Cloridrato De Amitriptilina Nova Quimica Bula

Cloridrato De Amitriptilina Nova Química

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Amytril.

Contraindicação do Cloridrato De Amitriptilina – Nova
Química

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) é
contraindicada para pacientes que mostraram hipersensibilidade
anterior à substância. Não deve ser ministrada simultaneamente com
um inibidor da monoamidoxidase, haja vista que têm ocorrido crises
hiperpiréticas, convulsões graves e mortes em pacientes que
receberam antidepressivos tricíclicos e medicamentos inibidores da
monoaminoxidase concomitantemente.

Quando se deseja substituir um inibidor da monoaminoxidase
(IMAO) por Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa), deve-se
esperar um mínimo de quatorze dias depois do IMAO ter sido
interrompido.

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) deve, então,
ser iniciada cautelosamente e a posologia aumentada gradativamente
até ser obtida uma resposta ideal.

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) é
contraindicada para pacientes que recebem cisaprida por causa da
possibilidade de reações adversas cardíacas, inclusive prolongação
do intervalo QT, arritmias cardíacas e distúrbios do sistema de
condução.

Este medicamento não é recomendado para uso durante a fase de
recuperação aguda após infarto do miocárdio.

Gravidez – Categoria de risco C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Amytril.

Como usar o Cloridrato De Amitriptilina – Nova
Química

Deve-se administrar uma dose baixa no início do tratamento e
aumentá-la gradualmente, observando cuidadosamente a resposta
clínica e qualquer indício de intolerância.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Amytril.

Posologia do Cloridrato de
Amitriptilina


Depressão

Dose Inicial para Adultos em Ambulatório

75mg/dia em doses fracionadas podendo ser aumentada até
150mg/dia. Os aumentos são feitos, de preferência, nas doses do
início da noite e/ou na hora de deitar. O efeito sedativo é, em
geral, manifestado rapidamente e a atividade antidepressiva aparece
dentro de 3 a 4 dias, podendo levar até 30 dias para desenvolver-se
totalmente. Um método alternativo pode ser o de iniciar o
tratamento com 50 a 100mg à noite, ao deitar-se, podendo, esta
dose, ser aumentada de 25 a 50mg por noite até 150mg/dia.

Dose de Manutenção para Adultos em
Ambulatório

50 a 100mg/dia, de preferência à noite em uma única dose diária.
Alcançada a melhora, reduzir até a mínima dose necessária. É
apropriado continuar a terapia de manutenção por três meses ou mais
para reduzir a possibilidade de recidiva.

Dose para Pacientes Hospitalizados

Início de 100mg/dia, gradualmente aumentados segundo a
necessidade até 200mg/dia. Alguns pacientes necessitam de
300mg/dia.

Dose para Adolescentes e Idosos

Estes grupos de pacientes geralmente apresentam tolerância
reduzida a este tipo de medicamento e, por isso, doses de 10 a 50
mg diárias de amitriptilina podem ser mais adequadas, administradas
de forma fracionada ou em dose única diária, preferencialmente ao
dormir. Metade da dose usual de manutenção geralmente é
suficiente.

Uso em crianças

Em vista da falta de estudos com a amitriptilina 25 mg para
depressão em crianças abaixo de 12 anos, seu uso é recomendado para
crianças acima de 12 anos.

Enurese noturna

Doses de 10mg a 20mg ao deitar, para crianças de 6 a 10 anos e
de 25 a 50mg ao deitar para crianças a partir de 11 anos. A maioria
dos pacientes responde nos primeiros dias de terapia, e nesses
pacientes a melhora tende ser contínua e crescente no decorrer do
período de tratamento. O tratamento contínuo geralmente é requerido
para manter a resposta até ser estabelecido o controle.

As doses de Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa)
recomendadas para o tratamento da enurese são baixas se comparadas
com aquelas usadas no tratamento da depressão. Os ajustes
posológicos devem ser feitos pelo médico de acordo com a resposta
clínica do paciente.

