Depramina Bula

Depramina

  • Todas as formas de depressão, incluindo-se as formas endógenas,
    as orgânicas e as psicogênicas e a depressão associada com
    distúrbios de personalidade ou com alcoolismo crônico.
  • Transtorno do pânico.
  • Condições dolorosas crônicas.

Crianças e adolescentes

Enurese noturna (apenas em pacientes acima de 5 anos de idade,
para os quais terapias alternativas não são consideradas
apropriadas e somente se as causas orgânicas tiverem sido
excluídas).

Não existem dados clínicos disponíveis para o uso de Cloridrato
de Imipramina (substância ativa) em enurese noturna em crianças com
menos de 5 anos de idade.

Em crianças e adolescentes, não há evidências clínicas
suficientes de segurança e eficácia de Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) no tratamento de todas as formas de depressão,
incluindo formas endógenas, orgânicas, psicogênicas e depressão
associada com distúrbio de personalidade ou com alcoolismo crônico,
pânico e condições dolorosas crônicas. Portanto, o uso de
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) em crianças e
adolescentes (0-17 anos de idade) não é recomendado para essas
indicações.

Contraindicação do Depramina

Hipersensibilidade conhecida à Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) ou a qualquer outro componente da formulação ou
sensibilidade cruzada a antidepressivos tricíclicos de grupo dos
dibenzazepínicos. Cloridrato de Imipramina (substância ativa) não
pode ser administrado em combinação ou no intervalo de 14 dias
antes ou após tratamento com um inibidor da MAO. O tratamento
concomitante com inibidores reversíveis seletivos da MAO-A, como a
moclobemida, também é contraindicado. O uso de Cloridrato de
Imipramina (substância ativa) é contraindicado no período agudo de
recuperação de infarto agudo do miocárdio.

Como usar o Depramina

A posologia deve ser determinada individualmente e adaptada de
acordo com a condição clínica de cada paciente. O objetivo deve ser
o de atingir um efeito ótimo, mantendo-se as doses o
mais baixo possível, sendo a posologia aumentada com cautela.
Após a resposta ser obtida, a terapia de manutenção deve ser
continuada na dose ideal para evitar recaída. A duração do
tratamento de manutenção e a necessidade de tratamento adicional
devem ser revistos periodicamente. A interrupção abrupta do uso de
antidepressivos, incluindo a terapia com Cloridrato de Imipramina
(substância ativa), deve ser evitada por causa de possíveis reações
adversas devido à variedade de sintomas de abstinência e possível
agravamento do estado psiquiátrico.

Adultos

Depressão e síndromes depressivas

Pacientes ambulatoriais

Iniciar o tratamento com 25 mg, 1-3 vezes ao dia. Aumentar a
posologia diária gradualmente até 150-200 mg. Essa dosagem deverá
ser alcançada ao final da primeira semana de tratamento e mantida
até que se observe uma melhora clinica evidente. A dose de
manutenção que deverá ser determinada individualmente por meio da
redução cautelosa da posologia, usualmente é de 50-100 mg ao
dia.

Pacientes hospitalizados

Iniciar o tratamento com 25 mg, 3 vezes ao dia. Aumentar a
dosagem em 25 mg diários, até que seja atingida a dose de 200 mg;
manter essa dose até que a condição do paciente apresente melhora.
Em casos graves, a dose poderá ser aumentada para 100 mg, 3 vezes
ao dia. Uma vez constatada uma melhora evidente, a dose de
manutenção deverá ser determinada de acordo com as exigências
individuais de cada paciente (geralmente 100 mg ao dia). A dose
máxima diária não deve ultrapassar 200 mg para adultos não
internados e 300 mg para adultos internados.

Pânico

Iniciar o tratamento com 10 mg ao dia. Dependendo de como o
medicamento for tolerado, aumentar a dosagem, até que seja obtida a
resposta desejada. A posologia diária varia extremamente de
paciente para paciente e situa-se entre 75 e 150 mg. Se necessário,
a posologia poderá ser aumentada para 200 mg. É recomendável não
descontinuar o tratamento antes de 6 meses. Durante esse período, a
dose de manutenção dever ser reduzida lentamente. A dose máxima
diária não deve ultrapassar 200 mg.

Condições dolorosas crônicas

A dosagem devera ser individualizada (25-300 mg ao dia). Em
geral, uma posologia diária de 25-75 mg é suficiente. A dose máxima
diária não deve ultrapassar 300 mg.

Pacientes idosos

Os pacientes idosos geralmente apresentam uma maior resposta a
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) que os pacientes de
faixas etárias intermediárias, portanto uma dose inicial mais baixa
pode ser utilizada e a dose deve ser aumentada cautelosamente.
Iniciar o tratamento com 10 mg ao dia. Aumentar gradualmente a
posologia para 30-50 mg diários (nível ideal), que deve ser
atingida após cerca de 10 dias, e então mantida até o final do
tratamento. Se necessário, doses superiores às recomendadas podem
ser utilizadas com precaução em pacientes idosos. A dose máxima
diária não deve ultrapassar 50 mg. Se necessário, doses superiores
às recomendadas devem ser usadas com precaução em pacientes
idosos.

Enurese noturna (apenas em crianças de 5 anos de idade
em que terapias alternativas não são consideradas
apropriadas)

A dosagem diária recomendada é de 1,7 mg/kg.

A dosagem diária inicial para a primeira semana em
crianças com idade 5-8 anos:

2-3 drágeas de 10 mg.

9-12 anos

1-2 drágeas de 25 mg.

Acima de 12 anos de idade

1-3 drágeas de 25 mg.

Doses mais elevadas podem ser administradas aos pacientes que
não respondem plenamente às doses mais baixas. As drágeas deverão
se administradas em dose única após o jantar, mas no caso de
crianças que urinam na cama no início da noite, parte da dose
deverá ser antecipada (para 4 horas da tarde). Assim que a resposta
desejada for atingida, o tratamento deve ser continuado (por 1-3
meses) e a posologia deve ser gradualmente reduzida para a dosagem
de manutenção.

Não existem dados clínicos disponíveis para crianças abaixo de 5
anos de idade. A dose máxima não deve exceder 30 mg para pacientes
com idade entre 5-8 anos, 50 mg para pacientes com idade entre 9-12
anos e 80 mg para pacientes acima de 12 anos.

Crianças e adolescentes

Adolescentes geralmente apresentam uma maior resposta a
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) que os pacientes de
faixa etária intermediária, portanto a dose deve ser aumentada
cautelosamente.

Insuficiência renal

Pode se administrado com cautela a pacientes com insuficiência
renal, devendo a função renal ser monitorada periodicamente.

Insuficiência hepática

Pode ser administrado com cautela a pacientes com insuficiência
hepática, devendo a função hepática ser monitorada
periodicamente.

