensação anormal como ardor, formigamento e coceira,
    percebidos na pele e sem motivo aparente).

  • – Comum:

    encefalopatia hepática (disfunção do sistema nervoso central em
    associação com falência do fígado) em pacientes com insuficiência
    na função do fígado.

  • – Desconhecido:

    vertigem (tontura), desmaio ou perda de consciência, cefaleia
    (dor de cabeça).

Distúrbios do sistema linfático e
sanguíneo.

  • – Comum:

    hemoconcentração.

  • – Incomum:

    trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas
    sanguíneas).

  • – Raro:

    leucopenia (redução de células brancas no sangue),
    eosinofilia.

  • – Muito raro:

    agranulocitose (diminuição acentuada na contagem de células
    brancas do sangue), anemia aplástica (doença em que a medula óssea
    produz quantidade insuficiente de glóbulos vermelhos, glóbulos
    brancos e plaquetas), anemia hemolítica (diminuição do número de
    glóbulos vermelhos do sangue).

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido
conjuntivo

  • – Desconhecido:

    casos de rabdomiólise (lesão muscular que pode levar a
    insuficiência renal aguda) foram relatados, muitas vezes na
    situação de hipopotassemia severa. 

Distúrbios congênito e genético/familiar

  • – Desconhecido:

    risco aumentado de persistência do ducto arterioso quando
    furosemida for administrada a crianças prematuras durante as
    primeiras semanas de vida.

Distúrbios gerais

  • – Raro:

    febre.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento. 

População Especial do Diflumid

Gravidez e amamentação:

A furosemida atravessa a barreira placentária. Portanto, não
deve ser administrada durante a gravidez a menos que estritamente
indicada e por curtos períodos de tempo. O tratamento durante a
gravidez requer controle periódico do crescimento fetal.

No período da amamentação, quando o uso de furosemida for
considerado necessário, deve ser lembrado que a furosemida passa
para o leite e inibe a lactação. É aconselhável interromper a
amamentação durante o uso de furosemida.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica.

Pacientes idosos:

Em pacientes idosos, a eliminação de furosemida é diminuída
devido à redução na função dos rins.

A ação diurética da furosemida pode levar ou contribuir para
hipovolemia e desidratação, especialmente em pacientes idosos. A
diminuição grave de fluidos pode levar a hemoconcentração
(concentração do sangue com aumento da sua densidade e viscosidade)
com tendência ao desenvolvimento de tromboses (formação,
desenvolvimento ou presença de um trombo ou coágulo no interior de
um vaso sanguíneo).

Crianças:

Controle cuidadoso é necessário em crianças prematuras pela
possibilidade de desenvolvimento de nefrolitíase (formação de pedra
nos rins) e nefrocalcinose (deposição de sais de cálcio nos tecidos
dos rins). Nestes casos, a função dos rins deverá ser controlada e
uma ultrassonografia deverá ser realizada.

Caso a furosemida seja administrada a crianças prematuras
durante as primeiras semanas de vida, pode aumentar o risco de
persistência de ducto de Botallo (persistência do canal arterial,
um tipo de malformação cardíaca congênita).

Alteração na capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas:

Alguns efeitos adversos (ex: queda acentuada indesejável da
pressão sanguínea) podem prejudicar a capacidade em se concentrar e
reagir e, portanto, constitui um risco em situações em que suas
habilidades são especialmente importantes, como dirigir ou operar
máquinas.

Composição do Diflumid

Cada comprimido contém:

Furosemida

40mg

Excipiente q.s.p.

1 comprimido

Excipientes:

amido, manitol, talco, estearato de magnésio, celulose
microcristalina e água de osmose reversa.