Níveis Plasmáticos

Em virtude da ampla variação na absorção e na distribuição dos
antidepressivos tricíclicos nos líquidos orgânicos, é difícil
correlacionar diretamente os níveis plasmáticos e o efeito
terapêutico. Entretanto, a determinação dos níveis plasmáticos pode
ser útil na identificação de pacientes que apresentam efeitos
tóxicos e podem ter níveis excessivamente altos, ou nos pacientes
em que se suspeita falta de absorção ou não adesão ao tratamento.
Os ajustes posológicos devem ser feitos de acordo com a resposta
clínica do paciente e não com base nos níveis plasmáticos.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Amytril.

Precauções do Cloridrato De Amitriptilina – Nova
Química

Gerais

A Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) deve ser usada
com cautela em pacientes com histórico de convulsão, função
hepática comprometida, histórico de retenção urinária (em virtude
de sua ação atropínica) ou naqueles com glaucoma de ângulo estreito
ou pressão intraocular aumentada. Em pacientes com glaucoma de
ângulo estreito, mesmo doses médias podem precipitar uma crise.

Se possível, interrompa o medicamento vários dias antes das
intervenções cirúrgicas não urgentes. Pacientes em uso de
antidepressivos tricíclicos podem, inclusive, potencializar os
efeitos de fármacos vasopressores, que podem ser necessários
durante o procedimento.

Deve-se ter cautela em pacientes usuários de lentes de contato,
visto que há relatos associando o uso da Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) com a redução do fluxo lacrimal,
que pode ser suficiente para causar ressecamento da córnea.

A Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) não é
recomendada para uso em pacientes portadores de porfiria
(associação com crises de porfiria).

Hiperpirexia tem sido relatada quando antidepressivos
tricíclicos são administrados com agentes anticolinérgicos ou
medicações neurolépticas, particularmente durante o calor.

A administração concomitante de cloridrato de Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) e terapia com eletrochoque pode
aumentar os riscos associados a esta terapia. Esse tratamento deve
ser limitado a pacientes para os quais é essencial.

Piora do Quadro Clínico e Risco de Suicídio

Pacientes com transtorno depressivo maior (TDM), podem
apresentar piora da depressão e/ou o surgimento de ideação e
comportamento suicidas ou mudanças incomuns no comportamento, se
estão ou não tomando antidepressivos, e este risco pode persistir
até ocorrer remissão significativa. A depressão e outros distúrbios
psiquiátricos são fortes preditores de suicídio. Há uma preocupação
de longa data, que os antidepressivos possam ter um papel na
indução da piora da depressão e comportamento suicida em certos
pacientes durante as fases iniciais do tratamento. Ensaios clínicos
controlados com fármacos antidepressivos demonstraram que estes
aumentam o risco de pensamentos e comportamentos suicidas em
crianças, adolescentes e adultos jovens (18-24 anos) com depressão
(TDM) e outros distúrbios psiquiátricos.

Estudos a curto prazo não mostraram um aumento no risco de
suicídio com antidepressivos em comparação com o placebo em adultos
com idade superior a 24 anos.

Todos os pacientes que forem tratados com antidepressivos devem
ser monitorizados adequadamente e observados atentamente quanto a
piora do quadro clínico, surgimento de comportamento suicida e
mudanças anormais no comportamento, especialmente durante o início
do tratamento ou em casos de alterações de dose.

Sintomas como ansiedade, agitação, ataques de pânico, insônia,
irritabilidade, hostilidade, agressividade, impulsividade,
acatisia, hipomania e mania foram relatados em pacientes adultos e
pediátricos tratados com antidepressivos. Embora não tenha sido
estabelecida uma relação causal entre o surgimento desses sintomas
e o agravamento da depressão e/ou comportamento suicida, há a
preocupação de que esses sintomas possam ser precursores de ideação
suicida.

Deve considerar-se a possibilidade de alterar o regime
terapêutico, incluindo a eventual interrupção da medicação, em
pacientes com piora do quadro clínico, ou que sofram de ideação
suicida ou sintomas que possam ser precursores do agravamento da
depressão ou suicídio.