Método de administração

O método de administração é oral; deve ser adaptado às condições
individuais dos pacientes. Cloridrato de Imipramina (substância
ativa) pode ser administrado com ou sem alimento.

Este medicamento não deve ser partido ou
mastigado.

Precauções do Depramina

Risco de suicídio

O risco de suicídio é inerente à depressão grave e pode
persistir até que ocorra remissão significativa. Pacientes com
distúrbios depressivos, tanto adultos quanto pediátricos, podem
apresentar piora da depressão e/ou comportamento suicida ou outros
sintomas psiquiátricos, se estiverem ou não sob medicação
antidepressiva. Os antidepressivos aumentaram o risco de pensamento
e comportamento suicidas em estudos de curta duração em crianças,
adolescentes e adultos jovens, com idade inferior a 25 anos, com
distúrbios depressivos psiquiátricos. Todos os pacientes em
tratamento com Cloridrato de Imipramina (substância ativa) em
qualquer indicação devem ser observados com atenção quanto à piora
do quadro clínico, comportamento suicida ou outros sintomas
psiquiátricos, especialmente durante a fase inicial do tratamento
ou na troca de dosagens do medicamento.

As modificações de esquema terapêutico, incluindo a possível
descontinuação do medicamento, devem ser consideradas nesses
pacientes, especialmente se houver alterações graves no quadro
clínico, de início repentino, ou ainda, se não fizerem parte dos
sintomas apresentados pelo paciente.

Familiares e cuidadores de pacientes adultos e pediátricos em
tratamento com antidepressivos, tanto nas indicações psiquiátricas
quanto nas não psiquiátricas, devem estar atentos quanto à
necessidade de monitorá-los nas situações de emergência decorrentes
do aparecimento de outros sintomas psiquiátricos ou
decorrentes do comportamento suicida, e relatar tais sintomas
imediatamente ao médico. As prescrições de Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) devem corresponder à menor quantidade de
drágeas, consistente com o bom gerenciamento dos sintomas do
paciente para que o risco de superdose seja reduzido.

Outros efeitos psiquiátricos

Muitos dos pacientes portadores de transtorno do pânico
apresentam intensificação dos sintomas de ansiedade no início do
tratamento com antidepressivos tricíclicos. Esse aumento paradoxal
inicial na ansiedade é mais pronunciado durante os primeiros dias
de tratamento e, em geral, diminui dentro de duas semanas.
Observou-se ocasionalmente a ativação de psicoses em pacientes
esquizofrênicos que utilizaram antidepressivos tricíclicos.
Observaram-se também relatos de episódios hipomaníacos ou maníacos,
durante a fase depressiva, em pacientes com transtorno bipolar, em
tratamento com um antidepressivo tricíclico. Em tais casos, pode
ser necessário reduzir-se a dose de Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) ou descontinua-lo e administrar um agente
antipsicótico. Após a diminuição de tais episódios, pode ser
retomada, se necessário, a terapia com Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) em baixa dose. Em pacientes pré-dispostos, os
antidepressivos tricíclicos podem provocar psicoses farmacogênicas
(delírios), particularmente à noite. Estas desaparecem dentro de
poucos dias após a interrupção do tratamento.

Distúrbios cardíacos e vasculares

Cloridrato de Imipramina (substância ativa) deve ser
administrado com especial cuidado a pacientes com distúrbios
cardiovasculares, especialmente aos portadores de insuficiência
cardiovascular, distúrbios de condução (ex.: bloqueio
atrioventricular graus I a III) ou arritmias. Monitorização da
função cardíaca e ECG são indicados em tais pacientes. Casos
isolados de prolongamento QTc e casos muito raros de taquicardia
ventricular e morte súbita inexplicada têm acontecido com doses
terapêuticas de Cloridrato de Imipramina (substância ativa), os
quais tem ocorrido primariamente junto com a superdose, mas também
em poucos relatos de comedicação, a qual por si só pode levar ao
prolongamento do intervalo QTc (ex.: tioridazina). Antes de se
iniciar o tratamento com Cloridrato de Imipramina (substância
ativa), é aconselhável verificar-se a pressão arterial, uma vez que
pacientes com hipotensão postural ou com níveis tensionais
instáveis poderão sofrer queda na pressão arterial.

Síndrome serotoninérgica

Devido ao risco de toxicidade serotoninérgica é aconselhável
aderir às doses recomendadas e qualquer aumento de dose deve ser
feito com precaução, caso outros agentes serotoninérgicos sejam
coadministrados. Síndrome serotoninérgica, com sintomas com
hiperpirexia, agitação, mioclonias, convulsão, delirium e
coma podem ocorrer possivelmente quando a Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) é administrada com medicações serotoninérgicas
como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e
inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN),
antidepressivos tricíclicos ou lítio.

Convulsões

Sabe-se que os antidepressivos tricíclicos diminuem o limiar de
convulsões, portanto, Cloridrato de Imipramina (substância ativa)
deve ser utilizado com extremo cuidado em pacientes com epilepsia e
outras alterações, tais como: danos cerebrais de etiologia variada,
uso concomitante de neurolépticos, retirada de álcool ou fármacos
com propriedades anticonvulsivas (ex.: benzodiazepínicos). A
ocorrência de convulsões parece ser dose-dependente. Portanto, a
dose diária total recomendada de Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) não deve ser excedida. Como ocorre com
outros antidepressivos tricíclicos, Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) somente poderá ser administrado
concomitantemente com terapia eletroconvulsiva sob cuidadosa
supervisão.

Efeitos anticolinérgicos

Por suas propriedades anticolinérgicas, Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) deve ser utilizado com cuidado em pacientes com
história de pressão intraocular aumentada, glaucoma de ângulo agudo
ou retenção urinária (ex.: doenças da próstata). A lacrimação
reduzida e o acúmulo de secreções mucoides decorrentes das
propriedades anticolinérgicas dos antidepressivos tricíclicos podem
causar danos ao epitélio da córnea em pacientes que usam lentes de
contado.

Populações com tratamento específico

Deve-se ter cuidado ao administrar antidepressivos tricíclicos a
pacientes com doença hepática ou renal grave e com tumores da
medula adrenal (ex.: feocromocitoma, neuroblastoma), nos quais tais
fármacos poderão provocar crises hipertensivas. É indicado cuidado
em pacientes portadores de hipertireoidismo ou em pacientes em
tratamento concomitante com agentes tireoidianos, pela
possibilidade de toxicidade cardíaca. Em pacientes com doenças
hepáticas recomenda-se monitorização periódica dos níveis das
enzimas hepáticas. Recomenda-se cuidado em pacientes com
constipação crônica. Os antidepressivos tricíclicos podem causar
íleo paralítico, especialmente em pacientes acamados. Aumento nas
cáries dentárias tem sido relatado durante tratamentos prolongados
com antidepressivos tricíclicos. Verificações dentárias regulares
são, portanto, recomendáveis durante tratamentos prolongados.