Superdosagem do Diflumid

Sintomas

O quadro clínico da superdose aguda e crônica com furosemida
depende fundamentalmente da extensão e consequências da perda de
eletrólitos e fluidos como, por exemplo, hipovolemia desidratação,
hemoconcentração, arritmias cardíacas (descompasso dos batimentos
do coração). Os sintomas destas alterações incluem queda severa da
pressão sanguínea (progredindo para choque), insuficiência aguda
dos rins, trombose, estado de delírio, paralisia flácida (paralisia
na qual os músculos afetados perdem o tônus e pode ocorrer
diminuição dos reflexos), apatia (sem emoção, insensível) e
confusão.

Tratamento

Não se conhece antídoto específico para a furosemida. Caso a
ingestão tenha acabado de ocorrer, deve-se tentar limitar a
posterior absorção sistêmica do princípio ativo através
de medidas como lavagem gástrica ou outras com o objetivo de
reduzir a absorção (ex: carvão ativado).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Diflumid

Associações desaconselhadas

Hidrato de cloral

Sensação de calor, perspiração, agitação, náusea, aumento da
pressão arterial e taquicardia podem ocorrer em casos isolados após
a administração intravenosa da Furosemida (substância ativa) dentro
de 24 horas da ingestão de hidrato de cloral. Portanto, não é
recomendado o uso concomitante de Furosemida (substância ativa) e
hidrato de cloral.

Antibióticos aminoglicosídicos e outros medicamentos que
podem causar ototoxicidade

A Furosemida (substância ativa) pode potencializar a
ototoxicidade de antibióticos aminoglicosídicos e de outros
fármacos ototóxicos, visto que os efeitos resultantes sobre a
audição podem ser irreversíveis.

Esta combinação de fármacos deve ser restrita à indicação
médica.

Precauções de uso

Cisplatina

Existe risco de ototoxicidade quando da administração
concomitante de cisplatina e Furosemida (substância ativa). Além
disto, a nefrotoxicidade da cisplatina pode ser aumentada caso a
Furosemida (substância ativa) não seja administrada em baixas doses
(por exemplo, 40 mg em pacientes com função renal normal) e com
balanço de fluidos positivo quando utilizada para obter-se diurese
forçada durante o tratamento com cisplatina.

Sucralfato

A administração concomitante de Furosemida (substância ativa)
por via oral e sucralfato deve ser evitada, pois o sucralfato reduz
a absorção intestinal da Furosemida (substância ativa) e,
consequentemente, seu efeito. Aguardar pelo menos um período de 2
horas entre uma administração e outra.

Sais de lítio

A Furosemida (substância ativa) diminui a excreção de sais de
lítio e pode causar aumento dos níveis séricos de lítio, resultando
em aumento do risco de toxicidade do lítio, incluindo aumento do
risco de efeitos cardiotóxicos e neurotóxicos do lítio. Desta
forma, recomenda-se que os níveis séricos de lítio sejam
cuidadosamente monitorizados em pacientes que recebem esta
combinação.

Medicamentos inibidores da ECA

Pacientes que estão recebendo diuréticos podem sofrer hipotensão
severa e deterioração da função renal, incluindo casos de
insuficiência renal, especialmente quando um inibidor da ECA ou
antagonista do receptor de angiotensina II é administrado pela
primeira vez ou tem sua dose aumentada pela primeira vez. Deve-se
considerar a interrupção da administração da Furosemida (substância
ativa) temporariamente ou ao menos reduzir a dose de Furosemida
(substância ativa) por 3 dias antes de iniciar o tratamento com ou
antes de aumentar a dose de um inibidor da ECA ou antagonista do
receptor de angiotensina II.

Risperidona

Em estudos placebo controlados com risperidona em pacientes
idosos com demência, uma maior incidência de mortalidade foi
observada em pacientes tratados com Furosemida (substância ativa)
mais risperidona (7,3%: idade média de 89 anos, entre 75 – 97 anos)
quando comparados com pacientes tratados somente com risperidona
(3,1%: idade média de 84 anos, entre 70 – 96 anos) ou somente
Furosemida (substância ativa) (4,1%, idade média de 80 anos, entre
67-90 anos). O uso concomitante de risperidona com outros
diuréticos (principalmente diuréticos tiazídicos usados em baixa
dose) não foi associado com achados semelhantes.