Famílias e cuidadores de pacientes tratados com antidepressivos
devem relatar aos profissionais de saúde se o paciente apresentar
sintomas como agitação, irritabilidade, mudanças incomuns no
comportamento e ideação suicida. Deve haver um monitoramento diário
quanto ao surgimento destes sintomas. A Cloridrato de Amitriptilina
(substância ativa) deve ser administrada na menor dose efetiva,
para reduzir o risco de superdose.

Transtorno bipolar

Um episódio depressivo maior pode ser característico da fase
inicial do transtorno bipolar. Há a hipótese que o tratamento de
transtorno bipolar com um antidepressivo pode aumentar a
probabilidade de precipitação de um episódio misto / maníaco em
pacientes com risco de transtorno bipolar. Dessa forma, antes de
iniciar o tratamento com um antidepressivo, os pacientes com
sintomas depressivos devem ser adequadamente monitorados para
determinar se eles estão em risco de desenvolver transtorno
bipolar. Tal monitoramento deve incluir a avaliação do histórico
psiquiátrico detalhado, incluindo histórico familiar de suicídio,
transtorno bipolar e depressão. O cloridrato de Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) não é indicado para uso no
tratamento do transtorno bipolar.

Doenças Cardiovasculares

Os pacientes com distúrbios cardiovasculares devem ser
observados atentamente. Os antidepressivos tricíclicos (inclusive o
cloridrato de Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa)) têm
mostrado produzir arritmia, taquicardia sinusal e prolongamento do
tempo de condução, particularmente quando ministrados em doses
altas. Têm sido relatados infarto do miocárdio e acidente vascular
cerebral com medicamentos desta classe.

Doenças Endócrinas

É necessária observação constante quando a Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) é ministrada a pacientes
hipertireoideanos ou que recebem medicação tireoideana.

É recomendada cautela em pacientes portadores de Diabetes
Mellitus. Os antidepressivos tricíclicos podem causar
alterações na glicemia. A Cloridrato de Amitriptilina (substância
ativa), em especial, tem sido relacionada a não percepção da
hipoglicemia.

Doenças do Sistema Nervoso Central

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) pode
potencializar a resposta ao álcool e os efeitos de barbitúricos e
outros depressores do SNC. Em pacientes que fazem o uso excessivo
de álcool, a potencialização pode aumentar o perigo inerente a
qualquer tentativa de suicídio ou superdose.

A possibilidade de suicídio nos pacientes deprimidos permanece
durante o tratamento; por essa razão, os pacientes não deverão ter
acesso a grandes quantidades do medicamento durante o
tratamento.

Quando o Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) é
usado para tratar o componente depressivo da esquizofrenia, os
sintomas psicóticos podem ser agravados. Da mesma forma, na psicose
maníaco-depressiva, os pacientes deprimidos podem apresentar uma
mudança para a fase maníaca. Nesses casos, delírios paranóides, com
ou sem hostilidade associada, podem ser exacerbados. Em quaisquer
dessas circunstâncias, pode ser aconselhável reduzir a dose da
Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) ou usar um
antipsicótico simultaneamente.

Gravidez

Categoria de risco C.

Não foram observados efeitos teratogênicos em camundongos, ratos
ou coelhos quando Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa)
foi administrada por via oral a doses de 2 a 40mg/kg/dia (até 13
vezes a dose máxima recomendada para o ser humano). Estudos na
literatura demonstraram que o Cloridrato de Amitriptilina
(substância ativa) é teratogênica em camundongos e hamsters quando
administrada por diferentes vias de administração a doses de 28 a
100mg/kg/dia (9 a 33 vezes a dose máxima recomendada para seres
humanos), produzindo malformações múltiplas.

Outro estudo em rato relatou que uma dose oral de 25mg/kg/dia (8
vezes a dose humana máxima recomendada) produziu atrasos na
ossificação dos corpos vertebrais do feto sem outros sinais de
embriotoxicidade. Nos coelhos, uma dose oral de 60mg/kg/dia (20
vezes a dose humana recomendada máxima) causou ossificação
incompleta dos ossos cranianos.