Contagem de células brancas do sangue
(leucócitos)

Embora alterações na contagem de leucócitos com o uso de
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) tenham sido relatadas
apenas em casos isolados, é recomendada a contagem periódica de
células sanguíneas e monitorização dos sintomas, tais como febre e
faringoamigdalites, especialmente durante os primeiros meses da
terapia e durante tratamentos prolongados.

Anestesia

Antes de anestesia local ou geral, o anestesista deve ser
avisado de que o paciente está fazendo uso de Cloridrato de
Imipramina (substância ativa).

Descontinuação do tratamento

A retirada abrupta da medicação deve ser evitada pelas possíveis
reações adversas. Caso seja decidido descontinuar o tratamento, as
doses de Cloridrato de Imipramina (substância ativa) devem ser
gradualmente reduzidas até a retirada total, o mais rápido
possível, lembrando-se que a descontinuação repentina pode ser
associada a determinados sintomas.

Dirigir veículos e/ou operar máquinas

Pacientes sob tratamento com Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) devem ser alertados sobre a possível ocorrência
de visão embaçada, tontura e outros sintomas do sistema nervoso e
desordens psiquiátricas relacionadas (alucinações, convulsões,
sonolência, confusão, desorientação, delírio, etc.). Nesses casos,
eles não devem dirigir e/ou operar máquinas ou executar qualquer
atividade que requeira estado de alerta. Os pacientes devem também
ser alertados de que o álcool ou outras drogas depressoras do SNC
podem potencializar esses efeitos.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir
veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem
estar prejudicadas.

População especial

Pacientes idosos

Cloridrato de Imipramina (substância ativa) deve ser
administrado com precaução em pacientes idosos, pois tais pacientes
são particularmente suscetíveis aos efeitos adversos
anticolinérgicos dos antidepressivos tricíclicos (por exemplo,
delírio, íleo paralítico), neurológicos, psiquiátricos e
cardiovasculares (por exemplo, hipotensão ortostática). Sua
capacidade de metabolizar e eliminar fármacos podem estar
reduzidas, levando a um risco de elevadas concentrações plasmáticas
em doses terapêuticas. Por isso, devem ser administradas doses
baixas nestes doentes, preferencialmente na hora de dormir e
monitorização da função cardíaca e do ECG é indicada.

Insuficiência hepática

Uma vez que os antidepressivos tricíclicos são metabolizados no
fígado, deve ser usado com precaução em pacientes com insuficiência
hepática e monitorização periódica da função hepática é
recomendada.

Insuficiência renal

Cloridrato de Imipramina (substância ativa) deve ser
administrado com precaução em pacientes com insuficiência renal
devido à possível acumulação do fármaco. Portanto, a monitorização
da função renal é recomendada.

Gravidez

Uma vez que existem relatos isolados sobre uma possível
correlação entre o uso de antidepressivos tricíclicos e a
ocorrência de efeitos adversos sobre o feto (distúrbios no
desenvolvimento), o tratamento com Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) durante a gravidez deve ser evitado e apenas
considerado se os benefícios para a mãe justificarem o potencial de
risco para o feto. Recém-nascidos cujas mães receberam
antidepressivos tricíclicos até o parto apresentaram, durante as
primeiras horas ou os primeiros dias, sintomas de retirada do
fármaco, tais como dispneia, letargia, cólica, irritabilidade,
hipotensão ou hipertensão, tremor ou espasmos. Para evitar-se a
ocorrência desses sintomas, o tratamento com Cloridrato de
Imipramina (substância ativa) deverá, se possível, ser gradualmente
descontinuado pelo menos 7 semanas antes da data prevista para o
parto. Não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres
grávidas; ou então, os estudos em animais revelaram risco, mas não
existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas. Este
medicamento pertence à categoria de risco C na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Lactação

Como a Cloridrato de Imipramina (substância ativa) e seu
metabólito, a desipramina, são excretados através do leite materno
em pequenas quantidades, o tratamento com Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) deverá ser gradualmente descontinuado ou a mãe
orientada a suspender a amamentação.

Atenção diabéticos: Contém açúcar.

Reações Adversas do Depramina

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas são geralmente suaves e transitórias,
desaparecendo com a continuidade do tratamento ou com a redução da
dosagem. Elas não estão sempre correlacionadas com os níveis
plasmáticos do fármaco ou com a dosagem. Frequentemente, é difícil
distinguir certos efeitos adversos de sintomas da depressão, tais
como fadiga, distúrbios do sono, agitação, ansiedade, constipação e
boca seca. Se ocorrerem reações adversas neurológicas ou psíquicas
graves, a administração de Cloridrato de Imipramina (substância
ativa) deverá ser suspensa. As reações adversas dos estudos
clínicos e experiência pós-comercialização estão listadas de acordo
com a classe de sistemas de órgãos em MEDDRA. As reações adversas
são listadas abaixo seguindo a ordem de frequência; as mais
frequentes, em primeiro lugar, de acordo com a seguinte
convenção.

  • Muito comuns (≥ 1/10);
  • Comuns (≥1/100, lt;1/10);
  • Incomuns (≥ 1/1000,lt;1/100);
  • Raras (≥ 1/10000,lt;1000);
  • Muito raras (lt;1/10000);
  • Relatos isolados e desconhecidos (experiência
    pós-comercialização).

Infecções infestações

Muito raras

Cáries dentárias

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático

Muito raros

Leucopenia, agranulocitose,
eosinofila, trombocitopenia

Distúrbios do sistema imunológico

Muito raro

Reação anafilática

Distúrbios endócrinos

Muito raro

Secreção hormonal antidiurética
inapropriada

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Muito comum

Aumento de peso

Comum

Anorexia

Raros

Aumento da glicose sanguínea, redução
da glicose sanguínea, diminuição do peso

Distúrbios psiquiátricos

Comuns

Inquietação, confusão, delírio,
alucinações, ansiedade, agitação, mania, hipomania, distúrbios da
libido, distúrbios do sono, desorientação

Raros

Distúrbio psicótico

Muito raro 

Agressividade

Distúrbios do sistema nervoso

Muito comum 

Tremor

Comum

Tontura, dor de cabeça, sonolência,
parestesia

Raro

Muito raros

Mioclonia, distúrbio extrapiramidal,
ataxia, distúrbio de fala, eletroencefalograma anormal

Distúrbios oculares

Comuns

Visão borrada, distúrbio de acomodação
visual, diminuição do lacrimejamento

Muito raro

Midríase, glaucoma

Distúrbios do ouvido e labirinto

Muito raro

‘Tinnitus”

Distúrbios cardíacos

Muito comuns

Taquicardia sinusal, anormalidades no
eletrocardiograma (ex alterações nas ondas ST e T)