Não foi identificado um mecanismo patofisiológico para explicar
este achado, e não foi observado um padrão consistente para a causa
das mortes. Todavia, cautela deve ser adotada e os riscos e
benefícios desta combinação ou com tratamento concomitante com
outros diuréticos potentes devem ser considerados antes da decisão
de uso.

Não houve aumento na incidência de mortalidade entre pacientes
usando outros diuréticos, assim como em tratamento concomitante com
risperidona. Independentemente do tratamento, a desidratação foi um
fator de risco geral de mortalidade e, portanto, deve ser evitada
em pacientes idosos com demência.

Levotiroxina

Altas doses de Furosemida (substância ativa) podem inibir a
ligação de hormônios tiroidianos às proteínas carreadoras/
transportadoras e, assim, levar a um aumento transitório inicial de
hormônio tiroidiano livre, seguido de uma redução geral nos níveis
de hormônio tiroidiano total. Os níveis de hormônio tiroidiano
devem ser monitorados.

Associações a considerar

Anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs)

Agentes anti-inflamatórios não esteroidais (incluindo ácido
acetilsalicílico) podem atenuar a ação da Furosemida (substância
ativa) e sua administração concomitante pode causar insuficiência
renal aguda no caso de hipovolemia ou desidratação pré-existente.
Em pacientes com hipovolemia ou desidratação, a administração de
AINEs pode causar uma diminuição aguda da função renal.

A toxicidade do salicilato pode ser aumentada pela Furosemida
(substância ativa).

Fenitoína

Pode ocorrer diminuição do efeito da Furosemida (substância
ativa) após administração concomitante de fenitoína.

Fármacos nefrotóxicos

A Furosemida (substância ativa) pode potencializar os efeitos
nocivos de fármacos nefrotóxicos nos rins.

Corticosteroides, carbenoxolona, alcaçuz e laxantes: o uso
concomitante de Furosemida (substância ativa) com corticosteroides,
carbenoxolona e alcaçuz em grandes quantidades e o uso prolongado
de laxantes, pode aumentar o risco de desenvolvimento de
hipopotassemia.

Outros medicamentos, por exemplo, preparações de digitálicos e
medicamentos que induzem a síndrome de prolongamento do intervalo
QT: algumas alterações eletrolíticas (por exemplo, hipopotassemia,
hipomagnesemia) podem aumentar a toxicidade destes fármacos.

Se agentes anti-hipertensivos, diuréticos ou outros fármacos que
potencialmente diminuem a pressão sanguínea são administrados
concomitantemente com a Furosemida (substância ativa), uma queda
mais pronunciada da pressão sanguínea pode ser esperada.

Probenecida, metotrexato e outros fármacos que, assim como a
Furosemida (substância ativa), são secretados significativamente
por via tubular renal, podem reduzir o efeito da Furosemida
(substância ativa). Por outro lado, a Furosemida (substância ativa)
pode diminuir a eliminação renal desses fármacos. Em caso de
tratamento com altas doses (em particular, de ambos Furosemida
(substância ativa) e outros fármacos), pode haver aumento dos
níveis séricos e dos riscos de efeitos adversos devido à Furosemida
(substância ativa) ou à medicação concomitante.

Antidiabéticos e medicamentos hipertensores
simpatomiméticos (ex: epinefrina, norepinefrina)

Os efeitos destes fármacos podem ser reduzidos quando
administrados com Furosemida (substância ativa).

Teofilina ou relaxantes musculares do tipo
curare

Os efeitos destes fármacos podem aumentar quando administrados
com Furosemida (substância ativa).