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) atravessa a
placenta. Embora não tenha sido estabelecida uma relação causal,
houve alguns relatos de eventos adversos, incluindo efeitos no SNC,
deformidades dos membros ou atraso no desenvolvimento, em lactentes
cujas mães tinham tomado Cloridrato de Amitriptilina (substância
ativa) durante a gravidez.

Não há estudos bem controlados em mulheres grávidas; portanto,
ao administrar a medicação as pacientes grávidas ou mulheres que
podem engravidar, os possíveis benefícios devem ser confrontados
contra os eventuais riscos para a mãe e a criança.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Amamentação

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) é excretada no
leite materno. Em razão do potencial para reações adversas graves
causadas pelo Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa)
em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar o medicamento ou a
amamentação. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em
caso de suspeita de gravidez.

Uso Pediátrico

Em vista da falta de experiência com o uso desta substância no
tratamento da depressão em crianças, o uso de Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) 25mg não é recomendado para
pacientes deprimidos com menos de 12 anos de idade.

Uso em Idosos

Em geral, recomendam-se as posologias mais baixas para estes
pacientes por serem especialmente sensíveis aos efeitos adversos do
fármaco. Para adolescentes e pacientes idosos que podem não tolerar
doses mais altas, 50mg por dia podem ser satisfatórios. A dose
diária necessária pode ser administrada em doses divididas ou como
uma única dose.

Efeitos ao dirigir veículos e operar
máquinas

O medicamento pode comprometer o estado de alerta em alguns
pacientes; por isso, deve-se evitar dirigir automóveis e fazer
outras atividades perigosas, tais como operar máquinas, devido a
possibilidade de diminuição das habilidades físicas e/ou
mentais.

Este medicamento contém lactose.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Amytril.

Reações Adversas do Cloridrato De Amitriptilina – Nova
Química

Reação rara (gt;1/10.000 e lt;1.000)

Hepatotoxicidade, icterícia, síndrome serotoninérgica (relatada
em associação com fármacos)

Reação muito rara (lt;1/10.000)

Cardiomiopatia, síndrome neuroléptica maligna (relatados após
aumento da dose de amitriptilina).

Reações adversas com frequências desconhecidas com
Cloridrato de Amitriptilina

Aumento de peso, cardiomiopatia congestiva, agranulocitose,
trombocitopenia, discinesia facial buco-maxilo-lingual associada a
movimentos atetóticos grosseiros, parestesia, impotência, hepatite,
alteração da função hepática, falência hepática, reação de
hipersensibilidade, cãibra, disfunção ejaculatória, eosinofilia
pulmonar, tolerância ao fármaco, arritmia, taquicardia sinusal,
anormalidades no ECG – eletrocardiograma, xerostomia, confusão,
distúrbio de concentração, cefaleia, sonolência, visão borrada,
distúrbio de acomodação, oftalmoplegia, aumento da pressão
intraocular, comportamento agressivo (crianças e adultos), delírio
(níveis alto de amitriptilina), fratura óssea, fratura óssea não
vertebral, fratura de quadril, redução da memória, mioclonia,
distúrbios da fala – bloqueio e abstinência (sintomas de retirada
náuseas, cefaleia, mal-estar, apneia do sono).

Reações adversas com frequências desconhecidas relatadas
com antidepressivos tricíclicos

Icterícia, prolongamento do intervalo QT, infarto do miocárdio,
hipotensão ortostática, fotossensibilidade, rash cutâneo,
urticária, edema do testículo, ginecomastia (em homens), aumento
das mamas (em mulheres), galactorreia, hipoglicemia, hiperglicemia,
ganho ou perda de peso, síndrome da secreção inapropriada de
hormônio antidiurético, aumento da transpiração, obstipação, cáries
dentárias (em crianças com enurese), íleo paralítico, náuseas,
desconforto epigástrico, vômitos, anorexia, estomatite, sabor
peculiar, diarreia, escurecimento da língua, refluxo
gastroensifágico à redução do tônus do esfíncter esofagogástrico,
agranulocitose, eosinofilia, leucopenia, púrpura, trombocitopenia,
AVC (acidente vascular cerebral), tontura, convulsão, disfunção
sexual, edema testicular, aumento ou diminuição da libido, morte
súbita cardíaca, porfiria aguda intermitente, miastenia grave,
piora da depressão (adultos e crianças podem apresentar agravamento
clínico da depressão durante as fases iniciais de tratamento e
em qualquer mudança de dose), hipomania, pensamentos suicidas,
suicídio ou tentativa de suicídio e exacerbação de insuficiência
cardíaca.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – notivisa, ou para a
Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Amytril.