Comuns

Arritmias, palpitações, distúrbios de
condução (ex ampliação do complexo QRS, bloqueio de ramo, alteração
PQ)

Muito raro

Parada cardíaca, prolongamento do
intervalo QT, arritmia ventricular, taquicardia ventricular,
fibrilação ventricular, torsades de pointes

Distúrbios vasculares

Muito comuns

Rubores, hipotensão ortostática

Muito raro

Púrpura, petéquias, vasoespasmo,
aumento da pressão arterial

Distúrbios respiratórios, torácicos e
mediastínicos

Muito raras

Alveolite alérgica (com ou sem
eosinofilia)

Distúrbios gastrintestinais

Muito comuns

Boca seca, constipação

Comuns

Náusea, vômito

Muito raros

Íleo paralítico, estomatite,
distúrbios abdominais, ulceração na língua

Desconhecido 

Disgeusia

Distúrbios hepáticos

Comum

Teste da função do fígado anormal

Muito raro

Hepatite (com ou sem icterícia)

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos

Muito comum

Hiperidrose

Comum

Dermatite alérgica, rash,
urticária

Muito raros

Prurido, reações de
fotossensibilidade, alopecia, hiperpigmentação da pele

Distúrbios renais e urinários

Comuns

Distúrbios da micção

Muito raro

Retenção urinária

Distúrbios do sistema reprodutivo e glândulas
mamárias

Muito raro

Hipertrofia do peito, galactorreia

Distúrbios gerais e condições no sítio de
administração

Comum 

Fadiga

Muito raros

Astenia, edema (local ou
generalização), pirexia, morte súbita

Fratura óssea

Os estudos epidemiológicos, realizados principalmente em
pacientes com 50 anos de idade, mostraram um aumento do risco de
fraturas ósseas em pacientes que recebem ISRSs e antidepressivos
tricíclicos. O mecanismo que leva a esse risco é desconhecido.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, ou para a
Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Depramina

Interações resultando em contraindicação

Inibidores da MAO

Não administrar Cloridrato de Imipramina (substância ativa) por,
ao menos, 2 semanas após a interrupção de tratamento com inibidores
da MAO (há risco de sintomas graves, tais como crise hipertensiva,
hiperpirexia, e aqueles consistentes com a síndrome
serotoninérgica, como, por exemplo, mioclonia, agitação, crises
convulsivas, delírio e coma). O mesmo se aplica quando da
administração de um inibidor da MAO, após tratamento prévio com
Cloridrato de Imipramina (substância ativa). Em ambos os casos o
tratamento com Cloridrato de Imipramina (substância ativa) ou com
um inibidor da MAO, deverá ser inicialmente administrado em
pequenas doses, sendo gradualmente aumentado e seus efeitos
monitorados.

Evidências sugerem que os antidepressivos tricíclicos podem ser
administrados 24 horas após um inibidor reversível da MAO-A, tal
como a moclobemida, mas que o intervalo de duas semanas (período de
washout) deve ser observado, se um inibidor da MAO-A for
administrado após a utilização de um antidepressivo tricíclico.

Interações resultando em uso concomitante não
recomendado

Inibidores seletivos da recaptação da serotonina
(ISRS)

ISRS, como a fluoxetina, paroxetina, sertralina ou citalopram
são potentes inibidores da CYP2D6. A fluvoxamina é um potente
inibidor da CYP1A2 e um inibidor moderado da CYP2D6. Assim, a
coadministração de ISRS e Cloridrato de Imipramina (substância
ativa) pode resultar em exposição e acúmulo aumentados de
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) e desipramina. Ajustes
de dose de Cloridrato de Imipramina (substância ativa) podem ser
necessários.

Agentes antiarrítmicos

Agentes antiarrítmicos, tais como quinidina, que são inibidores
potentes de CYP2D6 não devem ser administrados em combinação com
antidepressivos tricíclicos.

Agentes serotoninérgicos

A comedicação pode levar a efeitos cumulativos no sistema
serotoninérgico. A síndrome serotoninérgica pode ocorrer
possivelmente quando a Cloridrato de Imipramina (substância ativa)
é administrada com comedicações como ISRSs, ISRN, antidepressivos
tricíclicos ou lítio.

Agentes anticolinérgicos

Os antidepressivos tricíclicos podem potencializar os efeitos
desses fármacos nos olhos, no sistema nervoso central, no intestino
e na bexiga (ex.: fenotiazina, agentes antiparkinsonianos,
anti-histamínicos, atropina, biperideno).

Depressores do SNC

Os antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito do
álcool e de outras substâncias depressoras centrais (ex.:
barbitúricos, benzodiazepínicos ou anestésicos gerais).

Interações a serem consideradas

Interações que resultam em aumento do efeito de
Cloridrato de Imipramina (substância ativa)

Antipsicóticos

A comedicação com estes pode resultar em aumento da concentração
plasmática dos antidepressivos tricíclicos, em redução no limiar de
convulsão e em crises convulsivas. A combinação com a tioridazina
pode produzir arritmias cardíacas graves.

Antifúngicos orais, terbinafina

A coadministração de Cloridrato de Imipramina (substância ativa)
com terbinafina, um potente inibidor de CYP2D6, pode resultar em
acúmulo e exposição aumentados de Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) e desipramina. Portanto, ajustes de dose de
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) podem ser necessários
quando coadministrado com terbinafina.

Cimetidina, metilfenidato

O metilfenidato pode aumentar a concentração plasmática dos
antidepressivos tricíclicos. A coadministração com antagonistas dos
receptores H2 da histamina, cimetidina (inibidor de diversas
enzimas P450, incluindo a CYP2D6 e CYP3A4), pode aumentar as
concentrações plasmáticas de antidepressivos tricíclicos. A
posologia da Cloridrato de Imipramina (substância ativa) deve ser
reduzida quando coadministrado com cimetidina e metilfenidato.

Bloqueadores do canal de cálcio

O verapamil e o diltiazem podem aumentar a concentração
plasmática de Cloridrato de Imipramina (substância ativa)
interferindo em seu metabolismo.

Estrógenos

Há evidências de que algumas vezes os estrógenos podem,
paradoxalmente, reduzir os efeitos de Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) e ainda, ao mesmo tempo, induzir a toxicidade de
Cloridrato de Imipramina (substância ativa). Contraceptivos orais
podem inibir o metabolismo da Cloridrato de Imipramina (substância
ativa) e aumentar sua concentração plasmática.