Cefalosporinas

Insuficiência renal pode se desenvolver em pacientes recebendo
simultaneamente tratamento com Furosemida (substância ativa) e
altas doses de certas cefalosporinas.

Ciclosporina A

O uso concomitante de ciclosporina A e Furosemida (substância
ativa) está associado com aumento do risco de artrite gotosa
subsequente à hiperuricemia induzida por Furosemida (substância
ativa) e à insuficiência da ciclosporina na excreção renal de
urato.

Radiocontraste

Pacientes de alto risco para nefropatia por radiocontraste
tratados com Furosemida (substância ativa) demonstraram maior
incidência de deteriorização na função renal após receberem
radiocontraste quando comparados o pacientes de alto risco que
receberam somente hidratação intravenosa antes de receberem
radiocontraste.

Medicamento – Exame laboratoriais

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de
Furosemida (substância ativa) em exames laboratoriais.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Interação Alimentícia do Diflumid

Pode ocorrer alteração da absorção de Furosemida (substância
ativa) quando administrada com alimentos, portanto, recomenda-se
que os comprimidos sejam tomados com o estômago vazio.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Ação da Substância Diflumid

Resultado de Eficácia


O uso da Furosemida (substância ativa) tem indicação desde o
período neonatal (Benitz et al, 1995) até a idade adulta
(Avery,1981) nos casos de edema das mais variadas formas,
insuficiência cardíaca, indução de diurese e crises
hipertensivas.

O estudo de Magrini F et al. (1987) confirma a eficácia de
Furosemida (substância ativa) nos casos de insuficiência cardíaca e
aumento da resistência vascular coronariana. O estudo de Paterna S.
et al (1999) também mostrou, com muita propriedade, a eficácia e a
boa tolerabilidade de Furosemida (substância ativa) no tratamento
de 30 pacientes adultos, com idades entre 65 e 85 anos portadores
de insuficiência cardíaca congestiva. Este efeito também foi
demonstrado no estudo de Gottlieb SS et al. (1998).

O benefício e a segurança do uso de Furosemida (substância
ativa) em 46 crianças que foram submetidas a cirurgias cardíacas e
usaram de forma contínua o medicamento Furosemida (substância
ativa) foram confirmadas no estudo randomizado de Klinge JM et al.
(1997).

O estudo randomizado de Van der Vorst MM et al (2006),
envolvendo 44 pacientes portadores de insuficiência cardíaca nos
graus III e IV, demonstrou que Furosemida (substância ativa) via
oral também é eficaz, mesmo em quadros graves, como os envolvidos
no estudo. Assim como no estudo de Paterna S et al (1999), Eterno
FT et al. (1998) confirmaram que o uso de diuréticos como a
Furosemida (substância ativa) melhora a compensação cardíaca, reduz
edemas e melhora, em curto prazo, a capacidade física e a qualidade
de vida dos pacientes.

Referências bibliogáficas

Benitz WE amp; Tatro DS: The
Pediatric Drug Handbook, 3rd. Mosby-Year Book, Inc, St Louis, MO,
1995.
Avery GB: Neonatology: Pathophysiology and Management of the
Newborn, 2nd. JB Lippincott Company, Philadelphia, PA, 1981.
Magrini F, et al. Converting-enzyme inhibition and coronary blood
flow. Circulation 1987 Jan;75(1 Pt 2):I168- 74.
Paterna S, et al. Tolerability and efficacy of high-dose furosemide
and small-volume hypertonic saline solution in refractory
congestive heart failure. Adv Ther 1999 Sep-Oct;16(5):219-28.
Klinge JM, et al. Intermittent administration of furosemide versus
continuous infusion in the postoperative management of children
following open heart surgery. Intensive Care Med 1997
Jun;23(6):693-7.
Van der Vorst MM, et al. Evaluation of furosemide regimens in
neonates treated with extracorporeal membrane oxygenation. Crit
Care 2006;10(6):R168.
Gottlieb SS, et al. The effects of diuresis on the pharmacokinetics
of the loop diuretics furosemide and torsemide in patients with
heart failure. Am J Med 1998 Jun;104(6):533-8.
Eterno FT, et al. Diuréticos melhoram a capacidade funcional em
pacientes com insuficiência cardíaca congestiva. Arq Bras Cardiol
1998;70(5):315-20.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Características Farmacológicas