Interação Medicamentosa do Cloridrato De Amitriptilina –
Nova Química

Outros Antidepressivos

A potência de Cloridrato de Cloridrato de Amitriptilina
(substância ativa) é tal que a adição de outros medicamentos
antidepressivos ao seu esquema geralmente não resulta qualquer
benefício terapêutico adicional; ao contrário, têm sido relatadas
reações indesejáveis após o uso combinado de antidepressivos com
outros mecanismos de ação.

Consequentemente, o uso combinado de cloridrato de Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) com outros antidepressivos deve
ser realizado somente com o devido reconhecimento da possibilidade
de potencialização e com amplos conhecimentos acerca da
farmacologia desses medicamentos. Não há indícios de eventos
adversos quando os pacientes que recebiam cloridrato de Cloridrato
de Amitriptilina (substância ativa) mudaram seu tratamento
imediatamente para protriptilina ou vice-versa.

Guanetidina

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) pode
bloquear a ação anti-hipertensiva da guanetidina ou de compostos de
ação similar.

Agentes Anticolinérgicos/Simpatomiméticos

Quando o Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) é
administrada concomitantemente com agentes anticolinérgicos ou
simpatomiméticos, incluindo epinefrina combinada com anestésico
local, são necessários supervisão próxima e cuidadoso ajuste na
posologia. Pode ocorrer íleo paralítico em pacientes que tomam
antidepressivos tricíclicos em combinação com medicamentos
anticolinérgicos.

Depressores do Sistema Nervoso Central

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) pode aumentar a
resposta ao álcool e os efeitos dos barbitúricos e de outros
depressores do SNC. É aconselhável precaução se o paciente receber
concomitantemente grande dose de etclorvinol, haja vista que foi
relatado delírio transitório em pacientes que foram tratados com 1g
de etclorvinol e 75-150mg de Cloridrato de Amitriptilina
(substância ativa).

Dissulfiram

Foi relatado delírio após administração concomitante de
Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) e dissulfiram.

Topiramato

Alguns pacientes podem ter um grande aumento na concentração de
Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) na presença de
topiramato. Quaisquer ajustes na dose de Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) devem ser feitos de acordo com a
resposta clínica do doente e não com base nos níveis
plasmáticos.

Analgésicos

Os antidepressivos tricíclicos podem aumentar o risco de tontura
em pacientes que recebem tramadol.

Medicamento Metabolizado pelo Citocromo P450
2D6

O uso concomitante de antidepressivos tricíclicos com fármacos
que podem inibir o citocromo P450 2D6 (por exemplo: quinidina,
cimetidina) e aquelas que são substratos para P450 2D6 (vários
outros antidepressivos, fenotiazinas e os antiarrítmicos Tipo 1C
propafenona e flecainida) pode requerer doses mais baixas que a
normalmente prescrita para qualquer antidepressivo tricíclico ou
outro medicamento. Sempre que uma dessas outras medicações é
retirada da terapia combinada, pode ser necessário o aumento da
dose do antidepressivo tricíclico. Apesar de todos os inibidores
seletivos de recaptação da serotonina (SSRIs), tais como a
fluoxetina, a sertralina e a paroxetina inibirem o citocromo P450
2D6, o grau de inibição pode variar.

Síndrome serotoninérgica

A “síndrome serotoninérgica” (alterações de cognição,
comportamento, função do sistema nervoso autônomo e atividade
neuromuscular) foi relatada quando o Cloridrato de Amitriptilina
(substância ativa) foi administrada concomitantemente com outras
substâncias que aumentam a serotonina.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Amytril.