Interações que resultam na diminuição do efeito de
Cloridrato de Imipramina 

Indutores de enzimas hepáticas

A administração concomitante de drogas conhecidas para reduzir
as enzimas do CYP450 particularmente CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2
pode acelerar o metabolismo e diminuir as concentrações de
Cloridrato de Imipramina (substância ativa). Indutores de enzimas
como os antiepiléticos (ex: barbitúricos, carbamazepina, fenitoína)
e nicotina podem acelerar o metabolismo e diminuir a concentração
plasmática da Cloridrato de Imipramina (substância ativa),
resultando em eficácia reduzida. Os níveis plasmáticos de fenitoína
e carbamazepina podem aumentar com os efeitos adversos
correspondentes. Pode ser necessário ajustar-se a dose desses
fármacos.

Interações que afetam outras drogas

Anticoagulantes

Os antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito
anticoagulante de fármacos cumarínicos, graças à inibição de seu
metabolismo hepático. A monitorização cuidadosa da protrombina
plasmática é, portanto, recomendada.

Bloqueadores adrenérgicos neuronais

Cloridrato de Imipramina (substância ativa) pode diminuir ou
anular o efeito antihipertensivo da guanetidina, betanidina,
reserpina, clonidina e alfa-metildopa. Os pacientes que necessitam
de comedicação para hipertensão deverão, portanto, ser tratados com
antihipertensivos de mecanismo de ação diferente (ex.: diuréticos,
vasodilatadores, betabloqueadores).

Fármacos simpatomiméticos

Cloridrato de Imipramina (substância ativa) pode potencializar
os efeitos cardiovasculares da adrenalina, noradrenalina,
isoprenalina, efedrina e fenilefrina (ex: anestésicos locais).

Ação da Substância Depramina

Resultados de Eficácia


A eficácia da Cloridrato de Imipramina (substância ativa) no
alívio da depressão está bem estabelecida; também tem se revelado
útil em uma série de outros transtornos
psiquiátricos.(1) 

As altas taxas cumulativas de remissão sugerem que os
antidepressivos são eficazes e que os pacientes com depressão
diagnosticada corretamente, que recebem o tratamento adequado, têm
cerca de 90% de chance de alcançar um estado de
remissão(3).

Estudos clínicos randomizados, duplo-cego para o tratamento da
depressão maior demonstraram a eficácia da Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) comparável a outros antidepressivos (outros
ATCs, ISRSs e outras classes de antidepressivos), em doses de, pelo
menos, 100 mg (4-15). Quando as doses terapêuticas foram
utilizadas, os ATCs e os ISRSs tiveram uma taxa de resposta
semelhante (cerca de 70%) e um atraso semelhante para o início de
seus efeitos antidepressivos (2 ou mais
semanas).(1,18)

Em ensaios comparativos entre comprimidos de Cloridrato de
Imipramina (substância ativa), sertralina, fluoxetina, fluvoxamina,
milnacipram e moclobemida, o intervalo de dose de Cloridrato de
Imipramina (substância ativa) foi de 50 a 300 mg/dia (dose média de
150-220 mg/dia), 50-200 mg/dia de sertralina, 20-60 mg/dia de
fluoxetina, 200 mg/dia para a fluvoxamina, 50 mg/dia para a
moclobemida e 50mg/dia para milnacipram. As taxas de resposta
nestes ensaios variaram de 40 a 70% e os resultados para Cloridrato
de Imipramina (substância ativa) foram semelhantes aos medicamentos
comparados.(4, 7, 8, 9, 10, 11, 12,13, 14)

Uma metanálise realizada por Bollini et al, com trinta e três
estudos, revelou que doses de antidepressivos equivalentes a
100-200 mg de Cloridrato de Imipramina (substância ativa) mostraram
uma média de melhoria de 53% na análise pela “intenção de tratar”.
Eles concluíram que os antidepressivos são prescritos
frequentemente na prática clínica em doses equivalentes a menos de
100 mg de Cloridrato de Imipramina (substância ativa) e que nesta
dose a taxa de melhora é apenas moderadamente menor do que no
intervalo terapêutico e que os eventos adversos ocorrem
significativamente com menor frequência.(2)

A eficácia dos comprimidos de Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) na prevenção de recaídas em pacientes deprimidos
responsivos à eletroconvulsoterapia (ECT), com tratamento prévio
falho, foi analisada em um estudo randomizado, controlado por
placebo. Houve apenas 18% de recidiva no grupo tratado, em
comparação com os 80% no grupo placebo, levando os autores a
concluírem que estes pacientes podem se beneficiar do efeito
profilático da mesma classe de medicamentos durante a terapia de
manutenção após a resposta à ECT.

Por último, um estudo duplo-cego controlado e outro estudo
randomizado aberto abordaram a questão da diferença de gênero na
resposta ao tratamento com sertralina e Cloridrato de Imipramina
(substância ativa). Homens e mulheres com depressão crônica
demonstraram responsividade e tolerabilidade diferente aos ISRSs e
aos antidepressivos tricíclicos. Ambos os ensaios clínicos tornaram
evidente que as mulheres são mais propensas a responder à
sertralina (72,2% vs 52,1%, com Cloridrato De Imipramina
(Substância Ativa)), enquanto os homens responderam similarmente à
sertralina e à Cloridrato de Imipramina (substância ativa). Os
hormônios sexuais femininos podem aumentar a resposta ao ISRS ou
inibir a resposta a antidepressivos tricíclicos. O ciclo normal de
ovulação e a liberação de estrogênio podem ter uma interação
farmacodinâmica clinicamente relevante com os antidepressivos
serotoninérgicos.

Em 2000, Barlow e colaboradores realizaram estudo clínico a fim
de avaliar se o medicamento e as terapias psicossociais para o
transtorno do pânico (TP) são, separadamente, mais eficazes do que
o placebo, se um tratamento é mais eficaz do que o outro, e se a
terapia cognitiva combinada (TCC) (ambos os tratamentos) é mais
eficaz do que a terapia sozinha. Tanto o grupo tratado com
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) quanto o tratado com
TCC foram significativamente superiores ao placebo na fase aguda de
tratamento, conforme acessado pela Escala de Gravidade de
Transtorno do Pânico (EGTP) [taxas de resposta para a análise de
“intenção de tratar” (ITT), 45,8%, 48,7%, e 21,7%]. Após 6 meses de
manutenção, Cloridrato de Imipramina (substância ativa) e TCC foram
significativamente mais eficientes do que o placebo em duas escalas
– EGTP (taxas de repostas, 37,8%, 39,5%, e 13,0%, respectivamente)
e Impressão Clínica Global (ICG) (37,8%, 42,1%, e 13,0%,
respectivamente). Entre os que responderam ao tratamento, a
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) produziu uma resposta
de maior qualidade. A taxa de resposta aguda para o tratamento
combinado foi de 60,3% para EGTP e de 64,1% para ICG. A taxa de
reposta da manutenção de 6 meses foi 57,1% para a EGTP (P=0,04 vs.
TCC sozinha e P=0,03 vs. Cloridrato de Imipramina (substância
ativa) sozinha) e 56,3% para a ICG (P=0,03 vs. Cloridrato de
Imipramina (substância ativa) sozinha), mas não foi
significativamente melhor do que TCC com placebo, em ambas
análises.