Mecanismo de ação

A Furosemida (substância ativa) é um diurético de alça que
produz um efeito diurético potente com início de ação rápido e de
curta duração. A Furosemida (substância ativa) bloqueia o sistema
cotransportador de Na+K+2Cl- localizado na membrana celular luminal
do ramo ascendente da alça de Henle; portanto, a eficácia da ação
salurética da Furosemida (substância ativa) depende do fármaco
alcançar o lúmen tubular via um mecanismo de transporte aniônico. A
ação diurética resulta da inibição da reabsorção de cloreto de
sódio neste segmento da alça de Henle. Como resultado, a excreção
fracionada de sódio pode alcançar 35% da filtração glomerular de
sódio. Os efeitos secundários do aumento da excreção de sódio são
excreção urinária aumentada (devido ao gradiente osmótico) e
aumento da secreção tubular distal de potássio. A excreção de íons
cálcio e magnésio também é aumentada.

A Furosemida (substância ativa) interrompe o mecanismo de
retorno (feedback) do túbulo glomerular da mácula densa, com o
resultado de não atenuação da atividade salurética. A Furosemida
(substância ativa) causa estimulação dose-dependente do sistema
renina-angiotensina-aldosterona.

Na insuficiência cardíaca, a Furosemida (substância ativa)
produz uma redução aguda da pré-carga cardíaca (pela dilatação da
capacidade venosa). Este efeito vascular precoce parece ser mediado
por prostaglandina e pressupõe uma função renal adequada com
ativação do sistema renina-angiotensina e síntese de prostaglandina
intacta. Além disso, devido ao seu efeito natriurético, a
Furosemida (substância ativa) reduz a reatividade vascular das
catecolaminas, que é elevada em pacientes hipertensos.

A eficácia anti-hipertensiva da Furosemida (substância ativa) é
atribuída ao aumento da excreção de sódio, redução do volume
sanguíneo e redução da resposta do músculo liso vascular ao
estímulo vasoconstritor.

Propriedades farmacodinâmicas

O efeito diurético da Furosemida (substância ativa) ocorre
dentro de 15 minutos após a administração da dose intravenosa e
dentro de 1 hora após a administração da dose oral.

O aumento dose-dependente da diurese e natriurese foi
demonstrado em indivíduos sadios recebendo doses de Furosemida
(substância ativa) de 10 mg até 100 mg. A duração da ação é de
aproximadamente 3 horas após uma dose intravenosa de 20 mg e de 3 a
6 horas após uma dose oral de 40 mg em indivíduos sadios.

O efeito da Furosemida (substância ativa) é reduzido, caso
ocorra diminuição da secreção tubular ou da ligação da albumina
intratubular ao fármaco.

Propriedades farmacocinéticas

A influência da administração concomitante de alimentos na
absorção da Furosemida (substância ativa) depende da forma
farmacêutica.

O volume de distribuição de Furosemida (substância ativa) é de
0,1 a 0,2 litros por kg de peso corpóreo. O volume de distribuição
pode ser maior dependendo da doença de base.

A Furosemida (substância ativa) liga-se fortemente às proteínas
plasmáticas (mais de 98%), principalmente à albumina.

A Furosemida (substância ativa) é eliminada principalmente na
forma de fármaco inalterado, primariamente pela secreção no túbulo
proximal. Após administração intravenosa, 60 a 70% da dose de
Furosemida (substância ativa) é excretada desta forma. O metabólito
glicuronideo da Furosemida (substância ativa) equivale a 10 a 20%
das substâncias recuperadas na urina. O restante da dose é
excretado nas fezes, provavelmente após secreção biliar.