Ação da Substância Cloridrato De Amitriptilina – Nova
Química

Resultados de Eficácia


A eficácia do Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) no
tratamento da depressão tem sido demonstrada e comprovada por
inúmeros estudos clínicos, sendo que, mesmo com a vinda de novos
antidepressivos não tricíclicos, mantêm-se os índices de eficácia
terapêutica e uso. Além do tratamento da depressão, o Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) tem sido administrada de forma
eficaz em outras situações clínicas, como a enurese noturna.

Foi realizado um estudo terapêutico de Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) versus placebo no
tratamento de enurese noturna em 83 crianças na faixa etária de 5 a
15 anos, onde foi relatado que a taxa de cura total com o fármaco
variou de 28,8% após um período de seis semanas de 1
tratamentoe no final de seis meses obteve-se a taxa de 68,89% a
53,3%, respectivamente1.

Em estudo duplo-cego com a amitriptilina em crianças com
enurese, concluiu-se que a amitriptilina é bem utilizada para esta
indicação. Pelo fato dos pacientes não terem completado o ciclo
todo, a resposta do estudo foi expressa em número das noites sem
enurese, semanalmente por um período de tratamento. O resultado do
grupo da amitriptilina foi de 4,67 comparado com 3,51 do grupo
placebo. Esta diferença foi altamente significativa (plt; 0,001)
2.

Referências:

1. Mishra PC et cols. Therapeutic
trial of amitryptiline in the treatment of nocturnal enuresis – a
controlled study. Indian Pediatrics 1980; 17 (3): 279-85.
2. Lines DR. A double-blind trial of amitryptiline in enuretic
children. The Medical Journal of Australia 1968; 2 (7):
307-8.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Amytril.

Características Farmacológicas


O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) é quimicamente
definido como cloridrato de 3-10,11-diidro-5- H-dibenzo [a,d]
ciclohepteno-5-ilideno)-N,N-dimetil-1-propanamina. Trata-se de um
composto branco cristalino, facilmente solúvel em água, cujo peso
molecular é 313,87. A fórmula empírica é
C20H23N.HCl.

Farmacologia

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) inibe o
mecanismo de bomba da membrana responsável pela captação da
norepinefrina e serotonina nos neurônios adrenérgicos e
serotonérgicos. Farmacologicamente, essa atividade pode
potencializar ou prolongar a atividade neural, uma vez que a
recaptação dessas aminas biogênicas é fisiologicamente importante
para suprir suas ações transmissoras. Alguns acreditam que essa
interferência na recaptação da norepinefrina e/ou serotonina é a
base da atividade antidepressiva do Cloridrato de Amitriptilina
(substância ativa).

Farmacocinética

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) é rapidamente
absorvida pelo trato gastrintestinal e as concentrações plasmáticas
atingem ápice dentro de 6 horas após a dose oral.

Metabolismo

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) sofre intenso
metabolismo de primeira passagem, e é desmetilada no fígado pelas
isoenzimas do citocromo P450 (CYP3A4, CYP2C9, E CYP2D6), em seu
metabólito primário, nortriptilina. Outras vias de metabolização do
Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) incluem a
hidroxilação pela CYP2D6 e a N-oxidação; a nortriptilina segue vias
similares. O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) é
excretada na urina, principalmente sob a forma de seus metabolitos,
livres ou em forma conjugada.

O Cloridrato de Amitriptilina (substância ativa) e a
nortriptilina são amplamente distribuídas por todo o corpo e são
extensivamente ligadas às proteínas do plasma e teciduais. A
variação da meia-vida de eliminação do Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) foi estimada em cerca de 9 a 25
horas, que pode ser consideravelmente estendida em caso de
sobredosagem. As concentrações plasmáticas de Cloridrato de
Amitriptilina (substância ativa) e nortriptilina podem variar
amplamente entre os indivíduos e nenhuma correlação simples com uma
resposta terapêutica foi estabelecida.

Eliminação

Em torno de 50 a 66% do medicamento é excretado na urina dentro
de 24 horas como glicuronídeo ou sulfato conjugado de metabólitos.
Uma pequena quantidade de fármaco não alterado é excretado na
urina.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Amytril.

Cloridrato-De-Amitriptilina-Nova-Quimica, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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