Seis meses após descontinuação do tratamento, na análise ITT, as
taxas de respostas de ICG foram de 41,0% para TCC mais placebo,
31,9% para TCC sozinha, 19,7% para Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) sozinha, 13% para placebo, e 26,3% para TCC
combinado com Cloridrato de Imipramina (substância ativa). Com
estes resultados, os autores concluíram que a combinação entre
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) e TCC parece
conferir vantagem aguda limitada, mas uma vantagem mais substancial
até o fim da manutenção.(16)

Em 1998, Mavissakalian avaliou a eficácia do tratamento
sistemático com 2,25 mg/kg/dia de Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) em uma amostra homogênea de pacientes com
transtorno de pânico com agorafobia. No total, 53% dos pacientes
tiveram uma resposta significativa e estável.

Foram avaliados diversos parâmetros clínicos neste estudo e a
maioria deles revelou que uma melhora substancial continuou para
além da oitava semana de tratamento. O êxito do tratamento foi
acompanhado de melhora significativa na sensibilidade de ansiedade,
humor disfórico e bemestar funcional.(17)

Em 2003, Mavissakalian realizou outro estudo com o intuito de
comparar o perfil de reações adversas dos inibidores seletivos da
recaptação de serotonina (sertralina) e os antidepressivos
tricíclicos (Cloridrato De Imipramina (Substância Ativa)). Os
resultados sugerem que as diferenças nas reações adversas entre
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) e sertralina são
transitórios e que, com exceção de taquicardia associada à
Cloridrato de Imipramina (substância ativa), as reações adversas
não sobrecarregam indevidamente os pacientes ao final de 6 meses de
cada um dos tratamentos. Mais timidamente, os resultados também
sugerem uma melhora mais rápida com Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) do que com a sertralina.(18)

Em 2009 foi elaborado um Guia Prático para Tratamento de
Pacientes com Transtorno do Pânico desenvolvido por psiquiatras que
estão em atividade clínica. O Guia recomenda o uso da Cloridrato de
Imipramina (substância ativa) no Transtorno do
Pânico.(19)

Em revisão realizada em 2007, publicada pela The Cochrane
Collaboration
, determinou a eficácia analgésica e segurança de
medicamentos antidepressivos na dor neuropática. Esta revisão foi
feita através da avaliação de ensaios clínicos randomizados com
antidepressivos em dor neuropática identificados em diversos bancos
de dados. Nesta atualização, sessenta e um ensaios de 20
antidepressivos foram considerados elegíveis (3.293 participantes)
para a inclusão [incluindo 11 estudos adicionais (778
participantes)]. Os antidepressivos tricíclicos (ATC) foram
considerados eficazes pelos autores.(20)

O Guia publicado pela Federação Europeia de Sociedades
Neurológicas, em 2010, atualizou as evidências existentes acerca do
tratamento farmacológico da dor neuropática desde 2005. Estudos
foram identificados usando o Cochrane Database e o Medline. Os
resultados mostraram que a eficácia dos antidepressivos tricíclicos
é estabelecida em polineuropatia dolorosa, neuralgia pós-herpética
e algumas condições de dor neuropática central.(21)

Em 1968, foi publicado por Kardash e colaboradores o resultado
de um estudo clínico com objetivo de determinar a eficácia de
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) em enurese primária em
crianças.

Os participantes foram divididos em quatro
grupos

Grupo 1

Placebo oito semanas (11 pacientes).

Grupo 2

Placebo quatro semanas e, depois, Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) quatro semanas (11 pacientes).

Grupo 3

Cloridrato de Imipramina (substância ativa) quatro semanas e,
depois, placebo quatro semanas (11 pacientes)

Grupo 4

Cloridrato de Imipramina (substância ativa) oito semanas (12
pacientes). Na comparação entre o grupo tratado e não tratado,
houve diferença significativa no número de episódios de enurese,
onde a média do número de noites secas por semana, durante 4
semanas, foi de 4,87 no grupo não tratado e 2,71 no grupo tratado
com Cloridrato de Imipramina (substância ativa). De 43 crianças que
foram acompanhadas, 20 (46,5%) usando medicação ficaram
completamente secas por um período de oito semanas e 13 (30,2%)
destas foram consideradas curadas.(22)

Fritz e colaboradores realizaram este estudo a fim de determinar
a relação entre o nível da droga sérica e a eficácia do tratamento
em crianças enuréticas tratadas com Cloridrato de Imipramina
(substância ativa). Como resultado, eles encontraram que a secura
média aumentou de 27,8% no grupo placebo para 73%, com 2,5 mg/kg de
Cloridrato de Imipramina (substância ativa). Ficou, então,
confirmada a eficácia da Cloridrato de Imipramina (substância
ativa) sobre o placebo na redução da frequência de enurese noturna
em crianças. A eficácia foi moderadamente, mas significativamente
relacionada com o aumento da dose.(23)

Monda e Douglas realizaram, em 1995, um estudo prospectivo para
avaliar as três modalidades mais comuns utilizadas no tratamento de
enurese noturna: Cloridrato de Imipramina (substância ativa),
acetato de desmopressina e sistemas de alarme de enurese. Entre
1987 e 1994, foram avaliados 345 pacientes com enurese noturna
primária monossintomática. A terapia com Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) foi iniciada com uma dose de 1 mg/kg. Se depois
de 2 semanas o paciente permanecesse incontinente, aumentava-se a
dosagem para 1,5 mg/kg. Neste estudo, 36% dos doentes tratados com
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) se tornam seco enquanto
sob medicação, documentando a eficácia da Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) quando comparado ao grupo apenas de observação
(controle) (p lt;0,01).(24)

Um estudo multicêntrico, duplo cego, randomizado foi realizado
com a finalidade de comparar a Cloridrato de Imipramina (substância
ativa), a mianserina e placebo, para identificar um medicamento
alternativo eficaz e elucidar a ação da Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) em crianças com enurese. Oitenta crianças (65
meninos e 15 meninas) com idade entre 5-13 anos foram estudadas.
Durante o tratamento, a Cloridrato de Imipramina (substância ativa)
foi superior ao placebo e mianserina (plt;0,001) em alcançar noites
secas e reduzir contagens de eventos de enurese. Ela levou a uma
melhoria definitiva em 72% das crianças. A mianserina produz um
efeito benéfico leve que não foi superior ao placebo. Houve uma
melhoria significativa no número de noites secas durante o
tratamento com Cloridrato de Imipramina (substância ativa)
comparado com mianserina e com placebo (plt;0,001), mas não houve
diferença significativa entre os resultados de mianserina e placebo
(p=0,92).(25)

Nevéus e colaboradores realizaram um estudo que visava avaliar a
eficácia da Cloridrato de Imipramina (substância ativa) e da
tolteridina em crianças enuréticas resistentes ao tratamento com
alarme e com desmopressina. Para isto, 27 crianças enuréticas
resistentes receberam ou placebo, ou tolterodina 1-2 mg ou
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) 25-50 mg ao deitar,
durante 5 semanas de maneira randomizada, duplo-cego
e cruzada. O número de noites molhadas durante as últimas 2
semanas de cada período de tratamento foi comparado. Para avaliar
os efeitos de medicamentos em função da bexiga, um novo gráfico de
frequência-volume foi completado durante cada período. Somente a
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) apresentou diferença
estatisticamente significativa em relação ao placebo (p = 0,001), e
também foi superior ao grupo tratado com tolterodina (p =
0,006).(26)

As conclusões de revisão da literatura são consistentes com o
uso contínuo de Cloridrato de Imipramina (substância ativa) para o
tratamento da depressão, transtorno do pânico e condições dolorosas
crônicas (para adultos) e enurese noturna (pediátrico).