A Furosemida (substância ativa) é excretada no leite materno. A
Furosemida (substância ativa) atravessa a barreira placentária e é
transferida ao feto lentamente. Por esta razão, observa-se no feto
e no recém-nascido as mesmas concentrações de Furosemida
(substância ativa) que na mãe.

Exclusivo Furosemida (substância ativa) Comprimido
40 mg

A Furosemida (substância ativa) é rapidamente absorvida pelo
trato gastrointestinal. O Tmáx é de 1 a 1,5 horas para os
comprimidos de 40 mg. A absorção do fármaco demonstra grande
variabilidade intra e interindividual.

A biodisponibilidade da Furosemida (substância ativa) em
voluntários sadios é de aproximadamente 50% a 70% para os
comprimidos. Em pacientes, a biodisponibilidade do fármaco é
influenciada por vários fatores incluindo doenças de base, e pode
ser reduzida a 30% (por exemplo, na síndrome nefrótica).

Exclusivo Furosemida (substância ativa) Solução
Injetável 10 mg/mL

A meia-vida terminal da Furosemida (substância ativa) após a
administração intravenosa é de aproximadamente 1 a 1,5 horas.

Insuficiência renal

A biodisponibilidade da Furosemida (substância ativa) não é
alterada em pacientes com insuficiência renal terminal. Em
insuficiência renal, a eliminação de Furosemida (substância ativa)
é diminuída e a meia-vida prolongada; a meia-vida terminal pode ser
de até 24 horas em pacientes com insuficiência renal severa.

Na síndrome nefrótica, a redução na concentração das proteínas
plasmáticas leva à concentrações mais altas de Furosemida
(substância ativa) livre. Por outro lado, a eficácia de Furosemida
(substância ativa) é reduzida nestes pacientes devido à ligação
intratubular da albumina e diminuição da secreção tubular.

A Furosemida (substância ativa) é pouco dialisável em pacientes
sob hemodiálise, diálise peritoneal e CAPD (Diálise Peritonial
Ambulatorial Contínua).

Insuficiência Hepática

Em insuficiência hepática, a meia-vida de Furosemida (substância
ativa) é aumentada em 30% a 90%, principalmente devido ao maior
volume de distribuição. Além disso, neste grupo de pacientes existe
uma ampla variação em todos os parâmetros farmacocinéticos.

Idosos, insuficiência cardíaca congestiva e hipertensão
severa

Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão
severa ou em pacientes idosos, a eliminação de Furosemida
(substância ativa) é diminuída devido à redução na função
renal.

Pacientes pediátricos

Em crianças prematuras ou nascidas à termo, dependendo da
maturidade dos rins, a eliminação de Furosemida (substância ativa)
pode estar diminuída. O metabolismo do fármaco também é reduzido
caso a capacidade de glucuronização da criança esteja prejudicada.
A meia-vida terminal é menor do que 12 horas em crianças com mais
de 33 semanas de idade pós-concepção. Em crianças com 2 meses ou
mais, o “clearance” terminal é o mesmo dos adultos.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Lasix®.

Cuidados de Armazenamento do Diflumid

Conservar em temperatura ambiente (15 a 30°C). Proteger da luz e
umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Apresentação

Comprimido circular bicôncavo sem vinco de cor branca a
amarelada.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Mensagens de Alerta do Diflumid

Este medicamento pode causar
doping.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum
outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Venda sob prescrição médica.

Dizeres Legais do Diflumid

M.S. n° 1.0370.0681

Farm. Resp.:

Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO n° 2.659

Laboratório Teuto Brasileiro S/A

CNPJ – 17.159.229/0001 -76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA
CEP 75132-140 – Anápolis – GO
Indústria Brasileira

Diflumid, Bula extraída manualmente da Anvisa.

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