Referências

1Baldessarini RJ. Drugs and the treatment of
psychiatric disorders. Depression and anxiety disorders. In:
Goodman amp; Gilman. The pharmacological basis of therapeutics.
10th edition. Hardman JG, Limbird LE, editors. McGraw-Hill 2001.
Pages 456-459.

2Bollini P, Pampallona S, Tibaldi G, Kupelnick B,
Munizza C. Effectiveness of antidepressants. Meta-analysis of
dose-effect relationships in randomised clinical trials. British
Journal of Psychiatry 1999; 174:297-303.

3Quitkin FM, McGranth PJ, Stewart JW, Deliyannides D,
Taylor BP, Davies CA, Klein DF. Remission rates with 3 consecutive
antidepressant trials: Effectiveness for depressed outpatients. J
Clin Psychiatry 2005; 66:670-676.

4Keller MB, Gelenberg AJ, Hirschfield MA, Rush AJ,
Thase ME, Kocsis JH, et al. A doubleblind, randomized trial of
sertraline and imipramine. J Clin Psychiatry 1998; 59:598-607.

5Miller IW, Keitner GI, Schatzberg AF, Klein DN,
Thase ME, Rush AJ, et al. Psychosocial before and after treatment
with sertraline or imipramine. J Clin Psychiatry
1998;59:608-619.

6Rush AJ, Koran LM, Keller MB, Markowitz JC, Harrison
WM, Miceli RJ, et a. Study and rationale for evaluating the
comparative efficacy of sertraline and imipramine as acute,
crossover, continuation, and maintenance phase therapies. J Clin
Psychiatry 1998; 59:589- 597.

7Lepola U, Arató M, Zhu Y, Austin C. Sertraline
versus imipramine treatment of comorbid panic disorder and mayor
depressive disorder. J Clin Psychiatry 2003;64:654-662.

8Thase ME, Rush AJ, Howland RH, Korstein SG, Kocsis
JH, Gelember AJ, et al. Doubleblind switch study of imipramine or
sertaline treatment of antidepressant-resistant chronic. Arch Gen
Psychiatry 2002; 59:233-29.

9Rusell JM, Koran LM, Rush J, Hirschfeld MA, Harrison
W, Friedman ES, et al. Effect of concurrent anxiety on response to
sertraline and imipramine in patients with chronic depression.
Depression and Anxiety 2001; 13:18-27.

10McGrath PJ, Stewart JW, Janal MN, Petkova E,
Quitkin FM, Klein DF. A placebo-controlled study of fluoxetine
versus imipramine in the acute treatment of atypical depression. Am
J Psychiatry 2000;157:344-350.

11Simon GE, Heiligenstein J, Revicki D,Vonkonff M,
Katon WJ, Ludman E, Grothaus L, Wagner E. Long-term outcomes of
initial antidepressant drug choice in a “Real World” randomized
trial. Arch Far Med 1999; 8:319-325.

12Nemeroff CB. Evans DL, Gyulai L, Sachs GS, Bowden
CL, Gergel IP, Oakes R, Pitts CD. Double-blind, placebo-controlled
comparison of impramine and paroxetine in the treatment of bipolar
depression. Am J Psychiatry 2001; 158:906-912.

13Birkenhager TK, van der Broek WW, Mulder PG, Brujin
JA, Moleman P. Comparison of two-phase treatment with imipramine or
fluvoxamine, both followed by lithium addition, in inpatients with
major depressive disorder. Am J Psychiatry 2004; 161:2060-2065.

14Van Amerongen AP, Ferry G, Tournoux A. A
randomised, double-blind comparison of minacipran and imipramine in
the treatment of depression. J Affect Disord. 2002; 72(1):21-
31.

15Silverstone T. Moclobemide vs. Imipramine in
bipolar depression: a multicentre doubleblind clinical trial. Acta
Psychiatr Scand. 2001; 104(2): 104-9.

16Barlow DH, Gorman JM, Shear MK, Woods SW;
Cognitive-Behavioral Therapy, Imipramine, or Their Combination for
Panic Disorder – A Randomized Controlled Trial; JAMA; May; 283(19);
2000; 2529-2450

17Mavissakalian MR, Perel JM, Talbott-Green M, Sloan
C; Gauging the effectiveness of extended imipramine treatment for
panic disorder with agoraphobia; Biol Psychiatry; Jun; 43(11);
1998; 848-854

18Mavissakalian MR; Imiprmaine vs. Sertraline in
Panic Disorder: 24-Week Treatment Completers; Annals of Clinical
Psychiatry; Vol. 25(3/4); Sept/Dec; 2003; 171-180

19Stein MB, Goin MK, Pollack MH, et al.; Practice
Guideline for the treatment of patients with panic disorder: Second
edition. Am J Psychiatry; 2009; 166 (2):1

20Saarto, T., Wiffen, P.J.; Antidepressants for
neuropathic pain (Review); Cochrane Collaboration; A Cochrane
Review. Cochrane Library, Iohn Wiley amp; Sons, Ltd; (3); 2009

21Attal N, Cruccu G, Baron R, Haanpää M, Hansson P,
Jensen TS, Nurmikko T; European Federation of Neurological
Societies; EFNS guidelines on the pharmacological treatment of
neuropathic pain: 2010 revision; Eur J Neurol.; Sep;17(9); 2010;
1113-e88

22Kardash S, Hillman ES, Werry J. Efficacy of
imipramine in childhood enuresis: a doubleblind control study with
placebo. Can Med Assoc J. 1968 Aug 10; 99(6):263-6.

23Fritz GK, Rockney RM, Yeung AS. Plasma levels and
efficacy of imipramine treatment for enuresis. J Am Acad Child
Adolesc Psychiatry
. 1994 Jan;33(1):60-4.

24Monda JM, Husmann DA. Primary nocturnal enuresis: a
comparison among observation, imipramine, desmopressin acetate and
bed-wetting alarm systems. J Urol. 1995 Aug;154(2 Pt 2):745-8.

25Smellie JM, McGrigor VS, Meadow SR, Rose SJ,
Douglas MF. Nocturnal enuresis: a placebo controlled trial of two
antidepressant drugs. Arch Dis Child. 1996
Jul;75(1):62-6.

26Nevéus T, Tullus K. Tolterodine and imipramine in
refractory enuresis; a placebo-controlled crossover study.
Pediatr Nephrol. 2008 Feb;23(2):263-7.

Características Farmacológicas


Farmacodinâmica

Grupo farmacoterapêutico

Antidepressivo tricíclico. Inibidor da recaptação de
noradrenalina e serotonina e, com potência significativamente
menor, bloqueador da recaptação de dopamina (inibidor não seletivo
da recaptação de monoamina), cuja ação leva ao aumento da
concentração de neurotransmissores na fenda sináptica.

Mecanismo de ação

A Cloridrato de Imipramina (substância ativa) tem várias
propriedades farmacológicas, incluindo-se propriedades
alfa-adrenolítica, anti-histamínica, anticolinérgica e bloqueadora
do receptor serotoninérgico (5-HT). Contudo, acredita-se que a
principal atividade terapêutica da Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) seja a inibição da recaptação neuronal de
noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT). Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) é chamada de bloqueador “misto” de recaptação,
isto é, ela inibe a recaptação da noradrenalina e da serotonina
aproximadamente na mesma proporção.

Farmacocinética

Absorção

O Cloridrato de Imipramina (substância ativa) é absorvido rápido
e quase que complemente a partir do trato gastrintestinal,
atingindo concentração plasmática máxima média (Cmáx) de 34-137
ng/mL após a administração de uma dose, dentro de 1,75-5 horas. A
ingestão de alimentos não afeta a absorção e biodisponibilidade.
Durante sua primeira passagem pelo fígado, a Cloridrato de
Imipramina (substância ativa), administrada por via oral, é
parcialmente convertida em desipramina, um metabólito que também
exibe atividade antidepressiva. Após administração oral de 50 mg, 3
vezes ao dia durante 10 dias, as concentrações plasmáticas médias
de steady-state (estado do equilíbrio) de Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) e de desipramina foram de 33-85 ng/mL e 43-109
ng/mL, respectivamente.

Distribuição

Ligação às proteínas plasmáticas da Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) e da desipramina são 60-96% e 73-92%,
respectivamente. As concentrações de Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) no fluido cerebroespinhal e no plasma são
altamente correlacionadas. O volume aparente de distribuição da
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) e desipramina é de
10-20 L/kg e de 10-50 L/kg, respectivamente. Tanto a Cloridrato de
Imipramina (substância ativa) como seu metabólito desipramina
passam para o leite materno em concentrações análogas às
encontradas no plasma.

Biotransformação

A Cloridrato de Imipramina (substância ativa) é extensivamente
metabolizada no fígado. A Cloridrato de Imipramina (substância
ativa) é, primariamente, Ndesmetilada para formar N-desmetil
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) (desipramina) pela
CYP3A4, CYP2C19 e CYP1A2. Imipramina e desipramina sofrem
hidroxilação catalisada pela CYP2D6 para formar
2-hidroxi-Cloridrato De Imipramina (Substância Ativa) e
2-hidroxidesipramina. CYP2D6 exibe polimorfismo genético e a
exposição de Cloridrato de Imipramina (substância ativa) é duas
vezes maior em metabolizadores extensos em relação aos
metabolizadores pobres.

Eliminação

A Cloridrato de Imipramina (substância ativa) é eliminada do
organismo com meia-vida média de 19 horas. Aproximadamente 80% do
fármaco é excretado através da urina e cerca de 20% nas fezes,
principalmente na forma de metabólitos inativos. As quantidades de
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) inalterada e de seu
metabólito ativo desipramina excretados através da urina são de 5%
e 6%, respectivamente. Apenas pequenas quantidades são excretadas
através das fezes.

Populações especiais

Efeitos da Idade:

Em crianças, o clearance (depuração) médio e a
meia-vida de eliminação não difere significativamente dos controles
em adultos, mas a variabilidade entre pacientes é grande. Em função
do clearance (depuração) metabólico reduzido, as
concentrações de Cloridrato de Imipramina (substância ativa) são
maiores em pacientes idosos do que em pacientes mais jovens. A
Cloridrato de Imipramina (substância ativa) deve ser administrada
com cautela em pacientes idosos.

Insuficiência renal:

Em pacientes portadores de distúrbios renais graves, não ocorrem
alterações na excreção renal da Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) e de seus metabólitos não conjugados,
biologicamente ativos. Entretanto, as concentrações plasmáticas de
steady-state (estado de equilíbrio) dos metabólitos
conjugados, que são considerados biologicamente inativos são
elevadas. O acúmulo de metabólitos inativos pode
posteriormente resultar no acúmulo do fármaco e seu metabólito
ativo. Na insuficiência renal moderada e grave, recomenda-se
monitorar o paciente durante o tratamento.

Insuficiência hepática:

A Cloridrato de Imipramina (substância ativa) é extensivamente
metabolizada no fígado pela CYP2D6, CYP3A4, CYP2C19 e CYP1A2 e o
comprometimento hepático pode afetar a sua farmacocinética. Na
insuficiência hepática, recomenda-se monitorar o paciente durante o
tratamento. Sensibilidade étnica Embora o impacto da sensibilidade
étnica e racial na farmacocinética da Cloridrato de Imipramina
(substância ativa) não tenha sido estudado extensivamente, o
metabolismo da Cloridrato de Imipramina (substância ativa) e seu
metabólito ativo são governados por fatores genéticos que levam ao
metabolismo pobre e extensivo do fármaco e seu metabólito em
diferentes populações.

Estudos clínicos:

Não há estudos clínicos recentes realizados com Cloridrato de
Imipramina (substância ativa) para as indicações reivindicadas.

Dados de segurança pré-clínicos

Testes de mutagenicidade em camundongos forneceram resultados
contraditórios. Um estudo de carcinogenicidade em ratos em dieta
não resultou em nenhuma evidência de um potencial carcinogênico da
Cloridrato de Imipramina (substância ativa). Estudos experimentais
realizados com quatro espécies (camundongos, rato, coelho e macaco)
levaram à conclusão de que a administração oral de Cloridrato de
Imipramina (substância ativa) não possui potencial teratogênico.
Estudos com altas doses de Cloridrato de Imipramina (substância
ativa), administradas parenteralmente, resultaram principalmente em
toxidade materna grave e efeitos embriotóxicos sendo, portanto, não
conclusivos quanto a efeitos teratogênicos.

Depramina, Bula extraída manualmente da Anvisa.

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